domingo, 15 de junho de 2014

AnthropoBase - Antropologia On-line

AnthroBase
Searchable, multilingual database of anthropological texts


AnthroBase é um banco de dados multilingue de artigos, teses, ensaios, relatórios, documentos de conferências, notas de campo, etc., escritos por antropólogos e outros interessados na diversidade social e cultural. Autores mantêm os direitos autorais de seus textos e pode retirar os seus textos a partir do banco de dados em qualquer momento.


Textos antropológicos formam o núcleo da coleção, mas nós convidamos contribuições de filósofos, historiadores, pedagogos, cientistas políticos, psicólogos, linguistas, economistas, jornalistas e outras pessoas com interesses relacionados. AnthroBase hoje contém textos em Dinamarquês, Inglês, Alemão, Norueguês, Espanhol e Sueco. Também tomamos textos em francês e russo.


A base de dados entrou em funcionamento em maio de 2001. A coleção desde então expandiu-se consideravelmente, não só em tamanho, mas em cobertura regional e temática, bem como o estilo analítico. O banco de dados se encontra dividido em autores, coleções, temática, temática e regiões que abrangem os 5 continentes (Europa, África, Ásia, América e Oceânia)


+INFO no site de:  AnthropoBase

sábado, 14 de junho de 2014

Ficheiro Epigráfico 119


 FICHEIRO EPIGRÁFICO 119 - 2014


Acaba de sair do prelo o último número da revista Ficheiro Epigráfico, suplemento de Conímbriga, neste número dá-se notícia de 3 novas inscrições


INDEX

509 - Fragmento de placa funerária romana de Óbidos (Conventus Scallabitanus)
José d'Encarnação, Carlos Pereira

510 - A estela funerária de Capela, Penafiel (Conventus Bracaraugustanus)
Maria João Correia Santos, Hugo Armando Miranda Pires

511 - Ara a los dioses en Pozuelo de Zarzón (Caurium - Conventus Emeritensis)
Júlio Esteban Ortega



Ir ao número da revista: FE

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Religiões da Lusitânia - Livros




A base de dados Internet Archive tem digitalizado e posto em rede para a sua descarregar os três volumes da célebre obra Religiões da Lusitânia de José Leite de Vasconcelos, um dos pioneiros da investigação arqueológica, etnográfica e filológica em Portugal


Publicada entre os anos 1897 e 1913 pela Imprensa da Casa da Moeda de Lisboa Religiões da Lusitânia constitui a primeira obra monumental de síntese sobre as religiões antigas do Portugal pré-histórico e antigo, assim como uma das primeiras da Península Ibérica.


Baseada tanto na informação arqueológica, filológica e etnográfica disponível naquele momento, assim como nas próprias pesquisas de campo de Leite de Vasconcelos em sítios arqueológicos como o santuário Endovélico em São Miguel da Mota, Alandroal (Alentejo)


Religiões da Lusitânia Vol 1: Tempos pré-históricos      PDF

Religiões da Lusitânia Vol 2: Tempos proto-históricos   PDF

Religiões da Lusitânia Vol 3: Tempos históricos             PDF



terça-feira, 10 de junho de 2014

Capacetes Hispano-Calcídicos - Apresentação


Cascos Hispano-Calcídicos

Graells, R, Lorrio, A & Quesada, F (2014): R. Graells, A.J. Lorrio, F. Quesada, Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas . RGZM, Maguncia 2014.


Hoje apresentara-se no local do Instituto Arqueológico Alemão em Madrid o livro Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas.


O Hispano-Calcídico é um tipo autóctone datável entre o s. IV e II aC Sua distribuição na Península Ibérica é ampla, mas mostra uma concentração particular na área celtibérica (Aranda de Moncayo, Prov. de Saragoça; Numancia, Muriel de La Fuente, prov. de Soria). 


A publicação analisa as características morfológicas e decorativas para aproximar-se a produção e a importância dessas armas como elementos de proteção e, ao mesmo tempo que veículos transmissores de ideias complexas, tais como poder e o rango militar. Este desenvolvimento foi o resultado do impacto da interação das atividades mercenárias no sul da Itália.


