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sexta-feira, 31 de julho de 2026

O Neolítico na Região de Sárköz - Livro

The Neolithic of the Sárköz 

Bánffy, E., Gramsch, A. (eds.) (2025): The Neolithic of the Sárköz and Adjacent Regions in Hungary: Bioarchaeological Studies. Confinia et Horizontes Vol. 2. Römisch-Germanische Kommission des Deutsche Archäologischen Institut. Budapest. 

Sinopse 
A série de monografias Confinia et Horizontes foi lançada para disseminar os resultados da pesquisa pré-histórica conectada à Römisch-Germanische Kommission (RGK) do Instituto Arqueológico Alemão. 


Um dos seus temas principais é a região do Sárköz e a disseminação dos resultados do projeto do RGK sobre os procedimentos das escavações e pesquisas nos de assentamento do sul da Transdanúbia do 6º ao 5º milénio cal A.C, incluindo o megasítio de Alsónyék. 


​​Especialistas húngaros de Budapeste e Szekszárd, em cooperação com o RGK, realizaram o trabalho de campo e a avaliação. O primeiro volume sobre o Neolítico de Sárköz foi publicado em 2020, com o propósito de "definir o cenário": a história ambiental da região do Danúbio-Sárköz.


Os resultados da escavação do assentamento de Alsónyék e sítios adjacentes em Sárköz renderam uma ampla gama de achados osteológicos e zooarqueológicos humanos. O presente volume resume a pesquisa bioarqueológica realizada desde as escavações.  O presente volume inclui os resultados de dos estudos osteológicos, paleopatológico, fauísticos, genómicos e isotópicos sobre o vasto número de sítios e sepulturas do período neolítico nesta área.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Vida e Morte no Neolítico Antigo - Livro

Vida y muerte en el asentamiento del Neolítico Antiguo de El Prado

Alonso-Fernández, C. (2017): Vida y muerte en el asentamiento del Neolítico Antiguo de El Prado (Pancorbo, Burgos) / Life and Death in the Early Neolithic Settlement of El Prado (Pancorbo, Burgos): Construyendo el Neolítico en la Península Ibérica. BAR International Series Vol. 2876. BAR Publishing. Oxford.  ISBN: 9781407316253 DOI: 10.30861/9781407316253

Sinopse   
El Prado é um dos poucos sítios neolíticos iniciais a céu aberto na metade norte da Península Ibérica. A escavação arqueológica documentou cinquenta estruturas negativas associadas a um assentamento neolítico inicial, com datas absolutas de aproximadamente 5295–4690 A.C. 


Do ponto de vista tipológico e funcional, o sítio inclui silos e fossas revestidas, fossas/bacias sem revestimento, fossas funerárias, estruturas relacionadas à gestão da água e uma estrutura de combustão. Há também uma fossa ritual votiva datada do Neolítico Final (4045–3299 a.C.). Este artigo apresenta um estudo multidisciplinar do único assentamento neolítico inicial a céu aberto totalmente escavado no interior da Península Ibérica. 


Este trabalho inovador contribui para a nossa compreensão dos primeiros assentamentos neolíticos na Europa Ocidental e das suas sociedades segmentadas, com base na utilização do espaço, cerâmica, indústria lítica, rituais funerários, bioarqueologia, paleoambiente e fauna. El Prado é um dos poucos sítios neolíticos iniciais a céu aberto na metade norte da Espanha. 


Na escavação arqueológica do sítio, foram documentadas cinquenta estruturas negativas associadas a um assentamento neolítico inicial, com datações absolutas de aproximadamente 5295-4690 a.C. Do ponto de vista tipológico e funcional, existem fossas de armazenamento, fossas revestidas, fossas não revestidas, fossas funerárias, estruturas de armazenamento de água e um forno polinésio. Há também uma fossa ritual votiva do Neolítico Final (4045-3299 A.C.). Os autores apresentam aqui um estudo multidisciplinar do único assentamento neolítico inicial a céu aberto que foi totalmente escavado no interior da Península Ibérica. 


