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domingo, 27 de agosto de 2023

Parentesco, Linguas e Pré-história - Livro


Kinship, Language, & Prehistory


Jones, D, & Milicic, B. (2010): Kinship, Language, and Prehistory : Per Hage and the Renaissance in Kinship Studies. University Of Utah Press. Salt Lake City.  ISBN: 978-1-60781-005-6


Sinopse 
Crônica do renascimento nos estudos de parentesco, estes dezessete artigos prestam homenagem a Per Hage, um dos fundadores do movimento e membro de longa data do corpo docente do Departamento de Antropologia da Universidade de Utah. 

terminologia de parentesco nilotico-sahariana

Com o matemático Frank Harary, Hage foi pioneiro no uso de modelos teóricos de grafos em antropologia, uma análise sistemática de diversos componentes cognitivos, sociais e culturais que fornece um vocabulário técnico comum para todo o campo. 

a expanção da cultura lapita e as linguas austronésicas

Os estudos antropológicos beneficiaram da avaliação quantitativa, particularmente do parentesco, que é recentemente apreciado pela sua aplicação a todas as ciências sociais. Os capítulos deste livro, alguns trabalhos originais dos colaboradores e algum material inédito de Hage atestam a importância do estudo contínuo do parentesco.

INDEX

introduction

1. Per Hage and the Renaissance in Kinship Studies p. 3
Doug Jones & Bojka Milicic

2. Anthropology, Mathematics, and Per Hage’s Contribution 
to Kinship Theory  p. 11
David Jenkins


Part i. Kinship and Prehistory

3. Back to Proto-Sapiens (Part 1): The Inherited Kinship 
Terms Papa, Mama, and Kaka  p. 29
Alain Matthey de l’Etang, Pierre Bancel, 
& Merritt Ruhlen

4. Back to Proto-Sapiens (Part 2): The Global Kinship 
Terms Papa, Mama, and Kaka  p. 38
Pierre Bancel, Alain Matthey de L’Etang, 
& John D. Bengtson

5. Reconstructing Ancient Kinship: Practice and Theory 
in an African Case Study  p. 46
Christopher Ehret

6.Proto-Bantu Descent Groups  p. 75
Per Hage & Jeff Marck

7. Kin Terms in the East Bantu Protolanguages: 
Initial Findings  p. 79
Jeff Marck, Per Hage, Koen Bostoen, & 
Jean-Georges Kamba Muzenga

8. Proto-Oceanic Society (Austronesian) and Proto–East Bantu 
Society (Niger-Congo) Residence, Descent, and Kin Terms, 
ca. 1000 BC  p. 83
Jeff Marck & Koen Bostoen

9. Oceanic Cousin Terms and Marriage Alliance  p. 95
Per Hage

10. The Transition from Kariera to an Asymmetrical System: 
Cape York Peninsula to North-East Arnhemland  p. 99
Patrick McConvell & Ian Keen

11. Proto–Central Amerind *Pa: “Father’s Sister”
=“Mother-in-Law” p. 133
Per Hage


Part ii. Kinship, Language, and Mind

12. What is Malay Kinship Primarily About? Or, the New 
Kinship Studies and the Fabrication of Ethnographic Fantasy 
 p. 141
Warren Shapiro

13. The Logic and Structure of Kinship Terminologies: 
Implications for Theory and Historical Reconstructions  
p. 152
Dwight Read

14. Salience of Verticality and Horizontality in American 
and Tongan Kinship Terminologies  p. 173
Giovanni Bennardo & Dwight Read

15. Marking and Language Change  p. 192
David Kronenfeld

16. Grammars of Kinship and Color: Cognitive Universals 
and Optimal Communication  p. 196
Doug Jones

17. Is There a Kinship Module?: Evidence from Children’s 
Acquisition of Kinship Terms in Pitumarca, Peru  p. 212
Bojka Milicic

References  p. 223

List of Contributors  p. 239

Index  p. 241


Descarregar o livro em: Kinship, Language & Prehistory

sexta-feira, 21 de julho de 2023

OCEANIA Nº 93/2 - 2023

OCEANIA 

Nº  93/2 - 2023

  

INDEX

Coercive Exchange: Magic, Agency and the Gift in 
a Melanesian Society pp. 78-92 
Richard Eves

Achievement, Ascription, and Mana: A Step beyond Binary 
Opposition in Studying Leadership in Oceania 
pp. 93-108
Francois-Xavier Faucounau

