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sexta-feira, 6 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Deixamos aqui o video da palestra organiçada ontem pelo Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Scienceque o passado e que foi proferida pelo antropologo Hans Steinmüller sob o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social. 


domingo, 1 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Complexity and complicity 
in social anthropology

Quando: 5 de Março
Onde: Londres e On-line

O Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Science organiza uma palestra que com o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social sera proferida pelo antropologo Hans Steinmüller (LSE). A palestra tera lugar o dia 3 de março de 18h às 19h, hora inglesa. 


Costumamos chamar “complexas” as sociedades com cidades, alfabetização e governos, e de “simples” as sociedades de pequena escala. Mas, na realidade, o cotidiano em sociedades pequenas é extremamente complexo, as pessoas precisam constantemente negociar relacionamentos, cuidados e conflitos sem muitas regras ou ferramentas para guiá-las. 
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Em contraste, em sociedades grandes, os papéis sociais, as tecnologias e as hierarquias simplificam as interações rotineiras. Para compreender os desafios dos emaranhados sociais em ambientes não estatais, e a uniformidade e monotonia dos estados capitalistas, o palestrante propõe dois conceitos: cumplicidade e comensurabilidade.


Criar cumplicidade (entendimentos implícitos compartilhados por poucos) aumenta a complexidade social; enquanto a comensurabilidade (comparação por unidade e escala) possibilita a simplicidade social. Ambos os processos estão interligados, e para apreciar a complexidade de fazer as coisas juntos, devemos atentar para a simplicidade emergente.

A palestra pode ser seguida in situ ou bem on-line após registo no seguinte link


terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Hierarquia na Floresta - Livro


Hierarchy in the Forest

Boehm, C. (2001): Hierarchy in the Forest: The Evolution of Egalitarian Behavior. Harvard University Press. Cambridge, Massachusetts  ISBN: 0-674-39031-8
   
Sinopse 
Os humanos são por natureza hierárquicos ou igualitários? Em Hierarquia na Floresta aborda-se esta questão examinando as origens evolutivas do comportamento social e político humano. 


Christopher Boehm, antropólogo cujo trabalho de campo se concentrou nos arranjos políticos de grupos de primatas humanos e não humanos, postula que o igualitarismo é, na verdade, uma hierarquia em que os febles combinam forças para dominar os fortes.


A flexibilidade política da nossa espécie é formidável: podemos ser bastante igualitários, podemos ser bastante despóticos. O livro traça as raízes dessas características contraditórias nos chimpanzés, bonobos, gorilas e nas primeiras sociedades humanas. Boehm analisa as estruturas de grupo dos caçadores-coletores, depois a segmentação tribal e, finalmente, os governos atuais para ver como essas tendências conflituantes se refletem.


A Hierarquia na Floresta reivindica um novo território para a antropologia biológica e a biologia evolutiva, estendendo o domínio destas ciências a um aspeto crucial do comportamento político e social humano. Este livro é um aparte importante no estudo da base evolutiva do altruísmo.

INDEX

1. The Question of Egalitarian Society p. 14

2. Hierarchy and Equality p. 29

3. Putting Down Aggressors. p. 56

4. Equality and Its Causes p. 77

5. A Wider View of Egalitarianism. p. 103

6. The Hominoid Political Spectrum p.138

7. Ancestral Politics  p.162

8. The Evolution of Egalitarian Society p. 184

9. Paleolithic Politics and Natural Selection 
p. 210

10. Ambivalence and Compromise in Human Nature 
p. 238

References p. 272


Disponivel em: Hierarchy in the Forest

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Relação de Genero entre os Bayaka - Palestra


Women’s biggest husband 
is the Moon  
 
Gender relations among BaYaka
 hunter-gatherers

Quando: 30 de Janeiro
Onde: Londres e On-line
     
  
Dentro do ciclo de primaveira do Radical Anthropology Group a próxima terça-feira, dia 30 de janeiro, as 18:30 horas decorrera uma palestra titulada "O maior marido das mulheres é a Lua: relações de gênero entre caçadores-coletores BaYaka" pelo antropologo Jerome Lewis, University College London.


Nela o palestrante explora as relações de género, ritual e economia de BaYaka Mbendjele através do conceito de 'ekila', uma potência que pertence a mulheres, homens e animais

A palestra pode seguir-se em direto ou bem on-line via Zoom. Número da reunião 384 186 2174 senha da reunião: Wawilak


terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O Falar, o Ridiculo e o Jogo - Tese


The role of public speaking, ridicule, & play

Bombjaková, D. (2018): The role of public speaking, ridicule, and play in cultural transmission among Mbendjele Bayaka forest hunter-gatherers. Tese doutoral apresentada no University College London. 
  
