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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ouro na Europa Céltica - Congresso


Iron Age gold in Celtic Europe  Society, technology and archaeometry

Quando: 11-14 Março
Onde:  Toulouse


O ouro da Idade do Ferro tem notável potencial de informação, pouco utilizado até agora. Constitui o metal precioso por excelencia. material de estudo privilegiado, tanto pela sua boa preservação e por apressentar vários aspectos relacionados, como às questões econômicas, sociais, simbólicas e tecnológicas que contribuem a aumentar o nosso conhecimento sobre os principais fenômenos culturais em que se inscreve o seu usso.


Este congresso tem como objetivo apresentar os resultados do projeto franco-alemão ANR / DFG Ouro do Hallstatt Ocidental (West Hallstatt Gold) co-dirigido por B. Armbruster (CNRS-TRACES) e E. Pernicka (Universidade de Heidelberg).


A originalidade deste projeto interdisciplinar é abordar, pela primeira vez, todos os objetos de ouro da primeira Idade do Ferro: desde a produção ao seu usso, da sua excavação e posta ao dia das ultimas pesquisas


Também tem como objetivo comparar estes resultados com os do resto dos colegas e especialistas europeus e propor assim um estado da investigação internacional sobre o ouro da Idade do Ferro na Europa Ocidental.


Nesta perspectiva, privilegiam-se as síntese ou comunicações baseada em abordagens inovadoras desenvolvidas pela área das ciencias humanas (arqueologia, antropologia social, arqueologia experimental, etno-arqueologia, história da tecnologia, a historiografia ...) assim como da ciência de materiais (arqueometria)


 Programa



+INFO no site de:   TRACES

terça-feira, 4 de março de 2014

Difusões tecnológicas no I Milénio

Melanges de la Casa de Velázquez 43/1

Dossier: Les transferts de technologie au premier millénaire av. J.-C. dans le sud-ouest de l'Europe


Présentation  pp. 9-18
Laurent Callegarin & Alexis Gorgues

Alliages cuivreux et transferts de technologies au Ier millénaire av. J.-C. dans le sud-ouest de l'Europe   pp. 19-37
Michel Pernot

L'arrivée des premiers fers dans l'Occident atlantique  pp. 39-64
Raquel Vilaça

Les techniques de l'orfèvrerie orientalisante: un cas de transfert technologique au début de l'âge du Fer  pp. 65-83
Barbara Armbruster

Des ivoires et des oeufs: réflexions sur l'interaction art/technologie dans le contexte orientalisant de la première moitié du Ier millénaire avant J.-C. en péninsule Ibérique  pp. 85-110
Hélène Le Meaux

La céramique tournée dans le domaine ibérique (Vie-Ier s. av. J.-C.): une technologie sous influence?  pp. 111-139
Alexis Gorgues

Transferts de technologie en Aquitaine méridionale à la fin du second âge du Fer et au début de l'époque romaine: l'exemple des céramiques communes  pp. 141-172
François Réchin

Approche technique des pratiques épigraphiques dans la péninsule Ibérique au Ier millénaire av. J.-C.  pp. 173-197
Nathalie Barrandon

Technologies, artefacts et histoire  pp. 199-205
Michel Feugère

Miscellanea pp. 209-293


Ir ao número de: MCV

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Repensando a Joalharia Antiga - Convocatória

Rethinking Ancient Jewellery
International Worshop

Quando: 7 Dezembro
Onde: Leiden


A Escola de Arqueologia da Universidade de Leiden, abre o prazo para a presentação de propostas de comunicação para o workshop Rethinking Ancient Jewellery que se celebra o dia 7 de dezembro nessa universidade.



Tomando como ponto de partida as recentes abordagens "holísticas" de investigação de joalharia antiga, este workshop pretende reavaliar os desenvolvimentos atuais neste campo de pesquisa. Esta reunião pretende tratar as joias antigas não apenas como enfeites ou obras de arte preciosas, mas como artefactos que devem ser utilizados como uma fonte nas investigações sobre vários aspetos da sociedade antiga. Infelizmente, a joalharia antiga tradicionalmente tem sido confinada aos catálogos de museus ou memórias de escavação, com uma ênfase na forma e o material.