O volume é um estudo inédito que ajuda a explicar os primeiros assentamentos neolíticos da Europa Ocidental e as sociedades segmentadas, através de análises do uso do espaço, cerâmica, ferramentas líticas, rituais funerários, bioarqueologia, paleoambiente e restos faunísticos.

INDEX


Descarregar o livro em:  Vida y Muerte El Prado

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Piastas e "Reis Extranhos" de Hoje e Ontem


Não é nada extranho, nem desconhecido, que as linhagens reais sõem ser frequêntemente as menos "autotoctonas" naqueles paises nas que reinam. Em este sentido vai um artigo recente publicado na revista Nature Communications que vem a aportar , através do analise paleo-genètico, alguma luz sob a origem da dinastia piasta, que protagoniza a época fundacional do reino da Polonia.

Boleslvo Piast, Bolesłavo I de Polònia

O estudo feito sob os restos esqueleticos disponiveis dos membros das distintas ramas de esta linhagem aporta dados que questionam a origem local, e mesmo a eslavicidade da familia piasta:

"Seis indivíduos identificados como Piasts apresentavam haplogrupos R1b. As análises dos dados gerados para os Piasts R1b individuais sugeriram que seu ancestral comum pertencia à linhagem R1b-P312. Atualmente, essa linhagem é observada com maior frequência na Grã-Bretanha... As evidências apresentadas acima indicam que todos os indivíduos classificados como Piastas R1b pertenciam a uma mesma família e compartilhavam a mesma linhagem do haplogrupo Y R1b-BY3549, atualmente rara na Europa. Entre as amostras datadas do período anterior à formação do Estado Piasta, a mesma linhagem foi encontrada em três amostras antigas: CGG_023713 (datada de 770–540 a.C.) da atual França<sup> 42</sup> , CGG_107766 (datada de 20–200 d.C.) dos atuais Países Baixos<sup> 42</sup> e VK177 (datada de 880–1000 d.C.) da atual Inglaterra <sup>43</sup> . Assim, nossos dados revelam que os Piastas pertenciam à linhagem R1b-BY3549, sugerindo que eram migrantes de origem não eslava...
Os resultados obtidos indicam que os Piastas não eram de origem eslava e, portanto, sugerem que forças externas desempenharam um papel fundamental no processo de formação da Polônia."
Igualmente o estudo mostra a forte interconexão via alinças matrimonias entre a dinastia polonesa a as outras casas reias da Europa medieval contemporanea:

"Muitas das filhas de Piast e as mulheres que se casaram com membros da família Piast também representavam dinastias europeias famosas; portanto, os dados genéticos que coletamos para os membros da dinastia Piast nos permitem prever haplogrupos mitocondriais (mt-hgs) para mais de 200 figuras históricas conhecidas. Dentro desse grupo, há 108 Piasts, 32 Rurikids, 12 Giediminids, 23 Árpáds, 15 Přemyslids, 13 Hohenzollerns, 10 Habsburgos, 8 Wettins, 5 Angevinos e 4 Wittelsbachs ..."

Isto ultimo não é nada extranho, nem inesperado, a pouco que se observe a história das linhagens reais europeias caraterizada por um forte endogamica dentro do grupo e a pressença frequente por estes emparentamentos de dinastias de origen foraneo regindo as distntias monarquias europeias. 

o evidènte parecido familiar dos primos Nicolas II da Russia e Jorge V de Inglaterra.

Os reis de Grécia, esoclhidos após a independencia, eram de origem alemão e casaram-se quase na sua maior parte com linhagen de essa mesma origem e algumas escandinavas em menor medida. Os ingleses levam sendo governandos por soberanos não anglo-saxões mesmo desde a morte de Harold Godwineson: franceses da Normandia, e da Aquitânia, galeses (Tudor), escoceses (Estuardo), neerlandeses (Orange), e alemães (desde os Hannover aos actuais Mounbaten-Winsord, em realidade Watterberg-Saxonia Coburgo Gotta (1).

Jean-Baptiste Bernardotte, Carlos Joâo XIV de Suécia

Na Suecia actual os reinam os descendes omonimos de um general transfugade de Napoleão (os Bernadotte), e assim um trás o outro, e isso sem ter em conta a citada endogamia de grupo que faz que quase todos os membros das casas reais europeias actuais sejam primos entre sim em um ou outro grão e as vezes por partida dobre ou tripla.


