quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mapas do Tempo - Palestra


O proximo dia 03 de Agosto de 2013 dentro do Ciclo de Conferências Entre Hefesto e Prometeus celebrara-se uma conferência a cargo dos Professores Gheorghiu Dragoş da Universidade das Artes em Bucareste e Livia Ştefan do Instituto de Computação em Bucareste que terá por titulo The Maps of Time. Real Communities-Virtual Worlds-Experimented Pasts. A proposal for a network between Mação and Vădastra for promoting their material and immaterial heritage. 

A conferência irá decorrer pelas 21 horas, na sala de reuniões do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.


+INFO no site do:  Instituto Terra e Memoria

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Falece George W. Stocking Jr.

George W. Stocking Jr. (1928-2013)

O passado dia 13 de julho morria o reconhecido historiador da antropologia, George W. Stocking. Formado como historiador social, Stocking dedicou a sua carreira ao estudo das distintas correntes da antropologia europeia e norte-americana, consagrando estudos a antropologia vitoriana, a escola boasiana, o funcionalismo, a relação entre o conceito de raça e as teorias antropológicas, publicando numerosos artigos e livros

Entre eles destacou a sua serie History of Anthropology publicada pela Universidade de Wisconsin. Stocking passou por diversas universidades norte-americanas ate alcançar a cátedra de antropologia na Universidade de Chicago na que exerceu como emérito até a sua morte, faz dois dias. 

George W. Stocking deixa atrás de si uma obra essencial para o conhecimento historiográfico das origens da antropologia contemporânea.


domingo, 14 de julho de 2013

Falece Ruth Megaw


A Dra. Ruth Megaw, esposa e longo tempo colaboradora do arqueólogo Vincent Megaw, Professor Emérito da Univ. Flinders de Austrália e um dos maiores espertos na arte céltica, faleceu o passado sábado dia 13 de julho


Ruth Megaw estudou a história na Universidade de Glasgow, onde se especializou em Historia de América. Em 1961 mudou-se para Sydney com o seu marido e um professor e arqueólogo Vincent Megaw, sendo professora nas Universidade de New South Wales e Sydney. Ruth desempenhou um grande papel na criação do Departamento de Arqueologia da Universidade de Flinders, através do apoio que forneceu ao seu marido. 



Ela era coautor e coeditora de muitas das suas publicações arqueológicas. Os Megaws são internacionalmente reconhecidos como especialistas no estudo da arte da Idade do Ferro europeia.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ficheiro Epigrafico Nº 108


FICHEIRO EPIGRÁFICO Nº 108, 2013


Acaba de sair do prelo o último número da revista Ficheiro Epigráfico, suplemento de Conímbriga, neste número dá-se notícia de 3 novas inscripções

INDEX

476 - Inscripción de Zarza de Granadilla, Cáceres (Conventus Emeritensis)
Julio Esteban Ortega

477 - Cupa funerária romana de Mértola (Conventus Pacensis)
José d'Encarnação, Virgílio Lopes

478 - Nuevo fragmento de ara funeraria de Peñalba de Castro (Burgos) y un possible taller epigráfico en Clunia
Paloma Balbín Chamorro, David Sevillano López e Mariano Rodríguez Ceballos


Ir ao número da revista:  FE 108

sábado, 6 de julho de 2013

Ficheiro Epigrafico Nº 107

FICHEIRO EPIGRÁFICO Nº 107, 2013


Acaba de sair do prelo o último número da revista Ficheiro Epigráfico, suplemento de Conímbriga, neste número dá-se notícia de 3 novas estelas funerárias

INDEX

471 - 474 - Estelas funerarias de Plasenzuela (Cáceres)
Julio Esteban Ortega e José Antonio Ramos Rubio

475 - Estela funeraria hallada en Baños de La Encina (Jaen)
Luis Arboledas Martínez, Miguel Ángel Novillo López, Juan Jesús Padilla Fernández e Linda Chapón


Ir ao número da revista: FE 107

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Trabajos de Prehistoria 70/1

Trabajos de Prehistoria 70/1, 2013


Artígos

Aprovisionamiento de sílex en el Prepirineo oriental durante el Paleolítico superior antiguo: el nivel arqueológico 497C de Cova Gran (Santa Linya, Lleida)   pp. 7-27
Miquel Roy Sunyer, Andoni Tarriño Vinagre, Alfonso Benito-Calvo, Rafael Mora Torcal, Jorge Martínez-Moreno

