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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Reis Extranhos e Origens do Poder no Timor


Anteriormente temos tratado, trangencialmente, do topos dos Reis Estranhos (aqui), muito extendido no Sureste Asiático, e que Marshall Sahlins ampliou a outros contextos etnográficos e históricos (Sahlins, 2000a, 2000b). Tema que como expressa Traube no livro de acima: "incorporam uma conceção de poder como algo originalmente alheio à sociedade. Em todas estas teorias políticas, observa Sahlins, "a realeza é a estrangeira" e "o poder é um bárbaro" (Traube, 1986)


No sistema dos Reis Extranhos o carater alheio do poder político se exprime através de uma oposiçâo entre o soberano foraneo e os "donos da terra" autoctonos. Em esta divissão ao ultimos compete o mantimento da fecundidade da terra, que mantem apís a su substituiçâo pelo soberano extrangeiro:
  
"Na ilha de Roti, por exemplo, diz-se que o antepassado do Manek ou Senhor veio de além-mar e entrou em disputa com o Dae Langgak, a Cabeça da Terra. O resultado foi que o Dae Langgak perdeu o poder político para o Manek, mas preservou a autoridade ritual sobre a fertilidade. Em Timor, as tradições Belunesas e Atoni apresentam variações deste padrão. Os governantes dos reinos Beluneses e Atoni são ambos considerados de origem étnica diferente da dos seus povos. O fundador de Wehali, no centro de Belu, é associado a uma terra distante além-mar conhecida como Sina Mutin Malacca. Tanto as tradições Belunesas como as Atoni identificam o governante Atoni Sonba'i como o irmão mais novo do Senhor de Wehali. Para os Atoni, Sonba'i é um outsider. Os mitos contam como derrotou um antigo Senhor da Terra, um chefe chamado Kune, que detém a autoridade ritual sobre o solo
Outra variação do padrão narrativo ocorre nas tradições Bunaq, sobre os antepassados que vêm de além-mar e subjugam os autóctones "donos da terra", conhecidos por melus. Ritualmente, estes melus são identificados com os espíritos dos autóctones falecidos, e os Bunaq consideram-nos os mais poderosos de todas as "sombras da terra"


No ultimo parrafo os burag assimilam a oposiçâo entre autoctos e alheios através de uma doble linha de ancestrais, os ancestrais da gente atual e os ancestrados dos autoctones que embora desaparecidos subsistem na forma de espiritos dessa outra gente que têm o control dos mundo telurico e a subsistência da comunidade. 

Reis Extranhos e Origens do Colonialismo

Uma variante peculiar de este topos e a que fazem os Mambai que Traube estuda no seu livro, ja que estes transformam aos "estrangeiros" (os malaia) em autoctonos. Na tradição mandai as diferências etnicas entre timores e malaios ou ainda brancos (todos classificados genericamente como malaia) são apenas resultado de uma divissão de linhagens e fissicos que aparece nos mito de origem nos que no obstante os ancestrais de mambai e malaia aparecem como 2 irmão descentes de deus.
"Como deus soberano, o papel do Céu é articular limites e divisões. Ele ordena o cosmos distribuindo sinais de diferença, e o seu primeiro ato é dividir os seus filhos nas categorias opostas de bocas silenciosas e bocas falantes. A enunciação primordial da soberania retira o poder da fala dos primogénitos do Céu; é designada por "ban do interior" ou "ban da rocha e da árvore". Enquanto isso, os filhos humanos do Céu assumem características físicas distintas. O mais novo "tira água branca" e "lava-se branco/banha-se limpo", mas o mais velho "tira água negra", o que o deixa "nem branco nem limpo", num estado sem marcas."
Após isto o Ceu divide o poder sobre este mundo dividido entre as coisas "silenciosas" (o mundo vegetal e animal) e as falantes (a humanidade), através de uma serie de insignias asociadas a cada um de estes ambitos da realidade. O primogenito Ki Sa, receva a rocha e a árvore sagradas, símbolos da sua autoridade ritual sob um cosmos silencioso ao mais novo, Loer Sa, deus da-lhe  o livro e a pruma emblemas dos europeios. 


