sábado, 2 de maio de 2026

Horizontes Mediterrâneos - Livro

Mediterranean Horizons

Bangsgaard, P., Lund, J., Pentz, P. & Sørensen, L.V.  (2026): Mediterranean Horizons. Archaeological Studies in Honour of Søren Dietz. Danish Institute at Athens Miscellanea series. Sidestone Press. Leiden.  ISBN: 978-94-6426-448-7  DOI: 10.59641/j4m0g1h2i3 

Sinopse  
O Mediterrâneo sempre foi uma encruzilhada de culturas, ideias e histórias. Da Idade da Pedra ao primeiro milênio a.C., esta região vibrante moldou  -e foi moldada por- os movimentos de pessoas, a troca de mercadorias e o surgimento de sociedades complexas. 


Horizontes do Mediterrâneo celebra a carreira de Søren Dietz, um arqueólogo pioneiro e fundador do Instituto Dinamarquês em Atenas, cujo trabalho iluminou essas conexões através do tempo e do espaço. Este volume comemorativo reúne pesquisadores e amigos para explorar temas caros ao coração de Søren: o passado antigo do Egeu, as redes da Idade do Bronze que ligavam a Escandinávia ao Mediterrâneo e a rica tapeçaria da vida na Grécia e na Tunísia. 


O livro começa na Idade da Pedra, onde as mudanças climáticas e a busca por materiais raros impulsionaram as comunidades primitivas a inovar e se adaptar. Em seguida, aborda a Idade do Bronze, uma época de rotas comerciais ousadas, artesanato compartilhado e intercâmbios culturais, do âmbar do Báltico à Grécia Micênica aos tesouros minoicos encontrados em túmulos de guerreiros.


As seções posteriores se concentram na Grécia continental, onde as escavações de Søren revelaram o cotidiano dos aldeões da Idade do Ferro, a grandiosidade dos antigos teatros e os segredos das cidades fortificadas. A jornada termina na Tunísia, onde seu trabalho em Cartago e no projeto África Proconsularis desenterrou camadas de história sob o solo do Norte da África.


Mais do que uma simples coletânea de pesquisas, este livro é uma homenagem à curiosidade e à colaboração. Ele reflete a crença de Søren de que a arqueologia não se resume a descobrir objetos, mas sim a compreender as pessoas e as sociedades que os criaram e utilizaram. Com histórias vívidas e perspectivas inovadoras, Horizontes Mediterrâneos convida os leitores a explorar o passado — e a perceber como seus ecos ainda ressoam nos dias de hoje.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Piastas e "Reis Extranhos" de Hoje e Ontem


Não é nada extranho, nem desconhecido, que as linhagens reais sõem ser frequêntemente as menos "autotoctonas" naqueles paises nas que reinam. Em este sentido vai um artigo recente publicado na revista Nature Communications que vem a aportar alguma luz através do analise paleo-genètico sob a origem da dinastia piasta, que protagoniza a época fundacional da Polonia. 

Boleslvo Piast, Bolesłavo I de Polònia

O estudo feito sob restos esqueleticos dos membros de esta linhagem aporta dados que questionam a origem local da familia piasta:

"Seis indivíduos identificados como Piasts apresentavam haplogrupos R1b. As análises dos dados gerados para os Piasts R1b individuais sugeriram que seu ancestral comum pertencia à linhagem R1b-P312. Atualmente, essa linhagem é observada com maior frequência na Grã-Bretanha... As evidências apresentadas acima indicam que todos os indivíduos classificados como Piastas R1b pertenciam a uma mesma família e compartilhavam a mesma linhagem do haplogrupo Y R1b-BY3549, atualmente rara na Europa. Entre as amostras datadas do período anterior à formação do Estado Piasta, a mesma linhagem foi encontrada em três amostras antigas: CGG_023713 (datada de 770–540 a.C.) da atual França<sup> 42</sup> , CGG_107766 (datada de 20–200 d.C.) dos atuais Países Baixos<sup> 42</sup> e VK177 (datada de 880–1000 d.C.) da atual Inglaterra <sup>43</sup> . Assim, nossos dados revelam que os Piastas pertenciam à linhagem R1b-BY3549, sugerindo que eram migrantes de origem não eslava...
Os resultados obtidos indicam que os Piastas não eram de origem eslava e, portanto, sugerem que forças externas desempenharam um papel fundamental no processo de formação da Polônia."
Igualmente o estudo mostra a interconexão entre a dinastia polonesa a as outras casas reias da Europa medieval contemporanea:

