terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ZAP 2012 - Programa

ZaP 2012

Congresso Internacional de Zooarqueologia em Portugal

Quando: 8-9 de Março 2012
Onde: Anfiteatro III – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa


Vem de publicar-se o programa definitivo da I Primeiro Congresso Internacional de Zooarqueologia em Portugal, cuja convocatória recolhêramos vai um mês no aqui Archeoethnologica. O Congresso está pela Unidade de Arqueologia (Uniarq) e o Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa (CBA) junto co Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Univ. do Algarbe (NAP) e o apoio institucional do IGESPAR

O objectivo desta conferência é promover a comunicação entre investigadores interessados no tema da Zooarqueologia e divulgar junto da Comunidade Arqueológica o trabalho realizado ao longo dos últimos anos.


  Programa




+INFO no site do:   ZaP 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Annual Meeting da EAA - Convocatória


18 Annual Meeting European Association of Archaeologist

Quando: 29 agosto - 1 setembro
Onde: Universidade de Herlsinki (Finlândia)


A 18 reunião anual da Associação Europeia de Arqueólogos será realizada em Helsinki, Finlândia, do 29 agosto-1 setembro de 2012.

O encontro é organizado pela Universidade de Helsinki, o Conselho Nacional de Antiguidades, a Sociedade de Antiquários finlandeses, a Sociedade Arqueológica da Finlândia e a Universidade de Oulu. A reunião é financiada pelo Ministério da Educação e Cultura e Fundação Cultural sueca na Finlândia.

Os locais das conferências são o Edifício Principal da Universidade de Helsinki (Fabianinkatu 33) e o Edifício Porthania (Yliopistonkatu 3). Ambos encontram-se convenientemente localizados perto um do outro no centro da cidade.

O prazo para a apressentação de comunicações esta aberto até o dia 31 de março


+INFO no site do:   EAA 2012

Recintos e praticas funerarias da Pré-história


Recintos da Pré-História Recente e Prácticas Funerárias
Colóquio Internacional

Quando: 6 - 8 novembro
Onde: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Recolhe-mos aqui a nova do futuro Colóquio Internacional sobre as enclossures pré-históricas que se celebrara durante o mês de novembro em Lisboa, organizado por ERA Arqueologia coa colabora da Fundação Calouste Gulbenkian e baixo a direção do arqueólogo António Carlos Valera direitor das escavações no recinto de Perdigões e autor do magnífico bloge Portuguese Prehistoric Enclosures do que já temos falado alguma vez no Archaeoethnologica.


As problemáticas dos recintos definidos por muros ou muralhas e por fossos têm estado frequentemente no centro de vários debates relativos às comunidades da Pré-História Recente Peninsular. Entre as inúmeras questões que levantam, um dos aspectos que tem vindo a emergir nos últimos anos com particular relevo é o da relação directa que estes recintos terão tido com as práticas funerárias, a ponto de, em alguns casos, se diluir a noção de necrópole como espaço dos mortos bem demarcado em relação ao dos vivos e onde situações semelhantes têm gerado questionários e respostas distintas.

restos de ossos cremados nos Perdigões


Porque os últimos anos têm proporcionado, a nível Peninsular, importantes novidades no que respeita a estes contextos e à expressão que a realidade funerária neles assume, e porque o recinto dos Perdigões se tem vindo a transformar num projecto âncora nesta matéria, a ERA Arqueologia entendeu promover um encontro internacional para debater esta problemática. 


Tratando-se de um fenómeno de dimensão europeia, entendeu-se que a abordagem dos casos peninsulares necessitaria de um enquadramento e uma confrontação com realidades aparentadas de outras regiões europeias, procurando promover o debate a diferentes escalas e a partir de diferentes contextos, experiências e posicionamentos teóricos. 

Assim, este encontro reunirá um conjunto de investigadores com proveniência em vários países europeus onde esta temática assume particular relevo.


