O rosto das divindades: o papel das imagens de divindades na génese da escultura no Ocidente do Império Romano
Colóquio internacional em Boticas (Portugal)
24–27 de Maio 2012
Os soldados romanos, seguidos por comerciantes, aventureiros, colonos e respectivas famílias, traziam na sua bagagem não apenas bens materiais, como também heranças intelectuais, quando, no decorrer do alargamento do Império Romano durante o século II a. C., foram avançando até ao fim do mundo, até ao longínquo ocidente dos ecúmenos. A sua herança, que abrangia não só conhecimentos técnicos, mas igualmente culturais
Alguns dos aspectos e resultados desse processo serão tratados neste colóquio. No centro das nossas reflexões estará a concepção e criação das imagens das divindades. Já do tempo pré-romano encontramos imagens de divindades e desde muito cedo se pode falar do início de uma escultura regional. Perante este cenário tornam-se mais nítidas as alterações surgidas com a introdução de imagens de divindades romanas e da escultura romana no ocidente hispânico. O ocidente da Península Ibérica oferece mais respostas à questão da génese das imagens de divindades e seu significado para a escultura do que o oriente, em que a rede de conquistas e de transformações se apresenta mais complexa, mais repartida e diferenciada.
No centro das subsequentes exposições encontrar-se-ão os monumentos da Península Ibérica, primeiramente os monumentos do tempo pré-romano. Entre estes merecem talvez maior destaque as estátuas de guerreiros lusitano-galaicos, por um lado, e as esculturas ibéricas, por outro, uma vez que são produzidas até ao decorrer do tempo imperial romano. Seguem-se os contributos finais que têm por tema as próprias imagens de divindades romanas, com especial foco sobre as esculturas na capital de província Augusta Emerita e sobre a cunhagem de moedas, que convida, assim, a demais comparações e reflexões.
Concluído o colóquio, os organiçadores esperam ter aberto um horizonte mais descritível e calculável com uma maior precisão das imagens de divindades greco-romanas que serviam de modelo aos monumentos esculturais do ocidente romano.
Pioneiro da Arqueologia em Portugal, Francisco Martins Sarmento foi também fotógrafo. As suas imagens, agrupadas em duas grandes linhas temáticas - fotografia de estúdio e fotografia de arqueologia - traduzem o seu espírito curioso, de constante procura e aprendizagem, mas onde aparez também um gosto pela propia fotografia como como meio não so de registro senão tambem estetico.
uma das camaras usadas por Sarmento no Museu da Cultura Castreja de Briteiros
Das fotos de Sarmento existem 543 negativos em placas de vidro de Martins Sarmento conservadas na Sociedade Martins Sarmento. A Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, através do projecto Reimaginar Guimarães, em colaboração com a SMS, procedeu à limpeza, digitalização e legendagem desta Colecção
A exposição O Fotógrafo Martins Sarmento, que será inaugurada o dia 9 de março as 19:00 horas, apresenta uma revisão deste corpo fotográfico, através de uma proposta de leitura assente em rostos (os retratos que Sarmento realizou) suspensões (o efeito criado pela delineação dos contornos do objecto ou pessoa fotografada) e coisas (as imagens dos achados arqueológicos de Sarmento).
Esta exposição é acompanhada de livro-catálogo com a publicação, pela primeira vez, dos Cadernos de Fotografia escritos polo Martins Sarmento entre 1868 e 1876.
Uma interessante exposição que da oportunidade de nos achegar aos aspeitos alem da cientificia também artisticos e esteticos de esta parte da obra do que foi, sem dubida, a pessoalidade fundacional da arqueologia do NO peninsular
Landscapes of Cult and Kinship
Schot, R., Newman, C. & Bhreathnach, E (eds.), Landscapes of Cult and Kinship. Four Courts Press, Dublin, 2011 ISBN: 978-1-84682-219-3
Sinopse
Este volume oferece novas perspetivas sobre a realeza e as suas paisagens na Irlanda e alem dela em treze ensaios escritos por varios especialistas, que consideram como a topografia, os monumentos, a toponímia, ou os mitos e histórias foram simbolizados, entrelaçados e forjados em uma das instituições mais duradouras da cultura humana: a realeza.
