quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Homenagem a Johannes Müller - Livro

A Haunting Spectre

Kneisel, J., Furholt, M., Hofmann, R., Mischka, D., Kirleis, W. & Wunderlich, M.LT. (eds.) (2025): A Haunting Spectre. Archaelogical Studies of Social Organisation, Economic Practice, and Inequality. A Festschrift for Johannes Müller on the occasion of his 65th birthday. Universitätsforschungen zur Prähistorischen Archäologie Vol. 413. Institut für Ur- und Frühgeschichte. Universität von Kiel. Kiel. 2 Vols. ISBN: 978-3-7749-4492-3  DOI: 0.38071/2025-01337-8 & 10.38071/2025-01341-2

Sinopse 
Nas suas diversas posições profissionais, quer como assistente na Universidade Livre de Berlim, como professor em Bamberg e, mais tarde, em Kiel, Johannes Müller iniciou sempre novos projetos, criou infraestruturas e deixou uma marca indelével nas respetivas instituições, bem como nos colegas e estudantes envolvidos.




Além disso, esforça-se ativamente por superar as perspetivas eurocêntricas no estudo da história humana. Isto reflectiu-se sobretudo na sua investigação etnoarqueológica na Etiópia, Indonésia e Nagaland, no nordeste da Índia, que sempre conduziu através do intercâmbio intercultural com colegas locais e comunidades indígenas. O seu trabalho contribuiu significativamente para a transição da nossa disciplina, de uma pré-história e história antiga alemãs e bastante conservadoras para a arqueologia pré-histórica integrativa, inovadora e internacionalmente conectada de hoje.






Uma preocupação muito importante para Johannes Müller na investigação internacional é a parceria colaborativa, que se expressa na aprendizagem mútua. Neste sentido, estabeleceu estreitas colaborações com numerosos colegas em universidades e academias da Polónia, Bósnia e Herzegovina, Ucrânia, Moldávia, Roménia, Hungria, Suécia, Inglaterra, Croácia, Espanha e Índia, que constituíram a base para projectos de investigação a longo prazo.


As sessenta e nove contribuições de 127 autores de disciplinas científicas muito diferentes, que vão desde a filosofia, botânica e zoologia à antropologia e geofísica,  reunidas neste volume e reflectem as diversas colaborações e áreas temáticas com que Johannes Müller esteve envolvido na sua carreira científica. Ao ler os numerosos artigos, encontramos temas recorrentes e palavras-chave específicas.

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A Haunting Spectre Vol. 1 PDF
A Haunting Spectre  Vol. 2 PDF

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Templos Romanos em Portugal - Vídeo


Deixamos aqui o vídeo a conferência que o dia 11 de Fevereiro, foi proferida na sessão da Academia Portuguesa da História pelo Prof. Doutor Thomas Schattner (DAINS e Universität Giessen) sob o título de Templo romanos em Portugal. `


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Hǫrgr, Lugares Sagrados e de Passagem

Pre-Christian Hǫrgr

Heide, E. (2025): Pre-Christian hǫrgr: passages through barriers. Scandinavian University Press. ISBN: 978-82-15-06780-3  DOI: 10.18261/9788215067810-25

Sinopse  
Este livro discute o tipo de sítio de culto germânico hǫrgr/ hargh (er)/ harug/ harag/ hearg, derivado de *harguz, tendo como ponto de partida os topónimos. A compreensão tradicional é que tais sítios de culto eram montes pedregosos ou amontoamentos de pedras, ou encostas rochosas íngremes, ou penhascos, e que isso é o que mais frequentemente se reflete nos topónimos que envolvem *harguz




Se examinarmos novamente os textos medievais e o material onomástico, encontraremos pouco respaldo para essa teoria. Em vez disso, a análise aqui apresentada indica que, na Escandinávia, os nomes antigos que envolvem *harguz estão ligados a passagens através de barreiras na paisagem: 





Um istmo entre dois corpos de água, uma estreita faixa de terra entre uma floresta e um pântano, uma passagem a vau num rio no final de um longo lago, uma passagem estreita através de uma morrena ou similar, águas claras através de uma cadeia de ilhotas, uma rota de viagem que atravessa uma floresta ou uma cordilheira. Isso corrobora a sugestão de que *harguz é cognato do latim carcer, "portão de partida numa pista de corrida", "prisão". 




Essa sugestão etimológica é pouco conhecida, mas reconhecida como formalmente isenta de problemas. Existem exemplos em que uma passagem através duma barreira na paisagem está ligada a um nome *harguz que foi ritualizado por meio de construções cultuais feitas pelo homem, chamadas hǫrgar ('hǫrgrs'), ou construções que tornam a passagem ainda mais estreita, e onde ocorre uma concentração de sacrifícios na própria passagem. 



Num caso, dois nomes *harguz parecem ter surgido de uma construção cultual composta por barreiras com passagens, onde os sacrifícios se concentram nas próprias passagens. Trata-se de uma construção circular assemelhada a um círculo de pedras eretas, e em alguns casos, esse tipo de estrutura pode constituir o pano de fundo para nomes que envolvem *harguz


Tais exemplos podem fornecer a ligação com *harguz, entendido como um edifício de culto, uma vez que o alto alemão antigo e o inglês antigo harug/ harag/ hearg são traduções do latim fanum , que é um tipo de templo com um pórtico de colunas na parte externa das paredes do edifício.

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As Pedras Rúnicas no seu Contexto Religioso

Deixamos aqui o video da palestra que dentro do seminario permanente SAKRA - Seminário de Estudos Comparativos sobre as Religiões organizado pelo grupo de pesquisa Alteritas foi proferida o passado novembro pela Dr. Julia-Sophie Heier (Niedersachsische Akademie der Wissenschaften zu Göttingen) baixo o título Pórr santifica estas runas: as pedras rúnicas da Era Viking no contexto da  religião.





Santuários das Águas na Gália Oriental - Tese

Les sanctuaires des eaux 
en Gaule de l'est

Vurpillot, D. (2016): Les sanctuaires des eaux en Gaule de l'est: origine, organisation et évolution (Ier siècle av. J.-C.-IVe siècle après J.-C.). Tese doutoral apresentada na UniversitédeFranche-Comté

Sinopse  
Este estudo visa compreender melhor o lugar e a importância dos cultos da água no panorama religioso da Gália Oriental, propondo cenários para a evolução do fenómeno e das suas práticas associadas. Além disso, aborda, de forma mais geral, a questão das transformações que afetaram a geografia sagrada da Gália após a sua integração na Romanitas.






O conceito de cultos da água na Gália é repleto de contradições. Por conseguinte, procurá-se avaliar este conceito ambíguo. Em primeiro lugar através de uma reavaliação de fontes antigas, que leva ao autor a considerar que estes cultos da água devem ser vistos como um conceito religioso flexível. Na Gália, as comunidades parecem ter-se apropriado deste conceito adaptando-o às suas necessidades, mesmo que algumas convenções religiosas pareçam transcender épocas e culturas. Para verificar a validade desta hipótese, testa-se esta com os dados arqueológicos de uma seleção dos sítios localizados na Gália Oriental. 


Isto permitiu-nos identificar duas fases cronológicas principais que marcam a evolução dos cultos da água na Gália. A primeira fase estende-se do século I a.C. até a primeira metade do século I d.C., época em que essa nova faceta do culto florescia. Antes que o discurso religioso atingisse uma forma de maturidade, a segunda fase cronológica teve início no terceiro quartel do século I d.C.

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Postagem relacionada: Os exvotos de Chamalières