terça-feira, 7 de setembro de 2010

Novidades - Journal of Archaeological Science





Journal of Archaeological Science Vol. 37, 11, Novembro 2010


-Technological traditions inferred from iron artefacts of the Xiongnu Empire in Mongolia
Jang-Sik Park, Eregzen Gelegdorj, Yeruul-Erdene Chimiddorj
pp 2689-2697

-Romita pottery revisited: a reassessment of the provenance of ceramics from Colonial Mexico by LA-MC-ICP-MS
Javier G. Iñañez, Jeremy J. Bellucci, Enrique Rodríguez-Alegría, Richard Ash, William McDonough, Robert J. Speakman
pp 2698-2704

-The use of SEM-EDS, PIXE and EDXRF for obsidian provenance studies in the Near East: a case study from Neolithic Çatalhöyük (central Anatolia)
Gérard Poupeau, François-Xavier Le Bourdonnec, Tristan Carter, Sarah Delerue, M. Steven Shackley, Jean-Alix Barrat, Stéphan Dubernet, Philippe Moretto, Thomas Calligaro, Marina Milić, Katsuji Kobayashi
pp 2705-2720

-Trauma and pathology of a buried dog from San Nicolas Island, California, U.S.A. Barney G. Bartelle, René L. Vellanoweth, Elizabeth S. Netherton, Nicholas W. Poister, William E. Kendig, Amira F. Ainis, Ryan J. Glenn, Johanna V. Marty, Lisa Thomas-Barnett, Steven J. Schwartz
pp 2721-2734

-A new approach to study the fuel used in hearths by hunter-gatherers at the Upper Palaeolithic site of Abri Pataud (Dordogne, France)
L. Marquer, T. Otto, R. Nespoulet, L. Chiotti
pp 2735-2746

-Le Grand Abri aux Puces, a Mousterian site from the Last Interglacial: paleogeography, paleoenvironment, and new excavation results
Ludovic Slimak, Jason E. Lewis, Evelyne Crégut-Bonnoure, Laure Metz, Vincent Ollivier, Pierre André, Julia Chrzavzez, Yves Giraud, Marcel Jeannet, Frédéric Magnin
pp 2747-2761

-On some remains of dog (Canis familiaris) from the Mesolithic shell-middens of Muge, Portugal,
Cleia Detry, João Luís Cardoso
pp 2762-2774

-On the origins of extractive metallurgy: new evidence from Europe
Miljana Radivojević, Thilo Rehren, Ernst Pernicka, Dušan Šljivar, Michael Brauns, Dušan Borić
pp 2775-2787

-Evidence for size increase in an exploited mollusc: humped conch (Strombus gibberulus) at Chelechol ra Orrak, Palau from ca. 3000–0 BP
Christina M. Giovas, Scott M. Fitzpatrick, Meagan Clark, Mira Abed
pp 2788-2798

-Burning wood or burning bone? A reconsideration of flotation evidence from Upper Palaeolithic (Gravettian) sites in the Moravian Corridor
David G. Beresford-Jones, Katherine Johnson, Alexander G. Pullen, Alexander J.E. Pryor, Jiří Svoboda, Martin K. Jones
pp 2799-2811

-Cattle mobility in prehistoric Britain: strontium isotope analysis of cattle teeth from Durrington Walls (Wiltshire, Britain)
Sarah Viner, Jane Evans, Umberto Albarella, Mike Parker Pearson
pp 2812-2820

-The integration of chronological and archaeological information to date building construction: an example from Shetland, Scotland, UK
Z. Outram, C.M. Batt, E.J. Rhodes, S.J. Dockrill
pp 2821-2830

-Assessing the effects of conservation treatments on short sequences of DNA in vitro
Julie A. Eklund, Mark G. Thomas
pp 2831-2841

-Wood identification of a wooden mask using synchrotron X-ray microtomography
Suyako Mizuno, Ryoji Torizu, Junji Sugiyama
pp 2842-2845

-Flies, Mochicas and burial practices: a case study from Huaca de la Luna, Peru J.-B. Huchet, B. Greenberg PP 2846-2856

-What novice knappers have to learn to become expert stone toolmakers Original
Núria Geribàs, Marina Mosquera, Josep Maria Vergès
pp 2857-2870

-Hazelnut economy of early Holocene hunter–gatherers: a case study from Mesolithic Duvensee, northern Germany
Daniela Holst
pp 2871-2880

-Stabilization of the Tlaltecuhtli monolith pigments
María Barajas, Pedro Bosch, Claudia Malvaéz, Cristina Barragán, Enrique Lima PP 2881-2886 Assessing the reliability of criteria used to identify postcranial bones in sheep, Ovis, and goats, Capra Melinda A. Zeder, Heather A. Lapham
pp 2887-2905

-Genetic characterization of an archaeological sheep assemblage from South Africa’s Western Cape
K. Ann Horsburgh, Allison Rhines
pp 2906-2910

-Cross-cultural interaction on Wuvulu Island, Papua New Guinea: the perspective from use-wear and residue analyses of turtle bone artifacts
Nina Kononenko, Robin Torrence, Huw Barton, Ariane Hennell
pp 2911-2919

-Diatoms as bioindicators of site use: locating turf structures from the Viking Age Rhonda R. Bathurst, Davide Zori, Jesse Byock
pp 2920-2928

-Modelling the Neolithic transition in a heterogeneous environment
M.A. Patterson, G.R. Sarson, H.C. Sarson, A. Shukurov
pp 2929-2937

-The role of time-lapse bathymetric surveys in assessing morphological change at shipwreck sites
Rory Quinn, Donal Boland
pp 2938-2946

-Phytolith evidence for hearths and beds in the late Mousterian occupations of Esquilleu cave (Cantabria, Spain)
Dan Cabanes, Carolina Mallol, Isabel Expósito, Javier Baena
pp 2947-2957


Ir ao site do JASC
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Exaltação da Cabeça entre os Celtas - Livro

Dentro de todo eido de estudo há sempre algumas obras que pola sua relevância e significação para a investigação são consideradas como clássicos; são obras que foram pioneiras, ou bem são por abrirem um novo campo ou bem por oferecerem a primeira síntese duma nascente tema da estudo, ou bem por ser ambas coisas ao mesmo tempo.

