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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Matriarcado, Género e Poder - Livro

Matriarchy, Gender and Power

Raffenne, C. & Coquet-Mokoko, C. (eds.) (2026): Matriarchy, Gender and Power. Interdisciplinary Perspectives. Routledge. Londres.  ISBN: 9781003633518  DOI: 10.4324/9781003633518
 
Sinopse  
Este livro explora as conceitualizações do poder feminino através da noção de matriarcado em uma variedade de contextos históricos, culturais e epistemológicos.


O matriarcado tem sido marginalizado e até mesmo ridicularizado como objeto de estudo, embora seja consistentemente referido como um símbolo do poder feminino. A falta de um engajamento sério com o matriarcado tem sufocado a investigação crítica sobre formas alternativas de organização do poder de gênero, e é essa lacuna que este livro busca preencher. 


Reexaminando o matriarcado a partir de uma perspetiva científica e interdisciplinar, este livro visa ir além das dicotomias simplistas de poder masculino versus feminino por meio de diversas investigações sobre o conceito de matriarcado que concebe o poder não como dominação, mas como interconexão, cuidado e liderança orientada para a comunidade. 


Por meio dessa abordagem, as contribuições examinam as possibilidades emancipatórias do matriarcado, ao mesmo tempo que reconhecem as limitações e os desafios que o acompanham.

INDEX


+INFO sobre o livro em:  Matriarchy, Gender & Power

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Irmãs e Mulheres, Antropologia da Igualdade

Sisters and Wives

Sacks, K. (1982): Sisters and Wives. The Past and Future of Sexual Equality. Contributions in Women's Studies Vol. 10. University of Illinois. Urbana & Chicago. ISBN: 0-252-01004-3

Sinopse  
Este livro contribui para o esforço de oferecer um contraponto entre o que a Euroamérica capitalista disse sobre o mundo pré-capitalista, e como procurou expropriar e remodelar à sua própria imagem, e como era realmente parte desse mundo. A resolução deste contraponto é a forma como a história da humanidade se apresenta com a metade feminina no centro do palco.


A primeira parte analisa a contribuição da antropologia para a geração de estereótipos sociais darwinistas, particularmente aqueles sobre a mulher essencial, e mostra como a realidade pré-capitalista contradiz os seus estereótipos académicos oficiais. Na segunda parte colocam-se diferentes questões, marxistas, sobre como as relações das mulheres e homens com os meios de produção criam diferentes relações sociais entre eles e criam seres sociais complexos e multifacetados que não têm essências universais baseadas no género. 


Estas questões são exploradas no contexto da análise de caso das mulheres nas sociedades pré-capitalistas de África, sendo esta imagem pertinente à luta das mulheres pela igualdade em todos os lugares
   

INDEX

Introduction: Sources and 
Uses of Theory p. 3

Chapter 1. Anthropology against Women p. 24

Chapter 2. The Case against 
Universal Subordination p. 65

Chapter 3. Sisters, Wives, and 
Mode of Production I p. 96
.
Chapter 4. Mbuti p. 125

Chapter 5. Lovedu p. 139

Chapter 6. Mpondo p. 163

Chapter 7. Mode of Production II: 
Sex and Class p. 193

Chapter 8. Buganda p. 198~

Chapter 9. Sisters and Rulers 
in West Africa p. 216

Conclusions p. 242

Bibliography p. 253


Descarregar o livro em: Sisters and Wives

quinta-feira, 7 de março de 2024

Os Patriarcas, Origens da Desigualdade

The Patriarchs

Saini, A. (2023): The Patriarchs: The Origins of Inequality.  Beacon Press. Boston. ISBN: 978-08070-1454-7

Sinopse  
Durante séculos, pensadores proeminentes trataram a dominação masculina entre os humanos como natural ou inevitável. Mas como seria a nossa compreensão da desigualdade de género –o nosso passado imaginado e o nosso presente contestado– se não assumíssemos que os homens sempre dominaram as mulheres? Se víssemos a opressão de género como algo frágil, que, juntamente com outras formas de desigualdade, tinha de ser constantemente refeita e reafirmada?


