quinta-feira, 23 de abril de 2026

Poder e Legitimidade no Mediterrâneo Oriental

The Reinvention of Rule: 

Political Leadership and Legitimacy 
in the Iron Age Eastern Mediterranean, 
ca. 1200–600 BC

Evans-Pritchard Lectures 2026

Quando: 26 abril - 27 maio
Onde: Oxford & on-line
   
O All Souls College da Universidade de Oxford organiça as Lectures Evans-Pritchard 2026 que serão proferidads pelo Marco Santini (Universidade de Edimburgo)  e teram por titulo "A Reinvenção do Poder: Liderança Política e Legitimidade no Mediterrâneo Oriental da Idade do Ferro, c. 1200–600 A.C."


Esta série de cinco palestras propõe uma interpretação abrangente dos principais desenvolvimentos políticos que caracterizaram a Grécia, a Anatólia e o Levante durante o período conhecido como Idade do Ferro (cerca de 1200–600 a.C.). 




Ao superar as divisões disciplinares tradicionais entre Estudos Clássicos e Estudos do Oriente Próximo, as palestras demonstrarão que padrões comuns significativos podem ser detectados nas três regiões, refutando a visão difundida de que o desenvolvimento político da Grécia antiga seguiu uma trajetória peculiar e sem paralelo. 


Ao enfatizar a dimensão mediterrânea da história da Grécia antiga e ao postular a existência de um sistema compartilhado e coerente de pensamento e prática política nas sociedades do Mediterrâneo Oriental da Idade do Ferro, as palestras defenderão uma nova compreensão dos chamados fundamentos da “civilização ocidental”.

As sessões decorrerão as 17 horas (hora inglesa) em formato hibrido pudendo ser seguidas on-line em Teams no seguinte link  ID da reunião ID: 344 403 884 747 95 senha: D4ve2WQ3


Interações Anatólicas no I Milénio - Livro

Anatolian Interactions

Pulvirenti, E. (2024): Anatolian Interactions: Criss-Cross Contacts and Cultural Dynamics in the First Millennium BCE. Quaderni Nº 18. Universita di Trento. Trento.  ISBN: 978-88-5541-097-7  DOI: 10.15168/11572_440830

Sinopse  
A Anatólia do primeiro milênio guarda uma série de vestígios materiais, na forma de artefatos, marcos, estruturas e suas imagens, que testemunham décadas de interações culturais entre os povos locais e as grandes potências que disputavam a região. 


Como, quando e onde essas interações ocorreram? Tradicionalmente, essas questões têm sido respondidas com base no impacto cultural e político de um grande ator histórico sobre os habitantes locais. Seria possível, no entanto, desconstruir a preeminência étnica de alguns grupos sobre outros e fortalecer a identidade anatólia por meio da compreensão de sua recepção e apropriação ativa de estímulos externos? 


Este volume busca investigar esse tema, sem pretender uma análise exaustiva. Os estudos aqui apresentados exploram uma variedade de dinâmicas interculturais em diversos contextos e comunidades históricas da Anatólia, combinando diferentes abordagens metodológicas sobre as evidências antigas: monumentos físicos, bem como monumentos textuais e registros escritos, são discutidos para determinar se o papel desempenhado por reinos locais, atores individuais, grupos minoritários ou dominadores imperiais pode ser visto como concomitante na articulação dos desenvolvimentos culturais na Anatólia. 


O resultado convida a uma investigação mais aprofundada dos fenómenos culturais da Anatólia aqueménida, à recuperação da capacidade de ação anatólia e ao avanço do projeto de uma escrita histórica adequada da Anatólia.

INDEX

Introduction p. 3
Emanuele Pulvirenti

Western Anatolian Interculturation Phenomena 
during the Persian Period, VI-IV BCE  p. 15
Margaret C. Miller

War and Peace in Funerary Iconography 
of Achaemenid Anatolia  p. 55
Lâtife Summerer

Cultural Interactions in Late Archaic 
and Classical Troad  p. 103
Emanuele Pulvirenti

Iron Age Anatolian Politics and 
the Lydian Tradition  p. 149
Marco Santini

Graeco-Anatolian Pamphylia. A Social Network 
Analysis of Funerary Epigraphy p. 203
Eleonora Selvi

