sábado, 3 de outubro de 2009

A IDADE DE FERRO ATLÂNTICA


HENDERSON, JON C.: THE ATLANTIC IRON AGE. SETTLEMENT AND IDENTITY IN THE FIRST MILLENIUM B. C. ROUTLEDGE, LONDRES, 2007, 369 PP., 125 FIGS.


Por Marcial Tenreiro Bermúdez


Não se pode negar que o conceito de Cultura -ou área cultural- Atlântica foi de grande produtividade para a arqueologia pré- e proto-histórica européia, sobretudo no que se refere a períodos como o megalitismo ou o Bronze Final. Neste sentido o livro em questão que aqui reseñamos se apresenta como um prolongamento do topos atlantico a um período, como o Ferro, onde não desfrutou ainda de tanto predicamento. 
Um objetivo ambicioso que contínua o labor de Barry Cunliffe e outros arqueólogos na definição de uma facies atlântica para dito período, e que Henderson propõe nesta obra a modo de uma complexa e rica síntese interpretativa. Durante o primeiro capitulo parte de uma revisão do próprio conceito de relacionamentos atlânticas e das suas teorias, desde os primeiros desenvolvimentos difusionistas ao decisivo giro procesualista, propondo de passagem uma série de problemas que se foram reproduzindo ao longo da bibliografía: como o tópico do conservadurismo e estatismo da Área Atlântica ou a dificuldade de apreciar o relacionamento entre a diversidade local e a unidade fundamental de uma tradição/é atlântica. 
Para salvar ditas limitações Henderson propõe um conceito de interação mas dinâmico, que permita apreciar o papel e evolução próprias das diversas comunidades locais, não podendo se falar assim, segundo o autor, tanto de uma tradição atlântica uniforme como de uma "diversidade emparentada" na que desenvolvimentos locais junto a relacionamentos a longa distância confluem na criação de uma relativa koiné. Duas feições que conjuga ao longo de toda a obra através de uma síntese entre os modelos de mudança social derivados da teoria de World Economic Systems e da arqueologia do assentamento.

Isso lhe permite observar o papel na continuidade atlântica de fenómenos como a forma de produção predominante: uma economia mista com tendência ao pastoreo, que favoreceu a adaptação das comunidades atlânticas ao deterioro climático que se dá durante a Idade do Ferro, favorecendo por tanto uma maior estabilidade social e cultural, por contraste com o que acontece em outras regiões. Desde o ponto de vista dos padrões de assentamento o Ferro atlântico longe de constituir um retrocesso mantém a tendência do Bronze Final a uma maior sedentarización, apreciavel no aparecimento de sistemas de campos de cultivo fechados (Fields Systems) e assentamentos permanentes, frequentemente em pedra, que se lhes associam.
Um elemento de grande interesse é o uso que o autor faz do conceito de "identidade"; mostrando como as Similitudes e diferenças da cultura material ou o tipo de assentamento podem atuar à hora de criar e negociar afinidades ou alteridades entre comunidades regionais e áreas culturais, incide assim no contraste que se estabelece entre a série de elementos comuns ao complexo atlântico (casas circulares, depósitos acuáticos, ausência de enterros, etc.) e os próprios da tradição dos Campos de Urnas. Atenção especial merece a cultura material, observando que conquanto os objetos que circulam pelo atlântico têm uma origem inicial centroeuropeu, parecem ter sido adaptados para criar uma nova tipologia, própria e comum dentro da área, e intencionalmente diferente do seu modelo original. 
Mostra-se assim o consciente alteridade de duas áreas culturais (Atlântica vs. Campos de Furnas) unidas por um relacionamento de mutualidade comercial (o cobre alpino e o estano atlântico) mas que se reconhecem ao mesmo tempo entre se como diferentes o expressando através da sua cultura material. Envelope a feição simbólica e ideológico dos bens móveis que circulam nas redes atlânticas argumenta que a continuidade de tipologias como os caldeiros de rebites pôde se ver favorecida pelo papel ritual que desempenhavam ditos objetos dentro do seu circulo cultural. O qual poderia explicar o tardio do uso do ferro ou fenómenos peculiares como o de que as poucas espadas hallsttáticas do âmbito nórdico e atlântico sejam normalmente versões em bronze de tipos férreos alpinos. 
Henderson incide no importante papel jogado pelo intenso comércio do Bronze Final para a definição das comunidades atlânticas, já que será finalmente a decadência daquele a que determinasse o seu carácter periférico e marginal durante o Ferro, dando assim local a zonas regionais com uma marcada personalidade, que em parte inovassem desenvolvendo elementos do substrato atlântico comum. Detém-se em concreto em duas zonas sub-regionales: a formada por Irlanda e Escócia, e pelo eixo Armórica-SE da Inglaterra. A primeira desenvolve uma arquitetura própria a partir das casas circulares do Bronze, dando local a edifícios domésticos sem igual como as monumentais roundhouses escocesas, enquanto a outra inmersa na nova rede comercial que se desenvolvesse a partir de 600 a.C., absorve e sintetiza elementos do mundo centroeuropeu e lateniense. Henderson observa dentro de ambas umas convergências na cultura material e o de habitem, bem como a sincronia de determinados fenómenos, que parecem sugerir contactos mas intensos do que mostra a priori o registo.

Por ultimo um ponto a assinalar, desde uma perspetiva peninsular, é a reformulação que realiza o autor na conclusão do problema das línguas célticas. Para isso toma como base a hipótese da língua franca atlântica de Marisa Ruíz-Galvez (Ruíz-Galvez, 1990), bem como os modelos de celtização linguística durante o Bronze Final que, durante os últimos ânus, foram utilizados por arqueólogos e lingüistas para explicar a problemática irlandesa (Koch, 1986; 1991;Waddell, 1991; Wabbell e Conrroy, 1999; Raftery, 1991, Cunliffe, 2001), o que lhe permite correlacionar as áreas linguísticas com a visão arqueológica, replanteándoas como manifestação de uma dicotomía que se observa assim mesmo no registo entre as zonas de influência lateniense e aquelas outras, como Irlanda ou a Península Ibéria, ficaram, em maior ou menor medida, à margem da nova rede de contactos atlânticos, e que se caracterizassem significativamente por manter dialetos celtas mas arcaicos em Q- por oposição ao inovador celta P- derivado do mundo continental. Inferindo-se disso como lógica conclusão a identidade entre o Celta Q- (ou proto-celta) e a postulada língua vehicular do Bronze Final Atlântico. 
Uma alternativa mais procesual e cumulativa que tem ao seu favor, com respeito às suas competidoras, uma maior coerência entre dados linguísticos e arqueológicos, mas que contrasta com as geralmente aceitadas visões da celtizacão hispana, que tendem a atribuir a um processo celtiberiçador, primando a via continental-pirenaica- sobre a atlântica, hipótese que foi criticada recentemente para a própria Celtiberia (De Bernardo, 2006; Manyanos, 1999). Isso levou aos nossos proto-historiadores, com exceções (Pena, 1994), a considerar ao NO peninsular como uma área à margem de uma celticidade definida baixo o paradigma do celtibérico, se propondo como alternativa uma série de rasgos e particularidades diferenciais do castrejo, como o seu carácter periférico ou a continuidade autótona com respeito ao Bronze Final Atlântico. Precisamente os mesmos elementos (continuidade com o Bronze Final e evolução autónoma) que servem -henos aí um interessante paradoxo para a reflexão- ao nosso autor e a outros arqueólogos europeus para definir, precisamente, e explicar com isso de maneira abundo convincente e coerente as "celticidades" de outras comunidades atlânticas durante o Ferro.


DE BERNARDO STEMPEL, P. (2006): “Las lenguas célticas en la investigación: cuatro observaciones metodológicas”, Cuadernos de Filología Clásica. Estudios griegos e Indoeuropeos, 16, pp. 5-21

CUNLIFFE, B. (2001): Facing the Ocean. The Atlantic and its peoples 8000BC-AD 1500. Oxford.

