sábado, 9 de fevereiro de 2013

II Jornadas de Novos Investigadores do NO

II Jornadas de Novos Investigadores do Noroeste

Quando: 14-15 de Março
Onde:  Guimarães


As Jornadas de Novos Investigadores do Noroeste são encontros de investigadores jovens, com caráter regular, na área da Arqueologia, onde estudantes ou profissionais expõem trabalhos, resultados e problemáticas inerentes aos projetos de investigação nos quais se encontram inseridos.



A apresentação de diferentes comunicações é exposta à apreciação e crítica construtiva dos restantes colegas, resultando num debate pertinente e adaptado à temática global proposta. A primeira edição das jornadas teve lugar em Novembro de 2010, em Ourense, sob o tema Arqueologia e Território e foi promovida pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade de Vigo (campus de Ourense) (videos disponiveis aqui)



As sessões são organizadas seguindo um modelo de mesa-redonda, em que cada investigador realiza uma exposição/conferência, seguida de um período de debate, em que todos os presentes podem participar, levantando questões, analisando aspetos focados e contribuindo para um conhecimento coerente e complementar dos contextos arqueológicos.



A ideia passa por reunir investigadores, dentro de uma faixa etária aproximada, correspondendo sensivelmente a investigadores licenciados, mas na maioria ainda não doutorados (em que se integram estudantes de Mestrado e profissionais em início de carreira), cujas áreas de trabalho em Arqueologia se integrem no âmbito geográfico do Noroeste da Península Ibérica. Este fator confere a este encontro uma amplitude transfronteiriça, entre o Noroeste de Espanha e o Norte de Portugal, aproximando as recentes problemáticas de investigação que se colocam nos dois países.



Esta segunda edição das Jornadas de Novos Investigadores do Noroeste, é promovida pela Sociedade Martins Sarmento, pelo Citcem (ICS/UM) e pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e terá lugar em Guimarães, na Sociedade Martins Sarmento, nos dias 14 e 15 de Março de 2013.

O prazo para apresentação de posters está aberto até ao dia 18 de Fevereiro



+INFO no bloge:  Pedra Formosa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

In Memoriam Jürgen Untermann

Acaba de dar-se a conhecer a morte no dia de ontem, à idade de 84 anos, do professor Jürgen Untermann (24/10/1928 - 2013/02/07) um dos principais espertos na paleo-linguística europeia e especialmente da Península Ibérica.

Discípulo de insignes linguistas como Hans Krahe e Ulrich Schmoll, estudou nas universidades de Frankfurt e de Tübingen, sendo catedrático de Linguística Comparada na Universidade de Colónia. Membro de várias instituições internacionais , era desde  o ano 1994 membro da Real Academia de História da Espanha. A sua pesquisa se concentrou no estudo das línguas itálicas e paleo-hispânicas, sendo considerado a maior autoridade a nível mundial no estudo da línguas paleo-hispânicas.



Foi o editor do corpus destinado a recolher todas as inscrições nas línguas antigas da Península Ibérica, os celebres Monumenta Linguarum Hispanicarum, cujos volumes foram publicados entre os anos 1975 e 1997. Realizou assim mesmo um intenso trabalho de sistematização da onomástica peninsular que o levou a publicar sua monografia clássica sobre o tema. Elementos de un Atlas Antroponímico de la Hispania Antigua (Madrid, 1965) . Untermann foi igualmente um dos principais valedores da interpretação da língua lusitana como uma forma de céltico arcaico, em contra de boa parte dos seus colegas profissionais, no que ele definiu como a sua "herética convicção"

nomeamento de honoris causa de Untermann pela USC, 2003

O professor Untermann foi assim mesmo desde o seu início um dos principais promotores dos Colóquios de Línguas e Culturas Paleo-hispânicas, cuja organização presidiria por vários anos. Com a morte do Prof Untermann o estudo das línguas pré-romanas da península ibérica fica órfo de um dos autores de referência nas últimas décadas.  Sit tibi terra levis


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TAG 2013 - Convocatória

TAC 2013 - Chicago

Quando: 9-11 Maio
Onde:   Chicago


O Theoretical Archaeology Group começou no Reino Unido em 1979 como um grupo de arqueólogos interessados ​​em explorar a intersecção de arqueologia com as fronteiras da teoria crítica, filosofia e antropologia. Desde aquela época, a reunião anual do TAC vem-se realizando no Reino Unido, até que no ano 2000 foi estabelecido em Escandinávia uma secção deste. Em 2008, o grupo TAG-USA foi formada e for realizada uma conferência inaugural na Universidade de Colúmbia.