Tampouco o facto de descender a dinastia fundadora da Polonia de um extrangeiro não resultaria demasiado disonante na época. Sem ir mais longe no ambito polones pode-se pensar no comerciante saxão Kizo que a tribo eslava dos luticios escolhera como chefe durante a revolta do ano 983 contra o dominio do Sacro-Imperio Romano Germânico. 


Também poderiamos citar igualmente a figura de outro extrangeiro: Rurik, aquele varego de origem sueca que fundara a Rus de Kiev, dando origem a dinastia dos rurikidas que dera monarca aos distintos principados poskievanitas, incluido o de Moscova até que Ivan IV, O Terrivel assasianra ao seu proprio filho e herdeiro cortando abruptamente a continuidade familiar.

Rurik e seus irmãos Trúvor chegam a Ládoga. Víktor Vasnetsov (1913)

Neste sentido estes "aventureiros" vindos de fora que atuam como fundadores de identidade etnico-políticas, depois convertidas em estados, não estão muito longe de realidades mais exoticas como a dos "reis extranhos/forasteiros" (Strnage Kings) táo tipicos do Sureste Asiático. O imaginario dos stranger king em esta região soe repressentar o poder político como algo essencialmente alheio a comunidade, uma especie de corpo extranho, vindo de fora in illo tempore mas que com a sua chegada estabelece uma nova ordem que subsiste até o momento atual e vem compretar em certa forma a sociedade pré-arrivada do strange king.

gravado no que se amostra o encontro do explorador holandês Joris van Spilbergen 
com o rei Vimaladharmasuriya I de Kandi, 1609

A ideaia dos stranger kings, além do seu contexto actotono, chegaria em esta região converter-se numa forma de interpretar e justifica,r dentro dos esquemas cosmologicos locais a realidade da dominação de potencias extrangeiras durante o posterior periodo colonial. O antropologo Marshall Sahlins amplou o padrão extendo-o a outros contextos geograficos e culturais (desde a Polinesia e Africa, à Grécia Antiga ou o mundo mesoamericano), considerando que este sistema era uma das formas elementais, senão a forma elementar por antonomaisa, de emergência do poder político nas sociedades humanas (Sahlins, 2008).

fotografa do filme Farewell to the King (1989)  inspirado no topos do Strange King

Segundo o antropologo no sistema de Stranger Kings existia uma repartição em duas esferas de atividade (a reprodução e poder) em termos uma dicotomia esencial entre a "autoctonia" e a "aloctonia". O padrão geral dos relatos sobre a chegada do strange king é conhecido, e reconocivel em muitas tradições ao longo do mundo, desde os mitos e lendas aos contos populares: mostra a chegada de um heroe, um extrangeiro alheio a comunidade, inclui o conflito com alguma entidade local, nomalmente descrita como monstroussa, e remata com o matrimonio entre o heroe foraneo e uma princesa autoctona que cria essa união armonica que reconcilia alotono e o autoctono dentro dum todo. 

Recorrentemente este extrangeiro atua como heroi cultural, que introduçe diversas innovações: novas costumes, objetos, ritos, ... marcando assim uma ruptura com a ordem anterior (cambio nas formas de matrimonio, na estrutura social, novas instituições, etc). Além da ominpressencia nas lendas e contos deste topos do heroi exiliado que mata a monstro e casa com a princesa local, há em estas tradiçoes sobre "reis extranhos" e fundacionais algo mais arcaico e esencial sob o proprio conceito de poder político, que em si proprio aparece cataterizado como algo "extranho", no doble sentido da palavra, algo vindo de fora mas que supõe  também uma "anomalia" com respeito a ordem previa que vem a tranformar.


É inevitavel não recordar alias aquelas comunidade de "Sociedades contra o Estado" (que quizas fora mais preciso denominar como "contra o poder"), descritas na Amaçonia por Pierre Clastres, Essas sociedades que consciênte e ativamente anulam, atraves de distntas estrategias, qualquer possivel comportamento que levasse ao estabelecimento de uma autoridade ou prestigio superior de algum individuo sob outros membros da comuidade, no que pudera fundar-se a constituição de qualquer formas de poder ou proto-poder politico de facto.  