Revisiting the Cultural Interactions 
of Achaemenid Anatolia  p. 233
Christopher J. Tuplin

Contributors  p. 271

Index of Ancient Sources  p. 273

General Index  p. 277


Descarregar o livro em: Anatolian Interactions

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O Artesanato nas Sociedades de Pequena Escala

Craftwork in Small-Scale Societies of the Central European Bronze Age

Baron, J. (2026): Craftwork in Small-Scale Societies of the Central European Bronze Age. Elements in the Archaeology of Europe. Cambridge University Press. Cambridge. ISBN: 978-1-009-61127-5 DOI: 10.1017/9781009611251

Sinopse 
Este livro examina diversas facetas do artesanato nas sociedades de pequena escala que prosperaram em grande parte da Europa Central durante a Idade do Bronze (2300–800 A.C.). 


Essas sociedades exibiam estruturas e tipos de laços sociais distintivos, que formavam o pano de fundo social e espacial para as práticas artesanais. Como a maioria das aldeias da Idade do Bronze era habitada por pequenos grupos, todas as formas de artesanato eram, pelo menos em parte, comunitárias, e fomentanvam a troca de experiências, habilidades e conhecimentos tanto dentro quanto entre diferentes áreas de produção. 


A natureza pública das práticas artesanais também incentivava discussões sobre ferramentas, métodos, habilidades e a qualidade dos produtos finais. A autora explora questões abrangentes sobre comunicação e transferência de conhecimento dentro e fora de pequenos grupos, com base em dados arqueológicos e etnográficos. Isso inclui considerações sobre padronização, personalização, imitação, sazonalidade e transmissão de tecnicas artesanais. 

INDEX
   
1 Introduction p. 1

2 Small-Scale Societies p. 4

3 Bronze Age p. 7

4 Specialized, Standardized or Customized? 
p. 14

5 Two-Track Crafting  p. 25

6 Seasonality p. 29

7 Imitations and Shifting Technologies  
p. 41

8 Cross-Crafting  p. 52

9 Conclusions  p. 59

References  p. 67


Descarregar o livro em:  Craftwork in Small Scale Societies

Archivo Español de Arqueologia Nº 98 - 2025

Archivo Español de Arqueologia

Nº 98 - 2025
   

INDEX

Dinámicas, prácticas y comunidades campesinas 
en Ibi (Alacant) entre la Protohistoria y la época feudal. 
Una aproximación al paisaje rural desde la 
arqueología multiescalar p. 753
Ignasi Grau Mira, Xavier Agulló Máñez, 
Marta Torres Cortés

La Sala del Llac: un santuario protohistórico 
en la Cova de la Font Major (L’Espluga de Francolí, 
Conca de Barberà, Tarragona) p. 736
Ernest Capella Martínez, Ivan Cots Serret, 
Jordi Diloli Fons, Marc Prades Painous, 
Samuel Sardà Seuma, Josep Maria Vergès Bosch

El empleo de tejidos como envoltura en la 
necrópolis ibérica de Los Nietos (Cartagena, España): 
caracterización técnica e interpretación p. 725
Elsa Desplanques, Benjamín Cutillas-Victoria

Un depósito de ofrendas de cerámica ática y 
ungüentarios en la necrópolis ibérica de 
Alarcos III (Poblete, Ciudad Real) p. 724
Pedro Miguel Naranjo, Miguel 
Ángel Rodríguez-Rabadán, 
Francisco Javier Morales Hervás, 
David Rodríguez González, 
M.ª del Rosario García Huerta

La dextrarum iunctio y el mundus muliebris: 
lenguajes de género y de concordia en la 
iconografía romana (ss. I a. C–II d. C.) p. 762
Carmen María Ruiz Vivas

El final de la producción comercial de vino 
tarraconense (último 1/3 s. I d. C–s. II d. C.). 
El caso de Layetania p. 763
Juan Francisco Álvarez Tortosa

Nuevos datos para la reconstrucción del itinerario 
del ramal meridional de la vía Augusta entre 
Iulia Gemella Acci (Guadix) y Basti (Baza) 
p. 723
Antonio López García

Un lecho decorado con hueso en la Casa Noroeste 
de Pollentia (Alcúdia, Mallorca) p. 755
Pilar Mas Hurtuna, Miguel Ángel Cau-Ontiveros, 
Catalina Mas Florit, Esther Chávez-Álvarez, 
Paula Plaza Conesa, Antonio Jesús Talavera Montes

