terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Cavalo e o Touro - Convocatória


O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA
E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional

Quando: 15-19 maio 2013
Onde: Golegã e Chamusca


Este congresso pretende reunir, com a finalidade de troca de conhecimentos nao só pré-historiadores, arqueólogos e historiadores da arte, mas também, investigadores dedicados a mitología, a utilizaçao militar do cavalo, a história da tauromaquia, à origen e evoluçao da criaçao de destes dois animais



Ambos surgem profusamente representados nas artes de culturas e civilizaçoes diversas desde a Pré-história até aos días de hoje, em exemplos numerosos de arte rupestre cerámica, escultura, mosaico, numismática, arquitectura e pintura entre outros casos, surgindo mesmo com características e associaçoes divinas no seio de muitos povos



O congresso organizado pelo centro Portugues de Geo-história e o Centro de Pré-história do Instituto Politécnico de Tomar, Instituto Terra e Memoria e o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. O congresso divide-se em sessoes gerais e em sessoes temáticas mais especificas tendo lugar na Golegã (capital portuguesa do cavalo) e na Chamusca (onde se encontram os maiores criadores de touros do país)



As linguas do congresso sao o portugués, o castelhano e o inglés, sendo aceites comunicaçoes em francés e em italiano desde que apresentem resumos numa das linguas oficiais. O prazo de pressentaçao de propostas esta aberto até o dia 31 de janeiro do 2013


 Primeira Circular



+INFO no site do Congresso:  O Cavalo e o Touro

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Imaginario Gaules - J-L Brunaux



Aproveitamos agora para deixar o vídeo desta palestra que dentro do ciclo Paroles de Gaulois dera em março deste ano na Cite des Sciences de Paris o arqueólogo Jean-Louis Brunaux, co titulo de L’imaginaire gaulois: rites, religion et croyances


Nela Brunaux um dos mais reconhecidos especialista na religião dos gauleses antigos e autor de um considerável número de monografias sobre santuários e lugares de culto na Gália, passa revista ao mundo das crenças e o ritual na Gália antiga



A palestra completa-se com um turno de perguntas onde apareceram igualmente algumas muito interessantes questões sobre a etnogénese, história económica e social, e algumas práticas rituais como a conhecida "caça de cabeças"



Pode-se consultar igualmente a presentação powert-point no site da Cite des Sciences


Santa Ciencia! - convocatória


Sacrée science!
Apports des études environnementales à la connaissance des sanctuaires celtes et romains du nord-ouest européen

Quando: 8-9 junho 2013
Onde: Amiens


O  Coloquio Sacrée science! Apports des études environnementales à la connaissance des sanctuaires celtes et romains du nord-ouest européen é coorganizado pelo departamento de Ribemont-sur-Ancre (Conselho Geral do Somme) e o Inrap, com a ajuda do Serviço Arqueológico Regional de Picardia e o Archeosite de Aubechies. Terá lugar em Amiens, em 6 e 7 de Junho de 2013 na Direção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC) e será seguida por uma excursão ao jazigo de Aubechies (Bélgica) o 08 de junho 2013.

ossuario de Ribemont-sur-Ancre

O tema de partilhar a investigação ambiental juntamente com o estudo dos santúarios Celto-romanos é particularmente inovador e original. O estudo complexo dos vestigios cultuais ruínas antigos nao pode ser resolvidos sem recorrer a métodos de investigações multidisciplinares: carpologia, pedologia, palinologia, Zooarqueologia, testes de laboratorio varios. De feito sao esas as evidências de atos rituais como oferendas de alimentos, ritos de sacrifício, depósitos e ex-votos diversos, as que nós revelam frequentemente um universo religioso dificilmente acessíveis por doutro jeito.

restos de banquete coletivo em o santuário de Puy de Corent (Auvernia)

Nos últimos anos, foram feitos esforços consideráveis em alguns lugares de culto excecionais da antiga Gália e, finalmente, que serão apresentados finalmente, neste colóquio que vai permitir a comparação dos novos dados no âmbito francês e internacional. A futura publicação dos resultados deste intercâmbio fornecera assim uma síntese completamente inédita desta nova temática de pesquisa.