KOCH, J. T. (1986): “New Thoughts on Albion, Ierne and the Pretanic Isles”, In: Proceedings of the Harvard Celtic Colloquium, 6, pp. 1-28

___(1991): “Eriu, Alba and Letha: When was a language ancestral to Gaelic first spoken in Ireland?”, Emania, 9, 5-16

MANYANOS PONS, A (1999): “Un estado de la cuestión de la celtización peninsular desde la complementariedad de un doble proceso” Kalathos nº 18,, pp. 125-151

PENA GRANA, A. (1994): “O Territorio e as categorias sociais na Gallaecia Antiga” Anur. Brig, 17, pp. 33-78

RAFTERY, B. (1991): “The Celtic Iron Age in Ireland: Problems and Origins”, Emania, 9, 28-32
RUIZ-GALVEZ, M (1990): “Canciones del muchacho viajero” Veleia, 7, pp. 79-104

WADDELL, J. (1991): “Celtization of the West: An Irish Perspective”, en Chevinot, C. y Coffyn, A (eds.): L´age du Bronze Atlantique. Beynac, pp. 349-366

WADDELL, J. y CONROY, J. (1999): “Celts and Others: maritime contact and linguistic change” en Blech, R. y Springgs, M. (eds.): Archaeology and Language IV: Language Change and Cultural Transformation. Londres, pp. 125-13

(publicado en Gallaecia nº 28, 2009, pp. 221-222)


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tac. Germ. XIII. I. Armas, jóvenes y ritos de paso: Valores simbólicos de las armas y de la guerra a través de un rito germano


Las armas han jugado frecuente un importante y destacable papel entre distintos pueblos antiguos, o bien, conocidos por la etnografía contemporánea. En este sentido los estudios sobre el simbolismo, especialmente el jurídico, del armamento tienen una importante tradición en buena parte de la investigación europea –germanófona frecuentemente-. No es extraño por tanto que el papel de la guerra y de las armas entre celtas y germanos halla ocupado un buen numero de páginas sobre el mundo bárbaro occidental, ya que nos permite, más allá de la pura taxonomía funcional o ergológica, entrar en una esfera profundamente social y ligada a usos, costumbres, y mentalidades, o al propio ethos en el que dichas sociedades se desenvolvían.

Nuestra modesta, y breve, aportación a la problemática parte de un conocido texto clásico al que aportaremos algunos paralelos que, a nuestro entender, permitan ver la lógica en la que el rito se desenvolvía y que, asimismo, permitió sus posteriores adaptaciones, el texto es el siguiente:
 
   «Llevan a cabo todos sus asuntos públicos y privados sin despojarse de las armas. Pero tienen la costumbre de que nadie las tome antes de que la ciudad lo haya considerado apto para llevarlas. Entonces, en la misma asamblea, alguno de los jefes, o el padre o los parientes arman al joven con el escudo y la «frámea»: ésta es para ellos su toga, éste el principal ornato de su juventud. Hasta ese momento se les considera parte de la familia; a partir de ahora, parte de la Ciudad » (Tac. Germ. XIII.1) 

El importante papel del armamento es señalado asimismo por el autor en otros párrafos, como cuando cuenta que no solo la entrega de las armas daba al joven la capacitación para formar parte de pleno derecho de la Asamblea tribal sino que, incluso, el propio método de votación que se seguía en esta consistía en la aclamación agitando las armas por parte de los presentes (Germ XI. 6). Asimismo nos relata la especial vergüenza que suponía para un germano la perdida del escudo en la guerra, la cual desembocaba comúnmente en el suicidio (Germ VI.6). El último termino el ritual de investidura de las armas parece reducirse a un mínimo común denominador previo, y bien conocido, la necesidad de portar armas por parte del joven para ser considerado entre los adultos, algo fácilmente explicable en una sociedad guerrera, como lo era la germana.
 
2. la iuventus: guerra e iniciación y mercenariazgo
No obstante la idea de que los jóvenes no disponían de la capacidad de portar algún durante su periodo de paso a la edad adulta contrasta con los que sabemos acerca de los periodos liminares y entra en contradicción, asimismo, con ciertas referencias literarias sobre los germanos. Cesar cuenta en su Guerra de las Galia que los jóvenes germanos antes de la edad adulta tenían como ocupación fundamental la caza y los ejercicios militares (Cesar, BG IV. 23). La frontera y la dedicación a la caza actividad marginal y al saqueo, frecuente en contextos iniciáticos confería a estos guerreros un status especial separado del mundo ordinario y frecuentemente sometido a formas de conducta y prescripciones especificas alejadas de lo cotidiano.
Dicho carácter marginal e iniciático también se observa en otro fragmento de la Germania, al describirse el voto que asumían los jóvenes catos mientras no hubiesen matado un enemigo: consistente en la prohibición de cortarse el cabello [1], así como de portar un anillo de hierro al cuello (propio de esclavo) como signos de su consagración al díos de la guerra bajo cuya protección se encontraban (Tac. Germ, XXXI. 5) [2].

El papel de la muerte de un enemigo, o de los hechos de armas, como parte de la admisión de los jóvenes a la sociedad adulta aparece también referido por Paulo Diacono, que describe como el principe longobardo Alboino tras dirigir una serie de campañas contra los gépidos, en las que muerte al hijo del rey de ese pueblo, solicita a su padre el que le deje formar parte de su mesa, a lo que este objeta que antes debe recibir las armas de un rey extranjero (Hist. Lang. I. 32). La admisión como compañero de mesa (Tischgemeinschaft) del señor [3], se equipara así dentro del comitatus al papel de integración que tiene a nivel tribal el derecho de asistir a la Asamblea (Wenskus 1961: 363 ).

El episodio de Alboino recuerda asimismo la descripción que Posidonio hace del banquete galo al destacar junto a la presencia del señor y de sus guerreros sentados a la mesa, de un segundo grupo que actúan de portaescudos (oplophorountes) colocados a su espalda (Athen. Deipn. IV. 36), lo que posiblemente refleja un status diferencial dentro de la clientela guerrera que podría indicar distintos grados -o clases de edad- dentro de ella (Karl 2005: 261), similares a lo que cita Tácito (Germ XIII.1-4) al hablar del comitatus germano (Kristiansen 1983: 51).


Otro paralelo a tener en cuenta es la costumbre en el derecho irlandés de que un señor ofreciese la panoplia básica, el gaisced (literalmente “lanza y escudo”) a sus seguidores al llegar a la edad adulta (Jackson, 1964: 18). Procopio, asimismo, nos describe con respecto a los hérulos la costumbre de que los miembros del sequito militar combatiesen sin escudo hasta que hubiesen demostrado su valor, momento en que les era entregado por su señor (Proc. Bell Pers. II. 16. 28). Dentro también del ámbito de la clientela conviene recordar también la cesión del caballo y frámea a los miembros del comitatus por parte de su patrón (Germ. XIV. 2).
El patrocinio sobre las bandas guerreras daba lugar a la otra en la que posibilidad era que estos jóvenes emigrasen temporalmente para integrarse temporalmente en el sequito guerrero de un noble o rey extranjero, antes de volver a su patria, que Tácito atribuye a los jóvenes de la nobleza germana (Germ. XIV. 2), y que en el algunos caso como el de los longobardos pudo adquirir valor preferencial. Al respecto es bastante ejemplificador el itinerario que se nos muestra en el Beowulf anglosajón, el héroe acompañado de una tropa de compañeros aproximadamente de su misma edad deja su tierra natal y se dirige a otras tierras donde procede a saquear el territorio extraño o a buscar una corte para ponerse al servicio de un rey (Beow. 195ss). En el caso irlandés, el periodo de correrías que comenzaba , a los catorce años, es decir al termino de la niñez con el periodo de fosterage (altram)[4] y finalizaba cuando el joven, retorna a su tierra y recibe en herencia tierras con lo cual pasa a convertirse en un hombre asentado, periodo que no obstante no concluía nunca antes de la edad de 20 años como mínimo (Mc Cone 1986: 10).

El periplo heroico de Beowulf termina cuando tras la muerte de su tío, el rey, se convierte él mismo en sucesor al trono (Beow 2200-2008). Existe un paralelismo, incluso temporal -en el caso irlandés-, y lo que Cesar describe descrive para los germanos en su De Bello Gallico cuando afirma que sus muchachos no solían casarse, por prescripción de sus costumbres, antes de los veinte años: «Intra annum vero vicesimum feminae notitiam habuisse ». Junto a ese guerrero temporal figura, asimismo, un tipo de guerrero que prolonga el periodo liminar con todas sus características más allá de la edad convenida convirtiéndose en un profesional de la guerra a tiempo completo al servicio de los nobles. Tácito describe a estos guerreros como una especie de elite militar que goza de gran prestigio (Tac. Germ XXXI. 5) a costa, no obstante, de mantener en sus signos (Tac. Germ. XXXI.4) y en sus actos la marginalidad iniciática y social propia del joven. Un status peculiar que se muestra también en el mantenimiento de una forma determinada de combatir.