Ao mesmo tempo o Pai Ceu deposita como posseção comum na casa originaria (trasuntos das casas sagradas timoresas) uma serie indefinida de insignias que encarnam o poder político, mas Loer sa rouba estes objetos sagrados e fuge para o norte, privando ao seu irmão maior da autoridade, o que faz que seja incapaz de governar aos homens que  "nem tremem nem temem" ante as suas ordens. 


A fugida por mar de Loe Sa faz que a partir de este momento estes signos do poder sejam conhecidos como "o ban do mar" por oposição ao "ban do interior" formado pela arvore e a rocha que Si Ka retiveu na sua posse. Ante a evidência de que o seu "governo não tem passo" ante o povo Ki Sa emprende a busqueda do seu irmão para reclamar-lhe as insignias do poder:
   
"Empreende uma longa e árdua viagem através do mar até Portugal. Lá, encontra o seu irmão mais novo trancado dentro de uma casa. Ao acordar, Loer Sa recebe reverências de Ki Sa e ouve um longo e comovente discurso. O seu irmão mais velho descreve a sua situação difícil e recorda ao mais novo as suas obrigações para com o lugar que abandonou. Pede a Loer Sa um novo símbolo de status que fará o seu próprio reino "tremer e temer". Loer Sa responde entregando objetos, prometendo que os seus descendentes regressarão a Timor com a bandeira numa data posterior"

Investido com estes novos signos de pode substitutorios Ki Sa volta ao Timor e restavelece a ordem no reino pois agora as suas palavras são escutadas e os seus mandatos tem pesso e fazem "tremer e temer" a gente. O mito termina com o prometido retorno dos descendes do Loe Sa, identificados com os colonos portugueses
   
"Passam-se gerações, mas finalmente os Malaia, descendentes de Loer Sa, regressam a Timor, com a bandeira hasteada no mastro do seu navio. Todos os povos da terra se reúnem para os receber na costa. Os descendentes de Ki Sa recebem bandeiras e outras insígnias de poder dos Malaia, mas logo renunciam a esses símbolos. Cansados do comando, "entregam o governo" (sra ukun) a novos líderes indígenas que vêm de fora do reino. Por este ato, os governantes originais renunciam a todas as responsabilidades mundanas para com o reino que fundaram, mas retêm a sua autoridade ritual sobre o cosmos. A expressão poética para a sua renúncia ao poder é que "se sentam para cuidar da rocha e vigiar a árvore"
Através de esta renuncia o mito descreve a justifica a situação do dominio colonial integrando-a na cosmologia mandai, no tipico esquema de "Reis Estrangeiros" no que os portugueses terminam ostentando as faculdade políticas e o monopolio da força (a proteção). 


No entanto os mandai comprem a função de "senhores da terra" que através do ritual mantem o ciclo da vida e fecundidade necessario para a supervivência fisica da sociedade. Em esta construção a estrutura tributaria do poder colonia se amosttra não como uma relação desigual senão de reciprocidade funcional e intercambio equilibrado:
   
"O mito conclui com uma descrição da instituição de um sistema de trocas pelos Malaia e pelas autoridades rituais. Neste sistema, as dádivas da colheita acumuladas no interior são entregues aos Malaia, no litoral, pelos governantes executivos indígenas. Estas dádivas são retribuídas com prestações de arroz cru, sal e gado. A transação é representada como parte de uma troca de serviços, em que as autoridades rituais promovem a fertilidade da terra e os Malaia guardam os limites dos campos e jardins."
A proprio poder político inicialmente indefinido aparesce logo materializado através da bandeira portuguesa que os indigenas timoreses aos observar os extranhos rituas do seu izado e arriado solemne quotidiano pelos soldados colonias identifaram como a insignia da que procede o poder dos reis extranhos portugueses. 