O ato decorrera às 7:30 da tarde, a entrada é livre

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Identidade e Poder na Gália - Livro


Identity and Power

Fernandez-Gotz, M., Identity and Power. The Transformation of Iron Age Societies in Northeast Gaul. Univ. of Amsterdam, 298pp.  ISBN: 9789089645975


Sinopse
Este livro traça a evolução das comunidades da Idade do Ferro, no nordeste da Gália com um foco particular sobre a região do Rim-Mosela.


Traçando a transformação das identidades sociais nessas comunidades, Manuel Fernández-Götz examina a sua organização social e política; seus ciclos de centralização e descentralização; as origens da cultura La Tène; o surgimento da oppida, ou povoados fortificados; e o significado de santuários. 


Baseando-se em dados arqueológicos, referências históricas e observação antropológica, ele dá um importante contributo para o conhecimento das sociedades da Idade do Ferro.


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domingo, 8 de junho de 2014

Studies in Irish Mythology - Livro


Studies in Irish Mythology

Bondarenko, G., Studies in Irish Mythology. Curach Bhán Publications, 2014  286pp. ISBN: 978-3-942002-15-8


Sinopse
Este livro é o resultado de cerca de dez anos de pesquisa sobre o substrato mitológico das narrativas compostas e escritas nos primeiros seculos da Irlanda medieval, situandoas no contexto mais amplo das mitologias indo-européias e euro-asiáticas. Alguns capítulos deste livro foram publicados anteriormente como artigos em diferentes periódicos e atas de congressos. O livro reedita, reformula e atualiza estas contribuiçoes, juntamente com capítulos inéditos, em um único livro com o objectivo de proporcionar um leitor uma tentativa de reconstrução tentativa que de uma visão de mundo mitológico irlandês.


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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Homenagem a Fergus Kelly - Programa


One day law conference in honour of Professor Fergus Kelly

Quando: 28 Junho
Onde: Dublin


O Dublin Institute for Advanced Studies (DIAS) organiza um congresso sobre direito céltico de um dia em homenagem ao professor Fergus Kelly, na ocasião da sua retiramento. O congresso será realizada o sábado 28 de junho de 2014 na sé do DIAS


 Programa



+INFO no site do: DIAS

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Celtic Conference in Classics 2014

Celtic  Conference in Classics 2014

Quando: 25-28 Junho
Onde: Edimburgo


A idéia de uma Celtic Conference in Classics, que giraria entre países e regiões dentro de Grã-Bretanha, França e Irlanda, foi concebido em 1998, no País de Gales. 


A intenção, então como agora, foi a criação de eventos que combinam as virtudes dum pequeno congresso de especialistas, visando uma publicação conjunta, e abrindo grande ocasião de reunir classicistas e historiadores da Antiguidade com especialidades muito diferentes.



Os diversos painéis separados correram em paralelo, com os membros estimulados a migrar livremente entre eles. O objetivo acadêmico é fertilizar o debate de duas maneiras: abrir painéis de especialistas para os de outras áreas temáticas-, e para incentivar a cooperação entre estudiosos de tradições nacionais muito diferentes.


 Programa



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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Arqueologia Biopolitica - Livro

Arqueologia Biopolítica

Bermejo Tirado, J., Arqueología biopolítica. La sintaxis espacial de la arquitectura doméstica romana en la Meseta oriental. La Ergastula, 2014   ISBN: 978-84-941796-6-2


Sinopse
A expansão do estado romano no Mediterrâneo levou à generalização de um conjunto de regras com as quais foram regulados certos aspetos da vida social de seus habitantes. No alvorecer do governo imperial, este quadro normativo sofre uma série de mudanças fundamentais. 


Augusto e seus sucessores estabeleceram uma série de políticas sociais destinadas a um mais eficaz e controle do estatuto de cidadania da população. Esses mecanismos de regulação social se articulavam em torno de vários níveis da vida diária, tais como impostos, a propriedade, o parentesco, a herança ou a procriação. Mas esses aparatos estatais afetaram de forma desigual aos diferentes membros de uma comunidade.



