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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Aléns Indo-europeus - Livro

Indo-European Afterlives

Larsson, J.H., Olander, Th. & Jørgensen, A.R. (eds.) (2025): Indo-European Afterlives. Interdisciplinary Perspectives on Life beyond Death. Stockholm Studies in Indo-European Language and Culture Vol. 3. Stockholm University Press. Estocolmo. ISBN: 978-91-7635-284-7 DOI: 10.16993/bcw.

Sinopse   
Este volume reúne estudiosos de arqueologia, linguística histórica e mitologia comparada para explorar como as primeiras comunidades indo-europeias imaginavam a morte e o que existe além dela. 


Das visões poéticas da vida após a morte à lógica ritual da cremação e à etimologia do termo para luto, "Vidas Após a Morte Indo-Europeias" examina como a transição da vida para a morte foi concebida e ritualizada em todo o mundo indo-europeu. 


Os tópicos incluem o poder escatológico da poesia, o papel simbólico do fogo nos ritos funerários, reconstruções linguísticas de divindades e rituais do submundo e o significado de figuras míticas como as Valquírias, os R̥bhus e Orfeu na transição entre a vida e a vida após a morte. 


Ao entrelaçar análises filológicas, evidências arqueológicas e narrativas mitológicas, o volume oferece novas perspetivas sobre como as noções de morte e além estavam inseridas nos primeiros sistemas de crenças indo-europeus. De escopo interdisciplinar, "Vidas Após a Morte Indo-Europeias" atrairá tanto estudiosos quanto leitores curiosos.

INDEX
   
1. Exploring the afterlife in 
Indo-European traditions  p. 1
Jenny H. Larsson

2. Dwellings undwindling: Towards 
an Indo-European poetics of
perlocutionary sites  p. 7
Peter Jackson Rova

3. Initials for initiates: Phonic mystagogy,
 “audiovisuality” and the
eschatology of the Gathas p. 21
Martin Schwartz

4. Orpheus and the R°bhus: 
Fashioning drinks for the afterlife 
p. 35
Laura Massetti

5. Indo-European motifs in 
the Greek underworlds p. 61
Jan N. Bremmer

6. The god of the night sky as 
a guide to the afterlife p. 79
Michael Janda

7. The love life of the dead: Norse 
Valkyries from an Indo-European
perspective p. 95
Riccardo Ginevra

8. Tied to the underworld p. 121
Birgit Anette Olsen

9. Indo-European cremations and 
cosmic fires: A comparative
analysis of the funeral and 
fire rites of Bronze Age Håga,
Sweden  p. 149
Anders Kaliff & Terje Oestigaard

10. Mourning among the speakers
 of Proto-Indo-European: *keh2d- 
‘to fall’ and ‘to mourn’ p. 177
Anders Richardt Jørgensen

Biographies  p. 195


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terça-feira, 14 de outubro de 2025

A Religião Indo-Europeia - Livro

Indogermanische Religion

Oettinger, N. & Jackson Rova, P. (2025): Indogermanische Religion. Rekonstruktion der Götterwelt, Mythologie und Kultsprache. Indogermanische Bibliothek. 3. Reihe: Untersuchungen. Winter Verlag. Heidelberg.  ISBN: 978-3-8253-9618-3

Sinopse  
Em que acreditavam as pessoas na Europa nos milênios anteriores à difussão do cristianismo? Assim como as línguas em grande parte das regiões da Europa Ocidental até a Índia descendem de uma língua indo-europeia comum, o mesmo pode-se aplica às religiões. 


Antes da influência missionária do cristianismo e do islamismo, elas eram continuações mais desenvolvidas da religião outrora praticada pelos falantes daquela língua indo-europeia comum. 


Reconstruir essa religião o máximo possível foi o objetivo estabelecido em conjunto por um linguista e um estudioso da religião neste livro. Este é o primeiro estudo sistemático não apenas dos nomes dos deuses e mitos, mas de todo o espectro de manifestações dessa religião.

INDEX


+INFO sobre o livro em:  Indogermanische Religion

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Homenagem a Georges Dumézil - Livro

Hommages à Georges Dumézil 

AA.VV (1960):  Hommages à Georges Dumézil. Collection Latomus Vol. 45. Latomus. Bruxelas.

Sinopse 
Este volume recolher uma série de escritos em homenagem a indo-europeísta e mitólogo George Dumézil (1898-1986) por parte dos seus colegas e discípulos cobrindo disciplinas tão amplas como a Paleo-linguísta, a História Antiga, a Iranística ou a Escandinavística dando mostra da amplitude de áreas que foram objeto da monumental pesquisa do autor francês. 