As insignias funcionais que definem a malaia e manbai, o livro e pruma vs. a rocha e a arvore expressam o ambito do natural que garante a vida fronte cultura burocratica, estatal e exotica dos europeus, e são reunidos através do talismam da soberania roubados do fogar comum pelo primeiro malai e retornados desde o mar, a través da bandeira. 
    

Mas além de esta cenificação da estrutura e realidade social no pensamento mandai esta dicotomia adquire os carateres de uma dualidade cosmologicos: o Norte (mar) vs. o Sul (Interior), o Pão Ceu vs. a Mâe Terra que compreta o edificio social repressentando nos dois postes (sul e norte) da casa sagrada.
   
"Subjacente ao mito está uma oposição entre duas orientações no espaço, que se manifesta ao nível cósmico no par teológico. Ao Céu, que ordena o cosmos, pertence o mundo exterior, e tem a natureza aberta e irrestrita de um andarilho. À Mãe Terra, que estabiliza e nutre o cosmos, pertence o mundo interior, o espaço escuro e confinado da casa, e a ela pertence a natureza fechada e restrita de quem espera num lugar de origem. Daqui decorre uma divisão das pessoas em duas categorias: as que vagam cara o exterior e as que são deixadas para trás pelos errantes"

Bibliografia

Traube, E.G. (1986): Cosmology and Social Life. Ritual exchange among the Mambai of East Timor. University of Chicago. Chicago & Londres
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.  

Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Da Roma Antiga ao México Colonial - Livro

From Ancient Rome 
to Colonial Mexico

Wright-Carr, D. C. & Marco Simón, F. (eds.) (2023): From Ancient Rome to Colonial Mexico: Religious Globalization in the Context of Empire. University Press of Colorado.  ISBN: 978-1-64642-315-6

Sinopse  
Da Roma Antiga ao México Colonial compara a cristianização do Império Romano com a evangelização da Mesoamérica, oferecendo novas perspetivas sobre os processos históricos envolvidos na disseminação do cristianismo. 


Combinando conceitos de império e globalização com a noção de religião numa perspetiva pós-colonial, o livro propõe o método de comparação analítica como ponto de partida para conceptualizar afinidades e diferenças históricas entre o antigo Império Romano e a Mesoamérica colonial. Uma equipa internacional de especialistas em estudos clássicos e mesoamericanos envolve-se numa discussão interdisciplinar envolvendo ideias de história, antropologia, arqueologia, história da arte, iconografia e filologia. 


Os temas principais incluem o papel da religião nos processos de dominação imperial; a utilização da religião como instrumento de resistência ou imposição, apropriação, incorporação e adaptação de diversos elementos dos sistemas religiosos por parte de grupos hegemónicos e povos subalternos; os mal-entendidos criativos que podem surgir no “meio-termo”; e a rejeição do cristianismo da violência ritual e a sua utilização dessa rejeição como pretexto para infligir outros tipos de violência contra povos classificados como “bárbaros”, “pagãos” ou “diabólicos”.


Da Roma Antiga ao México Colonial apresenta um ponto de vista simpático para discutir e tentar decifrar processos passados ​​de comunicação social em contextos multiculturais de realidades atuais. Será significativo para os académicos e especialistas em história das religiões, etno-história, antiguidade clássica e estudos mesoamericanos.  
   
INDEX
  
Introduction 
Francisco Marco Simón & 
David Charles Wright-Carr

1. Ritual Mediation on the Middle Ground: 
Rome and New Spain Compared
Greg Woolf

2. A Long Way to Become Christian: 
Romans, Hungarians, and the Nahua
György Németh

3. Human Sacrifice and the Religion of the Other:
Barbarians, Pagans, and Aztecs 
Francisco Marco Simón

4. The Aztec Sun and Its Mesoamerican Milieu 
from a Classical Mediterranean Perspective 
Lorenzo Pérez Yarza

5. Donkeys and Hares: The Enemy Warrior in 
the Early European Chronicles of the Conquest 
Paolo Taviani

6. Cultural Persistence and Appropriatio
n in the Huamantla Map 
David Charles Wright-Carr

7. Comparison and the Franciscan Construction of 
Mesoamerican Polytheism through Augustine 
of Hippo’s De Civitate Dei
Sergio Botta