Neste livro aborda-se precisamente este problema: como essas políticas sociais romanos afetavam à vida das pessoas. Tomando como estudo de caso o território da metade oriental do Meseta, o autor se enfrenta a este problema através de três questões fundamentais: Os condicionantes culturais e materiais subjacentes à formulação das políticas sociais promulgadas pelos governantes romanos? Como é que estas políticas afetam a vida diária dos habitantes desta região? Que resposta fez essas políticas por parte dos seus habitantes?


Para tentar responder a estas questões se baseia em uma análise comparativa de vários tipos de fontes (arqueológica, epigráfica, jurídica, etc.). Através do agrupamento dessas informações realiza-se uma caracterização histórica do impacto de alguns desses mecanismos de coerção social nos habitantes da região e as suas implicações nos diversos âmbitos da vida quotidiana

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Debatindo a Assembleia no Norte da Europa

Debating the Thing in the North I
Journal of the North Atlantic, special vol. 5


INDEX

Debating the Thing in the North I: Introduction and Acknowledgments  p. 1
Alexandra Sanmark, Sarah Semple, Natascha Mehler & Frode Iversen


Research Articles

Concilium and Pagus—Revisiting the Early Germanic Thing System of Northern Europe  p. 5
Frode Iversen

Þing goða—The Mythological Assembly Site  p. 18
Nanna Løkka

Sacred Legal Places in Eddic Poetry: Reflected in Real Life?  p. 28
Anne Irene Riisøy

State Formation, Administrative Areas, and Thing Sites in the Borgarthing Law Province, Southeast Norway  p. 42
Marie Ødegaard

Tracing Medieval Administrative Systems: Hardanger, Western Norway  p. 64
Halldis Hobæk

Governance at the Anglo-Scandinavian Interface: Hundredal Organization in the Southern Danelaw  p. 76
John Baker and Stuart Brookes

Patterns of Assembly: Norse Thing Sites in Shetland   p. 96
Alexandra Sanmark

What is in a Booth? Material Symbolism at Icelandic Assembly Sites  p. 111
Orri Vésteinsson


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Postclassical Archaeologies 4 - 2014


Postclassical Archaeologies Nº 4


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quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Comercio Tardo-Antigo no NO - Livro


EL COMERCIO TARDOANTIGUO EN EL NOROESTE PENINSULAR

Adolfo Fernández, A., El comercio tardoantiguo (ss.IV-VII) en el Noroeste peninsular a través del registro cerámico de la ría de Vigo. Roman and Late Antique Mediterranean Pottery 5, 2014, 529pp. ISBN: 9781905739721


Sinopse
Este livro é o resultado de uma tese de doutorado sobre os materiais cerâmicos da zoa de Vigo. O livro apresenta uma revisão dos materiais arqueológicos de época romana e tardo-antiga na Galiza, tentando salvar a total falta de estudos sobre o assunto, que tornou a realidade económica e comercial galaico-romana da Antiguidade Tardia em uma época de "obscuridade". A intenção desta obra é a de banir a velha hipótese de que esses territórios colocados estavam fora dos sistemas comerciais imperantes no mundo Mediterrâneo na Antiguidade Tardia e inícios da Idade Média.


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JALC 5/1, 2014

Journal of Archaeology in the Low Countries
Vol 5/1, 2014


Articles

Micromorphological study of Early Neolithic (LBK) soil 
features in the Netherlands
D.J. Huisman, F. Brounen, E. Lohof, R. Machiels, J. de Moor, B.J.H. van Os, P. van de Velde, E. Rensink, I.M. van Wijk

The Westfrisian Bronze Age: a view from Enkhuizen-Kadijken
E. Lohof, W. Roessingh

Wet, wealthy worlds: The environment of the Swifterbant river system during the Neolithic occupation (4300-4000 cal BC)
M. Schepers

Could the local population of the Lower Rhine delta supply the Roman army?: Part 2: Modelling the carrying capacity using archaeological, palaeo-ecological and geomorphological data
M. van Dinter, L.I. Kooistra, M.K. Dütting, P. van Rijn, C. Cavallo



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domingo, 25 de maio de 2014

O Corpo do Delito - de Censuras e Antropologias


Tomamo-nos ontem graças ao blogue Antropologia e Imagem esta curiosa fotografia que aqui ao cimo podeis observar, mas o mais curioso sem dúvida além da típica cena de encontro entre sujeitos de culturas distintas, e a história que detrás dela se topava.