El trazado de la vía Augusta entre 
Gades e Hispalis p. 742
Pedro Trapero Fernández, 
Patricia A. Argüelles Álvarez, 
Loïc Ménanteau

A propósito de la altura de los hornos 
romanos de ánforas: una restitución 
arquitectónica en el alfar de El Mohíno 
(Provincia Bética, Hispania) p. 743
Iván González Tobar, Stéphane Mauné, 
Enrique García Vargas, Ophélie Tiago-Seoane, 
Océane Arvidsson, Jaime Lucena González

Las transformaciones urbanas de los siglos III 
y IV en Mirobriga (Santiago do Cacém, Portugal): 
un análisis en profundidad p. 750
Filipe Sousa, Catarina Felício

Epigrafía anfórica del pecio tardorromano 
de Ses Fontanelles (Mallorca) p. 751
Piero Berni Millet, Antònia Soler i Nicolau, 
Darío Bernal-Casasola, Miguel Ángel Cau-Ontiveros, 
Enrique García Riaza, Jaume Cardell Perelló, 
Carlos de Juan Fuertes, Sebastià Munar i Llabrés

¿Civitates sine urbe? Caracterización arqueológica 
del Municipium Flavium Baesuccitanum e 
Ilugo (comarca de El Condado de Jaén) 
desde el enfoque de la prospección 
arqueológica intensiva p. 747
Luis María Gutiérrez Soler, 
Francisco Pérez Alba

Sedes sine urbe: una aproximación arqueológica 
a la imagen urbana del centro peninsular 
durante el periodo visigodo p. 733
Pilar Diarte-Blasco, Manuel Castro-Priego

Notas

Los guerreros de Borobia. Una nueva estela 
opistógrafa latina procedente de la 
provincia de Soria p. 758
Marta Chordá Pérez, Borja Díaz Ariño, 
Alberto Jiménez Carrera

Nuevos datos sobre los magistrados de Osca 
(Huesca, España) a partir de la epigrafía p. 757
Santiago Sánchez de la Parra-Pérez, 
Héctor Arcusa Magallón

Recensiones

Raimon Graells i Fabregat y Margarita Moreno Conde (Eds.), 
Mujeres de las Italias prerromanas en las colecciones 
del Museo Arqueológico Nacional, Editorial 
Universidad de Alicante / Museo de la Universidad 
de Alicante MUA, Alicante, 2024 p. 761
Lourdes Prados Torreira

Alicia Perea y Ricardo Olmos, Mujeres de la Mitología
 Ibérica, Colección Arqueologías, Serie Íbera 13, 
Universidad de Jaén, UJA Editorial, Jaén, 2024  
p. 768
Ana María Ronda Femenia

Jesús Moratalla Jávega, Teresa Chapa Brunet, 
Jorge García Cardiel y Gabriel Segura Herrero, 
Esculturas ibéricas del área sacra de Las Agualejas 
(Monforte del Cid, Alicante), Trabajos de
 arqueología 3, Museo Arqueológico de 
Alicante, Alicante, 2024 p. 771
Francisco Marco Simón

José Fenoll Cascales y Jesús Robles Moreno (Eds.), 
Las necrópolis ibéricas del sudeste, Editum,
 Ediciones de la Universidad de Murcia, 
Murcia, 2024 p. 784
Jaume Noguera Guillén

Rui Morais, Rui M. Sobral Centeno y 
Daniela Ferreira (Eds.), 
Myths, Gods & Heroes. Greek Vases in Portugal 
(volumes I; II; III-Catalogue)/Mitos, Deuses & Heróis. 
Vasos Gregos em Portugal (Volumes I; II; III-Catálogo),
 Câmara Municipal de Santa Maria da Feira – 
Museu Convento dos Lóios, Reitoria da Universidade
 do Porto,Faculdade de Letras da Universidade 
do Porto, Imprensa da Universidade de 
Coimbra, Coimbra, 2022-2023, Vol I-2 
p. 769
Margarita Moreno Conde

Nathalie de Chaisemartin, Les frises à guirlandes 
d’Aphrodisias de Carie, L’Atelier du Sculpteur 4, 
Ausonius, Bordeaux, 2024 p. 767
Carlos Márquez