 Saini explora as raízes do que chamamos de patriarcado, revelando uma história complexa de como ele se incorporou nas sociedades e se espalhou pelo mundo desde a pré-história até o presente. Ela viaja para os primeiros assentamentos humanos conhecidos no mundo, analisa as últimas descobertas de pesquisas científicas e arqueológicas e traça histórias culturais e políticas das Américas à Ásia.


As sociedades matrilineares são mais comuns do que imaginamos, existindo sob uma variedade de circunstâncias sociais e ambientais diferentes e, em alguns casos, há milhares de anos. Há cerca de sete mil anos, há sinais de que um pequeno número de homens poderosos estavam tendo mais filhos. do que outros homens. Nas sociedades onde as mulheres deixaram as suas próprias famílias para viver com os seus maridos, os costumes matrimoniais passaram a ser informados pela prática generalizada do cativeiro e da escravatura, influenciando mais tarde leis que alienaram as mulheres dos sistemas de apoio e negaram-lhes direitos iguais. 


Houve uma enorme variação nas dinâmicas de género e de poder em muitas sociedades durante milhares de anos, mas o colonialismo e o império mudaram dramaticamente os modos de vida na Ásia, em África e nas Américas, espalhando costumes rigidamente patriarcais e minando a forma como as pessoas organizavam as suas famílias e o trabalho.


No nosso tempo, apesar da resistência ao sexismo, ao abuso e à discriminação, mesmo os esforços revolucionários para alcançar a igualdade terminaram muitas vezes em fracasso e em reações adversas. Mas Os Patriarcas é um livro profundamente esperançoso – que revela uma diversidade nos arranjos humanos que enfraquece as antigas grandes narrativas e expõe a supremacia masculina como nada mais do que um elemento em constante mudança nos sistemas de controlo.

INDEX

Chapter 1 Domination

Chapter 2 Exception

Chapter 3 Genesis

Chapter 4 Destruction

Chapter 5 Restriction

Chapter 6 Alienation

Chapter 7 Revolution

Chapter 8 Transformation

Afterword

Acknowledgments

References


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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

O Mito do Matriarcado Pré-histórico - Livro

The Myth of Matriarchal Prehistory

Eller, C. (2001): The Myth of Matriarchal Prehistory. Why an Invented Past Will Not Give Women a Future. Beacon Press. Boston

Sinopse  
De acordo com o mito da pré-história matriarcal, homens e mulheres viviam juntos pacificamente antes da história registrada. A sociedade centrava-se nas mulheres, com os seus misteriosos poderes vivificantes, e elas eram homenageadas como encarnações e sacerdotisas da Grande Deusa. Então ocorreu uma transformação e os homens passaram a dominar a sociedade.


Dada a universalidade do patriarcado na história registada, esta visão é compreensivelmente apelativa para muitas mulheres. Mas isso tem alguma base de fato?. E como mito, isso funciona para o bem das mulheres? Cynthia Eller traça o surgimento do mito matriarcal feminista, explica suas funções e examina as evidências a favor e contra uma pré-história matriarcal. 


Finalmente, ela explica por que esta visão de uma pré-história pacífica e centrada na mulher é algo com que as feministas devem ser cautelosas.

​INDEX

I. Meeting Matriarchy  p. 1

2. Popularizing the Past  p. 10

3. The Story They Tell  p. 30

4. The Eternal Feminine  p. 56

5. Finding Genderin Prehistory  p. 81

6.  The Case Against Prehistoric Matriarchies I: 
Other Societies, Early Societies  p. 93

7. The Case Against Prehistoric Matriarchies II: 
Prehistoric Art and Architecture  p. 116

8. Was Therea Patriarchal Revolution?  p. 157

9. On the Use of Origin Msyths  p. 180

Notes  p. 189

References  p. 233
  

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quarta-feira, 27 de setembro de 2023

A Greve Sexual e as Origens do Homem

Deixamos aqui o video da palestra que dentro do ciclo de outono de Radical Anthropology foi proferida pelos antropologos Camilla Power e Chris Knight ontem, intitula "A Teoria da Greve Sexual das Origens humanos"