A fotografia, é uma obra do fótografo Alexander (Sasha) Gusov em ela se regista o momento de encontro de sua esposa com umas mulheres da tribo himba (Namíbia) 2003, uma cena sem dúvida inocente mas que o facebook interpretou como sexualmente explicita e censurou


São longamente conhecidas as polemicas que sobre a consideração de qualquer tipo de desnudez -mais sobre tudo a feminina- nesta rede social baixo o epigrafe do pornografico, por mais que a sua intenção seja em muitos dos casos evidentemente artística e não sexual,


assim o caso da também fotógrafa Anastasia Chernyavsky e as fotos familiares, nas que mostrava a sua vida como nudista em cenas cotias que podemos topar em qualquer fogar, igualmente censurada pelo facebook e foi longamente comentado na internete.


Dá-se o paradoxo sem embargo de que na mesma rede social podem circular sem problemas imagens femininas espidas, contradição? não tal, não são fotografias decerto: são pintura ou estatuária sobre tudo greco-romana ou de inspiração clássica, e por tanto muito velha, e o


que é mais fundamentalmente parte de uma convenção ocidental da estética que não é considerada desde o nosso ponto de vista mais que como algo "artístico", e donde o corpo -nem sequer o feminimo- pode escandalizar ou chamar a tensão: O Desnudo Artístico.


Encasulados na nossa lógica resulta-nos curioso a nós entender certamente que culturas que têm elaborado esquemas de representação cultural do corpo que incluem variações física radicais do corpo em sim próprio careçam de uma conceção similar pela contra a ideia do "desnudo artístico" ocidental. Sentimo-nos chocados pela sua estética a suas formas a beleza, que consideramos


grotestas, mais ao melhor não tanto como para eles a nossa alienígena aparência. A nossas ideais sobre o tema obviamente são resultado de decorrer da história como igualmente os são as suas, e respondem, por tanto, a formas diversas de gerir e entender a realidade, o mundo, a sociedade, nas que o corpo é uma parte mais do jogo.


Neste sentido, no Ocidente temos elaborado uma peculiar dicotomia do corpo nu legitimo ou ilegítimo que não sempre concorda ou concordara, como no caso de acima, coas conceções que sobre o corpo têm outras culturas, pois finalmente e a fim de contas, a perceção que se tem do corpo alem da biologia e também, e sobre tudo, uma construção cultural


Ao respeito resulta tremendamente esclarecedora a cita que em Antropologia e Imagem se utiliza para mostrar esse paradoxal contraste entre o próprio e o outro:

"Entrevistei uma jovem antropóloga trabalhando com mulheres em Mali, um país da África onde as mulheres andam com os seios nus. Estão sempre amamentando seus bebês. E quando ela lhes contou que em nossa cultura os homens são fascinados com seios, houve um instante de choque. As mulheres caíram na gargalhada. Gargalharam tanto que caíram no chão. ‘Quer dizer que os homens agem como bebês?’, disseram".  (Carolyn Latteier, no livro All About Breasts)
O que numa cultura resulta escandaloso noutra pode carecer de qualquer matiz nesse semelhante, mesmo resultando -como aqui se comenta- a mesma sugestão de tal simplesmente "ridícula" e motivo brincadeira. Mas mesma diversidade de construções do corpo não escapa ao Ocidente, nos EE.UU tivera repercussão a polemica que se


gerara quando um recém-nomeado direitor do Departamento de Justiça, obrigara a vestir cum telão azul uma estatua alegórica do "Espírito da Justiça" de clara inspiração clássica pelo feito de que deixava ver um peito ao descoberto, consideração que não se tive, pelo contrario, coa alegoria masculina situada enfrente da Justiça que escapou a mais velos neo-tridentinos