Este ultimo é o casso de L´Exaltation de la Tête dans La Pensée et dans L´Art des Celtes de Pierre Lambrechts, na que se passava por primeira vez revista ao alongado acumulo de material que sobre a sacralidade do crânio existia no domínio céltico, desde a antiguidade e o registro arqueológico a literatura insular medieval, uma obra certamente muito recomendável e ainda de utilidade hoje em dia.

Em resume uma obra de referencia, como muitas outras nunca reeditada, e que queda aqui livremente ao vosso dispor para que a descarregar:

1ª PARTE: L´Aniconisme de L´Art Celtique


2ªPARTE: La Tête dans L´Art Plastique Celtique et Gallo-Romain



3ª PARTE: Le Thème de la Tête dans la Littérature Médiévale




terça-feira, 31 de agosto de 2010

Morre Barry Raftery


A semá passada, depois duma longa doença, teve lugar no Hospital de SantVicent de Dublín, a morte do professor Barry Raftery,catedrático emérito de arqueologia no UCD (University College of Dublin) nomeado especialista na arqueologia dos celtas da Idade do Ferro.

O Prof Barry Raftery, foi reconhecido como um estudoso pioneiro no seu país, Irlanda, da arqueologia das sociedades pré-históricas,sinaladamente da Idade do Ferro, sendo nomeado na Cátedra de Arqueologia Celta no UCD em 1996.
Foi professor visitante da Pré-historia Europeia na Ludwig-Maximilians Universität de Munich entre os anos 1969-70 e professor de visitante na Universidades de Kiel (1991) e Viena (1997). Recebeu numerosos prémios de investigação. Foi assim mesmo Vice-presidente Sénior da Royal Irish Academy, também foi menbro de número do Instituto Arqueológico Alemão e  da Society of Antiquaries of London  em 1995.
Seus primeiros trabalhos sobre os hillforts levaron-lhe a publicar a primeira descrição da forma e funções de tais habitat na Irlanda. Isto também levou à escavação do castro de Rathgall, no Condado de Wicklow. Sua investigação doutoral, sobre a idade do ferro irlandesa, resultou em dois livros já clássicos: A Catalogue of Irish Iron Age Antiquities (1983),e La Tène in Ireland: Problems of Origin, Development and Chronology(1984).

Jogou um papel importante na exposição internacional de I Celti, La prima Europa em Veneza na década de 1990, que resultou num volume de síntese I Celti (1991),Foi autor assim mesmo dum interessante e importante livro de síntese sobre a Irlanda da Idade do Ferro, Pagan Celtic Ireland (1994).

Esta nova do seu passamento o mesmo ano no que saia do prelo um volume no que distintos colegas de toda Europa homenageavam ao prof. Raftery, e tratavam distintos temas relacionados côa trajectória da pesquisa do académico irlandês

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fragmentarica


No museu de Arles trás da visita  quase ritual visita a Cesar, Vanessa Rodrigues e mais eu perdemo-nos pela parte de arriba seguindo o letreiro que anunciava seica a instalação dum artista sobre o o conceito de" O Arqueológico".

Reciviu-nos um armazém que com enrijado metálico e chamativos carteis insistentemente advertia "não passar", mais lá numa vitrina de madeira de aquele art-decó um pelicano misturava a suas ás estendidas com fôsseis conchas de nautilus e as brancas mãos das estátuas gregas, sorrindo-nos com certa cumplicidade dizemos consecutivamente: "cabinet de curiosités".


Mas o mais chocante nós esperava na última sala quando nos topamos numa vitrina longamente expostos milheiros de anacos de vidros, tarros, garrafas, e mesmo alguma lâmpada elétrica.  Daquela recordando as horas fragmentos de ânforas, copos, mortaria, skiphos e kylix estrados pela mesa do laboratório, bem devemos pensar ...  "a arqueologia do futuro!"


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Adeus a Roparz Omnes

Onte finou despois duma longa enfermidade Robert Omnes/Roparz Omnes catedrático hemérito de Filología hispánica da Universidade da Bretanha Occidental-Brest, Roparz foi um home interessado ao longo de toda a sua vida pola cultura da sua Bretanha natal, e apaixoado asimmesmo pola Galiza, sendo durante muitos anos amais de Presidente da Liga Céltica Bretona, do Comite da Irmananamento Bretaghe-Galice, froito do cal tambem puidemos disfrutar muitas veces nestas terras del e do seu trato sempre afavel e interesado por todo o que fora a cultura dos nossos dous paises.

A mais desto Roparz Omnes deixa-nos froito da sua laboura científica no Centre de Recherche Bretogne et Celtique, a sua obra e entre ela sinaladamente um interesante artigo, publicado naquel Congresso de Brest que ele mesmo organiçara sob os Celtas na Hispania e que saira na serie Triade, aquel artigo sobre o sustrato céltico no galego, estudo práticamente único e no que analizada desde o seu profundo conhemento do céltico e das linguas románicas uma multitude de fenoménos foneticos e mesmo de fraseología e formas de dizer do galego desde a optica dum sustrato indigena muito mais vivo do que puidera pareçer.

Uma grande perdida cientifica pero tambem humana para todos os que, num intre ou outro, tivemos a oportunidade de conhece-lo.

Por sempre, e ate que nos atope-mos de novo nas ilhas dos Benaventurados, Kenavo Roparz

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cavalos do Além

Os cavalos do além do folclore europeu atiravam aos seus ginetes as aguas

CAVALOS DO ALÉM
Marcial Tenreiro Bermúdez
Universidade da Corunha

Faz algum tempo contar-me-ão uma lenda que me fixo começar a desensarilhar uma série de temas míticos conteúdos no folclore galego e europeu em geral. Era a seguinte: ia um homem pela noite e topou com um cavalo abandoado e decidiu montar nele. Quando estavam atravessam um rio e no meio do cauce a besta pôs-se a beber, o cabo de um rato ao ver que o animal ainda não rematara o homem disse: ai Jesus, que nunca tal vim?. Namais mencionar o nome do Senhor o mulo partíu em dois cachos e desapareceu, deixando cair ao rapaz no meio do regato.