  Programa provisório




sábado, 11 de fevereiro de 2012

Territórios de Fronteira - Palestras



O vindeiro dia 14 de fevereiro, tera lugar às 18 horas no Museu de Arqueologia de Portugal uma sessão do ciclo de conferências Territórios de Fronteira.O ciclo esta co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH) da Universidade de Coimbra, o Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP) e o Museu Nacional de Arqueologia (MNA).


Esta sessão do ciclo inclui as palestras:

Uma história sobre a evolução da diferença contada por um micróbio amigo do Homem
José Paulo Sampaio
CREM, Univ. Nova de Lisboa

A importância do sexo na evolução Uma digressão sobre a teoria de seleção sexual de Darwin e as suas consequências
Paulo Gama Mota
Museu da Ciência, Univ. de Coimbra

Evolução humana: as últimas descobertas
Eugénia Cunha
Univ. de Coimbra, Centro de Ciências Forenses

Origem, evolução e primeiras funções adaptativas da linguagem
António Bracinha Vieira
Catedrático de Antropologia da Univ. Nova (FCSH)
 

Administrar as Provincias - Livro

Administrer les Provinces de la République romaine

Barrandon, N. & Kirbihler, F., Administrer les provinces de la République romaine. Actes du colloque de l´université de Nancy II 4-5 juin 2009. Univ. de Rennes, 2010
ISBN: 1255-2364


Sumario:
Este volume constitui as atas de um colóquio que foi realizado em Nancy em 2008, e que foi consagrado ao tema da administração romana das províncias no final da Republica. Este colóquio tentou compartilhar o trabalho de diversos especialistas que trabalham na temática da provincialização das diversas regiões Império, oferecendo um estado da questão sobre o conhecimento atual da questão como, o poder dos governadores, o impacto da legislação romana ou das decisões dos Imperatores no funcionamento das instituições locais, contribuindo deste jeito a ampliar o conhecimento sobre a história das províncias na época da República através de uma reflexão de conjunto que oferece uma análise historiográfico e conceitual dos estudos sobre a administração provincial. 

A obra divide-se em duas partes uma primeira dedicada a relação entre o Senado, os magistrados na gestão dos territórios provinciais, e uma segunda em que se levantar os fundamentos da administração provincial do ponto de vista Jurídico, fiscal, social e militar.


 INDEX




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Villae, habitat e sociedade - Entrevista


No século II dC as villae servem para amostrar o status 

 Entrevista à professora Annalisa Marzano (Universidade de Reading)

Annalisa Marzano, professora na Universidade de Reading (Reino Unido), centrou boa parte dos seus estudos na economia rural e o sistema da vila no mundo romano. É autora, entre outras, do livro Roman vilas incentral Italy. A social and economic history. foi a professora convidada do seminário internacional de Arqueologia Clássica, que teve local o ICAC nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, com o título "Habitat rural e transformação da paisagem à Antiguidade"


É uma experiente em villae.
Bem, me interessou estudar a economia das vilas e a sua função social. Isto é, estudar as vilas como estrutura produtiva e desde o ponto de vista social, e como isto altera para o longo do tempo.

A função social das vilas!
Sim, por exemplo os relacionamentos entre proprietários e vizinhos, entre proprietários e cidades... Temos que pensar que a vila também se usa para receber amigos e clientes. É um local para os negócios, os banquetes, os banhos... No século II dC a vila tem uma função social muito concreta.

São locais para falar.
Plínio o Jovem, autor do século II dC, explica até que ponto a vila é um local de encontro. Local de encontro fosse cidade. Mas há um vínculo forte entre os proprietários e os nobres de cidade que fazem parte do conselho autárquico. Também há um relacionamento forte com a cidade, já que os proprietários mais ricos são benfeitores: restauram templos, edifícios públicos ou fazem outros tipos de doações, e a mudança a cidade dedica-os estátuas em honra seu.

