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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Jack Goody entre Antropologia e a História

Jack Goody between Social Anthropology and World History

Hann, C. & Vermeulen, H.F. (eds.) (2024): Jack Goody between Social Anthropology and World History. Halle Studies in the Anthropology of Eurasia Vol. 50. LIT Verlag. Münster. ISBN: 978-3-643-91598-6 DOI: 10.52038/9783643915986

Sinopse  
Um gigante da antropologia social britânica, Jack Goody (1919-2015) trabalhou durante sessenta anos para transcender a visão de que a antropologia era o estudo de “outras culturas”. Ele queria direcioná-la para uma ciência social mais sociológica, pós-colonial e comparativa. 


A condição prévia mais importante para essa ciência era a libertação da história mundial de séculos de viés eurocêntrico. De sua base em Cambridge, a influência e a inspiração de Goody se espalharam internacionalmente. Na Alemanha, como consultor de longa data da Sociedade Max Planck, ele desempenhou um papel fundamental na criação do Instituto Max Planck de Antropologia Social em Halle (Saale) em 1999. 


Este volume apresenta doze Palestras Goody proferidas em Halle entre 2011 e 2022, juntamente com uma palestra inédita dada pelo próprio Goody em 2004 e ensaios biográficos e bibliográficos dos editores.

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Descarregar o livro em:  Jack Goody Antrop. & Hist

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sistemas Politicos Africano Revisitados

African Political Systems Revisited

Bošković, A. & Schlee, G. (eds.) (2022): African Political Systems Revisited Changing Perspectives on Statehood and Power. Berghanh Book. Oxford & Nova York. ISBN: 978-1-80073-472-2 DOI: 10.3167/9781800734722

Sinopse 
Ao reexaminar a obra clássica da antropologia social Sistemas Políticos Africanos (1940) de Fortes e Evans-Pritchard, este livro analisa o contexto colonial e acadêmico em que a obra surgiu, bem como sua recepção e seu tema, e examina como ela pode contribuir para a análise da política contemporânea na África. 


Este livro reflete criticamente sob a história da antropologia. Contribui também para uma antropologia política consciente de seus antecedentes, autorreflexiva como disciplina, atenta às armadilhas e vieses, e capaz de se situar em seu ambiente acadêmico, social e político.

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Sistemas Políticos Africanos - Livro

African Political Systems

Fortes, M & Evans-Pritchard, E.E. 1950): African Political Systems. Oxford University Press. Oxford. 

Sinopse  
Sistemas Políticos Africanos é uma obra fundamental no campo da antropologia política, publicada por primeira vez em 1940, o livro oferece um estudo comparativo das estruturas de governo em diversas sociedades africanas, desafiando pressupostos ocidentais anteriores sobre a organização política em culturas não ocidentais.


Por meio de uma série de estudos de caso aprofundados, o livro explora a diversidade de sistemas políticos nas sociedades africanas, desde sociedades sem Estado com autoridade descentralizada até reinos centralizados com governança hierárquica. 


Abrange comunidades como os Nuer, Zulu e Bemba, revelando como a ordem política é mantida por meio de laços de parentesco, rituais, alianças e costumes locais. Cada capítulo demonstra como esses sistemas refletem as condições culturais, sociais e econômicas únicas das comunidades que governam. 
   
INDEX
  
Preface. 
A. R. Radcliffe-Brown

Introduction
M. Fortes & 
E. E. Evans-Pritchard

The kingdom of the Zulu of South Africa
Max Gluckman

The political organization of the Ngwato
 of Bechuanaland protectorate 
I. Schapera

The political system of the Bemba tribe. 
North-eastern Rhodesia 
Audrey I. Richards

The kingdom of Ankole in Uganda
K. Oberg

The Kede: a riverain state 
in Northern Nigeria
S. F. Nadel

The political organization of 
the Bantu of Kavirondo
Günther Wagner

The political system of the Tallensi of the 
Northern territories of the Gold coast
M. Fortes

The Nuer of the southern Sudan
E. E. Evans-Pritchard


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sexta-feira, 6 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Deixamos aqui o video da palestra organiçada ontem pelo Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Scienceque o passado e que foi proferida pelo antropologo Hans Steinmüller sob o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social. 


domingo, 1 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Complexity and complicity 
in social anthropology

Quando: 5 de Março
Onde: Londres e On-line

O Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Science organiza uma palestra que com o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social sera proferida pelo antropologo Hans Steinmüller (LSE). A palestra tera lugar o dia 3 de março de 18h às 19h, hora inglesa. 