-O demo bulrreiro.
Lendas deste tipo são muito comuns em toda a nossa geografia, assim como também nos vizinhos Portugal e Astúrias. Na variante mais corrente, um grupo de jovens que se recolhendo-se de uma foliada pela noite, atopam-se com um cavalo branco diante deles como ofrecendose-lhes para que cruzem nele o rio. Ante a perspetiva de voltar à casa andando e em aplicação daquele velho dito popular de “quem tem besta e anda a pé mas besta é” os rapazes decidem montar um trás outro no equideo sem dar-se conta, cecais por efeitos festivos secundários que não compre explicar, de que o cavalo estava a estirar a sua garupa para acomodá-los nela.
Assim suben um, dous, três, quatro sem dar-se conta de nada, sob quando estan a cruzar o rio se faz evidente aquelo, ao ver as patas dianteiras da besta no meio do curso e as traseiras ainda na ribeira, daquela o cavalo contrae seu lombo botando à água aos rapaçes que tenhem que voltar a casa “todos molhadinhos coma pitos” mentres oem, por derriba, a molesta risa do trasno.

O trasno ou demo bulreiro e uma figura normalmente inofensiva que aproveita a sua capacidade de adoptar formas animais com a ideia de zombar-se dos seres humáns, com especial preferência pelos jovens e jovens que voltam das festas, fias ou muinhadas, no obstante como contrapunto deste aspeito cómico e inócuo existem versões que mostram um perfil mais sinistro detras de tudo isto

-O cavalo da água
Falanos Leite de Vasconcellos da tradição dum poço maldito habitado pelo demo, que se aparecia às vezes em forma de cavalo; quem ousava montár nele era arrastado pela besta ao poço e desparecia para sempre. Recolhe este autor o caso de uns meninhos que montaram nele, excepto um, que já advertido da perigosidade da besta, salvou assim a vida. Curiosamente variantes como esta são as que tiveram mais sucesso nas lendas paralelas do resto do mundo céltico e germânico. Na Escócia existe um ser similar; o chamado Each Uisge literalmente o “cavalo da áuga”.

 Uma lenda conta como sete meninas e um neno atopanse com um fermoso cavalo a beira dum lago. As meninhas vão montando uma trás outra nele, ate que ao chegar ao menino, este da-se conta de que o cavalo fora esticando o lombo com cada novo ginete e alcança a fugir de ser arrastado coma os outros as profundidades do lago.
Diz-se que o cavalo do água debora ali aos desgraçados que leva consigo, tamen se conta que os que montam derriba dele já não podem baixar pois ficam apegados a sua garupa. De igual maneira no mundo nórdico cavalos sobrenaturais saido dos lagos arrastavam inebitavelmente ao que montan neles às suas águas. Das fragas do Eume dizia-se dum trasno em forma de cavalo, que se metia no interior do rio sem que se precise mais. Vicente Risco falava de como um dos perigos dos caminhantes era se atopar pela noite com esses pantasmagóricos cavalos que deitavam lume pelo fucinho e que, à medida que se alonxaban medravam em tamanho até tocar o mesmo céu. Aparecições de animais que frequentemente se relacionavam cos avisos de morte, já que quem tinha a má sorte de vê-los morria em menos dum ano.  

-O cavalo e a morte
Essa relação entre a morte e o cavalo sobrenatural aparece, nembargantes, mas explicita noutras tradições galegas. Assim nas zonas de Meijoeiro e Elvinha falava-se de um cavalo branco que pelas noites saía das águas do rio e dirigia-se a aldeia, pelo caminho disque sobre o seu lombo aparecia um cadaleito que logo deixava na porta da casa dalgum dos vizinhos, aquelo era percebido como o sinal de uma morte iminente na família.

Numa lenda procedente de terras luguesas um cavalo misterioso entra numa casa justo quando o pai esta agonizando convalecente de uma doença. O cavalo vai petando com os pezunhos no chão e onde él petaba abrolhaban pequenas fontes de água, logo subíu o sobrado da casa e ficou mirando para o convalecente que daquela votou seu último alento e morreu. Igualmente se contava de outros animais mostrosos europeus como os cavalos demóniacos sem testa do folclore basco, ou os cavalos de três patas da tradição oral dinamarquesa, que eram asimesmo anúncios de uma morte pronta, neste último pais dizia-se que a morte montava um cavalo ao que invitaba a subir aos finados. No noroeste peninsular a de cavalo era uma das formas que de cote tomavam as animas quando se queriam aparecer aos vivos.

É curiososo que em algumas zonas da Galiza a estrema unción se chamasse “ponher a espora”, como se o convalecente se dispusesse a fazer uma longa cavalgada. O tema pode ser muito antigo entre nós pois em epoca medieval num dos relevos da tumba do cavaleiro Egas Moniz, encontramos uma escea na que três personagens aparecem montando num cavalo extraordinariamente longo enquanto que, suspeitamente, noutra escea precedente, parecem descansar pracidamente, cecais para sempre já, num mesmo leito.



Significativamente um texto irlandes amostranos a um cavá-lo que também estica o seu lombo a vontade como a montura de Mannanan Mac Lyr, o deus do mar (e da morte), com ele cavalga por derriba das ondas do mar recolhendo aos naufragos (afogados) para levá-los derriba dele a uma misteriosa ilha, trasunto dessas Ilhas do Além tão comuns na mitoloxía céltica.
Esta recorrente associação entre os diferentes cavalinhos da agua dos foclores célticos e germânicos actuais e a morte tem-se explicado descasca importância que este animal teve na mitología desses povos como conductor das animas dos morridos ao outro mundo. Elo estaria reflectido mesmo na conhecida diadema-cinturão aureo de Rivadeo, obra mestre do ourivesaria dos antigos galaicos, que nos mostra a um grupo de homens a caválo em curiosa peregrinagem, cecais a um alem indeterminado, a modo de preterita Santa Companha, por um caminho acuático entre peixes, tartarugas e aves zancudas várias.

Tradições como estas são, em resume, um bom ejemplo de como a nossa cultura popular pode prolongar-se no mas fundo do nosso ser e passado, achegando-no-lo o ate a mesma actualidade. Assim pois, lembrem bem, se a proxima vez que volten a casa a altas horas da noite, se encontram um extrano cavalo branco que se lhes oferece suspeitamente para dar uma curta carreira ao seu domicílio particular, penseno duas vezes. Cecais fora melhor colher um táxi.

La Voz de Ortigueira 12, 20 e 26 Junho 2010


terça-feira, 29 de junho de 2010

Repensando a Idade do Bronze e os Indo-europeus



Dentro do Projeto ABrAZO (Ancient Britain and Atlantic Zone-Ireland, Armorica & Iberian Peninsula) celebrara-se a proxima semana, na Universidade de Oxford o Coloquio Rethinking the Bronze Age & the Arrival of Indo-europeans in Atlantic Europe.

