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quinta-feira, 26 de março de 2026

Paisagens Sagradas em Cena - Livro

Los paisajes sagrados a escena

Cruz Sánchez, P.J., Beatriz Sánchez Valdelvira, B., Torres, J., Santana, O. (coords) (2021): Los paisajes sagrados a escena. Visiones plurales. Junta de Castilla y León e Museo Etnográfico de Castilla y León.  ISBN: 978-84-09-31089-0

Sinopse   
Entre 17 e 20 de outubro de 2018, o Museu Etnográfico de Castela e Leão, em Zamora, reuniu cerca de trinta especialistas para abordar, numa perspetiva decididamente multidisciplinar, alguns dos aspetos que definem aquilo a que se convencionou chamar paisagens culturais sagradas. O Primeiro Congresso Internacional sobre Paisagens Culturais Sagradas: Antropologia, Espaços, Práticas e Arquiteturas.


O estudo deste tipo de lugar sagrado é simplesmente uma forma de compreender o território através de uma lente mítica, através da procura e definição desses marcadores de sacralidade, da forma como estão dispostos e interagem no espaço, e das formas como evoluem e se nos revelam hoje.


É uma tarefa complexa que requer determinadas ferramentas conceptuais que direcionam a nossa atenção para a génese do mito e da prática como fio condutor de uma narrativa que se materializa num lugar carregado de significado para os seus habitantes, que o mantêm ou sancionam, ou através de uma série de rituais e práticas específicas, muitas vezes de natureza quotidiana, mas também extraordinária.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

A Paisagem Sagrada de Khythera - Palestra

The Sacred Landscape of Kythera and the Peak Sanctuary at Leska

Quando: 12 Decembro
Onde: on-line

Resumo da palestra
Os santuários de pico foram desenvolvidos na ilha de Creta durante o período MB-LB I (c. 2000-1500 a.C.). Seu uso se espalhou para outras ilhas do Egeu, incluindo Citera, onde uma paisagem sagrada única foi desenvolvida. Nesta apresentação, o caráter dos vários locais de culto em Citera será discutido e analisado. Os locais, suas localizações, as oferendas e a forma dos rituais que estavam ocorrendo lá serão considerados por si só e em relação a todas as evidências disponíveis. 


O santuário de pico em Leska foi uma das mais novas adições nesta discussão que permitiu uma análise mais ampla das atividades de culto em Citera. Neste contexto, será demonstrado que Citera desenvolveu uma paisagem sagrada complexa que incluía vários locais de culto onde diferentes rituais e crenças eram expressos. Todos esses elementos forneceram uma identidade religiosa única para esta ilha durante o período MB III-LB I, que atuou como uma ponte cultural entre Creta e o sul da Grécia continental, transferindo novas ideias e práticas.

A participação no webinar é gratuita, mas você deve se registar antecipadamente através deste link: https://events.teams.microsoft.com/event/30d09083-81ea-4cd1-8030-aff6a3de4947@67bda7ee-fd80-41ef-ac91-358418290a1e    

O evento também será transmitido ao vivo via https://manimedia.gr/ 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Arqueologia, Religião e Folklore no Báltico

Archaeology, Religion 
& Folklore in the Baltic
 Sea Region

Archaeologia Baltica 
Nº 15 - 2011
  

INDEX

Preface pp. 7–13
Vykintas Vaitkevičius   Daiva Vaitkevičienė  
  
From Fell Tops to Standing Stones: Sacred 
Landscapes in Northern Finland pp. 16–21
Tiina Äikäs    

Hiis-sites in Northern Estonia: Distincitve 
Hills and Plain Fields pp. 22–30
Tõnno Jonuks    

The Mythical Flight Paths of Lake Sauka 
pp. 31–34
Jānis Urtāns    

Mythical Creatures, the Making of Wearing 
Apparel, and the Landscape pp. 35–44
Jānis Cepītis, Lilija Jakubenoka   

Ancient Sacred Places in Lithuania: Crossroads of 
Geography, Archaeology and Folklore pp. 45–55
Vykintas Vaitkevičius    

Stones-Goddesses in Granaries pp. 56–60
Nijolė Laurinkienė    

The Sacred Lakes of the Dvina Region 
(northwest Belarus) pp. 61–68
Uladzimer Lobach    