8. Bernardino de Sahagún on Nahua Astrology 
and Divination: Greco-Roman Traditions, 
Christian Disapproval and Ambiguity, 
and Mesoamerican Practices 
Guilhem Olivier

9. A Version of the Millennial Kingdom in the 
Portería of the Franciscan Convent in Cholula, Mexico
María Celia Fontana Calvo

10. Smoking Stones and Smoking Mirrors: 
The Limits of Antiquarianism in New Spain 
Martin Devecka


Descarregar o livro em: From Rome to Colonial Mexico

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

CARGO Nº 22/2 - 2024

CARGO Nº 22/2 - 2024

Journal for Cultural and Social Anthropology

INDEX 

Editorial  pp. 6-7
Zdeněk Uherek 

Articles

Untold Stories in the History of Anthropology: 
Japan, Colonialism, Anglophone Hegemony, 
and World Anthropologies pp. 8-33
Takami Kuwayama

Vintage Hunters: Creating Vintage in 
the Czech Republic pp. 34-52
Varvara Borisova

About the imagination of Czech~
 development engineers p. 53-75
Jan Werner

Discussion/Diskuse

Has the EASA Lost its Way? pp. 76-78
Adam Kuper (Author)

Remembering/Vzpomínka

Den umistelige: Remembering Thomas
 Hylland Eriksen pp. 79-82
Zdenka Sokolíčková 

Reviews/Recenze

Rethinking Margins in the Anthropocene
Thorsteinsson, Björn, Katrín Anna Lund, Gunnar 
Thór Jóhannesson, and Guðbjörg R.
 Jóhannesdóttir, eds. 2024. Mobilities on the margins: 
creative processes of place-making. of Arctic 
Encounters. Cham: Palgrave Macmillan pp. 83-88
Tobias Herman Hendrik Feltham

On Pre-Malinowski Fieldworkers
Ethnographers before Malinowski. 
Pioneers of Anthropological Fieldwork, 
1870–1922. Edited by Frederico Delgado Rosa 
and Han F. Vermeulen. New York, Oxford: 
Berghahn Books, 2022 pp. 89-96
Petr Skalník


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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

KLEOS Nº 7 - 2024

KLEOS 
   
Nº 7 - 2024
   

INDEX

Editorial
   
Articles
  
Unveiling the symbolic significance of Mycenaean 
weaponry: exploring material culture and 
death in the Late Bronze Age Argolid pp. 9‐26
Meilin Lyu

Suspend your disbelief: spontaneous generation 
in Antigonus’s paradoxography pp. 27‐41
Ariella Goldberg

Rome and its allies in Asia Minor: a study on 
political relationship between Rome, Rhodes,
 and Pergamon from the Peace of Apamea
to the end of Third Macedonian War pp. 42‐56
Dapeng Chen

Hadrian’s ecumenical vision of Empire: 
reconsidering the ideological function of 
personifying the Roman provinces on
Hadrianic coinage  pp. 57‐73
Grace MacLachlan

Carthago prosperanda est: representation 
of Carthaginians in video games pp. 74‐89
Corine Gerritsen

Holocaust, Colonialism, Slavery: 
entangled histories of a Benin
Bronze from a Jewish Collection 
pp. 90‐105
Leah Niederhausen

Letters and Reviews

Emma M. Payne (2021). Casting the Parthenon 
Sculptures from the Eighteenth Century 
to the Digital Age. London: 
Bloomsbury Academic  pp. 106‐110
Lindsay Morehouse


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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Classicismo, Colonialismo e Teoria Postcolonial

 Handbook of Classics, Colonialism, & Postcolonial Theory

Blouin,  K.  & Akrigg, B. (2024): The Routledge Handbook of Classics, Colonialism, and Postcolonial Theory. Routledge. Londres. ISBN: 9781003096016  DOI: 10.4324/9781003096016

Sinopse   
Este manual explora as formas como as histórias do colonialismo e o pensamento e a teoria pós-colonial lançam luz sobre a nossa compreensão do antigo mundo mediterrânico e da disciplina dos clássicos, utilizando um vasto conjunto de estudos de caso e fornecendo caminhos para futuras pesquisas e discussões.