Desde o campo influíam na cidade.
Com o Império fazer carreira política é mais limitado que em tempo da República, porque todo depende do relacionamento com o imperador. A Roma as elites já não podem construir, por exemplo, porque a construção é monopólio do imperador. De forma que a sua influência fica fragmentada e já não está focalizada a Roma. Nas zonas rurais da Itália central é o momento que começam a emergir proprietários que ajudam, mediam...

Fazem política!
Aliás a vila acontece também o local onde expressar a carreira política. encontramos inscrições que dizem "eu fui cônsul, governador...". São inscrições que antes estavam na casa de cidade, mas ao século II já as encontramos nas vilas, onde também abundam as suas estátuas. Estátuas que são cópias das estátuas feitas em honra seu ao foro da cidade para honorários e como signo de gratidão.

A vila faz de escaparate.
Converte-se no palco onde o proprietário, que está orgulhoso, pode ensinar toda a carreira política. Este uso social também fica refletido no feito com que tanto as termas como as salas das comidas são maiores: há o precisado de um espaço mais amplo para atender e convidar mais pessoas.

Que importância tem as casas de cidade? São de uma importância menor respeito do período republicano, em que era chave para promonionares se queria entrar ao sistema eleitoral. As vilas emergem com a função nova de mostrar o status.

Mas contínua tendo uma dimensão económica, não?
Sim, e não se trata de agricultura tradicional e autossuficiente Isto é, não encontramos os cultivos típicos da oliveira e a vinha, senão uma exploração de todo o tipo de recursos agrários e naturais. Se criam pavões, furões.. Faz-se produção de mel... Todo o tipo de produtos um pouco de luxo, para os banquetes. Também há produção de cal, de enxofre...

A vila sempre se entende como local residencial e de produção?
Sim, exceto em algumas vilas no meio imediato de Roma, que são simplesmente palácios com o seu jardim.

Como se distribuem as vilas na zona centro-itálica?
Há uma ocupação intensa, sobretudo das zonas com um chão mais bom. Como que há a serrania dos Apeninos, à medida que subimos diminuem as vilas. Concentram-se ao longo dos rios navegáveis, muito interessantes como via de comunicação e transporte de mercadorias. O Tíber, por exemplo, é usado para levar o vinho até Roma. Também se fazem muitas vilas ao lado das vias, e com o tempo os proprietários melhoram a via e fazem caminhos secundários. Como passa aqui, aquelas grandes artérias de comunicação por onde hoje em dia passam as autoestradas e os comboios

As vilas começam a decair no século III dC?
Atenção! Faz-se uma associação entre a chamada crise de produção e o declive na feição decorativa das vilas, que parecem mais rústicas e pobres. Em época tardo-republicana na Itália fazia-se muito veio porque exportava-se muito. Era símbolo de status e vendia-se à Gália a mudança de escravos! Mas com o Império as províncias também se puseram a fazer vinho, e se pensa que isto comportou uma crise de produção na Itália e o abandono de muitas vilas.

E não é assim?
Se analisamo-lo bem, através da arqueologia, a epigrafia e os textos, vemos que o que passa é que há uma concentração de produção. Os proprietários, que passam de ter uma vila a ter umas quantas, decidem manter uma como residência e as outras continuam produzindo mas só vivem os locatores.

Quem consome, se já não se exporta?
Era um consumo regional e para fornecer Roma. Em período imperial a Roma vivia um milhão de pessoas! Há uma grande necessidade alimentária.

Este modelo de vilas, até quando dura?
O modelo de vila que explode o em torno perdura, transformado, até o século Vd.C. No século VI é quando há propriamente abandonos, e já começarão a se configurar os povos medievais.

Após dois dias em um seminário a l ICAC, que valoração faz?
foi uma experiência fantástica e Tarragona é uma cidade muito bonita. O ICAC é um ponto de referência muito importante quanto à investigação arqueológica e é bom que os seminários estejam frequentados pelos estudantes.