The Ditty of Sovijus (1261). The Nine Spleens of the 
Marvellous Boar: An Indo-European Approach 
to a Lithuanian Myth pp. 72–77
Philippe Walter    

Circum-Baltic Mythology? The Strange Case of the 
Theft of the Thunder-Instrument (ATu 1148b) pp. 78–98
Frog  

Libation in Baltic Religious Practices 
pp. 105–119
Daiva Vaitkevičienė    

Healer, Welfare and ‘Limited Good’ in Orthodox Finnish 
Border Karelia in the Late 19th Century and 
Early 20th Century pp. 120–127
Teuvo Laitila    

Reflections of Belief Systems in Karelian and Lithuanian 
Laments: Shared Systems of Traditional Referentiality? 
pp. 128–143
Eila Stepanova    

The Latvian Mythological Space in Scholarly Time 
pp. 144–157
Toms Ķencis    

Natural Holy Places. Values and Protection. Õpetatud 
Eesti Seltsi Toimetised XXXVI. Edited by 
H. Valk. Tartu, 2007 pp. 158–160
Tõnno Jonuks  
  
Plates (I – VIII) p. 161


Ir ao número da revista: Archaeologia Baltica Nº 15 - 2011

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Paisagem, Religião e o Sobrenatural - Livro

Landscape, Religion, and 
the Supernatural

Egeler, M. (2024): Landscape, Religion, and the Supernatural: Nordic Perspectives on Landscape Theory.  Oxford University Press. Oxford.   ISBN: 9780197747391  DOI: 10.1093/oso/9780197747360.001.0001

Sinopse  
O livro apresenta uma soma de teorizações atuais e clássicas sobre religião e o sobrenatural em relação à terra e desenvolve essa teorização ainda mais ao confrontá-la com um rico conjunto de dados folclóricos e históricos. 


Com foco nos temas de "tempo e memória", "padrões repetitivos", "formação de identidade", "moralidade", "trabalho", "brincadeira e aventura", "poder e subversão", "som", "emoções", "lidar com a contingência", "lar e desabrigo" e "natureza e meio ambiente", o livro se envolve com uma ampla gama de conceitos teóricos e abordagens do campo interdisciplinar da teoria da paisagem e do estudo das religiões. 


Ele traz essa teorização para o diálogo com a rica cultura de narrativas locais e crenças tradicionais relacionadas à paisagem do distrito de Strandir, nos fiordes ocidentais islandeses. Nesta região rural, tradições relacionadas à paisagem foram coletadas desde o início do século XIX e continuam sendo importantes até hoje. 


Confrontar essa rica herança com as aportações da teoria da paisagem, tanto dentro quanto além do estudo das religiões, permite novas contribuições importantes para a teorização da paisagem e da religião, especialmente quando se trata de considerar as perspetivas sobre a paisagem mantidas por populações rurais em vez das classes altas urbanas que têm estado no foco da pesquisa até o momento. 


O exemplo dos Westfjords islandeses mostra a extrema riqueza de abordagens religiosas e sobrenaturais à paisagem que podem ser desenvolvidas em comunidades rurais, e como elas são significativamente e caracteristicamente diferentes das perspectivas urbanas da literatura e das artes.

INDEX

Prelude 
  
1. Introduction and Exposition 
   
2. Twelve Movements: Aspects of the 
Engagement with the Supernatural Landscape 
   
3. Coda 
   
4. Encore 
    
Bibliography 
   

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domingo, 25 de fevereiro de 2024

STUDIA HERCYNIA Nº 27/1 - 2023

STUDIA HERCYNIA  Nº 27/1 - 2023 

   

INDEX

Introduction  pp. 7-9
Gunvor Lindström

The Sacred Landscape of Central Asia in the Achaemenid 
Period pp. 13-53
Xin Wu
The votive plaques in the Oxus and Mir Zakah treasures: 
what they tell about the cults pp. 54-64
Frantz Grenet
Alexander the Undertaker: Persians, Bactrians, and ataphoi 
pp. 65-87
Marc Mendoza
A Kingship Ritual in Baktria. Antiochos III and the 
Reorganization of Seleukid Central Asia pp. 88-97
Rolf Strootman
The sanctuary of the Temple à redans in Ai Khanum 
(Hellenistic Bactria): cults and ritual practices p. 98-123
Lauriane Martinez-Sève
Western, Eastern, both, or neither? Translocalism as alternative approach to syncretism and hybridity in Hellenistic Bactria 
pp. 124-150
Milinda Hoo
Hoards from Hellenistic to Kushan Central Asia: 
Towards Some Interpretations pp. 151-177
Lauren Morris
Development of Greek Religious Iconography in Early Kushan 
Coinage: Adaptation, Integration and Transformation pp. 178-188
Razieh Taasob