O principal objetivo desses estudos tem sido a de estabelecer datas para peças individuais e criar tipologias viáveis. Este workshop destinara-se a buscar novas abordagens metodológicas e revisar a forma em que a joalharia antiga é descrita e classificada desde as perspetivas histórica, artística, arqueológica e tecnológica.


A finalidade de esta reunião científica é juntar académicos que estudem a joalharia antiga e adorno pessoal com o objetivo de discutir perspetivas atuais e novas metodologias, mas também para criar uma plataforma de troca interdisciplinar para o estudo desse material. O workshop será composto de duas sessões.


A primeira incidirá sobre joias do período romano, enquanto o segundo vai reunir estudiosos trabalhando em outras áreas temporais e culturais referidas ao adorno antigo para aproximar abordagens metodológicas mais amplas sobre esta temática, que pode ser aplicado a outros períodos.


Os Temas possíveis para as propostas de contribuição incluem aspetos da tecnologia, as fontes e comércio dos materiais preciosos, o significado social da joia e novas metodologias de análise da joalharia antiga, no entanto, outros temas relacionados coa joalharia antiga também são bem-vindos. 

O prazo de presentação de originais está aberto até o dia 17 de dezembro


 Convocatória



+INFO no pagina de:  Rethinking Ancient Jewellery

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tecnologias do Encantamento - Livro

TECHNOLOGIES OF ENCHANTMENT

Duncan Garrow & Chris Gosden, Technologies of Enchantment?. Exploring Celtic Art: 400 BC to AD 100. Oxford Univ. Press, Oxford, 2012  400pp    ISBN: 978-0-19-954806-4


Sinopse
Enquanto a arte celta inclui alguns dos mais famosos artefactos arqueológicos nas ilhas britânicas, como o escudo de Battersea ou os torques de ouro de Snettisham, tem sido muitas vezes considerada apenas desde o ponto de vista da história da arte. Technologies of Enchantment? intenta conectar a arte celta ao seu contexto arqueológico, olhando como ela foi feita, usada e depositada.


Baseado no primeiro banco de dados que abrange a arte celta, reúne as teorias atuais sobre as relações entre as pessoas e os artefactos fornecidas por muitas áreas das ciências sociais. Os autores argumentam que a arte celta foi deliberadamente complexa e ambígua para que pudesse ser usada como elemento para negociar a posição social e as relações em um mundo como o da Idade do Ferro, inerentemente instável, especialmente no desenvolvimento de novas formas de identidade a partires da chegada dos romanos.



A metalurgia da Idade do Ferro tardia é situada em uma perspetiva a longo prazo que olha os objetos metálicos desde as suas origens na Idade do Bronze. O volume presta especial atenção à natureza dos depósitos e se concentra nos assentamentos, depósitos, e enterramentos - incluindo as relações dos objetos de arte celta 'com outras classes de artefactos, tais como os objetos de ferro e as moedas.


Uma característica a sinalar do livro é que ele prossegue o estudo destas tendências para além da invasão romana, destacando com elo as continuidades e diferenças estilísticas na natureza e uso de metalurgia de luxo.


 INDEX



+INFO sobre o livro: Technologies of Enchantment?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Herói e o Monstro - On-line

EL HEROE Y EL MONSTRUO
  
AAVV, El Héroe y el Monstruo. Edit. Ministerio de Cultura, Madrid, 2007 ISBN: 978-84-8181-285-5


O presente livro que agora se topa acessível em rede e open-acess se corresponde co catalogo da exposição O Herói e o Monstro que se celebrou no MAN de Madrid, fruto da colaboração com British Museum e o CSIC, em torno a uma das mais notáveis peças da ouriveria peninsular, a chamada Fíbula de Bragança



