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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Homem e Sociedade ante a Calamidade

Man and Society in Calamity

Sorokin, P.A. (2010): Man and Society in Calamity. Routledge. Londres e Nova York.  ISBN: 13: 978-1-4128-1449-2

Sinopse  
Esta é uma era de grandes calamidades. Guerra e revolução, fome e pestilência estão novamente desenfreadas neste planeta e ainda cobram o seu preço mortal da humanidade sofredora. As calamidades influenciam cada momento da nossa existência: nossa mentalidade e comportamento, nossa vida social e processos culturais. 


Como um demónio, eles lançam a sua sombra sobre cada pensamento que temos e cada ação que realizamos. Neste volume clássico, Sorokin tenta explicar os efeitos que essas calamidades exercem sobre os processos mentais, o comportamento, a organização social e a vida cultural da população envolvida. De que maneira a fome e a peste, a guerra e a revolução tendem a modificar a nossa mente e conduta, nossa organização social e vida cultural? 


Até que ponto eles conseguem isso e quando e por que eles se mostram menos eficazes? Quais são as causas dessas calamidades e quais são as saídas? Ao lidar com esses problemas, Sorokin tenta dar uma descrição detalhada dos efeitos típicos da fome e da peste, da guerra e da revolução, como ocorreram repetidamente em todas as grandes catástrofes desse tipo. 


Usando uma linguagem académica, ele tenta formular as principais uniformidades regularmente manifestadas durante tais calamidades. Este livro é uma obra-prima esquecida que abriu novos campos de estudo e ampliou o escopo das especialidades existentes.

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Descarregar o livro: Men & Society in Calamity

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A Plaga e o Imperio Romano - Livro

POX ROMANA

Elliott. C. (2024):  Pox Romana: The Plague That Shook the Roman World. Turning Points in Ancient Vol. 11. Princeton University Press. Princeton

Sinopse  
Em meados do século II d.C., Roma estava no seu próspero e poderoso auge. O imperador Marco Aurélio reinou sobre um vasto território que se estendia da Grã-Bretanha ao Egito. A paz feita pelos romanos, ou Pax Romana, parecia ser permanente. Depois, aparentemente do nada, uma doença súbita atingiu as legiões e devastou cidades, incluindo a própria Roma. 


Esta doença de rápida propagação, hoje conhecida como peste Antonina, pode ter sido a primeira pandemia da história. Logo após a sua chegada, o Império iniciou a sua trajetória descendente em direção ao declínio e à queda. Em Pox Romana, o historiador Colin Elliott oferece um relato abrangente e abrangente deste momento crucial da história romana.



Uma única doença — cujas origens e diagnóstico são ainda um mistério — terá posto Roma de rastos? Examinando cuidadosamente todas as provas disponíveis, Elliott mostra que os problemas de Roma eram mais insidiosos. Anos antes da pandemia, o fino verniz da paz e prosperidade romanas começou a rachar: a economia estava lenta, os militares encontravam-se atolados nos Balcãs e no Médio Oriente, a insegurança alimentar levou a motins e migrações em massa, e à perseguição de cristãos. 


A pandemia expôs os alicerces decadentes de um Império condenado. Defendendo que a doença foi simultaneamente causa e efeito da queda de Roma, Elliott descreve as “condições preexistentes” da peste (as múltiplas suscetibilidades económicas, sociais e ambientais de Roma); relata a história do próprio surto através das experiências do médico, da vítima e do operador político; e explora crises pós-pandémicas. O poder mais transformador da pandemia, sugere Elliott, pode ter sido a sua presença persistente como uma ameaça real e percebida.
   

