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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tecnologias do Encantamento - Livro

TECHNOLOGIES OF ENCHANTMENT

Duncan Garrow & Chris Gosden, Technologies of Enchantment?. Exploring Celtic Art: 400 BC to AD 100. Oxford Univ. Press, Oxford, 2012  400pp    ISBN: 978-0-19-954806-4


Sinopse
Enquanto a arte celta inclui alguns dos mais famosos artefactos arqueológicos nas ilhas britânicas, como o escudo de Battersea ou os torques de ouro de Snettisham, tem sido muitas vezes considerada apenas desde o ponto de vista da história da arte. Technologies of Enchantment? intenta conectar a arte celta ao seu contexto arqueológico, olhando como ela foi feita, usada e depositada.


Baseado no primeiro banco de dados que abrange a arte celta, reúne as teorias atuais sobre as relações entre as pessoas e os artefactos fornecidas por muitas áreas das ciências sociais. Os autores argumentam que a arte celta foi deliberadamente complexa e ambígua para que pudesse ser usada como elemento para negociar a posição social e as relações em um mundo como o da Idade do Ferro, inerentemente instável, especialmente no desenvolvimento de novas formas de identidade a partires da chegada dos romanos.



A metalurgia da Idade do Ferro tardia é situada em uma perspetiva a longo prazo que olha os objetos metálicos desde as suas origens na Idade do Bronze. O volume presta especial atenção à natureza dos depósitos e se concentra nos assentamentos, depósitos, e enterramentos - incluindo as relações dos objetos de arte celta 'com outras classes de artefactos, tais como os objetos de ferro e as moedas.


Uma característica a sinalar do livro é que ele prossegue o estudo destas tendências para além da invasão romana, destacando com elo as continuidades e diferenças estilísticas na natureza e uso de metalurgia de luxo.


 INDEX



+INFO sobre o livro: Technologies of Enchantment?

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Enrredados" nas coisas - Ian Hodder

ENTANGLED

Hodder, Ian, Entangled: An Archaeology of the Relationships between Humans and Things, John Wiley & Sons, 2012   264pp.
ISBN: 9780470672112


Sinopse:
O autor apressenta um poderoso e inovador argumento que explora a complexidade da relação de os humanos com as coisas materiais, demonstrando como homens e as sociedades são aprisionados na manutenção e sustentação de mundos materiais. E acrescenta que esta inter-relação dos seres humanos e das coisas é uma característica definidotoria da história e da cultura humanas, pois:



- Oferece um argumento sutil, que valoriza os processos físicos de coisas sem sucumbir ao materialismo
- Discute exemplos históricos e modernos, usando a teoria da evolução para mostrar como estes antigos "envolvimentos" coas coisas são irreversíveis e aumentar em escala e complexidade ao longo do tempo
- Integra aspectos de um conjunto diversificado de teorias contemporâneas em arqueologia e das ciências naturais e biológicas
- E, finalmente, fornece uma revisão crítica de muitas das principais perspectivas contemporâneas da materialidade, cultura material e estudos da fenomenologia, teoria evolucionista, arqueologia comportamental, arqueologia cognitiva, ecologia humana, Teoria da Ator-Rede e a Teoria da Complexidade


INDEX



+INFO sobre o livro:  Entangled

quarta-feira, 27 de março de 2013

Irlanda em 100 Objetos


A Royal Irish Academy, o Museu Nacional da Irlanda, o jornal The Irish Times em colaboraçao com a Presidência da UE, o Ministério dos Asuntos e Adobe, coincidindo coa pressidencia irlandesa da UE,e em homenagem ao Dia de São Patrício, ponhem a dispor a versão e-book do livro A História da Irlanda em 100 Objectos que estará disponível em acesso livre até o fim de março de 2013.