The Larrakia Kinship Terminology: Asymmetrical 
Cross-Cousin Marriage and Omaha Skewing pp. 109-136 
Mark Harvey

Stalked by the Malignant Father's Spirit: A Case of Patricide among the Yagwoia (PNG) pp. 137-164
Jadran Mimica

‘Stalked by the Malignant Father's Spirit:     
A Case of Patricide  
among the Yagwoia (PNG)’ by Jadran Mimica: 
A Critical Appraisal pp. 165-178 
Gillian Gillison

Sama Bajo Resilience in the Time of COVID pp. 179-190
Nur Isiyana Wianti,  Andrew McWilliam


Book Reviews

In the Shadow of the Palms: More-Than-Human Becomings in West Papua. By Sophie Chao. Durham, NC, USA and London, UK: Duke University Press. 2022. p. 191
Nicholas Bainton

Linguistic Organisation and Native Title: The Wik Case, Australia. 
By Peter Sutton and Ken Hale. Canberra, Australia: ANU Press. 2021 
pp. 192-194
Alan Rumsey



Ir ao número da revista:  Oceania Nº 93/2 - 2023

quinta-feira, 30 de março de 2023

Pré-história e Evolução do Parentesco


Murdock and Goody revisited
 (Pre)History and Evolution of Family Systems

Cross-Cultural Research
 Nº 51/ 2-3 - 2017   

   

INDEX

Editors’ Introduction: Murdock and Goody Revisited pp. 79–91
Patrick Heady, Mikołaj Szołtysek

Articles
   
Insights From Evolutionary Anthropology on the (Pre)history 
of the Nuclear Family  pp. 92–116
Laura Fortunato

Omaha Terminologies: Global Distribution Patterns and 
How They May Have Come About pp. 117–141
Günther Schlee

Blood is Thicker Than Water: Geography and the Dispersal of 
Family Characteristics Across the Globe pp. 142–171
Sarah Carmichael, Auke Rijpma

Kinship and Social Archaeology pp. 172–195
Stella Souvatzi

Testing Ethnological Theories on Prehistoric Kinship pp. 199–227
Bradley E. Ensor

The Patriarchy Index: A New Measure of Gender and Generational Inequalities in the Past pp. 228–262
Mikołaj Szołtysek, Sebastian Klüsener, Radosław Poniat, 
Siegfried Gruber

Asymmetric Caregiving by Grandparents, Aunts, and Uncles and the Theories of Kin Selection and Paternity Certainty: How Does Evolution Explain Human Behavior Toward Close Relatives? pp. 263–284
Alexander Pashos

A “Cognition and Practice” Approach to an Aspect of European 
Kinship pp. 285–310
Patrick Heady



+INFO no site da revista: Cross-Cultural Research 51/2 & 3

domingo, 26 de fevereiro de 2023

A Política do Parentesco - Livro

THE POLITICS OF MAKING KINSHIP

Alber , E.; Sabean, D.W.; Teuscher, S., & Tatjana Thelen, T. (eds.) (2022): Th.e Politics of Making Kinship. Historical and Anthropological Perspectives. Berghahn. Oxford & New York. ISBN: 978180073785


Sinopse: 
Uma longa tradição do pensamento político ocidental incluiu os conceitos de lar, família e parentesco em modelos de ordem pública, mas durante o século XIX as ciências sociais recém-construídas desenvolveram uma conceituação diferencial de “o Ocidente vs o Resto” e extirparam família e parentesco das teorias sob o Estado, a esfera pública e a ordem democrática. 


O parentesco, no entanto, não desapareceu completamente das culturas políticas do Ocidente nem desempenhou em outros lugares o papel social e político determinante que lhe foi atribuído a prioristicamente. Ao explorar as questões que surgem quando a nítida divisão entre parentesco e política se dilue, The Politic of Making Kinship demonstra como os processos políticos moldaram os conceitos de parentesco ao longo do tempo e, inversamente, como os projetos políticos foram moldados por formas de pensar., expressões idiomáticas e usos de parentesco. 


Tomando pontos de vista da era pós-romana ao início da modernidade, do imperialismo colonial à queda do Muro de Berlim e além deste conjunto internacional de estudiosos, habilmente colocam o parentesco no centro do palco e reintegram-no à teoria política.