As conferências TAC têm crescido a cada ano e agora oferece um ponto de intersecção vibrante entre arqueólogos americanos e europeus, e têm sido o gérmen de alguns dos artigos mais inovadores publicados em revistas como Archaeological Dialogues, Antiquity, ou Social Archaeology. A cada ano, uma instituição diferente assume a responsabilidade de organizar a conferência e servindo como hospedeiro recaindo este ano o papel no Departamento de Antropologia, Universidade de Chicago



Sobre o titulo temático genérico de Visões (Visions) o TAG acolhe uma serie de sessões temáticas que de descrevem no arquivo de embaixo junto com o prazo de presentação de comunicações


Sessões



+INFO no site do:  TAG 2013

Journal of Social Archaeology 13/1


Journal of Social Archaeology Vol. 13/1, 2013


Articles

Through the skin: Exploring pastoralist marks and their meanings to understand parts of East African rock art  pp. 13: 3-30
Thembi Russell

Concrete matters: Ruins of modernity and the things called heritage  pp. 31-53
Þóra Pétursdóttir

Hesitant geographies of power: The materiality of colonial rule in the Siin (Senegal), 1850–1960   pp. 54-79
François G. Richard

The rediscovery of HMS Investigator: Archaeology, sovereignty and the colonial legacy in Canada’s Arctic    pp.80-100
Lisa M. Hodgetts

Exploring hidden narratives: Conscript graffiti at the former military base of Kummersdorf   pp. 101-121
Samuel Merrill and Hans Hack

Non-bodies of knowledge: Anatomized remains from the Holden Chapel collection, Harvard University   pp. 122-149
Christina J. Hodge


Ir ao número da revista:   JSA 13/1

A Etapa Neopúnica em Hispânia

LA ETAPA NEOPUNICA EN HISPANIA

Mora Serrano, B. & Cruz Andreotti, G, La etapa neopúnica en Hispania y el Mediterráneo centro occidental: identidades compartidas. Universidad de Sevilla, 2012   ISBN: 978-84-472-1471-6


Sinopse
O fenómeno da romanização da Hispânia e de boa parte do Mediterrâneo centro-ocidental tem interpretado até não há muito tempo atrás, com uma rigidez e sem matizes nuances, especialmente quando se considera o prolongado período de tempo em que se integra este processo, entre os anos finais do século III aC e a época flávia.

No entanto, a atenção prestada nos últimos anos aos aspetos tão modestos como interessantes da vida quotidiana, das costumes religiosos, ritos funerários, a mantimento das línguas vernáculas, especialmente a fenícios, que põem de manifesto os grafitos tardo-púnicos sobre cerâmicas itálicas, contrasta com as manifestações, muitas vezes, mais aparente que reais, das aristocracias locais, cujo interesse em adotar certas formas e estilos de vida romanos é, nos estágios iniciais da presença romana, o resultado de um oportunismo político claro.

Diferentes substratos e adstratos se fundem e confundem nos territórios hispanos e grande parte do Mediterrâneo Ocidental, onde a antiga presença fenício-púnico tinha deixado uma profunda marca, cujo reconhecimento e interpretação esta cheio de matizes e, em muitos casos, de posições conflitantes que não fazem outra coisa que enriquecer o debate científico.


INDEX



Ficheiro Epigráfico nº 104

FICHEIRO EPIGRÁFICO  Nº 104 - 2013


INDEX


460 - Ara funerária romana de Moura (Conventus Pacensis)
José d'Encarnação, José Gonçalo Valente, Vanessa Gaspar, Maria da Conceição Lopes e Santiago Macias

461 - Estela funerária de Guijo de Granadilla, (Cáceres)
Jaime Rio-Miranda Alcón e Mª Gabriela Iglesias Domínguez

462 - Fragmento de Estela de Oliva de Plasencia (Cáceres)
Jaime Rio-Miranda Alcón e Mª Gabriela Iglesias Domínguez

463 - Placa funerária da Civitas Igaeditanorum (Conventus Emeritensis)
José d'Encarnação e Raul Losada



Ir ao número da revista:  FE

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lei, Comunização e Controle

The Justice of Constantine

Dillon, John Noël, The Justice of Constantine. Law, Communication, and Control. University of Michigan Press, Ann Arbor, 2012, 295pp.   ISBN: 978-0-472-11829-8


Sinopse
A Justiça de Constantino examina a legislação judicial e administrativa do imperador e seus esforços para manter o controlo sobre a burocracia imperial, e garantir o funcionamento da justiça romana, e para manter a autoridade sobre os seus súbditos por todo o Império Romano. John Dillon analisa o registo da legislação de Constantino e a sua relação com a legislação anterior. Os capítulos iniciais também servem como uma introdução ao direito romano e administração na Antiguidade Tardia.