A primeira Palavra foi dita por uma mulher. Foi 'Não'. Representado em sons e gestos e explodindo num coro de risadas, foi um sinal para o sexo masculino de que seu comportamento precisava parar. Chris Knight e Camilla Power explicarão como o sangramento menstrual foi construído como o primeiro tabu do mundo e como o ocre vermelho-sangue passou a simbolizar a potência ritual à medida que nossa espécie emergiu


sexta-feira, 30 de junho de 2023

Poder Feminino, Domínio Masculino

Female Power & Male Dominance

Reeves-Sandary, P. (1981): Female Power and Male Dominance: On the Origins of Sexual Inequality. Cambridge University Press, Cambridge.  ISBN: 0-521-28075-3
Sinopse
Neste livro, a professora Peggy Sanday oferece um exame inovador do poder e dominância nos relacionamentos entre homens e mulheres. Como se origina a interação culturalmente aprovada entre os sexos? Por que as mulheres são vistas como parte necessária dos assuntos políticos, econômicos e religiosos em algumas sociedades, mas não em outras? 

"Tres raparigas Nayar de Trabancore" Ramaswami Naidu, 1872

Por que algumas sociedades vestem símbolos sagrados de poder criativo sob a forma de um sexo e não do outro? A professora Sanday oferece soluções para esses quebra-cabeças culturais usando pesquisas interculturais em mais de 150 sociedades tribais. Ela sistematicamente estabelece toda a gama de variação nos papéis de poder masculino e feminino e, em seguida, sugere uma estrutura teórica para explicar essa variação. 

mulheres e homens awa preparando-se para a caça

Rejeitando o argumento da subordinação feminina universal, a professora Sanday argumenta que a dominação masculina não é inerente às relações humanas, mas é uma solução para vários tipos de tensões culturais. Aqueles que incorporam, estão em contato ou controlam as forças criativas da natureza são percebidos como poderosos. 

Durga vence ao asura Mahishasura

Ao isolar os mecanismos comportamentais e simbólicos que instituem a dominação masculina, a professora Sanday mostra que os papéis de poder secular de um povo são parcialmente derivados de conceitos antigos de poder, como exemplificado por seus mitos de origem. 

mulheres Igbo, 1921

O poder e o domínio são ainda determinados pela adaptação de um povo ao seu ambiente, conflito social e estresse emocional. Isso é ilustrado por meio de estudos de caso dos efeitos do colonialismo europeu, migração e estresse alimentar e apoiado por inúmeras associações estatísticas entre desigualdade sexual e vários estresses culturais.

INDEX

Introduction

Part I: Plans for sex-role behavior

1. Scripts for female power

From “the complete perfect unity”: the Balinese

The creative grandmother of the primeval sea: the Semang

Father, mother, lover, friend: the Mbuti

The mother of the earth beings who fell from the sky: 
the Iroquois

One couple from the sky and one couple from the carth: 
the Ashanti

The female creative principle

2. Scripts for male dominance

Eve’s transgression, God’s punishment, and female power: 
the Hausa

The merging and splitting of animals, mothers, and males: 
the Mundurucu

Nullifying female power: the Papagoes

The fierce people: the Yanomamo

The psychological bedrock

Part 1I: Constructing sex-role plans

3. The environmental context of metaphors for sexual identities

Gender symbolism in creation stories: inward females 
and outward males

Male parenting and creation symbolism

The role of environment

Environment, origin beliefs, and history Reflections 
of social life and thought in origin
stories 

4. Plans for the sexual division of labor

The kinds of activities that are universally allocated to males

The cultural patterning of work

A third cultural configuration: the dual-sex orientation

Sex-role plans and configurations of culture

5. Blood, sex, and danger

The body as symbol

The body in society and nature: the Andaman Islanders

Fluctuating food, warfare, and fear of fluxing women: 
the Bellacoola

Pollution of menstrual blood and sexual intercourse

Male and female worlds

Part I1I: The women’s world

6. The bases for female political and economic power and authority

The ascribed bases for female economic and political authority

The case of the Abipon: female power and the hunter/warrior configuration

The achieved bases for female economic and political power

The ascribed and achieved bases for female public power 
and authority and increasing technological
complexity

The decline of the women’s world: the effect of colonialism

The Igbo women’s war

Handsome Lake and the decline of the Iroquois matriarchate

Female power and movement onto the Great Plains: 
the Lords of the Plains and the Sacred Buffalo Hat

The movement of foragers into marginal territories. 
The relationship between colonialism, a marginal food base, 
and female power

Part IV: The dynamics of male dominance and sexual inequality

8. The bases for male dominance 

Male dominance: mythical and real

The correlates of male dominance and sexual inequality

Anthropological explanations for male dominance. 