Este projeto interdiciplinar dirigido pelo linguista J. T. Koch e o arqueólogo Barry Cunliffe, pretende respostar a mudança de paradigma que nos últimos anos se tem dado no eido dos estudos Célticos Os argumentos fundados na arqueologia e na genética apontam, cada vez mais, a favor de situar as origens celtas na Idade do Bronze Atlântico em lugar de nas culturas de Hallstatt e La Tène do Ferro centro-europeu, ou nos seus precedentes imediatos nos Campos de Furnas, como vinha sendo tradicional.

O colóquio focara-se na relação entre a Arqueologia da Idade do Bronze e os processos de celtização e indo-europeização, centrando-se fundamentalmente das Ilhas británicas pero também com achegas a outros âmbitos atlânticos como o tartêssico, e reunindo para elo neste foro a alguns dos mais importantes especialistas do momento como Renfrew, Mallory, Bodkto, Brathner, etc.


+INFO no site de:  Rethinking Bronze Age

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Journal Archaeological Method & Theory 17/ 2


Journal of Archaeological Method 
and Theory
17/ 2 2010


Archaeology as Anthropology Revisited   pp.81-100
William A. Longacre

Re-emerging Frontiers: Postcolonial Theory and Historical Archaeology of the Borderlands  pp.101-131
Magdalena Naum

Involutions of Materiality    pp.132-173
Johan Normark
   


Ir ao número de:    J. Arch Method & Theory

terça-feira, 4 de maio de 2010

ATAS DO EJIHA 2008-2009

Agora nestes mesmos intres - às 9:30 - estão apressentando na facultade da História da universidade de Complutense o último volume da revista Espacio, Tiempo y Forma que recolhe as atas do VII e VIII "Encuentro de Jóvenes Investigadores en Historia Antigua" (EJIHA), em que aparez um artigo, entre outros, do que isto escreve. Desde aqui, e na espera para ter o ejemplar nas nossas mãos, felicitar aos nossos companheiros do EJIHA pelo resultado de um ano do trabalho, do que este livro é o resultado. Noraboa

domingo, 2 de maio de 2010

O Carro e o Homem - Documentário



Eis aqui o mítico documental etnográfico filmado em 1941 sobre o Carro Galego, baseado no estudo o etnográfico sob este que fizera o Jaquim Lourenço "Jocas" e dirigira António Román, uma obra fundamental da documentarística e da etnografia galega que estivo disponível ate o de agora na plataforma audiovisual galega Flocos TV, até a sua desaparição no 2011 em uma dessas estranhas, pelo que a cultura toca, mas frecuentes decisões da Junta de Galiza (mais informaçao em: u-los Flocos?). Todo um clássico


quarta-feira, 28 de abril de 2010

EJIHA - IX Encontro de Jovens Investigadores em História Antiga


Programa IX EJIHA 2010 - Definitivo
                                                                   

Um ano mais uma nova edição do já clássico, vaia a redundância, “Encuentro de Jovens Investigadores en Historia Antigua” da universidade de Complutense, uma cita e um referente para as distintas ramas dá Antiguidade: História, Archaeología, Philología, e as suas diferente áreas e contextos, do o Occidente ao Extremo Oriente, passando por um Egipto do que nunca faltam alguém


Site do: EJIHA 2010

5ª Conferenza Italiana de Ethnoarqueología

                                                           

Mais Informação: ethnoarchaeology.org

sábado, 24 de abril de 2010

Cozinha da Idade do Bronze - Hidden HEritage



A arqueóloga Lorraine Bourke da NIEA (Nordert Ireland Enviorment Agency) esplica neste clip do programa Hidden Eritage uma das técnicas utilizadas na protohistoria para o cocinhado dos alimentos mostrando um dos mas antigos métodos de cozer a comida (o uso de pedras quentadas  previamente ao lume), nesta demostração prática arredor duma saborosa perna de cordeiro emvolta em... palha!.


sábado, 17 de abril de 2010

Um "simio muito Peculiar" ?


Robert Sapolsky: The uniqueness of humans ( TED.com)

O primatogo Robert Sapolsky numa interessante conferência dada em Standford na que fala de tudo aquilo no que os seres humanos e o resto dos animais nos parecemos e em  tudo aquilo -que também fazendo eles- nós -raros que somos- prefirmo-lo fazer duma maneira muito particular


Adeus "Tristes Tópicos" - uma crítica da Antropología clásica

                                                                   

Cambridge Archaeological Journal 20.1 2010

Research Articles  

The Return of the Rinyo-Clacton Folk? The Cultural Significance of the Grooved Ware Complex in Later Neolithic Britain
Julian Thomas, pp 1-15

Animism as a Means of Exploring Archaeological Fishing Structures on Willapa Bay, Washington, USA
Robert Losey pp 17-32

Death and Memory on the Home Front: Second World War Commemoration in the South Hams,
Devon Samuel Walls and Howard Williams, pp 49-66

Naturalism, Nature and Questions of Style in Jinsha River Rock Art, Northwest Yunnan, China
Paul S.C. Taçon, Li Gang, Yang Decong, Sally K. May, Liu Hong, Maxime Aubert, Ji Xueping, Darren Curnoe and Andy I.R. Herries, pp 67-86

Palaeolithic Art as Cultural Memory: a Case Study of the Aurignacian Art of Southwest Germany
Martin Porr, pp 87-108

Wild Nature? Human-Animal Relations on Neopalatial Crete
Andrew Shapland, pp 109-127

Reviews
Early State Formation in Central Madagascar: an Archaeological Survey of Western Avaradrano, edited by Henry T. Wright, 2007. Ann Arbor (MI): University of Michigan, Museum of Anthropology. (Museum of Anthropology Memoirs 43.)
Stephanie Wynne-Jones, pp 129-130

Archaeology and the Pan-European Romanesque, by Tadhg O'Keeffe, 2007. London: Duckworth
John Moreland, pp 130-132

Prehistoric Europe: Theory and Practice, edited by Andrew Jones, 2008. Chichester: Wiley-Blackwell
Robin Skeates, pp 132-133