2.1 Tipología del armamento y grupos de edad 
 Así pues la contradicción aparente entre el estado de cosas bélico del joven preadulto y la entrega de armas como capacitadota para la mayoría de edad puede entenderse mejor, en realidad como una dualidad de armas y formas de combatir entre dos grupos de edad. Tácito al respecto describe junto a la caballería germana la presencia de jóvenes como infantería de vanguardia lanzando armas arrojadizas (Tac, Germ. VI.1-3). El dúo framea y escudo aparece vinculada a un tipo de guerreros preciso, el ejercito regular, mientras que los jóvenes son caracterizados por el uso armas arrojadizas, el hecho de que los primeros usen del combate cuerpo a cuerpo y los segundos a distancia indica quizás en que estamos ante una dualidad tecnológica en cuanto al tipo de armas.

El combate más informal, si se nos permite la expresión, de lo iuvenes germanos recuerda también al los gaseati galos cuerpo de elite formado por jóvenes guerreros que combatían en las primeras filas frecuentemente desnudos y armados con armas ligeras como la lanza arrojadiza (gaesum) que les daba nombre (Pol. II. 28. 3; 29.7-8). La desnudez dejaba expuesto el cuerpo[5], y constituía en cierta forma de temeraria exhibición del valor, que el joven debía demostrar para integrarse en el mundo adulto, y en ese sentido puede compararse con la ya citada costumbre herula de combatir sin escudo.

Los datos arqueológicos muestran en el área germana un panorama que concuerda claramente con el descrito por Tácito y permite precisar la naturaleza del armamento diferencial descrito en el ejército germano. Las necrópolis muestran un claro predominio de las puntas de lanza en las tumbas en las tumbas, y una ratio muy limitada de espadas, de la que se infiere el carácter de arma reservada a un grupo muy limitado de la población. Ello llevo a Schindler a plantear ya hace algunos años la presencia de una distinción social dentro del grupo de los guerreros entre "portadores de lanza" (Lanzeträger) y "portadores de espada" (Schwertträger) (Schindler 1971: 43-82).

Los análisis osteológicos permiten comprobar que indistintamente dentro del grupo de los portadores de espada, esta arma aparece únicamente asociada a adultos de cierta edad, que por otro lado suelen además mostrar una panoplia completa, mientras que las puntas de lanza en esclusividad o junto con escudo se asocian a individuos más jóvenes (Steuer 1982: 205) ello supone que los sujetos que portan espada fueron lanceros durante su juventud, y que asimismo la espada como arma de prestigio se encuentra limitada a un grupo de elite y dentro de estos a individuos de una determinada clase de edad (Steuer, 1982: 206ss). Lo cual prefigura lo que encontramos entre algunos pueblos germánicos históricos, como la división por grupos de edad entre iuvenes (geogud) y seniores (dugud) dentro del ejercito anglo-sajón (Davidson 1989: 16) o entre los daneses según la descripción de Saxo Gramático (Hist. Dan.VII).

Porcentagens de armas em necrópoles germanas centroeuropeas (Steuer,1982)

Un fenómeno peculiar es la presencia de ajuares guerreros incompletos, es decir formados por un solo ítem (puntas de lanza, espuelas, escudo, o vaina sin espada) (Hachman 1956: 15) lo cual nos permite observar de manera metonímica el protagonismo de de las distintas formas de combate (infantería, caballería, etc.) en la definición de la personalidad social de sujeto[6]. La presencia del escudos aislados o de ajuares con solo lanzas podría interpretarse como definidora de dos tipos de status y clase de edad, y vendría a explicar, también, en cierta forma el valor aparentemente exagerado que se daba a la perdida del escudo (Germ. VI. 6), ya que esta supondría una especie de negación in terminis de un estado adquirido a través del valor en la guerra y escenificado en la ceremonia de paso a la edad adulta. Y, por tanto, una contradicción con los valores que definían al sujeto en la sociedad germana.

 La entrega de las armas no constituye, por tanto, en realidad, o exclusivamente, una capacitación del joven como soldado sino un signo a través del que se define la condición y el status que ha adquirido dentro de la comunidad, como guerrero y como hombre: su paso a la condición de adulto a través del tipo de armamento que le distingue del de los jóvenes en periodo de transición, y que presupone una organización militar basada en clases de edad.
 
3. Entre Hallstatt y La Téne, Vieja y Nueva Clientela: El emerger de la Gefolschaft 
 Esta dicotomía entre la espada y la lanza se puede rastrear ya hacia atrás a las fases iniciales de la Edad de Hierro Centroeuropea. Durante la época de Hallstatt se aprecia una presencia muy limitada del uso de la espada, la diferencia con respecto al mundo germano contemporáneo de Tácito, o al horizonte Lateniano, en la mayor escasez relativa de este ítem. La espada ha sido definida junto con el túmulo como el gran elemento de prestigio ideológico de las Jefaturas de Hallstatt, ya que asimismo al igual que la espada el túmulo monumental se encuentra limitado a un grupo muy limitado de la población que concentra el poder, una elite constituida por jefes con incipientes clientelas militares.

El túmulo típico de Hallstatt será el que al rededor de si tenga dispuesta una serie de tumbas de individuos pertenecientes al grupo familiar del noble-jefe enterrado, y de sus seguidores caracterizados por la posesión de puntas de lanza en su ajuar, que en algunos casos pudieron seguir como totenfolge a su señor al más allá, como evidencia el gran túmulo de Magdalenesberg (Kristiansen 1998: 365) o la presencia ocasional de fenómenos paralelos en algunos túmulos como Homichhele con un individuo de sexo femenino junto al muerto (posiblemente la viuda) (Kristiansen 1998: 365).

Este panorama cambio a partir de la transición entre Hallstatt D3 y La Téne A, cuando el comercio entre el Mediterráneo y el Centro y Norte de Europa perdió pujanza, lo cual afecto a la “economía de bienes de prestigio” desarrollada por las jefaturas hallstáticas. Se ve a partir de entonces una decadencia del núcleo de Hallstatt y un papel más activo de las zonas periféricas de su interland al mismo tiempo que el registro funerario cambia dando lugar a sepulturas más modestas pero con una presencia mayor de elementos de prestigio, armas y otros elementos relacionados con la guerra, como el carro de combate, lo cual denota el papel de aristocracias más amplias emergentes que vinieron ocupar el lugar de los jefes hallstáticos. En este contexto las instituciones de dependencia personal que observamos en torno a las jefaturas de Hallstatt C antes bien que desaparecer cobran un nuevo protagonismo, se flexibilizan, convirtiéndose en el elemento fundamental en la lucha por la competencia social entre las elites.

La capacidad de atraer una clientela numerosa entorno a si se convierte en un factor decisivo en el juego político, lo cual redunda en una mayor movilidad física, más allá de la frontera tribal, o social de los jóvenes que forman las clientelas guerreras. Algunos autores como Nash han planteado un precedente atenuado de esta movilidad durante el periodo hallstático en base a una posible relación de mutualidad entre el centro alpino y su interland centroeuropeo -la zona nuclear posteriormente de La Téne A- en la que cada uno jugaría el papel de atractor y suministrador de mercenarios (Nash 1985: 50-52).

Relação entre estructura social e clientela militar na Idade do Ferro centroeuropea (Tenreiro, 2006)

El sistema de mercenariado extensivo supone una separación del concepto tribal tradicional de guerra hacia una nueva concepción diferente en la línea que señala Schlesinger al oponer un tipo de guerra basado en la Gefolschaft a otra basado en el principio tribal (Stammenkrieg) lo cual influye en el propio concepto de poder político (Schlesinger, 1963: 67-68). Lo cual explicaría la rápida transición y aceleración de la dinámica en torno al sistema de clientela militar que nos describe Polibio (Pol. XVII.12) y que luego encontramos más tarde en el mundo de los oppida galos donde nobles como Dumnorix basan buena parte de su ascendiente entre las elites tribales en la presencia de amplios ejércitos de seguidores (B G. I. 18).

El punto culminante de todo este proceso posiblemente deba ser fijado en un hecho novedoso y sin precedentes que eclosiona en una franja temporal muy concreta en torno al s. IV y III, esto es la exportación de grupos de mercenario centroeuropeos al Mediterráneo. El primer testimonio tenemos que situarlo en el reclutamiento bárbaros realizado por Dionisio de Siracusa (Diod. XIV.75.9), y tendrá continuidad durante época helenística. La presencia y el retorno de estos mercenarios a sus lugares de origen no dejo de tener su efectos en la propia organización militar con el trasplante de un modelo de formación que imitan los mediterráneos, por parte de los galos y que Tácito nos describe en su versión germana (Belbrück 2000: 36). El nuevo sistema parece que tuvo una difusión relativamente rápida entre la periferia germana.

Así se ha interpretado efectivamente las armas del deposito votivo de Horjtspring en la Isla de Als (Dinamarca) fechado de entorno al año 350 a. C [7]. La comparación en base al utillaje militar de Hortjtpring con el deposito Smørumove, datado en el Bronce Final, permite observar la profunda transformación en las formas de combatir (Ransborg, 1993: 50-51) que se da durante ese periodo, viéndose la sustitución de una forma de guerra más simple donde predomina el combate singular de una elite y una infantería indiferenciada de lanceros por otro donde se hace un uso consciente de las distintas posiciones y una especialización del combate (Ransborg 1993: 58). No obstante la reducida escala de las unidades militares supone una diferencia con respecto al modelo ortodoxo mediterráneo, donde prima el grupo compacto y el uso de la lanza larga [8]. El limitado numero de guerreros sugieren que la única forma mayor de agrupación militar sería la mera suma de pequeños ejércitos, solo ejercible a nivel tribal, una imagen que es muy coherente con la descripción del comitatus germano y con contextos marginales derivados de la Edad del Hierro, como el de los fianna irlandeses. La influencia del mundo galo lateniano [9] tiene su correlato lingüístico en el peso de ciertas coincidencia en buena parte del vocabulario institucional germano con voces célticas, significativamente centradas en el campo del poder o de lo militar (D´Arbois de Jubaiville 1891; Schmidt 1986: 231-247)[10].

Kuhn defendió asimismo la adscripción céltica del complejo comitatus-Gefolschaft a si como a algunos elementos asociados a él como el juramento y la devotio (Kuhn 1956: 78). Al respecto es interesante constatar la presencia en tumbas de latenienses de un segundo enterrado posiblemente vinculado a estos fenómenos de devotio[11]La situación periférica de lo germano hizo que el papel de las instituciones de clientela que cristaliza entrono a la inicios de la 2ª Edad de Hierro, conservaran mejor su facies primordial, mientras que en el propio mundo galo esta se había visto profundamente alterada (Daudigney, 1979: 166-167) por la propia evolución de aquel hacía una sociedad protourbana, la de los oppida[12] (Crumley 1974). Se ha incidido en el papel de la Edad del Hierro como periodo de transición entre una sociedad tribal basada en vínculos de parentesco y sociedades de “estado arcaico” donde cobran mayor protagonismo otro tipo de elementos -como los vínculos de dependencia- en la configuración del poder de las elites locales (Hess, 1977: 770-1).
En ese contexto el rito descrito por Tácito cobra especial énfasis pues permite observar uno de esos campos en que lo nuevo se superpone a lo anterior y aun se expresa a través de su simbolismo para evitar la disonancia. Ello nos lleva al papel que Tácito otorga al parentesco en el rito y sus relaciones con las formas de clientela.  
 
4. Las armas y el rito: Adopción, fosterage, parentela y clientela
 Tácito refiere la presencia de tres posibles categorías de sujetos como actores del ritual: el padre, un pariente o un noble sin parentesco necesario con el joven.. El hecho de que Tácito oponga la admisión en la familia a la admisión en la comunidad (civitas) tribal, parece afianzar la idea de que el joven quedaba investido en ese momento de un estatus de igualdad jurídica con su progenitor, y por tanto emancipado de aquel (Wenskus, 1961: 362). En este sentido las armas actúan como “initiation gifts” es decir objetos que durante el rito de paso actúan como símbolos que definen el nuevo status del sujeto (Lincoln 1977: 150-151) y cuya cesión por el padre al hijo supone en cierta forma la transmisión de una serie de derechos que aquel ya poseía como miembro del grupo.

Una curiosa evolución de dicho principio es la que Gregorio de Tours refiere al describir la transmisión del trono franco a Childeberto por parte de Guntramo mediante el gesto de entregarle una lanza: «Posthaec rex Gunthramus data in manu Childeberti hasta, ait, hoc est iudicuum quod tibi omne regnum deum tradidi» (Greg. Tur. Hist. Franc. VII. 33). En otras legislaciones medievales tenemos constancia de la costumbre de “regnum cum dominica hasta tradere” (Grimm, 1995:225) de igual manera que igualmente, en otras ocasiones, se da el acceso a la realeza a través de la cesión al nuevo gobernante de la espada como símbolo del gobierno sobre el territorio: «est enim consuetudo curiae, ut regna per gladium, provinciae per vexillum a principe tradantur vel recipiantur» (Grimm 1995: 230). Más allá del valor o prestigio como denotador de status y condición del sujeto se da aquí con relación al rol del arma, un segundo aspecto que prolonga su papel en el ritual hacia un nuevo campo de acción, como es el de aquellas ceremonias destinadas a expresar palpablemente abstracciones jurídicas (Chassan, 1841), relacionadas en este caso con el concepto de "sucesión" o “legitimidad”. En los que el arma no actua ya meramente como símbolo de la “acción” (símbolo activo) sino que adquiere un papel propio como expresión del poder (símbolo objetivo) (Chassan 1841: 105).

El arma y el propio ritual de cesión de la armas es utilizado, así para expresar efectivamente la transmisión –literal- del poder o de la propiedad dentro del grupo familiar o incluso la legitimidad sucesoria del sujeto en aquellos caso en que no era real (adopción), como en otras expreso la mera transmisión de la condición de adulto. No deja de ser significativo al respecto que traditio del reino franco al merovingio Childeberto se simultanease asimismo con una adopción por parte de su tío el rey. En cuanto a la presencia de otro pariente que no sea el padre puede parecer en cierta forma extraña o irregular, con respecto a este campo, pero no lo es tanto si pensamos en otra institución que nos describe Tácito: la existencia del avunculado entre los germanos, y su estrecha relación con el fosterage, que el autor romano no comprendiendo bien los tramites, expresa a través de la terminología de la “toma de rehenes” (Tac. Germ. XX. 5). La asociación de la práctica del fosterage a la presencia de un sistema familiar en el que se reconoce cierto papel a los vínculos cognaticios, aparece como una forma de refuerzo de las alianzas creadas con la unión matrimonial (Lallemand, 1988). Ello explica el papel peculiar que presentan algunos personajes en la épica germánica o céltica (Cu´Chulain, Beowulf); jóvenes héroes caracterizados como sobrinos[13] con una especial relación, con su tío, frecuentemente un rey (O´Cathasaigh 1986; Bremmer 1981). Y recuerda –también- algunos episodios trasmitidos por los historiadores clásicos, como la historia de Veloveso y Segoveso (Liv. V. 34. 1-4) sobrinos del rey de los bituriges enviados por aquel como colonizadores (Marco Simón 2000).

La sustitución del padre por un avunculo materno durante el rito constituiría, así pues, una buena forma de afianzar los vínculos afectivos y sociales creados durante el periodo de crianza, reforzando aun más si cabe el lazo de la paternidad ficticia o simbólica establecido a través de ella. Ello no se podría separar del propio rango por nacimiento de los participantes –tanto el receptor como del que era recibido-, lo cual entre sujetos de distinto origen daba lugar normalmente a relaciones de clientela como sucedía en algunos tipos de fosterage (Parkes, 2003: 763-767). En otras ocasiones –entre iguales- el parentesco por las armas se mostraría más “honorífico”, como sucede en el caso de Alboino, remitiendo a la misma lógica de la alianza que observamos en torno al parentesco. Los vínculos de “parentesco ficticio” (Waffensonschaft, Blutbruderschaft) en el caso de los aristócratas se convertía en una forma de establecer o afianzar vínculos de amistad, o alianza entre sujetos (Genzmer, 1938: 133), que en ocasiones irían de la mano de alianzas más o menos directas de linajes, sin que por ello se llegase a crear una relación de dependencia.

La polisemia del sentido familiar del rito es puesta a prueba aquí para expresar a través del imaginario del parentesco otro tipo de relaciones sociales entre sujetos. En otras ocasiones no obstante, el rito se presentaría como una verdadera integración de facto y directa del joven en el grupo familiar –la deriva clientelar-, en sentido amplio, del noble que lo recibe en clientela como “hijo ficticio” (Le Goff 1977: 381). El papel de la “adopción ficticia” del joven guerrero por el líder como forma de entrada en el comitatus, destaca el simbolismo implícito en la utilización del parentesco ritual para reforzar la fidelidad (Enright 1996: 77) convirtiéndose así, finalmente, en la contraparte de la admisión a nivel tribal del joven.
Un caso intermedio entre la clientela y el fosterage tradicional lo tenemos en algunos ejemplos irlandeses en los que el parentesco materno actúa como forma de dar un status jurídico a un joven que se encuentra privado por alguna razón de el, lo que lleva a una equiparación con la “protección”·ofrecida al cliente (Janski 1999: 3-13) El carácter clientelar de la paternidad por las armas derivara asimismo en ciertas formas de establecer vínculos de sumisión más allá ya del comitatus, entre nobles o reyes (Wenskus, 1961: 362). Como tempranamente Casiodoro nos muestra a través del ejemplo de la adopción de armas por parte de Teodorico de Rodvulfo, rey de los gépidos, a cambio –claro está- de este le prestase a su vez “obsequio et devotio” (Cass. Var. IV. 2). Una nueva evolución del rito tacitéo, para adaptarse a las circunstancias, que nos sitúan ya en el alba de las instituciones medievales. Un mismo rito para la época de Tácito; un mero hecho de derecho privado, ya sin consecuencias publicas (sin la “ciudadania” tribal de turno ), en el posterior mundo feudal. Dos etapas, en resumen, de la historia de una misma institución. 

BIBLIOGRAFIA

-D´Arbois de Jubainville, H. 1891,“Les tégmoignages linguistiques de la civilisation commune aux celtes et aux germains pendant le V siècle avant J. C.”, RA, nº 16, 186-213.
 -Baudigney, A. 1979, “Reconnaisance des formes de depéndence gauloise”, DHA, nº 5, 145-189. 
-Bremmer, R., H. 1981, “The importance of kinship: Uncle and nephew in Beowulf”, Amsterdamer Beiträge zur älteren Germanistik, nº 15, 21-38. 
-Belbrück, H. 2000, Geschichte der Kriegskunst im Rahmen der politischen Geschichte II: Die Germanen. Walter de Gruyter, Berlin. 
-O´Cathasaigh, T. 1986, “The sister´s son in Early Irish literature”, Peritia, nº5, 128-160. 
-Crumley, C. 1974, Celtic Social Structure : The generation of archaeologically testable hypothesis from literary evidence. University of Michigan, Ann Arbor. 
-Chassan, J. 1847, Essay sur le symbolique du Droit. Precede d´une introduction sur la poesie du droit primitif.Videcoq fils Ainé, Paris. 
-Mc Cone, K. R. 1986, “Werewolves, Cyclopes, Díberga and Fíanna: Juvenile delinquency in Early Ireland”, CMCS, nº12, 1-22 
-Davidson, H. E. 1989, “The training of Warriors”, en Hawkes, S.C., Weapons and Warfare in Anglo-Saxon England, Oxford University Press, Oxford, 11-24. 
-Enright, M. J. 1996, Ritual Prophecy and Lorship in the European Warband from La Tène to the Viking Age Fourt Courts Press, Dublin. 
-Genzmer, F. 1938, “Staat und Gesellsachft in Vor- und frühgeschichtlicher Zeit” en. Germanische Altertumkunde, C. H. Beck, Munich, 123-170. 
 -Le Goff, J. 1977, “Le ritual symbolique de la vassalite” en Pour un autre Moyen Age, Gallimard, Paris, 348-419. 
-Gracia Alonso, F. 2003, La guerra en la Protohistoria, heroes, nobles, mercenarios y campesinos. Ariel, Barcelona. 
-Grimm, J. 1994, Deutsche Rechtsaltertümer. Wissenschaftliche Buchgesellschaft, Darmstadt, vol 1. 
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-Jackson, K. H. 1964, The oldes irish tradition: A window on the Iron Age. Cambridge University Press, Cambridge 
-Janski, B. 1999, “Cú Chulainn, gormac and dalta of the Ulstermen” CMCS nº 37, 1-31 
-Karl, R. 2005, “Master and apprentice, Knight and Squire: Education in the Celtic Iron Age”, OJA, nº 24.3, 255-271. 
-Kristensen, A. K. G. 1983, Tacitus´germanische Gefolschaft. Academia Scientiarum Danica, Copenhage. 
-Kristiansen, K., Europa antes de la historia. Los fundamentos prehistóricos de la Europa de la Edad del Bronce y la Primera Edad de Hierro, Península, Barcelona, 1998.< 
-Kuhn, H. 1956, “Die Grenzen der germanische Gefolschaft” ZRG, Germ. Abt., nº 73, 1-83. 
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-Lincoln, B. 1977, “Two notes on Modern Rituals” Journal of American Academy of Religion, nº 44.2, 147-160. 
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-Munch, R.1928, “Waren die Germanen des Caesar und Tacitus Kelten” ZDA, nº 65, 1-50. 
-Nash, D. 1985, “Celtic territorial expansion and the Mediterranean world”, en Champion, T. C y Megaw, J.V. S. (eds.), Settlement and society: Aspects of West European prehistory in the first millenium B. C., Leicester University Press, 45-67 
-Parkes, P. 2003, “Fostering Fealty: A Comparative Analysis of Tributary Allegiances Adoptive Kinship”, Comparative Studies in Society & History, nº 3, 741-782
-Randsborg, K.,1992, Hjortspring. Warfare and Sacrifice in Early Europe, Aarhus University Press, Aarhus, -Schindler, R. 1971, “Ein Kriegergrab mit Bronzehelm der Spätlatènezeit aus Trier-Olewig”, TZ, 39, 43-82 
-Schlesinger, W. 1963, “Über germanische Heerkönigtum”, en, Mitteldeutsche Beitrage zur deutschen Verfassungsgeschichte des Mittelalters, Vandenhoeck & Rupreck, Gotinga, , vol. 1, 53-87, 
-Schmidt, K. H. 1986, “Keltisch-germanisch Isoglossen und ihre sprachgeschichtlichen Implikationen” en Beck, H (ed.), Germanenprobleme in heutiger Sicht, Walter De Gruyter, Berlin, 231-247 
-Steuer, H. 1982, Frühgeschichtliche Sozialstrukturen in Mitteleuropa. Eine Analyse der Auswertungmethoden des archäologischen Quellenmaterials. Vandenhoeck & Ruprecht, Gotinga. 
-Tierney, J. J. 1960, “The celtic ethnography of Posidonius” PRIA, nº 60, 189-275 
-Wenskus, R. 1961, Stammesbildung und Verfassung. Das Werden derfrühmittelalterlichen gentes. Böhlau Verlag, Colonia.

Notas:

Esta comunicación desarrolla parte de uno de los trabajos presentados para nuestro DEA en el área de arqueología realizado bajo la dirección del Prof. Víctor Alonso Troncoso. 
[1] Snorri Sturluson (Heinskrill. II. 4) describe un voto con sentido guerrero similar hecho por rey sueco Harald Lindo Pelo (Genzmer, 1938: 134) 
[2] Igualmente la prescripción de no entrar en el santuario del dios supremo de los semnones sin ir atados (Tac. Germ XXXVIII. 2-4 ) 
[3] El papel del banquete entre las elites germanas se apreciaría en las tumbas de guerrero más ricas en la aparición de cuernos de beber y vajillas de lujo. La participación de los miembros del comitatus en el banquete podría estar indicada por tumbas más modestas (¿de miembros de la gefolschaft)donde , junto a las armas, figuran únicamente cuernos de beber (Hachman, 1956: 15). Sobre el papel del banquete entre los germanos y celtas (Enright, 1996) 
[4] Igual sentido del final del periodo de fosterage para el mundo galo (Cesar BG. VI, 18.3) 
[5] Un correlato arqueológico tardío de esta costumbre en una estatuilla del cementerio sajona Finglesham (Kent) que representa a un guerrero desnudo (Davidson 1989: 12) 
[6] Dicha ausencia podría vincularse, en algunos casos, especialmente en el de las vainas, a fenómenos de transmisión hereditaria de las armas (Hachman 1956: 9). Lo que recuerda la escena del islandés Cantar de Hérvor (s. XIII) en la que la protagonista va a la tumba de su padre para exigirle al espectro de aquel la espada como herencia (Herv. 10-11), petición a la que debe acceder por la fuerza de la costumbre ( Herv. 21-23) 
[7] El depósito el botín -los espolia- de un ejército vencido que habría sido ofrecido en un ritual similar al descrito por Orosio para los Cimbrios . (Hist. IV. 16.5-6) 
[8] El carácter ligero de la falange germana o celta deriva de que el papel de los mercenarios bárbaros fue el de tropas ligeras (peltastai) (Gracia Alonso 2003: 74) 
[9] Hachman considera arqueológicamente la influencia lateniense un factor de aceleración de la complejidad social en la zona S. de Germania (Hachman 1956: 16-17). Igualmente Wenskus define el proceso de aparición de sociedades aristocráticas en esta área durante la 2ª EH como una “gallisch-westgermanische Revolution” (Wenskus 1961: 355-360) 
[10] Es significativa también la antroponimia de origen celta entre la elite germana, como sucede en el caso el rey suevo Ariovisto (Enright 1996: 207) o del marcomano Maroboduo (Much 1928: 32), o la serie de antropónimos en –rik, formados por analogía con los nombre galos en -rix 
[11] Inicialmente el auriga, pero un simple guerrero después Es sugerente la comparación con el soldado de infantería que actuaba como asistente del jinete entre los suevos de Ariovisto (Cesar B G I. 42) o con algunas formas de combatir celtas como la trimarcisia (Thierny 1960: 196). El sacrificio de sirvientes es citado por Cesar (B G VI. 19). 
[12] Cesar observa la dicotomía entre los galos del pasado, miembros de una sociedad guerrera y expansiva, y los de su época: dedicados al comercio, e incide en el relevo de los germanos en el papel de periferia guerrera (B G. VI. 24). Crumley observa en la distribución de los oppida galos una función de control estratégico de nudos de comunicación y rutas comerciales (1974: 32ss, 77).
[13] El fosterage avuncular aparece citado explícitamente en el Beowulf (Beowulf 2428-2429)

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Recursos para a Historia Antiga em a Internet - ANRW DATABASE

A presença cada vez mais abundante na internet de recursos relacionados coa Historia Antiga nos últimos anos esta a levar a unha inter-relação cada vez maior entre o trabalho de pesquisa básica e as novas tecnologias junto a iniciativas tão conhecidas como o Epigraphische Daten Bank de Heidelberg e outras paralelas, temos ao mesmo tempo útiles de tipo bibliogáfico como esta base de datos suportada pola Universidade de Kentucky adica a essa obra monumental de síntese sobre o mundo romano que é a serie Aufstieg und Niedergang der römischen Welt de grande utilidade, certamente, para todos os que nos temos "perdido" de vez em quando entre a divisão dos ANRW entre partes, volumes, fascículos vários, e que pode complementar-se com os índices completos por tomos colgados na wed Institute for Classical Tradition da Universidade de Boston


Ir ao site do:  ANRW Database

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Journal Archaeological Method & Theory 16/ 3


Journal of Archaeological Method
and Theory
16/ 3 2009


Special Issue:
The Materiality of Representation


The Materiality of Representation: A Preface  pp.157-161
Stratos Nanoglou

People of Stone: Stelae, Personhood, and Society in Prehistoric Europe  pp.162-183
John Robb

Animal Bodies and Ontological Discourse in the Greek Neolithic  pp.184-204
Stratos Nanoglou

Articulate Bodies: Forms and Figures at Çatalhöyük   pp.205-230
Carolyn Nakamura, Lynn Meskell

Material Matters: Representation and Materiality of the Harappan Body  pp.231-261
Sharri R. Clark

Tropes, Materiality, and Ritual Embodiment of African Iron Smelting Furnaces as Human  pp. 262-282
Peter R. Schmidt
  
   

Ir ao número de:    J. Arch Method & Theory

quarta-feira, 29 de julho de 2009

III Congresso Transfronteiriço de Estudos Celtas


III CONGRESSO TRANSFRONTEIRIÇO DE  
ESTUDOS CELTAS

6-7 de Agosto de 2009
Salão de Atos do Museu de Ortigueira


PROGRAMA

Dia 6 de agosto

9:30 hrs. Inauguraçao

10 hrs. EL MUNDO CELTA EN LA LENGUA Y LA LITERATURA.

Intervem:

Dr. Ramón Sainero Sánchez. Dir. do Instituto de Estudos Celtas. UNED.
 Pasado y presente de la leyenda de Mil de España.

Dr. Juan Luis García Alonso. Universidad de Salamanca.
Huellas célticas en los testimonios lingüísticos prerromanos del oeste peninsular.

Dr. Francisco J. Rodríguez Mesa. Universidad de Córdoba.
La mitología celta en Tristán e Iseo.

Dª. Ioana Ionita. Investigadora UNED.
La Dama del Lago en la tradición del Occidente Atlántico.

COLÓQUIO

12 hrs. Descanso

12.30 hrs. Dr. Ignacio Velázquez. UNED.
 Jean Cocteau y Merlín: Los caballeros de la Mesa Redonda.

D. Ramón Loureiro. Periodista y articulista de la Voz de Galicia.
A Galicia de Merlin no meu imaginario

Dr. Rubén Jarazo Álvarez. Universidad de A Coruña.
El estrato céltico en la obra del dramaturgo irlandés Lord Dunsany.

Dª. Celia Ruiz. Investigadora.
El mundo invisible en la literatura celta.

COLÓQUIO


16.30 hrs. ESTUDIOS HISTÓRICOS Y ETNOLÓGICOS

Dra. Fátima Lobo. Universidad de Braga (Portugal).
Análise psicossocial do culto do sol e da água no Município de Ponte da Barca.

Dr. Fernando Alonso Romero. Universidad de Santiago.
La viga de oro: origen y significado en el folclore gallego.

Dª. Mª. Victoria Díaz Castañeira. Periodista.
Estudios históricos y etnológicos de la leyenda de la “Atlántida” de Bares.

18 hrs. Descanso

18: 30 hrs. Dr. Domingo Esteban Gómez. Universidad de A Coruña.
Enfermedades de la civilización y enfermedades del hombre improntas en la dinámica organizativa y mitológica celta.

Dr. Jaime Ferreri. Investigador (Ponte da Barca, Portugal).
Ponencia: O Ementar às Almas no período da Quaresma em Bravães, concelho de Ponte da Barca – Portugal

Dra. Antonia Sagredo Santos. UNED.
La herencia celta del Occidente Altántico: las Islas Británicas y España.

D. Narciso Luaces. Director del Museo Etnográfico de Meixido. 
Orígenes y evolución de la casa rural gallega.

COLÓQUIO.

Dia 7 de agosto

9.30 hrs ESTUDIOS HISTÓRICOS Y ETNOLÓGICOS.

D. Alberto Vera Meizoso. Investigador.
Reflexiones en torno a las primeras embarcaciones de mimbre cubiertas con piel de buey

Dra. Adriana Zierer: Universidad de San Luiz (Brasil).
Do Caldeirão da Abundāncia à Crisitianizaçao do Graal nas Fontes Medievais.

D. Rafael López Loureiro. Investigador.
Las luminarias de la Candeloria.

Dr. Liborio Hernández Guerra. Universidad de Valladolid.
La diosa Epona en la Península Ibérica. Culto e Iconografía.

COLÓQUIO

12. hrs Descanso

12.30 hrs. Profesor J. Maia Marques. Universidad de Braga (Portugal).
Subsidios para o estudo das populações Pré-Romanas do Noroeste – Grovios e Celtas.

D. CarlosNúñez. Investigador.
El diseño celta. Grafismo y la simbología en la sociedad de consumo.

D. Marcial Tenreiro Bermúdez.Universidade de A Coruña.
Sacrificio, fundación y delimitación: etnoarqueología de un ritual en la Hispania céltica.

D. Pedro Moya. Universidad Complutense (Madrid).
Las luchas célticas en la historia prerromana: testimónios clásicos, históricos y etnográficos.

COLÓQUIO

16.30 hrs. LO CELTA EN EL CONTEXTO HISTÓRICO Y CULTURAL

Dra. Pilar Fernández Uriel. UNED.
En torno al ritual del muérdago. Significado y simbolismo.

Dr. Felipe Senén. Museólogo.
Arqueología y mitología del oro “céltico”.

Dr. Bernd Dietz Guerrero . Universidad de Córdoba.
David Jones y la actualización de lo céltico.

COLÓQUIO.

19. 30 hrs. ENCERRAMENTO.


sábado, 4 de julho de 2009

Pura iconografía

Há uma película de série B dos anos 70 intitulada "O mundo nas suas mãos", que de não errar-me muito a memória tratava algo sobre viagens no tempo ao futuro, e que não sei porque se me veu a cabeça ao ver esta imagem da parte baixa dos pés do Hermannbild, que poderíamos denominar "o império aos seus pés" -baia exis podal- na que aos próprios do Arminio nos aparecem estrados, mais que deitados os símbolos do poder romano, tanto militar (os estandartes) como político (os fasces). 
É interessante que esta colossal estátua em honor do herói fundacional da germanidade, feita no XIX, não se sufragou só com capital alemão se não também procedente de outros países centro-europeus, como Bélgica, que viam nele um símbolo de oposição vitoriosa a outro império mais próximo, o napoleónico, toda uma declaração de princípios certamente a traves de uma amostra de pura iconografia ao serviço de interesses ideológicos. Para que logo se fale de "viagens no tempo"


sexta-feira, 3 de julho de 2009

2009 Bimilenario da Derrota de Varo


"Varo, devolve-me as minhas legiões!"
(atribuída a Augusto) 
 Mas como poderia ocorrer este desastre a um Império no cume do seu poder? Quem era o príncipe dos Cheruscos, Arminio, que venceu o comandante Varo, em uma forma tão desastrosa?. Como poderia um guerreiro germano novo, um oficial ao serviço de Roma, por a uma super-potência a seus gionlhos?. E como transformou-se no herói nacional alemão? E finalmente: Que consequências políticas têm esta derrota para a história da Europa e da Germania?

Exactamente 2000 anos após a derrota do Romanos, conheçida também como Batalha da fraga de Teutoburgo, as respostas a estas perguntas estão sendo dadas ao público geral. De 16o Maio ao 25o de Outubro de 2009 celebrar-se-á o projecto de exibição IMPERIUM KONFLIKT MYTHOS nos nos locais originais dos eventos históricos, Haltern am See, Kalkriese e Detmold.  O projecto está sob o patronage da chanceler federal, Dr. Angela Merkel, o presidente do Parlamento europeu, Prof. Dr. Hans-Gert Pöttering e ministros principais do Rhin-Westphalia e da Baixa Saxónia, Dr. Jürgen Rüttgers e Christian Wulff.

Do 14 ao 18 de setembro 2009 pesquisadores do mundo inteiro encontrar-se ham em Osnabrück para considerar as perguntas da pesquisa da paz e do conflito no arqueologia. A universidade de Osnabrück, o goberno d cidade de Osnabrück e o Academia das ciências de Gotinga serão os organizadores do congressoSob o título “Roma - Imperium entre a resistência e a integração” os pesquisadores estarão discutindo as estratégias do poder de Roma ocupando-se das sociedades sujeitas a ela na Europa antiga do período imperial Romano, tratando entre outros assuntos estará sob os efeitos na política e a economia, estrutura social e religião dessas regiões. 

Uma série de palestras públicas acompanhará o programa do congresso de outubro 2008 a junho de 2009 co título de “Os Romanos e as Tribos Germanas no noroeste da Germania”. A série será organizada pela universidade de Osnabrück na cooperação com a cidade de Osnabrück


+INFO no site de: Imperium Konflikt Mythos

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Sol sobre Segeda - Possivel santuario celtibero


Santuário Celtíbero na Bisbarra
de Calataiud

Estudos combinados de arqueologia e astronomia revelam que uma plataforma de grandes pedras encontrada no jazigo de Segeda (Mara, Saragoça) servia para celebrar cerimónias rituais no solstício de verão faz 2.200 anos

O jazigo de Segeda, entre Mara e Belmonte de Gracián, na comarca de Calataiud, pode arrojar a partir de agora uma luz importantíssima envelope esta feição do nosso passado. A equipa de investigação que trabalha no enclave, combinando disciplinas aparentemente tão afastadas como a arqueologia e a astronomia, acaba de chegar à conclusão de que uma plataforma monumental de pedra encontrada faz em uns anos no jazigo se trata em realidade de um santuário celtibero Um santuário no que se celebrava alguma cerimónia ritual no solstício de verão. ?É o primeiro santuário construído pelos celtiberos que se descobre na Península Ibéria? assinala Francisco Burillo, diretor da equipa de investigação, que apresentou ontem os resultados-, porque o único que se conhecia até agora, o de Peñalba de Villastar, é natural?.

Ficção ou realidade?. Para Gabriel Sopeña, especialista nos celtiberos, a sua religião e ritos funerários, o achádego resulta muito plausível. Os pesquisadores sempre somos cautos, e logicamente há que realizar mais estudos e comprovações. Mas a ninguém lhe pode estranhar que em Segeda se fizesse algum tipo de festa ou cerimónia no solstício de verão. Os celtiberos contavam o tempo por noites, e não por dias, mas isso não significa que não veneraram ao sol, acrescenta Sopeña, que não faz parte da equipa-. Tinham uma festa muito importante, a da colheita, Lugnasadh, consagrada a um deus que se adorava em todo o âmbito céltico, desde Irlanda a Peñalba de Villastar, o deus Lug. Sabemos que para eles os solstícios e equinócios eram muito importantes, e que tinham ritos e celebrações para essas datas.

Por conseguinte, Segeda pode passar à história como o primeiro sítio onde se descobre um santuário construído pelos celtiberos Mas, como se chegou a um achado de tal envergadura?

Tudo começou em 2003, quando a equipa de arqueólogos que trabalha no jazigo de Segeda deu com uns vestígios que em seguida chamaram a sua atenção. Tinha-se solicitado uma mudança de cultivo em um dos campos e, embora se encontrava fora do recinto da cidade, decidiram realizar umas provas para ver que tinha embaixo. Encontraram um basamento de quase quatro metros de largura e pensaram que se tinham topado com os restos de um fortim ou construção defensiva.

Em 2004 realizou-se uma escavação e os resultados começaram a ser intrigantes. Dois muros de grandes dimensões, com uma longitude conservada de 10 e 16,6 metros respetivamente, e só dois filadas de altura; construídos com grandes selares de gesso, alguns a mais de 500 quilos de pesso. O ângulo de união desses muros não era reto, senão de 130 º, algo verdadeiramente incomum; e, ademais, o espaço entre ambos muros estava recheado com uma plataforma contínua de lousas de gesso e caliça. Os muros e enlousados foram nivelados e cobertos, à sua vez, por uma plataforma de tijolos de 32 por 64 centímetros.

Que sentido tinha uma plataforma de 300 metros quadrados de superfície, elevada, monumental, de planta irregular e fora da cidade? Os pesquisadores lançaram-se a procurar paralelos e não encontraram nada igual em toda Europa Ocidental. De modo que concluíram que se tratava de uma construção de caráter social, religioso ou comemorativo, sem mais, e continuaram os trabalhos.

Foi Martín Almagro Gorbea, que estudava o aljube monumental de Bibracte (França) e o seu relacionamento com a paisagem e a astronomia, quem alertou da necessidade de realizar um estudo arqueoastronómico. De modo que a equipa de investigação contactou com Manuel Pérez Gutiérrez, professor de Astronomia, Geodesia e Cartografia da Universidade de Salamanca, que se deslocou no final de abril passado ao jazigo a tomar todo o tipo de fotografias e medições.

Pérez viu que a bissetriz do ângulo de 130 º se alinhava com o cerro da Atalaia, uma meta destacada da paisagem. E procurou mais. Com a ajuda de vários programas informáticos reconstruiu a situação astronómica do céu no ano 200 dantes de Cristo, data aproximada de construção da plataforma, e viu que a bissetriz não só apontava ao cerro da Atalaia, senão que também marcava o solstício de verão, o dia mais longo do ano, que no 200 a. de C. era o 26 de junho.

Visto assim, tudo parecia muito bonito, mas fazia falta a comprovação. De modo que no passado domingo (21 de junho, solstício de verão atual) a equipa de investigação de Segeda foi-se a última hora da tarde ao jazigo. Quando chegámos se me caiu um pouco a alma aos pés ?recorda agora Francisco Burillo-. O sol estava bastante afastado do alinhamento? Mas pouco a pouco foi acercando-se até que, às 21,20 o sol se colocou em cima da cimeira do cerro da Atalaia e, em quatro ou cinco minutos, desapareceu. “Foi algo impressionante, um momento mágico”


sexta-feira, 17 de abril de 2009

FOTOGRAFIA ETNOGRAFICA

Aproveito para apresentar-vos agora este interessante e jovem blogue feito pelo fotógrafo Carlos González Ximenez, especializado em fotografia sobre temas etnográficos no que se mostra através de um magnífico arquivo gráfico, mais da sua evidente qualidade estética de grande utilidade documentário para os que temos certa teima por estas coisas, fazendo-nos um percurso pelas terras, pessoas e costumes populares da Península (Espanha e Portugal) Ibérica.


Ir agora ao site de:  Fotografia Etnográfica

segunda-feira, 30 de março de 2009

O Custo da Guerra

Nestes intres de incertidume económica custa pouco recordar aquela velha e celebre canção que ganhara tanto predicamento entre circa finais dos oitenta ou inícios dos noventa e que rezava profeticamente aquelo de "o custo da vida sobe outra vez?", bem deixando agora as questões idiomáticas e contextual-cojunturais que verso-seguido se pranteavam, não tem duvida que o tempo que nos toca viver, ou a que nos toca sobreviver molda a nossa forma de perceber no mundo.

E a situação atual, contudo o dramático da sua conjuntura, não deixa de planear dúvidas sobre certezas várias que de cote noutros momentos se nos fizeram evidentes, já foram ideológicas, económicas ou sociais, cecais também é bom momento para retomar velhos problemas, e velhas questões nos mesmos âmbitos, ou repensar de novo sobre conceitos de solidariedade, reciprocidade, dom e outros, etc., etc nao menos velhos conhecidos das ciencias sociais. Seja como for pode que esta situação na que se esta a repensar a economia, a muito atual e cotia economia, também favoreça que apanhem novo pulo ou -simplesmente- renasçam os estudos de história económica, ainda em âmbitos não tão atuais 

A este respeito resulta curioso topar-te na internete um projeto de pesquisa vinculado a âmbitos com tanto desenrolo como o da Guerra na Antiguidade, ou a Economia Antiga, eido este ultimo de grande desenrolo sobre tudo desde Finley, e ainda antes com Bücher, passando por Duncan-Jones ou Thomas Pekary.

Dois campos nos que se têm estudado profundamente, desde as mentalidades ate a tecnologia, mas que rara e estranhamente se têm dado em sinergia, dando respostas comuns a verdadeiros problemas, a saber qual era a base financeira, logística e material da guerra na Grécia ou Roma antigas, que o que este projeto da Universidade de Erfurg pretende começar a responder a través de uma simples pergunta: "Quanto lhes custava a Guerra na Antiguidade?".


Ir ao site do projeto:  ANTIKE KRIEGSKOSTEN

terça-feira, 17 de março de 2009

Encontro de Jovens Investigadores em Historia Antiga 2009



Encontro de Jovens Investigadores em Historia Antiga

Univ. Complutense de Madrid
25-27 maio


Segunda-feira 25

Manhã

9,00 Inauguração do VIII EJIHA, 2009

La mirada al otro. Identidad, extranjería e integración jurídica
Moderador: Javier Andreu Pintado (UNED)
9,30 Javier Andreu Pintado (UNED)
“Cuestiones en torno a la etnia y la identidad en las sociedades antiguas”
9,50 Luis Manuel López Román (UCM)
“Ni ciudadanos ni extranjeros: la integración de los itálicos en el cuerpo cívico a principios de la crisis de la República romana”
10,10 David Espinosa Espinosa (UCM)
“El ius Latii y la integración jurídica de Occidente. Latinización vs romanización”
10,30 Descanso
11,00 Iván González Ballesteros (UCLM)
“El estereotipo del bárbaro y la imagen de la civilización en el occidente romano en la Geografía de Estrabón”
11,20 Marcial Tenreiro Bermúdez (UDC)
“Pasados bárbaros presentes romanos: Sincretismo e identidad religiosa en el occidente provincial”
11,40 Miguel Ángel Ramírez Batalla (UNA México)
“Las dos caras de Jano. La imagen del bárbaro en el Imperio romano”
12,00 Eike Faber (U. Potsdam)
“The Visigoths as the ‘other’. Barbarians, heretics, martyrs”
12,20 Descanso
12,30 Debate

Tarde
EXPOSIÇÕES I
16,00 Silvia Gómez Senovilla (UAM)
“Las tumbas de la elite egipcia en el Segundo Período Intermedio y comienzos de la dinastía XVIII en el oeste de Tebas: Análisis socio-político del período”
16,15 María José Escaso García (UAM)
“Los griegos micénicos en el Próximo Oriente: comercio y relaciones internacionales durante el Heládico Reciente IIIa2 y IIIb. Catálogo de materiales, análisis e interpretación”
16,30 Esther Rodríguez Torres (UAM)
“Presencia militar hispana en Roma, de la República al Bajo Imperio: Cohortes pretorianas, urbanas, singulares y de vigiles. Catálogo epigráfico, fuentes y análisis histórico-arqueológico”
16,45 Mª Ángeles Alonso Alonso (U. Cantabria)
“La documentación epigráfica del trabajo en el Occidente romano”
17,00 Descanso
17.30 Daniel M. Méndez Rodríguez (U. La Laguna)
“Divinidades y ofrendas en el Más Allá del Egipto antiguo: la Recitación de las Doce Cavernas”
17,45 Amparo Gómez Lorca (U. Valencia)
“Belleza y arquitectura en Marco Lucio Vitruvio Polión”
18,00 Milagros Moro Ipola (UNED)
“Adulescentia: Pubertad y adolescencia en la sociedad romana altoimperial”
18,15 David Natal Villazala (U. León)
“‘Huyamos de las calles’. Discurso, ceremonia y poder en Ambrosio de Milán”
18,30 Debate


Terça-feira 26

Manhã
La libertad de los pueblos. Construcción y confusión
Moderador: Aarón Reyes Domínguez (USE)
9,30 Saúl Martín González (UCM)
“El Imperium Galliarum: en torno a la libertad y la independencia del Occidente romano en el siglo III”
9,50 Aarón Reyes Domínguez (USE)
“Matar al carcelero: Ardashir y la búsqueda de la libertad”
10,10 Debate
11,30 Descanso

EXPOSIÇÕES II
12,00 Patricia González Gutiérrez (UCM)
“Anticonceptivos y abortivos en la Antigüedad: los derechos reproductivos de la mujer”
12,15 Adexe Hernández Reyes (UNED)
“La concepción cromática en la cultura helénica: el caso del panteón griego”
12,30 Fernando Notario Pacheco (UCM)
“Alimentos e identidades sociales en el mundo griego: retos teóricos y metodológicos”
12,45 Rubén Olmo López (UCM)
“Las funciones del gobernador provincial romano”
13,00 Debate

Tarde
EXPOSIÇÕES III
16,00 Juan Francisco Martínez Corbí (UCM)
“El mundo funerario celtibérico y vettón en las primeras décadas del siglo XX desde la perspectiva de la vida y la obra científica de sus protagonistas”
16,15 Lourdes Girón Anguiozar (U. Cádiz)
“Las diferentes interpretaciones de los grafitos en época romana del alfar de Puente Melchor (Puerto Real, Cádiz) en la cerámica común. Una propuesta atrevida”
16,30 Natalia Espinosa Criado (U. Zaragoza)
“Las estaciones viarias en Hispania: Dimensión espacial y física del cursus publicus y la red de comunicaciones romana”
16,45 Descanso
17,00 Elena Mª Sánchez Moreno (UCM)
“El desarrollo del culto a san Febamón en Egipto”
17,30 Víctor Manuel Cabañero Martín (UNED)
“De ciudades indígenas a municipios romanos: La transformación en el valle del Duero”
17,45 Debate


Quarta-feira 27

ManhãAdivinación y política en la Antigüedad
Moderador: David Hernández de la Fuente (UC3)
9,00 David Hernández de la Fuente (UC3)
“Oráculo y ley. Una aproximación a la influencia política de la adivinación en la Antigüedad”
9,20 Jorge Alberto Ordóñez Burgos (UA Ciudad Juárez)
“La adivinación en Egipto: la praxis política de un imperio”
9,40 Elena López-Romero (UCM)
“La adivinación en el mundo hitita: Tipos de oráculos y oficiantes. El rey como mediador entre hombres y dioses”
10,00 Descanso
10,30 Giuliana Besso (Università degli Studi di Torino)
“El colapso de la tiranía de Falaris de Agrigento en los Deipnosofistas de Ateneo: maquinaciones amorosas y oráculos extravagantes”
10,50 Maria Eugenia de la Nuez Pérez (U. Bourdeaux)
“El oráculo de Dídima: un ejemplo de las relaciones diplomáticas en época helenística”
11,10 Federica Pezzoli (Università degli Studi di Torino)
“El oráculo de Apolo de Dídima: análisis del caso de Milet I 3.33”
11,30 Diony González Rendón (UC3)
“El De divinatione de Cicerón en su contexto político y religioso”
11,50 Descanso
12,00 Debate

14,00 Clausura do VIII EJIHA, 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Um túmulo ao longe e um pouco de etnografia

Vai uns dias deram na Duas um interessante documentário sobre a construção de tumbas na ilha de Sumba, do que agora uma boa amiga passa-me o enlace. Um interessante documentário certamente não só pelo feito de que essas tumbas das que se fala são nada mais e nada menos que megálitos, se não também por que nos deixa ver a intra-história do levantamento de uma tumba numa cultura concreta, uma pequena chamada de atenção sobre os aspetos que já não nos acessíveis a traves dos restos materiais que conservamos -o resto de um resto- ao fim e cabo de uns trâmites culturais (desde a organização do trabalho ou os elementos ideológicos) dos que a maior parte, e ainda, certamente, o essencial, sempre se nos escapara.



Também o video em:  Sumba uma deveda coa tradição