Dillon considera os éditos públicos de Constantino e as comunicações internas sobre o acesso ao direito, os juízos e jurisprudência, a corrupção e a punição dos abusos administrativos, vendo como os funcionários imperiais dotaram mão da correspondência com o imperador para resolver diversas questões jurídicas. O livro remata com estudo dos expedientes de apelação de Constantino como instrumento para garantir a justiça provincial.

As constituições de Constantino revelam muito sobre o Código Teodosiano e as leis incluídas nele. Constantino buscou fontes diretas e confiáveis de informação com fim de fazer valer a sua autoridade. A correspondência oficial, mostra o seu esforço por manter o controle sobre os funcionários através de punição; os agentes de confiança, a prestação obrigatória de contas, e o cultivo da suspeita e rivalidade entre eles. 


INDEX




+INFO sobre o livro em: Univ. Michigan Press

A Escenação da autoridade na Antiguidade

Les mises en scène de l’autorité dans L’Antiquité

Quando: 21-22 Novembro
Onde: Lyon


O laboratório ERAMA (Expressions et Représentations de l’Autorité dans les Mondes Anciens), organizar os dias 21 e 22 de novembro, 2013, na École Normale Supérieure de Lyon, um congresso dedicada à temática da "escenação da autoridade"


Muitas vezes codificada, a escenação do poder é uma parte integrante da existência da autoridade, entendida como um processo de reconhecimento da legitimidade da hierarquia, entendida como diferente da mera retórica da violência. A autoridade torna-se assim uma eficaz forma de dar visibilidade as representações e manifestações da hierarquia. Por elo a imagem que a autoridade estabelece da de sim mesma deve ser controlada.



Esta convocatória está principalmente planejada para estudantes de pós-graduação e jovens pesquisadores que trabalham sobra Antiguidade desde os pontos de vista literário, histórico, arqueológico, epigráfico, filosófico, etc. O objetivo do congresso ao combinar diferentes áreas de investigação e estudo é definir um fenómeno, que tem pode ser entendido, como político, económico, social e cultural. De acordo com a vocação de ERAMA, os limites cronológicos circunscrevem-se a Antiguidade com a intenção de cobrir os mundos grego e romano junto com outras civilizações do Mediterrâneo.



Entendera a encenação de autoridade precisa tanto de estudos de caso concretos como de análises globais, tanto de descodificação ad hoc dos seus mecanismos como da análise das tendências a longo prazo. Colocar em ordem, cronológica ou tematicamente, de todos os reflexos desta temática, permite identificar certas características de autoridade na globalidade de esta área de estudo: De que as formas da autoridade é exposta, difundida, praticada ou comemorada?


Convocatória



+INFO no bloge de:  ERAMA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Romanização em Guadalajara

LA ROMANIZACIÓN EN GUADALAJARA

Quando: 22 de Fevereiro
Onde:  Gualajara


O dia 22 de fevereiro terá lugar no Museu de Guadalajara celebrara-se um simpósio intitulada A Romanização em Guadalajara. Esta reunião científica foi organizada para discutir e atualizar a documentação sobre o processo de romanização da província de Guadalajara (Espanha), depois de analisar os dados antigos e da incorporação das últimas notícias provenientes principalmente do eido da arqueologia.



Este encontro de especialistas suporá uma atualização do conhecimento sobre o tema que será, Sem dúvida, de grande interesse tanto para o âmbito académico como para aqueles interessados ​​na história deste território.