"Muitas das filhas de Piast e as mulheres que se casaram com membros da família Piast também representavam dinastias europeias famosas; portanto, os dados genéticos que coletamos para os membros da dinastia Piast nos permitem prever haplogrupos mitocondriais (mt-hgs) para mais de 200 figuras históricas conhecidas. Dentro desse grupo, há 108 Piasts, 32 Rurikids, 12 Giediminids, 23 Árpáds, 15 Přemyslids, 13 Hohenzollerns, 10 Habsburgos, 8 Wettins, 5 Angevinos e 4 Wittelsbachs ..."

Isto ultimo não é nada extranho nem inesperado a pouco que se observe história das linhagens reais europeias caraterizada por um forte endogamica dentro do grupo e pressença frequente por estes emparentamentos de dinastias de origen foraneo regindo as distntias monarquias. 

o evidènte parecido familiar dos primos Nicolas II da Russia e Jorge V de Inglaterra.

Os reis de Grécia esoclhidos após a independencia eram de origem alemão e casaram-se quase sem na sua maior parte com linhagen de essa origem e algumas escandinavas em menor medida. Os ingleses levam sendo governandos por soberanos não anglo-saxões mesmo desde a morte de Harold Godwineson: franceses da Normandia, e da Aquitânia, galeses (Tudor), escoceses (Estuardo), neerlandeses (Orange), e alemães (desde os Hannover aos actuais Mounbaten-Winsord, em realidade Watterberg-Saxonia Coburgo Gotta (1)). 

Jean-Baptiste Bernardotte, Carlos Joâo XIV de Suécia

Na Suecia actual os reinam os descendes omonimos de um general transfugade de Napoleão (os Bernadotre), e assim trás outro, e isso sem ter em conta a citada endogamia que faz que quase todos sejam primos entre sim em um ou outro grão e as vezes por partida dobre ou triple


Tampouco o facto de descender a dinastia fundadora da Polonia de um extrangeiro não resultaria demasiado disonante na época. Sem ir mais longe no ambito polones pode-se pensar no comerciante saxão Kizo que a tribo eslava dos luticios escolhera como chefe durante a revolta de 983 contra o dominio do Sacro-Imperio Romano Germânico. 


Ou poderiamos pensar também na figura de outro extrangeiro: Rurik, aquele varego de origem sueco que fundara a Rus de Kiev, dando origem a dinastia dos rurikidas que dera monarca aos distintos principados poskievanistas, incluida a Moscova até que Ivan IV, O Terrivel assasianra ao seu proprio filho cortando a continuidade sucesoria.

Rurik e seus irmãos Trúvor chegam a Ládoga. Víktor Vasnetsov (1913)

Estes sentido estes "aventureiros" vindos de fora que atuam fundadores de identidade etnico-políticas e depois estados não estão muito longe de realidades mais exoticas como a dos "reis extranhos/forasteiros" (Strnage Kings) táo tipicos do Sureste Asiático. O imaginario dos strange king no Sureste Asiático soe repressentar o poder polítoco como algo essencialmente alheio a comunidade, uma especie de corpo extranho, vindo de fora in illo tempore mas que com a sua chegada estabelece uma nova ordem que subsiste até na atualidade.

gravado no que se amostra o encontro do explorador holandês Joris van Spilbergen 
com o rei Vimaladharmasuriya I de Kandi, 1609