Reúne capítulos de uma ampla, internacional e interseccional gama de estudiosos provenientes de uma variedade de origens e perspetivas subdisciplinares, e de todo o âmbito cronológico e geográfico dos Clássicos. 





Os capítulos cobrem o estado da investigação atual sobre as antigas histórias do Mediterrâneo e do Sul, Central e Oeste da Ásia. Fornecem estudos de caso para ilustrar como o pensamento pós-colonial já iluminou a nossa compreensão do antigo mundo mediterrânico e mais além, bem como o seu potencial para o futuro. 






Os capítulos oferecem também oportunidades para a reflexão sobre o estado atual da disciplina. Uma introdução feita pelos editores do volume oferece um levantamento do desenvolvimento da teoria pós-colonial, a sua relação com outros corpos teóricos e as suas ligações com os clássicos. Perto do final do livro, três estudiosos com diferentes perspetivas profissionais e disciplinares fornecem breves reflexões sobre os temas do volume e as direções de investigação futura.





O volume oferece uma impressionante coleção de pesquisas e reflexões atuais sobre o tema para estudantes e académicos em estudos clássicos entendidos no seu sentido mais amplo, bem como em disciplinas relacionadas, como Arqueologia, História Antiga, História Imperial. Para todos os interessados ​​na antiguidade clássica, proporciona uma introdução envolvente a um corpo de pensamento e teoria potencialmente desconcertante, mas, em última análise, vital e enriquecedor.

INDEX


+INFO sobre o livro em: Handbook of Classics, Colonialism

domingo, 14 de julho de 2024

Fenicios em Tartessos - Livro

FENICIOS EN TARTESOS

Álvarez Martí-Aguilar, M. (ed.) (2011): Fenicios en Tartesos: nuevas perspectivas. British Archaeological Reports International Series Vol. 2245. BAR Publishing. Oxford. ISBN: 978 1 4073 0809 8
   
Sinopse  
Esta publicação oferece novas perspectivas sobre a presença fenícia na Península Ibérica. Propõe-se que Tartessos necesita de ser compreendido de uma forma geográfica mais abrangente, em vez de ser estudado segundo uma abordagem histórico-cultural tradicional. 





Os autores reflexionam sobre vários temas: a diversidade de origens e identidades das comunidades "fenícias", os factores de homogeneidade e heterogeneidade entre elas, a sua evolução específica nas paisagens coloniais e pós-coloniais, a construção de novas identidades políticas e étnicas, e as formas em como os Gregos e os Romanos as perceberam e registaram. 




Os critérios para a identificação dos "indígenas" e dos "coloniais" no registo arqueológico e o papel da religião entre os Fenícios em termos de unidade e diversidade. Todos estes assuntos são abordados numa perspetiva ampla e multidisciplinar.

INDEX

Fenicios en Tartesos: introducción pp. 1-5
Manuel Álvarez Martí-Aguilar

Chipre y la Península Ibérica  pp. 7-31
José María Blázquez Martínez

Interscambi e interazioni culturali fra Sardegna e 
Penisola Iberica durante i secoli iniziali del 
I millennio a.C. pp.33-67
Massimo Botto

Cartago y la Península Ibérica en los 
siglos VIII-VI a.C. pp. 69-85
Karin Mansel

Sidón en Occidente. El Castillo de Doña Blanca, 
Asido y Gadir  pp. 87-117
Alfredo Mederos Martín, Luis A. Ruiz Cabrero

Fenicios en Tartessos: ¿Interacción o colonialismo?  
pp. 119-128
Carlos G. Wagner