Sinopse:
Esta surpreendente Fíbula de ouro apresentou-se pela primeira vez ao público em 1970, com motivo da exposição de Arte Celta em Edimburgo e Londres. Não obstante, já chamava a atenção do mundo académico no final da década de 1940, quando parte da coleção de joias da Casa Real de Bragança saiu à venda em Chicago. A peça foi objeto do interesse cedo de estudiosos da arte céltica como Jacobstahl, Klindt-Jensen ou Stead. Trás uma cessão temporal ao British Museum a fíbula foi finalmente mercada em subasta por esta instituição no ano 2001, e desde então está exposta na Galeria Helenística do Museu interpretada como provável obra de um aurífice grego às ordens de um chefe ibérico do sul, quem encarregaria uma fíbula de tipologia local



Descarregar o catalogo:  El Heroe y el Monstruo

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Tempo da Aliseda


EL TIEMPO DEL TESORO DE ALISEDA

Apresentamos agora no Archaeoethnologica a web do projeto El Tiempo del Tesoro de Aliseda que desde o ano passado leva achegando-se de novos jeitos a esse clássico da arqueologia hispânica que é o tesouro da Aliseda para introduzi-lo no seu contexto e obter assim uma melhor complexão de esse período.


O objetivo deste projeto é adentrar-se durante os anos 2011-2013 nestas sendas a partir do estudo territorial e geomineiro do povoado da Serra do Aljibe (Aliseda, Cáceres), vinculado ao tesouro a partir das nossas escavações de 1995, e do complexo rural da Ayuela (Cáceres), descoberto pelas obras da AVE e escavado em 2009


Por outra parte, persegue-se o rastreio e análise da documentação existente sobre o achado alisenho em diferentes arquivos regionais e nacionais a fim de valorizar a gestão e o impacto da descoberta na sociedade e instituições da época relacionadas com o Património e na própria disciplina arqueológica. Propõe-se, em soma, uma aproximação ao "tempo historiográfico" e ao "tempo histórico" do tesouro de Aliseda, sem não esquecer que elo correu paralelo ao de Argantonio e a legendária Tartessos.


No site do projeto ademais de informações sobre o próprio desenvolvimento do projeto existe uma secção de Publicações, estruturada em três apartados: 1) Projeto, 2) Tesouro de Aliseda e 3) Documentos. 


No primeiro ir-se-ão incorporando as contribuições -científicas e divulgativas vinculadas ao projeto. No segundo, recolhe-se uma seleção de títulos sobre o achado alisenho que poderiam ser de interesse para quem, desde diferentes perspetivas, desejem aproximar ao tema. No terceiro, encontram-se alguns documentos sobre a descoberta. Na sua maior parte, estão disponíveis em formato pdf


Ir ao site do projeto:  El Tiempo del tesoro de Aliseda

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ourivesaria Castrenha - Livro


ORFEBRERIA CASTREÑA DEL MUSEO ARQUEOLÓGICO NACIONAL


García Vuelta, O, Orfebrería castreña del Museo Arqueológico Nacional. MAN e Ministerio de Cultura. Madrid 2007 263 pags
ISBN: 978-84-8181-328-9


Depois de anunciar a apresentação do livro recente doutro amigo vai uns dias toca-nos agora dar notícia da publicação algo mais "recuada" desta obra de Óscar García Vuelta, pesquisador associado ao Instituto de Historia do CSIC, esperto em arqueo-metalurgia, e com o que coincidimos vai uns anos nas Jornadas sobre Arqueo-metalurgia organizadas pela área de História Antiga da Departamento de Humanidades da UDC, alo pelo 2005. Óscar é autor de numerosos artigos sobre a metalurgia e ourivesaria dos antigos galaicos e astures, a sua área de especialização, nos que tem amostrado já o seu rigor e dos que este livro constitui uma posta ao dia mais, e sem dúvida, uma futura obra referencia para os estudos sobre esta matéria.