A ideaia dos strange kings além do seu xontexto local terminou em esta região chegaria a converter-se numa forma de interpretar a dominação de potencias extrangeiras em contextos coloniais. O antropologo Marshall Sahlins amplou o padrão extendo-o a outro contextos (desde a Polinesia e Africa, ou Grécia Antiga ou o mundo mesoamericano), no que ele considerava era uma das formas elementais, senão a forma elementar, do emergência do poder político (Sahlins, 2008).

fotografa do filme Farewell to the King (1989)  inspirado no topos do Strange King

Segundo o antropologo no sistema de Strange Kings existia uma dicotomia esencial entre a "autoctonia" e o "aloctonia". O padrão é conhecido e reconocivel em muitos tradições desde os mitos e lendas ao conto popular: mostra a chegada de um heroe, um extrangeiro alheio a  comunidade, inclui o conflito com alguma entidade local, nomalmente descrita como monstrosa, e remata com o matrimonio entre o heroe foraneo e uma princesa autoctona. 

Recorrentemente o extrangeiro atua como heroi cultural que introduçe diversas innovações, novas costumes, objetos marcando uma ruptura com a ordem anterior (cambio nas formas de matrimonio, na estrutura social, novas instituições, etc). Além da ominpressencia em lendas e contos do heroi exiliado que mata a monstro e casa com a princesa local, há em estas tradiçoes sobre "reis extranhos" e fundacionais algo mais esencial sob o poder polírico, que em si proprio aparece cataterizado como algo "extranho", no doble sentido da palavra, algo vindo de fora mas que supõe também uma "anomalia" na ordem previa que vem a tranformar. 


É inevitavel não recordar alias aquelas comunidade de "Sociedades contra o Estado" (que quizas fora mais preciso denominar como "contra o Poder") descritas na Amaçonia por Pierre Clastres, Essas sociedades que consciênte e ativamente anulam, atraves de distntas estrategias, qualquer possivel comportamento que levara ao estabelecimento de uma autoridade ou prestigio superior de algum individuo sob outros membros da comuidade, que pudera servir de base para a constituição de qualquer formas de poder .


E fazil imaginar como poderia ser possivel o passo de tal este estado de "anarquia", coidadosamente mantido com tanta constància, à aparição das primeiras chefias, e perceve-lo em certa como um ato carismático de fonda transgressão. E relacionar igualmente este ato de quebra primordial com alguns dados etnográficos, como o carater de grande “transgressor”, que alguns povos africanos atribuem a seus chefes, aos que se permite -ou mesmo exige-se?- um comportamento fortemente “antisocial” que rompe as normas quotidianas da sociedade, e deriva num desempenho excesivo de uma violência arbitraria, concevida, e justificada, coma um elemento constitutiva do proprio poder e sacralidade do “monarca” (Simonse, 2017).

chefe "fazedor de chuva" da vila de Cakereda (1972)

Em outro ordem de coisas Sahlins entende que os sitemas de strange king aparecem em contextos de forte contato e intercambio entre culturas a longa distancia, no que o antropologo norteamericano denomina como "Cosmopoliticas". Não seria muito extranho considerar que em momentos de forte contacto cultural, expostos ao intercambio e a chegada de novas formas, objetos, pessoas e constumes, o vindo de fora termine alterando a propria realidade preexistente de essas comunidades. 

Neste sentido esse imaginario que mostra a formação do poder como a chegada de algo anomalo vindo desde fora, e vinculado as qualidades algum sujeito ou grupo carismático, seria especialmente adequado como repressentação dos profundos cambios sociais que se estâo a operar em distintos niveis da realidade. Nâo é uma imagem que resulte extranha, precissamente, a um arqueologo


De certo, se agora pensamos em epocas da pré- e proto-história europeia na que se fazem vissiveis  grandes cambios culturais: unificações em koines linguisticas ou arqueológicas, a expansão de elementos de cultura material como armas, adornos, etc., a grandes distàncias, junto com tecnologias; e outros saberes denominados, as vezes, como "conhecimento esoterico" investidos do prestigio do inusual e do distante das suas origens (Helm, 1999). não seria extranho imaginar algo similar ao que topamos no caso do strange kings.