Este eBook está disponível para os dispositivos de leitura mais importantes, incluindo iPad, Kindle Fire. Também você pode consultar o livro em seu computador, smartphone ou eReader clicando em e-book. Você pode obter o seu exemplar aqui


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Disciplina das Coisas


Archæology: The Discipline of Things

Bjørnar Olsen, Michæl Shanks, Timothy Webmoor & Christopher Witmore, Archaeology: The Discipline of Things. Univ. of California Press, Berkeley, 2012  ISBN: 978-0-520-27416-7


Sinopse
Os padrões tradicionais das ciências sociais e naturais (e a sua ontológica) estão mudando e sendo desafiados a partir de posições diferentes (Action-Networ Theory, tecnociência, a fenomenologia, a inteligência artificial, etc). Nos últimos anos, os arqueólogos têm reconhecido essas profundas transformações. No entanto, em vez de reavaliar o potencial único da sua prática e contribuir ao progresso dessas discussões, os arqueólogos têm mostrado complexo de inferioridade como ciência social de segunda, profundamente enraizado mas que responde sobre tudo aos velhos discursos.



Este livro revê os fundamentos da arqueologia para oferecer uma imagem ousada do que os arqueólogos fazem. A Arqueologia é apresentada como um conjunto de práticas e conhecimento interdisciplinares que se ocupam da natureza mesma do humano e de como os humanos se relacionam com as coisas a sua vez, considerando que a disciplina tem uma perspetiva a longo prazo que lhe permite observar de jeito privilegiado a dinâmica entre o homem, a cultura material e o passado


INDEX

Introduction: Caring about Things p. 1

The Ambiguity of Things: Contempt and Desire p 17

Engagement with Things: The Making of Archaeology p.36

Digging Deep: Archaeology and Fieldwork p. 58

Things in Traslation: Documents and Imagery p. 79

Figures for Things: Memory Practices and Digital Translation p. 102

Timely Things: From Argos to Mycenae and Beyond p. 136

Making and the Desing of Things: Human Being and the Shape of History p. 157

Getting on with Things: A Material Metaphysics of Care p. 196

References p. 211

Index p. 245


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um capacete entre ossos

Um capacete Idade do Ferro topado perto de Canterbury


Um raro capacete pré-histórico foi descoberto numas leiras fora de Canterbury. O capacete de bronze, datado no século I a.C, foi descoberto por um detetorista. Andrew Richardson, encarregado de achádegos do Canterbury Arch Trust conta a história: "uma noite de outubro ao chegar à casa depois do trabalho, recebi uma chamada de um detectorista local que eu sei do meu tempo como Oficial de enlace de achádegos para em Kent. Ele tinha também no passado trabalhado como voluntário do Trust, e tendo feito o que ele descreveu como uma "importante descoberta", decidiu entrar em contacto comigo.



Ele disse que tinha encontrado o que ele acreditava ser um "capacete de bronze celta '. Eu não conhecia nenhum destes cascos em Kent, o famoso "Guerreiro de Deal” escavado por Keith Parfitt em Mill Hill tinha um cobre-cabeças de bronze , mas que não era como tal um capacete . Mesmo no conjunto da Grã-Bretanha, eu entendia que tal achado seria incrivelmente raro. Mas o descobridor parecia muito confiado e eu sabia que ele era um detetorista experiente, então combinei com ele uma visita na manhã seguinte para votar-lhe uma olhada.


Já na sua casa, ele sacou uma caixa e a abriu revelando um broche de Finais da Idade Ferro em muito bom estado, juntamente com ele estava o que era de fato um capacete de bronze do mesmo período. Houve também um fragmento de osso queimado que ele disse que tinha encontrado com o capacete e o broche, comentou que encontrara mais ossos assim mesmo queimados no mesmo lugar. Assi pois, parecia provável que os achados foram derivados de um enterro com cremação. Concordamos que, se for possível, seria melhor realizar uma pequena escavação do lugar, para aprender o máximo possível sobre o contexto do que era de fato um "significativo achádego"



A descoberta de dois objetos metálicos pré-históricos juntos no mesmo lugar fez do achádego um potencial "tesouro" pelo que ao meu retorno ao Trust, comuniquei a descoberta ao legista, Oficial de enlace de achádegos para Kent e ao Registo de Tesouros. Trás discussões com os colegas profissionais, proprietários do térreo, arrendatários, o FLO, British Museum e outros, foi convido que uma escavação rápida do lugar era a melhor procedimento neste caso



Esta não revelou uma elaborada tumba principesca, mas sim um simples e pequeno buraco oval, cavado na turba natural, que tinha sido afetado por profundos sulcos de arado sulcos a ambos lados. Tendo em conta a recuperação original do detetorista poderia identificar-se facilmente um buraco circular aproximadamente de perto de 0,35 m de diâmetro. A cuidadosa remoção do contido produziu uma quantidade moderada de osso cremado e alguns pequenos fragmentos residuais de aliagem de cobre, provavelmente derivados do capacete.



