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segunda-feira, 24 de março de 2025

Números, Medidas e intercâmbio na Pré-história

Numbers, Measures, and the Transfer of Goods in Prehistory

Della Casa, P. & Dzbyński, A. (eds.) (2024): Numbers, Measures, and the Transfer of Goods in Prehistory. Warsaw Studies in Archaeology, vol. 6. Brepols. Turnhout ISBN: 978-2-503-61068-9 DOI: 10.1484/M.WSA-EB.5.136746

Sinopse  
Números, pesos e medidas, e os sistemas que os sustentam, sempre foram uma parte fundamental da sociedade humana. Desenvolvidos de diferentes maneiras e em diferentes épocas, tais sistemas forneceram uma base para a ciência, tecnologia, economia e novas maneiras de se envolver e entender o mundo. 


Este volume visa explorar o contexto dos números e medidas em mais detalhes, reunindo especialistas de um crescente campo de pesquisa. As contribuições reunidas aqui oferecem novos e interdisciplinares aportes sobre como o desenvolvimento de ideias e sistemas matemáticos evoluiu, os primeiros sistemas metrológicos, a troca de bens e o seu impacto, a padronização de ferramentas de medição e o impacto de tais conceitos. 


Este volume é deliberadamente amplo, tanto geográfica quanto cronologicamente, a fim de comparar e contrastar mudanças ao longo do tempo e entre povos e, ao fazê-lo, lança nova luz sobre os desenvolvimentos sociais e científicos entre as sociedades pré-históricas e históricas iniciais.

INDEX

Foreword  p. 11

1. How to Open the Gift Box?. Archaeology 
and the Transfer of Goods p. 15
Christophe Darmangeat

2. Between East and West The Measurement of 
Linearity as the Forerunner of Weighing p. 25
Aleksander Dzbyński

3. Feasting and Burial Rites in Pre‑Hispanic 
Honduras Comparing Archaeological 
and Ethnographic Evidence p. 41
Franziska Fecher

4. Development and Functioning 
of Numeral Systems p. 57
Jadranka Gvozdanović

5. Some Further Thoughts on Commodity and 
Gift Exchange in Tribal Societies p. 67
Jürg Helbling

6. The Early Bronze Age Rib Ingot Hoard 
from Oberding (Upper Bavaria) p. 79
Sabrina Kutscher

7. Numbers and Measures in the Iberian Peninsula 
during the Iron Age Evidence from the 
Archaeological and Textual Records p. 93
Thibaud Poigt & Coline Ruiz Darasse

8. Highly Composite Numbers and the Early 
Use of Weights p. 107
Lorenz Rahmstorf

9. The Functions of Number in 
Early Greek Texts p. 115
Richard Seaford


+INFO sobre o livro em: Numbers, Measures & Transfer

quarta-feira, 17 de julho de 2024

100 anos após os Argonautas

One Hundred Years of Argonauts

Hann, C. & James, D. (2024): One Hundred Years of Argonauts: Malinowski, Ethnography and Economic Anthropology. Berghahn Books. Nova York & Oxford. ISBN: 978-1-80539-521-8
 
Sinopse  
Argonautas do Pacifico Ocidental de Malinowski foi uma grande contribuição para a teoria e o método antropológicos, ao mesmo tempo, em que estabeleceu o subcampo da antropologia económica. Mesmo um século após a sua publicação, o trabalho pioneiro de Malinowski continua crítico para a antropologia numa era pós-colonial. 


Este volume usa estudos etnográficos de todo o mundo para contextualizar o trabalho política e intelectualmente, examinando a sua gestação e influência de múltiplas perspetivas. 


Ele explora criticamente o significado de “economia” para Malinowski desde sua formação no Império Austro-Húngaro até o seu trabalho de campo pioneiro na Melanésia e a sua carreira subsequente em Londres.
       
INDEX


+INFO sobre o livro em:  One Hundred Years of Argonauts

sexta-feira, 12 de julho de 2024

O Comunismo Primitivo não é o que era

Primitive Communism Is Not What It Used to Be

Darmangeat, Ch. (2024):  Primitive Communism Is Not What It Used to Be. At the Origin of Male Domination. Historical Materialism Book Series Vol. 323. Brill.  ISBN: 978-90-04-53524-4 DOI: 10.1163/9789004535244

Sinopse   
Quando a dominação masculina foi estabelecida nas sociedades humanas e por que ela se consolidou? Como o passado mais remoto da humanidade informa a luta feminista de hoje?. 