Aportaciones de las últimas intervenciones a la 
arqueología fenicia de la Bahía de Málaga  pp. 129-149
Ana Arancibia Román, Lorenzo Galindo San José, 
Mar Juzgado Navarro, Miguel Dumas Peñuelas,  
Vicente Marcos Sánchez Sánchez-Moreno

Indígenas, fenicios y tartésicos en el occidente peninsular: 
mucha gente, poca tierra  pp. 151-160
Ana Margarida Arruda

Variación identitaria entre los orientales de Tartessos. 
Reflexiones desde el antiesencialismo darwinista  
pp. 161-192 
José Luis Escacena Carrasco

Unidad y diversidad de los fenicios en el periodo 
postcolonial (I): la visión exoétnica  pp. 193-212
Eduardo Ferrer Albelda

La singularidad religiosa de Gadir en el mundo 
fenicio-púnico  pp. 213-222
M.ª Cruz Marín Ceballos

I Fenici (e i Punici) di estremo occidente nell’Ora 
maritima di Avieno  pp. 223-233
Luca Antonelli

¿Dónde estaban los Turdetani? Recovecos y metamorfosis 
de un nombre, de Catón a Estrabón  pp. 235-248
Pierre Moret


+INFO sobre o livro em: Fenicios en Tartesos

sexta-feira, 12 de julho de 2024

EthnoScripts Nº 25/1 - 2023

EthnoScripts

Nº 25/1 - 2023

Ethics of Sharing

INDEX

Ethics of Sharing: A Situational Anthropology
Anders Sybrandt Hansen

The Un/Ethical Demand: A Responsive Approach 
to Sharing and Its Ethics
Michael Schnegg

Sharing Land, Sharing Faith: Ground Ethics amongst 
Missionaries and Ik in Uganda
Lotte Meinert

Sharing Your Hand: Unhelpful Help and the Ethics of 
Sharing in Mbuke, Papua New Guinea
Anders Emil Rasmussen

Hide and Seek a Share: The Ethics of Sharing 

between Presence and Distance
Thomas Widlok

Sharing Being: Alterity and Sharing as an Existential 
Question amongst Kyrgyz Christian Converts
Maria Louw

Shared Finitude: Intergenerational Death Awareness
Alfred Sköld



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terça-feira, 7 de maio de 2024

Os Assassinatos do Homem-Leopardo

The Man-Leopard Murders

Pratten, D. (2007): The Man-Leopard Murders. History and Society in Colonial Nigeria. Edinburgh University Press. Edinburgo. ISBN: 978 0 7486 2553 6

Sinopse  
Este livro é um relato do assassinato e da política na África e uma etnografia histórica das comunidades do sul de Annang durante o período colonial. 


A narrativa leva a acontecimentos entre 1945 e 1948, quando o olhar imperial da polícia, da imprensa e dos políticos se concentrou numa série de mortes misteriosas no sudeste da Nigéria atribuídas à “sociedade do homem-leopardo”. 


Estes misteriosos assassinatos, relatados como a “maior e mais estranha caça ao assassino no mundo”, não eram apenas casos forenses, mas também relacionados com o amplo impacto histórico das relações comerciais, religiosas e colonial da sociedade de Annang com os colonizadores.

INDEX

1 - Introduction: The Man-Leopard Murder Mysteries 
pp. 1-25

2 - Of Leopards and Leaders: Annang Society to 1909  
pp. 26-81

3 - Resistance and Revival, 1910–1929  pp. 82-129

4 - Progressives and Power, 1930–1938  pp. 130-167

5 - War and Public, 1939–1945  pp. 168-207

6 - Inlaws and Outlaws, 1946  pp. 208-260

7 - Divinations and Delegations, 1947 pp. 261-310

8 - The Politics of ‘Improvement’, 1947–1960 
pp. 311-338

9 - Echoes of Ekpe Owo pp. 339-342

Notes pp. 343-395

References pp. 396-417

Index pp. 418-425



+INFO sobre o livro em:  The Man-Leopard Murders