sábado, 19 de janeiro de 2013

Chefias, Política e Hierarquia - Convocatória

Chefia, Política e Hierarquia
na América indígena
X Reunião de Antropologia do MERCOSUL

Quando: 10-13 de Julho
Onde: Cordoba (Argentina)


Dentro do X Reunião de Antropologia do MERCOSUL que este ano celebrar-se há em Córdoba (Argentina) terá lugar a sessão temática: Chefia, Política e Hierarquia na América indígena da qual estão já aberta o período de receção de propostas. As datas limite serão comunicadas em breve.

As formulações de Pierre Clastres sobre a chefia ameríndia produziram uma pauta de longa duração, que ainda suscita diversas releituras e questões. Seus argumentos contundentes sobre as relações dos ameríndios com (ou contra) o poder na forma do “Estado”, ao mesmo tempo em que positivaram a política indígena, deixaram muitas lacunas etnográficas.



A imagem tradicional dos povos das Terras Baixas da América do Sul como grupos de pequena escala, igualitários e sem chefia coercitiva, é complicada e nuançada quando se leva em conta as sociedades de grande escala e hierarquizadas (passadas e presentes), ou sociedades que o próprio Clastres já havia reconhecido como “exceções” (como os povos arawak).



Ainda, há diversos casos de relações assimétricas entre povos indígenas, como entre os maku e tukano, ou mbaya e terena, que colocam importantes questões sobre hierarquia e poder. A isso vêm somando-se novas etnografias sobre a política ameríndia e releituras de materiais antigos, que têm mostrado um cenário bastante variado.



Este GT tem a intenção de repensar questões centrais do tema e complexificar a imagem da política na América indígena, a partir dos novos aportes etnográficos, arqueológicos, históricos e linguísticos que vêm sendo conduzidos.


  Convocatória



+INFO no site do:  X RAM - 2013

Deuses ...



Anthropology of this Century nº 6


Nº 6 - 2013


INDEX

Fenella Cannell:
FILMING THE DECLINE
Not Hollywood: independent film at the twilight of the American dream by Sherry Ortner

Daniel Miller:
HOW PEOPLE MAKE MACHINES THAT SCRIPT PEOPLE
Invisible users: youth in the internet cafés of urban Ghana 
by Jenna Burrell
Making virtual worlds: Linden Lab and Second Life  by Thomas Malaby
Addiction by design: machine gambling in Las Vegas by Natasha Shüll

Dena Freeman:
VALUE CHAINS FOR DEVELOPMENT: AN ETHNOGRAPHY OF 
PRO-POOR MARKET NTERVENTIONS IN ETHIOPIA

Susan Gal:
TEXTS ALSO ARE THINGS
The anthropology of texts, persons and publics by Karin Barber

Magnus Course:
THE FIFTH OF FIVE WORLDS
Language and art in the Navaho universe  by Gary Witherspoon


Feature Article

Deborah James:
REGULATING CREDIT: TACKLING THE REDISTRIBUTIVENESS 
OF NEOLIBERALISM


Ir ao número de: Anthropology of this Century

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Colóquio ERA Arqueologia


11º Colóquio Anual ERA Arqueologia

Quando: 16 fevereiro
Onde:  Lisboa

O dia 16 de fevereiro celebrara-se o 11º Colóquio Anual da ERA Arqueologia organizado em colaboração com a FCSH da Universidade Nova de Lisboa. O colóquio decorrera no Auditório 1 da FCSH a partir das 10 horas


Programa

10:00 Abertura

10:15 Boavista 1 e 2. Navios do século XVII detetados na nova sede corporativa da EDP (Lisboa)
José António Bettencourt, Alexandre Sarrazola, Patrícia Carvalho, Marta Macedo, Jorge Freire, Teresa Freitas, Rui Nascimento, Cristovão Fonseca, Tiago Silva

11:00 Palácio dos Condes de Murça (Lisboa): 200 anos de utilização funerária de uma cripta familiar.
Álvaro Figueiredo

11:30 Intervalo

11:45 O recinto de fossos de Bela Vista 5 (Beja): expressão tardia de uma tradição neolítica.
António Carlos Valera, Inês Simão, Patrícia Castanheira, Claudia Cunha e Nelson Cabaço

12:30 – 14.30 Pausa de almoço

14:30 Debate: O futuro da Arqueologia em Portugal: a perspectiva dos estudantes

16:15 A ocupação do Bronze Final do sítio da Bela Vista 3 (Beja).
Lúcia Miguel

16:45 Vale de Barrancas 1 (Beja): Hipogues do Neolítico Final e da Idade do Bronze.
Tiago Nunes

17:15 Senhora da Alegria (Coimbra): os contextos do Neolítico Antigo ao Neolítico Final.
António Carlos Valera, Tiago do Pereiro e Rui Ramos