George Dumezil foi uma figura essencial na criação, ou no "renascimento", após os intentos de Max Mûller, A. Kuhn e outros autores durante o século XIX, tentativas lastradas por uma premissas metodológicas incorretas e por conceções primitivistas, que levaram ao descrédito do mero intento reconstrução do sistema de crenças Indo-europeu, 


Não seria até que Dumèzil, seguindo a senda, que no térreo das instituições, fora ensaiada por um dos seus seu mestre, Emile Benveniste, construi uma hipotese (o trifuncionalismo) e um método reconstrutivo de tipo comparativo, fundamentado nas aportes da contemporânea Escola Sociológica Francesa (Durkhein, Mauss, Granet entre outros), quando se fundou uma nova mitologia comparada indo-europeia.


A influência de Dumézil nos estudos indo-europeus tanto nos que seguem a hoje a hipótese trifuncional  como outras alternativas desenroladas a posteriori por outros autores. (Haudry, Lylle, Watkins, etc.), é evidente, o qual justifica este volume, que ademais da, pela sua época de edição (1960) uma imagem do estado da disciplina e do radical giro epistemológico que a obra dumeziliana supus nos estudos sobre a religião indo-europeia. 


O livro se abre com uma bibliografia (se bem não exaustiva nem completa) de boa parte da produção científica do autor homenageado

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

O Sacerdote-Rei dos Guerreiros e a Bruxa - Livro

Priest-King of the Warriors and Witch-Queen of the Others

Michal, C. (2019): Priest-King of the Warriors and Witch-Queen of the Others.Cargo Cult and Witch Hunt in indo-european Myth and reality. Masaryk University Press Brno  ISBN: 978-80-210-9341-6  DOI: 10.5817/CZ.MUNI.M210-9342-2019

Sinopse 
Neste livro, é apresentada uma interpretação de dois temas mitológicos indo-europeus dentro do seu contexto complexo. São considerados especialmente os aspetos históricos e socio-cognitivos do seu contexto. Por meio dessa abordagem, se apresente uma interpretação inovadora d estrutura mitológica tradicional é assim mesmo se introduz uma nova proposta de estrutura mítica.


Na primeira parte do livro, a questão do bem conhecido mito da criação indo-europeu é discutida. É hipoteticamente concluído que este se originou na área cultural proto-indo-europeia dentro dum culto cargo pré-histórico. Certos motivos e temas do mito da criação indo-europeu são interpretados como possíveis relíquias semânticas da ideologia de esse Culto Cargo pré-proto-indo-europeu.


Na segunda parte, é feita uma tentativa de apresentar a novíssima estrutura mitológica indo-europeia, o chamado mito da caça às bruxas. São analisadas várias manifestações locais da narrativa que lidam com o conflito das elites com o exército demoníaco liderado por uma bruxa. Este padrão básico é identificado e interpretado como um resultado do cenário social e de género das sociedades indo-europeias arcaicas. 
  

INDEX

Theoretical Background p. 11

1 Indo-Europeans: Urheimat and Folkgeist Issue p. 15

2 Myth and its Academic Reflection `p. 17

2.1 Mind and Society Behind the Myth p. 20

2.2 From Singing to Writing  p. 23

2.2.1 Interferences and Discontinuities  p. 23

3 Terminology p. 28

3.1 Text, Texture and Context p.  29

4 Methodology p. 33

5 Selected texts p. 35

Analysis and Interpretation  p. 37

1 Ritual Against the Brother p.  39

1.1 Mezzo-Context: Big Man System and Chiefdom p. 40

1.1.1 Historical Manifestation: Gens  p. 43

1.1.2 Theoretical Generalisation  p. 54

1.2 Macro-Context: Neolithic Cargo Cult
 in Pontic-Caspian Steppes p. 58

1.2.1 Neighbourly Envy Theory p. 59

1.2.2 The Cargo Cult p.  60

1.2.2.1 Explanation of Cargo Cult p.  62

1.2.3 Behold, the Lords of the Animals Come p.  65

1.2.4 From Cargo Cult to Proto-Indo-Europeans p.  67

1.2.5 *(S)Th2eṷros, *Pek̂ u, *Gṷōuskṷe *H2eṷsos: 
Bull, Cattle Propertyand the Cows of Dawn  p. 68