Los orígenes del Solutrense y la ocupación pleniglaciar del interior de la Península Ibérica: implicaciones del nivel 3 de Peña Capón (valle del Sorbe, Guadalajara)   pp. 28-53
Manuel Alcaraz-Castaño, Javier Alcolea González, Rodrigo de Balbín Behrmann, Miguel Ángel García Valero, José Yravedra Sainz de los Terreros, Javier Baena Preysler

Procesos técnicos y culturales durante el Holoceno inicial en el noroeste de la Península Ibérica. Los niveles B y Bb de La Cativera (El Catllar, Tarragona)   pp. 54-75
Juan Ignacio Morales, Josep M. Vergès, Marta Fontanals, Andreu Ollé, Ethel Allué, Diego E. Angelucci

Las estelas del Suroeste en el valle del Guadalquivir y Sierra Morena: distribución espacial y nuevas perspectivas de investigación    pp. 76-94
Manuel Eleazar Costa Caramé

La explotación tartésica de la casiterita entre los ríos Tajo y Guadiana: San Cristóbal de Logrosán (Cáceres)   pp. 95-113
Alonso Rodríguez Díaz, Ignacio Pavón Soldevila, David M. Duque Espino, Moisés Ponce de León Iglesias, Mark A. Hunt Ortiz, Craig Merideth

Arqueología del cielo. Orientaciones astronómicas en edificios protohistóricos del sur de la Península Ibérica   pp. 114-139
César Esteban, José Luis Escacena Carrasco

Una fosa-vertedero de época vettona en el Cerro de la Mesa (Alcolea de Tajo, Toledo)   pp.140-165
Teresa Chapa Brunet, Juan Pereira Sieso, Ana Cabrera Díez, Cristina Charro Lobato, Marta Moreno-García, Mónica Ruiz Alonso, Sebastián Pérez Díaz, José Antonio López Sáez, Rafael Araujo


Noticiario

¿También un arte ‘macro-levantino’? El arquero de grandes dimensiones de Val del Charco del Agua Amarga (Alcañiz, Teruel)    pp. 166-174
Manuel Bea, José Ignacio Royo

Las Pozas (Casaseca de las Chanas, Zamora): dos nuevos recintos de fosos calcolíticos en el Valle del Duero   pp. 175-184
Marcos García García

La utilización de marfil de cachalote en el Calcolítico de Portugal    pp. 185-203
Thomas X. Schuhmacher, Arun Banerjee, Willi Dindorf, Chaturvedula Sastri, Thierry Sauvage

Recensiones y Crónica científica
pp. 204-218

Libros recibidos
pp. 219-221


Ir ao numero de: TP 70/1

sábado, 29 de junho de 2013

Divulgar a Evolução, o NIDAP


O dia 6 de Julho terá lugar no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha uma palestra a cargo de Silvério Figueiredo, Fernando Coimbra e Arlinda Fortes que levara por titulo NIDAP.cpgp - S. Caetano, Golegã: um projecto de divulgação da evolução da Vida e do Homem



Nesta palestra apressentara-se este centro recentemente criado. A palestra decorrera a partir das 17:00 horas a entrada é livre.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tecnologias do Encantamento - Livro

TECHNOLOGIES OF ENCHANTMENT

Duncan Garrow & Chris Gosden, Technologies of Enchantment?. Exploring Celtic Art: 400 BC to AD 100. Oxford Univ. Press, Oxford, 2012  400pp    ISBN: 978-0-19-954806-4


Sinopse
Enquanto a arte celta inclui alguns dos mais famosos artefactos arqueológicos nas ilhas britânicas, como o escudo de Battersea ou os torques de ouro de Snettisham, tem sido muitas vezes considerada apenas desde o ponto de vista da história da arte. Technologies of Enchantment? intenta conectar a arte celta ao seu contexto arqueológico, olhando como ela foi feita, usada e depositada.


Baseado no primeiro banco de dados que abrange a arte celta, reúne as teorias atuais sobre as relações entre as pessoas e os artefactos fornecidas por muitas áreas das ciências sociais. Os autores argumentam que a arte celta foi deliberadamente complexa e ambígua para que pudesse ser usada como elemento para negociar a posição social e as relações em um mundo como o da Idade do Ferro, inerentemente instável, especialmente no desenvolvimento de novas formas de identidade a partires da chegada dos romanos.



