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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cosmologia e Vida Social - Livro

Cosmology and Social Life

Traube, E.G. (1986): Cosmology and Social Life. Ritual exchange among the Mambai of East Timor. University of Chicago. Chicago & Londres

Sinopse  
Este volume é tanto um estudo etnográfico da vida ritual numa sociedade do leste da Indonésia como um contributo para a antropologia das formas simbólicas. Inspirando-se em Durkheim e no estruturalismo, Elizabeth G. Traube tem como objetivo mostrar como os símbolos rituais são utilizados conscientemente em contextos específicos para criar relações sociais significativas.


Traube orienta o seu estudo em torno de um sistema convincente de crenças cosmológicas. Entre os Mambai de Timor-Leste, um povo cuja existência está actualmente ameaçada por circunstâncias políticas, o cosmos é representado como a referência última da acção social e a fonte de uma identidade colectiva distinta. 


Os Mambai reivindicam para si o papel de guardiões de um cosmos que dá vida e depende dos seres humanos para o serviço ritual. Traube descreve os seus rituais agrícolas e funerários, traçando as ligações simbólicas entre as obrigações humanas para com os seres cósmicos e as obrigações de troca que unem os vários grupos sociais que realizam os rituais.

INDEX


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Reis Extranhos e Origens do Poder no Timor


Anteriormente temos tratado, trangencialmente, do topos dos Reis Estranhos (aqui), muito extendido no Sureste Asiático, e que Marshall Sahlins ampliou a outros contextos etnográficos e históricos (Sahlins, 2000a, 2000b). Tema que como expressa Traube no livro de acima: "incorporam uma conceção de poder como algo originalmente alheio à sociedade. Em todas estas teorias políticas, observa Sahlins, "a realeza é a estrangeira" e "o poder é um bárbaro" (Traube, 1986)


No sistema dos Reis Extranhos o carater alheio do poder político se exprime através de uma oposiçâo entre o soberano foraneo e os "donos da terra" autoctonos. Em esta divissão ao ultimos compete o mantimento da fecundidade da terra, que mantem apís a su substituiçâo pelo soberano extrangeiro:
  
"Na ilha de Roti, por exemplo, diz-se que o antepassado do Manek ou Senhor veio de além-mar e entrou em disputa com o Dae Langgak, a Cabeça da Terra. O resultado foi que o Dae Langgak perdeu o poder político para o Manek, mas preservou a autoridade ritual sobre a fertilidade. Em Timor, as tradições Belunesas e Atoni apresentam variações deste padrão. Os governantes dos reinos Beluneses e Atoni são ambos considerados de origem étnica diferente da dos seus povos. O fundador de Wehali, no centro de Belu, é associado a uma terra distante além-mar conhecida como Sina Mutin Malacca. Tanto as tradições Belunesas como as Atoni identificam o governante Atoni Sonba'i como o irmão mais novo do Senhor de Wehali. Para os Atoni, Sonba'i é um outsider. Os mitos contam como derrotou um antigo Senhor da Terra, um chefe chamado Kune, que detém a autoridade ritual sobre o solo
Outra variação do padrão narrativo ocorre nas tradições Bunaq, sobre os antepassados que vêm de além-mar e subjugam os autóctones "donos da terra", conhecidos por melus. Ritualmente, estes melus são identificados com os espíritos dos autóctones falecidos, e os Bunaq consideram-nos os mais poderosos de todas as "sombras da terra"


No ultimo parrafo os burag assimilam a oposiçâo entre autoctos e alheios através de uma doble linha de ancestrais, os ancestrais da gente atual e os ancestrados dos autoctones que embora desaparecidos subsistem na forma de espiritos dessa outra gente que têm o control dos mundo telurico e a subsistência da comunidade. 

Reis Extranhos e Origens do Colonialismo

Uma variante peculiar de este topos e a que fazem os Mambai que Traube estuda no seu livro, ja que estes transformam aos "estrangeiros" (os malaia) em autoctonos. Na tradição mandai as diferências etnicas entre timores e malaios ou ainda brancos (todos classificados genericamente como malaia) são apenas resultado de uma divissão de linhagens e fissicos que aparece nos mito de origem nos que no obstante os ancestrais de mambai e malaia aparecem como 2 irmão descentes de deus.
"Como deus soberano, o papel do Céu é articular limites e divisões. Ele ordena o cosmos distribuindo sinais de diferença, e o seu primeiro ato é dividir os seus filhos nas categorias opostas de bocas silenciosas e bocas falantes. A enunciação primordial da soberania retira o poder da fala dos primogénitos do Céu; é designada por "ban do interior" ou "ban da rocha e da árvore". Enquanto isso, os filhos humanos do Céu assumem características físicas distintas. O mais novo "tira água branca" e "lava-se branco/banha-se limpo", mas o mais velho "tira água negra", o que o deixa "nem branco nem limpo", num estado sem marcas."
Após isto o Ceu divide o poder sobre este mundo dividido entre as coisas "silenciosas" (o mundo vegetal e animal) e as falantes (a humanidade), através de uma serie de insignias asociadas a cada um de estes ambitos da realidade. O primogenito Ki Sa, receva a rocha e a árvore sagradas, símbolos da sua autoridade ritual sob um cosmos silencioso ao mais novo, Loer Sa, deus da-lhe  o livro e a pruma emblemas dos europeios. 


Ao mesmo tempo o Pai Ceu deposita como posseção comum na casa originaria (trasuntos das casas sagradas timoresas) uma serie indefinida de insignias que encarnam o poder político, mas Loer sa rouba estes objetos sagrados e fuge para o norte, privando ao seu irmão maior da autoridade, o que faz que seja incapaz de governar aos homens que  "nem tremem nem temem" ante as suas ordens. 


A fugida por mar de Loe Sa faz que a partir de este momento estes signos do poder sejam conhecidos como "o ban do mar" por oposição ao "ban do interior" formado pela arvore e a rocha que Si Ka retiveu na sua posse. Ante a evidência de que o seu "governo não tem passo" ante o povo Ki Sa emprende a busqueda do seu irmão para reclamar-lhe as insignias do poder:
   
"Empreende uma longa e árdua viagem através do mar até Portugal. Lá, encontra o seu irmão mais novo trancado dentro de uma casa. Ao acordar, Loer Sa recebe reverências de Ki Sa e ouve um longo e comovente discurso. O seu irmão mais velho descreve a sua situação difícil e recorda ao mais novo as suas obrigações para com o lugar que abandonou. Pede a Loer Sa um novo símbolo de status que fará o seu próprio reino "tremer e temer". Loer Sa responde entregando objetos, prometendo que os seus descendentes regressarão a Timor com a bandeira numa data posterior"

Investido com estes novos signos de pode substitutorios Ki Sa volta ao Timor e restavelece a ordem no reino pois agora as suas palavras são escutadas e os seus mandatos tem pesso e fazem "tremer e temer" a gente. O mito termina com o prometido retorno dos descendes do Loe Sa, identificados com os colonos portugueses
   
"Passam-se gerações, mas finalmente os Malaia, descendentes de Loer Sa, regressam a Timor, com a bandeira hasteada no mastro do seu navio. Todos os povos da terra se reúnem para os receber na costa. Os descendentes de Ki Sa recebem bandeiras e outras insígnias de poder dos Malaia, mas logo renunciam a esses símbolos. Cansados do comando, "entregam o governo" (sra ukun) a novos líderes indígenas que vêm de fora do reino. Por este ato, os governantes originais renunciam a todas as responsabilidades mundanas para com o reino que fundaram, mas retêm a sua autoridade ritual sobre o cosmos. A expressão poética para a sua renúncia ao poder é que "se sentam para cuidar da rocha e vigiar a árvore"
Através de esta renuncia o mito descreve a justifica a situação do dominio colonial integrando-a na cosmologia mandai, no tipico esquema de "Reis Estrangeiros" no que os portugueses terminam ostentando as faculdade políticas e o monopolio da força (a proteção). 


No entanto os mandai comprem a função de "senhores da terra" que através do ritual mantem o ciclo da vida e fecundidade necessario para a supervivência fisica da sociedade. Em esta construção a estrutura tributaria do poder colonia se amosttra não como uma relação desigual senão de reciprocidade funcional e intercambio equilibrado:
   
"O mito conclui com uma descrição da instituição de um sistema de trocas pelos Malaia e pelas autoridades rituais. Neste sistema, as dádivas da colheita acumuladas no interior são entregues aos Malaia, no litoral, pelos governantes executivos indígenas. Estas dádivas são retribuídas com prestações de arroz cru, sal e gado. A transação é representada como parte de uma troca de serviços, em que as autoridades rituais promovem a fertilidade da terra e os Malaia guardam os limites dos campos e jardins."
A proprio poder político inicialmente indefinido aparesce logo materializado através da bandeira portuguesa que os indigenas timoreses aos observar os extranhos rituas do seu izado e arriado solemne quotidiano pelos soldados colonias identifaram como a insignia da que procede o poder dos reis extranhos portugueses. 