18:00 Debate Final e Encerramento


+INFO no site de:  ERA - Arqueologia

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Megalitismo e os Mortos

NOTULAS SOBRE O MEGALITISMO

Quando: 16 janeiro
Onde: Lisboa

A próxima quarta feira dia 16 janeiro, terá lugal na Sociedade de Geografia de Lisboa dentro do ciclo de conferência Origens e transformações da complexidade social, das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro organizado pola secção da arqueologia da mesma, uma palestra a cargo do arqueologo Rui Boaventura e que terá por titulo Nótulas de Megalitismo: a disposição dos mortos nos 4º e 3º milénios a.n.e


A conferência dercorrera a partir das 18:00 horas. A entrada e livre


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Arte da Idade do Gelo - Exposição

ICE AGE ART
Arrival of Moderm Mind

Quando: 7 fevereiro – 26 maio
Onde:   Londres


Entre os meses de fevereiro em maio  no British Museum tera lugar a  exposição Ice Age Art, arrival of Moderm Mind. Obras mestras da última Idade do Gelo descobertas por toda a Europa formam parte desta inovadora exposição. Criadas por artistas com mentes modernas como a nossa, esta é uma oportunidade única de ver as mais antigas esculturas debuxos e retratos conhecidos no mundo.



Estas peças excecionais serão apresentadas ao lado de obras modernas de Henry Moore, Mondrian e Matisse, ilustrando o desejo humano fundamental de se comunicar e fazer arte como uma forma de entender-nos a nós mesmos e o nosso lugar neste mundo.



A Arte da Idade do Gelo foi criada entre 40.000 e 10.000 anos atrás, e muitas das peças foram feitas de marfim de mamute e chifres de rena. Eles mostram a habilidade com que estes artistas experimentarão coa perspetivas, escala, volumes, luz e movimento, ao mesmo tempo que buscava o conhecimento através da imaginação, abstração e ilusão.



Uma das peças mais formosas da exposição é uma escultura de 23 mil anos de antiguidade, uma figura abstrata de Lespugue, França. coa que Picasso estava fascinado e que influenciou suas obras escultóricas de 1930.



Embora uma quantidade assombrosa de tempo que separa esses artistas da Era do Gelo, tais peças evocativas mostrar que a criatividade e expressão têm permanecido notavelmente semelhante através de milhares de anos.




+INFO no site do:  British Museum

O Paleolítico na Europa - Congresso

European Palaeolithic Conference

Quando: 21-23 Fevereiro
Onde:  Londres


Este Congresso de três dias, coincide com os principais com a exposição do British Museum O Arte Idade de Gelo, temática que formam um dos principais temas da conferência.



Os dois primeiros dias estarão dedicados a comunicações curtas e posters. O primeiro dia centrara-se no Paleolítico Inicial mentres que o segundo o será ao Paleolítico Superior e a arte do Paleolítico Superior arte. O último dia estará aberto ao público em geral com uma série de palestras de especialistas de renome na arte da Idade do Gelo.


Programa



A nossa Linhagem



Deixamo-vos agora aqui o video desta palestra dado polo arqueologo Ignacio Martínez Mendizabal, do que já temos falado alguma vez aqui no Archaeoethnologica, e que foi dada o passado 20 de dezembro do 2012 em Madrid, e que tebe por titulo: El Enigma de nuestra estirpe




quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Arqueologia e Sociedade - Palestra

Arqueologia e Sociedade

Quando: 18 javeiros
Onde:  Mação

Dia 18 de Janeiro de 2013 Museu de Arte Pré-Histórica de Mação dentro do Ciclo de Conferências Entre Hefesto e Prometeus decorrera pelas 19 horas uma palestra do Professor Vitor Oliveira Jorge, catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A confêrencia tera por titulo: Arqueologia e Sociedade: tentativa de formulação de uma perspectiva crítica inspirada no pensamento de Slavoj Žižek


+INFO no site do: Instituto Terra e Memoria

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bom Ano e ...que passem as Janeiras!

Neste tempos de "crises", incertidumes e ante um novo ano, se calhar pior, melhor quem sabe, e por ser positivos, e ao menos por os bons propósitos, e empeçar, com certo estoicismo tradicional, o ano cantando às duas beiras do rio, ... aqui vem janeiro, pois que passem as janeiras!.

Bom Ano a todos desde o Archeoethnologica  

domingo, 23 de dezembro de 2012

VAE VICTIS! - Livro


VAE VICTIS!
Perdedores en el Mundo Antiguo

Marco Simon, F., Pina Polo, F. & Remesal Rodríguez, J. (eds.), Vae Victis! Perdedores en el Mundo Antiguo. Universidad de Barcelona, Coleció Instrumenta nº 40, Barcelona 2012


Sinopse
O livro recolhe as contribuições apresentadas no VI Colóquio Internacional de Historia Antiga da Universidade de Saragoça, que baixo o título de Vae Victis. Perdedores no Mundo Antigo, se celebrou entre os dias 9-10 de junho de 2011, e reuniu a 16 especialistas procedentes das Universidades de Nottingham Hamburgo, Milão, Verona, Toulouse, Palma de Maiorca, Barcelona, Saragoça, que reflexionarão sobre os perdedores na antiguidade desde perspetivas diversas.