Muito tempo depois da conversão ao cristianismo, o motivos da realeza sacral forem cedo incorporados em paisagens reais e senhoriais continuam a ressoar na arqueologia, na história, literatura e onomástica da Irlanda. Juntas, essas linhas de evidência traçam a evolução da realeza e as paisagens associadas com cerimônias reais da pré-história à Idade Média.
Trazendo a pesquisa mais recente da Irlanda para o estudo internacional da realeza, estes ensaios explorar a forma como o fenômeno mundial da realeza sacra, com sua ênfase sobre a harmonização das esferas humana e divina, encontrou expressão na Irlanda. Desde as lendas de nascimento e morte de reis, às paisagens sacralizados de Tara, Gabhra Sgiath e os centros de umbilicais de Uisneach que emergem deste estudo num amplo conjunto rico e diversificado de temas comuns que abrem novos horizontes para a análise comparativa.
Embora na maioria das vezes traduzido como "Feira / Mercado", o Óenach termo é um derivado de 'um', articulando conceitos de “unificação”. Originalmente óenach significava o conjunto principal do corpo político de um ou vários reinos, presidido e convocado por um rei, para diversos fins coma servir de tribunal, promulgar leis, negociar alianças, mas também, como uma ocasião de festa em geral, onde se faziam eventos desportivos como carreiras de cavalos. Como tal, o óeanch é o equivalente irlandês da instituição pan-europeia de Assembleia.
tumulo no sítio de assembleia de Tailtiu, foto: Óenach Project
O Projeto Óenach é um projeto de pesquisa de curta duração no Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork, que abordar a questão do Óenach. O projeto óenach empregar diversos métodos de pesquisa para analisar as paisagens do óenach, a fim de examinar as suas origens, desenvolvimento e a sua iconografia arqueológica. Os principais estudos de caso do projeto estão localizados nos principais locais de Assembleia da Irlanda.
A Ó Néill Stone nos Chãos de Tulach. foto: National Library of Ireland
Um dos objetivos principais do projeto é estabelecer um discurso preliminar sobre as origens, função e evolução desta instituição. Elo permitira o estabelecimento de uma base a partir da qual as origens, natureza e evolução das primeiras práticas de assembleia irlandesas podam ser comparadas com os estudos de outros projetos de investigação em curso no Reino Unido e Escandinávia, nos que está analisando locais e práticas de Assembleia em toda a Europa, sinaladamente o projeto The Landscapes of Governance do Instituto de Arqueologia do UCL, e o The Assembly Project
local de assembleia de Bällsta, Suecia. foto: A. Sanmark
Como parte do Projeto Óenach uma conferência com o titulo Landscapes of Assembly: the Óenach in early medieval Ireland será realizada pelo Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork nos dias 24 e 25 de março. Esta conferência irá examinar a natureza e manifestação arqueológica das práticas de Assembleia na Irlanda, a par do papel do Óenach na têmpera sociedade irlandesa
A School of
Irish Learning do Colegio Universitario Cork está a organizar uma conferência
em homenagem ao professor Seán Ó Coileáin, professor hemerito de irlandês modern
e membro da Royal Irish Academy, para em reconhecemento a sua longa contribuição
à investigaçao e à Universidade de Cork. A conferência focara-se especificamente
sobre Agallamh na Seanórach, e sua centralidade na cultura gaélica através dos
tempos. Ele será realiçaod em dois dias: da sexta-feira do 07 de setembro até a
tarde do sábado, 8 de setembro de 2012.
Mais informações sobre estará disponivel em breve no site da
Celtic Digital Initiative (CDI)
The Origins of Ground-edge Axes: New Findings from Nawarla Gabarnmang, Arnhem Land (Australia) and Global Implications for the Evolution of Fully Modern Humans
Jean-Michel Geneste and Bruno David and Hugues Plisson and Jean-Jacques Delannoy & Fiona Petcheyn pp 1-17
Coins in Context: Local Economy, Value and Practice on the East African Swahili Coast
Stephanie Wynne-Jones and Jeffrey Fleisher pp. 19-36
The Emergence of Bone Technologies at the End of the Pleistocene in Southeast Asia: Regional and Evolutionary Implications
Ryan J. Rabett and Philip J. Piper pp 37-56
Sarmatian Mirrors and Han Ingots (100 BC–AD 100): How the Foreign became Local and Viceversa
Alice Yao pp 57-70
A Spectacular History of Survey by Flying Machine!
