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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

A Igualdade fez-nos Humanos - Palestra

Egalitarianism made us humans: why Graeber and Wengrow get it wrong

Quando: 9 de Janeiro
Onde: Londres e On-line


Dentro do ciclo de primaveira do Radical Anthropology Group a próxima terça-feira, dia 9 de janeiro, as 18:30 horas decorrera uma palestra titulada: "O igualitarismo nos tornou humanos: por que Graeber e Wengrow erram" a cargo Camilla Power professora de antropologia no University College London. 


“O mundo dos caçadores-coletores... foi um dos experimentos sociais ousados" dizem Graeber e Wengrow, "...um desfile de carnaval de formas políticas". Mas será que as experiências sociais mais ousadas dos nossos antepassados ​​–linguagem e cultura simbólica– restringiram estas possibilidades?.




Aspetos da nossa anatomia, psicologia e cognição que eram pré-adaptações necessárias à linguagem, perspetiva cooperativa, intersubjetividade, cérebros grandes, criaram um efeito de cascata de acumulação cultural que precisou de contextos sociopolíticos estáveis ​​baseados num significativo igualitarismo social para poder evoluir entre os nossos antepassados ​​do Pleistoceno Médio. 


Isto implica estratégias políticas para minimizar e anular periodicamente as relações de dominação, através de dinâmicas de contradomínio do individualismo quotidiano e com demonstrações ocasionais de dominação inversa coletiva. 


O aspeto mais revelador de isto seria, que devido aos custos muito elevados para as mães de fornecer nutrição de alta qualidade e cuidados de saúde fiáveis ​​para uns bebés com cérebros muito grandes, se impus uma resistência a dominação sexual, estabelecendo de facto um igualitarismo de género entre os primeiros humanos. 


As populações do Pleistoceno Médio com tendências mais hierárquicas tinham, segundo isto, menos probabilidade de se tornarem ancestrais do Homo sapiens atual, falantes de línguas complexas e com cérebros maiores.

A palestra pode seguir-se em direto ou bem on-line via Zoom. Número da reunião 384 186 2174 senha da reunião: Wawilak


terça-feira, 21 de novembro de 2023

A Opressão das Mulheres

L’oppression de s femmes


Darmangeat, Ch. (2023): L’oppression de s femmes, hier et a ujourd’hui: pour en finir demain!. Une pe rspective marxiste. Edição do autor.

Sinopse  
Se à primeira vista este tema pode parecendo distante dos problemas atuais e reservado a um pequeno círculo de especialistas, o seu interesse vai muito além do prazer do conhecimento pelo conhecimento. 


A opressão das mulheres continua a representar uma das características marcantes do nosso tempo –mesmo que muitas sociedades do passado não tenham nada a invejar deste ponto de vista. No entanto, para todos aqueles que querem trabalhar para que esta opressão desapareça, é fundamental compreender as suas raízes e os seus mecanismos, porque só compreendendo um fenómeno é que podemos combatê-lo eficazmente. 


Esta já era a convicção daqueles que fundaram o movimento socialista, numa época em que esta palavra ainda significava a derrubada completa do capitalismo e o estabelecimento de uma sociedade igualitária. Um século e meio depois, aqueles que não desistiram de transformar o mundo não têm motivos para se afastar desta atitude saudável


Para muitos activistas que, no século XIX, afirmavam ser parte do projeto socialista, a questão feminina era extremamente importância. Para Karl Marx e Friedrich Engels, as mulheres de as classes populares tinham um interesse particular na derrubada do capitalismo, nomeadamente pôr fim à dupla opressão das quais foram vítimas, tanto como mulheres como como como proletários. Sobre esta questão, eles tiveram que entrar em conflito, às vezes duramente, a algumas outras correntes socialistas; assim, o Proudhon, que acreditava que o lugar da mulher era em casa e que dos crimes do capitalismo foi destruir a família tradicional


Este ensaio foi escrito a pedido da associação Table Rase, no âmbito do de uma conferência-debate organizada em 16 de dezembro de 2010. Algumas modificações e atualizações foram feitas desde então, a última em julho de 2023. Retoma os principais argumentos do livro Le communisme primititif n’est plus ce qu’il était – aux origines de l’oppression des femmes, Smolny, 2009 (3ª ediçãorevissada em 2022)


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+INFO no site do autor: La Hutte des Classes