INDEX

Foreword

Introduction: A Furious Beginning

Part I: Preexisting Conditions

1. Rome’s Fragile Peace

2. The Dry Tinder of Disease

3. Rumors of Death

Part II: Outbreak

4. Plague Unleashed

5. The Age of Angst

6. An Empire Exhausted

Part III. Casualties

7. Redux?

8. The End of an Era

Epilogue: The Spirit of Pandemic

Notes

Bibliography


Disponivel em: Pox Romana

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Os Bioarqueólogos Falam - Livro

Bioarchaeologists Speak Out

Buikstra, J.E. (2019): Bioarchaeologists Speak Out: Deep Time Perspectives on Contemporary Issues. Bioarchaeology and Social Theory. Springer. ISBN: 978-3-319-93011-4  DOI: 10.1007/978-3-319-93012-1

     
Sinopse  
Os bioarqueólogos que estudam restos mortais em ambientes antigos, históricos e contemporâneos estão firmemente ancorados na antropologia como antropólogos, mas não enfrentaram os especialistas da mesma forma que outras subdisciplinas da antropologia o fizeram. 




Autores científicos populares utilizam de forma frequente e seletivamente dados bioarqueológicos sobre demografia, doenças, violência, migração e dieta para reforçar os seus argumentos mal formados sobre tendências gerais no comportamento e saúde humanos, começando pelos nossos primeiros antepassados. Embora os bioarqueólogos sejam especialistas nestes assuntos, a bioarqueologia e as abordagens bioarqueológicas permaneceram em grande parte invisíveis aos olhos do público.




Questões atuais como as mudanças climáticas, as secas, as guerras, a violência, a fome e os efeitos das doenças são centrais nos mídia e assuntos familiares aos bioarqueólogos, muitos dos quais possuem dados empíricos e pontos de vista informados, tanto para exploração tópica como também para previsões baseadas em comportamento humano no tempo profundo.




As contribuições neste volume explorarão como e onde os dados foram mal utilizados, apresentarão novas maneiras de usar evidências a serviço de fazer novas descobertas e demonstrarão maneiras pelas quais a nossa interdisciplinaridade de longo prazo se presta à sabedoria transdisciplinar. Também consideramos possíveis razões para a invisibilidade bioarqueológica e oferecemos conselhos sobre a necessidade absoluta de os bioarqueólogos se manifestarem através das redes sociais.

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+INFO sobre o livro em: Bioarchaeologists Speak Out

terça-feira, 20 de junho de 2023

Evolutionary Human Sciences Nº 5 - 2023


Evolutionary Human Sciences

 Nº 5 - 2023


INDEX

Things fall apart
Ruth Mace

Dogs functionally respond to and use emotional information 
from human expressions
Natalia Albuquerque, Briseida Resende

Fitness consequences of cousin marriage: a life-history 
assessment in two populations
Arianna Dalzero, Cody T. Ross, Dieter Lukas

Market integration, income inequality, and kinship system 
among the Mosuo of China
Siobhán M. Mattison, Neil MacLaren, Chun-Yi Sum, Peter M. Mattison, Ruizhe Liu, Mary K. Shenk, Tami Blumenfield, Mingjie Su, Hui Li, Katherine Wander

The impact of market integration on arranged marriages 
in Matlab, Bangladesh
S.B. Schaffnit, A. E. Page, R. Lynch, L. Spake, R. Sear, 
R. Sosis, J. Shaver, N. Alam, M.C. Towner, M. K. Shenk

Testing evolutionary conflict theories for sexual and physical 
intimate partner violence in Sub-Saharan Africa
Janet A. Howard, Mhairi A. Gibson

Socioeconomic benefits and limited parent–offspring disagreement 
in arranged marriages in Nepal
Elizabeth Agey, Savannah Crippen, Alyx Wells, Parash Upreti

Social divisions and risk perception drive divergent epidemics 
and large later waves
Mallory J. Harris, Kimberly J. Cardenas, Erin A. Mordecai

Agta hunter–gatherer oral microbiomes are shaped by contact network structure
Federico Musciotto, Begoña Dobon, Michael Greenacre, Alex Mira, Nikhil Chaudhary, Gul Deniz Salali, Pascale Gerbault, Rodolph Schlaepfer, Leonora H. Astete, Marilyn Ngales, Jesus Gomez-Gardenes, Vito Latora, Federico Battiston, Jaume Bertranpetit, Lucio Vinicius, 
Andrea Bamberg Migliano