1.3 Recomposing the Indo-European Cosmogonic Myth  p.  69

1.3.1 Song of the First Murderer  p. 73

1.3.2 Song of the Cattle Prophet p. 75

1.3.3 Song of the Big Man p. 78

2 War Against the Witch p. 82

2.1 Mezzo-Context: Indo-European Rulers 
and Their Villains p.  83

2.1.1 Expel the Heretics  p. 83

2.1.2 Burn the Witches p.  84

2.1.3 Fight the Rebels  p.  86

2.2 The Texts  p.  89

2.2.1 Æsir and Vanir p.  89

2.2.2 Īsung and Hertnið p. 97

2.2.3 Devāḥ and Asurāḥ p. 105

2.2.4 Popelvār and Ježibaba  p. .113

2.2.5 Witch-War Theme in Other Slavic Folklore p. 121

2.2.5.1 Fight of Saint George Against the Winter p. 121

2.2.5.1.1 Cveten Gǝorgi and Juda Samodiva  p. 124

2.2.5.1.2 Jegorij Xrabryj and Three Snake Herdesses 
p. 126

2.2.5.1.3 Jegorij Xrabryj and Krivda  p. 130

2.2.5.2 Banishing Winter  p. 137

2.2.5.3 Broader Folklore Background p. 138

2.3 Composing the Indo-European Witch-Hunting Myth 
p. 143

Conclusion p. 149

Bibliography p. 157


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domingo, 16 de junho de 2024

Interfaces Indo-europeias - Livro

Indo-European Interfaces

Larsson, J et al. (eds.) (2024): Indo-European Interfaces: Integrating Linguistics, Mythology and Archaeology. Stockholm Studies in Indo-European Language and Culture Vol. 1. Stockholm University Press. Estocolmo. ISBN: 978-91-7655.218-z  DOI: 10.16993/bcn

   
Sinopse  
Os actuais avanços científicos estão a remodelar a nossa compreensão da pré-história, oferecendo conhecimentos sem precedentes sobre os movimentos e padrões de parentesco das populações pré-históricas. 





Estes novos avanços fornecem-nos informações detalhadas sobre vários aspectos dos primeiros falantes do indo-europeu e das suas vidas. No entanto, os humanos pré-históricos que conhecemos através de ossos e cacos de cerâmica já foram pessoas reais, falando línguas reais e tendo crenças específicas, contos mitológicos e expressões poéticas.





Com este livro, pretendemos aplicar uma abordagem multidisciplinar que combina linguística histórica, arqueologia e religião comparada, a fim de melhorar a nossa compreensão dos primeiros falantes do indo-europeu. 







O livro é uma coleção de artigos de especialistas em linguística histórica, arqueologia e religião comparada, cada um examinando diferentes facetas dos primeiros falantes indo-europeus, incluindo a sua língua, cultura e práticas religiosas.

INDEX

1. The many interfaces of Indo-European
Jenny Larsson

2. The distribution of goods and lordship in Indo-European:
‘Givers of goods’ and Vedic vásu savi-, Toch. B saswe 
‘lord’, and Hittite aššu šuwe-
Timothy G. Barnes

3. Hermes and Prometheus in Scandinavia – or Thor 
and Thjalfi in Greece: Reconstructing an 
Indo-European aetiological myth about 
a prehistoric steppe ritual
Riccardo Ginevra

4. Linnaean linguistics:‘Bear’,‘horse’,‘wolf’ 
and the Indo-European phylogeny from a 
zoographical perspective
Stefan Höfler

5. Travelling myths or Indo-European tradition? 
The Irano-Scandinavian correspondences
Anders Hultgård

6. Issues with the steppe hypothesis: An archaeological 
perspective. Iconography, mythology and language in 
Neolithic and Early Bronze Age southern Scandinavia
Rune Iversen

7. The inverse of praise: Epigraphic practices 
of Indo-European cursing
Peter Jackson Rova

8. The night sky of the Indo-Europeans
Michael Janda

9. Fighting the winter: Indo-European rituals 
and cosmogony in cold climates
Anders Kaliff & Terje Oestigaard

10. Celto-Germanic and North-West Indo-European 
vocabulary: Resonances in myth and rock art iconography
John T. Koch

11. The Indo-European vocabulary of dairy products
Birgit Anette Olsen

12. Priests, oxen and the Indo-European taxonomy 
of wealth in the Iguvine Tables
Nicholas Zair



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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

O fio da Vida, O Laço da Morte

El hilo de la vida y el 
Lazo de la muerte

Andrés-Toledo, M. Á (2010): El hilo de la vida y el lazo de la muerte en la tradición indoirania. Institució Alfons el Magnànim. Valencia.  ISBN: 978-84-7822-588-00 

Sinopse  
A vida está em jogo. A morte coloca um laço em nossos pescoços. Estas duas imagens resumem a visão da existência humana partilhada pelos antigos indianos e iranianos. Em El hilo de la vida y el lazo de la muerte na tradição indiana , Miguel Ángel Andrés Toledo nos conduz por um labirinto de textos védicos e zoroastristas. Deuses e deusas que desfilam pelo céu em vestidos esplêndidos, tecidos com o fio da Verdade. 