Assim o o pensara já defunto Michael Rowlands para o Bronze Final europeu (Ling e Rowlands, 2015), Mas poderia-se igualmente projetar-se o mesmo padrão, segundo a nossa opinião, a momentos aina mais afastados da pré-história europeia como o calcolítico, mesmo com a possivilidade de vincular isto a questões tão discutidas como o processo de  indo-europeização (2)


Mas  faz-me pensar em outra questão também: se os "reis" da pré- e proto-história foram alguma vez strange kings em que medida não estamiaos a criar uma imagem distorsionada, quando nos debruçamos sob as tumbas, frequentemente de essa elite "regia" precissamente, para analisar a paleo-genetica do conjunto de uma sociedade num momento concreto?. Em que medida repressentaria hoje uma imagem genètica adequada do homem e mulher comuns do seu pais o ADN dum monarca europeu?

Artigo: 

Zenczak, M., Handschuh, L., Marcinkowska-Swojak, M. et al. (2026):" Genetic genealogy of the Piast dynasty and related European royal families." Nat Commun Nº 17, 3224  DOI: 10.1038/s41467-026-71457-1

Bibliografia complementar

Classtres, P. (2010): La sociedad contra el estado. Virus editorial. Bilbao
   
Helms, M. (1993): Craft and the Kingly Ideal. Art, trade and power. University of Textas Press. Austin.  aqui
   
Rowlands, M. & Ling, J. (2013): "BoundarIes, flows and Connectivities: mobility and Stasis in the Bronze Age"  Bergerbrant, S. & Sabatini, S. (eds.): Counterpoint: Essays in Archaeology and heritage Studies in Honour of Professor Kristian Kristiansen. BAR International Series 2508. BAR Publishing. Oxford. pp. 497-509
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.
   
Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918
     
Simonse, S. (2017):  Kings of Disaster: Dualism, Centralism and the Scapegoat King in Southeastern Sudan.  Fountain Publishers. Kampala
   
Ling, J. & Rowlands, M. (2015): "The ‘Stranger King’  (bull) and rock art" Skoglund, P., Ling, J. & Bertilsson, U.: Picturing the Bronze Age..Swedish Rock Art Series Vol. 3. Oxbow Books. Oxford. pp. 89-184  PDF

Notas:
1) A substituição do apelido Saxonia-Coburgo-Gotta por Winsord foi resultado da molesta sonoridade alemã de este durante o a I Guerra Mundial. Igual questão motivou a anglização como Mountbatten do apelido Wattenberg.
2) Consideramos que boa parte da mitologia Indo-europeia, como o tema do "combate dos deuses", pode ser frutiferamente reinterpretada em termos da oposição "autotono" "alotono" pressente na estruturas dos sestemas de Strange King, o qual coincidira curiossamente já com a inicial intuição comparatista de Sahlins quando reconheceu a obra de Dumézil como uma das inspirações principais do seu modelo (Sahlins, 2008a)
    

Postatem relacionada: Uma olhada a migração na Pré-história

terça-feira, 28 de abril de 2026

Intercambio Tecnologico e Comércio na Cisalpina

CORAL LIES

Berruto, G. (2026): Coral Lies: Unveiling Technological Exchange and Trade in the Early Iron Age. Cisalpine Studies Vol. 4. Milano University Press. Milão ISBN: 979-12-5510-404-9  DOI: 10.54103/cisalpinestudies.261

Sinopse  
Este volume apresenta o estudo integrado, tipológico, arqueométrico e arqueotecnológico de supostos artefatos de coral da Idade do Ferro no norte da Itália: fíbulas de sanguessuga incrustadas e outros artefatos. 