INDEX

   

+INFO sobre o livro em: Politics of Making Kinship

terça-feira, 29 de novembro de 2022

A Evolução do Parentesco - Palestra


A Evolução dos Sistemas de Parentesco e Matrimonio


Aproveitamos agora para deixar o vídeo da palestra proferida pela Dr. Laura Fornunato, antropóloga da Universidade de Oxford, especializada em antropologia evolutiva e que se tem abdicado com mais pormenor no desenrolo e condicionamentos dos sistemas de parentesco e matrimonio. 


Em esta palestra faz uma síntese da sua pesquisa sobre estas questões, destacando os condicionantes relacionados com o sistema produtivo e as forma de transmissão da herança a descendência de acordo com o anterior, e a demografia que cada padrão gera.


Amostrando de passo as possibilidades que um estudo não apenas multicultural mas também filogenético pode abordar estas problemáticas, questão que a autora tem aplicado aos sistemas de parentesco das sociedades de origem indo-europeu e austronésio. O qual pressente um grande interessa para arqueólogos não só especializados na proto-história europeia senão também os que estudas a difusão da cultura palita ou para os linguistas em geral, que como é sabido também usam estes tipo métodos. O qual recorda e continua, ainda que com outro metodo e ferramenta, os estudos de Jack Goody sobre a diferença entre sistema familiares euro-asiaticos e africanos.


Sinopse: 

Os sistemas de parentesco e casamento representam as maneiras pelas quais os humanos organizam o parentesco e a reprodução. A pesquisa apresentada em esta palestra estende os fundamentos filosóficos, teóricos e metodológicos da biologia evolutiva para o estudo desses aspetos do comportamento social humano. Especificamente, utiliza a teoria dos jogos para mostrar que a evolução do casamento monogâmico pode ser compreendida com base na teoria da aptidão inclusiva. 

Os resultados mostram que, onde os recursos são transferidos entre gerações, o casamento monogâmico pode ser vantajoso se a divisão de recursos entre os descendentes de múltiplas esposas causar um esgotamento de seu valor adaptativo e/ou se as fêmeas concederem aos maridos maior fidelidade em troca de investimento exclusivo de recursos em seus descendentes.

Avaliam-se os resultados do modelo usando evidências sobre a história e a distribuição transcultural do casamento e estratégias de herança. Isso sugere que o casamento monogâmico pode ter surgido na Eurásia após a adoção da agricultura intensiva, pois a propriedade da terra tornou-se crítica para o sucesso produtivo e reprodutivo. 

 The Evolution of Marriage and Kinship Systems



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domingo, 9 de outubro de 2022

"ANCESTRALIDADE"


Que significa "Ancestralidade"?, depende.

É frequente em estes tempos que ouvir a paleogenetistas falando (sobre tudo nos jornais) de que coisas como que boa parte dos asiáticos são descendentes de Genghis Kang ou que tal grupo pré-histórico "não são os nossos Ancestrais" e semelhantes afirmações que dão a um publica geral uma visão muito simplificada de realidades como as pré- e proto-históricas por sim próprias muito mais complexas

uma alegoria da diversidade da ancestralidade no mesolítico báltico pelo artista Tom Bjórklund

Estas coisas recorda-me certa vez que no colégio uma mestra nos dizer que "éramos descendentes dos romanos" salvo um companheiro que tinha o pelo louro quase até ser branco que "debía tener algo de celta".

uns rubicundos "barbaros" por Evariste Vital Luminais

Por sorte em esse tempo não éramos -aparentemente tão racistas, e não lhe fizemos mobing durante o recreio arrodeiando-o no entanto o sinalizavamos com o dedo ameaçadoramente ao tempo que lhe cantávamos aquilo de "celta, celta ... nana-nana". Isso nunca sucedeu

 
"Olhos verdes e albinisto-celtas -pelo visto- são traidores"

O que sim sei e que ao chegar a casa disse-lhe tudo orgulhoso a minha mãe "sabias que somos romanos!". Orgulho estranho porque de facto em essa tenra infância não sabia nem por assomo que era um romano nem que pinta tinha, e se me ensinaras um debuxo dum senhor vestido de austro-húngaro bem poderia pensar que era um "romano".

as ambiguas e conflituais relações entre romãos e austro-húngaros na inocente mente de uma criança

Não deixo de pensar que em certa forma que as versões populares de estes temas se achegam muito a minha visão daquela: Soluções símplex para problemas aparentemente símplex ... que são os meus Ancestrais pois aqueles dos que descendo, já sejam Genghis Kang ou ou seu copeiro (isto ultimo com mais probabilidade "que ainda há classes")

Temuginus (aka Genghis Khan) incertust est??