Costumamos chamar “complexas” as sociedades com cidades, alfabetização e governos, e de “simples” as sociedades de pequena escala. Mas, na realidade, o cotidiano em sociedades pequenas é extremamente complexo, as pessoas precisam constantemente negociar relacionamentos, cuidados e conflitos sem muitas regras ou ferramentas para guiá-las. 
,

Em contraste, em sociedades grandes, os papéis sociais, as tecnologias e as hierarquias simplificam as interações rotineiras. Para compreender os desafios dos emaranhados sociais em ambientes não estatais, e a uniformidade e monotonia dos estados capitalistas, o palestrante propõe dois conceitos: cumplicidade e comensurabilidade.


Criar cumplicidade (entendimentos implícitos compartilhados por poucos) aumenta a complexidade social; enquanto a comensurabilidade (comparação por unidade e escala) possibilita a simplicidade social. Ambos os processos estão interligados, e para apreciar a complexidade de fazer as coisas juntos, devemos atentar para a simplicidade emergente.

A palestra pode ser seguida in situ ou bem on-line após registo no seguinte link


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Sistema, Estrutura e Contradições - Livro

System, Structure & Contradiction

Friedman, J. (1998): System, Structure, and Contradiction. Evolution of Asiatic Social Formations. Altamira Press. Walnut Creek, Londres e Nova Delhi. 

Sinopse   
A primeira edição de Sistema, Estrutura e Contradição representou um passo importante na fusão do determinismo materialista dos marxistas estruturalistas com a abordagem cultural e ideológica defendida pelos antropólogos. 


Ao reconciliar essas duas escolas de pensamento tradicionalmente conflituantes, o autor proporcionou uma compreensão mais matizada dos diversos fatores que impulsionam a mudança e a complexidade social. 


Embora analisada sob a perspetiva de um estudo de caso etnográfico e histórico sobre os Kachin da Birmânia, a teoria de Friedman teve um impacto significativo no trabalho de arqueólogos, antropólogos, estudiosos de sistemas mundiais e teóricos marxistas. 


Esta nova edição da obra amplamente citada de Friedman contém o texto integral do volume original (nunca publicado na América do Norte), juntamente com dois artigos relacionados do autor e uma nova introdução abrangente que traz as noções teóricas e o debate em torno deste livro para os dias atuais. 


Uma obra clássica da teoria antropológica e social, será de interesse para académicos e seus alunos de pós-graduação em antropologia e disciplinas afins.

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Descarregar o livro em:  System, Structure & Contradictions

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Ordem e Rebelião na África Tribal - Livro

Order and Rebellion in
 Tribal Africa

Gluckman, M. (1963): Order and Rebellion in Tribal Africa. Cohen & West. Londres. 

Sinopse  
Estes ensaios se concentram principalmente no desenvolvimento de algumas das ideias de Max Gluckman sobre a política africana. 


Ele considerava as frequentes rebeliões  para substituir os ocupantes de cargos políticos (em oposição a revoluções para alterar a própria estrutura dos cargos) como inerentes a essas políticas. Posteriormente o autor relacionou essa situação com modos de administração, problemas de devolução de poder, tipos de armas e à lei sob a traição. 




Ele avançou para uma teoria geral do ritual, bem como para proposições gerais sobre a posição de funcionários que representam interesses conflitantes dentro de uma hierarquia, tipificada pelo chefe africano sob o domínio colonial. 