E fazil imaginar como poderia ter sido possivel o passo desde tal estado de "anarquia", coidadosamente mantido com tanta constància, à aparição das primeiras chefias e sistemas de poder, e perceve-lo, em certa forma, como um ato carismático e de fonda transgressão.  Relacionando igualmente este ato de quebra primordial com alguns dados etnográficos, como o carater de grande “transgressor”, que alguns povos africanos atribuem a seus chefes, aos que se permite -ou mesmo exige-se?- um comportamento fortemente “antisocial” que rompe as normas quotidianas da sociedade, e deriva frequentemente num desempenho excesivo de uma violência arbitraria, concevida, e justificada, coma um elemento constitutivo e necessario do proprio poder e sacralidade do “monarca” (Simonse, 2017).

chefe "fazedor de chuva" da vila de Cakereda (1972)

Noutro ordem de coisas Sahlins entendia que os sitemas de stranger king aparecem em contextos de forte contato e intercambio intercultural a longas distancias, no que o antropologo norteamericano denomina como "Cosmopoliticas". Não seria muito extranho considerar que em momentos de forte contacto cultural, expostos á troca e a chegada de novas formas, objetos, pessoas e constumes, o vindo de fora termine alterando a propria realidade constitutiva preexistente de uma comunidade.

Neste sentido esse imaginario, que mostra a formação do poder como a chegada de algo anomalo vindo desde fora, e vinculado as qualidades de algum sujeito ou grupo carismáticos, seria especialmente adequado como repressentação mitica dos profundos cambios sociais que se estâo a operar em distintos niveis. Nâo é uma imagem que resulte extranha, precissamente, a um arqueologo. 


De certo, se agora pensamos em epocas da pré- e proto-história europeia nas que se fazem vissiveis grandes cambios culturais: unificações em koines linguisticas ou arqueológicas, a expansão de elementos de cultura material como armas, adornos, etc., a grandes distàncias, junto com tecnologias; e outros saberes denominados, as vezes, como "conhecimento esoterico" investidos ao mesmo tempo do prestigio do inusual e do distante das suas origens (Helms, 1999). não seria extranho imaginar algo similar ao que topamos no caso dos stranger kings. 


Assim o pensara já defunto Michael Rowlands para o Bronze Final europeu (Ling e Rowlands, 2015), mas poderia-se igualmente projetar-se o mesmo padrão, segundo a nossa opinião, a momentos aina mais afastados da pré-história europeia como o calcolítico, mesmo com a possivilidade de vincular isto a questões tão discutidas e controversas, como o processo de  indo-europeização (2)


Mas  faz-me pensar em outra questão também: se os "reis" da pré- e proto-história foram alguma vez strange kings em que medida não estamiaos a criar uma imagem distorsionada, quando nos debruçamos sob as tumbas, frequentemente de essa elite "regia" precissamente, para analisar a paleo-genetica do conjunto de uma sociedade num momento concreto?. Em que medida repressentaria hoje uma imagem genètica adequada do homem e mulher comuns do seu pais o ADN dum monarca europeu?

Os strange kings, como os seus filhos postumos, desde logo não são um bom exemplo da autoctonia do povo comum, precissamente
   

Artigo: 

Zenczak, M., Handschuh, L., Marcinkowska-Swojak, M. et al. (2026):" Genetic genealogy of the Piast dynasty and related European royal families." Nat Commun Nº 17, 3224  DOI: 10.1038/s41467-026-71457-1

Bibliografia complementar

Classtres, P. (2010): La sociedad contra el estado. Virus editorial. Bilbao
   
Helms, M. (1993): Craft and the Kingly Ideal. Art, trade and power. University of Textas Press. Austin.  aqui
   
Rowlands, M. & Ling, J. (2013): "BoundarIes, flows and Connectivities: mobility and Stasis in the Bronze Age"  Bergerbrant, S. & Sabatini, S. (eds.): Counterpoint: Essays in Archaeology and heritage Studies in Honour of Professor Kristian Kristiansen. BAR International Series 2508. BAR Publishing. Oxford. pp. 497-509
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.
   
Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918
     
Simonse, S. (2017):  Kings of Disaster: Dualism, Centralism and the Scapegoat King in Southeastern Sudan.  Fountain Publishers. Kampala
   
Ling, J. & Rowlands, M. (2015): "The ‘Stranger King’  (bull) and rock art" Skoglund, P., Ling, J. & Bertilsson, U.: Picturing the Bronze Age..Swedish Rock Art Series Vol. 3. Oxbow Books. Oxford. pp. 89-184  PDF

Notas:
1) A substituição do apelido Saxonia-Coburgo-Gotta por Winsord foi resultado da molesta sonoridade alemã de este durante o a I Guerra Mundial. Igual questão motivou a anglização como Mountbatten do apelido Wattenberg.
2) Consideramos que boa parte da mitologia Indo-europeia, como o tema do "combate dos deuses", pode ser frutiferamente reinterpretada em termos da oposição "autotono" "alotono" pressente na estruturas dos sestemas de Strange King, o qual coincidira curiossamente já com a inicial intuição comparatista de Sahlins quando reconheceu a obra de Dumézil como uma das inspirações principais do seu modelo (Sahlins, 2008a)
    

Postatem relacionada: Uma olhada a migração na Pré-história

domingo, 19 de abril de 2026

O Problema do Parentesco - CAJ Nº 36/2

Kinship Trouble:

 Traversing Interdisciplinary Boundaries between Archaeology, Archaeogenetics and Socio-cultural Anthropology

Cambridge Archaeological Journal 

Nº 36/2 - 2026


INDEX

Kinship Trouble: What, When, Where, 
Why, and How—and So What? pp. 151-164
Sabina Cveček, Maanasa Raghavan, 
Penny Bickle

Scrutinizing Kinship and Biological Relatedness 
Through the Lens of Palaeogenomics pp. 165-171
Carlos Eduardo G. Amorim, Jennifer Raff

Multi-disciplinary Approaches to Prehistoric 
Kinship Systems of Europe pp. 172-183
Alissa Mittnik, R. Alexander Bentley

The Tie That Binds Us? Challenging the Primacy 
of DNA in Kinship Studies and Re-Centring 
Community in Defining Human Connections 
across Time pp. 184-189
Hannah M. Moots, Krystal S. Tsosie, 
Mehmet Somel

Landscapes of Pre-Hispanic Andean Kinship: 
Ancestors, Ayllus and Relationality pp. 190-202
Beth K. Scaffidi

Matters of Life and Death: Kin-work 
at Funerals pp. 203-211
Catherine J. Frieman, 
Caroline Schuster

Caring beyond Kinship: Exploring Non-biological 
Relatedness and Childcare in Burial Contexts 
across Disciplines pp. 212-218
Ana Mercedes Herrero-Corral

Bringing Kinship Back into 
the House pp. 219-230
Peter M. Whiteley

Spectral Connections: Anthropological 
Engagements with Posthumous Reproduction 
pp. 231-237
Sandra Carol Bamford

Kinship Analysis in Specified Contexts: When 
Interdisciplinary Cooperation is Too Narrow, 
Results Tend to be Misleading pp. 238-246
Sabina Cveček, Andre Gingrich

Commentary: Making Kin 
Beyond Kinship pp. 247-250
Rosemary Joyce

Commentary: Leaning In to 
Kinship Trouble pp. 251-253
Emma Kowal

Commentary: Afterword 
pp. 254-257
Tim Ingold


Ir ao número da revista:  CAJ Nº 36/2 - 2026

sábado, 4 de abril de 2026

Populaçâo e Mobilidade na Pré-história - Video

Deixamos aqui o vídeo a palestra que foi proferida o dia 23 de março dentro do seminário de genómica antiga do HEAS pelo Stephan Schiffels (Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva)  com o titulo "Inferência espacial da estrutura populacional e mobilidade humana pré-histórica a partir de genomas antigos e modernos"




sexta-feira, 3 de abril de 2026

O Problema do Parentesco

KINSHIP TROUBLE

Traversing Interdisciplinary Boundaries 
between Archaeology, Archaeogenetics 
and Socio-cultural Anthropology

Quando: 14 Abril
Onde: On-line

A rede Arqueologia e Género na Europa (AGE) da Associação Europeia de Arqueólogos organiça o dia 14 de abril uma sessão de lançamento virtual do numero monográfico do Cambridge Archaeological Journal com o titulo "Problemas de parentesco: atravessando fronteiras interdisciplinares entre arqueologia, arqueogenética e antropologia sociocultural".


