segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Centenário de um Clássico



As Formas Elementares
O Centenário de um Clássico

Quando: 15-18 outubro
Onde: Porto Alegre


Os dias 15-18 de outrubro o Núcleo de Estudos da Religião (NER) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, celebrará na cidade de Porto Alegre (Brazil) um coloquio intenacional para conmemorar os 100 anos da publicaçao de Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse de Emile Durkheim.


Programa

15 Outubro

17:30-19:30 – Sessão de Abertura
- Pronunciamento das autoridades institucionais
- Conferência de Abertura:  Les Formes Elementaires: Past, Present and Future
Edward Tiryakian – Prof. Emérito da Duke University


16 Outubro

14:30 – 16:30- O Sagrado e a Moralidade: As Formas e o Mundo Contemporâneo
Massimo Rosati [Universitá di Roma]
Raquel Weiss [UFRGS]

17:30-18:30 Nick Allen [Oxford University]
Seção Especial As Formas Elementares e a Obra de William Pickering.


17 Outubro

14:30 – 17:30: As Formas Elementares e a Questão do Conhecimento
Prof. Márcio de Oliveira - UFPR
Prof. Warren Schmaus [University of Illinois]
Prof. Susan Stedman Jones [British Centre for Durkheimian Studies]

19:00 – 20:30 – Passado e Presente da Recepção d`As Formas Elementares
Dr. Rafael Faraco Benthien [USP]
Prof. José Benevides [UFMA]
18/10/2012

14:30 – 16:30: Religião e Alteridade n`As Formas Elementares
Paula Montero [USP]
Matthieu Béra [Bourdeaux]

17:30 -18:30 – Conferência de Encerramento
William Watts Miller (University of Bristol)



+INFO no site do Congresso:  As Formas Elementares

domingo, 10 de junho de 2012

Numen - Novo número

NVMEN
Vol. 59, 4  2012


Ocular Pathologies and the Evil Eye in the Early Roman Principate
Nuño, Antón Alvar pp. 295-321

Altar of Words: Text and Ritual in Taittirīya Upaniad 2
Freedman, Yitzhak pp. 322-343

“Half Mandir and Half Gurdwara“: Three Local Hindu Communities in Manila, Jakarta, and Cologne
Hutter, Manfred pp. 344-365

Blending into the Religious Landscape: The Yoginīs in Benares
Keul, István pp. 366-402

Hermes in the Academy: Ten Years' Study of Western Esotericism at the University of Amsterdam. Edited by Wouter J. Hanegraaff and Joyce Pijnenburg. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2009.
Bogdan, Henrik pp. 403-405

Magical Practice in the Latin West: Papers from the International Conference Held at the University of Zaragoza, 30 Sept.-1 Oct. 2005. Edited by Richard L. Gordon and Franciscó Marco Simón. (Religions in the Graeco-Roman World.) Leiden: Brill, 2009. 676 pp
Janowitz, Naomi pp. 406-409

Un horizon infini: Explorateurs et voyageurs français au Tibet (1846-1912). By Samuel Thévoz. Paris:Presses de l'Université Paris-Sorbonne, 2010. 475 pp.
Kværne, Per pp. 410-412

Religion, Economy, and Cooperation. Edited by Ilkka Pyysiäinen. Berlin and New York: De Gruyter, 2010. 240 pp
Mitkidis, Panagiotis pp. 413-415

Reflexive Gemeinschaft: Religion, Tradition und Konflikt bei den Parsi Zoroastriern in Indien. By Rafael Walthert. Würzburg: Ergon-Verlag, 2010. 270 pp
Rose, Jennifer pp. 416-423

Ireland's New Religious Movements. Edited by Olivia Cosgrove, Laurence Cox, Carmen Kuhling and Peter Mulholland. Newcastle: Cambridge Scholars Publishing, 2011. 425 pp
Rothstein, Mikael pp. 424-425


Ir a site do jornal:  Numen

As Formas Elementares da vida Religiosa - Livro



Cumprido o século da primeira edição da obra capital de Emile Durkheim as Formas Elementares da Vida Religiosa, traduzida a milheiros de línguas e que possivelmente seja uma mais influentes da história e antropologia das religiões, e a que periodicamente retornam para reformular o velho esquema durkheiniano os teóricos desta disciplina desde os mais diversos pontos de vista, desde a ciências cognitiva de Sosis e Alcorta a ecologia humana de Rappaport, ou os distintos funcionalismos e estruturalismos.