Na base, a metade inferior do contorno oval do capacete fora preservado, como um molde quase perfeito, no solo circundante não afetado pela escavação. Em alguns lugares este foi corado de verde a partir da composição da aliagem de cobre do capacete, e alguns pequenos restos de folha de metal quedaram incrustados no fundo.



A partir da conta fornecida pelo localizador e as provas recuperado da investigação subsequente arqueológico, a forma geral do sepultamento pode ser reconstruído com alguma confiança. Um buraco raso circular tinha sido inicialmente cortar o giz natural. Para isso, o capacete tinha sido colocado invertido. Ele foi posicionado na metade oriental do poço, orientado nor-leste pelo su-sudoeste, com a sua projeção traseira do pescoço guarda no extremo nor-nordeste. Ou logo antes ou logo após o capacete foi colocado no chão uma quantidade de ossos humanos cremados tinha sido colocado dentro dele.



O broche pares proceder da parte superior do depósito de ossos e é provável que os ossos cremados tiveram sido originalmente guardados dentro de algum tipo de tecido ou bolsa de couro, recipiente que teria sido fechada, na sua parte superior pelo broche. O conjunto foi então colocado dentro do capacete invertido que, neste caso, serviu como um 'furna'. O poço foi então preenchido com terra e giz, sem que as evidências para sugiram que o deposito fora marcado permanentemente de alguma forma. Não há indícios de qualquer outro resto, a partir da escavação semelha parece o enterramento do capacete fora um caso isolado ou fazia parte de algum tipo de cemitério disperso cós enterros amplamente espaçado.



O poço foi cortado em seu lado oeste, por um dos sulcos de arado. A borda capacete mostra danos causados provavelmente pelo contacto com um arado. E se não tivera sido encontrado não há dúvida de que ele teria sofrido mais danos arado ainda no futuro, levando a sua fragmentação e dispersão."



Não existe um enterramento de cremação da Idade Ferro comparável na Britânia, no que se tenha usado deste jeito um capacete ,que em si próprio é pouco provável que seja de origem britânica. Um estudo mais aprofundado, do capacete, do broche, dos restos cremados e talvez da área imediata em torno jazigo, é necessário para tentar refinar os dados e estabelecer o caráter dessa incomum descoberta. É tentador colocar o capacete no contexto da Guerra gaulesa do César, ou mesmo das suas expedições a Kent no 55 e 54 a.C.



O capacete é de um tipo que poderia ter sido usado polas tropas de César, ou seus aliados indígenas ou inimigos. Há muitas maneiras de um capacete assim poderia ter vindo para a posse de um membro da tribo local dos Cantiaci, em vez de representar um enterro militar romano no campo. Mercenários da Britania tinham viajado para participar na luta na Gália, e é possível que este capacete poderia ter pertencido a um guerreiro britânico ou gaulês que lutou na Gália, contra os romanos, ou talvez mesmo ao lado deles, e eventualmente, prazeria com ele o capacete de volta à Britania.



Julia Farley, conservadora da secção de Idade do Ferro do British Museum diz: "Este é um achádego muito emocionante, um do apenas punhado de capacetes da Idade do Ferro que foram encontrados na Britania. No final da Idade do Ferro em Kent, não era incomum enterrar os restos cremados dos mortos em um saco preso com um ou mais broches, mas não jamais outro fora encontrado acompanhado por um capacete. 