Com exceção do painel "santuários" (grandes estudos com vários apresentadores, de 30 minutos seguidos por 5 minutos de perguntas), as comunicações serão de 20 minutos mais 5 minutos para perguntas. Os cartazes serão uma sessão de apresentação em PowerPoint de 5 minutos por poster.

reconstrução do fanum galo-romano de Malberg, Eifel

Todas as propostas de comunicações ou poster devem ser enviadas antes do 15 de janeiro de 2013: a lista de admitidas final será resoluta a finais de Janeiro de 2013 pelo Comité Científico e comunicada notificados no início de fevereiro de 2013


 Convocatória




+INFO sobre isto no site do:  Inrap

domingo, 9 de dezembro de 2012

Santos Rocha e o seu Tempo

Santos Rocha
A Arqueologia e a Sociedade do seu tempo


A próxima quinta-feira dia 13 de dezembro no Casino de Figueira da Foz será apresentado o livro coordenado por Raquel Vilaça e Sonia Pinto, Santos Rocha. A Arqueologia e as Sociedade do seu Tempo. O livro é resultado de um colóquio celebrado em maio de 2012 sobre a figura de este erudito figureirense, pioneiro da arqueologia portuguesa no século XIX.



O ato estara apresentado pelo Dr. Virgílio Hipolito Correia, Diretor do Museu Monográfico de Conímbriga


 INDEX


sábado, 8 de dezembro de 2012

Garvão 30 Anos Depois

30 Anos Depois
O Depósito Votivo de Garvão

Quando: 11 dezembro
Onde:   Ourique


No próximo dia 11 de dezembro de 2012 terá lugar no Centro de Arqueologia Caetano de Mello Beirão, em Ourique, O encontro 30 Anos Depois, o Depósito Votivo de Garvão, que assinalara o 30º aniversário dos trabalhos arqueológicos que levaram à descoberta deste importante depósito votivo da 2ª Idade do Ferro.



Descoberto acidentalmente no Cerro do Castelo foi um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, uma favissa ou bothros, constituído na 2ª metade do séc. III a.C, certamente incluído numa estrutura de caráter religioso mais complexa. Localiza-se na parte média da encosta leste do Cerro do Castelo ou Cerro do Forte.



A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profiláticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas, junto a estas existiam uma abundante quantidade de restos ósseos de animais e um crânio humano de uma mulher que parecia ser resultado de um sacrifício, possivelmente fundacional da fossa


 Programa



+INFO no pagina:  Garvão 30 Anos Depois

O depósito de Moita da Ladra - Palestra

Um depósito Votivo da Idade do Bronze na Moita da Ladra
Síntese dos trabalhos realizados e resultados preliminares

Quando:
13 de Dezembro
Onde:   Vila Franca de Xira


A proxia quinta feira dia 13 de Dezembro pelas 16 horas, decorrera no Museu Municipal de Vila Franca de Xira dentro do ciclo de Conferências Vila Franca de Xira há três mil anos. O Tejo palco de interação entre Indígenas e Fenícios, uma palestra a cargo dos Doutores Mário Monteiro e André Pereira titulada Um depósito Votivo da Idade do Bronze na Moita da Ladra. Síntese dos trabalhos realizados e resultados preliminares.