Bardaisan’s Account of Indian Religious Practices and the 
Identification of the Described Phenomena on the Basis of 
Textual and Archaeological Sources pp. 189-200
Olga Kubica
Report
  
Kurgans of the Eastern Kugitang piedmonts. Preliminary report on 
an archaeological surface survey in the 2022 season  pp. 203-249
Jakub Havlík.  Vendula Dědková, Kahramon Toshaliyev



Ir ao número da revista: Studia Hercynia Nº 27/1 - 2023

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Uisnech ou o Centro de Irlanda - Livro

Uisneach or the Center 
of Ireland

  
Armao, F. (2023): Uisneach or the Center of Ireland. Studies for the International Society for Cultural History. Routledge, Londres    ISBN: 978-0-367-69769-3
  

Sinopse 
A colina de Uisneach fica quase exatamente no centro geográfico da Irlanda. E pelo menos uma fração da antiga população irlandesa estava ciente desse fato. Não há dúvida de que o lugar de Uisneach na mitologia irlandesa, e mais amplamente no mundo celta, foi de extrema importância: Uisneach foi - e provavelmente ainda é - efinida como uma colina sagrada no centro da Irlanda, possivelmente foi também a colina sagrada do centro da Irlanda.


Uisneach ou Centro da Irlanda explora os documentos medievais relacionados com a colina e compara-os com dados arqueológicos e com o folclore irlandês moderno. No início do século 21, um Festival do Fogo começou a ser realizado em Uisneach em conexão com o festival de Bealtaine, no início de maio, provavelmente na tentativa de ecoar tradições mais antigas: a celebração contou com a presença de Michael D. Higgins, o atual presidente da Irlanda, que acendeu o fogo de Uisneach em 6 de maio de 2017.


Este livro argumenta que o significado simbólico da colina ecoou a evolução da sociedade irlandesa ao longo do tempo, seja em termos políticos, espirituais e religiosos ou, talvez mais precisamente, em termos de identidade irlandêsa. A obra é relevante para acadêmicos e estudantes avançados nas áreas de história cultural, história irlandesa e estudos culturais.

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+INFO sobre o livro em: Uisneach Centre Ireland

terça-feira, 4 de julho de 2023

Paisagens Sagradas na Antiguidade - Livro

Sacred Landscapes in Antiquity


Haussler, R.. & Chiai, G.F. (2020): Sacred Landscapes in Antiquity: Creation, Manipulation, Transformation. Oxbow Books. Oxford.   ISBN: 978-1-78925-327-6


Sinopse 
De geração em geração, as pessoas experimentam suas paisagens de maneira diferente. Os seres humanos dependem de seu ambiente natural: ele molda seu comportamento, embora muitas vezes se sinta que as divindades responsáveis ​​​​por benefícios naturais e calamidades naturais (como secas, fome, inundações e deslizamentos de terra) precisam ser apaziguadas. 


Presumimos que, em muitas sociedades, lagos, rios, rochas, montanhas, cavernas e bosques eram considerados sagrados. Locais individuais e paisagens inteiras são frequentemente associados a ações divinas, heróis míticos e mitos etiológicos. Ao longo da história da humanidade, as pessoas também sentiram a necessidade de monumentalizar sua paisagem sagrada. Mas é aqui que as semelhanças terminam, pois sociedades diferentes tinham entendimentos, crenças e práticas muito diferentes.


O objetivo desta nova avaliação temática é examinar cuidadosamente nossas evidências e repensar nossas metodologias em uma abordagem multidisciplinar. Mais de 30 artigos investigam diversas paisagens sagradas da Península Ibérica e da Grã-Bretanha no oeste até a China no leste. Eles discutem como interpretar a intrincada teia de cifras e símbolos na paisagem e como as pessoas podem ter experimentado isso. Vemos o papel da performance, do ritual, da oralidade, da textualidade e da memória nas paisagens sagradas das pessoas. 