Helen Wickstead and Martyn Barber pp 71-88
Adaptation or Aesthetic Alleviation: Which Kind of Evolution Do We See in Saharan Herder Rock Art of Northeast Chad?
Tilman Lenssen-Erz pp 89-114
Terminal Classic Maya Heterodoxy and Shrine Vernacularism in the Sibun Valley, Belize
Patricia A. McAnany pp 115-134
Reviews
Social Bioarchaeology, edited by Sabrina C. Agarwal & Bonnie A. Glencross, 2011
Alexis T. Boutin pp 135-136
The Lost Woodlands of Ancient Nasca: a Case-Study in Ecological and Cultural Collapse, by David Beresford-Jones, 2011
Maria C. Bruno pp 137-138
An Archaeology of Materials: Substantial Transformation in Early Prehistoric Europe, by Chantal Conneller, 2011
Richard Bradley pp 138-139
Bronze Age Textiles: Men, Women and Wealth, by Klavs Randsborg, 2011
Susanna Harris pp 139-141
O próximo dia 8 apresentaram-se as 18:30 horas no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitetura do Porto, as atas do seminário "Arquitetura e Arqueologia" celebrado em outubro do 2008, e que teve por título e temática "Interpretar a Ruína - Contribuições entre campos disciplinares".
O orador encarregado de presentar o volume o Professor Álvaro Gomes, dara uma palestra com título de «A auscultação das ruínas». Deixamos-vos aqui abaixo o índice do novo livro
Está aberto o chamado de trabalhos para o 2012 Harvard Celtic Colloquium. As propostas de trabalhos que se podem presentear-se ao 32º Colóquio Anual organizado pelo departamento de Estudos Célticos da Univ. de Harvard, estarão dedicadas a qualquer dos temas que se relacionam diretamente com o âmbito dos Estudos Célticos nas suas distintas polas (línguas e literaturas celtas -em qualquer das suas fase temporárias, temas de estudos culturais, históricos ou sociais, perspetivas teóricas, etc.), as propostas de tipo interdisciplinar também serão bem recebidas. A participação é gratuita.
O 32 Anual Celtic Colloquium, terá lugar na Universidade de Harvard, entre outubro 5-7, 2012. As apresentações devem ter mais de vinte minutos. Haverá um período breve discussão após cada palestra. Trabalhos apresentados no Colóquio podem ser posteriormente submetidos à apreciação pela comissão editorial para publicação nos Anais do Colóquio.
Os candidatos devem enviar um resumo de 200-250 palavras em Inglês, além de um breve esboço biográfico. As propostas devem ser enviadas por e-mail aos organizadores da conferência, por fax ou postado para o endereço do departamento; prega-se enviarem uma cópia formato Word ou RTF.
Mais informação disponível em breve no website do Colóquio.
Relacionado coa postagem anterior aproveitamos agora aqui no Archaeoethnologica, para deter-nos nesta palestra de Nicholas Christakis titulada: The hidden influence of social networks que for dada dentro dos Ted Talks em fevereiro de 2010.
Nela este pesquisador vai comentando qual foi o decorrer da sua visão das Redes Sociais. Especialmente interessante é a imagem que faz ao entender as redes sociais em evolução ao longo da tempo (da história) como entes -organismos vivos- "com memória" além dos indivíduos particulares que as formam num período determinado -as pessoas morrem as redes perduram- e como ele nos ajuda a entender as sociedades humanas, e toda a grande variedade de fenómenos que se dão em sociedade.
Os seres humanos antigos, segundo sugere um novo estudo, podem não ter tido o luxo de atualizar seu status no Facebook, mas as redes sociais foram, no entanto, um componente essencial de suas vidas.
As conclusões do estudo descrever os elementos das estruturas de redes sociais que possam ter existido no início da história humana, sugerindo como os nossos antepassados podem ter formado laços tanto entre parentes como não-parentes em base a atributos comuns, incluído a tendência a cooperar. Segundo o estudo as redes sociais contribuíram provavelmente na própria evolução da cooperação.
"A coisa mais surpreendente é que os antigos humanos tiverem redes sociais de modo muito semelhante as que vemos hoje", disse Nicholas Christakis, professor de Políticas da Saúde (Sociologia médica) na Harvard Medical School e professor de sociologia na de Faculdade de Artes e Ciências da mesma universidade, um dos autores do estudo. "Desde o momento em que estivemos em torno de fogueiras e tivemos palavras flutuando pelo ar, até hoje, quando temos pacotes digitais flutuando através do éter, fizemos redes que basicamente são do mesmo tipo."