Esta nova edição atualizada de "O Comunismo Primitivo já não é o que era"   –disponível pela primeira vez em tradução para o inglês– representa uma contribuição oportuna ao debate, com base no conhecimento acumulado de etnologia e arqueologia.


Ao mesmo tempo em que observa os muitos aspectos ultrapassados ​​do trabalho seminal de Morgan e Engels, esta vasta síntese, guiada por uma abordagem materialista rigorosa, renova a análise marxista sobre um tema que é ao mesmo tempo remoto e urgentemente atual.
   

INDEX

Introduction pp. 1–10

Chapter 1. Raiders of the Lost Matriarch pp. 11–31

Chapter 2. The Impossible Quest for Matriarchy 
pp. 32–71

Chapter 3. Twenty-Four Millennia in the Life of Women 
pp. 72–132

Chapter 4. The Place of Economy pp. 133–154

Chapter 5. Spears and Digging Sticks: 
The Sexual Division of Labor pp. 155–193

Chapter 6. Evolutions, Powers and Counter-Powers 
pp. 194–235

Chapter 7. Testimonies from the past pp. 236–268

Chapter 8. Conclusion pp. 269–274

Appendix 1 Periodising Prehistory pp. 275–284

Appendix 2 Atlas of mentioned people pp. 285–291

References
  

+INFO sobre o livro em: Primitive Communism

terça-feira, 25 de julho de 2023

Antropologia Política e Economica

Introduction to economic and political anthropology


Deixamos aqui um conjunto de leturas proferidas pelo antropologo Alan Macfarlane quatro palestras sobre antropologia econômica e quatro sobre antropologia política, nas quais se explicam os conceitos básicos e abordagens, ministradas para alunos do primeiro ano em Arqueologia e Antropologia e Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Cambridge em 2006

   

Lecture 1 - The production of wealth


Lecture 2 -  The distribution of wealth


Lecture 3 - The exchange of wealth


Lecture 4 - Consumption, technology and final overview


Lecture 5 - Theory in political anthropology  and the state 


Lecture 6 - Nations, feud and war 


Lecture 7 - Law and conflict resolution


Lecture 8 - Enemies and friends of the state 



terça-feira, 20 de junho de 2023

Evolutionary Human Sciences Nº 5 - 2023


Evolutionary Human Sciences

 Nº 5 - 2023


INDEX

Things fall apart
Ruth Mace

Dogs functionally respond to and use emotional information 
from human expressions
Natalia Albuquerque, Briseida Resende

Fitness consequences of cousin marriage: a life-history 
assessment in two populations
Arianna Dalzero, Cody T. Ross, Dieter Lukas

Market integration, income inequality, and kinship system 
among the Mosuo of China
Siobhán M. Mattison, Neil MacLaren, Chun-Yi Sum, Peter M. Mattison, Ruizhe Liu, Mary K. Shenk, Tami Blumenfield, Mingjie Su, Hui Li, Katherine Wander

The impact of market integration on arranged marriages 
in Matlab, Bangladesh
S.B. Schaffnit, A. E. Page, R. Lynch, L. Spake, R. Sear, 
R. Sosis, J. Shaver, N. Alam, M.C. Towner, M. K. Shenk

Testing evolutionary conflict theories for sexual and physical 
intimate partner violence in Sub-Saharan Africa
Janet A. Howard, Mhairi A. Gibson

Socioeconomic benefits and limited parent–offspring disagreement 
in arranged marriages in Nepal
Elizabeth Agey, Savannah Crippen, Alyx Wells, Parash Upreti

Social divisions and risk perception drive divergent epidemics 
and large later waves
Mallory J. Harris, Kimberly J. Cardenas, Erin A. Mordecai

Agta hunter–gatherer oral microbiomes are shaped by contact network structure
Federico Musciotto, Begoña Dobon, Michael Greenacre, Alex Mira, Nikhil Chaudhary, Gul Deniz Salali, Pascale Gerbault, Rodolph Schlaepfer, Leonora H. Astete, Marilyn Ngales, Jesus Gomez-Gardenes, Vito Latora, Federico Battiston, Jaume Bertranpetit, Lucio Vinicius, 
Andrea Bamberg Migliano