O primeiro século aC, foi uma época de guerra, mas foi também um tempo de viagens, mudanças e comunicação. Este capacete ressalta as conexões novas que estão sendo forjadas através do canal, em um momento em que a vida no sudeste da Inglaterra, estava prestes a mudar drasticamente. O dono deste capacete, ou as pessoas que o colocaram no túmulo, pode ter vivido o início da história da Britania romana.”


É de louvar a forma em que o localizador (que deseja permanecer anónimo) lidou com esta descoberta. Ele tentou fotografar o capacete in situ mas não pôde fazê-lo devido a problemas com sua câmara. Ele tirou o capacete com muito pouca perturbação de seu contexto original e marcou o local com um saco de pesos de chumbo, o que permitiu localizá-lo facilmente.

Fonte: Canterbury Arch. Trust


vídeo da nova em BBC News - Iron Age bronze helmet found
   

Pode que também te interesse:  Olhando ao traves

sábado, 29 de setembro de 2012

Tracing the Portable Past


Tracing the Portable Past
1º EIAAS – European Iron Age Artefacts Symposium

Quando: 6-7 Outubro
Onde:   Leicester


O departamento de Arqueologia e História Antiga da Universidade de Leicester organiza em outubro de este ano o primeiro European Iron Age Artefacts Symposium. O evento pretende reunir estudantes de pós-graduação cuja pesquisa envolve rincipalmente o estudo de aspetos materiais da Idade do Ferro europeia.



Ela fornecerá uma plataforma amigável e de suporte para a discussão, liderada por estudosos em vários campos, e um ambiente estimulante no qual compartilhar os resultados, desenvolver ideias e incentivar o debate sobre as direções futuras no campo dos estudos da Idade do Ferro dentro de um contexto multidisciplinar. 



Como um encontro interdisciplinar o EIAAS está aberto não só para estudantes de Arqueologia e História Antiga, mas as contribuições de outras áreas e departamentos são bem-vindos (como Museologia, Engenharia e Química).


 Programa




+INFO no site do:   EIAAS 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A alma do Guerreiro

foto: Must Farm project

Vendo esta imagem de esta magnifica espada do Bronze Final tipo Wilburton datada em torno ao 1300-1000 a.C dada a conhecer vai pouco pola equipa do Projeto MustFarm (poderes topar mais informação neste enlace), um dos mais espetaculares jazigos proto-históricos polos materiais descobertos nos últimos anos, não podo menos que recordar a o velho provérbio samurai que durante o Workshop Do Obradoiro ao Corpo fora traído por um dos pressentes (J. González Garcia) à discussão: "A Espada é a alma do Guerreiro"

foto: Must Farm project

Cecais esta e uma definição bastante ajeitada de importância simbólica que deveu ter esta omnipresente arma durante o nosso Bronze Final Atlântico


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Herói e o Monstro - On-line

EL HEROE Y EL MONSTRUO
  
AAVV, El Héroe y el Monstruo. Edit. Ministerio de Cultura, Madrid, 2007 ISBN: 978-84-8181-285-5


O presente livro que agora se topa acessível em rede e open-acess se corresponde co catalogo da exposição O Herói e o Monstro que se celebrou no MAN de Madrid, fruto da colaboração com British Museum e o CSIC, em torno a uma das mais notáveis peças da ouriveria peninsular, a chamada Fíbula de Bragança



Sinopse:
Esta surpreendente Fíbula de ouro apresentou-se pela primeira vez ao público em 1970, com motivo da exposição de Arte Celta em Edimburgo e Londres. Não obstante, já chamava a atenção do mundo académico no final da década de 1940, quando parte da coleção de joias da Casa Real de Bragança saiu à venda em Chicago. A peça foi objeto do interesse cedo de estudiosos da arte céltica como Jacobstahl, Klindt-Jensen ou Stead. Trás uma cessão temporal ao British Museum a fíbula foi finalmente mercada em subasta por esta instituição no ano 2001, e desde então está exposta na Galeria Helenística do Museu interpretada como provável obra de um aurífice grego às ordens de um chefe ibérico do sul, quem encarregaria uma fíbula de tipologia local