Ligaduras cósmicas que abraçam o indivíduo, marionete do destino. Fiandeiros e bruxas que cortam um cordão não só umbilical, mas também vital. Caçadores de demônios que lançam armadilhas mortais contra os humanos, que tentam em vão escapar do estrangulamento fatal. Fórmulas poéticas que remontam a um passado indo-iraniano comum, por vezes indo-europeu, reconstruídas com rigor filológico. Imagens que, apesar da distância geográfica e temporal, estão muito próximas de nós. 


Não há minotauros neste labirinto; apenas céus e infernos, deuses e demônios, filamentos e cordas, e mortais agarrados a crenças ancestrais que ainda giram na roda dos nossos dias. Afinal, tecidos e textos são um só. Sem perder o fio da meada: às vezes a vida depende disso.

INDEX





+INFO sobre o livro em: El Hilo de la vida y el lazo de la muerte

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Florilegium Indogermanicum - Faventia Nº 34-6

FLORILEGIUM INDOGERMANICUM

Alemany, A.; Olaya, N. & Vernet, M. (eds.) (2012-2014): Florilegium Indogermanicum, Palaeohispanicum et Eurasiaticum in memoriam José Fortes Fortes. Faventia Nº 34-36. Universitat Autonoma de Barcelona. Barcelona. ISSN: 0210-7570  

   

Sinopse
Este volume da revista Faventia que recolhe conjuntamente os volumes entre os ano é uma homenagem monográfica em memória de José Fortes Fortes, que foi professor titular de Linguística Indo-Europeia na Universidade Autónoma de Barcelona entre 1984 e 2008. Numerosos colegas de universidades de todo o estado espanhol, a maioria deles indo-europeus, têm teve a gentileza de contribuir com artigos sobre Anatólia, Céltica, Eslava, Indo-iraniana, Etrusca, Paleo-hispânica ou fontes sobre a Eurásia central antiga e medieval.  
  

INDEX

Pepe Fortes, in memoriam p. 7
Jordi Cors i Meya

La cientificidad en la lingüística y el papel histórico de la 
lingüística indoeuropea: alegato para tiempos difíciles pp. 9-12
Ana Agud Aparicio

Las creencias en la reencarnación entre los indoeuropeos: 
los datos comparativos pp.15-30
Julia Mendoza Tuñón


Tabú de la siembra y sacralidad agraria indoeuropea: sobre 
"Leyes Hititas" § 166/*51 y "Mānavadharmaśāstra" 9.291  
pp. 31-47
José Virgilio García Trabazo

La première "dānastuti" de la "R̥gvedasaṁhitā": 
lecture de RS 6.27 et du commentaire de Sāyaṇa 
pp. 49-57
Eric Pirart


Sobre los imperativos védicos en -si, el subjuntivo céltico 
y el prospectivo pp. 59-77
Francisco Javier Rubio Orecilla

Artículo
On Avestan "aiβiθiiō" (V18.17 & 25) pp. 79-87
Alberto Cantera


The Etymology of the PNs "Artimas" and "Arteimas" 
from Asia Minor: a New Explanation pp. 89-97
Mariona Vernet Pons  

Etrusco "*huσ, huσ(i)ur": ¿un préstamo del griego 
ὗς / ὑύς? pp. 99-110
Roberto López Montero

The Old Irish verbal complex as a templatic morphological 
structure pp. 111-120
Carlos García Castillero

¿Existió un dios eslavo Hennil? pp. 121-134
Juan Antonio Álvarez-Pedrosa Núñez

Fitónimos en la traducción de los Evangelios del griego al 
antiguo eslavo: préstamos, calcos y términos 
patrimoniales eslavos  pp. 135-138
Enrique Santos Marinas

The Romani voiceless palatal fricative š in Iberian Romani 
dialects pp. 139-147
Ignasi-Xavier Adiego

Epigrafía ibérica y tradición literaria: algunos ejemplos 
pp.149-159
Ignacio Simón Cornago

Sobre los topónimos terminados en -o de algunas leyendas 
monetales ibéricas levantinas pp.161-176
Carlos Benjamín Jordán Cólera