Virão colaborações com o ICAC?
vejo muitas possibilidades, porque os pontos em comum são muitos: O uso da paisagem, a economia da vila... Ademais, o meu objeto de estudo não é só Itália, senão todo mundo romano. Acabo de publicar um artigo sobre a urbanização à península Ibéria em período romano a partir da metodologia do "rank-size analysis", que põe em relacionamento o crescimento económico e a população das cidades. Como de grandes podem ser as cidades a partir dos recursos que têm ao seu arredor? À península tinha muitas cidades, mas pequenas.

                                (Extraido de Icac.net)


Postagem relacionada:  Habitat rural e Paisagem na Antiguidade

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hispania Epigrafica - Novo número


Hispania Epigrafica nº 17, 2011


Acaba de sair o último número da revista Hispania Epigrafica. Neste novo volume, consagrado à memória de Géza Alföldy, reúnem-se as referências às inscrições publicadas no ano 2008, embora também se contemplam algumas outras até o ano 2011. Em conjunto recolhem-se 255 entradas, correspondentes a epígrafes paleo-hispânicos, latinos, gregos, cristãos e visigodos, que se relacionam segundo a sua procedência (211 de Espanha, uma de origem desconhecido, e 44 de Portugal); 118 consideram-se inéditos e 94 apresentam comentário.

Entre as inscrições recolhidas destaca o fragmento de uma lájea inscrita com alfabeto latino (na capa), mas em língua lusitana, que descreve o número e a condição das vítimas oferecidas a Bandua, Broeneia, Munidis e Reve.


 INDEX 




Ir ao site da revista:  Hispania Epigrafica

Direito, língua e Império - Livro


LAW, LANGUAGE AND EMPIRE IN ROMAN TRADITION

Ando, Clifford, Law, Language, and Empire in the Roman Tradition University of Pennsylvania, Philadelphia, 2011
ISBN: 978-0-8122-4354-3


Acaba de sair um novo livro sobre o direito romano que afronta a cultura jurídica desde uma interessante a perspetiva, focada na prática jurídica e em como as necessidades de adaptação do direito aos novos contextos que no espaço e tempo se sucederem ao longo da história do império, tiveram que buscar solução os juristas romanos, com um especial interesse pelo direito privado como elemento nuclear da vida jurídica no mundo romano. O livro é obra de Clifford Ando, professor de Estudos Clássicos, e História do Direito da Universidade de Chicago, autor de alguns livros sobre temática similar coma Imperial Ideology and Provincial Loyalty in the Roman Empire (2000)


Abaixo tendes a modo de sumário o estrato de uma entrevista sobre o livro dada pelo autor e que poderdes também ler ver íntegra aqui


Sumario:

O livro divide-se em duas partes, a primeira com dois capítulos, e a segunda com três. A primeira parte concentra-se no pensamento jurídico, a segunda sobre a interação entre os órgãos específicos do direito e a natureza dos efeitos do império em eles, os dois projetos são profundamente inter-relacionados. Como as peças, os diferentes capítulos foram escritos de modo a ser legível e inteligível por conta própria, embora eu acho que cada um também se beneficia de ser articuladas com as outras perguntas que eu estava pedindo no momento. [...]

Por razões complicadas, o direito romano como uma disciplina acadêmica permaneceu por muito tempo fixado na descrição de suas regras. Como um escrever um testamento em Roma? Qual era a idade de casamento? Os livros tinham títulos como "A lei romana de escravidão."

Meu livro tenta dar passo a perguntas sobre o que os advogados romanos pensavam, a fim de perguntar sobre como eles pensavam. Por que eles acham que a lei mudou? Como é que eles acham que a mudança na lei poderia ou deveria ser justificada? E como é que eles acham que as instituições legais poderiam ou deveriam se adaptar à mudança social?