Como as diversas perceções da moral afetam a entendimento de uns e outros consideram como artístico, assético sexualmente, e/ou bem obsceno e provocador no Ocidente?, seria um tema que daria muito jogo para os antropólogos e historiadores da mentalidade europeia,


pois é não apenas uma questão da delimitação ou elaboração do próprio conceito de arte, senão da criação da própria imagem do "clássico" ou da beleça como ideal ou tópico que serviu de base a estas ideias. Explicarei isto um pouco


Algo que lhes resultava tremendamente chocante aos meus alunos quando lhe explicava a estatuária clássica era o feito de que durante o próprio classicismo pleno, durante tudo o século V a.C, a dicotomia ascroftiana não resultaria, realmente, tão estranha. Pois mentres o


mundo grego admitia o nudez masculina, no deporte ou na arte, a desnudez total do corpo da mulher era frequentemente -havendo exceções- evitada e de feito considerada inadequada, em suma porque, a fim de contas, o contexto da estatuária era fundamente público e religioso. 


Limitado por esta convenção o escultor de finais do arcaísmo e o século V a.C. criara todo um subtil jogo de pregues marmóreos, telas que enchoupadas se pegam a carne ausente, e transluziam assim o corpo embora sem mostra-lo, trasparentavam anatomias cada vez mais evidentes mas sem descobri-las, e as vezes, como se soe dizer agora nos filmes, por exigências do guião, mostram parcialmente esse corpo deixando cair o chiton por imperativos do movimento


Mas topámos nesta imagens nuas algo que imediatamente nos resulta estranho como observadores afeitos a vários séculos de tradição artística "clássica", o corpo em parte quase nu na totalidade da mulher fugindo, caído já o vestido, resulta-nos inevitavelmente demasiado rotundo, pouco mole, e de certo, estranho e ate desagradavelmente musculoso.


Acostumado as subtilezas da transparência pétrea e do corpo intuído baixo a tela, o escultor clássico carece entanto dum cânon estético para a nudez feminina, e tem que reproduzir na talha ainda o hábito mais usual de trabalho de uma anatomia fundalmenta masculina. 


Ao mesmo tempo que isto passava a cerâmica de figuras vermelhas não duvidaria em mostra cedo o corpo feminino livremente espido. Longe do espaço publico, reduzida a um eido privado, fechado e masculino, consentido pela moral, quase como nessa dicotomia especular de Majas Vestidas vs Espidas, reduzído ao circulo privado do Andron, que como o nome indica "é coisa de homens" (e de hetairas), amostra-se nela sem problemas a nudez e o sexo, em sim próprio parte também do mesmo Simpósio.


Em fim, diverso, mais como vês caro leitor, não tanto no fundo das dicotomias muito atuais dum EE.UU a vez puritano e líder da industria eufemisticamente denominada "para adultos". Circu-la mesmo a tradição, lenda ou realidade pouco importa, de que um século mais tarde quando já os artesãos do classicismo tardio rompiam os moldes rígidos do século anterior desde a própria tradição clássica, e faziam mover-se como as estatuas como antes nem puderam ter imaginado,


desequilibravam forças e multiplicavam planos e pontos de vistam, aquela Afrodita Cnidia (mater de muitas posteriores) acabou naquela Iha de Cnido, que lhe havia de dar nome, trás ser com grande escândalo rejeitada pela polis que primeiro a tinha encarregado ao bom do Plaxiteles, pouco decoro toparam nela por representar nua a uma deusa, embora essa divindade fosse uma a qual o mito não caracterizava precisamente pelo sua moralidade


Mas aquela imagem rejeitada por imoral por uns e considerada artística por outros havia-se converter na primeira de muitas, num modelo que criava e assentava algo novo em sim próprio, mas que havia de ter um sucesso considerável, uma imagem da anatomia da mulher, das formas femininas, autónoma e diferenciada da masculina


Tempo de crise, tempo de câmbios de pensamento, politica e sociedade longo e complexo de enumerar aqui, a estética refletiu também -de novo- essa mudança na ética e na mentalidade, logo virá asinha o Helenismo, depois Roma ... e o resto -ate agora- é já bem conhecido, e parte da própria história das nossas proprias ideias.


Mas não deveramos esquecer, o mundo não e apenas o nosso mundo, há outras histórias: e nalgumas o Corpo raramente é a priori o do Delito.