+INFO no site do:  Museu Vila Franca de Xira

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Disciplina das Coisas


Archæology: The Discipline of Things

Bjørnar Olsen, Michæl Shanks, Timothy Webmoor & Christopher Witmore, Archaeology: The Discipline of Things. Univ. of California Press, Berkeley, 2012  ISBN: 978-0-520-27416-7


Sinopse
Os padrões tradicionais das ciências sociais e naturais (e a sua ontológica) estão mudando e sendo desafiados a partir de posições diferentes (Action-Networ Theory, tecnociência, a fenomenologia, a inteligência artificial, etc). Nos últimos anos, os arqueólogos têm reconhecido essas profundas transformações. No entanto, em vez de reavaliar o potencial único da sua prática e contribuir ao progresso dessas discussões, os arqueólogos têm mostrado complexo de inferioridade como ciência social de segunda, profundamente enraizado mas que responde sobre tudo aos velhos discursos.



Este livro revê os fundamentos da arqueologia para oferecer uma imagem ousada do que os arqueólogos fazem. A Arqueologia é apresentada como um conjunto de práticas e conhecimento interdisciplinares que se ocupam da natureza mesma do humano e de como os humanos se relacionam com as coisas a sua vez, considerando que a disciplina tem uma perspetiva a longo prazo que lhe permite observar de jeito privilegiado a dinâmica entre o homem, a cultura material e o passado


INDEX

Introduction: Caring about Things p. 1

The Ambiguity of Things: Contempt and Desire p 17

Engagement with Things: The Making of Archaeology p.36

Digging Deep: Archaeology and Fieldwork p. 58

Things in Traslation: Documents and Imagery p. 79

Figures for Things: Memory Practices and Digital Translation p. 102

Timely Things: From Argos to Mycenae and Beyond p. 136

Making and the Desing of Things: Human Being and the Shape of History p. 157

Getting on with Things: A Material Metaphysics of Care p. 196

References p. 211

Index p. 245


Complutum 23/2

COMPLUTUM Nº 23/2 2012


Presentación: Teoría arqueológica en español

Artículos

Flanqueando el procesualismo y post-procesualismo: Arqueología, teoría de la complejidad y la filosofía de Gilles Deleuze
Pablo Alonso González   pp. 13-32

Arqueología aplicada y patrimonio: memoria y utopía
David Barreiro   pp. 33-50

Teoría del discurso y paradigmas arqueológicos
Víctor M. Fernández Martínez   pp. 51-68

Arqueología evolutiva y filogenética cultural
Daniel García Rivero    pp. 69-92

Arqueología multicultural. Notas intempestivas
Cristóbal Gnecco   pp. 93-102

Hacia otra arqueología: diez propuestas
Alfredo González Ruibal     pp. 103-116

Tiempo de carnaval. Colonialidad de la arqueología y semiopraxis de la serpiente
Alejandro F. Haber    pp. 117-126

Teoría arqueológica y crisis social
Almudena Hernando    pp. 127-145

Del colonialismo y otros demonios: fenicios en el sur peninsular entre los siglos IX y VII/ VI a.C
Beatriz Marín Aguilera    pp. 147-161

La arqueología feminista en la normatividad académica
Sandra Montón Subías, Sandra Lozano Rubio   pp. 163-176

La nueva historia de la arqueología: Un balance crítico
Óscar Moro Abadía    pp. 177-190

Pensar la arqueología desde el sur
Virginia M. Salerno    pp. 191-203


Ir ao número da revista: Complutum

Documenta Praehistorica 39, 2012


Documenta Praehistorica  XXXIX, 2012


INDEX

Giedre Motuzaite-Matuzeviciute
The earliest appearance of domesticated plant species and their origins on the western fringes of the Eurasian Steppe  pp. 1-21

Henny Piezonka
Stone Age hunter-gatherer ceramics of North-Eastern Europe: new insights into the dispersal of an essential innovation  pp. 22-51

Yuri B. Tsetlin
Gentes groups in the structure of Neolithic cultures of the Central Russian Plain  pp. 53-66

Alexander A. Bobrinsky, Irina N. Vasilyeva
Plastic raw materials in Neolithic pottery production  pp. 67-74

Natalia Yu. Petrova
A technological study of Hassuna culture ceramics (Yarim Tepe I settlement)  pp. 75-82

