terça-feira, 29 de maio de 2012

Entre a ciência, a docência e a política - Livro


Entre a ciência, a docência e a política

Martins, A.C (edit.), Mendes Corrêa (1888-1960), entre a ciência, a docência e a política. ACD Editores, Lisboa, 2011

Quando: 31 de maio
Onde: Lisboa


A próxima Quinta-Feira, dia 31 de Maio, será a apressentaçao do livro Mendes Correia (1888-1960) entre a ciência, a docência e a política, o ato terá lugar pelas 18:00 horas no no Auditório Armando Guebuza, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Campo Grande, Lisboa).

O livro recolhe as contribuçoes no 1º Seminário de História do Património e da Ciência que fora organiçado em 2010 pelo Núcleo de História da Universidade Lusófona de Lisboa que fora dedicado monograficamente a figura de este pesquisador


INDEX

. Apresentação - O indivíduo, a ciência e a história

. Preâmbulo

. Patrícia Ferraz Matos - A vida e a obra do Professor Mendes Correia (1888-1960); articulações entre antropologia, nacionalismo e colonialismo em Portugal

. Ana Cristina Martins - Mendes Corrêa (1888)-1960 e a arqueologia coeva: (en)trechos

. João Luís Cardoso - O Professor Mendes Corrêa (1888-1960) e a arqueoloiga portuguesa: breve síntese

. Catarina Casanova - O papel de Mendes Corrêa enquanto referência na antropologia biológica em Portugal: caminhos e percursos da Primatologia

. Teresa Salomé Mota - Mendes Correia, um "posto avançado" na defesa da Geologia em Portugal



domingo, 27 de maio de 2012

sit tibi terra levis


Ontem dia 26 finava em Santiago de Compostela aos 70 anos o linguista JuanJosé Moralejo Álvarez, um dos grandes espertos em paleolinguistica da Galiza antiga.

Licenciado em Direito pela USC (1958-63) e doutor em Filologia Clássica com Prémio Extraordinário pela Universidade Complutense em 1971, com uma tese sobre a gramática dês inscrições délficas, era catedrático de Língua e Literatura Grega na Universidade de Santiago, na que exerceu docência desde 1971. foi professor de Língua e Literatura grega e latina nas Universidades Complutense, de Navarra e da Laguna. Entre 1969 e 1971 colaborou no Dicionário Grego-Espanhol do seu maestro, o professor Rodríguez Adrados

Também foi membro de diversas instituições, entre elas a Sociedade Espanhola de Estudos Clássicos, a Sociedade Espanhola de Linguística e a Associação de Escritores em Língua Galega.

Membro de uma prestigiosa e conhecida saga de professores universitários, era filho do catedrático de Latim Abelardo Moralejo e irmão de Serafín Moralejo Álvarez, historiador da arte e primeiro catedrático espanhol na prestigiosa universidade norte-americana de Harvard. Juan José Moralejo deixa para a posteridade uma ingente obra, centrada especialmente em filologia e linguística indo-europeia e as múltiplas feições das culturas clássicas


Greek, Roman, and Byzantine Studies 52 / 2


Greek, Roman, and Byzantine Studies
52 / 2, 2012


Articles

Greek Mythography at Work: The Story of Perseus from Pherecydes
 to Tzetzes
Ulrike Kenens 147-166

Vindictive Prosecution in Classical Athens
Janek Kucharski 167-197

A New Procurator Augusti in the Province of Macedonia
Pantelis M. Nigdelis 198-207

Plant Mosaics in the Church at Ya῾amun
Mohammad Nassar, Nizar Turshan 208-225

Pagan Energies in Maximus the Confessor: The Influence of Proclus
 on Ad Thomam 5
Frederick Lauritzen 226-239

From Enclisis to Proclisis in Medieval Greek: σὲ λέγω and its Uses
 in the Chronicle of Morea
Jorie Soltic, Mark Janse pp. 240-258

The Interpolations in the Histories of Laonikos Chalkokondyles
Anthony Kaldellis pp. 259-283