From the native’s point of view. Male dominance: part of 
a cultural configuration or a solution to stress

9 Why women?

Defining the oppressor

Men, animals, and women: the Mbuti and the Desana

External and internal threats to social survival: mythical 
versus real male dominance in the New Guinea highlands

The experience of migration: the Azande versus the Bemba

Conclusion

Part V: Conquerors of the land flowing with milk and honey

Epilogue

The goddess and Yahweh cults in Canaan

Adam and Eve: migrating men and foreign goddesses

In God’s image

The early Christians

Appendixes

A Sample

B Variables

C Analysis of the relationship between environment, fathers’ 
proximity to infants, and origin symbolism

D. Configurations for the division of labor

E. Construction of the measure for female economic 
and political power or authority

Female aggression scale and male dominance measure

Notes
Bibliography
Index


Descarregar livro em: Female Power & Male Dominance 

O Mito do Homem Caçador


Faz dois dias saia publicado no jornal Plos One um artigo no um estudo sobre relação entre os distintos sexo e a caça baseado no analise de um total de 63 sociedades tradicionais, que constatava o papel das mulheres em 50 de elas, o que supõe uma estimável proporção de um 79 por cento.

Tradicionalmente considerou-se que as populações humanas com uma forma de subsistência baseado na forreagemento tinham uma divisão sexual de funções estrita na que os machos atuavam com caçadores e as fêmeas coletoras. As pesquisas arqueológicas recentes questionaram esse paradigma com evidências de que as fêmeas caçavam (e iam para a guerra) ao longo da história do Homo Sapiens. Embora muitos autores têm sustido que este role na caça das mulheres pode ter ocorrido em contextos concretos do passado e não

O estudo publicado reúne dados de toda a literatura etnográfica para investigar qual é o índice de prevalência das mulheres caçadoras nas sociedades caçadoras-coletoras em tempos mais recentes. Assim o estudo mostra como as evidências etnográficas dos últimos 100 anos junto com os achados arqueológicos do Holoceno mostram que as mulheres não eram apenas coletoras senão que também caçavam como forma de subsistência.

O artigo analisa também o tipo de caça praticada pelas mulheres e as suas variações de acordo com a sociedade. Das 50 sociedades de forrageamento que possuem documentação sobre mulheres caçando, 45 (90%) sociedades tinham dados sobre o tamanho da caça que as mulheres caçavam. Destas, 21 (46%) caçam caça miúda, 7 (15%) caçam caça média, 15 (33%) caçam caça grossa e 2 (4%) destas sociedades caçam caça de todos os portes. 

Em sociedades onde as mulheres caçavam apenas de forma oportunista, a caça miúda era capturada o 100% do tempo dedicado. Em sociedades onde as mulheres caçavam intencionalmente, todos os tamanhos de caça eram caçados, sendo a caça maior a mais procurada. 

Das 36 sociedades de forrageamento que tinham documentação de mulheres caçando propositadamente 5 (13%), as  mulheres caçando com cães e 18 (50%) de estas incluíram dados sobre mulheres caçando mesmo com crianças. Também se regista o participação de cães e crianças em situações de caça oportunista.  

  

Artigo: 

Anderson, A., Chilczuk, S., Nelson, K., Ruther, R., Wall-Scheffler, C. (2023): "The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts" PLoS ONE Nº 18(6): e0287101  DOI: 10.1371/journal. pone.0287101  


Postagem relacionada:  Igualitarismo de Género e Evolução

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Mímese, Cognição e Seres Híbridos



Deixamos aqui o vidro da palestra proferida esta terça-feira dia 23 de Maio pelo pesquisador Deon Liebenberg dentro do ciclo de palestras organizado por Radical Anthropology. 
´

O palestrante argumenta que as performances miméticas anteriores a emergência da linguagem se perpetuaram e se desenvolveram por causa de sua natureza poderosamente adaptativa -sua capacidade, entre outras coisas, de abordar novas formas de adversidade mental e emocional que o consciente humano em evolução faria, como a consciência da morte. 