Sinopse:
 A coleção do MAN é uma da mais importante sobre a ourivesaria antiga do Noroeste peninsular. Começou a formar-se em torno de 1870 e seguiu até 1972, quando se adquiriram as últimas peças que a formam. Na atualidade, está composta por um total de 29 objetos -28 deles de ouro e um de prata- conservados pelo departamento de proto-história e colonizações do Museu. No ano 2000 com motivo da exposição Torques, Beleza e Poder, realizaram-se análise das peças desta coleção, para propor a melhor maneira de conservá-las e oferecer de passagem nova informação ao público, dando lugar a um catálogo do que o autor deste volume foi o encarregado. Resultado disto, e dos projetos de investigação em curso, esta nova síntese sobre a coleção do MAN constitui uma atualização e revissão, sobre a ourivesaria da Idade do Ferro do NW peninsular, nas suas diferentes feições técnicas, tipológicas e tecnológicas, assim como da poblemática historiográfica e documental associada de como se formou esta coleção


 INDEX




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Olhando ao traves


Vai uns dias o Museu de arqueologia de Yorkshire deu a conhecer duas viriae de ouro descobertas por dois detectoristas de metais perto de Tadcaster, no lugar de Towson, no norte da bisbarra de York. Os braceletes forem topados respectivamente em maio do 2010 e Abril do 2011. O primeiro tem-se datado entre o 100-70 a.C mentres que o segundo pudera ser ainda mais antigo. Ambos constituem a evidência mais recuada da presença de jóias na Idade do Ferro do Norte de Inglaterra.

Detalhe dos braceletes de Tadcaster
Natalie McCaul conservadora assistente do citado museu (acima na foto) comenta na nova que estas alfaias seriam um elemento de "prestígio", propriedade da elite tribal ou ainda da própria linhagem real que governou entre o povo dos Brigantes. As peças apresentam similitudes tipológicas com outras do território dos Iceni, como as do conhecido depósito de Snettisham (Norfolk) (Stead, 1991). Ao respeito a arqueóloga considera a possibilidade de que as viriae chegaram ou bem como botim ganhado nas razias guerreiras, ou como um regalo diplomático entregado ou intercambiado para estabelecer a "amizade", aliança, a Paz (?) cecais, entre estes dois povos

Depósito "tesouro" de Snettisham (British Museum)
Não posso evitar de passo que se me vaia a cabeça certo velho livrinho, -uma das minhas primeiras leituras arqueológicas- do Ladislao Castro titulado Los Torques de los Dioses y de los Hombres (traduzido logo ao inglês como The Sacred Torcs)  assim coma às divisões tipológicas dos torques galaicos às que desde vai anos os arqueólogos querem dar uma dimensão regional, e não só num sentido geográfico, fruto meramente capilar do contacto e a proximidade, senão também social e em certa forma mesmo "identitário" (Rey Castiñeira, 1993)

Torques de Tronha e depósito de Fojados
Os casos de torques "fora de lugar", como o de tipo artabro de Tronha (S. de Pontevedra), ou o conjunto de diversa procedência de Fojados (Corunha) (González Ruibal, 2007: 302-4) ponhem-nos em escenarios muito similares aos dos braceletinhos de Tadcaster ou "tesouro" de Snettisham: entre a guerra, a economia do don e a deposição ritual. Para um arqueólogo ou historiador; tudo isso resulta muito subgerente, e gostamos de pensar ou re-pensar, cecais se há sorte re-ler, as fascinantes possibilidades "biográficas" (González Ruibal,2007); profundamente sociais, criadoras e transmissoras de identidades no mais amplo sentido do termo; individual, grupal, de género, status, étnica, desses anacos de cultura material que chamamos: torques, viriae ... . Em resume, gostamos de ver a vida a traves deles.


 Referencias
- Castro Pérez, L., Los torques de los dioses y de los hombres. Vía Láctea, Corunha, 1992
- Castro Pérez, L., The Sacred Torcs: prehistory and archaeology of a symbol. Pentland Press, Edinburgo,1998.
- González Ruibal, A., "La vida social de los objetos castreños" in: González García, F.J.(ed.), Los Pueblos de la Galicia Céltica. Akal, Madrid, 2007, pp 259-322
- Rey Castiñeira, J., "Cuestiones de tipo territorial en la cultura Castreña" in: Actas del XXII Congreso Nacional de Arqueología, Vigo 1993 vol. pp. 165-172
- Stead, I.M., " Treasure: Excavations in 1990" Antiquity 65, 1991 pp. 447-65