Isaac Vossius’ Sylloge of Greek Technopaegnia
Guillermo Galán-Vioque pp. 284-309


Ir ao número de:   Greek, Roman & Byzantine Studies

sábado, 26 de maio de 2012

IARSS 2012

15th Iron Age Research Student Symposium

Quando: 31 de maio - 3 de Junho
Onde:  Southampton


Dentro de uns dias tera lugar na Universidade de Southampton o Iron Age Research Student Symposium  (IARSS) . Uma tradicional cita de debate e atualização de investigação orientada ao período que vai do final Idade do Bronze até finais da Idade do Ferro que presenta possibilidade de mostrar a pesquisa dos novos investigadores na área

Este ano é organizado por dois estudantes de pós-graduação do departamento de Arqueologia de essa universidade, Rodrigo Pacheco Ruíz e Pete Girdwood, e abrangira dos dias 31 de maio ao 03 de junho. As sessões de debate serão conduzidas por especialistas na área da presentação dos jovens investigadores, dando assim a oportunidade de melhorar na sua pesquisa

O evento terminará com uma visita opcional o domingo dia 3 de junho pola intocada (leia-se não arada) paisagem da Idade Ferro de Dorset.


 Programa




+INFO no site do:   IARSS 2012

Journal Archaeological Method & Theory 19/ 2


Journal of Archaeological Method and Theory
Nº 19/ 2 2012


A Historical Sketch on the Concepts of Archaeological Association, Context, and Provenience  pp. 207-240
R. Lee Lyman

Multiply Situated Strategies? Multi-Sited Ethnography and Archeology    pp. 241-268
Krysta Ryzewski

Detecting Apprentices and Innovators in the Archaeological Record: The Shell Bead-Making Industry of the Channel Islands  pp. 269-305
Jeanne E. Arnold

Approximating the Face of ‘Aunty’: A Question of Likeness   pp.306-321
Susan Hayes, Hallie Buckley, Richard Bradley, Nick Milne 
& John Dennison

Northern Iroquoian Ethnic Evolution: A Social Network Analysi
 pp. 322-349
John P. Hart, William Engelbrecht
   

Ir ao número de:   J. Arch Method & Theory

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Arqueólogo do Lixo


Vai um mes na nossa postagem Fragmentarica II enredáramos com o paradoxo presente em objetos arqueológicos que sem embargo no seu contexto de origem seriam considerados meramente como lixo, e de como isto afetava a nossa perspetiva sobre o que é arqueológico ou não, e da forma em que atribuímos um valor ou outro aos objetos. Pois bem, ontem morreu um arqueólogo que levou este paradoxo e possibilidade alem do que antes nenhum tivera feito, William Rathje



William Rathje, arqueólogo e professor emérito de antropologia na Univ. de Arizona interessou-se inicialmente pola arqueologia das primeiras civilizações, especialmente no âmbito meso-americano, mas a linha de pesquisa que o faria popular seria a que iniciaria em 1973 com o Garbage Project, no que planteiou, a insólita daquela, ideia de utilizar a metodologia arqueológica para ler os vassoureiros contemporâneos, do mesmo jeito que se soia fazer cós restos antigos, desenrolando o que ele chamou Garbology


Neste sentido este Arqueólogo do Lixo foi um dos pioneiros do estudo da cultura material contemporânea e ampliou os horizontes da arqueologia moderna desde o passado ao passado recente, ou mesmo, imediato: do Alheo -em resume- à Nós mesmos.


Debating Spatial Archaeology


DEBATING SPATIAL ARCHAEOLOGY
International Worshop

Quando: 8-9 Junho
Onde: Santander


O objetivo principal do Workshop Debating Spatial Archaeology é proporcionar um foro de debate onde os arqueólogos discutir sobre como o espaço é concebido na Arqueologia, como é percebido e interpretado por arqueólogos, e por que. Tendo em conta a necessidade de ligar a metodologia, a análise dos resultados e as interpretações, animando aos participantes não só para analisar variabilidade espacial, senão também as prováveis razões para ela bem como estas análises espaciais podem melhorar nosso entendendo dela dinâmica histórica e social nesses estudos de caso.