O fato e o que a sociedade romana estava em fluxo constante. O mesmo pode ser dito de quase qualquer sociedade, é claro. Mas a sociedade romana sofreu uma mudança aguda de un tipo particular e de uma fonte muito específica: era uma sociedade imperial, e por isso foi constantemente absorvendo novas populações, que falavam línguas novas e trouxeram com eles novos costumes.

Um problema relacionado é que o direito romano inicialmente veio a existir quando a sociedade romana estava confinada à cidade de Roma e a sua vasta hinterlândia agrícola. Mas a ação imperial levou rapidamente aos romanos mais longe. Como poderiam as instituições de uma pequena cidade do Mediterrâneo ser expandidas para regular um império mundial? E que a expansão poderia realmente ocorrer sem efeitos significativos, para o bem ou para o mal, sobre o sistema da lei e o Estado de Direito da propria Roma? [...]

O livro tenta manter os pés firmemente plantados em dois mundos diferentes. Por um lado, é uma obra de história. Além disso, é uma obra de história com uma agenda: Gostaria de revelar aos juristas romanos como mais criativos, mais humanos e, de fato, mais humanos do que alguma reconstrução de um corpo de regras provavelmente mostra.

Seu mundo estava mudando, e, sendo encarregados de regular esse mundo, eles foram forçados a confrontar essa mudança, a reconhecer as limitações de suas regras e da própria linguagem de suas regras. Mais do que muitos, eles entenderam profundamente, que não se pode simplesmente fazer o mundo se adequar às regras. É antes uma questão de fazer as regras se ajustar ao mundo, mesmo que, para preservar a autoridade e a autonomia do direito, deve-se descrever esta prática de alguma outra forma.

E, no entanto, esta é também uma obra de erudição contemporânea. As suas perguntas são, portanto, muitas vezes questões modernas.


INDEX

Preface p. IX

Chapter I. Citizen and Alien before the Law p. 1

Chapter 2. Law´s Empire p. 19

Chapter 3. Empire and the Laws of War p. 37

Chapter 4. Sovereignty and Solipsism in Democratic Empire p. 64

Chapter 5. Domesticating Domination p 81

Appendix. Work-around in Roman Law: The Fiction as Its Kin p. 115

Notes p. 133

Bibliography p. 153

Index p. 163

Acknowledgments p. 167


+INFO no site de:  UPennPress

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Romanos e Godos na Gália - tese on-line


Romans and Goths in late antique Gaul  
Asepcts of political and cultural assimilation in the V Century AD


A relaçao entre o mundo romano é o bárbaro em torno aos seculos de transiçao entre a Antiguidade e a Idade Media, á chamada Späteantike ou Antiguidade-Tardia, é um dos ambitos de maior interesse no estudo da antiguidade nos ultimos anos, e ao que esta dedicada uma interessante tese titulad Romans and Goths in late antique Gaul, obra de  Julia M. M. Ruckert.

A tese disponível em open-acess no banco de dados de teses digitais da Universidade de Durnham, centra-se na interação sociocultural entre os galo-romanos e bárbaros na Gália do século V. O seu objetivo é pesquisar como tanto os romanos como bárbaros, sobretudo o povo godo, compartilhava um espaço comum dentro do território imperial, como foi criado este? e em que medida ambos lados se assimilaram entre em termos culturais e políticos? A dissertação afasta-se do modelo catastrofista, que argumenta que a guerra e a brutalidade foram os principais meios de contacto, tratando de procurar em troques o entendimento das mudanças na sua feição cultural, uma mudança cultural que levaria ao mundo da Idade Média.

O lento surgimento de bases de poder bárbaro, criava um mundo político que era diferente do império romano. Os galo-romanos tiveram que aceitar uma nova ordem política, no que não só se enfrentavam à perda gradual das suas antigas posições de superioridade política / militar, senão que também desafiava o seu conceito previamente indiscutido do entendimento cultural.