E pois este um bom intre para achegar-se ao texto original que a graças as bibliotecas digitais GallicaInternet Archive, podemos topar em formato acessível e descarregável livremente


Descarregar o livro:  Les Formes Elementaires ...

Repensando a Durkheim e Darwin

Biological and Cultural Evolution and Their Interactions
Rethinking the Darwinian and Durkheimian Legacy in the Context
of the Study of Religion,


Quando: 26-30 Junho
Onde: Aarhus, Suecia
    
   
O ano 2012 marca o centenário de Les formes élémentaires de la vie religieuse de Emile Durkheim . A Secção para o Estudo da Religião na Universidade de Aarhus estará comemorando o centenário de revitalizar um aspecto importante da obra de Durkheim, a questão evolutiva. O Pensamento evolucionário Cultural teve o seu apogeu from 1870-1920, e por várias razões, um ceticismo profundo da diversidade biológica e cultural pensamento evolucionista tornou-se enraizado nas ciências humanas.



Ele não apenas virou as costas sobre as perspectivas evolutivas, mas também na ciência em geral. Questões mais amplas relacionadas com a biologia humana e evolução cultural foram amplamente descartada com algumas exceções notáveis como Robert Bellah, Shmuel Eisenstadt e Jan Assmann.



O objetivo da presente conferência é revisitar questões evolutivas com um foco especial no estudo da religião. As Novas perspectivas na ciência cognitiva e psicologia evolutiva forneceram novas oportunidades para fundir as perspectivas evolutivas biológicas e culturais. Esta combinação dá a possibilidade de entender aos ser humano a partir da perspectiva durkheimiana de homo duplex, e dizer como sernatural e cultural.



A fim de este Congresso é examinar as possibilidades de revitalizar questões evolutivas da biologia e da cultura e as suas interações no contexto do estudo da religião, convidando para elo a estudiosos proeminentes com interesse em questões evolutivas como Robert Bellah, Pascal Boyer, Jan Bremmer, Joseph Bulbulia, Merlin Donald, Eva Jablonka, Russel Gray, Bernhard Lang, Alexandra Maryanski, Doron Mendels ou Jonathan Turner.


 Programa:




+INFO no site de:  Biological and Cultural Evolution

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Terrritórios de Fronteira - Palestras


Irá decorrer no Museu Nacional de Arqueologia de Portugal às 18 horas do próximo dia 11 de Junho de 2012 uma nova quenda de palestras ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP).


O ciclo inclui as palestras:


O Tejo como via de comunicação na Antiguidade Clássica
Joao Pimenta, Camara Municipal de Vila Franca de Xira

Tuberculose em retrospetiva: uma história de adaptação que cruza milénios e mares
Ana Luisa Santo. CIAS/ DCV Univ. de Coimbra

Stasis e mudança numa ilha oceânica: algumas reflexões preliminares sobre Chipre e os restos faunísticos entroncados em Khirokitia (Neolítico sem Cerâmica) durante as escavações dirigidas por Alain e Odile Le Brun entre 1977 e 2007
Simon Davis, IGESPAR


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Encontros Coloniais na Península Ibérica - Livro


COLONIAL ENCOUNTERS IN ANCIENT IBERIA

Dietler, M. & López-Ruiz, C. (edit.), Colonial encounters in ancient Iberia: Phoenician, Greek, and indigenous relations. University of Chicago, Chicago, 2009
ISBN: 9780226148472