Programa e Abstracts:




+INFO no site do: Debating Spatial Archaeology

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Social Evolution & History



Social Evolution & History é um jornal académico internacional avaliado por pares (peer-review) focado no desenvolvimento e evolução das sociedades humanas no passado e presente. Além de artigos originais de pesquisa, a evolução social e História inclui notas críticas e uma secção de resenha de livros. A revista tem dedicado assim mesmo números monográficos a distintos temas centrados na evolução das sociedades humanas desde uma perspetiva multidisciplinar na que conjugam as apartações Antropologia, sociologia, história ou arqueologia, sobre temas como a natureza e variedade dos sistemas de chefia, a origem e evolução do Estado ou da vida urbana, etc.

Social Evolution & History é publicada com uma periodicidade de dois números por ano, pela editorial russa Uchitel Publishing House, sendo os seus editores antropólogos e historiadores económicos de esta mesma nacionalidade: Dmitry Bondarenko, Leonid Grinin e Andrey  Korotayev. Os números íntegros do jornal estão disponíveis na sua totalidade em on-line, em pdf até dois anos antes do último número e em formato html os artigos desta derradeira entrega (nº 10/2) da que abaixo vos oferecemos o index


INDEX

Articles:

Kurtz, Donald V.
The Evolution of Social Organization

Barry III, Herbert
Direct Evolutionary Links with Food from Domesticated Animals

Macdonald, Charles J.-H.
Primitive Anarchs: Anarchism and the Anthropological Imagination

Vahia, Mayank N. ; Yadav, Nisha
Reconstructing the History of Harappan Civilization

Shinakov, Evgeniy A. ; Polyakova, Svetlana G.
Comparative Analysis of the Process of Initial State Genesis in Rus' and Bulgaria

Cherkasov, Аleksander А.
All-Russian Primary Education (1894–1917): Developmental Milestones

Review Essay:

Borbone, Giacomo
Review of Krzysztof Brzechczyn, Idealization XIII: Modeling in History


Ir ao site da revista:  Social Evolution & History

domingo, 20 de maio de 2012

Paleo-Facebook

'Facebook' da Idade do Bronze descoberto por especialistas de Cambridge

Arte rupestre tem sido comparada a uma forma pré-histórica de Facebook por um arqueólogo Cambridge.

Mark Sapwell, que é uma estudante de doutoramento de arqueologia na Faculdade do St John’s College, acredita ter descoberto uma "versão arcaica" do site da rede social, onde os utilizadores partilham pensamentos e emoções e dão selos de aprovação para outras contribuições - semelhante ao Facebook "gosto".



Imagens de animais e eventos foram desenhados nas faces rochosas em Rússia e norte da Suécia para se comunicar com tribos distantes e os seus descendentes durante a Idade do Bronze.



Eles formam toda uma linha do tempo preservada em pedras que abrangem milheiros de anos. Sapwell disse: "Como um muro no Facebook convidam ao comentário, a arte rupestre parece ser muito social e predispor à adição – o jeito de entende-las é velas como as variações de uma imagem num espelho e reinterpretar esses atos como uma espécie de chamada e resposta entre diferentes grupos de caçadores ao longo de centos - talvez milhares -. de anos"

Os dois sites que ele está investigando, Zalavruga na Rússia e Nämforsen no Norte da Suécia, contenhem cerca de 2.500 imagens de animais, pessoas, barcos, cenas de caça e até mesmo os primeiros centauros e sereias.



Ele está usando a última tecnologia para analisar os diferentes tipos, carateres e tropos nas milhares de imagens gravadas nos dois afloramentos graníticos, onde as paisagens de arte de inícios Idade do Bronze se estendem por áreas rochosas do tamanho de campos de futebol



Sapwell, explica: "Estes sites estão recorrentemente em redes hidrográficas, e o barco é o meio mais provável com que essas tribos da Idade do Bronze viajaram".



"A arte rupestre que eu estou estudando encontrava-se perto de fervenças e cachoeiras, lugares onde terias que deixar o rio e circundar o treito carregando coa tua canoa de peles, pontos naturais onde parar e deixar a marca da tua viajem, como uma espécie de pedágio artístico. "

Mark Sapwell acrescenta: "Há claramente algo muito especial nestes espaços. Eu acho que as pessoas iam lá porque sabia que as pessoas tinham estado lá antes deles. Como hoje, as pessoas sempre querem sentir-se ligados uns aos outros – e esta foi uma expressão da identidade para essas sociedades muito cedo, antes da linguagem escrita."