Kevin Gibbs
Not meant to last: mobility and disposable pottery  pp. 83-94

Ivan Pavlů
Models and scenarios of the Neolithic in Central Europe  pp. 95-102

Hojjat Darabi
Towards reassessing the Neolithisation process in Western Iran  
pp. 103-110

Tracey L.-D. Lu
Periphery or land of cultural dynamics: rethinking prehistoric South China  pp. 111-136

Mihael Budja
Interpretative trajectories toward understanding personhoods in prehistory  pp. 137-154

Adam N. Crnobrnja
Group identities in the Central Balkan Late Neolithic pp. 155-166

Marko Porčić
Social complexity and inequality in the Late Neolithic of the Central Balkans: reviewing the evidence pp. 167-184

Katerina Psimogiannou
Creating identities in the mortuary arena of the Greek Final Neolithic: a contextual definition of practices in Central and Southern Greece  pp. 185-202

Roderick B. Salisbury
Place and identity: networks of Neolithic communities in Central Europe  pp. 203-214

Selena Vitezović
The white beauty – Starčevo culture jewellery  pp. 215-226

Roberto Micheli
Personal ornaments, Neolithic groups and social identities: some insights into Northern Italy  pp. 227-256

Mark J. Hudson
Austronesian’ and ‘Jōmon’ identities in the Neolithic of the Ryukyu Islands  pp. 257-262

Takamune Kawashima
Emerging craft production and local identity: a case of the Late Jomon Period  pp. 263-268

Simona Petru
Man, animal or both? Problems in the interpretation of early symbolic behaviour  pp. 269-276

Andrzej Rozwadowski
Did shamans always play the drum? Tracking down prehistoric shamanism in Central Asia pp. 277-286

Dragoş Gheorghiu
Skeuomorphs’: on the rhetoric of material in the Gumelniţa tradition  pp. 287-294

Miloš Spasić
Cattle to settle – bull to rule: on bovine iconography among Late Neolithic Vin;a culture communities pp. 295-308

Serge Cassen, Emmanuelle Vigier, Olivier Weller, Cyrille Chaigneau, Gwenaëlle Hamon, Pierre-Arnaud de Labriffe and Chloé Martin
Neolithic flat-based pots from the Carnac Mounds in the light of Cycladic ‘frying pans’  pp. 309-324

Dimitrij Mlekuž, Andreja Žibrat Gašparič, Milena Horvat and Mihael Budja
Houses, pots and food: the pottery from Maharski prekop in context  pp. 325-338

Nives Ogrinc, Marinka Gams Petrišič, Dušan Žigon, Andreja Žibrat Gašparič and Mihael Budja
Pots and lipids: molecular and isotope evidence of the food processing at Maharski prekop  pp. 339-348

Marko Sraka
14C calendar chronologies and cultural sequences in 5th millennium BC in Slovenia and neighbouring regions  pp. 349-376

Anett Osztás, István Zalai-Gaál and Eszter Bánffy
Alsónyék-Bátaszék: a new chapter in the research of Lengyel culture  pp. 377-396

Monica Măgărit, Dragomir Nicolae Popovici
Another facet of man – Red deer relationship in prehistory: Antler exploitation at the Eneolithic settlement at Hârșova-tell (Constanţa County, Romania)  pp. 397-416

Cristian E. Ştefan
A hoard of flint items from Verbicioara, Romania  pp. 417-424

Vasilka Dimitrovska
The system of local supply of stone tools in Amzabegovo-Vršnik culture from Neolithic Macedonia  pp. 425-432

Nina Kyparissi-Apostolika
Indications of the presence of Middle Neolithic pottery kilns at Magoula Imvrou Pigadi, SW Thessaly, Greece  pp. 433-453

Hojjat Darabi, Ardeshir Javanmardzadeh, Amir Beshkani and Mana Jami-Alahmadi
Palaeolithic occupation of the Mehran Plain in Southwestern Iran  pp. 443-452