Ancient Mesopotamia at the Dawn of Civilization: the Evolution of an Urban Landscape, by Guillermo Algaze, 2008. Chicago (IL): University of Chicago Press
Augusta McMahon, pp 134-135

A Social Archaeology of Households in Neolithic Greece: an Anthropological Approach, by Stella G. Souvatzi, 2008. Cambridge: Cambridge University Press;
Craig Cessford, pp 135-136

Rethinking Celtic Art, edited by Duncan Garrow, Chris Gosden & J.D. Hill, 2008. Oxford: Oxbow Books
Ian Armit, pp 137-138

Social Violence in the Prehispanic American Southwest, edited by Deborah L. Nichols & Patricia L. Crown, 2008. Tucson (AZ): The University of Arizona Press
Christopher J. Knüsel, pp 138-141

Collaborating at the Trowel's Edge: Teaching and Learning in Indigenous Archaeology, edited by Stephen W. Silliman, with a foreword by Larry J. Zimmerman, 2008. Tucson (AZ): University of Arizona Press
Patricia E. Rubertone, pp 142-143

The Disappearance of Writing Systems: Perspectives on Literacy and Communication, edited by John Baines, John Bennet & Stephen Houston, 2008. London: Equinox Publishing
C.W. Shelmerdine, pp 143-145

Europe's Lost World: the Rediscovery of Doggerland, by Vince Gaffney, Simon Fitch & David Smith, 2009. York: Council for British Archaeology. (CBA Research Report 160.)
Geoff Bailey, pp 145-146

The Scioto Hopewell and Their Neighbors: Bioarchaeological Documentation and Cultural Understanding, by D. Troy Case & Christopher Carr, with contributions by Cheryl A. Johnston, Beau Goldstein, Rex Weeks, Mark Bahti, Rebekah A. Zinser & Ashley E. Evans, 2008. New York (NY): Springer
Douglas K. Charles, pp 146-148

-New World Angst and the Historical Archaeology of Modernity An Archaeology of Southwest Ireland 1570–1670, by Colin Breen, 2007. Dublin: Four Courts Press

-The Archaeology of Improvement in Britain, 1750–1850, by Sarah Tarlow, 2007. Cambridge: Cambridge University Press

-Historical Archaeology: Why the Past Matters, by Barbara Little, 2007. Walnut Creek (CA): Left Coast Press

-The Archaeology of Race and Racialization in North America, by Charles E. Orser Jr, 2007. Gainesville (FL): University Press of Florida
-The Archaeology of Collective Action, by Dean Saitta, 2007. Gainesville (FL): University Press of Florida

-A Fearsome Heritage: Diverse Legacies of the Cold War, edited by John Schofield & Wayne Cocroft, 2007. Walnut Creek (CA): Left Coast Press

-The Cambridge Companion to Historical Archaeology, edited by Dan Hicks & Mary Beaudry, 2006. Cambridge: Cambridge University Press
Tadhg O'Keeffe, pp 148-154

sábado, 27 de março de 2010

ORAL TRADITION - Nº 24. 1, 2009


Artigos:

 The Southern Sardinian Tradition of the Mutetu Longu: A Functional Analysis
by Paulu Zedda

Presentation Formulas in South Slavic Epic Song
by David F. Elmer

The Art of Dueling with Words: Toward a New Understanding of Verbal Duels across the World
by Valentina Pagliai

Dialogues in Rhyme: The Performative Contexts of Cretan Mantinádes
by Venla Sykäri

Orality and Agency: Reading an Irish Autobiography from the Great Blasket Island
by John Eastlake

Paradigms of Social Aesthetics in Themne Oral Performance
by Amadu Wurie Khan

The Creation of Basque Oral Poetry by Four American Bertsolaris
by Asier Barandiaran

Are We “Misreading” Paul? Oral Phenomena and their Implication for the Exegesis of Paul’s Letters
by Sam Tsang

Storytellers of Children’s Literature and their Ideological Construction of the Audience
by Bruno Alonso, Marta Morgade, David Poveda

Performative Loci of the Imperial Edicts in Nara Japan, 749-70
by Ross Bender


Ir ao site: Oral Tradition

A Lança na Terra - Rituais Juridicos de toma de Posessão

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Rei de Stonehenge - Documentario

Documentario no se nos relata o achádeo duma tumba de inícios da Idade do Metais, atopada a um kilometro do circo lítico de Stonehenge। O excepcional enxoval da tumba mostrou a um indivíduo de alto rango, que os posteriores estudos puderam relacionar com um possível origem alpino, que se teria deslocado e emparentado, possivelmente com as elites locais do Wessex e sul da Inglaterra. A tumba deste homem mostra um excepcional ejemplo do cúmulo de relações na que se inscrevem a Ilhas Britânicas e a fachada atlántica com o gaio da idade dos metais, e na que da mão do metal se criou uma intensa rede contactos a longa distância que daria lugar a uma interación cultural que mudaria a faciana da Europa, tal e como se conhecera até então.

CULTURAS POPULARES Nº 8, 2009


CULTURAS POPULARES Nº 8, 2009

ARTICULOS

CEBALLOS VIRO, Ignacio. Variantes propias y variantes “prestadas” en el romance La esposa de don García


DÍAZ TENA, María Eugenia. La vida de Santa Librada y su fuente medieval


GALA PELLICER, Susana. ‘Perder un tornillo’: una imagen simbólica en el contexto de la Ilustración


LORENZO ARRIBAS, Josemi. Los quintos, el papel de la tradición, y otras consideraciones (im)pertinentes, con un libro de la Fundación Joaquín Díaz de fondo

MARTINEZ, Béatrice; GONZÁLEZ, Raúl Eduardo. La traducción de canciones: análisis de dos casos

NOGUEIRA, Carlos. As Orações tradicionais de Loulé

PEIXOTO, Antonio Jorge. El estereotipo del negro en la literatura tradicional oral portuguesa


REFAEL VIVANTE, Revital. Fábulas y moralejas sobre el ratón en la literatura hebrea de la Edad Media


Reseñas

CARRANZA, Claudia. Sobre: Pedro Márquez Joaquín ed., ¿Tarascos o Purhépecha? Voces sobre antiguas y nuevas discusiones en torno al gentilicio michoacano



Web: Culturas Populares

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Journal Archaeological Method & Theory 17/ 1


Journal of Archaeological Method
and Theory
Nº 17/ 1 2010


Recording Art on Neolithic Stelae and Passage Tombs from 
Digital Photographs   pp.1-14
Serge Cassen, Guillaume Robin

The Prehistoric Development of Clothing: Archaeological 
Implications of a Thermal Model    pp. 15-80
Ian Gilligan
           


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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Rechtsarchäologie ao alcance dum click

Karl Konrad Ferdinand Maria von Amira

Entre os historiadores do direito Karl Von Amira (1848-1930) destaca como o pai e criador de uma disciplina que combinava os estudos de história do direito e das instituições, a iconografia e a etnografia, numa síntese que se deu em chamar Arqueologia do Direito (Rechtsarchäologie) e que vinha a recolher o testemunho dos primeiros passos dados pelas monumentais "Antiguidades jurídicas Germanas" (Deutsche Rechtsaltertümer) de Jacob Grimm. 