Descarregar o catalogo:  El Heroe y el Monstruo

terça-feira, 5 de junho de 2012

EIAAS 2012 -Convocatória

Tracing the Portable Past
1º EIAAS – European Iron Age Artefacts Symposium

Quando: 6-7 Outubro
Onde: Leicester


O departamento de Arqueologia e História Antiga da Universidade de Leicester organiza em outubro de este ano o primeiro European Iron Age Artefacts Symposium. O evento pretende reunir estudantes de pós-graduação cuja pesquisa envolve rincipalmente o estudo de aspetos materiais da Idade do Ferro europeia. Ela fornecerá uma plataforma amigável e de suporte para a discussão, liderada por estudosos em vários campos, e um ambiente estimulante no qual compartilhar os resultados, desenvolver ideias e incentivar o debate sobre as direções futuras no campo dos estudos da Idade do Ferro dentro de um contexto multidisciplinar. Como um encontro interdisciplinar o EIAAS está aberto não só para estudantes de Arqueologia e História Antiga, mas as contribuições de outras áreas e departamentos são bem-vindos (como Museologia, Engenharia e Química).


A apresentação de resumos de comunicaçoes esta aberto até o dia 31 de Julho de 2012


 Convocatória



+INFO no site do:  EIAAS 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fragmentarica 2


Ao recuncar na internet olhando anacos de cerâmica e objetos rotos destes dias recordou-me certa postagem ( Fragmentarica ) de faz um tempo e as sensações que me  produzira certa imagem de milheiros de anacos de vidro desfeitos: pratos, lâmpadas elétricas, fontes cuncas, copos ... e dizer objetos perfeitamente comuns e correntes aos que nunca daríamos maior importância


Mas daquela colocados naquela vitrina iluminada e no sacrossanto local de um museu, da que pensar, certamente o contexto faz as coisas. Igualmente depois de estar sacando terra e coisas tão diversas como ossos de polo, conchas de mexilhão, junto coas magnificas áticas de barniz negro, mas tudo elo por igual clasificado cientificamente em bolsas herméticas e numeradas, não deixa vir-se a cabeça de qualquer o evidente paradoxo que há em recolher algo que noutro intre votaríamos ipso facto ao cubo do lixo sem mais problema


Grande parte dos objetos que povoam hoje os museus alem do cordel de terciopelo infranqueavel ou das alarmas -"não tocar"-, ou as iras  de funcionários fotografo-fóbicos -"fotos não"- for perfeitamente vulgares, correntes, acessiveis na mesa nas cozinhas, e acabarão de cote nos vassoureiros da época, mesmo um significativo e luxuoso kylix podia terminar, já perdido seu uso, roto e trocado em coisa inútil nas lamas de uma cloaca.


A fronteira entre o relíquia significante,  inalienavel e invaluavel e o refugalho desachavel e insignificante é difusa e suporta-se no câmbio de perspetiva, o que é corrente volve-se noutro lugar e noutro tempo valioso, se se quer, simbólico, social ... histórico. Ou dito de outro jeito acaso não é isto também ... "Ceramica grega"?



Postagem relacionada:   Fragmentarica 1

domingo, 8 de abril de 2012

Da inutilidade das Pedras



Foi hoje, mas em 1820. Um campones de uma pequena ilha do Egeo chamado Yorgos Ketrotas topava mentras estava a sachar num campo uma pedra rota em vários anacos, que pela sua "falta de utilidade" seguramente julgou quedaria, melhor arrombada fora da leira, soterrada de novo ou, simplesmente, feita anaquinhos, sem buvida mais funcionais e praticos. Casualmente andava por lá um oficial da marinha francesa que se enterou do tema e passando-se pela leira pagou-lhe ao Yorgos por desenterra-lhe a pedra.

Assim foi o francés, comprou os anacos daquilo, e levouno longe da sua ilha cara o um lonjano país oferecendolho a um tal Luis XVIII, quem a sua vez o donou ao Museu do Louvre. Para mais senhas aquelas pedras sem utilidade são o que hoje, devidamente restauradas, nos chamamos …Venus de Milo. 