   
Sinopse  
Esta tese é baseada em pesquisa etnográfica realizada com caçadores-coletores pigmeus Mbendjele BaYaka da região de Likouala, Congo-Brazzaville, durante dezoito meses, de 2013 a 2015. Os objetivos principais desta tese são: (1) apresentar três contextos-chave para educar as crianças sobre Práticas e valores Mbendjele; (2) analisar observações etnográficas de como estes contextos são utilizados para distinguir os modos de educação que exploram; (3) contrastar os métodos educativos Mbendjele e os impostos por terceiros, e como Mbendjele definem o ensino e a aprendizagem adequados e impróprios.


Os Mbendjele BaYaka valorizam principalmente três instituições culturais pró-igualitárias como o principal meio de educar as crianças. Esta são baseadas em falar em público, ridicularizar e brincar. Examinasse como essas instituições são empregadas na prática discutindo seu conteúdo e contexto. 


Os resultados indicam que os Mbendjele valorizam principalmente a transmissão de valores pró-igualitários, moldando a compreensão do género e dos papéis sexuais nas crianças e ensinando formas de lidar com pessoas de fora não-Mbendjele. 


O castigo corporal é raro entre caçadores-coletores igualitários. Apesar de Mbendjele considerá-lo uma forma inadequada de disciplinar as crianças, é frequentemente utilizado em contextos sedentarizados, em conjunto com o aumento da violência doméstica e do alcoolismo. As instituições indígenas de reprodução cultural são fundamentais para a compreensão de como os caçadores-coletores imaginam o seu próprio futuro. 


Apesar das boas intenções, a aplicação estrangeira da escolaridade institucional pode ter efeitos negativos na resiliência cultural da sociabilidade e dos valores igualitários de Mbendjele. Compreender como os Mbendjele valorizam as instituições de educação estrangeiras e indígenas contribui para uma melhor compreensão da resiliência cultural entre grupos étnicos marginalizados, como os Mbendjele.

INDEX


Descarregar a tese em: Role of public speaking

O Ridículo numa Sociedade Igualitária

Deixamos aqui esta palestra proferida dentro do Radical Anthropology Group o 7 de novembro de 2017 pela antropologa Daša Bombjaková. A palestrante conduziu trabalho de campo entre os caçadores-coletores florestais Mbendjele-Bayaka da África Central. 



O seu foco de interesse é o papel das instituições culturais Mbendjele de falar em público, ridicularizar e brincar na manutenção do igualitarismo de género e da reprodução cultural. Esta palestra centrou-se na prática do mòádʒò, uma forma de humor zombeteiro que regula as normas sociais, inibe conflitos e promove a solidariedade na vida Mbendjele-Bayaka.


quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A Fim do Igualitarismo


Les fins de l'égalitarisme
   
L´Homme Nº 236

INDEX

Les fins de l’égalitarisme
Natalia Buitron & Hans Steinmüller

La culture de l’autonomie héritée des
 «gens des forêts » du Baïkal
Roberte Hamayon

Un cosmos connecté « pair à pair ». Les sociétés de 
chasseurs-cueilleurs au-delà de l’opposition 
«égalitaires/hiérarchiques»
Nurit Bird-David

Rendre l’égalité (in)commensurable.
 Le cas du Haut-Atlas marocain
Matthew Carey

Valeurs politiques et assemblages ontologiques 
chez les Buid et les Makassar (Asie du Sud-Est insulaire) 
Thomas Gibson

À Propos

Faut-il encore lire Clastres?
Olivier Allard

Les animaux contre l’État. Tournant ontologique et 
transformations politiques en sciences sociales
Frédéric Keck



Ir ao número da revista:  L´Homme Nº 236 - 2020

O Igualitarismo é Hierarquia - Palestra

Egalitarianism is Hierarchy, 
Autonomy is Mutuality
   
Quando: 7 de Novembro 
Onde: Londres e on-line

A próxima segunda-feira dia 7 de Novembro decorrera a próxima palestra dentro do ciclo de outono de Radical Anthropology que tera por titulo "Igualitarismo é Hierarquia, Autonomia é Mutualidade" e tera por palestrantes à  Natalia Buitron (Cambridge) e Hans Steinmuller (LSE) 


Sinopse
O igualitarismo e a hierarquia geralmente andam juntos, pois ambos se baseiam na comensuração e na escala. Como tal, contrastam com a autonomia e a mutualidade, que exigem um nível de incomensurabilidade. Nesta apresentação exploram-se as diferenças entre igualitarismo e autonomia, incluindo as aspirações políticas, as contradições e os pesadelos de cada um. 


Faz-se com base no próprio trabalho etnográfico e histórico dos autores entre os Shuar da Amazónia Equatoriana e os Wa do Sudeste Asiático, bem como num projeto colaborativo em curso sobre o “igualitarismo do pesadelo”.

A palestra pode ser seguida presencialmente ou bem on-line por Zoom para o que é necessário o registo aqui