As insignias funcionais que definem a malaia e manbai, o livro e pruma vs. a rocha e a arvore expressam o ambito do natural que garante a vida fronte cultura burocratica, estatal e exotica dos europeus, e são reunidos através do talismam da soberania roubados do fogar comum pelo primeiro malai e retornados desde o mar, a través da bandeira. 
    

Mas além de esta cenificação da estrutura e realidade social no pensamento mandai esta dicotomia adquire os carateres de uma dualidade cosmologicos: o Norte (mar) vs. o Sul (Interior), o Pão Ceu vs. a Mâe Terra que compreta o edificio social repressentando nos dois postes (sul e norte) da casa sagrada.
   
"Subjacente ao mito está uma oposição entre duas orientações no espaço, que se manifesta ao nível cósmico no par teológico. Ao Céu, que ordena o cosmos, pertence o mundo exterior, e tem a natureza aberta e irrestrita de um andarilho. À Mãe Terra, que estabiliza e nutre o cosmos, pertence o mundo interior, o espaço escuro e confinado da casa, e a ela pertence a natureza fechada e restrita de quem espera num lugar de origem. Daqui decorre uma divisão das pessoas em duas categorias: as que vagam cara o exterior e as que são deixadas para trás pelos errantes"

Bibliografia

Traube, E.G. (1986): Cosmology and Social Life. Ritual exchange among the Mambai of East Timor. University of Chicago. Chicago & Londres
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.  

Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918


quarta-feira, 18 de março de 2026

JSfMDV Nº 100 - 2026

Jahresschrift für Mitteldeutsche Vorgeshichte        

Nº 100 - 2026
    

INDEX

100 Bände Jahresschrift für mitteldeutsche 
Vorgeschichte als Speicher regionalen 
Wissens von europäischer Bedeutung pp. 1-8
Harald Meller

Zum Gedenken an Prof. h. c. Dr. Friedrich-Wilhelm 
von Hase (26. Juni 1937 – 23. Oktober 2025) 
pp. 9-16
Harald Meller, 
Alfred Reichenberger

Produktion und Funktion von Rückenmessern 
an der Magdalénien-Freilandfundstelle 
Bad KösenLengefeld, Stadt Naumburg 
(Saale), Burgenlandkreis pp. 17-50
Sebastian Szyja-Kollmann

Bilder von Landschaften der Steinzeit. 
Gedanken zu Verzierungen auf 
Trommeln der Bernburger Kultur 
pp. 51-68
Oliver Dietrich

75 Jahre verkannt – ein besonderes 
frühbronzezeitliches Gefäß von 
Osterwieck, Lkr. Harz. Ein 
Diskussionsbeitrag zur Verbreitung
und Datierung inkrustierter Keramik 
in der Aunjetitzer Kultur pp. 69-88
Torsten Schunke

Stemmern, Lkr. Börde, Grab 44 
eine frühbronzezeitliche "Riesentrepanation". 
Interpersonelle Gewalt und medizinische 
Versorgung in der Aunjetitzer Kultur 
am Beispiel eines Altfundes pp. 89-108
Immo Heske, Silke Grefen-Peters, 
Nadine Panteleon

Das mittelbronzezeitliche Grab von 
Nordgermersleben, Lkr. Börde. Zur 
kulturellen Stellung der Landschaften 
nördlich des Harzes in den 
Perioden II–III pp. 109-144
Jan-Heinrich Bunnefeld

Von Donnerziegen und anderen Vögeln. 
Überlegungen zum Vogelkopfprotom 
auf dem germanischen Prunkschild 
von Gommern, Lkr. Jerichower Land, 
unter Einbeziehung archäologischer, 
altphilologischer, volkskundlicher 
und ornithologischer 
Betrachtungsweisen pp. 145-240
Monika Schlenker

Taufe der Ottoninnen. Der »fons baptismalis« 
in der Stiftskirche St. Servatii zu 
Quedlinburg pp. 241-286
Donat Wehner

Ein steinerner Turm in der 
Zeitzer Bischofspfalz Vorbericht 
pp. 287-300
Holger Rode

Zwei Bacini an der Apsis. Italienisch 
inspirierter Bauschmuck an der Kirche 
des Prämonstratenserstifts Jerichow,
 Lkr. Jerichower Land pp. 301-314
Donat Wehner

Pferd im Morast. Ein Bronze-Aquamanile
des 12. Jhs. aus Demsin, Lkr. 
Jerichower Land pp. 315-330
Donat Wehner


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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

A Serpe como Simbolo - Livro

Das Schlangensymbol

Egli, H. (1982): Das Schlangensymbol. Geschichte, Märchen, Mythos. Walter Verlag. Friburgo.

Sinopse  
A serpente é uma das experiências primordiais da humanidade, assim como o sol, a lua, a água e o fogo. Foi e ainda é encontrada em quase todas as regiões habitadas por humanos, e praticamente não há região ou época que não tenha se preocupado com a serpente. 


Os efeitos perigosos de seu veneno, a constante troca de pele, seu andar silencioso e sem pés, o olhar hipnótico dos seus olhos sem pálpebras e a sua aparência fálica sempre preocuparam os humanos. Toda a estranheza que cerca a serpente penetrou tão profundamente na consciência humana que este animal se tornou um símbolo tão ambíguo quanto a experiência da serpente é multifacetada. 


O símbolo da serpente é o mais significativo de todos os símbolos animais, ao qual autores se dedicaram repetidamente, mas frequente limitados a um país ou continente. 

INDEX


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terça-feira, 5 de agosto de 2025

O Gado do Sol, Vacas e Cultura na Grécia Antiga

The Cattle of the Sun

McInerney, J. (2010): The Cattle of the Sun: Cows and Culture in the World of the Ancient Greeks. Princeton University Press. Princeton e Oxford.  ISBN: 978-0-691-14007

Sinopse  
Embora a Grécia seja tradicionalmente vista como uma sociedade agrária, o gado era essencial para a vida comunitária grega, por meio de sacrifícios religiosos e consumo alimentar. O gado também era fundamental na mitologia: deuses e heróis roubavam gado, esperavam sacrifícios de gado e puniam aqueles que não o forneciam. 


O Gado do Sol abrange uma riqueza de fontes, tanto textuais quanto arqueológicas, para explorar por que esses animais eram importantes para os gregos, como se tornaram um elemento-chave no pensamento e comportamento gregos e como os gregos exploraram o valor simbólico do gado como forma de estruturar as relações sociais e económicas.


O autor explica que a importância do gado começou com a domesticação e o pastoreio: o gado era criado, criado, abatido e comido. Útil na prática e simbolicamente potente, o gado tornou-se capital social a ser trocado, oferecido aos deuses ou consumido coletivamente. Essa circulação da riqueza do gado estruturou a sociedade grega, uma vez que a dedicação aos deuses, o sacrifício e os banquetes constituíam as instituições mais básicas da vida grega. 


McInerney demonstra que o gado contribuiu para o crescimento dos santuários nas cidades-estados gregas, bem como para mudanças nas práticas económicas dos gregos, desde a Idade do Ferro até o período clássico, à medida que uma economia de mercado monetizada se desenvolveu a partir de uma economia anterior de intercambio e troca

INDEX

Chapter 1. Cattle Habits p. 1

Chapter 2. The Paradoxes of Pastoralism p. 21

Chapter 3. Cattle Systems in Bronze Age Greece p. 48

Chapter 4. Epic Consumption p. 74

Chapter 5. Heroes and Gods p. 97

Chapter 6. Gods, Cattle, and Space p. 123

Chapter 7. Sacred Economics p. 146

Chapter 8. Cities and Cattle Business p. 173

Chapter 9. Sacred Law p. 196

Chapter 10. Authority and Value p. 217

Chapter 11. Conclusions p. 241

Notes p. 253

Bibliography p. 293


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domingo, 1 de dezembro de 2024

A Linguagem do Segredo, a Sociedade Poro

The Language of Secrecy

Bellman, B. L. (1984): The Language of Secrecy. Symbols & Metaphors in Poro Ritual. Rutgers University Press. New Brunswick.  ISBN: o-8135-0969-6