Durante anos Von Amira ajudado pelos seus discípulos, algum tão destacados coma Von Schwerin, recolheu uma ingente quantidade de material gráfico relacionado com a simbologia jurídica e outras matérias anexas, que agora aparece aqui compilado graças a este projeto de digitalização do arquivo que da mão das novas tecnologias põe ao dispor dos pesquisadores e pessoas interessadas uns fundos de incalculável interesse.





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Daremberg-Saglio On-line - Recursos

Dentro de nossa secção sobre recursos em Internet não podíamos menos que falar desta iniciativa dá Universidade de Mirail (França) de edição online de uma dessas obras cujo só nome resulta (como o CIL, oU Pauly-Wissowa, etc.) mítico de por si próprio, como monumento de uma época, cecais a mais gloriosa, das Ciências da Antiguidade. O "Dicionário de Antiguidades Gregas e Romanas" começou a se publicar a partires do 1877 e segui com regularidade até 1919, constando finalmente de 10 volumes.

Conhecido como o "Daremberg", pelo nome de seu primeiro editor, Charles Daremberg, nesta empresa participaram todos os grandes nomes da ciência francesa da época. A obra localiza-se num contexto europeu de rivalidades em torno das Ciências da Antiguidade, e numa época na que saem à luz outras magnas obras de erudiçom sobre o Mundo Antigo, como a Realencyclopädie der Altertumswissenchaft cujo primeiro volume sai em 1894 ou o Dizionario epigrafico dei antichità romana editado no 1886.

A posta online do Daremberg-Saglio a texto completo dá um passo mais ao facilitar o acesso tanto a pesquisadores como a estudantes que dão seus primeiros passos a uma obra ainda hoje em dia de referência clássica mas agora já a cada vez mais difícil de conseguir inclusos nas nossas bibliotecas universitárias


Ir ao site do:   Daremberg-Saglio On-Line

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

La Vijanera. Documentario - O Outro Natal


Outro documental sobre Vijanera de Silió, realizado em 1984 pelo etnógrafo cântabro Jesus García Preciados, no que se descreve por estensso as tradições relacionadas com esta festa de Cantábria coma os combates rituais no meio da fronteira entre povos representados por candanseu grupo Zarramacos


Artigo relacionado: Vijanera - trailer

Vijanera. (trailer) - O Outro Natal



Trailer do documentario "Vijanera, la Caza del Oso" dirigido pola realiçadora Isabel Giménez sobre esta ancestral festa de comezos do ano.


Artigo relacionado:    Um Outro Aninovo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um Outro Aninovo, A "Vijanera" de Silió (Cantabria) - O Outro Nadal



Relacionado com os rituais invernais da fim do ano outra das mascaradas destas datas é La Vijanera das terras cântabras, que segundo consideram González Echegarray ou Caro Baroja recordaria etimolóxicamente as Kalendae Ianuariae (de Janeiro) festa romana que na sua versão tardo-imperial como bem vera Michel Meslín acolheu no seu seio sincrético  manifestações como as mascaradas teriomorfas procedentes do substrato celto-germânico, e que logo, nas suas formas condicionará profundamente as posteriores tradições de Inverno que como esta, que nos tenhem chegado até a atualidade Amostrando-nos o mais fundo da nossa raigame cultural


+ INFO em o site:   lavijanera.com

O Outro Aninovo - O Outro Nadal

Obisparra de Sarracín de Aliste (Zamora), dia de Aninovo

Apresento-vos aqui outra muito distinta forma de celebra-lo Aninovo, não não e a "Carreira Pedestre do São Silvestre" senão uma dessas tradições de fim de ano, que enlaçam já coas mascaradas de antroido e que aparece aqui nesta foto do magnífico bloge Fotografía Etnográfica, na bisbarra de Aliste (Zamora) o 1 de Janeiro o demo (o Cencerrón) volta a se passear pelo mundo acompanhando à Filandorra (moço vestido de mulher) e enfrentandosse a "los guapos", outra dessas mascaradas e luitas do ciclo invernal que tam bem estudou há tantos anos Caro Baroja no seu clássico El Carnaval e que tamto lhe interessam ao meu colega Pedro Moya, a quem lhe adico nesta noite este post.

Bom Aninovo a tudos do Archeoten.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Journal Archaeological Method & Theory 16/ 4

      
 Journal of Archaeological Method
and Theory
16/ 4 2009


Cultural Identity and the Archaeological Construction of Historical Narratives: An Example from Chaco Canyon  pp.283-319
W. H. Wills

Residential Mobility and Ceramic Exchange: Ethnography and Archaeological Implications  pp.320-356
Margaret E. Beck

Comment: Computational Intelligence, Lmlk Storage Jars 
and the Bath Unit in Iron Age Judah  pp.357-365
Raz Kletter

Response to Kletter   pp.366-367
Itzhak Benenson



Ir ao número de:   J. Arch Method & Theory

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma Enciclopedia dos Contos Populares

ENZYKLOPÄDIE DES MÄRCHENS 
Handwörterbuch zur historischen und vergleichenden Erzählforschung


A Enzyklopädie des Märchens é uma obra de referência resultado do trabalho de quase 200 anos de pesquisa no campo da tradição popular e da etnografia, criada coma um trabalho a longo prazo que terá 14 volumes na sua versão final dos que já foram publicados completos uns 12. O seu precursor foi o Handwörterbuch des deutschen Märchens, editado entre 1930-40 por Lutz Mackensen.