O que é “problema de parentesco”? Quando e onde surgiu, e por que é importante agora? Este lançamento virtual apresenta uma edição especial interdisciplinar do Cambridge Archaeological Journal que coloca essas questões no centro do debate contemporâneo. " Problema de Parentesco: Transpondo Fronteiras Interdisciplinares entre Arqueologia, Arqueogenética e Antropologia Sociocultural".


O termo “ problema de parentesco” captura tanto as tensões provocadas por recentes avanços arqueogenéticos quanto os limites de reduzir o parentesco à relação biológica, ao mesmo tempo que abre espaço para repensar o parentesco como um fenômeno social, relacional e ético. 


Desenvolvida a partir de sessões interdisciplinares na Associação Americana de Antropologia (Toronto, 2024) e no Instituto Arqueológico da América (Chicago, 2025), esta edição especial promove um diálogo contínuo entre áreas que nem sempre compartilham a mesma linguagem conceitual, fundamentando a discussão em bases teóricas e estudos de caso multirregionais dos campos constituintes. 


O lançamento virtual oferecerá uma visão geral acessível de seus temas centrais: colaboração ética, integração de abordagens biológicas e sociais e a compreensão do parentesco como um ato de cuidado e (não)mutualidade do ser. Acadêmicos das áreas de antropologia, arqueologia e ciências da vida são cordialmente convidados a participar desta conversa sobre como estudamos o parentesco e por que ele é importante para a compreensão da diversidade humana no passado e no presente.

A sessão decorrera entre as 16:00 e 18:00h e pode ser seguida por Zoom após registo no seguinte link


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Documenta Praehistorica Nº 52 - 2025

Documenta Praehistorica 

Nº 52 - 2025

INDEX

A child born to immigrant parents 
at Lepenski Vir pp. 6-19
Maxime Brami, Jens Blöcher, 
Yoan Diekmann

Infectious diseases and the First Epidemiological 
Transition in Central and Western Eurasian prehistory
A review in light of the aDNA revolution pp. 20-43
Andrea Martín-Vela, Víctor Jiménez-Jáimez

Simulacra of the ancestors
The Neolithic Packageas a reconfiguration 
of ‘skull cults’ pp. 44-68 
Cansu Karamurat, Çiğdem Atakuman

Counting and comparing
Figurative representation density in
 Neolithic Central Europe and the Balkans pp. 70-81
Rebecca Bristow, Valeska Becker, 
Rune Iversen

Stone head tools from the hunter-gatherer 
Stone Age sites of Dudka and Szczepanki, 
NE-Poland pp. 82-120
Witold Gumiński

Celt production processes and loci 
in Neolithic Greece The evidence from
 the Thracian site of Makri pp. 122-146
Anna Stroulia, Tasos Bekiaris, 
Christos L. Stergiou, Vasilios Melfos

Obsidian treatment technology in 
the Lengyel cultur case study on the settlement 
of Kiarov-Veľké ortovisko site (South Slovakia) 
pp. 148-163
Lucia Popovičová, 
Noémi Beljak Pažinová

The emergence of the Neolithic in Dobrudja 
(Romania) reflected by the osseous 
industry pp. 164-184
Monica Mărgărit, Adrian Irimia, 
Valentina Voinea, Valentin Radu, 
Adrian Bălășescu

Pottery, language and iron
Reassessing Luukonsaari and Sirnihta 
Wares and their cultural context in 
Early Iron Age Finland pp. 186-211
Petro Pesonen, Minerva Piha, 
Marja Ahola, Elisabeth Holmqvist, 
Terhi Honkola