A persistência e o desenvolvimento posterior de tal desempenho mimético juntamente com a linguagem falada totalmente desenvolvida deixariam uma marca profunda na mente humana em evolução que deixaria pegadas nos mitos e em figuras miticas como os  tricksters e seres hibridos em distintas cosmologias. 


O autor parte da teoria Merlin Donald que postula a existência uma serie de fases evolutivas da capacidade simbólica humana desde um estádio de cultura mimética a outro de cultura míticas após a emergência da linguagem falada e por tanto da narratividade, e finalmente uma cultura tecnológica apoiada em médios de armazenamento externo da memoria como a escritura.  
 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

O Mito e o Emergir do Patriarcado


Deixamos aqui esta proferida pela antropóloga Cathryn Townsend em fevereiro de  2019 e que teve por titulo "Patriarcado emergente na mitologia de uma sociedade anteriormente igualitária". Os etnógrafos dos caçadores-coletores da Bacia do Congo enfatizaram o ritual como um mecanismo nivelador que sustenta o igualitarismo ao fortalecer o espírito comunitário e mediar o poder igualmente entre indivíduos e subgrupos. 

Esta palestra discute como tanto a mitologia quanto o ritual estão envolvidos em interações causais mútuas com outros fatores da vida social que marcam o surgimento da desigualdade entre uma pequena comunidade de ex-caçadores-coletores Baka. Uma ideologia emergente de predominância masculina na mitologia reflete o mesmo fenômeno no ritual, nas práticas de parentesco e na economia doméstica. 

O argumento é que essa preocupação com questões patriarcais na mitologia é uma das várias vertentes de evidência que apontam para a centralidade da política de gênero no surgimento da desigualdade entre os Baka.   


quarta-feira, 19 de abril de 2023

Igualitarismo de Género e Evolução


Deixamos aqui a esta interessante palestra organizada por Radical Anthropology Group e proferida pela antropóloga Camilla Power em março de 2018 baixo o título “O igualitarismo de gênero nos tornou humanos? ou, se David Graeber e David Wengrow não falam sobre sexo”. A palestra responde a um artigo de Graeber e Wengrow “How to change the course of human history (at least, the part that's already happened)” (Eurozine, 2018) e seu artigo anterior no JRAI “Farewell to the "childhood of man: ritual, seasonality, and the origins of inequality” (2015). 

Camilla Power avalia o que considera umas serie de afirmações confusas sobre as 'origens' humanas (ou melhor: alguns exemplos de arqueologia do paleolítica superior na Europa e algumas suposições antigas sobre de onde viemos) e destaca a questão da igualdade como preliminar crucial para um exame da expansão da desigualdade social. 


Power mostra como, para a antropologia evolutiva neste século, o reconhecimento das estratégias e perspetivas femininas tornou-se central para a compreensão de como os humanos se tornaram o que são. Considera a palestrante que o equilíbrio de poder entre os sexos foi fundamental para a origem da cultura simbólica e do gênero quando nossa espécie apareceu na África.



Postagem relacionada: O "Extraordinario" caso da Mulher Caçadora

quarta-feira, 8 de março de 2023

Mitos da Dominação Masculina - Livro

 MYTHS OF MALE DOMINANCE

Leacock, E. B (2008): Myths of Male Dominance: Collected Articles on Women Cross-Culturally. Haymarket Books. Chicago. ISBN: 978-1-931859-57-8


Sinopse:
Este estudo antropológico clássico desmascara os muitos mitos por trás da ideia de superioridade masculina “natural”. Com base em extensa pesquisa histórica e intercultural, Eleanor Burke Leacock mostra que as alegações de superioridade masculina são baseadas em mitos cuidadosamente construídos sem base histórica factual. Ela também documenta numerosos exemplos históricos de relações de gênero igualitárias.


INDEX    


Descarregar o livro em: Myths of Male Dominance