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Morte, memória e identidade
Braga, C. M. Vilas Boas (2018): Morte, memória e identidade: uma análise das práticas funerárias de Bracara Augusta. Tese doutoral apresentada na Universidade do Minho.
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
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Braga, C. M. Vilas Boas (2018): Morte, memória e identidade: uma análise das práticas funerárias de Bracara Augusta. Tese doutoral apresentada na Universidade do Minho.
“Alternativamente,
a proporção desequilibrada entre os sexos entre os adultos nos cemitérios
argáricos pode ser responsável por um “excesso” de mulheres e não por uma falta
de homens. Este cenário envolve não apenas um número substancial de mulheres
que chegam, mas também práticas matrimoniais consistentes com ele, ou seja, sob
a forma de poliginia ou de monogamia em série. No entanto, a exogamia feminina
por si só não explica todas as formas de mobilidade que poderiam ser inferidas
a partir dos dados de La Almoloya. Enre os homens, a falta de evidências de
irmãos e meio-irmãos adultos sugere que a patrilocalidade pode ter sido
restrita a certos homens, enquanto outros deixaram o local. Os homens podem ter
saído do seu local de nascimento como parte de práticas de exogamia masculina,
atribuição a outros assentamentos, ou processos de migração/colonização ligados
à expansão territorial argárica. Estudos futuros sobre o ADNA de pessoas
enterradas em locais diferentes de La Almoloya contribuirão ainda mais para
testar estas possibilidades.”
Artigo:

Deixamos aqui a palestra que foi proferida o passado mes de abril no Museu Arqueologico Nacional (MAN) de Madrid pelos arqueologos Vicente Lull, Rafael Micó e Cristina Rihuete Herrada (Grupo de Pesquisa em Arqueoecologia Social do Mediterrâneo -ASOME-UAB-, Departamento de Pré-História, Universidade Autônoma de Barcelona)
Reconstruir as relações de parentesco em sociedades pré-históricas é um objetivo tão desejável quanto difícil de alcançar. A pesquisa sobre El Argar considerou isso desde o início, principalmente graças às informações e pistas fornecidas por sepulturas duplas, que adquiriram um significado ritual consolidado nessa sociedade.
Nos últimos anos, o desenvolvimento da arqueogenética abriu novas possibilidades para identificar relações de consanguinidade, um dos componentes básicos para a compreensão das relações de parentesco.
INDEX
Murphy, E. & Le Roy, M. (2023): Normative, Atypical or Deviant? Interpreting Prehistoric and Protohistoric Child Burial Practices. Childhood in the Past Monograph Series Vol. 10. Archaeopress. Oxford. ISBN: 9781803275116 DOI: 10.32028/9781803275116
INDEX

Funerary Practices in 2 Millenium
Nonat, L. & Prieto Martinez, M.P. (2022): Funerary Practices in the Second Half of the Second Millennium BC in Continental Atlantic Europe: From Belgium to the North of Portugal. Archaeopress. Oxford. ISBN: 978-1-78969-938-8
Como me disse uma vez um bom amigo (Lois Armada) no entanto me ensinava a machada polida que acabava de topar em um dos multiplos pavimentos perto dum muro (ou quase incrustada a ele?) em uma casa da Idade do Ferro -em concreto Ibérica- "aqui andavan sacraliçando com uma machada dos sus ancestrais"
Pois bem parece que em esta tumba dos Campos de Urnas da Polónia véu a suceder algo semelhante; um exemplo dos muitos que podemos topar de objetos de esses "passados" reformulados em um contexto distinto do que lhes deu origem. Por um lado poderíamos pensar em um reciclagem como objeto de função pratica, algumas machadas neolíticas tem sido identificadas (e reutilizadas como tales) as vezes pelos paisanos como pedras de afiar.
Mas também existe na tradição oral atribuições de uma origem sobrenatural que lhe atribuem qualidade magicas e protetoras, as chamadas "pedras de raio", que contam na tradição ocidental com uma longa história, que como mínimo nos leva a Antiguidade onde receberam o nome de Ceraunias, com o que posteriormente serão conhecidas de forma culta.

O estudo não indica que pudera haver um reúso prático das peças e aponta a um sentido simbólico, ideia que dado a escassez do enxoval (ou melhor dito o seu caráter fortemente seletivo) da tumba se veria reforçada. Ceraunia, amuleto protetor ou qualquer outro sentido?, o certo é que tem que haver alguma conexão entre estas peças e o simbolismo funerário de algum jeito.

Pode que tampouco escape a isto, o facto de que estas peças fossem recuperadas assim mesmo do contexto de tumbas neolíticas ou calcolíticas, nas quais podia subsistir ainda o esqueleto do cadáver, o qual puído influir também na ideia de associar o simbolismo mágico-religioso de estas peças a um contexto tão concreto como o funerário
Artigo:
García Sanjuán, L., Vargas Jiménez, J.M, Hurtado Pérez, V., Ruiz Moreno, T. Cruz-Auñón Briones, R. (2013): El Asentamiento Prehistórico de Valencina de la Concepción (Sevilla): Investigación y Tutela en el 150 Aniversario del Descubrimiento de La Pastora. Universidad de Sevilla. Sevilla ISBN: 978-84-472-1465-5
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