Dos 372 artefatos examinados, 264 foram selecionados para análises arqueométricas, conduzidas utilizando um protocolo não destrutivo ou microdestrutivo que combina espectroscopias Raman e FT-IR, micro-XRD e MEV-EDS. 


O estudo, que combina análise, radiografia e experimentação, identificou a presença de C. rubrum e outros materiais nas decorações, bem como evidências de controle intencional da composição da liga metálica. Isso sugere uma possível reconstrução das sequências de produção dos artefatos e lança luz sobre as tecnologias e interações culturais na Europa da Idade do Ferro.

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Os Dioscuros no Peloponeso Romano

The cult of the Dioskouroi in the Roman Peloponnese

Quando: 30 Abril´
Onde: on-line

O Centre for Spartan and Peloponnesian Studies (CSPS) organiça dentro do webinar "Being Peloponneasian una palestra a que sera proferida por Dr. Aineias Kapouranis baixo o titulo de "O culto dos Dioscuros no Peloponeso Romano: As evidências dos relevos votivos"

Entre os principais cultos do Peloponeso, o dos Dióscuros manteve-se proeminente até o período romano. Durante esse tempo, os Tindáridas – mais comumente conhecidos como Castor e Pólux – continuaram a ser venerados como protetores dos jovens futuros hoplitas, atletas e marinheiros. Embora Esparta permanecesse seu principal centro de culto, onde figuravam entre os deuses e heróis mais importantes da cidade, evidências de seu culto também são atestadas em Corinto, Epidauro e Tegea. 

Esta palestra examina oito relevos votivos das cidades mencionadas anteriormente, por meio de comparação iconográfica e estilística, a fim de avaliar a vitalidade contínua do culto aos Dióscuros no Peloponeso romano. Dá-se especial atenção à avaliação tipológica, aos esquemas composicionais e às práticas de oficina. Os relevos elucidam processos de continuidade cultural e autodefinição cívica, demonstrando como a iconografia tradicional do culto foi adaptada às realidades políticas e sociais do domínio romano.

A palestra decorrera entre as 18 e 19 horas e pode ser seguido em Teams após regista no seguinte link


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Poder e Legitimidade no Mediterrâneo Oriental

The Reinvention of Rule: 

Political Leadership and Legitimacy 
in the Iron Age Eastern Mediterranean, 
ca. 1200–600 BC

Evans-Pritchard Lectures 2026

Quando: 29 abril - 27 maio
Onde: Oxford & on-line
   
O All Souls College da Universidade de Oxford organiça as Lectures Evans-Pritchard 2026 que serão proferidads pelo Marco Santini (Universidade de Edimburgo)  e teram por titulo "A Reinvenção do Poder: Liderança Política e Legitimidade no Mediterrâneo Oriental da Idade do Ferro, c. 1200–600 A.C."


Esta série de cinco palestras propõe uma interpretação abrangente dos principais desenvolvimentos políticos que caracterizaram a Grécia, a Anatólia e o Levante durante o período conhecido como Idade do Ferro (cerca de 1200–600 a.C.). 




Ao superar as divisões disciplinares tradicionais entre Estudos Clássicos e Estudos do Oriente Próximo, as palestras demonstrarão que padrões comuns significativos podem ser detectados nas três regiões, refutando a visão difundida de que o desenvolvimento político da Grécia antiga seguiu uma trajetória peculiar e sem paralelo. 


Ao enfatizar a dimensão mediterrânea da história da Grécia antiga e ao postular a existência de um sistema compartilhado e coerente de pensamento e prática política nas sociedades do Mediterrâneo Oriental da Idade do Ferro, as palestras defenderão uma nova compreensão dos chamados fundamentos da “civilização ocidental”.

As sessões decorrerão as 17 horas (hora inglesa) em formato hibrido pudendo ser seguidas on-line em Teams no seguinte link  ID da reunião ID: 344 403 884 747 95 senha: D4ve2WQ3