"Nós descobrimos que o que as pessoas modernas estão fazendo com as redes sociais online é o que sempre fizemos, e não apenas antes de Facebook, mas antes de agricultura", disse o coautor James Fowler, professor de genética médica e ciência política na Universidade de Califórnia (Sam Diego), que junto com Christakis é co-autor de uma série de estudos seminais sobre redes sociais humanas.
Os resultados foram publicados 26 de janeiro na revista Nature.
As Raízes do altruísmo
O mundo natural, de em dentes e garras sangrentas, tem um lado amável. Enquanto os indivíduos competem ferozmente para assegurar a proliferação de seus descendentes, alguns animais, incluindo aos seres humanos, também cooperar em agir de forma altruísta. Os investigadores queriam saber se as redes sociais humanas são um produto da vida moderna, ou se poderia ter surgido sob o tipo de condições que nossos antepassados distantes enfrentaram. A resposta de esta questão tem sido um desafio para a teoria evolucionária clássica.
Para que a cooperação a surgira, um ato altruísta, como a partilha de alimentos com um não-parente, deveria ter um benefício para todas as partes. No caso contrário os os indivíduos puramente egoístas se sobreporiam e substituir aos altruístas. Todas as explicações teóricas para a evolução da cooperação-seleção por parentesco, altruísmo recíproco, seleção de grupo dependem da existência de algum sistema que permite que aos colaboradores se agrupar com outros indivíduos, que tendem a compartilhar.
"Se você pode conseguir que os colaboradores se agrupem num espaço social, essa cooperação pode evoluir", disse Coren Apicella, uma pesquisadora de pós-doutorado em Sociologia de Saúde da Harvard Medical School e autor principal do artigo: "As redes sociais permitem que isso aconteça."
Embora não seja possível fazer testes aos nossos antepassados longanos sobre suas amizades ou hábitos de partilha e colaboração, uma equipe de pesquisadores da Harvard Medical School, da Universidade da Califórnia, San Diego, e da Universidade de Cambridge têm caracterizado a estrutura das redes sociais entre os hadza, um grupo étnico da região do Lago Eyasi da Tanzânia, um dos últimos grupos sobreviventes de recoletores (há menos de 1.000 esquerda Hadza que seguem a viver da forma tradicional).
Estar conectados
O estilo de vida Hadza antecede a invenção da agricultura. O Hadza consomem uma grande variedade de alimentos silvestres, rebuscam tubérculos, nozes e frutas e caçam uma grande variedade de animais, incluindo flamingos, musaranhos, e girafas. O mel é outro de seus alimentos favoritos, conhecidos por meia dúzia de nomes diferentes em Hadzane, seu idioma principal. Apicella assumiu a liderança na recolha dos dados para o estudo, entrevistando 205 Hadza adulto ao longo de dois meses, medindo a sua tendência à cooperar e mapeando suas amizades.
Apicella, Fowler e Christakis projetaram o estudo e experimentos, trabalhando em conjunto com Frank Marlowe, professor do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge, e autor do livro única obra etnografia sobre os Hadza em Inglês. A recolha dos dados não foi fácil. O Hadza nómada percorrem mais de 4.000 quilómetros quadrados. Apicella e os seus assistentes de pesquisa viajaram à região num Land Cruiser lutando coa lama encharcada e tendo que despejar de cotio o térreo de árvores derrubadas, e em uma viagem anterior, fugindo mesmo de uma horda de elefantes saqueadores.
Para reconstruir uma rede social, Apicella e seus colegas tomaram uma abordagem dupla. Primeiro, eles pediram aos adultos hadza que identificaram indivíduos que prefeririam viver no seu próximo acampamento. Em segundo lugar, deu a cada três adultos panais de mel e informou-nos de que poderia dá-los como presentes para qualquer em seu acampamento. Isso gerou 1.263 relações e 426 de laços estabelecidos a través desses presentes.