Programa




O Futuro do Passado - convocatória

O Futuro do Passado

Quando: 8-12 Julho
Onde:  Brasília


O  XIX Congresso da SBEC será realizado na cidade de Brasília, entre os dias 8 e 12 de Julho de 2013, e será sediado no cenário do Museu Nacional e da Biblioteca Nacional de Brasília. Pela primeira vez em sua história, a SBEC firmou no evento uma parceria científica com a sociedade-irmã Associação Portuguesa de Estudos Clássicos (APEC), acrescentando assim ao seu XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos a nomenclatura de I Simpósio Luso-brasileiro de Estudos Clássicos. O titulo do Congresso será O Futuro do Passado

O tema Futuro do Passado remete ao menos a duas questões centrais, entre as muitas que o tema poderá sugerir aos pesquisadores:

 a) De que maneira o futuro é objeto das mais diversas manifestações culturais do mundo antigo? Como o futuro é esperado, temido, pensado, representado, traçado na iconografia, no teatro, na literatura, na filosofia, na história, na música?

  b) O que o passado tem a oferecer ao presente, que é, em todas as instâncias, o responsável por   construir o futuro? Isto é, que relação o presente estabelece com o passado, de modo que as ações pretéritas sejam o ponto de partida do hoje para pensar o amanhã?

Se a escolha do tema foi motivada pela ocasião de realizar o congresso na Capital, projeto modernista que já, depois de 50 anos, se tornou clássico, há nela explícita também a intenção de convidar a comunidade lusófona de classicistas a pensar seu próprio futuro.

Se a escolha do tema foi motivada pela ocasião de realizar o congresso na Capital, projeto modernista que já, depois de 50 anos, se tornou clássico, há nela explícita também a intenção de convidar a comunidade lusófona de classicistas a pensar seu próprio futuro. Diante dos desafios de uma pesquisa globalizada e do constante enfoque e valorização da velocidade e tecnologia na produção do conhecimento, o congresso deseja provocar uma reflexão: qual o futuro dos estudos clássicos?

A partir dessa questão a ideia central desse Congresso é um convite para pensarmos não só a importância do presente na definição do/s passado/s que os classicistas discutem em seus trabalhos, como também nos sensibilizarmos da urgência de uma revisão epistemológica para a abertura de novos caminhos ao nos aproximarmos da Antiguidade e seu legado


+INFO no site do Congresso:  O Futuro do Passado

domingo, 3 de fevereiro de 2013

I Congresso da AAP - Convocatória

I Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses

Quando: 21-24 Novembro
Onde:  Lisboa


Con motivo dos seus 150 anos, a AAP (Associação dos Arqueólogos Portugueses), organiça o seu I Congresso. O I Congresso de Arqueologia da Associação dos Arqueólogos Portugueses tem como principais objectivos a Divulgação, Discussão e Debate Científico dos estudos e intervenções arqueológicas realizadas no território actualmente português.



De igual modo, pretende-se que as contribuições resultem de trabalhos inéditos, que constituam sínteses ou reflexões científicas desde a Pré-História à Contemporaneidade.

Neste sentido, as propostas poderão ser submetidas para um âmbito cronológico específico:

- Pré-História​
- Proto-História
- Antiguidade Clássica e Tardia
- Época Medieval
- Época Moderna e Contemporânea

e/ou de acordo com a natureza das intervenções:​

​ - Arqueologia e Território​
​ - Arqueologia e Cidade
​ - Arqueologia e Investigação
​ - Arqueologia e Comunicação


A data limite para o envio de propostas é o dia 31 de Março de 2013.


+INFO no site do:  Congresso da AAP

As Origens do pensamento simbólico

Aux origines de la pensée symbolique

Quando: 7 fevereiro
Onde: Toulouse


O Museu de Toulouse organiza a uma conferência a próxima 5 feira, dia 7 de fevereiro, a cargo do arqueólogo João Zilhão (ICREA) e intitulada: Às Origens do pensamento simbólico. A maior parte das vezes, a evolução humana é apresentada como o processo de emergência de uma espécie superior. A arte rupestre e a exploração da Lua, ainda que separados por cerca de 40 000 anos, podem ser explicadas pela ativação dos mecanismos cognitivos avançados que seriam próprios dos homens "modernos".



Descobertas recentes revelam que a realidade é muito mais complexa. Em realidade, as primeiras manifestações arqueológicas dessa cognição "moderna" aparecem nos neandertais da Eurásia ou das populações anatomicamente "arcaicas" de África . Isto indica que a explosão demográfica cultural e humanidade recente em vez corresponde à etapa final de um processo.


+INFO no site do: Museu de Toulouse

A primeira escultura da Humanidade

O Homem Leão da Idade do Gelo é a escultura figurativa mais antiga do mundo

A obra esculpida em marfim de mamute foi redatada, e 1.000 novos fragmentos descobertos mas não vai figurar na exibição do British Museum

A peça estrela inicialmente prometida para Ice Age Art do British Museum finalmente não figurara na exposição, mas por uma boa razão. Novos fragmentos da escultura do Homem Leão de Ulm foram descobertos e eles mostram que a peça parece ser mais velho do que se pensava inicialmente, cerca de 40.000 anos. Isto faz dela a escultura figurativa mais antiga do mundo figurativo. Na exposição de Londres, que abre em 7 de fevereiro, figurara em vez da original uma réplica proporcionada pelo Museu de Ulm.