INDEX

Preface

Introduction

I. An Advance in African Sociology

II. Succession and Civil War among the Bemba -
An Exercise in Anthropological Theory

III. Rituals of Rebellion in South-East Africa

IV. The Magic of Despair

V. The Village Headman in British Central Africa
(with J. C. Mitchell and J. A. Barnes)

VI. Chief and Native Commissioner in Modern Zululand

VII. The Reasonable Man in Barotse Law

VIII. Malinowski's ‘Functional’ Analysis of Social Change

IX. Malinowski’s Contribution to Social
Anthropology

X. Malinowski - Fieldworker and Theorist


Descarregar o livro em: Order and Rebellion

terça-feira, 29 de julho de 2025

Antrope Nº 17 - 2024

ANTROPE Nº 17 - 2024

INDEX

Desafios e Diretrizes na Utilização Responsável 
de Dados LiDAR na Arqueologia Subaquática: 
Chamada à Ação  p. 7
Alexandra Figueiredo e Manuel Menino

Towards a Definitive Universal Definition: 
A Dialectical Synthesis for the Definition 
of the Terms “Shaman” and “Shamanism”  p. 13
Rufus Malim


Descarregar a revista: Antrope Nº 17 - 2024

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Além da Natureza e da Cultura - Livro

Par-delà nature et culture

Descola, Ph. (2005):  Par-delà nature et culture. Gallimard. Paris. ISBN: 9782072621840.

Sinopse   
Somente o Ocidente moderno buscou construir a oposição, e, portanto a suposta descontinuidade, entre natureza e cultura. A antropologia perpetua na própria definição do seu objeto – a diversidade cultural contra um pano de fundo de universalidade natural – uma oposição que os povos que ela estuda evitaram.


Philippe Descola, propõe aqui, a partir de traços comuns que ecoam de um continente para outro, uma nova abordagem para as maneiras de distribuir continuidades e descontinuidades entre o homem e seu ambiente: o totemismo, que sublinha a continuidade material e moral entre humanos e não humanos; o analogismo, que postula entre os elementos do mundo uma rede de descontinuidades estruturadas por relações de correspondência; o animismo, que atribui aos não humanos a interioridade dos humanos, mas os diferencia pelo corpo; o naturalismo , que nos conecta aos não humanos por continuidades materiais e nos separa pela aptidão cultural.


Cada modo de identificação permite configurações singulares que redistribuem entidades existentes em coletivos com limites muito diferentes daqueles com os quais as ciências humanas nos familiarizaram. Este livro nos convida a uma recomposição radical dessas ciências.

INDEX


Disponível em: Par-delà nature et culture

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Vivendo na Idade de Pedra - Livro

Living in the Stone Age

Rutherford, D. (2018): Living in the Stone Age. Reflections on the Origins of a Colonial Fantasy. University of Chicago Press. Chicago. 

Sinopse
Em 1961, John F. Kennedy referiu-se aos papuas como "vivendo, por assim dizer, na Idade da Pedra". Na sua maioria, políticos e académicos aprenderam desde então a não chamar as pessoas de "primitivas", mas, quando se trata dos papuas, a mancha da Idade da Pedra persiste e, por décadas, tem sido usada para justificar a negação dos seus direitos básicos. Por que essa fantasia tem se apoderado tanto da imaginação de jornalistas, formuladores de políticas e do público em geral?
 

Vivendo na Idade da Pedra responde a essa pergunta acompanhando as aventuras de autoridades enviadas às terras altas da Nova Guiné na década de 1930 para estabelecer uma base para o colonialismo holandês. Essas autoridades tornaram-se profundamente dependentes das boas graças dos seus futuros súbditos papuas, que eram seus anfitriões, guias e, em alguns casos, amigos. 


Danilyn Rutherford mostra como, para preservar seu senso de superioridade racial, esses oficiais imaginaram estar viajando na Idade da Pedra, uma realidade paralela onde sua própria impotência era uma resposta razoável a condições sobrenaturais, e não um sinal de ignorância ou fraqueza. Assim, Rutherford demonstra, nasceu uma ideologia colonialista.


Viver na Idade da Pedra é um chamado para escrever a história do colonialismo de forma diferente, como uma história de fraqueza, não de força. Isso mudará a maneira como os leitores pensam sobre o contacto cultural, as fantasias coloniais de dominação e o papel da antropologia no mundo pós-colonial.
   