Em uma atividade separada, os pesquisadores mediram os níveis de cooperação, dando os hadza panais de mel adicionais que poderiam ou bem manter para si ou doar ao grupo. Quando as redes foram mapeadas e analisadas, os pesquisadores descobriram que os cooperadores e não-cooperadores formado grupos distintos. Os investigadores também mediram a conexão de pessoas com altura semelhante, a idade, a força, etc, e outras características, tais como preferência alimentar. Eles também analisaram a probabilidade de transitividade na amizade, e dizer, que os amigos sejam amigos um com o outro, e outras propriedades das redes.
A estrutura e dinâmica das redes sociais caçadores-coletores hadza eram essencialmente indistinguíveis dos dados existentes sob redes sociais extraídas das comunidades modernas. "Viramos a olhar os dados de maneiras diferentes", disse Fowler. "Olhamos para mais de uma dúzia de medidas que os analistas de redes sociais usam para comparar redes e muito gratificante, os Hadza são como nós." "Os seres humanos são pouco comuns entre as distintas espécies no grau em que formamos a longo prazo, e não-reprodutivamente, uniões cós outros membros de nossa espécie", disse Christakis. "Em outras palavras, não só temos sexo, mas também temos amigos".
Os trabalhos anteriores de Christakis e Fowler, que são co-autores do livro "Conectados" (Connected), tem mostrado que a nossa experiência do mundo depende de onde nos encontramos dentro das redes sociais. Estudos específicos descobriram que as redes influenciam uma variedade surpreendente de fatores da vida e saúde , tais como a forma como você este propenso à obesidade, tabagismo, e até mesmo à felicidade. Para os pesquisadores, os Hadza oferecem novas evidências suficientemente fortes de que as redes sociais são uma verdadeira parte antiga, cecais integral da história humana.
Esta pesquisa foi financiada pelo National Institute on Aging e a Science of Generosity Initiative, da Universidade de Notre Dame.
Interdisciplinary Conference 25-27 Maio, Universidade de Colonia (Alemanha)
Como podem os processos cognitivos sociais diferir dependendo de se somos participes da interação social, ou simplesmente estamos a observar enquanto demais interagem? Quais são os processos psicológicos e os mecanismos neurais implicados na cognição social nestas situações? Como se relacionam os uns com os outros? Como o relacionamento com "o outro/os" modula os processos subjacentes ao entendimento do social? Qual é o impacto das diferenças entre as distintas metodologias da pesquisa em psicologia social e neurociência social no estudo da cognição social.
A conferência reúne a experientes de diferentes âmbitos para promover investigações interdisciplinares sobre as diferentes perspetivas de uma focagem da cognição social centrada no protagonismo da "segunda pessoa" como entidade cobrndicionante desta
Interessante palestra do arqueólogo João Zilhão dada no Museu da Evolução Humana, na que este prestigioso pesquisador faz um exaustiva revisão de alguns tópicos sobre o Neanderthal, criticando o discurso apriorista da otredade que se tem dominado a pesquisa durante boa parte da história. Ao mesmo tempo se revisam as novas evidencias e descobrimentos, que apresentam uma visão muito mais complexa e similar a nós mesmos dos Neanderthales, sobre tudo no que tem que ver com o seu mundo simbólico e das suas capacidades cognitivas e de comunicação em geral, e revelam um mundo social não tão diverso do nosso
Neandertais europeus à beira da extinção, ainda antes da chegada dos humanos modernos
Novas descobertas de uma equipe internacional de pesquisadores mostram que os neandertais foram extintos mais europeus cerca de 50.000 anos. A visão anteriormente realizada de uma Europa habitada por população estável Neanderthal para centenas de milhares de anos antes dos humanos modernos chegaram, portanto, devem ser revistos.
Essa nova perspetiva de neandertais vem de um estudo de DNA antigo publicado hoje em Molecular Biology and Evolution. Os resultados indicam que a maioria dos neandertais na Europa morreu assim como 50.000 anos atrás. Depois disso, um pequeno grupo de homens de Neandertal teriam recolonizado Europa Central e Ocidental, onde sobreviveu por mais de 10.000 anos antes dos humanos modernos chegaram à cena. O estudo é o resultado de um projeto internacional liderado por pesquisadores suecos e espanhóis em Uppsala, Estocolmo e Madrid.