Bom, mas a coisa se complica desde o momento em que pensamos que a nossa Ancestralidade não tem um sentido unívoco nem é a mesma dependendo de como a mire-mos. De facto a nossa Ancestralidade genética não tem o mesmo alcance nem a mesma amplitude que nossa Ancestralidade genealógica.


É singelo fazer-se a ideia e entende-lo, apenas temos que pensar em quantos avos temos cada um de nós e fazer a conta cara atrás para ver como exponencialmente o número de bisavôs, trisavôs, etc, etc, vai aumentando exponencialmente quando mais nos alongamos do nosso próprio "ego" (em sentido da antropologia do parentesco, olho), o mesmo sucede cara adiante se temos descendência e esta descendência tem a vez descendência (e não nos extinguimos como os dinossauros). Tanto desde um ponto de vista (desde o futuro ou desde o passado) a árvore genealógica não faz mais que medrar e emaranhar-se quanto mais avançamos/recuamos em ela.


Por contra com os nossa arvore "genealógica" genética sucede tudo o contrario, a medida que retrocedemos diminuem as ponlas. A que se deve esta poda massiva de acestrais genêticos?. BomM também é singelo de entender: O código genético é um sistema de transmissão de informação e como todo sistema de transmissão de informação tem um limite e uma capacidade máxima dos dados que pode reter, e por tanto transmitir. No nosso caso os nosso bits estão limitados a 23. Os 23 pares de cromossomas que nos dão forma... quem se senta impressionado com o número que conte os que tem uma volvoreta (o tamanho e o número não sempre importam mas tampouco são sempre correlativos)

representação gráfica da Filogénese, diagrama de Darwin

Esta limitação objetiva da memoria do nosso disco duro genético faz que ao longo do tempo boa parte da informação seja crivada tanto por uma processo de seleção (natural ou social), quando a Natureza vota a papeleira de reciclagem os arquivos que não precisa, ou bem eliminada por símplex acaso (o que se chama "deriva genética").

herança e perda de riscos genéticos entre gerações (em este caso enfermidades hereditárias) e deriva genêtica

Isto tem como resultado não só que de todas a informação genética potencial não se transmita (já sabemos que somos um mistura dos nossos pães/mães nalgumas coisas e não em outras) senão também que a medida que passa o tempo e retrocedemos cara atras aumenta a perda de informação genética

perdida de complexidade informativa: redução de mensagens possíveis emitidos durante a transmissão a diacrónica

Ê um simplex processo de economia informacional que tudo o mundo pode entender, de todos os nossos avos, apenas parte da sua informação genética queda em nós e o mesmo se pode aplicar a eles com respeito aos seus avos; dai-se assim o paradoxo que a medida que descendemos na nosso arvore geneológica a quantidade de informação genética que fica em nós de esse passado e cada vez mais reduzida. Isto é quando mais atrás vaiamos menos "ancestrais" temos

quanto há em nós dos nossos ancestrais?. Adrian Targett fronte a reconstrução do seu "ancestral" genético o "Homem de Cheddar"

E assim chegar ao cabo de uns milénios ao ponto que sinalão essas novas sensacionalistas e exista uma soa Eva primordial da que todos procedamos, ou um Gengish Kang (com mais probabilidade seu copeiro) aparentemente hiper-fecundador. A realidade tem menos glamour, não temos sítio para tantos genes, e como os apelidos os vamos deixando no caminho para que quedar-nos apenas com o ultimo par. Há mil anos os nossos ancestrais eram mais Neandertais, mesolíticos e neolítico, etc. do que nós somos agora, mas dentro de outros mil (se a tal chegamos) os nossos descendentes o serão menos ainda do que nós, e mais eles serão ainda menos "nós" a pescar inevitavelmente vir de nós. Eis a subtil diferencia, não sempre considerada, entre a "genética" e "genealogia" da nossa "Ancestralidade".



Que importância tem tudo isto fora do coutos fechados do meio científico (arqueológicos, históricos, paleo-genéticos …) para a vida cotia da gente,  mas bem pouca ou nenhuma, ou assim devera ser.  Desde logo certos movimentos políticos e ideológicos que hoje sacam o ADN e/ou a Seleção Social onde ante-ontem casavam a Raça e a Eugenesia, deveram de sacar menos peito; que a fim de contas a volvoreta “a segue tendo mais grande” (a sequencia de ADN entenda-se)