A história da descoberta do Homem Leão começa em agosto de 1939, quando os fragmentos de marfim de mamute foram topados na escavação da parte traseira da Caverna de Stadel nos Alpes da Suábia (sudoeste da Alemanha). Aquilo sucedeu alguns dias antes do inicio da Segunda Guerra Mundial. Quando finalmente foi reensamblada no 1970, a estátua foi considerada como um urso em pé ou um grande felino, mas com características humanoides.



O marfim no que a figura fora esculpida tinha quebrado em inumeráveis fragmentos. Quando for reconstruído, cerca de 200 peças foram incorporadas a escultura de 30cm de altura, embora cerca de 30% de seu volume faltava.



Outros fragmentos foram mais tarde encontrados entre o material escavado anteriormente e foram adicionados à figura, em 1989. Neste ponto, a escultura foi reconhecido como representação um leão, que a maioria dos especialistas têm considerado como masculino, mas a paleontóloga Elisabeth Schmid argumentou controversamente que pudera ser de sexo feminino, sugerindo que a sociedade primitiva poderia ter sido matriarcal.



A última nova é que quase 1.000 fragmentos adicionais da estátua foram encontrados, após recentes escavações na caverna Stadel, por Claus-Joachim Kind. A maior parte destes são diminutos, mas algumas têm vários centímetros de cumprimento. Algumas das maiores peças já estão sendo reintegradas agora à figura.



Os restauradores têm removido a cola do século 20 e o recheio da reconstrução de 1989, e estão a remontar meticulosamente o Homem Leão, usando técnicas digitalização de imagens. "É um enorme quebra-cabeça em 3D", diz o conservador do Museu Britânico Jill Cook. A nova reconstrução dará uma ideia muito melhor do seu estado original. Em particular, a parte do colo será mais exata, o braço direito mais completo, e a mesma figura alguns centímetros mais alta. Um escultor imaginativo


Um escultor imaginativo

Ainda mais emocionante que a descoberta dos novos anacos, foi a redefinição da idade da escultura mediante a datação por rádio-carbono de outros ossos encontrados no estrato. Isso retarda a data a 40.000 anos atrás, quando até agora pensava-se que a figura tinha 32 mil anos. Uma vez concluída a reconstrução, vários fragmentos pequenos, não utilizados do marfim de mamute serão suscetíveis de ser datados assim mesmo, com o que se espera confirmar este resultado definitivamente. 


Esta datação revisada empurra ao Homem Leão de volta entre as mais antigas esculturas, que foram encontradas em outras duas cavernas dos Alpes suabos. Estes raros achádegos estão datados no 35.000 e 40.000 a.C., mas o Homem Leão é, de longe, a peça maior e mais complexa. Alguns itens esculpidos um pouco mais velhos foram encontrados em outras regiões, mas estes mostram padrões simples, não figuração.


O interessante do escultor do Homem Leão é que ele -ou ela- tinha uma mente capaz de imaginação capaz de representar algo mais que as simples formas reais. Como diz Cook: "não é necessário ter um cérebro com um córtex pré-frontal complexo para formar a imagem mental de um ser humano ou um leão, mas isso é precisamente o que se precisa para fazer a figura de um leão-homem". A escultura de Ulm, portanto, lança mais luz sobre a evolução do homo sapiens.


Restauradores experimentaram fazer uma réplica do homem Leão, calculando que um escultor qualificado usando ferramentas de sílex iria demorar-se nele pelo menos umas 400 horas (dois meses trabalhando à luz do dia). Isso significa que o escultor teria que ser sustentado pelo grupo de caçadores-recoletores, o que pressupõe um certo grau de organização social. Há um debate em curso sobre o que o homem-leão representaria, e se ele está ligado ao xamanismo e ao mundo espiritual.


Inicialmente, esperava-se que o original do Homem Leão pudera estar presente na exposição do Museu Britânico, mas isso não foi possível porque os conservadores precisam de mais tempo para ter a figura reconstruída com a maior precisão possível. O Museu de Ulm planeja apresentar de novo a figura já reconstruída no mês de novembro.