Statistical signals of copying are robust to time- and space-averaging
Mason Youngblood, Helena Miton, Olivier Morin

Norm violations and punishments across human societies
Zachary H. Garfield, Erik J. Ringen, William Buckner, 
Dithapelo Medupe, Richard W. Wrangham, Luke Glowacki

Gendered conflict in the human family
David W. Lawson, Sarah Alami, Oluwaseyi Dolapo Somefun

The making of the oral microbiome in Agta hunter–gatherers
Begoña Dobon, Federico Musciotto, Alex Mira, Michael Greenacre, Rodolph Schlaepfer, Gabriela Aguileta, Leonora H. Astete, Marilyn Ngales, Vito Latora, Federico Battiston, Lucio Vinicius, Andrea B. Migliano, Jaume Bertranpetit

The cultural evolution of teaching
Eva Brandl, Ruth Mace, Cecilia Heyes

Why did doctrinal religions first appear in the Northern 
Subtropical Zone?
R.I.M. Dunbar

The shape of lipsmacking: socio-emotional regulation in bearded capuchin monkeys (Sapajus libidinosus)
Natalia Albuquerque, Carine Savalli, Marina Belli, 
Ana Clara Varella, Beatriz Felício, Juliana França, Patrícia Izar

Status-impact assessment: is accuracy linked with status motivations?
Patrick K. Durkee, Aaron W. Lukaszewski, David M. Buss

Gods are watching and so what? Moralistic supernatural 
punishment across 15 cultures
Theiss Bendixen, Aaron D. Lightner, Coren Apicella, Quentin Atkinson, Alexander Bolyanatz, Emma Cohen, Carla Handley, Joseph Henrich, Eva Kundtová Klocová, Carolyn Lesorogol, Sarah Mathew, Rita A. McNamara, Cristina Moya, Ara Norenzayan, Caitlyn Placek, Montserrat Soler, Tom Vardy, Jonathan Weigel, Aiyana K. Willard, Dimitris Xygalatas, Martin Lang, Benjamin Grant Purzycki

Quantifying the scientific revolution
Benoît de Courson, Valentin Thouzeau, Nicolas Baumard

The form of uncertainty affects selection for social learning
Matthew A. Turner, Cristina Moya, Paul E. Smaldino, 
James Holland Jones


+INFO sobre a revista em: Evolutionary Human Sciences Nº 5

domingo, 18 de junho de 2023

Uma História do Trabalho

TRABALHO


Suzman, J. (2021): Trabalho: Uma História de Como Utilizamos o Nosso Tempo.Edições Desassossego. Oeiras  ISBN: 9789899033313


Sinopse
O trabalho define quem somos. Determina a nossa condição social; como, onde e com quem passamos a maior parte do tempo; influencia a nossa autoestima e até os nossos valores. 



Mas será que estamos programados para trabalhar tanto?. Qual a razão para, numa época de abundância, trabalharmos mais do que nunca?. E como seria um mundo em que o trabalho desempenhasse um papel menos importante?


Para responder a estas questões,  Suzman traça a grande história do “trabalho” desde as origens da vida até ao presente, desafiando algumas das crenças mais profundas acerca de quem somos. Recorrendo à antropologia, arqueologia, biologia evolutiva, zoologia, física e economia, demonstra que, durante a maioria da história da Humanidade, os nossos antepassados trabalhavam menos e encaravam o trabalho de forma muito diferente. 



O nosso sentido do que é ser humano foi transformado pela transição da busca de alimentos para a produção alimentar e, mais tarde, pela migração para as cidades. Desde então, as nossas relações uns com os outros e com o meio ambiente, e até o nosso sentido da passagem do tempo, nunca mais foram os mesmos. 



Defendendo que estamos a meio de um período transformativo na História, Suzman demonstra como a automação poderá revolucionar a nossa relação com o trabalho e, ao fazê-lo, conduzir a um futuro mais equitativo e sustentável, para o mundo e para nós próprios.