Sobre la identidad de dos inscripciones ibéricas de Sagunto 
(MLH III.2, F.11.11 y F.11.12)  pp.177-188
Eugenio Ramón Luján Martínez

Una inscripción ibérica procedente del Turó de l’Osona (Vic) 
pp.189-207
Noemí Moncunill Martí, Javier Velaza

El nombre de "Kaiskata" pp. 209-214
Blanca María Prósper

Cimerios y escitas en la documentación asiria 
pp. 215-223
Jaume Llop 

En torno a la adscripción lingüística de los heftalitas 
pp. 225-248
Núria Olaya Montero

Seis etnónimos turcos enigmáticos en el "Cantar de la 
hueste de Ígor" pp. 249-266
Agustí Alemany i Vilamajó, Natàlia Kubyshina

Alejandro Magno y los rusos según el "Iskandarnāma" 
de Niẓāmī Ganŷavī pp. 267-279
Haila Manteghi Amin

Some thoughts on "Onomastica Manjurica": 
strange or amusing names in Manchu pp.281-292
José Andrés Alonso de la Fuente



Ir ao número da revista: Faventia Nº 34-36

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Jean Haudry (1934 - 2023)

Ontem dia 28 morria o indo-europeias e sancritologo Jean Haudry. Formado École Normale Supérieure e discipulo de especialistas de bulto dentro da linguistica indo-europeia como  Louis Renou, André Martinet, Émile Benveniste e Michel Lejeune. Lecionou sucessivamente nas universidades de Montpellier e Paris como assistente de latim e lingüística, antes de ser nomeado professor de sânscrito e gramática comparada na a Universidade de Lyon. 
Defendeu uma tese em 1977 e, cinco anos depois, fundou um Instituto de Estudos Indo-Europeus na mesma universidade. Além disso, Jean Haudry foi eleito diretor de estudos de gramática comparativa de línguas indo-européias no IV sseção da École Pratique des Hautes Etudes em 1976. Tornou-se professor emérito em 1998 na Universidade de Lion III. 



Além das polémicas publicas sobre a afiliaçâo política que escureceram a su figura, a obra de Haudry tem alguns elementos de fondo interesse para repensar alguns elementos da tradição indo-europeia, como a reelaboraçào que na sua obra "La religion cosmique des Indo-Européens" (1987) fez do trifuncionalismo dumeziliano reinterpretado em termos cosmologicos

Um esquema que mostra uma estrutura espacial do mundo, dividido em três espaços celeste (1ª função), atmosférico (2ª função) e ctónico (3ª função), esta construção espacial teria um reflexo termporal, que num plano micro se fundaria no curso visível diário do sol em 3 etapas (aurora - dia - ocaso/noite) associadas a cada uma das zonas cosmológicas e as cores que os caracterizam no esquema trifuncional (vermelhor (2ª função) - branco (1ª função) - preto/et alii (3ª função)). 

Em um plano mais amplo este esquema temporal se prolonga ao ciclo anual, estruturado pela dicotomia entre uma metade escura/ctónica do ano e outra luminosa / celeste conectadas por um ponto liminar de transiçáo primaveral (associada metaforicamente a deusa Aurora) entre ambos. 


No fundo segundo Haudry o esquema trifuncional seria uma evolução particular de um esquema primário mais básico dual dividido em dois metades antagónicas escura/luminosa que ele considera poderia corresponder mesmo com um estagio de pensamento pré-neolítico que subsistiria em elaborações posteriores mais complexa já de tipo triple.

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Haudry também pesquisou sobre outros elementos da tradição indo-europeia como o simbolismo do fogo no ritual, ou abstrações como a tríade pensamento-palavra-acçáo como estruturante de uma welstanschaum de estes povos e que analisou num interessante livro com esse mesmo título. Uma hipótese especialmente polémica foi a sua recuperação da ideia exposta a inícios do século XX pelo político indu Bal Gangahar Tilak sobre um suposto origem circum-polar dos indo-europeus, a qual foi geralmente rejeitada pela maioria dos especialistas.


Trabalhador incansável há pouco de um mês Jean Haudry sacava ao prelo a sua ultima obra o Lexique de la tradition indo-européenne, concebida como uma grande soma da sua pesquisa durante este anos. Entre os discípulos de Haudry figuram especialistas como estudioso das religiões indo-europeias Philip Jouet ou o nosso chorado e caro amigo Eulogio Losada Badia, que foi em vida catedrático de sânscrito na Sorbona.