Janka Istenič y Anja Ragolič. Roman military 
decoration torques: literary, epigraphic, 
representational and archaeological evidence / 
Rimsko Vojaško Odlikovanje Torkves: literarni, 
epigrafski in arheološki viri ter upodonitve, Katalogi 
in monografije / Catalogui et monographiae 46, 
Narodni Muzej Slovenije, Ljubljana, 2023 p. 749
Óscar García-Vuelta


Ir ao número da revista: AEspA Nº 98 - 2025

domingo, 19 de abril de 2026

O Problema do Parentesco - CAJ Nº 36/2

Kinship Trouble:

 Traversing Interdisciplinary Boundaries between Archaeology, Archaeogenetics and Socio-cultural Anthropology

Cambridge Archaeological Journal 

Nº 36/2 - 2026


INDEX

Kinship Trouble: What, When, Where, 
Why, and How—and So What? pp. 151-164
Sabina Cveček, Maanasa Raghavan, 
Penny Bickle

Scrutinizing Kinship and Biological Relatedness 
Through the Lens of Palaeogenomics pp. 165-171
Carlos Eduardo G. Amorim, Jennifer Raff

Multi-disciplinary Approaches to Prehistoric 
Kinship Systems of Europe pp. 172-183
Alissa Mittnik, R. Alexander Bentley

The Tie That Binds Us? Challenging the Primacy 
of DNA in Kinship Studies and Re-Centring 
Community in Defining Human Connections 
across Time pp. 184-189
Hannah M. Moots, Krystal S. Tsosie, 
Mehmet Somel

Landscapes of Pre-Hispanic Andean Kinship: 
Ancestors, Ayllus and Relationality pp. 190-202
Beth K. Scaffidi

Matters of Life and Death: Kin-work 
at Funerals pp. 203-211
Catherine J. Frieman, 
Caroline Schuster

Caring beyond Kinship: Exploring Non-biological 
Relatedness and Childcare in Burial Contexts 
across Disciplines pp. 212-218
Ana Mercedes Herrero-Corral

Bringing Kinship Back into 
the House pp. 219-230
Peter M. Whiteley

Spectral Connections: Anthropological 
Engagements with Posthumous Reproduction 
pp. 231-237
Sandra Carol Bamford

Kinship Analysis in Specified Contexts: When 
Interdisciplinary Cooperation is Too Narrow, 
Results Tend to be Misleading pp. 238-246
Sabina Cveček, Andre Gingrich

Commentary: Making Kin 
Beyond Kinship pp. 247-250
Rosemary Joyce

Commentary: Leaning In to 
Kinship Trouble pp. 251-253
Emma Kowal

Commentary: Afterword 
pp. 254-257
Tim Ingold


Ir ao número da revista:  CAJ Nº 36/2 - 2026

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Servir aos Deuses - Livro

Serving the Gods

Schneider, B. & Kubiak-Schneider, A. (2026): Serving the Gods: Artists, Craftsmen, Ritual Specialists in the Ancient World. Harrassowitz Verlag. Wiesbaden  ISBN: 978-3-447-12511-6 DOI: 10.13173/9783447125116

Sinopse  
No mundo antigo, de Roma ao Egito, passando pelo Levante e pela Mesopotâmia, os templos eram as moradas terrenas dos deuses. Serviam também como importantes instituições religiosas, sociais e econômicas, sendo, portanto, órgãos essenciais que influenciavam tanto a sociedade quanto a economia.


Os templos exigiam uma logística complexa. Do ponto de vista humano, necessitavam de uma variedade de especialistas, não apenas sacerdotes comuns. Do ponto de vista material, precisavam de suprimentos de alimentos, animais para sacrifícios e materiais de construção para edificações e reformas. Por fim, os recursos econômicos se manifestavam na forma de desembolsos financeiros, posse de terras e estoques de bens de luxo. 


Os deuses, assim como os reis humanos, tinham suas próprias necessidades: exigiam trabalhadores para servi-los, mas também bens materiais e suprimentos regulares de comida e bebida. Através de textos (inscrições, papiros, registros históricos), arte visual e vestígios arqueológicos, podemos aprender sobre a força de trabalho dessas instituições sagradas.