Kamal-Aldin Niknami and Meisam Nikzad
New evidence of the Neolithic period in West Central Zagros: the Sarfirouzabad- Mahidasht Region, Iran  pp. 453-458

Sajjad Alibaigi, Shokouh Khosravi and Abolfazl Aali
Early villages and prehistoric sites in the Abharroud Basin, northwest of the Iranian Central Plateau pp. 459-472

Book reviews
pp. 473-472


Ir ao número da revista:  Documenta Praehistorica

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Martins Sarmento e a Arqueologia Europeia


Martins Sarmento e a Arqueologia Europeia

Quando: 7 dezembro 2013 - 1 maio 2013
Onde:  Guimarães


A proxima quinta feira dia 7 de dezembro será inaugurada na Sociedade Martins Sarmento de Guimarães a exposição Martins Sarmento e a Arqueologia Europeia, integrada a programação da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, com curadoria de Sande Lemos.



Francisco Martins Sarmento foi um dos principais vultos de Guimarães da segunda metade do século XIX bem como da Arqueologia Portuguesa, de que foi um dos fundadores como disciplina científica. Nesta exposição pretende-se evocar o modo como o ilustre vimaranense alcançou esse estatuto, a sua vida e obra. Através do estudo da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso, a par de uma continuada reflexão sobre a Etnologia e de múltiplas deslocações, lançou problemáticas científicas que difundiu, primeiro no âmbito português e mais tarde no quadro da Europa.



Deste modo pode afirmar-se que Guimarães e Francisco Martins Sarmento se constituíram respetivamente como um lugar central na formação da Arqueologia Portuguesa e um ponto de referência na rede de investigadores europeus que se interessavam pelo mesmo tema: a Proto-História e a Romanização da Europa Ocidental.


A exposição estará patente até o 1 de Maio de 2013. Estará aberta de terça a sexta, entre as 9:30h e as 12h, e entre as 14h e as 17h. Aos sábados e domingos entre as 10h e as 12h, e entre as 14h e as 17h. Encerra às segundas e feriados.


+INFO no bloge da Sociedade:  Pedra Formosa

Um capacete entre ossos

Um capacete Idade do Ferro topado perto de Canterbury


Um raro capacete pré-histórico foi descoberto numas leiras fora de Canterbury. O capacete de bronze, datado no século I a.C, foi descoberto por um detetorista. Andrew Richardson, encarregado de achádegos do Canterbury Arch Trust conta a história: "uma noite de outubro ao chegar à casa depois do trabalho, recebi uma chamada de um detectorista local que eu sei do meu tempo como Oficial de enlace de achádegos para em Kent. Ele tinha também no passado trabalhado como voluntário do Trust, e tendo feito o que ele descreveu como uma "importante descoberta", decidiu entrar em contacto comigo.



Ele disse que tinha encontrado o que ele acreditava ser um "capacete de bronze celta '. Eu não conhecia nenhum destes cascos em Kent, o famoso "Guerreiro de Deal” escavado por Keith Parfitt em Mill Hill tinha um cobre-cabeças de bronze , mas que não era como tal um capacete . Mesmo no conjunto da Grã-Bretanha, eu entendia que tal achado seria incrivelmente raro. Mas o descobridor parecia muito confiado e eu sabia que ele era um detetorista experiente, então combinei com ele uma visita na manhã seguinte para votar-lhe uma olhada.


Já na sua casa, ele sacou uma caixa e a abriu revelando um broche de Finais da Idade Ferro em muito bom estado, juntamente com ele estava o que era de fato um capacete de bronze do mesmo período. Houve também um fragmento de osso queimado que ele disse que tinha encontrado com o capacete e o broche, comentou que encontrara mais ossos assim mesmo queimados no mesmo lugar. Assi pois, parecia provável que os achados foram derivados de um enterro com cremação. Concordamos que, se for possível, seria melhor realizar uma pequena escavação do lugar, para aprender o máximo possível sobre o contexto do que era de fato um "significativo achádego"



A descoberta de dois objetos metálicos pré-históricos juntos no mesmo lugar fez do achádego um potencial "tesouro" pelo que ao meu retorno ao Trust, comuniquei a descoberta ao legista, Oficial de enlace de achádegos para Kent e ao Registo de Tesouros. Trás discussões com os colegas profissionais, proprietários do térreo, arrendatários, o FLO, British Museum e outros, foi convido que uma escavação rápida do lugar era a melhor procedimento neste caso



Esta não revelou uma elaborada tumba principesca, mas sim um simples e pequeno buraco oval, cavado na turba natural, que tinha sido afetado por profundos sulcos de arado sulcos a ambos lados. Tendo em conta a recuperação original do detetorista poderia identificar-se facilmente um buraco circular aproximadamente de perto de 0,35 m de diâmetro. A cuidadosa remoção do contido produziu uma quantidade moderada de osso cremado e alguns pequenos fragmentos residuais de aliagem de cobre, provavelmente derivados do capacete.



Na base, a metade inferior do contorno oval do capacete fora preservado, como um molde quase perfeito, no solo circundante não afetado pela escavação. Em alguns lugares este foi corado de verde a partir da composição da aliagem de cobre do capacete, e alguns pequenos restos de folha de metal quedaram incrustados no fundo.



A partir da conta fornecida pelo localizador e as provas recuperado da investigação subsequente arqueológico, a forma geral do sepultamento pode ser reconstruído com alguma confiança. Um buraco raso circular tinha sido inicialmente cortar o giz natural. Para isso, o capacete tinha sido colocado invertido. Ele foi posicionado na metade oriental do poço, orientado nor-leste pelo su-sudoeste, com a sua projeção traseira do pescoço guarda no extremo nor-nordeste. Ou logo antes ou logo após o capacete foi colocado no chão uma quantidade de ossos humanos cremados tinha sido colocado dentro dele.



O broche pares proceder da parte superior do depósito de ossos e é provável que os ossos cremados tiveram sido originalmente guardados dentro de algum tipo de tecido ou bolsa de couro, recipiente que teria sido fechada, na sua parte superior pelo broche. O conjunto foi então colocado dentro do capacete invertido que, neste caso, serviu como um 'furna'. O poço foi então preenchido com terra e giz, sem que as evidências para sugiram que o deposito fora marcado permanentemente de alguma forma. Não há indícios de qualquer outro resto, a partir da escavação semelha parece o enterramento do capacete fora um caso isolado ou fazia parte de algum tipo de cemitério disperso cós enterros amplamente espaçado.



O poço foi cortado em seu lado oeste, por um dos sulcos de arado. A borda capacete mostra danos causados provavelmente pelo contacto com um arado. E se não tivera sido encontrado não há dúvida de que ele teria sofrido mais danos arado ainda no futuro, levando a sua fragmentação e dispersão."



Não existe um enterramento de cremação da Idade Ferro comparável na Britânia, no que se tenha usado deste jeito um capacete ,que em si próprio é pouco provável que seja de origem britânica. Um estudo mais aprofundado, do capacete, do broche, dos restos cremados e talvez da área imediata em torno jazigo, é necessário para tentar refinar os dados e estabelecer o caráter dessa incomum descoberta. É tentador colocar o capacete no contexto da Guerra gaulesa do César, ou mesmo das suas expedições a Kent no 55 e 54 a.C.



O capacete é de um tipo que poderia ter sido usado polas tropas de César, ou seus aliados indígenas ou inimigos. Há muitas maneiras de um capacete assim poderia ter vindo para a posse de um membro da tribo local dos Cantiaci, em vez de representar um enterro militar romano no campo. Mercenários da Britania tinham viajado para participar na luta na Gália, e é possível que este capacete poderia ter pertencido a um guerreiro britânico ou gaulês que lutou na Gália, contra os romanos, ou talvez mesmo ao lado deles, e eventualmente, prazeria com ele o capacete de volta à Britania.



Julia Farley, conservadora da secção de Idade do Ferro do British Museum diz: "Este é um achádego muito emocionante, um do apenas punhado de capacetes da Idade do Ferro que foram encontrados na Britania. No final da Idade do Ferro em Kent, não era incomum enterrar os restos cremados dos mortos em um saco preso com um ou mais broches, mas não jamais outro fora encontrado acompanhado por um capacete. 



O primeiro século aC, foi uma época de guerra, mas foi também um tempo de viagens, mudanças e comunicação. Este capacete ressalta as conexões novas que estão sendo forjadas através do canal, em um momento em que a vida no sudeste da Inglaterra, estava prestes a mudar drasticamente. O dono deste capacete, ou as pessoas que o colocaram no túmulo, pode ter vivido o início da história da Britania romana.”


É de louvar a forma em que o localizador (que deseja permanecer anónimo) lidou com esta descoberta. Ele tentou fotografar o capacete in situ mas não pôde fazê-lo devido a problemas com sua câmara. Ele tirou o capacete com muito pouca perturbação de seu contexto original e marcou o local com um saco de pesos de chumbo, o que permitiu localizá-lo facilmente.

Fonte: Canterbury Arch. Trust


vídeo da nova em BBC News - Iron Age bronze helmet found
   

Pode que também te interesse:  Olhando ao traves

A construção social do espaço


A construção social do espaço

Quando: 7 de Dezembro
Onde: Coimbra

A Secção de Arqueologia do Instituto de Arqueologia da da Univ. de Coimbra organizam uma conferência a cargo do Prof. José de Alarcão intitulada A construção social do espaço. A palestra decorrera a partir das 14:15 horas no Palácio de Sub Ripas (Coimbra). A entrada é aberta.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Conferência de Arqueologia Experimental


7TH UK EXPERIMENTAL ARCHAEOLOGY CONFERENCE

Quando: 11-12 janeiro 2013
Onde:  Cardiff

A VII Conferência de Arqueologia Experimental (2013) é co-organizado pela Faculdade de História, Arqueologia e Religião, da Universidade de Cardiff e Museu Nacional do País de Gales em St Fagans. St Fagans é uma das principais museus ao ar livre da Europa e uma das mais populares atraçoes do patrimonio de Gales.



A conferência consiste em dois dias, de apresentações orais e pôsteres na sexta-feira 11 de Janeiro em Cardiff University e em St Fagans na manhã de sábado. Após o almoço no sábado, haverá uma série de demostrações em St Fagans

O prazo de inscrição é a 22 de dezembro de 2012


 Programa & Resumos



+INFO no site da:  Experimental Archaeology Conference

domingo, 2 de dezembro de 2012

Outeiro do Circo, novas perspetivas

OUTEIRO DO CIRCO
Novas e Velhas perspetivas sobre o Bronze Final

Quando: 7 de dezembro
Onde: Porto


No dia 7 de Dezembro de 2012 vai ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto uma conferência intitulada: Projeto Outeiro do Circo: novas e velhas perspetivas sobre o Bronze Final na região de Beja.



A conferencia esta organizada pelo Núcleo de Arqueologia da Universidade do Porto (NAUP) a quem agradecemos desde já o convite.A sessão terá início às 15:00 no Anfiteatro II e irá constar da apresentação dos resultados do projeto de investigação centrado no povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja) entre 2008 e 2011.



Também haverá lugar a uma abordagem mais vasta que integrará estes resultados no historial da investigação na região, com destaque para os trabalhos de arqueologia preventiva que têm proporcionado grandes novidades nos últimos anos.



Por último, serão apontadas algumas perspetivas de investigação que este quadro geral poderá proporcionar no futuro imediato.A conferência estará a cargo de Miguel Serra e Eduardo Porfírio (Palimpsesto / CEAUCP-CAM).