Fonte: Cambridge News - Leanne Ehren


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Proto-Naufragios



A banda estava disposta e as multidões remoinhavam-se na beira da marinha da Dover para assistir ao histórico momento, o barco achegou-se era tal a imagem daquele da idade do Bronze que fora topado lá há só umas décadas, réplica a escala da metade do tamanho do original. E agora trás meses de espera ele estava lá disposto para entrar nas frias águas da badia de Dover de novo como faz milénios.


Uma equipa de arqueólogos e artesãos levavam vários meses lavrando a madeira tendo por únicas ferramentas singelas brossas de bronze como aquelas que teriam usado usado os seus ancestrais a já mais de 3.500 anos. Mais o tempo botava-se-lhe derriba, ainda só umas horas antes do lançamento rematavam-se os últimos detalhes, não havia tempo para provas prévias daquela


E lá estavam já uma equipa de remeiros esperava cós seus salva-vidas para subir a bordo coa nave já na água, mas pronto algo notou-se ia mal, só uns segundos depois de tocar o mar o barco tinha que ser resgatado chorrando água, o barco afundira.



A banda calou, o chefe do projeto colheu a champanhe e num último gesto em honor a aquele grande arqueólogo escandinavo que tanto trabalhara mas se fora ao Além antes de vê-lo, escorchou a botelhe e logo verteu o líquido batizante sobre a proto-naufraga nave: “Ole Crumlin-Pedersen!”. Descansem em paz

Adicado a Fernando Alonso Romero; outro proto-naufrago que sim flotou   
     

Postagem relacionada:   Construir um barco no Bronze Final

A Antropologia de este século


Anthropology in the 21st Century
Challenges & New Directions
    
Quando: 2 de Junho
Onde: Univ. de Coimbra


O Núcleo de Estudantes de Antropologia da Associação Académica de Coimbra (NEA/AAC) em colaboração com o Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra (CIAS-UC) está a organizar o simpósio internacional: “Anthropology in the 21st Century: Challenges and New Directions” que há decorrer no próximo dia 2 de Junho na Anfiteatro da Reitoria da Universidade de Coimbra

Este simpósio tem com objectivo proporcionar a alunos, docentes e investigadores de Antropologia e demais ciências biológicas e sociais o contacto com investigadores internacionais e vertentes da Antropologia com o intuito de compreender os desafios para a disciplina inerente ao novo contexto global que se avizinha.

Na medida em que a ciência antropológica se subdivide em diversas áreas de conhecimento, o objectivo será trazer um investigador de cada uma das mesmas, nomeadamente Antropologia Biológica, Antropologia Médica, Antropologia Evolutiva, Antropologia Social e Cultural e áreas emergentes de investigação, nomeadamente Ciência Cognitiva e Economia, de modo a estabelecerem o actual estado da arte do seu domínio e os desafios que estes enfrentam, em especial no que toca a novos rumos de investigação, empreendedorismo e saídas profissionais, num mundo em que o papel das ciências e sua aplicabilidade na sociedade actual se torna cada vez mais ambíguo.


Programa

9h00: Registo e Inscrição

9h30: Sessão de Abertura

10h00: Prof. Stanley Ulijaszek: “Biocultural approaches to complexity”

11h00: Coffee-break

11h30: Prof. Jane Buikstra: “21st Century Bioarchaeology: Challenges and Opportunities”

12h30-14h30: Almoço

14h30: Prof. Volker Sommer: “Apes like us. Towards a Radical Evolutionary Anthropology”

15h30: Prof. Maya Unnithan: “Social Anthropology and Global Health: tracking global flows of inequality and subjecthood”

16h30: Prof. Christophe Heintz: “Does pro-sociality variates across culture?”

17h30: Debate

18h00: Encerramento.

