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segunda-feira, 3 de março de 2025

Sociedades matrilineais

Matrilineare Gesellschaften

Andrej, I. (1998): Matrilineare Gesellschaften. Eine Untersuchung aus ethnologischer und historischer Sicht. Tese de Master apressentada na Universidade de Viena. Viena.

Sinopse 
Durante a evolução biológica dos hominídeos, a família torna-se cada vez mais importante. Começando com o Homo sapiens sapiens, há cerca de 120.000 anos, como uma sociedade segmentada do tipo igualitário, a sobrevivência dos humanos em pequenos grupos é garantida pela caça de animais selvagens e pela coleta de todos os tipos de alimentos, dependendo das condições ambientais regionais. 


A pressão populacional, a segmentação, a migração e os conflitos militares regulares levaram a diferenciações na organização social. Ainda que nunca houve um matriarcado, mas apenas a preferência residencial matrilocal após o casamento e uma regra de descendência matrilinear: o status mais elevado das mulheres é reconhecível pela matrilocalidade/uxorilocalidade combinada com matrilinearidade, em comparação à patrilocalidade/virilocidade combinada com patrilinearidade. 


A teoria de Divale (1975) de que a mudança social pode ocorrer por meio de um ciclo de longo prazo ao longo devido aos movimentos migratórios: a patrilocalidade/patrilinearidade combinada com a guerra interna leva a um desequilíbrio por meio de movimentos migratórios de grupos populacionais maiores e da conquista de novas áreas de assentamento, o que torna as mudanças necessárias. 


A guerra interna é substituída pela guerra externa contra inimigos distantes –a ausência temporal/distante de homens/guerreiros– leva à preferência pela matrilocalidade/-linearidade como a “estratégia de sobrevivência” mais segura dos grupos de parentesco. Isso cria um novo equilíbrio na sociedade. 


Como a organização social nunca fica parada, as mudanças sempre ocorrem:começando com a residência conjugal preferida de volta à patrilocalidade/virilocidade e então continuando até que o sistema de parentesco existente matrilinearidade/ambilinearidade desapareça e a mudança para o ponto inicial seja alcançada, combinada com guerra interna e patrilocalidade/patrilinearidade. 


Os movimentos migratórios desempenham um papel importante na história humana até hoje e formam a base para mudanças nos sistemas sociais. Andrej exemplifica esta hipótese através de um estudo caso de varios exemplos etnográficos, estudando junto a papel da guerra o do comércio a longa distância na aparição de sistema matrilineares.

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Descarregar em: Matrilineare Gesellschaften

sábado, 10 de agosto de 2024

Economia Doméstica no Bronze Egeu

Household Economics in the Early Bronze Age Aegean

Cveček, S. (2022): Çukuriçi Höyük 4. Household Economics in the Early Bronze Age Aegean. Oriental and European Archaeology (OREA) Vol. 25. ÖAW. Viena. ISBN: 978-3-7001-8733-2
  
Sinopse  
O livro é um relato interdisciplinar das famílias e da organização sócio-política na pré-história do Egeu. A autora Sabina Cveček é antropóloga social e cultural e trabalha numa equipa de arqueólogos pré-históricos. 



Utilizando métodos da antropologia histórica, são abordados temas-chave sobre os agregados familiares e a organização sócio-política do Egeu e das regiões vizinhas no início da Idade do Bronze. 






Da “perspetiva de habitação” de pessoas de dois assentamentos pré-históricos de Tell, nomeadamente Çukuriçi Höyük na Anatólia Ocidental (Turquia) e Platia Magoula Zarkou na Tessália (Grécia), as relações contraditórias entre meta-narrativas e contextos arqueológicos locais são delineadas e complementadas por dados históricos., relatos etnográficos. 


Esta abordagem interdisciplinar única visa encorajar o reconhecimento do valor dos materiais arqueológicos no estudo de comunidades imaginadas não estatais e incluí-los ao lado de fontes históricas, etnográficas e outras fontes escritas. Este livro irá, portanto, agradar não apenas aos especialistas em pré-história do Egeu e aos antropólogos históricos, mas também aos cientistas sociais e aos estudiosos das humanidades.

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Descarregar o livro em: Çukuriçi Höyük 4

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Um não-tão patrilocal Neolítico

The Not Very Patrilocal European Neolithic 

Ensor, B. E. (2021): The Not Very Patrilocal European Neolithic. Strontium, aDNA, and Archaeological Kinship Analyses. Archaeopress. Oxford.  ISBN: 9781789699807
  
Sinopse  
Duas décadas de pesquisa de isótopos de estrôncio em tumbas neolíticas europeias -reforçadas por estudos de DNA antigo de ultima geração- levaram a interpretação generalizada de que eram sociedades patrilocais, implicando uma mobilidade residencial significativa das mulheres. 


O Não Muito Patrilocal Neolítico Europeu questiona essa narrativa desde uma perspetiva antropológica sobre o parentesco. Ele introduz modelos para inferir a residência e descendência com dados isotópicos e genéticos e fornece descrições aprofundadas da análise do parentesco através da arqueologia. 


As apartações da antropologia social para a reavaliação dos dados,  oferecem uma alternativa sob a dinâmica social das sociedades neolíticas europeias que emerge como uma nova guia para pré-historiadores que trabalham com materiais biológicos e arqueológicos.
   

INDEX

Introduction

Corporate Kin Groups, Marriage, Residence, 
and Postmortem Location

Neolithic European Kinship: Dental Strontium Isotope Ratios

Neolithic European Kinship: aDNA

‘Supporting Evidence’

Archaeological Kinship Analysis

Neolithic European Kinship: Archaeology

The Very Bilocal, Bilateral European Neolithic

Glossary

References Index


+INFO sobre o livro em: The Not Very Patrilocal Neolithic

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Uma Arqueologia do Parentesco

Kinship, Sex, and Biological Relatedness

Meller, Harald et al. (eds.) (2023): Kinship, Sex, and Biological Relatedness: The contribution of archaeogenetics to the understanding of social and biological relations. Tagungen des Landesmuseums für Vorgeschichte Halle Vol. 26. Propylaeum, Heidelberg ISBN: 978-3-96929-259-4 DOI: 10.11588/propylaeum.1280


Sinopse  
As relações interpessoais sempre foram a base da convivência social. O parentesco –seja biológico ou social– em este sentido tem um significado muito especial. Na arqueologia, estas conexões imateriais só raramente foram comprovadas sem oferecer qualquer dúvida. 


Porém, nos últimos anos, a arqueogenética desenvolveu métodos e procedimentos que, com uma boa preservação do DNA, permitem determinar o grau de proximidade genética entre duas pessoas que viveram no passado. Os artigos aqui coletados expoem os conhecimentos sobre a tematica do parentesco fornecidos pela da antropologia, a arqueologia, genética, bem como das ciências históricas e sociais. 


Partindo de jazigos novos e outros já conhecidos anterioromente, ilustram por um lado as conclusões que as descobertas científicas atuais permitem tirar mas pelo outro mostram também os limites que estas tecnicas apressentam para a interpretação das sociedades (pré-)históricas.

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Descarregar o livro em: Kinship, Sex, and Relatedness