From macro to micro approaches in 
settlement archaeology. A case study 
of an Early Iron Age smithy at the Pungrt 
hillfort (Central Slovenia) pp. 212-245
Luka Gruškovnjak, Agni Prijatelj, 
Petra Vojaković, Jaka Burja, 
Barbara Šetina Batič, Rok Brajkovič, 
Borut Toškan, Tjaša Tolar, 
Helena Grčman, Matija Črešnar

Recent wadi surveys shed additional 
light on the prehistoric occupation of the 
central Azraq Basin, Jordan pp. 246-268
Jeremy A. Beller, Caitlin Craig, 
Holly O'Neil, Sarah J. Richardson, 
Mark Collard

A forest-steppe landscape and the settlement 
Ksizovo-1 in the Don region during 
the Middle Bronze Age pp. 270-296
Elke Kaiser, Evgenii Gak, 
Ekaterina Antipina, Claudia Gerling, 
Barbara Huber, Maxim V. Ivashov, 
Elena Lebedeva, Birgül Öğüt, 
Jana Eger

Zooming in and out the outcomes of geophysical 
research at the Western Tripolye culture 
site Kamenets-Podolskiy (Tatarysky) pp. 298-311
Jakub Niebieszczański, Mateusz Stróżyk, 
Aleksandr Diachenko, Tomasz Herbich, 
Robert Ryndziewicz, Yevhenii Levinzon, 
Iwona Sobkowiak-Tabaka

New data on Ditch 5 from the site of Marroquíes 
(Jaén, Spain)Its use in the last phases
 of a funerary rite pp. 312-335
Claudia Pau, Juan Antonio Cámara Serrano, 
Carlos Rodriguez Rellan, Antonio Ruiz Parrondo

Ditches in focus. Geomagnetic research 
on a Vučedol site of Szilvás in 
southeast Transdanubia (Hungary) 
pp. 336-354
Kata Furholt, Martin Furholt, 
Mira Majdán, Gábor Bertók, 
Fynn Wilkes, Sebastian Schultrich, 
Erik Riese

Carved in stone. Exploring the petrification 
phenomenon of late 3rd millennium BC 
in southern Portugal pp. 356-377
Ana Catarina Basílio

Chalcolithic stamp seals from Tepe Gheshlagh, and 
a look into their application in ownership 
and exchange systems pp. 378-390
Mahnaz Sharifi, Abbas Motarjem

Late Neolithic and Early Chalcolithic lids 
from Damyanitsa, southwestern Bulgaria 
pp. 392-428
Galya Vandeva

Digging at the museum. Unveiling the 
Late Neolithic/Chalcolithic individuals of Lapa 
da Bugalheira (Torres Novas) through 
bioarchaeology pp. 430-444
Helena Maximiano Gomes, Filipa Rodrigues, 
Ana Maria Silva

New insights into the Mesolithic and Neolithic 
layers of the Darkveti rock shelter 
in the Imereti Region, Western Georgia 
pp. 446-459
Guram Chkhatarashvili, Nikoloz Tskvitinidze, 
Nikoloz Tsikaridze, James A. Davenport, 
Michael D. Glascock

New 14C data from the tumuli necropolis of Dubac
in Jančići near Čačak and their role in establishing
 the chronological sequence of the Late Bronze 
Age for western Serbia pp. 460-472
Katarina Dmitrović, Barry Molloy


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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Praticas Funerárias e Inferências Sociais

Pratiques mortuaires et inférences sociales 

Bulletins et Mémoires de la Société
 d’Anthropologie de Paris 

Nº 37/2 - 2025

Sinopse 
Compreender o funcionamento das sociedades antigas tem sido uma componente importante, senão mesmo fundamental, da investigação arqueológica desde o seu início. Nesta perspetiva, os sítios funerários podem fornecer informações valiosas sobre as relações entre indivíduos, grupos e culturas. 


As abordagens bioarqueológicas tradicionais, combinadas com os recentes desenvolvimentos nas técnicas biomoleculares, abriram caminho para a exploração de áreas anteriormente inacessíveis para períodos antigos. É agora possível documentar, com uma precisão cada vez maior, a organização e o recrutamento de indivíduos e grupos dentro dos espaços funerários, os hábitos alimentares, a mobilidade de indivíduos ou grupos, as suas origens e até os seus laços de parentesco biológico. 