Fonte: The Art Newspaper 31-01-2013


Archivo Español de Arqveologia Nº 85, 2012

ARCHIVO ESPAÑOL DE ARQVEOLOGIA
     
Vol 85, 2012


Sumario

Necrología
Adela Cepas Palanca (1955-2012)  pp. 7-8
Javier Arce


Artículos
La “casa oval” del Areópago y los Medóntidas en el origen de 
la polis de Atenas   pp. 9-21
Miriam Valdés Guía

Wein, Weib und Gesang. A propósito de tres apliques de bronce arcaicos entre la Península Ibérica y Baleares   pp. 23-42
Giacomo Bardelli, Raimon Graells i Fabregat

El Castellet de Banyoles (Tivissa): Una ciudad ibérica en el curso inferior del río Ebro  pp. 43-63
Joan Sanmartí, David Asensio, M.ª Teresa Miró, Rafael Jornet

Sobre cerámicas Helenísticas en Iberia / Hispania. Significado y funcionalidad   pp. 65-78
José Pérez Ballester

Las imágenes como un modo de acción: las estatuas de guerreros castreños   pp. 79-100
Javier Rodríguez-Corral

Estudio arqueológico en la Vía de los Vasos de Vicarello, A Gades Romam, entre las estaciones de Mariana y Mentesa (Puebla del Príncipe - Villanueva de la Fuente, Ciudad Real)   pp. 101-118
Luis Benítez de Lugo Enrich, Honorio Javier Álvarez García, José Luis Fernández Montoro, Enrique Mata Trujillo, Jaime Moraleda Sierra, Jesús Sánchez Sánchez, Jesús Rodríguez Morales
    
      
La Tumba del Elefante de la Necrópolis Romana de Carmona. Una revisión necesaria desde la Arqueología de la Arquitectura y la Arqueoastronomía   pp. 119-139
Alejandro Jiménez Hernández, Inmaculada Carrasco Gómez

Iconografía triunfal augustea y las guerras cántabras: algunas observaciones sobre escudos redondos y puntas de lanza representados en monumentos de la Península Ibérica e Italia   
pp. 141-148
Eugenio Polito

Marcadores da paisagem e intervenção cadastral no território próximo da cidade de Bracara Augusta (Hispania Citerior Tarraconensis)   pp. 149-166
Helena Paula Carvalho

Análisis arqueomorfológico y dinámica territorial en el Vallés Oriental (Barcelona) de la Protohistoria s. VI-V a.C.) a la alta Edad Media 
(s. IX-X)   pp. 167-192
Marta Flórez Santasusana, Josep M. Palet Martínez

Los sellos in planta pedis de las ánforas olearias béticas Dressel 23 (primera mitad siglo V d.C.)  pp.193-219
Piero Berni Millet, Juan Moros Díaz

Un vaso de Terra Sigillata Hispánica Tardía con decoración singular procedente de la Villa romana de Saelices El Chico (Salamanca, España)   pp. 221-228
Sarah Dahi Elena, M.ª Concepción Martín Chamoso

El uso de la cueva de Arlanpe (Bizkaia) en época tardorromana   
pp. 229-251
Enrique Gutiérrez Cuenca, José Ángel Hierro Gárate, Joseba Ríos Garaizar, Diego Gárate Maidagan, Asier Gómez Olivencia, Diego Arceredillo Alonso

Sobre los usos y la cronología de las pizarras numerales: Reflexiones a partir del caso del yacimiento de Valdelobos (Montijo, Badajoz)   pp. 253-266
Tomás Cordero Ruiz, Iñaki Martín Viso

Un nuevo término augustal del ager Iuliobrigensium   pp. 267-271
Pedro Ángel Fernández Vega, Rafael Bolado del Castillo, Joaquín Callejo Gómez, Lino Mantecón Callejo

Nuevo miliario de Augusto procedente de Fuenteguinaldo (Salamanca)   pp. 273-279
Manuel Salinas de Frías, Juan José Palao Vicente

Una inscripción latina relativa a la fundación de Olite (Navarra)
pp. 281-286
Javier Velaza

El Instituto Ibérico Oriental (1938-1941). Un intento de introducción de los estudios sobre el Oriente Antiguo en España   pp. 287-296
Agnès Garcia-Ventura, Jordi Vidal

Recensiones   pp. 297-312
Adolfo J. Domínguez Monedero, Joaquín L. Gómez Pantoja, Antonio Monterroso Checa, Gloria Mora, Patrizio Pensabene, Marta González Herrero, Javier Rodríguez-Corral



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