"O fato de que os neandertais na Europa estavam quase extintos, mas depois se recuperou, e que tudo isso aconteceu muito antes de ter feito contacto com os humanos modernos foi uma completa surpresa para nós. Isso indica que os neandertais poderia ter sido mais sensível às mudanças climáticas drásticas que ocorreram na última Idade do Gelo que se pensava anteriormente ", diz Love Dalén, professor associado do Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo.
mandíbula neanderthal do norte de Espanha, foto: Centro de Evolução e comportamento Humanos (UCM-ISCIII)
Em relação ao trabalho no DNA de fósseis de Neandertal, no norte da Espanha, os pesquisadores notaram que a variação genética entre neandertais europeus eram muito limitados, durante os últimos dez mil anos antes de os neandertais desapareceram. Os mais antigos fósseis em fósseis Europa e na Ásia Neanderthal, tinham uma variação muito maior genética, juntamente com a quantidade de variação seria de esperar de uma espécie que eram abundantes em uma região ao longo de um período de tempo longo.
"A quantidade de variação genética em neandertais geologicamente mais antigos, e os Neandertais na Ásia era tão grande quanto em seres humanos modernos, como uma espécie, enquanto que a variação entre europeus posteriores neandertais não era ainda tão elevada como a dos seres humanos Islândia moderna ", diz Anders Götherström, professor associado da Universidade de Uppsala.
Os resultados apresentados no estudo é inteiramente baseado em DNA altamente degradado e, portanto, as análises têm exigido tanto de laboratório avançado e métodos de cálculo. A equipa de investigação envolveu especialistas de vários países, incluindo os estatísticos, especialistas em sequenciamento de DNA moderno e paleoantropólogos da Dinamarca, Espanha e EUA. Somente quando todos os membros da equipe internacional de pesquisadores examinou os resultados poderiam se sentir confiante de que os dados disponíveis genética na verdade, revela um Neanderthal importante e até então desconhecido na história da.
"Esse tipo de estudo interdisciplinar é inestimável para o avanço da pesquisa em nossa história evolutiva. DNA de homens pré-históricos levou a uma série de descobertas inesperadas nos últimos anos e vai ser muito emocionante ver o que as descobertas são feitas mais nos próximos anos ", diz Juan Luis Arsuaga, Professor de Paleontologia Humana da Universidade Complutense de Madrid.
Referência:
Dalén, L et alii: "Partial genetic turnover in neandertals: continuity in the east and population replacement in the west" MBE 23, 2012 pp. 1-13 DOI: 10.1093/molbev/mss074
Colóquio ERA 2012 Quando: 10 março Onde: auditório do Metropolitano de Lisboa
Os colóquios Era Arqueologia, realizados anualmente e de entrada livre, destinam-se a um público diversificado, quer especialista quer apenas interessado nas matérias. Do seu programa base consta a apresentação, pelos técnicos da empresa, de uma selecção dos mais significativos projectos realizados, estimulando-se um ambiente de debate aberto entre a assistência e os responsáveis científicos dos sítios analisados
Programa
10:00 Abertura
10:15 – 11:45 Miguel Lago, Luís Raposo, Carlos Fabião. Debate: Que caminhos para a arqueologia?
11:45 – 12:00 Intervalo
12:00 – 12:45 António Carlos Valera e Lucy Evangelista: Idolos e figuras dos Perdigões: tipos, contextos e problemas de representação e sentido
13:00 – Pausa para Almoço
15:00 – 15:30 Maria Pinto: Fragmentos da história da cidade de Évora: o caso do Palácio da Inquisição / Casas Pintadas; Palácio dos Condes de Basto e Pátio de S. Miguel
15:30 – 16:00 Iola Filipe e Hugo Silva: Escadinhas de São Crispim, Lisboa: a evolução de um espaço entre o período romano e a actualidade
16:00 – 16:30 Alexandre Sarrazola e Marta Macedo: Rua do Passadiço: uma ocupação romana de Lisboa na periferia rural de Olisipo
16:45 – 17:15 Inês Simão e Rui Ramos: Eira Velha. Uma “área de Serviço” romana na periferia de Conímbriga
17:15 – 17:45 António Valera e Jorge Parreira: Concheiros e ritualidade no Calcolítico: problemas levantados pelas novas escavações em V.N. de Mil Fontes
Blog sobre arqueologia, etnologia e etnografia histórica desde uma perspetiva multidisciplinar e com especial interesse pola Proto-história e História Antiga da Europa Ocidental