Sinopse 
Neste livro examina-se um grande complexo de sociedades secretas associadas a uma grande sociedade secreta, a Poro, e a sua congénere feminina, a sociedade Sande, na área cultural da cintura florestal da África Ocidental, uma região do Atlântico Centro-Oeste africano. que inclui a Libéria, o sul da Serra Leoa, e partes da Guiné e da Costa do Marfim.

  uma das muitas máscaras rituais da sociedade Poro, Liberia
  
Mais concretamente, analisam-se como os segredos são comunicados dentro das sociedades secretas, focando-se através do caso série mais recente de iniciações da Poro, jã que a iniciação na sociedade apenas ocorre cada 18 anos,  num dos mais importantes centros de atividade da sociedade secreta: Kpelle, situado entre a Fronteira Libéria e Guiné.

moços voltando de um ritual da sociedade Poro, Serra Leoa,  
foto: Sjoerd Hofstra,1936

 Este estudo tem um duplo propósito. Em primeiro o segredo  dentro de um contexto onde o sigilo é uma dos princípios organizadores da vida social diária, e possível examinar a variedade de formas que o segredo assumem isolando-o assim com um fenómeno, chamando a atenção sob  as praticar que são relevantes na transmissão do conhecimento exotérico da sociedade.

mascara"falui" da sociedade Poro, representando um espírito guerreiro de um só braço, Serra Leoa, foto: Sjoerd Hofstra,1936

Em segundo lugar, apresenta-se uma investigação das iniciações Poro como um processo ritual,  através da análise das operações e transformações dos símbolos e metáforas utilizados no ritual, fornecendo um relato detalhado do segredo ritual em uma das mais importantes associações secretas de África.
  
INDEX

Preface p. xi

1 Introduction p. 3

2 The Poro in West Africa  p. 13

3 The Poro and Other Secret Societies
 in the Vavala Clan  p. 19

4 The Concept of Secret in Secrecy Societies p. 43

5 Secrets as Texts: The Message Forms 
of Deep Talk p. 53

6 Secrets and the Initiation Ritual p. 79

7 Mentioning the Unmentionable  p. 107

8 Toward a Theory of Secrecy  p. 139

Notes 145

Bibliography 151

Index 159


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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Culturas do Vino, Gandhāra e Além - Livro

Wine Cultures
 Gandhāra & Beyond

Antonetti, C., Bryan De Notariis, B., & Enrico, M. (eds.) (2024): Wine Cultures. Gandhāra and Beyond. Antichistica- Storia ed epigrafia Vol. 40/10. Edizioni Ca’ Foscari. Venecia. ISBN: 978-88-6969-877-4 DOI: 10.30687/978-88-6969-816-3 

Sinopse 
O volume representa o resultado principal do projeto MALIWI (SPIN Ca' Foscari 2021) dirigido por Claudia Antonetti. Adotando uma abordagem interdisciplinar, este trabalho busca explorar as técnicas de produção, funções sociais e significado cultural de bebidas inebriantes com referência particular ao vinho -uma bebida extraordinária que está entrelaçada com a história humana há milénios.



Este volume reúne contribuições de académicos interessados ​​em estudar a cultura do vinho e da bebida em Gandhāra e regiões vizinhas, incluindo a Assíria Antiga, Aracósia e a Índia atual. 





O tópico é explorado de três perspetivas fundamentais, empregando uma gama diversificada de fontes, incluindo textos literários e históricos, bem como evidências linguísticas, iconográficas, arqueológicas e antropológicas.
   

INDEX

Introduction
Claudia Antonetti, Bryan De Notariis, 
Marco Enrico

Intoxicating Nectars of Plenty
Reflections on Wine and Other 
Drinks in Ancient South Asia
James McHugh

Indological Sources: 
Literature and Anthropology 

The Gandhāric Roots of the Indian Symposion 
and Sympotic-like Elements in Buddhist Literature
Bryan De Notariis

In Search of Regional/Local (deśī) Words for 
‘Intoxicant’ in First-Millennium India
Andrea Drocco

Wine in India and Other Substances
An Anthropology of ‘Entheogens’
Stefano Beggiora