O livro explora diferentes aspectos do serviço aos deuses e aos templos, com foco especial no capital humano e econômico. Um dos objetivos dos editores é fomentar o diálogo entre diferentes áreas de pesquisa sobre a Antiguidade, incluindo civilizações além da região do Mediterrâneo. 


As diversas contribuições abordam temas como o status social, desde elites até pessoas comuns, de indivíduos, famílias e comunidades ligadas a diferentes locais de culto em diversas culturas, bem como a economia e a organização dos templos e sua construção.

INDEX


Descarregar o livro em: Serving the Gods

Antiquity Nº 100/410 - 2026

ANTIQUITY 

Nº 100/410 - 2026

INDEX


Ir ao número da revista: Antiquity Nº 100/410 - 2026

terça-feira, 14 de abril de 2026

O II Milénio no estuário do Guadalquivir - Tese

El segundo milenio A.C. en 
el estuario del Guadalquivir

Ortiz Temprado, R. (2026): El segundo milenio a.C. en el estuario del Guadalquivir: la Edad de Bronce. Tese doutoral apresentada na Universidad de Sevilla. Sevilha. 3 Vols.

Sinopse   
O segundo milênio a.C. na região do Baixo Guadalquivir é um dos períodos menos compreendidos da pré-história recente da Andaluzia Ocidental. Situa-se entre a opulenta Valencina de la Concepción, com seus dólmens e recintos com fossos, e o mítico Tartessos, reino de Gerião e Argantônio, tornando-se uma espécie de período abrangente que engloba tudo o que não pertence a nenhuma das duas eras. 


No segundo milênio A.C., a morfologia do Baixo Guadalquivir era muito diferente de seu estado atual. A foz do Guadalquivir localizava-se no interior, perto de Alcalá del Río; a área entre esta cidade e Coria del Río teria formado um grande paleoestuário; e ao sul de Coria, haveria um amplo golfo aberto para o atual Golfo de Cádiz, formando uma única unidade. Essa configuração criou duas zonas distintas: a margem direita e a margem esquerda. 


Além disso, o período foi influenciado pelo evento climático de 4,2 ka, que levou a uma crise de aridez do final do terceiro milênio A.C. até meados do segundo milênio a.C. Para compreender esse período, elaboramos um procedimento de estudo baseado em dois pilares. O primeiro consiste na avaliação formal do corpus documental. 


O segundo pilar, após a seleção dos registros “confiáveis” do conjunto de dados, teve como objetivo comparar o registro material da área de estudo com o das diferentes áreas culturais adjacentes: o sudeste, a Idade do Bronze do Sudoeste, a cultura das Motillas e o planalto castelhano. Para tanto, selecionamos uma série de sítios “indicadores” de cada área, partindo da premissa de que suas estratigrafias, ou a sobreposição entre elas, nos permitiriam abranger todo o período cronológico proposto. 


O resultado foi a divisão do período na área de estudo em três fases. Na primeira, ou Idade do Bronze Inicial, a área é uma zona de fronteira dinâmica entre a Idade do Bronze do Sudoeste, mais prevalente na margem direita, e a cultura El Argar na margem esquerda, mas sempre dentro de um contexto cultural local, onde os artefatos das áreas adjacentes são claramente distinguíveis no registro. 



A segunda fase, ou Idade do Bronze Média, divide-se em duas partes. Na primeira fase (Idade do Bronze Médio I), a margem direita fica despovoada até o final da Idade do Bronze, e a margem esquerda gira em direção ao eixo do Guadalquivir médio, possivelmente devido à maior demanda por metal de El Argar. Isso levou ao abandono parcial da área de estudo. 



Na segunda fase (Idade do Bronze Médio II), a margem esquerda, inicialmente vazia, foi repovoada, muito provavelmente por pessoas da região do Médio Guadalquivir, e destaca-se uma cultura material caracterizada pelos tipos e decorações de Cogotas I. A terceira fase é a Idade do Bronze Final, e a área aparentemente esvaziou-se novamente, pelo menos até 1000 a.C., e muito provavelmente até o século IX a.C. Um dos primeiros contextos documentados na área é o santuário de El Carambolo, em Camas. 

Descarregar 

Vol. 1  PDF
Vol. 2  PDF
Vol. 3  PDF

INDEX