18h15: “Beirão d’Honra” no Jardim das Rosas e Galeria do Colégio de S. Bento – Instituto de Antropologia


+INFO no site de:  Anthropology in 21st Century

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ultrapassamos as 20mil - Obrigado

Hoje 17 de maio dia das Letras Galegas, no Archaeoethnologica temos um doble motivo de celebração, pois o nosso modesto bloge acaba este dia mesmo de superar as 20.000 visualizações



O mais surpreendente ao olhar as estadísticas, curiosamente pode que seja o alcance geográfico do nosso bloge, e que junto com uma mais que esperável presença do âmbito peninsular e lusófono em geral (o Brasil é o 3º pais em visitas), o segundo pais em número de visitas totais e semanais seja curiosamente os Estados Unidos, seguido de alguns lugares algo mais exóticos como Rússia ou a Ucrânia (?).



Desde o Archaeoethnologica queremos agradecer e partilhar com os nossos leitores este momento, obrigado a todos vos!.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Irish Conference of Medievalist

26 Irish Conference of Medievalists

Quando: 5-7 Julho
Onde: University College Dublin


Achegamos agora a nova da futuro 26 Conferência Irlandesa de Medievalistas organiçada pela School of Irish, Celtic Studies, Irish Folklore and Linguistics do University College (ICSIFL) de Dublin (UCD).

Desde a sua criação em 1987, a Conferência Irlandesa de Medievalistas (ICM) apresentou no seu programa uma seleção eclética de trabalhos, visando não só a representar o estado atual de Estudos Medievais na Irlanda e no exterior, mas também a informar o público sobre a mais recentes descobrimentos e as futuras direções da área académica. A Conferência irlandesa de medievalistas, agora a mais de um quarto de século de existência, é um fórum para apresentações em Estudos Medievais no sentido mais amplo, especialmente -mas não exclusivamente- desde de uma perspetiva insular.


 Programa
       



+INFO no site da:  Irish Conference of Medievalist

sábado, 12 de maio de 2012

Os Mistérios de Endovélico




ENDOVÉLICO
Mistérios de uma Divindade Lusitana

Quando: 19 maio
Onde: Casa do Fauno, Sintra


Na região do Alto Alentejo, no Alandroal, há quase dois milénios atrás, existiu um importante santuário romano dedicado ao deus lusitano Endovélico.

Apesar das largas dezenas de achados votivos romanos, identificados e recolhidos por Leite de Vasconcelos em 1890, e das descobertas recentes, resultantes das escavações efectuadas pelo arqueólogo Amílcar Guerra em 2002, muitas questões sobre Endovélico continuam ainda hoje sem resposta.


Na década de 1990, Manuel Calado, ao elaborar a Carta Arqueológica do Alandroal, deu a conhecer o santuário lusitano da Rocha da Mina, situado a cerca de 3 km do templo romano, e lançou a hipótese deste ter sido o primitivo templo lusitano de Endovélico. As inscrições romanas contam-nos que esta era uma divindade com poderes curativos e, por isso, comparável ao deus romano Esculápio, existindo no local a prática da incubatio pelos seus seguidores, na qual o devoto dormia na morada terrena do deus, solicitando a resposta aos seus problemas e maleitas através dos sonhos. Teria, inclusive, existido um corpo sacerdotal, que prestaria auxílio nestes processos oníricos e salutíferos.



Através das diferentes abordagens, este Colóquio procurará contribuir para novas visões e entendimentos sobre Endovélico, deus dos lusitanos.


PROGRAMA

10h – S. MIGUEL DA MOTA: OS DADOS ARQUEOLÓGICOS A RESPEITO DO SANTUÁRIO DE
ENDOVÉLICO
Amílcar Guerra Arqueólogo – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

11h – ROCHA DA MINA: AS PAISAGENS SINUOSAS
Manuel Calado | Arqueólogo – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa

12h – Debate

13h – Intervalo para Almoço
15h – DIVINDADES GALAICO-LUSITANAS PRÉ-ROMANAS
Manuel J. Gandra | Escritor e Investigador, IADE

16h – UMA VISÃO PATAFÍSICA DA RESSURREIÇÃO PAGÃ DE ENDOVÉLICO NO ALANDROAL
Gilberto de Lascariz | Escritor e Investigador

17h – Debate

18h – Encerramento