Os estudos biológicos e funerários multi-proxy e multi-escala, integrados em todos os dados arqueológicos (arquitectura e material funerário, gestão de corpos, etc.), oferecem novas perspectivas sobre a interpretação dos sistemas sociais, sendo agora possível discutir com crescente profundidade as estruturas e o funcionamento dos grupos, sistemas de redes, hierarquias e sistemas residenciais segundo os quais operam.


Esta edição especial reflete a diversidade de disciplinas mobilizados para explorar as práticas sociais das sociedades antigas através de dados funerários. Sejam baseadas em dados funerários, osteológicos, biomoleculares, ou isotópicos, as diversas contribuições nesta edição demonstram a importância de abordar os contextos funerários com uma perspetiva abrangente e interdisciplinar. 


Assim, é através de uma análise cruzada e contextualização de dados arqueológicos que podemos compreender toda a complexidade das práticas sociais que estruturavam as sociedades antigas.  
   

INDEX

Explorer les liens sociaux à travers les pratiques mortuaires 
Maïté Rivollat, Dominique Castex, 
Bérénice Chamel, Olivia Munoz, 
Mélanie Pruvost, Hélène Réveillas, 
Stéphane Rottier

Contextualizing descent in Neolithic 
northern Europe
Chris Fowler

Invisible death rites in the early Neolithic: 
Results of an archaeothanatological analysis of 
funerary practices in Linearbandkeramik settlements
Iseabail Wilks, Zuzana Hukeľová, 
Martin Furholt, Katharina Fuchs, 
Maria Wunderlich, Krisztián Oross,  
Penny Bickle

Pratiques funéraires des populations du second 
âge du Fer en Gaule: nouvelles perspectives 
de recherche et études préliminaires 
de cas champenois et normands
Elodie Caserta, Lola Bonnabel,
Gaëlle Granier

An Isotopic Exploration of Medieval Nun Diet 
at Saint-Pierre de l’Almanarre, Var, 
France: A Pilot Study
Jane Holmstrom, Yann Ardagna, 
Tosha Dupras, David Ollivier
   

Articles

BASE – BAsicranial Sex Estimation: An R package 
for sexing adult western European individuals 
from the cranial base morphometry in 
bioarchaeology and forensic anthropology
Alexandra Boucherie, Caroline Polet, 
Martine Vercauteren, Philippe Lefèvre 
Frédéric Santos

Femoral and pelvic morpho-structure in 
extant primates and fossil Homo: 
insights into locomotor adaptations
Quentin Cosnefroy
  

Comptes-rendus d’ouvrage

Sans sépulture. Modalités et enjeux de la 
privation de funérailles de la Préhistoire 
à nos jours Aurore Schmitt, Élisabeth 
Anstett (eds.), Archaeopress, 2023
Matthieu Gaultier

Les graines de l’au-delà, domestiquer 
les plantes au Proche-Orient Nissim Amzallag, 
Éditions de la maison des Sciences 
de l’homme, Paris, 2023
Fanny Bocquentin & Aline Emery-Barbier

Dominique Henry-Gambier, itinéraires d’une 
paléoanthropologue, du terrain aux interprétations 
sociales. Bruno Boulestin, Aline Averbouh, 
Patrice Courtaud, Sacha Kacki, Bruno Maureille, 
Anne-marie Tillier (dir.), Ausonius Éditions, 2025
Frédérique Valentin

Nécrologies

In memoriam Claude Blanckaert (1952-2024)
Arnaud Hurel

In memoriam Claude Masset (6 octobre 1925 – 3 mai 2025)
Philippe Chambon, Dominique Jagu, 
Isabelle Le Goff, Pascal Sellier, 
Philippe Soulier
  

Actualité

Présentation des résultats de l’enquête 2024 
concernant la Société d’Anthropologie de Paris
 (SAP) Floriane Remy, Laura Maréchal, Cécile Buquet,
 François Marchal


Descarregar a revista:  BMSAP Nº 37/2 - 2025