
Saunas Protohistóricas en Iberia
Villa Valdés, A. & García Quintela, M. V: Saunas protohistóricas en Iberia Real Instituto de Estudios Asturianos. Oviedo ISBN: 978-84-129570-0-6
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Arqueología, Etnohistoria e Etnología

Villa Valdés, A. & García Quintela, M. V: Saunas protohistóricas en Iberia Real Instituto de Estudios Asturianos. Oviedo ISBN: 978-84-129570-0-6
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As estruturas localizam-se numa chaira fluvial perto do rio Waal, e apresentavam forma de cabana, mostrando diversas camadas de pedras nos alicerces e pavimentos de argila, sem postes, sugerindo-se que a cobertura do espaço ter-se-ia conseguido mediante uma estrutura flexível de vimes. Igualmente conexo coa estrutura topou-se 2 grandes poços, um de eles de uma profundidade de um metro, para conter água potável.
Burnt Mounds: Irlanda, Blacklion, Co. Cavan; o plano de Liddle 1, e escavação de Westray, ambos em Orkney (Escócia)
A abundância de madeira cardoniçada fiz aos escavadores pensar que a estrutura poderia corresponder-se com o tipo de local que na Irlanda e Grã Bretanha é conhecido como "Burnt Mound". Os autores comparam a ausência de evidências de atividades habitacionais nos Burnt Mounds com o padrão que também se observa no caso de Nijmegen.
Sobre o sentido destas peculiares estruturas insulares se tem oferecido várias propostas como locales para cozinhar carne no meio selvagem (Hawkes), produção de cerveja (vid aqui), ou uma a funcionalidade como sauna pré-históricas, teoria que é sustida num interessante artigo dos anos 80 por Barfield e Hodder, quem as comparam com os banhos de suor do continente americano (como os dos Sioux) e outros casos de banhos de suor Europeus, tanto históricos (medievais e antigos) como conhecidos pela etnografia.
casa de suor dos indios sioux e temazcales mexicanos: Codice Magliabechian s. XVI e temazcal atual
As duas primeiras hipóteses podem ser descartadas para o caso holandês ante a falta de qualquer resto alimentar. Ausência de alimentos leva aos autores a considerar que esta cabana situada em um lugar marginal no meio do bosque fora uma espécie de "lugar de abstinência" vinculado a algum ritual.
Embora que sobre esta mostrando a sua cautela pelo facto de que o uso de bolas de argila em vez de pedras aquecidas presenta uma diferença com respeito o caso insular que poderia mostrar uma tradição local independente, ainda não testemunhada noutros jazigos, mas da que num futuro poderiam aparecer testemunhos.
Artigo:
Van den Broeke, P., van Beurden, L, Hänninen, K. & Vermeeren, C. (2023): A Bronze Age Sauna in Nijmegen (prov. Gelderland / NL): An Exceptional Site in Mainland Europe. Archäologisches Korrespondenzblatt Nº 53/ 3 pp. 315-332 DOI: 10.11588/ak.2023.3.101724
Almagro-Gorbea, M. & Alvárez Sanchis, J. (1993): "La 'Sauna' de Ulaca, saunas y baños iniciáticos en el mundo céltico" Cuadernos de arqueología de la Universidad de Navarra Nº 1 pp. 177-254 PDF
Barfield, L. & Hooder, M. (1987): "Burnt mounds as saunas, and the prehistory of bathing" Antiquity Nº 61 pp. 370-379 DOI: 10.1017/S0003598X00072926
Brown AG, Davis SR, Hatton J, et al. (2016): "The Environmental Context and Function of Burnt-Mounds: New Studies of Irish Fulachtaí Fiadh" Proceedings of the Prehistoric Society Nº 82 pp. 259-290
Hawkes, A. (2018): The Archaeology of Prehistoric Burnt Mounds in Ireland. Archaeopress. Oxford

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Estructura e Significado dos Monumentos com Forno
Estructura e Significado dos Monumentos com Forno
16 OutubroAs chamadas saunas castreja ou monumentos com forno, cuja cronologia se estende à segunda Idade do Ferro e ao início da dominação romana, são construções conhecidas do NW peninsular. Destacam-se, em primeiro lugar, pela sua caracterização arquitectónica monumental assente em espaços rectangulares de alvenaria de pedra organizados em várias salas (átrio, sala de vapor e forno) e divididos pelas por vezes muito decoradas as chamadas “pedras formosas”. Em segundo lugar, pela sua funcionalidade, ainda discutida, mas provavelmente ligada a ritos ou cultos aquáticos, como santuários ou espaços rituais / culturais.
Este tipo de construções está espalhado por todo o NW peninsular, estando presente nas Astúrias nos castros de Coaña, Taramundi, Chao Samartín e Pelou; na Galiza nos sítios de Borneiro (Cabana de Bergantiños), Espasante (Ortigueira) e Sarridal (Cedeira), na província de A Coruña, bem como no castro de Armeá (Águas Santas, Allariz) em Ourense e, finalmente, no norte de Portugal, com exemplos nas Citanias de Briteiros (Guimarães) e Sanfins (Paços de Ferreira), no castro de As Eiras (Vila Nova de Famalicão) ou em Tongobriga (Marco de Canaveses)
Na província de Lugo, passou-se nos últimos anos a ter exemplos visíveis destes monumentos e aumentámos o seu registo. Existe um em Castelón ou castro de Castañoso (A Fonsagrada), escavado em 2015 e 2017 por Luís Francisco López. O segundo surgiu em 1974, na rua Faro em San Cibrao (Cervo), que foi escavado em 2019 devido a uma intervenção de emergência no centro da cidade, por Emilio Ramil González, mas, infelizmente, não está acessível e agora aguarda confirmação a existência de outro em Barreiros, na costa de Lugo
Programa:
9:45 h - Apresentação oficial
10:15 h - Saunas Castrexas da costa norte de Galicia: Cervo, Ortigueira e Cedeira
Emilio Ramil, arqueólogo
11:00 h - A intervención arqueolóxica no Castro de Castañoso: o sistema construtivo da Sauna
Luis Francisco López, arqueólogo. Miguel Ángel López Marcos, arqueólogo, restaurador.
11:45 h - Pausa
12:15 h - As saunas rituais da Idade do Ferro nos castros cantábricos: estrutura e simbolismo.
Ángel Villa Valdés, arqueólogo, Museo Arqueolóxico de Asturias
13:00 h - O papel do patrimonio arqueolóxico no desenvolvemento local e na sustentabilidade territorial: estratexias de difusión e comunicación II.
Mesa redonda moderada por Aurelia Balseiro e composta pelos anteriores relatores junto con outros convidados relacionados coa gestión patrimonial: Felipe Arias Vilas.
14:00 h Debate coloquio
15:00 h Clausura xornada
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Fonte