Partindo desta obra refizesse o planejamento geral dando-lhe um ponto de vista não tão regional, e este novo projeto recaiu en instituições diversas, entre elas a Akademie der Wissenschaften de Gotinga, na que cai neste momento a sua direção. Concebido assim ista obra é centrada nas tradições narrativas orais e literárias de Europa e de países influenciados pela cultura europeia, assim como aqueles da bacia Mediterrânea e da Ásia em geral Por essa razão a Enzyklopädie des Märchens fornece informação etnográfica abundante e de interesse não somente para etnógrafos e folcloristas, mas também para outras disciplinas como afins como a filologia, a história nas suas polas diversas e a antropologia.

Cada artigo apresenta um estado atualizado da investigação em cada matéria. Outro interesse desta obra é o feito de que à diferença doutros clássicos como o Aarne-Thompson não é um mero motiv-índex, mas inclui entre suas referências informação sob pesquisadores salientáveis na investigação etnográfica, ou assi mesmo sob teoria e método, indicando-se as bases sociais, históricas, psicológicas e religiosas das diferentes tradições populares. A web da obra apresenta recursos muito úteis já que inclui, amais dum índice alfabético de entradas, uma base de dados que permite a possibilidade de fazer buscas bibliográficas por diferentes critérios (palavra chave, autor, etc.)


Ir ao site da:   Enzyklopädie des Märchens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

KELTISCH COLLOQUIUM 2009


Keltisch Colloquium 2009. ‘Woeste mannen, wetten und wonderverhalen: Kelten in de marge’
30 maio 2009

Organiça: Stichting A. G. van Hamel v. Keltische Studies

Programma:

11:30 Felicja Hartman: “Doodslag in Oud-Iers recht en Archaïsch Grieks recht”
12:30 Mícheál Ó Flaithearta: “Aspects of the outsider/foreigner in Irish tradition”
15:00 Renée Calon: “Díberga en de Indo-Europese Männerbunde”
16:00 Iris van ‘t Veer: “Wonderlijke verhalen en stichtelijke gedichten: het commentaar bij Félire Óengusso”


Descarrega aqui o programa em  PDF

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Lebor Gabála - Tradução

Lebor Gabála

Alberro, J.L (ed.), Lebor gabála. Libro de las invasiones de Irlanda. Ediciones Trea, 2007   256pp.   ISBN: 978-84-9704-329-8


Sinopse:
O Lebor Gabála Gabhála Eren ou Leabhar (O Livro das Invasões da Irlanda) é uma compilação manuscrita do século XII, feitos por vários autores, em diferentes períodos, parcialmente com base em tradições arcaicas coletados na literatura oral. Ele descreve os cinco grupos de invasores da Irlanda: o Cessair, o Partholon, o Nemed, os Fir Bolg e os Tuatha De Danann, e os Milesianos fomorianos e subsequentes ou Filhos de Mil, que a partir de sua casa, em Brigantia (Corunha) partiu para a Irlanda e conquistaram e colonizaram a ilha de forma permanente. A obra contém elementos arcaicos da era pagã e certos resíduos ou ecos históricos.


+INFO sobre o livro: Lebor Gabála

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Jornadas Mouras 2009 - A minha palestra

 
Aqui a minha intervenção o passado dia 24 de Outubro no que foram as I Jornadas Mouras, organizadas pela Plataforma na Defensa do Património de As Pontes, co titulo de "A Mouramia na Galiza" e na que me adentrei no folclore dos seres feéricos, dos mouros e sobre tudo das "mouras", da nossa cultural popular embora com algumas achegas ocasionais e furtivas a algum que outro dato arqueológico menos atual. Ei de reconhecer que não é que esse dia esteve-se precisamente no meu melhor momento de forma, mas neste  "muito insone" excurso alguma coisa de interesse creio ainda há. 


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A MONTANHA MÁGICA - Documentario - o Trailer


Deixamos-vos aqui o trailer do Documentario "Monte do Seixo, A Montanha Mágica" que como falamos na anterior postagem do Archaeoethnologica, vaisse apressentar em breve. Para que vaiades abrindo boca

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A MONTANHA MÁGICA - O Documentario

Nova sobre a apresentação o próximo dia sete deste mês do documentário A Montanha Mágica sobre o Monte do Seixo, uma paragem com um interessante folklore e como não com um grupo de mamoas e que, como soe ser demasiado corrente, sofreu faz já alguns anos o impacto de um parque eólico.


sábado, 31 de outubro de 2009

Keltische Forschungen 4, 2009


Keltische Forschungen 4, 2009


Alderik H. Blom, "lingua gallica, lingua celtica: Gaulish, Gallo-Latin, or Gallo-Romance?", 7-54

Benjamin Bruch, "Medieval Cornish Versification: An Overview", 55-126

Lukas J. Dorfbauer, "Trunksucht in Blütenlesen: Die beiden Sprüche 'Ebrietas abluit memoriam... Sobrietas salvat memoriam...'", 127-162

Alexander Falileyev, "'New' Gaulish Personal Names", 163-168

Aaron Griffith, "The Old Irish Deponent Suffixless Preterite", 169-187

Anders Richardt Jørgensen, "Irish báeth, báes, bés, ammait and Breton boaz, amoed", 189-193

Ranko Matasovic, "Adjective Phrases in Old Irish", 195-210 Dagmar Schlüter, "Zwischen Göttinnen und Verliererinnen. Gender als Kategorie in der Keltologie: eine erste Bestandsaufnahme", 211-227

David Stifter, "Notes on Châteaubleau (L-93)", 229-244

Rezensionen

Wolfgang Meid und Peter Anreiter, Heilpflanzen und Heilsprüche. Zeugnisse gallischer Sprache bei Marcellus von Bordeaux. Linguistische und pharmakologische Aspekte. Studia Interdisciplinaria Ænipontana 4, Wien: Edition Praesens 2005 (Alderik H. Blom), 245-248

Andrew Carnie, Irish Nouns: a reference guide. Oxford: Oxford University Press 2008 (Theresa-Susanna Illés), 248-254 Desmond Durkin-Meisterernst, Neuirisches Lesebuch. Texte aus Cois Fhairrge und von den Blasket Inseln. Wiesbaden: Reichert 2008 (Theresa-Susanna Illés), 254-258

Gérard Cornillet, Wörterbuch Bretonisch-Deutsch. Deutsch-Bretonisch. Hamburg: Helmut Buske Verlag 2006 (Patrick J. Zecher), 258-260 Patrice Lajoye, Des dieux gaulois. Petits essais de mythologie, Budapest: Archaeolingua 2008 (Andreas Hofeneder), 261-268