INDEX

Introdução: 
O Problema Econômico

1. Na Origem 

Viver é Trabalhar

Mãos ociosas e bicos ocupados

Ferramentas e Habilidades

Os outros dons do fogo

2. O Ambiente Providente

'A Sociedade Afluente Original'

Fantasmas na floresta

3. O Trabalho nos Campos

Saltando da borda

Festas e fomes

tempo é dinheiro

As primeiras máquinas

4. Criaturas da Cidade~

As Luzes Brilhantes

A doença da aspiração infinita

Talento superior

A morte de um assalariado

A Nova Doença

Conclusão

notas

Agradecimentos



+INFO sobre o livro em: Trabalho

sexta-feira, 10 de março de 2023

Volvendo sobre o Dom e Mauss

RETOUR SUR LE DON 

      
Beaucage, P. (1995): Retour sur le Don. monográfico de Anthropologie et Sociétés Vol 19 Nº 1-2  

  

Sinopse: 
Podemos dizer que a noção de troca, ao lado das de estrutura e função, fundou toda a antropologia social do século XX. Para se convencer disso, basta folhear as obras que marcaram época: a monografia de Malinowski sobre as cerimônias do Kula, o estudo comparativo de Lévi-Strauss sobre os sistemas de parentesco ou o de Leach sobre a organização política do terras altas da Birmânia. A noção de troca abrange bens, pessoas e símbolos; está associado ao equilíbrio nas relações sociais, à reciprocidade: os humanos em sociedade normalmente trocam, caso contrário, é conflito, guerra.


Em última termo, para a antropologia social, a troca, em suas diversas formas e com suas diversas conotações (mercados, transferências, dádivas recíprocas), é a própria sociedade.As discussões atuais lembram o longo debate que opôs, na década de 1960 a formalistas e substantivistas. O formalismo, cujo postulado básico é a universalidade de economizar, pode de fato ser visto como uma variante do utilitarismo: os humanos trocam, conforme agem, de acordo com seus interesses materiais. Os substantivistas opunham-lhe uma concepção de troca bem mausseana: nas sociedades primitivas e arcaicas, ela era, segundo eles, regida por normas de reciprocidade e redistribuição. 

objetos que circulavam no comercio Kula das Ilhas Trobriand

Para os pesquisadores, ambos têm em comum o descaso com uma dimensão essencial: o dom, a gratuidade, presente também nas sociedades tradicionais e nas nossas sociedades modernas. E tudo para voltar ao Ensaio sobre o dom, de Mauss, que parece não ter envelhecido. As ondas que ele levanta ainda vão além do domínio bastante restrito da antropologia econômica para questionar de forma mais geral a teoria social: o parentesco, a política, os movimentos sociais. 


De este jeito, pode ser interessante tentar responder a uma dupla pergunta: por que raramente vamos além de Mauss na reflexão sobre a troca - dádiva, ou o que dá no mesmo, por que a primeira síntese sobre esse tema o fez aparecem tão tarde na etnologia?. Um olhar para além de Mauss-Malinowski revela que a troca esteve longe de ocupar um lugar importante na antropologia durante o primeiro século de sua existência: ela só o adquiriu quando o funcionalismo substituiu definitivamente o evolucionismo, mudança que correspondeu a uma profunda mutação no pensamento ocidental.


INDEX

   
Présentation. Échange et société : avant et après Mauss PDF
Pierre Beaucage

Le don : espace imaginaire normatif et secret des acteurs PDF
André Petitat

Les « bonnes raisons » de donner PDF
Jacques T. Godbout

Marcel Mauss, l'ethnologie et la politique: le don  PDF
Marcel Fournier

Le don en Mélanésie et chez nous. Les contradictions 
irréductibles  PDF
Eric Schwimmer

Donner et prendre : Garifunas et Yanomamis  PDF
Pierre Beaucage

Don et échange dans le travail et la fête. Mauss 
en Andalousie  PDF
Pablo Palenzuela et Cristina Cruces

Le don de la mère  PDF
Marie-Blanche Tahon

La part du don dans l'adoption  PDF
Françoise-Romaine Ouellette

Le bénévolat à travers la littérature. Un objet d'étude à 
redéfinir (note de recherche)  PDF
Isabelle Cellier