 INDEX




sábado, 22 de dezembro de 2012

Os Homens sem rosto

Os homens do Neolítico mutilavam a face dos cadáveres como sinal de vingança

Uma equipe internacional de cientistas, com participação espanhola, há indagado sobre o tratamento ritual de crânios esqueleto facial mutilados no Neolítico Pré-Cerâmico do sul da Síria, a partires de vários crânios encontrados no jazigo de Tell Qarassa Norte.

Pesquisadores da Universidade de As Palmas de Grã-Canária, o Conselho Superior de Investigações Cientificas e da Universidade Sophie Antipolis de Niza estudaram os restos de crânios encontrados no jazigo de Tell Qarassa Norte datados a meados do IX milénio aC e situados ao sul da Síria, que oferece novos dados sobre o significado dos comportamentos rituais com respeito aos crânios



Os 11 crânios encontrados neste site estão divididos em dois grupos dispostos em um círculo no chão de uma sala e corresponde, com exceção de uma criança, a indivíduos jovens-adultos e masculinos. Em 10 dos 11 casos, o rosto foi removido a adrede. "A amputação deliberada dos ossos faciais de indivíduos juvenis e seu agrupamento em um depósito após a sua remoção das sepulturas, quando os cadáveres estão já esqueletizados sugere um ritual de punição ou vingança", asseguram os pesquisadores.



No contexto do neolítico pré-cerâmico, em que a simbologia do face humana joga um papel fundamental nas conceções rituais, como pode observar-se no uso de máscaras, esculturas e crânios modelados, esta eliminação poderia ser interpretado como um ato de hostilidade.


Guerreiros sem rosto
   
O estudo sugere que aqueles jovens poderiam ser guerreiros cuja força era temida pelo grupo, apenas a criança conserva seu rosto. Estas comunidades atribuíam muitos valores ao crânio e neste caso pares implicavam algo daninho para o grupo. O chamado "culto do crânio", é dizer, a extração, uso e desafeto, é uma das principais características do complexo ritual funerário que se documentada na transição ao Neolítico no Oriente Próximo.



O ritual funerário tem sido interpretado tradicionalmente como uma forma de culto aos antepassados ​​ou heróis. No entanto, nos últimos anos, tem-se revelado algumas inconsistências no registro arqueológico que lançam dúvidas sobre a universalidade dessas interpretações, sugerindo que eles representam uma pluralidade de significados.

  Fonte:  SINC - Antropologia


Referência

Santana J, Velasco J, Ibáñez JJ, Braemer F. “Crania with mutilated facial skeletons: a new ritual treatment in an early pre-pottery Neolithic B cranial cache at Tell Qarassa North - South Syria” American Journal of Physical Anthropology 149/ 2, 2012, pp. 205-216  DOI: 10.1002/ajpa.22111.


"Que vem o Osso"




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

No Tempo dos Gauleses - Exposição


Au Temps des Gaulois
L'Aquitaine avant César

Quando: 15 setembro 2012-17 março 2013
Onde: Burdeos


Através das reconstruções a tamanho real de uma habitação, de um talher de um oleiro, do de um ferreiro e de diversos objetos arqueológicos, os visitantes posem encontrar-se com os Pétrocores, os Nitiobroges ou os Cocosates, antigos populi da Gália Independente.



A exposição No tempo dos gauleses. Aquitânia antes de César radicada no Museu de Aquitânia. e coordenada pelo Inrap, amostra a vida cotia das pessoas que viviam na Aquitânia prévia a conquista romana, permitindo conhecer um pouco melhor os habitantes desta região entre o início do 800 aC e da época galo-romana.



A maioria dos objetos apresentados são desconhecidos para o público geral, por proceder de de escavações recentes que permite derrubar muitos prejuízos sobre os gauleses. Em particular, os vários objetos de prestígio presentes mostram o nível de sofisticação dessa civilização assim como a habilidade dos seus artesãos.



Ânforas, moedas de ouro e prata baixelas importadas mostrar a importância da Aquitânia nas redes de intercâmbios com o Mediterrâneo. Se os gauleses têm uma reputação como grandes guerreiros, seu valor está em grande parte ligado ao seu armamento e aos seus conhecimentos metalúrgicos.


Guerreiros ferozes e belicosos, os aquitanos serão os último em se opor a César na batalha de Uxellodunum, o episódio final da Guerra das Gálias. A exposição remata precisamente com o fim da independência gaulesa e com a romanização.




+INFO no site de:  Au temps des Gaulois