Uma visão diacrônica permite estudar como as paisagens foram “reescritas”, adaptadas e redefinidas ao longo do tempo para se adequar a novos entendimentos culturais, políticos e religiosos, sem falar no impacto do urbanismo na compreensão das pessoas. Uma questão chave é como a paisagem foi manipulada, transformada e monumentalizada – especialmente os colossais investimentos em arquitetura monumental que vemos em certos contextos sócio-históricos ou a criação de uma paisagem alternativa feita pelo homem, aparentemente 'não natural', com perfeitamente astronômicas edifícios alinhados que definem uma ordem cosmológica? 




Paisagens Sagradas visa, portanto, analisar as ligações complexas entre paisagem, 'religiosidade' e sociedade, desenvolvendo uma estrutura dialética que explora paisagens sagradas em todo o mundo antigo em uma perspectiva dinâmica, holística, contextual e histórica.


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+INFO sobre o livro em: Sacred Landscapes in Antiquity

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Lá acima naquela Serra ... O São João

Quando há uns mês estivem em Trás-os-Montes em Pitões das Júnias pelas Jornadas Galego-Portuguesas de este ano pude conhecer algo sobre esta ermida que se ergue aqui em este picoto no alto entre as rochas da Serra do Gerês. 

Gosto muito de Pitões e do que lã vejo refletido de nós no espelho português, da própria minha Galiza minha. Todas aquelas coisas que a este lado da raia se viram marginada ou agredidas e lá estão vitais: a permanência ainda do sistema comunal, dos baldios, as instituições de micro-goberno por baixo do concelho: da freguesia a assembleia de lugar, tão próprias da Galiza como de Portugal, mas que aqui de este lado da raia sem o referendo institucional terminaram esmorecendo. Sem idealizar, o certo é que há muito de nós lá, de uma Galiza que foi, assim como de de uma que pudendo ser nunca foi. 

Casa da Junta de Freguesia de Pitões

Mas não vou perder-me em divagações agora, esta imagem caro leitor que tens acima é do São João da Fraga. A esta ermida no alto da serra sobem ainda os moços não casados de Pitões justo hoje na véspera do São João para depois cortar na fraga mais abaixo o "Carvalho de São João" , que logo levam coletivamente entre todos eles ao povo para o plantar ainda com as verdes folhas coroando seu toro num lugar determinado para a festa que se sucedera logo à noite. 

árvore ou pau de maio repressentado em uma pintura de Francisco de Goya intitulada "La Cucaña"

Qualquer que saiba um pouco de antropologia e etnografia europeia, de seguida reconhecera os elementos nodais de este rito: 

a) O santuário em lugar liminar,  alongado e de acesso difícil com respeito ao nucleo da comunidade.

b) A participação no rito circunscrita aos moços em período liminar entre menino e homem adulto, cumplindo assim a função de rito de passagem 

c) O corte e colocação da árvore que entronca com esse tipo de ritos que tão bem estudara Julio Caro Baroja, como formando parte de um mesmo ciclo anual, o chamado "ciclo de maio" que, apesar do nome, cobre, em realidade, desde meados ou finais de abril ate o já o solstício com o São João e pouco depois o São Pedro, também associado a ritos ígneos

 c) E por último o conhecido ritual do lume propriamente dito, a fogueira do São João a que a árvore (o carvalho do santo) em este caso fica unida também como parte da cenografia geral da festa

Caldeirão de Gundestrup abaixo os guerreiros parecem portar ou suster uma árvore ou elemento vegetal que serve de divisor da composição, a jeito tal vez de Árvore de Maio

Este é um conjunto de elementos que vincula ritos cíclicos de renovação da natureza que se afundem no mais profundo passado europeu junto com ritos de passagem de não menor profundidade diacrónica e semântica. Uma boa mostra de porque como mostra o meu caro colega e amigo Pedro R. Moya Maleno na sua tese a etnografia se torna em um ferramenta útil, quando não essencial, para acesar a elementos da cultura imaterial dum passado proto-histórico que senão nos ficariam profundamente veados e/ou diretamente invisíveis.

Boa noite de São Jõao a todos!

Algo de bibliografia:

Caro Baroja, J. (1992): La estación del Amor. Fiestas populares de mayo a San Juan. Circulo de Lectores. Barcelona

Moya-Maleno, P. R (2020): Paleoetnología de la Hispania Céltica, Etnoarqueología, etnohistoria y folklore. BAR International Series Nº 2996, 2020,  2 Vols