A ocupação violenta do território foi só uma parte mais deste processo, já ao mesmo tempo foi possível uma continuação da literatura e cultura romana e a em general. As tentativas graduais de assimilação podem-se ver na continuada participação de aristocracia galo-romana entre a classe política do corte gótica, assim como no seu crescente papel na igreja e, nomeadamente, no Episcopado. Igualmente os godos tiveram que adaptar a sua mentalidade política e cultural, se queriam sobreviver como comunidades étnicas dentro do império, a um novo conceito, compatível com uma administração à romana, Tal assimilação político / militar, com o império romano, e sobretudo coa aristocracia galo-romana era ainda mais importante quando se tratava do assentamento dos godos, ou finalmente, da criação de um reino godo, na Gália


Descarrega esta tese em:  Durham e-These

Entre o Mundo Romano e a Idade Media - Congresso



Arqueologia de Transição  Entre o Mundo Romano e a Idade Média

Onde: Colégio do Espirito Santo, Univ. de Évora
Quando: 3-5 maio 2012


Esta aberto o prazo para a apresentação de comunicações ao que será o 1º Congresso Internacional sobre Arqueologia da Transição "Entre o Mundo Romano e a Idade Media" que será organizado pela Universidade de Évora e se realizará nos e nos dias 3, 4 e 5 do mês de Maio, no Colégio do Espírito Santo.

Este congresso centrar-se-á na busca das várias teorias que abarcam as realidades de transição, tantas vezes envoltas no mundo oculto da imprecisão histórica! Precisar estas realidades, torna-se, sem dúvida, o objectivo primordial deste evento. Pretende-se promover o debate científico relativo a problemáticas relacionadas com o mundo tardo-antigo.

As sessões as que podem apresentar-se propostas são:

1º painel de comunicações: Espaço urbano versus espaço rural: as mudanças.
2º painel de comunicações: Cultura Material: o mundo do quotidiano.
3º painel de comunicações: Religião e Arte: que ligação entre as duas?
4º painel de comunicações: Práticas Funerárias: a vivência com o mundo dos mortos.











Programa provisório


Dia 3 de Maio: (Quinta-Feira)

9h30 - Recepção dos Participantes;

Sessão de Abertura

10h00 - Conferência de Abertura: (a designar)

10h45 - Coffee- Break

11h00 - 1º painel de comunicações: Espaço urbano
versus espaço rural: as mudanças.

12h40 - Debate

13h15 - Almoço

14h40  Comunicação (a designar)

16h00 - 1ª Mesa Redonda: A (s) Crise (s) do século IV:
ruptura ou adaptação com/ dos padrões clássicos?

17h40   Coffee BreaK

18h00  Debate


Dia 4 de Maio:  (Sexta-feira)

09h00 - Inicio dos trabalhos;

09h20 - Comunicação (a designar)

09h50 - Coffee-Break

10h10 - 2º Painel de comunicações: Cultura Material: 
o mundo do quotidiano.

12h00 - Debate

12h30 - Almoço

14h00 - Visita guiada pela cidade de Évora

16h00 - 3º Painel de comunicações: Religião e Arte: 
que ligação entre as duas?

17h40 - Debate

18h00 - 2ºMesa Redonda: (a designar)


Dia 5 de Maio: (Sábado)

Partida para Marvão

Inicio dos trabalhos:

10h00 -  4º painel de comunicações - Práticas funerárias: 
a vivência com o mundo dos mortos.

11h20 - Debate

11h30 - Coffee-Break

11h40 - 3ª Mesa Redonda: Novas culturas, novos poderes!