Sinopse:
Durante o primeiro milénio aC, produzirem-se complexos encontros culturais entre os colonos fenícios e gregos e os nativos da Península Ibérica, que transformarem a região e influenciou toda a história do Mediterrâneo.Colonial Encounter in Ancient Iberia é dos primeiros livros escritos em Inglês, que se centra no caso do mundo colonial hispânico explorando tanto as antigas colonias como as sociedades indígenas da Peninsula Ibérica

Escavações em Ampurias, foto: M. Tenreiro

De acordo coa própria duplicidade disciplinar dos editores, Michael Dietler um arqueólogo, Carolina López Ruiz, uma filóloga, neste volume reunem-se uma ampla gama de disciplinas académicas, desde a filologia clássica e a crítica de fontes, a história, a antropologia e a arqueologia.

Tesouro orientalizante de La Aliseda

Além do estudo de casona obra também se realiza um análise comparativa do próprio colonialismo como fenómeno, pranteando-se temáticas como a do comércio e as formas consumo, e como estes elementos vão mudando a cultura dos implicados em distintos aspetos; as paisagens urbanas, as formas de vida, representação e poder. Ao respeito o livro conta com uma magnífico capítulo introdutório, de Dietler, autêntica síntese das linhas teórica nos estudos do colonial


 INDEX




Pode que também te interesse:  Que é um Empório?

Fenícios e Indigenas no Tejo

A ocupação da foz do Estuário do Tejo em meados do Iº milénio a.C.
O Tejo palco de interação entre Indígenas e Fenícios

Quando: 12 de junho
Onde: Vila Franca de Xira

O proximo dia 12 de Junho pelas 16h, decorrera no Museu Municipal de Vila Franca de Xira dentro do cliclo Vila Franca de Xira há três mil anos. O Tejo palco de interação entre Indígenas e Fenícios, uma conferencia cargo da arqueologa Elisa Sousa, que tera por titulo A ocupação da foz do Estuário do Tejo em meados do Iº milénio a.C.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hospitalidade e Patronato em Hispânia


HOSPITALIDAD Y PATRONATO

Balbin Chamorro, P.: Hospitalidad y Patronato en la Península Ibérica durante la Antigüedad. Junta de Castilla y León, Salamanca, 2006
ISBN: 84-9718-367-3


questão das relações de hospitalidade e especificamente o chamado Pactos de Hospitalidade (Hospitium) é um dos temas recorrentes do estudo da Antiguidade hispânica. Neste sentido, este livro que recolhe o que fora a tese da autora, Paloma Balbin Chamorro constitui uma revisão e atualização de uma temática fundamental para compreender como funcionam as relações sociais que operam no mundo pré-romano indígena e assim mesmo como se produz a integração dele no contexto das novas estruturas imperiais.

A autora, da acordo com uma linha desenvolta em outros artigos, leva a cabo esta posta ao dia através de linhas paralelas de inquérito, por um lado a revisão crítica das diversas teorias ao longo dos anos têm planejadas o qual a leva a questões como a da identidade ou diferença das instituições do Patronato e a Hospitalidade, a natureza dessas formas institucionais no mundo antigo e sua relação com o status das comunidades dentro do Estado romano. Também ligado a elo a autora faz um catálogo exaustivo de toda a documentação epigráfica conhecida sobre esta instituição na Península Ibérica.

Em uma outra abordagem, a autor apresenta uma leitura do Hospituum como uma instituição de longa duração, alongando a perspetiva de seu estudo para o mundo medieval, como acrescimento da possibilidade de utilizar os dados desse período como analogia para a compreensão do funcionamento da hospitalidade na Antiguidade hispana


 INDEX




Hospitalidade, Estranhos e Ambiguidade - JRAI


JRAI Vol. 18, Supplement 1
The return to hospitality: strangers, guests, and ambiguous encounters



Preface
MATEI CANDEA & GIOVANNI DA COL pp. III–IV
    
   
Original Articles

The return to hospitality
MATEI CANDEA & GIOVANNI DA COL pp. 1–19

Breaking hospitality apart: bad hosts, bad guests, and the problem of sovereignty
ANDREW SHRYOCK  pp. 20–S33

Derrida en Corse? Hospitality as scale-free abstractio
MATEI CANDEA  pp. 34–48

Making guests, making ‘liveliness’: the transformative substances and sounds of Manggarai hospitality
CATHERINE ALLERTON  pp. 49–62

You have full text access to this content. Hospitality and tone: 
holding patterns for strangeness in rural Mongolia
CAROLINE HUMPHREY  pp. 63–75

You have full text access to this content
Arresting hospitality: the case of the ‘handshake in space’
DEBBORA BATTAGLIA  pp. 76–89

Visitors from hell: transformative hospitality to ghosts in a Lao Buddhist festival
PATRICE LADWIG pp. 90–102

The captive guest: spider webs of hospitality among the Nuosu of Southwest China
KATHERINE SWANCUTT  pp. 103–116

Fatal embrace: trading in hospitality on the frontiers of South and Central Asia
MAGNUS MARSDEN  pp. 117–130

Parasitic Chinese, vengeful Russians: ghosts, strangers, and reciprocity in Mongolia
GRÉGORY DELAPLACE  pp. 131–144

The experimental hut: hosting vectors
ANN H. KELLY  pp. 145-160

‘Luck in the double focus’: ritualized hospitality in Melanesia
ROY WAGNER  pp. 161–174

The poisoner and the parasite: cosmoeconomics, fear, and hospitality among Dechen Tibetans
GIOVANNI DA COL  pp. 175–195

The friend, the enemy, and the anthropologist: hostility and hospitality among the Parakanã (Amazonia, Brazil)
CARLOS FAUSTO  pp. 196–209

Afterword: reciprocating the hospitality of these pages
MICHAEL HERZFELD pp. 210–217


Ir ao número da revista:   JRAI

terça-feira, 5 de junho de 2012

EIAAS 2012 -Convocatória

Tracing the Portable Past
1º EIAAS – European Iron Age Artefacts Symposium

Quando: 6-7 Outubro
Onde: Leicester


O departamento de Arqueologia e História Antiga da Universidade de Leicester organiza em outubro de este ano o primeiro European Iron Age Artefacts Symposium. O evento pretende reunir estudantes de pós-graduação cuja pesquisa envolve rincipalmente o estudo de aspetos materiais da Idade do Ferro europeia. Ela fornecerá uma plataforma amigável e de suporte para a discussão, liderada por estudosos em vários campos, e um ambiente estimulante no qual compartilhar os resultados, desenvolver ideias e incentivar o debate sobre as direções futuras no campo dos estudos da Idade do Ferro dentro de um contexto multidisciplinar. Como um encontro interdisciplinar o EIAAS está aberto não só para estudantes de Arqueologia e História Antiga, mas as contribuições de outras áreas e departamentos são bem-vindos (como Museologia, Engenharia e Química).


A apresentação de resumos de comunicaçoes esta aberto até o dia 31 de Julho de 2012


 Convocatória



+INFO no site do:  EIAAS 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Povoamento romano no Alto Alentejo

Povoamento rural romano no Alto Alentejo
Acaso ou estratégia?
       
Quando: 5 de junho
Onde: Museu Arqueológico do Carmo


Organizada pela Associação de Arqueólogos Portugueses (APP), realiza-se no dia 5 de Junho de 2012, às 18h, no Museu Arqueológico do Carmo - Largo do Carmo, em Lisboa a conferência "Povoamento rural romano no Alto Alentejo: Acaso ou estratégia?", impartida pelo arqueologo André Carneiro membro do Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora



domingo, 3 de junho de 2012

Inauguração do CEDIEC

CEDIEC, um centro de vocação europeia único em Portugal

À margem do Colóquio Internacional “Simulacra et Imagines Deorum. O Rosto das Divindades”, foi inaugurado o Centro Europeu de Documentação e Interpretação da Escultura Castreja (CEDIEC), na envolvente do Museu Rural de Boticas, que visa valorizar as expressões artísticas proto-históricas do Noroeste peninsular.

A partir de hoje, seremos uma janela aberta ao mundo na área da cultura castreja”. Palavras do presidente da Câmara Municipal de Boticas, Fernando Campos, no primeiro dia de vida do Centro Europeu de Documentação e Interpretação da Escultura Castreja (CEDIEC), inaugurado na passada quinta-feira, 24 de Maio. O acto solene contou com a presença de Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, onde estão as estátuas originais do Guerreiro Galaico encontradas no concelho, e da Directora Regional da Cultura do Norte, Paula Silva.



Desde mós, moedas e uma maquete do Outeiro Lesenho às armas usadas pelos povos indígenas e vídeos explicativos, o CEDIEC reúne um interessante espólio de peças arqueológicas ao lado de salas de documentação e de investigação, uma biblioteca e a réplica de um balneário castrejo no exterior, que deverá ficar concluída no verão. Contudo, os maiores atractivos são as réplicas dos quatro Guerreiros Galaicos achados no Outeiro Lesenho e uma do Guerreiro de Sanfins.



Além de museu, que irá receber futuramente réplicas de guerreiros achados em Glauberg, na Alemanha, este espaço será sobretudo “um repositório de toda a documentação que existe em qualquer parte do mundo, em qualquer língua, sejam originais, réplicas ou digitalizados, o que significa que as pessoas que queiram vir estudar essa época podem fazê-lo aqui em conexão com qualquer ponto do mundo onde haja também referências”, explicou Fernando Campos. Um acervo científico, histórico e documental que estará sempre disponível. “O saber e a inspiração não têm hora de funcionário público e um estudioso pode a qualquer momento levantar-se e ir para a biblioteca, entrar na Internet e procurar imagens virtuais relacionadas com a área da cultura castreja em qualquer parte do mundo”, notou ainda o autarca botiquense.



Para Luís Raposo, que dirige o Museu Nacional de Arqueologia há 16 anos, “o Guerreiro Galaico foi sempre um grande símbolo nacional” e juntar várias valências (museu e centro de documentação) numa só instituição é um “caso único no país”



Deste modo, “qualquer pessoa que queira estudar escultura monumental castreja, é aqui que tem de vir. Serve o turista, que vem a Boticas pela boa gastronomia, paisagens, monumentos, pesca e várias actividades. Serve as escolas, por toda a valência exterior lúdica e um balneário castrejo. Serve o estudioso […], o escritor, o sacerdote, o filósofo, o místico, ou seja, qualquer pessoa que num momento do seu percurso de vida entendeu que castros, motivos castrejos, príncipes castrejos, deuses castrejos é um tema que lhe diz algo e quer produzir algo [sobre ele], sublinhou o arqueólogo, no acto inaugural do CEDIEC.

Aos botiquenses, Luís Raposo prometeu ainda “divulgar o mais possível este conceito inovador”.


O Centro “vai atrair turismo especializado” para Boticas
“Retratar uma das expressões artísticas mais originais da nossa região e da proto-história europeia” é o objectivo primordial do CEDIEC, notou o docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Armando Coelho, que ministra um doutoramento em Museologia. 



Para o coordenador científico deste projecto financiado por fundos comunitários, a localização de um centro de vocação europeia tem razão de ser em Boticas, já que os quatro guerreiros encontrados no Outeiro Lesenho seriam “quatro chefes de entidades étnicas instaladas na região que se juntaram, num momento de crise, certamente aquando da chegada dos romanos nos tempos de Augusto, para celebrar entre si um pacto perante a divindade, oferecendo-lhe um sacrifício”.



O CEDIEC será “um sítio de estudo”, onde será aprofundada a investigação arqueológica relacionada com o Lesenho, mas também um espaço “de lazer e visita agradável para pensar e reflectir, que também é muito preciso nos tempos em que estamos”, considerou Armando Coelho, convicto que o centro irá atrair os olhares e as atenções dos investigadores estrangeiros, criando “um turismo especializado”, que junto com o cultural, “será o turismo do futuro”.



Em paralelo com a sua inclusão na futura “Rota Castreja”, o Outeiro Lesenho, onde estão a ser recuperadas as muralhas do Castro, classificado Imóvel de Interesse Público e que terá um núcleo interpretativo na antiga casa florestal, continuará a ser alvo de estudo em rede com outras entidades, sendo algumas já parceiras do município de Boticas na implementação do CEDIEC, nomeadamente: Universidade de Lisboa, Universidade do Minho, Ministério da Cultura, IGESPAR, Instituto Arqueológico Alemão de Madrid (Espanha), UNIARQ, Liga dos Amigos do Museu Nacional de Arqueologia e Grupo de Amigos dos Guerreiros Castrejos (Gucas).



Com conclusão prevista para o Verão do CEDIEC, a réplica do balneário do Castro das Eiras, construída a partir de ruínas existentes em Vila Nova de Famalicão, e exposta em 2008 no Museu Nacional de Arqueologia onde foi visitada por mais de 100 mil pessoas, irá deliciar os curiosos de passagem por Boticas, que poderão realmente experimentar o ritual do banho de sauna e água fria, outrora sagrados e símbolo de iniciações e renovações.

Fonte: Diario Atual - Sandra Pereira


Postagem relacionada:  Simulacra Deorum

sábado, 2 de junho de 2012

Conimbriga - Novo número


CONIMBRIGA
VOL XLIX, 2010

Robert Étienne - In memoriam


Artigos

Ficaria na Galiza a cidade de Celtica Flavia?
Jorge Alarcão pp. 7-14

Epigrafia, notáveis e estatuto urbano: Ammaia revisitada
José d'Encarnação e José Beleza Moreira pp. 41-68

Arqueologia das cidades de Beja, un projecto da ciência da epiderme das terras que emergem
Maria Conceição Lopes pp. 69-86

The last Lusitanian senator
Leonard A. Curchin pp. 87-96

Burdigala et l'organization de la province romaine d'Aquitaine
Patrick Le Roux pp. 97-118

Production d'amphores et production de salaisons de poisson: rythmes chronologiques sur l'estuaire
du Sado
Françoise Mayet e Carlos Tavares da Silva pp. 119-132

Sondagem junto ao poço da oficina de salga I de Tróia
Inès Vaz Pinto, Ana Patrícia Magalhães e Patrícia Brum pp. 133-160

De L'union des îles à leur séparation: l'organization administrative de la Corse et de la Sardaigne au Ier siècle
François Michel pp. 161-182

Os grafitos da muralha almoáada de Alcácer do Sal
Nicole Danièle Cottard e António Rafael Carvalho pp. 183-224

Em pars incerta. Estruturas e dependências agrícolas nas villae da Lusitânia
André Carneiro pp. 225-250


Recensões Bibliográficas

Jorge de Alarçao, As casas da Zona B de Conimbriga, Ceaucp, 2010
José d´Encarnação

Nótulas bibliográficas
José d´Encarnação


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Anthropology of this Century nº 4


 Nº 4 - 2012


INDEX

James Laidlaw:
ONTOLOGICALLY CHALLENGE.
Not quite shamans: spirit worlds and political lives in Northern Mongolia, by Morten Axel Pedersen

Andrew Beatty:
RETURN TO THE FIELD

Henrike Donner:
LOVE AND MARRIAGE, GLOBALLY
Invitations to love: literacy, love letters, and social change in Nepal by Laura M. Ahearn; Modern loves: the anthropology of romantic courtship and companionate marriage edited by Jennifer S. Hirsch & Holly Wardlow

Jonathan Spencer:
WHO IS THE ENEMY?
Talking to the enemy: violent extremism, sacred values and 
what it means to be human by Scott Atran

Brian Juan O´Neill:
MIRACULOUS EURASIA
The Eurasian miracle by Jack Goody

Jason Hickel:
LIBERALISM AND THE POLITICS OF OCCUPY WALL STREET


Feauture Article

Michael Lambek:
FACING RELIGION, FROM ANTHROPOLOGY


Ir ao site da revista:  Anthropology of this Century