Statistical signals of copying are robust to time- and space-averaging
Mason Youngblood, Helena Miton, Olivier Morin

Norm violations and punishments across human societies
Zachary H. Garfield, Erik J. Ringen, William Buckner, 
Dithapelo Medupe, Richard W. Wrangham, Luke Glowacki

Gendered conflict in the human family
David W. Lawson, Sarah Alami, Oluwaseyi Dolapo Somefun

The making of the oral microbiome in Agta hunter–gatherers
Begoña Dobon, Federico Musciotto, Alex Mira, Michael Greenacre, Rodolph Schlaepfer, Gabriela Aguileta, Leonora H. Astete, Marilyn Ngales, Vito Latora, Federico Battiston, Lucio Vinicius, Andrea B. Migliano, Jaume Bertranpetit

The cultural evolution of teaching
Eva Brandl, Ruth Mace, Cecilia Heyes

Why did doctrinal religions first appear in the Northern 
Subtropical Zone?
R.I.M. Dunbar

The shape of lipsmacking: socio-emotional regulation in bearded capuchin monkeys (Sapajus libidinosus)
Natalia Albuquerque, Carine Savalli, Marina Belli, 
Ana Clara Varella, Beatriz Felício, Juliana França, Patrícia Izar

Status-impact assessment: is accuracy linked with status motivations?
Patrick K. Durkee, Aaron W. Lukaszewski, David M. Buss

Gods are watching and so what? Moralistic supernatural 
punishment across 15 cultures
Theiss Bendixen, Aaron D. Lightner, Coren Apicella, Quentin Atkinson, Alexander Bolyanatz, Emma Cohen, Carla Handley, Joseph Henrich, Eva Kundtová Klocová, Carolyn Lesorogol, Sarah Mathew, Rita A. McNamara, Cristina Moya, Ara Norenzayan, Caitlyn Placek, Montserrat Soler, Tom Vardy, Jonathan Weigel, Aiyana K. Willard, Dimitris Xygalatas, Martin Lang, Benjamin Grant Purzycki

Quantifying the scientific revolution
Benoît de Courson, Valentin Thouzeau, Nicolas Baumard

The form of uncertainty affects selection for social learning
Matthew A. Turner, Cristina Moya, Paul E. Smaldino, 
James Holland Jones


+INFO sobre a revista em: Evolutionary Human Sciences Nº 5

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Quando a Praga arribou as Ilhas



"e de seus corpos botim fazia dos cãos e todas 
as aves de rapina
... às mulas primeiro atacava 
e aos veloçes cãos, 
depois aos homens mesmos
,a aguda seta atirando, 
alcançava, e frequentemente 
de continuo jeito as piras de cadaveres ardiam" 
     (Ilia, I.1-50)




Nos últimos anos tem-se estudado as origens e filogenia das primeiras mostras da bateria Yersinia Pestis causa da Peste Negra, conhecida sobre tudo pela sua fase Bubònica. Varias linhagens extintas de este patógeno foram identificadas em um período que vai desde faz 5000 a 2.500 antes do pressente. As pesquisas dos ultimas décadas sugerem que uma de estas linhagens: a LNBA (Late Neolithic-Bronze Age) se espalhou por Europa junto com grupos humanos provenientes da estepe Eurasiática.  

jáziga de Levens Park, Cumbria (Inglaterra)

No entanto a linhagem LNBA observada com mais frequência não possui o gene  ymt (LNBA ymt-) que potencia a virulência da bateria. As primeiras evidências conhecidas de linhagens com o gene ymt (LNBA ymt+) foi encontrada em um indivíduo de faz 3800 anos em Samara (Rússia), e num indivíduo faz 3300 topado em Alava (Espanha). Com tudo não estava claro ainda a extensão geográfica do patógeno e da possível epidemia no contexto europeu.