INDEX

Preface
  
Introduction: Living in the Stone Age

Part 1. Sympathy and Its Discontents: 
A  Colonial Encounter

 1. Hospitality in the Highlands

 2. Sympathetic State Building

Part 2. Vulnerability and Fantasies of Mastery

 3. Technological Passions

 4. Technological Performances

Part 3. Lessons for a New Anthropology

 5. Sympathy and the Savage Slot

 6. The Ethics of Kinky Empiricism
  
Notes
  
References 


Disponível em:  Living in Stone Age

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Redefinir a Natureza - Livro

Redefining Nature

Ellen, R. & Fukui, K. (1996): Redefining Nature. Ecology, Culture and Domestication. Routledge. Londres.  ISBN: 9781859731352

Sinopse   
Como a antropologia pode aprimorar a nossa compreensão da interrelação entre natureza e cultura?. O que a antropologia pode contribuir para debates práticos que dependem de definições específicas de natureza, como a que se refere ao desenvolvimento sustentável? 


A humanidade evoluiu ao longo de vários milhões de anos, vivendo e utilizando a "natureza" e assimilando-a à "cultura". De fato, o avanço tecnológico e cultural das espécies tem sido amplamente reconhecido como baseado na dominação e no controle humano da natureza. 


No entanto, na década de 1960, a ideia de cultura em confronto com a natureza estava a ser desafiada pela ciência, pela filosofia e pelo movimento ambientalista. A antropologia está cada vez mais preocupada com essas questões, à medida que se tornam mais urgentes para a humanidade como um tudo. 


Este importante livro analisa o estado atual dos conceitos de "natureza" que usamos, tanto como dispositivos científicos quanto como construções ideológicas, e é organizado em torno de três temas: a natureza como construção cultural; a gestão cultural do meio ambiente; e, as relações entre plantas, animais e humanos.
  
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+INFO sobre o livro em: Redefining Nature

segunda-feira, 3 de março de 2025

Sociedades matrilineais

Matrilineare Gesellschaften

Andrej, I. (1998): Matrilineare Gesellschaften. Eine Untersuchung aus ethnologischer und historischer Sicht. Tese de Master apressentada na Universidade de Viena. Viena.

Sinopse 
Durante a evolução biológica dos hominídeos, a família torna-se cada vez mais importante. Começando com o Homo sapiens sapiens, há cerca de 120.000 anos, como uma sociedade segmentada do tipo igualitário, a sobrevivência dos humanos em pequenos grupos é garantida pela caça de animais selvagens e pela coleta de todos os tipos de alimentos, dependendo das condições ambientais regionais. 


A pressão populacional, a segmentação, a migração e os conflitos militares regulares levaram a diferenciações na organização social. Ainda que nunca houve um matriarcado, mas apenas a preferência residencial matrilocal após o casamento e uma regra de descendência matrilinear: o status mais elevado das mulheres é reconhecível pela matrilocalidade/uxorilocalidade combinada com matrilinearidade, em comparação à patrilocalidade/virilocidade combinada com patrilinearidade. 


A teoria de Divale (1975) de que a mudança social pode ocorrer por meio de um ciclo de longo prazo ao longo devido aos movimentos migratórios: a patrilocalidade/patrilinearidade combinada com a guerra interna leva a um desequilíbrio por meio de movimentos migratórios de grupos populacionais maiores e da conquista de novas áreas de assentamento, o que torna as mudanças necessárias. 


A guerra interna é substituída pela guerra externa contra inimigos distantes –a ausência temporal/distante de homens/guerreiros– leva à preferência pela matrilocalidade/-linearidade como a “estratégia de sobrevivência” mais segura dos grupos de parentesco. Isso cria um novo equilíbrio na sociedade. 


Como a organização social nunca fica parada, as mudanças sempre ocorrem:começando com a residência conjugal preferida de volta à patrilocalidade/virilocidade e então continuando até que o sistema de parentesco existente matrilinearidade/ambilinearidade desapareça e a mudança para o ponto inicial seja alcançada, combinada com guerra interna e patrilocalidade/patrilinearidade. 


Os movimentos migratórios desempenham um papel importante na história humana até hoje e formam a base para mudanças nos sistemas sociais. Andrej exemplifica esta hipótese através de um estudo caso de varios exemplos etnográficos, estudando junto a papel da guerra o do comércio a longa distância na aparição de sistema matrilineares.

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Descarregar em: Matrilineare Gesellschaften