Iwan Wmffre, Breton Orthographies and Dialects. The Twentieth-Century Orthography War in Brittany, Oxford – Bern – Berlin – Bruxelles – Frankfurt am Main – New York – Wien: Peter Lang 2007 (Albert Bock), 269-275

John Carey, Ireland and the Grail. Aberystwyth: Celtic Studies Publications 2007 (David Stifter), 276-281

Nora White, Compert Mongáin and Three Other Early Mongán Tales. A Critical Edition with Introduction, Translation, Textual Notes, Bibliography and Vocabulary, Maynooth: Department of Old and Middle Irish, National University of Ireland, Maynooth 2006 (David Stifter), 281-286

Law, Literature and Society. CSANA Yearbook 7. Joseph F. Eska Editor. Dublin – Portland Or.: Four Courts Press 2008 (David Stifter), 287-289 Studies on the Book of Deer. Katherine Forsyth Editor, Dublin: Four Courts Press 2008 (David Stifter), 290-295 Abstracts, 297-301


+INFO no site de: Kestische Forschungen

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Parentesco, Antropologia e Arqueologia


EARLY HUMAN KINSHIP

Early Human Kinship. From Sex to Social Reproduction
Allen, N. J.M,Callan, H., Dunbar, R. & James, W (eds.)
Royal Anthropological Institute & Blackwell, 2008   336pp.
ISBN: 978-1-4051-7901-0


Sinopse:

Este volume patrocinado pelo Royal Anthropological Institute da Grã-Bretanha junto com a Academia Britânica reúne uma serie de estudos de figuras de destaque nas ciências biológicas, a antropologia social, a arqueologia, e a linguística coa finalidade de proporcionar um avanço no debate sobre o problema da evolução e a natureza da sociedade humana.

 Uma nova parceria entre especialistas de toda a gama de ciências que se ocupam do feito humano desde a biologia evolutiva, a psicologia, a antropologia social/cultural, ou a arqueologia e a linguística, permite re-prantear questões e debates fundamentais sobre a sociedade humana primitiva desde novos pontos de vista.

Debates sobre questões como se há uma conexão entre o início da linguagem e os começos de "parentesco e casamento" organizado? ou até que ponto o sexo favoreceu seleção evolutiva ou contribuiu princípio gerador a regular as relações sociais?, apresentam-se à olhada interdisciplinar de distintos estudiosos, oferecendo interessantes achegas ao velho problema dos distintos sistemas e terminologias de parentesco e registados pola etnografia e a etnolinguística e e a sua relação coas populações humanas antigas

Uma visão limitada de parte do livro esta ao dispor online


INDEX

Preface xiv-xvi

INTRODUCTION AND BACKGROUND 1

Why ‘Kinship’? New Questions on an Old Topic  p.1-20
Wendy James

A Brief Overview of Human Evolution   p. 21-24
John A. J. Gowlett and Robin Dunbar

PART I Where and When: The Archaeological Evidence for Early Social Life in Africa

Introduction  p. 25-26

1 Kinship and Material Culture: Archaeological Implications of the Human Global Diaspora  p. 27-40
Clive Gamble

2 Deep Roots of Kin: Developing the Evolutionary Perspective from Prehistory   p. 41-57
John A. J. Gowlett

PART II Women, Children, Men – and the Puzzles of Comparative Social Structure

Introduction   p. 59-60

3 Early Human Kinship Was Matrilineal   p. 61-82
Chris Knight

4 Alternating Birth Classes: A Note from Eastern Africa   p. 83-95
Wendy James

5 Tetradic Theory and the Origin of Human KinshipSystems   p. 96-112
Nicholas J. Allen

6 What Can Ethnography Tell Us about Human Social Evolution?   p. 113-127
Robert Layton

PART III Other Primates and the Biological Approach

Introduction   p. 129-130

7 Kinship in Biological Perspective   p. 131-150
Robin Dunbar

8 The Importance of Kinship in Monkey Society   p.151-159
Amanda H. Korstjens

9 Meaning and Relevance of Kinship in Great Apes   p. 160-167
Julia Lehmann

10 Grandmothering and Female Coalitions: A Basis for Matrilineal Priority?   p.168-186
Kit Opie and Camilla Power


PART IV Reconstructions: Evidence from Cultural Practice and Language

Introduction  pp. 187-188

11 A Phylogenetic Approach to the History of Cultural Practices pp. 189-199 Laura Fortunato

12 Reconstructing Ancient Kinship in Africa   pp. 200-231
Christopher Ehret

13 The Co-evolution of Language and Kinship  pp. 232-243
Alan Barnard

EPILOGUE   p. 245-246

Reaching across the Gaps  p. 247-258
Hilary Callan

Appendices to Chapter 12  p. 259-269

1-Nilo-Saharan Kinship  p. 259-263
2-Khoesan Kinship         p. 264-265
3-Kiship Terms reconstructed to Early Afroasiatic Stata  p. 266-269

Bibliography p. 270-301

Index   p. 302-316


sábado, 3 de outubro de 2009

Modelos e Etno-géneses


Áreas Linguísticas e Culturais Atlânticas, modelo de evolução

Fase 1)  Bronze Final Atlântico 900-600 a.C, área Atlântica e área dos Campos de Furnas centro-europeus, contraste entre ambas

Fase 2) Europa Atlântica 600-300 a.C, sobrevivência de celta arcaico (celta Q) em áreas marginais, novo circo atlântico (Gales-Cornualhes-Armorica)e zonas de influenza hallstattica e Lateniense em celta P

Fase 3) Europa Atlântica 300-100 a.C, área de influência de La Tene Meio (Cultura de Arras) e sobrevivência tradições atlânticas indígenas em áreas periféricas (W Irlanda, N Escócia, NW Hispania)

Modelo proposto por Jon Henderson (2007) para explicar a celticidade linguística das áreas marginais ao complexo lateniense (modelo tradicional de celtização). pranteia um modelo de evolução diacrónica correlativa das área linguística e arqueológica atlânticas que permite ver as inter-relações cambiantes a nível global sobre a base de uma continuidade local básica.

Um modelo mais coerente de celtização acredito eu que pensar em macro-ondas demograficas invasivas e historicamente improváveis