filogenia dos genes do Yersenia Pestis na Eurasia

A este respeito o recente artigo publicado hoje em Nature Communications vem a aportar a primeira evidencia da presencia da Yersenia Pestis nas Ilhas Britânicas em 3 indivíduos datados faz 4000 anos. Os dos primeiros indivíduos positivos foram identificados em um enterramento em massa em Charterhouse Warren (Somerset). O terceiro procede de um cairn localizado em Levens (Cumbria).  A cronologia coincidente dos dois caso e a sua situação geográfica (um sito ao Norte e o outro no Sul da Inglaterra) parecem sugerir um ampla difusão do patógeno. 

diagrama filogenético das variantes da Yersenias Pestis com cronologia

No caso de Charterhouse Warren de 34 individuos apenas dois puderam ser identifados como portador da bacteria. O contexto massivo do enterramento e a violencia sofrida pelos restos dos cadaveres evocam as fossas comuns das mortandades mais cantastroficas da Peste Negra no s. XIV e XVII, mas a analise osteologica e a abundancia de lessoes perimortem parecem desvotar esta interpretação e identificar o deposito com o resultado de um evento de violencia (possivelmente bélico). O individuo de  Levens por contra apressenta um enterramente seguindo as convenções tipica de um enterramento usual.




A variante da Yersenia Pestis topada na Grã Bretanha apresenta similitudes com a pressente em Centro-europa, favorecendo a hipótese de que teria chegado desde lá com fruto da alta mobilidade do neolítico vinculada ao fenómeno Campaniforme. 



Fica ainda por elucidar a capacidade de infeção pois o clado britânico sofreu grandes perdas de seu genoma, incluindo o suposto fator de virulência yap, e sua incidência na mudança demográfica que mostra entre o neolítico e a Idade do Bronze, com o declinio das populações de origem neolítico, um evento genético especialmente marcado no caso das Ilhas Britânicas

Artigo: 

Swali, P., Schulting, R., Gilardet, A. et al. (2023): "Yersinia pestis genomes reveal plague in Britain 4000 years ago." Nature Communication Nº14, 2930  DOI: 10.1038/s41467-023-38393-w


sábado, 8 de abril de 2023

Crise e Morte na Antiguidade - Livro

Crisis y Muerte en la Antigüedad 

    
Martínez García, J.J. & Conesa Navarro, P.D. (2022):  Crisis y muerte en la Antigüedad. Reflexiones desde la historia y la arqueología.  Archaeopress. ISBN: 9781803273525


Sinopse: 
O livro Crise e morte na Antiguidade, analisa numa perspetiva multidisciplinar e internacional, os períodos de crise no Mundo Antigo do ponto de vista histórico e arqueológico. Para isso, autores pesquisaram nos períodos de crise pandémica e ambiental, bem como para as perseguições politicas e religiosas, e as situações de fome e inanição durante a Antiguidade. Os primeiros contributos analisam essas questões a partir de uma abordagem global, proporcionando um enquadramento introdutório para o leitor dos temas que são desenvolvidos ao longo do volume.


As seguintes contribuições não apenas estudam áreas específicas como a região de Baixo Guadalquivir (Andaluzia) ou a Tierra de Barros (Estremadura espanhola) na Península Ibérica, mas também outros lugares históricos emblemáticos como a cidade egípcia de Oxirrinco. De seguida, priorizando o critério cronológico, aborda-se o fenómeno do martírio e a perseguição de pessoas de fé cristã. Estas últimas questões, apesar de ser amplamente abordadas pela historiografia contemporânea, fornecem novos dados através da análise filológica e histórica de autores como Paulo Orosio, Lactancio, Prudêncio e Agostinho de Hipona, ou bem de períodos e épocas específicas como os governos de Septimio Severo, Caracala ou Teodósio.  

oscilações da atividade solar entre a II Idade do Ferro e a Alta Idade Media

O volume termina com uma estudo específico centrada, neste caso, na Península Ibérica, e na chamada Peste de Justiniano estudada desde o ponto de vista do registo arqueológico, proporcionando assim uma nova visão complementaria do que é apontado pelos textos dos os autores clássicos. 

INDEX


Descarregar o livro em:  Crisis y Muerte