A metalurgia da Idade do Ferro tardia é situada em uma perspetiva a longo prazo que olha os objetos metálicos desde as suas origens na Idade do Bronze. O volume presta especial atenção à natureza dos depósitos e se concentra nos assentamentos, depósitos, e enterramentos - incluindo as relações dos objetos de arte celta 'com outras classes de artefactos, tais como os objetos de ferro e as moedas.


Uma característica a sinalar do livro é que ele prossegue o estudo destas tendências para além da invasão romana, destacando com elo as continuidades e diferenças estilísticas na natureza e uso de metalurgia de luxo.


 INDEX



+INFO sobre o livro: Technologies of Enchantment?

Arqueologia Experimental - Palestra


Hoje 26 de junho as 19:00 decorrera no local do Instituto de Arqueologia da Facultade de Letras da  Universidade de Coimbra uma palestra a cargo do arqueólogo Claudio Giardino da Universidade de Salento, que terá por titulo: Archaeologia sperimentale: contributo alla conscenza della storia.  A entrada é livre.


terça-feira, 25 de junho de 2013

KELTEN 58

KELTEN 58, 2013


Artikelen:

Linus Band-Dijkstra "Van Hamel, spreek uw moerstaal?"   p. 2

Nely van Seventer "Skol Diwan: de strijd voor het behoud van de Bretonse taal"   p. 4

Bart Jaski "Schotland en Ierland in Blaeu’s Atlas maior"   p. 7

Recensies:

Janneke Verdijk "Limerick and South-West Ireland"   p. 10

Wouko van de Haar "The Celtic Evil Eye and related mythological motifs"  p. 11

Stéphanie de Geus "Blarney Castle, an Irish tower house"   p. 12

Tino Oudesluijs "The makers of Scotland"   p. 13

Jan Deloof  "Brezhonegomp! Parlons breton! (pour grand débutants)"  p. 14

Stéphanie de Geus "Ken je klassieken!"   p. 16

Verslagen:

Tino Oudesluijs "‘Brave new world’: Cambridge Colloquium in Anglo-Saxon, Norse and Celtic"   p. 17
Nicole Volmering "Tionól 2012"   p. 19

Nieuws en activiteiten:

Nieuws  p. 20
Agenda  p. 21
Mededelingen  p. 22
Aankondiging Van Hamel-lezingen   p. 23


Ir ao site da revista:  Kelten

Irish Conference of Medievalist

26 Irish Conference of Medievalists

Quando: 10-12 Julho
Onde: Dublin


Achegamos agora a nova da futura 27 Conferência Irlandesa de Medievalistas organiçada pela School of Irish, Celtic Studies, Irish Folklore and Linguistics do University College (ICSIFL) de Dublin (UCD) que se celebrará entre os dias 10-12 de Julho no University College de Dublin



Desde a sua criação em 1987, a Conferência Irlandesa de Medievalistas (ICM) apresentou no seu programa uma seleção eclética de trabalhos, visando não só a representar o estado atual de Estudos Medievais na Irlanda e no exterior, mas também a informar o público sobre a mais recentes descobrimentos e as futuras direções da área académica.



A Conferência irlandesa de medievalistas, agora a mais de um quarto de século de existência, é um fórum para apresentações em Estudos Medievais no sentido mais amplo, especialmente -mas não exclusivamente- desde de uma perspetiva insular.


 Programa



+INFO no site da: Irish Conference of Medievalist

domingo, 23 de junho de 2013

Através do Lume e do tempo


O pastor impregnado de Baco, celebrará as suas festas as Parilia: mantende-vos então, lobos, longe dos estábulos; ele após ter bebido, acenderá montões de leviana palha levantados de acordo com o ritual e saltará acima das sagradas chamas (Tibulo, II.5.87-90)



Beltain "fogo de Bel", fogo benéfico, é sabido que era um fogo que os druidas faziam para a sua magia e os seus grandes encantamentos.. .e juntavam as tropas para as proteger contra as epidemias a cada ano entre estes dois fogos. E eles logo faziam passar as tropas entre ambos lumes (Glosario de Cormac, cit Le Roux & Guyonvar´ch, 1995: 103)