12h20 - Comunicação sobre Marvão 

12h40 - Almoço

14h30 - Visita e sítios em Marvão


Os resumos das comunicações e posteres devem ser enviados para o mail do congresso (congressoarqueologiatransicao@gmail.com), acompanhados por uma nota curricular, até 8 de Março


Comissão Científica:

Prof. Dr. André Carneiro (CHAIA/ UE)
Prof. Doutor Carlos Fabião (UNIARQ/ FLUL)
Prof. Dra. Cláudia Teixeira (CIDEHUS/ UE)
Prof. Dr. Jorge de Oliveira (CHAIA/ UE)
Prof. Dra. Rosa Sanz (Complutense de Madrid)


+INFO no site do:   CIAT 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As Cupae Hispanas - Apresentação


Las Cvpae Hispanas

Andreu Pintado, J., Las Cvpae Hispanas. Origen / Difusión / Uso / Tipología. Monografías de Los Bañales nº 1, edit. UNED & Fundación los Bañales, Tudela, 2012
ISBN:  13978-84-615-6200-8


O próximo día 18, sábado, será apresentado o volume Las cupae hispanas: origen, difusión, uso, tipología. O volume recolhe as contribuições apresentadas em abril de 2010 no que foi I Colóquio de Arqueologia e História Antiga de Los Bañales que abordou a questão das "cupae", um singular tipo de monumento funerário romano muito bem testemunhado na Comarca das Cinco Vilas onde se topa o jazigo de Los Bañales



Nestas atas editadas pelo epigrafista Javier Andreu Pintado  recolhem-se mais de quinze contribuições assinadas por epigráficas, arqueólogos e historiadores a mais de vinte centros de investigação espanhóis e estrangeiros, fornecendo uma síntese que que virá a constituir ponto de referência para novas pesquisas tal tipo de monumentos. 

O ato terá lugar as 19.30 horas, no salão de Atos San Miguel da Fundação Uncastillo (Uncastillo, Saragoça)


 INDEX



Roman Archaoelogical Conference 2012

The Roman Archaeology Conference X

Frankfurt am Main, Alemanha
29 de março - 01 de abril 2012 


Baixo a égide da Roman Society, a Römisch-Germanische Kommission do Deutschen Archäologischen Instituts en Frankfurt será a hóspede da RAC 2012 por sou-a Principal, que se celebrasse na Alemanha da quinta-feira 29 março ao domingo 1 abril deste ano 

A Roman Archaoelogical Conference é a primeira conferência sobre arqueológica romana no Reino Unido. É um acontecimento bienal, -o RAC 2010 celebrou-se em Oxford- que reúne a todos os interessados nos setores para discutir os últimos achados arqueológicos sobre o mundo romano e os seus arredores

No ano 2012 este acontecimento dentro do mundo da arqueologia romana será celebrado pela primeira vez fora das Ilhas Britânicas.


 Abstracts




+INFO no site da:   RAC 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

EJIHA XI -Apresentaçao de Comunicaçoes


XI EJIHA, 2012 - Apresentaçao de Comunicaçoes

Quando:  9-11 maio
Onde:   Faculdade de Geografia e Historia, UCM


Um ano mais celebrara-se uma nova edição do já, vaia a redundância, “Encuentro de Jovenes Investigadores en Historia Antigua” (EJIHA) organizado pela universidade de Complutense de Madrid, uma cita obrigada e um referente para os jovens pesquisadores nas distintas áreas dos estudos clássicos: História, Arqueologia, Filologia, que cada ano vai crescendo um pouco mais, e que este  engade o nascimento de uma nova revista de investigação: Anthesteria, na que a partir de agora se publicaram a modo de monográfico as Atas dos EJIHAs


O prazo de apresentação de intervenções nas distintas mesas redondas ou de comunicações de tema livre esta aberto até o dia 10 de março


Abaixo podedes consultar as bases do EJIHA e as mesas redondas disponhiveis:



+INFO no site do:   XI EJIHA

Portugal Romano - Apresentação


A Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses convida todos os interessados a participarem, pelas 17 horas do dia 18 de Fevereiro, na conferência de Raul Losada, Miguel Rosenstok e Filomena Barata sobre "O projecto Portugal Romano - novas formas de divulgação da Arqueologia", e que decorrerá no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa.