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Social Evolution & History
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Ir ao número da revista: Social Evolution & History Nº 24/1
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
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Raihani, N. (2021): The Social Instinct: How Cooperation Shaped the World. St. Martin's Press. Nova York. ISBN: 9781250262813
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Research Article

Karakostis, A.F. & Jäger, G. (Eds.) (2023): Biocultural Evolution: An Agenda for Integrative Approaches. Kerns Verlag. Tubinga ISBN: 978-3935751-38-4
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Deixamos aqui o vídeo da palestra proferida a passada terça-feira pela antropóloga Camilla Power (University College London) dentro do ciclo de conferências de primavera do Radical Anthropology Group baixo o título de: "O igualitarismo tornou-nos humanos: por que Graeber e Wengrow erram".
A palestrante dá um repasso aos condicionantes que fizeram evoluir na pré-história o comportamento altruísta e igualitário ao mesmo tempo que se dava um crescimento da capacidade cerebral, marcando um contraste entre os humanos com as sociedades fortemente hierárquicas dos primatas não humanos

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Conferência do Bernard Lahire, sociólogo, diretor de pesquisa CNRS (Centre Max Weber, École Normale Supérieure de Lyon) Museo Ethnologico de Neuchâtelsobre o seu recente livro As Estructuras Fundamentais das Sociedades na que expõe o desenrrolado em essa obra, na que considera que as estructuras das sociedades humanas se baseiam em uma serie de grandes propriedades da especie humana que estariam governadas por leis gerais.
Este enfoque aportaria um poderese instrumento para compreenderem no registro das socieades humanas dentro duma longa história evolutiva. Para afrontar a questâo da Natureza Humana, Bernard Lahire formula um paradigma unificador que sintetiza os conhecimentos relativos à vida social humana e não humana acumulados nos domínios também diferentes que a biologia evolutiva, a étologia, a paleoantropologia, a pré-história, a antropologia, a 'história e sociologia.
Sociedades centradas na Terra (forrageadores nômades e outros) ao longo das últimas centenas de milhares de anos existiram em companheirismo cooperativo aninhado. Os humanos evoluíram para estar profundamente aninhados em vários níveis, horizontalmente, em termos de desenvolvimento e verticalmente. Aninhamento horizontal refere-se a estar atento às tradições desenvolvidas através das gerações, conectando-se aos ancestrais e vivendo a responsabilidade de manter o grupo no futuro.
O aninhamento desenvolvimental depende de um senso de potencial humano – como é o funcionamento humano ideal e como promover e manter essa otimização através do nicho de desenvolvimento evoluído da humanidade, aplicando o conhecimento da plasticidade biossocial dinâmica na formação da natureza do indivíduo na comunidade. O aninhamento de desenvolvimento é o componente central do aninhamento porque molda as outras formas. O aninhamento vertical refere-se à relacionalidade emaranhada, honrando a inter-existência de alguém com a Terra, o Cosmos e todas as relações, humanas e não humanas, manifestas e não manifestadas.
O que o aninhamento em todos esses níveis faz? Cultiva e apoia a consciência relacional e o conhecimento relacional. A consciência relacional refere-se à sensação de existir numa teia de relações vivas e dinâmicas com múltiplas entidades, incluindo o não manifesto – o espiritual, o ancestral e o futuro. O conhecimento relacional para se dar bem – de forma respeitosa e responsável com humanos e não humanos – é cultivado numa comunidade totalmente aninhada. O comportamento em tempo real constitui uma cognição holística, um saber-fazer em vez de um sabe-lo-quê, uma representação corporificada e contextualmente situada do conhecimento prático desenvolvido através do movimento, do relacionamento, do toque.
A herança da humanidade deve estar profundamente aninhada. A cultura dominante desvinculou-se das heranças adaptativas da humanidade, prejudicando as suas capacidades e potencial evoluídos num ciclo de feedback de maior desconexão e destruição. Ilustrações de aninhamento serão fornecidas a partir de etnografias e análises de forrageadores nômades e outros grupos. Exemplos de efeitos neurobiológicos e psicológicos serão brevemente mencionados quando apropriado.”
Em toda a Amazônia, os mitos sustentam que, nos primeiros tempos, foram as onças, os papagaios, as antas e outros animais os primeiros a inventar arcos e flechas, fogueiras para cozinhar, edifícios cerimoniais, cerimônias religiosas e outras realizações culturais complexas. Depois, os humanos roubaram estas coisas aos animais, elevando-se acima de todas as outras criaturas – mas ao custo de perder a sua antiga capacidade de manter uma conversa fácil com o mundo animal.
Esta visão mítica das nossas origens é o inverso da narrativa darwiniana que a nossa própria cultura defende como ciência. Nesta palestra, Chris Knight apresentará uma tendência recente na antropologia social – conhecida como “perspectivismo” – e discutirá se é possível fazer convergir formas tão radicalmente diferentes de perceber as nossas origens e o nosso lugar na natureza.