No noroeste da Escócia, ainda se acendiam os fogos de Beltane nas postimerias do século XVIII, os pastores de várias granjas acostumavam a reunir lenha seca e dançar três vezes olhando ao sul ao redor da pira flamejante ...o povo achava que ao anoitecer e durante a noite saíam as bruxas para fazer os seus feitiços contra o gado e roubar o leite das vacas. ... Quando se tinha consumido (a fogueira), a gente espalhava as cinzas por todas partes e até que a noite estava muito escura continuavam correndo e gritando: "lume, queimar às bruxas!" (Frazer, 1944: 697)



E. Carre Aldão, dizia já faz muito que a noite da véspera de São João se acendem grandes lumeradas, fogueira, cacharelas ...que, segundo se acha, têm a virtude de afastar os malefícios e preservar de determinadas doenças aos que as salvam, fazendo-o alguns, para o que se afastam os demais, em "pelico" (em couros), e devendo saltar determinado numero de vezes, ímpares sempre, uma vez de um lado e outra do outro... Antes em algumas freguesias passavam o gado de toda a classe acima dos restos da fogueira para livrá-los de danos e malefícios ... (Caro Baroja, 1992: 180)



Em San Pedro Manrique província de Soria celebra-se um rito particular com a fogueira de São João. Para a véspera de São João, a câmara municipal tem preparada uma quantidade de lenha para fazer a fogueira, que se leva em frente à porta da igreja da Virgem de La Peña 


... Então saem outros vizinhos que se descalçam e sobem os pantalões até média perna e que, devagar, bem sós, bem levando sobre as costas a outros, pisam acima dos tições. Antigamente também havia mulheres que, por voto ou por simples religiosidade, passavam acima dos tições, e não se perdeu a prática entre meninos e rapazes. ...A véspera do São Pedro repete-se o rito, embora com menor importância e devoção ... (Caro Baroja, 1992: 186)


E depois desta curta viagem ao longo do tempo e da geografia europeia, deixámos-vos aqui embaixo um inesperado -ou não- paralelo do ritual sampedrenho, galego, céltico, romano ... Indo-europeio (?!). Desde o Archaeoethnologica, bom São João e...Luuumeeee!!


Postagem relacionada:  Boa Noite e bom lume

Quando os Santos bailam no Lume - Livro


THE BURNING SAINT
   
Xygalatas, Dimitris: The Burning Saint. Cognition and Culture in the fire-walking of the Anasteria. Acumen Publishing, Londres    ISBN: 1845539761


Sinopse
Os participantes na Anastenaria, festa do norte da Grécia, são cristãos ortodoxos que observam um ciclo ritual anual centrado em duas festividades, dedicadas respetivamente a São Constantino e Santa Helena. Estas festas incluem procissões, música, bailes, mas também sacrifícios de animais, e culminam em um frenético ritual consistente em andar sobre as brasas acendidas de uma fogueira. 



Levando os ícones sagrados dos santos, os participantes dançam sobre o lume com o santo que os move. Burning Saints apresenta uma análise destes rituais e da psicologia que há por trás deles. Baseado num trabalho de campo a longo prazo, o livro traça o desenvolvimento histórico e o contexto sociocultural dos rituais gregos relacionados com o fogo. 



Como exemplo de etnografia cognitiva, o livro tem como objetivo identificar os fatores sociais, psicológicos e neurobiológicos que estar implicados em tais rituais. Através do estudo da participação, a experiência e o significado, do rito a obra apresenta uma análise de como esses processos mentais interatuam e dão forma à conduta social e religiosa.


 INDEX


Algo mais de/sobre o autor


+INFO sobre o livro:  The Burning Saint

Andar sobre o lume



Um curto vídeo do National Geographic no que se resume o ritual, o mito -lenda- etiológica da festa da Anastenaria na que os devotos bailam sobre o lume coas suas santas relíquias para expulsar assim o mal, purificar e proteger a comunidade



E de passo também nos transmite o eterno contraste, e a cotio conflito, entre a religiosidade popular e a ortodoxia vaia a redundância que apresenta a versão oficial de uma mesma religião, ambas variantes validas e justificáveis para uns ou outros. Mas como sugere a resposta de un dos devotos -desprezam o feito de nós em tempos salvamos os iconos do fogo- no video: quem é aqui, realmente, o ortodoxo?