Archaeology of Wine: 
Comparison and Diachrones

The Archaeology of Wine in the Southern 
CaucasusNew Methods for an Old Tradition
Elena Rova

An Assyrian Winery in Khinis, Ancient 
Khanusa (Kurdistan Region of Iraq)
Francesca Simi, Costanza Coppini, 
Daniele Morandi Bonacossi

Wine in Achaemenid Arachosia
An Imperial Network of Regional Wines
Prabhjeet K. Johal

Wine in Gandhāra
Notes on a Mythical and Economical Geography
Omar Coloru, Elisa Iori, Luca M. Olivieri

Gandhara and Classical Sources: 
Imagery Iconography, 
Epigraphy and Texts

Beyond the Form
Some Observations on Wine-Symbolism and 
Related Figurative Themes in Gandharan Art
Cristiano Moscatelli, Anna Filigenzi

Wine, Women and Royalty in Gandhāra
Claudia Antonetti

Wine in the Gandhāran Epigraphic Corpus
Stefan Baums

Strabo on Wine in Ancient India
Marco Enrico


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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Ecologia de uma Ferramenta

Ecology of a Tool

Perequin, P.,  Petrequin, A.M, & Pelletier-Michaud, A. (2020): Ecology of a Tool: The Ground Stone Axes of Irian Jaya (Indonesia). Archéo Logiques Series. Oxbow Books. Oxford.  ISBN: 9781789253863

Sinopse  
A Nova Guiné, e especialmente a Papua Nova Guiné, é o último país do mundo onde os etnólogos puderam observar de perto, filmar e fotografar toda a cadeia de produção de ferramentas de corte de pedra polida, desde a extração da pedreira até à utilização da ferramenta acabada. 





A investigação sobre as lâminas polidas de Papua evoluiu ao longo dos anos, acompanhando as mudanças nas filosofias e nas agendas de investigação. Embora seja claro que foi recolhida uma quantidade excecional de informação, esta permanece centrada naquela pequena parte das Terras Altas onde as condições para a pesquisa de campo eram mais agradáveis ​​do que em qualquer outro lugar. Esta apresentação dos eixos de Irian Jaya aborda, portanto, um tema que permanece em grande parte inexplorado. 




Até agora, a investigação sobre ferramentas de pedra na Nova Guiné seguiu uma abordagem antropocêntrica, na qual as ferramentas são vistas mais como vetores de trocas sociais do que como meios de atuar sobre o ambiente. Aqui, as lâminas de pedra polida são colocadas no centro do mundo, entre, por um lado, o ambiente natural transformado, e, por outro, o ambiente social e económico. Esta abordagem permite sugerir novos caminhos de inferência em arqueologia, bem como testar e abandonar os existentes. 





Neste volume, a lâmina de pedra é considerada um ser vivo, existindo em equilíbrio dentro do seu biótopo. Esta ideia não está muito distante das crenças dos agricultores Irian Jaya, para quem a vida anima certos objetos da sua cultura material. cabo é descritas, definidas e estudadas juntamente com as zonas extrativas e as áreas de difusão e utilização da sua produção. 






As diferentes tendências em cada área de produção e troca de lâminas polidas também são observadas. Por fim, conclui com uma discussão sobre o potencial etnoarqueológico destas observações contemporâneas.
  
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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Os Passaros na Idade do Bronze - Livro

Birds in the Bronze Age

Goldhahn, J. (2019): Birds in the Bronze Age. A North European Perspective. Cambridge University Press.Cambridge  ISBN: 9781108615150  
    
Sinopse  
Este livro fornece novas aportações sobre a relação entre humanos e pássaros no norte da Europa durante a Idade do Bronze. 




Joakim Goldhahn argumenta que os pássaros tiveram um papel central na sociedade e na imaginação da Idade do Bronze, conforme refletido em lendas, mitos, rituais e cosmologias. 


O autor oferece um novo modelo teórico para entender a intrincada relação entre humanos e pássaros durante esse período. Ele explora vestígios de pássaros encontrados numa variedade de contextos arqueológicos, incluindo assentamentos e sepultamentos, e analisa representações de pássaros em artefactos e estatuetas de bronze, arte rupestre e parafernália ritual. 




Ele demonstra como os pássaros eram usados ​​em adivinhações e fornece a evidência mais antiga de presságios retirados do conteúdo gástrico de pássaro encontrada na Europa.

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