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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Sistemas de Classes Etárias

Age Class Systems

Bernardi, B. (1985): Age Class Systems: Social Institutions and Polities based on Age. Cambridge Studies in Social Anthropology Vol. 57. Cambridge University Press. Cambridge.  ISBN: 978-0-521-30747-5
  

Sinopse  
Todas as sociedades são diferenciadas por idade. Mas em alguns, esta diferenciação assume a forma de classes etárias institucionalizadas e formalmente graduadas, cujos membros partilham uma idade “estrutural” atribuída, se não necessariamente a mesma idade fisiológica. 
A natureza dos sistemas formais de grupos etários tornou-se uma das questões clássicas da antropologia social moderna, embora até agora não tenha havido uma explicação abrangente destas formas complexas de organização social. 

Neste livro, Bernardo Bernardi, um dos pioneiros do estudo antropológico dos sistemas de classes etárias, fornece uma forma de dar sentido à diversidade de tais sistemas, analisando transculturalmente as suas características comuns e o padrão das suas diferenças, e mostrando que servem a um propósito geral de organização da sociedade e de distribuição e rotação do poder.

INDEX


Disponível em: Age Class Systems

sexta-feira, 30 de junho de 2023

O Mito do Homem Caçador


Faz dois dias saia publicado no jornal Plos One um artigo no um estudo sobre relação entre os distintos sexo e a caça baseado no analise de um total de 63 sociedades tradicionais, que constatava o papel das mulheres em 50 de elas, o que supõe uma estimável proporção de um 79 por cento.

Tradicionalmente considerou-se que as populações humanas com uma forma de subsistência baseado na forreagemento tinham uma divisão sexual de funções estrita na que os machos atuavam com caçadores e as fêmeas coletoras. As pesquisas arqueológicas recentes questionaram esse paradigma com evidências de que as fêmeas caçavam (e iam para a guerra) ao longo da história do Homo Sapiens. Embora muitos autores têm sustido que este role na caça das mulheres pode ter ocorrido em contextos concretos do passado e não

O estudo publicado reúne dados de toda a literatura etnográfica para investigar qual é o índice de prevalência das mulheres caçadoras nas sociedades caçadoras-coletoras em tempos mais recentes. Assim o estudo mostra como as evidências etnográficas dos últimos 100 anos junto com os achados arqueológicos do Holoceno mostram que as mulheres não eram apenas coletoras senão que também caçavam como forma de subsistência.

O artigo analisa também o tipo de caça praticada pelas mulheres e as suas variações de acordo com a sociedade. Das 50 sociedades de forrageamento que possuem documentação sobre mulheres caçando, 45 (90%) sociedades tinham dados sobre o tamanho da caça que as mulheres caçavam. Destas, 21 (46%) caçam caça miúda, 7 (15%) caçam caça média, 15 (33%) caçam caça grossa e 2 (4%) destas sociedades caçam caça de todos os portes. 

Em sociedades onde as mulheres caçavam apenas de forma oportunista, a caça miúda era capturada o 100% do tempo dedicado. Em sociedades onde as mulheres caçavam intencionalmente, todos os tamanhos de caça eram caçados, sendo a caça maior a mais procurada. 

Das 36 sociedades de forrageamento que tinham documentação de mulheres caçando propositadamente 5 (13%), as  mulheres caçando com cães e 18 (50%) de estas incluíram dados sobre mulheres caçando mesmo com crianças. Também se regista o participação de cães e crianças em situações de caça oportunista.  

  

Artigo: 

Anderson, A., Chilczuk, S., Nelson, K., Ruther, R., Wall-Scheffler, C. (2023): "The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts" PLoS ONE Nº 18(6): e0287101  DOI: 10.1371/journal. pone.0287101  


Postagem relacionada:  Igualitarismo de Género e Evolução

quinta-feira, 30 de março de 2023

Pré-história e Evolução do Parentesco


Murdock and Goody revisited
 (Pre)History and Evolution of Family Systems

Cross-Cultural Research
 Nº 51/ 2-3 - 2017   

   

INDEX

Editors’ Introduction: Murdock and Goody Revisited pp. 79–91
Patrick Heady, Mikołaj Szołtysek

Articles
   
Insights From Evolutionary Anthropology on the (Pre)history 
of the Nuclear Family  pp. 92–116
Laura Fortunato

Omaha Terminologies: Global Distribution Patterns and 
How They May Have Come About pp. 117–141
Günther Schlee

Blood is Thicker Than Water: Geography and the Dispersal of 
Family Characteristics Across the Globe pp. 142–171
Sarah Carmichael, Auke Rijpma

Kinship and Social Archaeology pp. 172–195
Stella Souvatzi

Testing Ethnological Theories on Prehistoric Kinship pp. 199–227
Bradley E. Ensor

The Patriarchy Index: A New Measure of Gender and Generational Inequalities in the Past pp. 228–262
Mikołaj Szołtysek, Sebastian Klüsener, Radosław Poniat, 
Siegfried Gruber

Asymmetric Caregiving by Grandparents, Aunts, and Uncles and the Theories of Kin Selection and Paternity Certainty: How Does Evolution Explain Human Behavior Toward Close Relatives? pp. 263–284
Alexander Pashos

A “Cognition and Practice” Approach to an Aspect of European 
Kinship pp. 285–310
Patrick Heady



+INFO no site da revista: Cross-Cultural Research 51/2 & 3