Em solidaridade cos nossos colegas gregos vitimiçados pelas tesoiras da ignorância desde aqui nos também dicimos: No memory, No Future

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Tempo da Aliseda


EL TIEMPO DEL TESORO DE ALISEDA

Apresentamos agora no Archaeoethnologica a web do projeto El Tiempo del Tesoro de Aliseda que desde o ano passado leva achegando-se de novos jeitos a esse clássico da arqueologia hispânica que é o tesouro da Aliseda para introduzi-lo no seu contexto e obter assim uma melhor complexão de esse período.


O objetivo deste projeto é adentrar-se durante os anos 2011-2013 nestas sendas a partir do estudo territorial e geomineiro do povoado da Serra do Aljibe (Aliseda, Cáceres), vinculado ao tesouro a partir das nossas escavações de 1995, e do complexo rural da Ayuela (Cáceres), descoberto pelas obras da AVE e escavado em 2009


Por outra parte, persegue-se o rastreio e análise da documentação existente sobre o achado alisenho em diferentes arquivos regionais e nacionais a fim de valorizar a gestão e o impacto da descoberta na sociedade e instituições da época relacionadas com o Património e na própria disciplina arqueológica. Propõe-se, em soma, uma aproximação ao "tempo historiográfico" e ao "tempo histórico" do tesouro de Aliseda, sem não esquecer que elo correu paralelo ao de Argantonio e a legendária Tartessos.


No site do projeto ademais de informações sobre o próprio desenvolvimento do projeto existe uma secção de Publicações, estruturada em três apartados: 1) Projeto, 2) Tesouro de Aliseda e 3) Documentos. 


No primeiro ir-se-ão incorporando as contribuições -científicas e divulgativas vinculadas ao projeto. No segundo, recolhe-se uma seleção de títulos sobre o achado alisenho que poderiam ser de interesse para quem, desde diferentes perspetivas, desejem aproximar ao tema. No terceiro, encontram-se alguns documentos sobre a descoberta. Na sua maior parte, estão disponíveis em formato pdf


Ir ao site do projeto:  El Tiempo del tesoro de Aliseda

domingo, 25 de março de 2012

Tesouros dos Bárbaros


El Tesoro de los Bárbaros
  
Quando: 31 março - 14 outubro
Onde: MARQ


O Museu Arqueologico de Alicante (MARQ) O Museu Arqueológico de Alicante acolherá entre os meses de abril e outubro deste ano a exposição internacional O Tesouro dos Bárbaros na que mostrar-se-á, através de uma alarga seleção de peças procedentes do Museu Histórico do Palatinado, situado na cidade alemã de Espira (Speyer), os inícios da decadência do Império Romano nas fronteiras germanas, bem como diversas feições da vida quotidiana de quem habitava esses territórios durante o século III d.C..


A mostra está composta por mais de 600 peças resgatadas baixo as águas do rio Rim, entre as que destaca o famoso espelho com o relevo da deusa Minerva, permitirá ao público conhecer um dos achados mais expetaculares da tardo-antiguidade, o do chamado Tesouro de Neupotz, um dos maiores conjuntos de metal de época romana de toda a Europa, que destaca tanto pela beleza e qualidade dos seus objetos como por ser depoimento de uma das etapas menos conhecidas da história do Império Romano.





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um PUZZLE /S ... sem resolver


Vai já 5 anos, em janeiro do 2007, em uma visita do grupo de pesquisa HAAAT a jazigos da zona do Berço, como as Medulas ou Castro Ventosa (Bergidum Flavium), achegamo-nos ao pequeno Museu Arqueológico de Cacabelos (MARCA), foi ali na sala adicada a Astures e Romanos, onde nos topamos com um feixe de miúdos fragmentinhos de lâmina de bronze, em aparente caos mas coidadosamente aquelados naquela vitrina.


Esse balbordo fragmentario semelhou-nos a muitos dos que ali estávamos, a evidencia dos restos, o melhor dito, de parte deles, do que pudera ter sido um caldeirão ou caldeirões de bronze, tal vez, desses de remanches, de tipologia atlântica, tão típicos entre a Idade do Bronze e do Ferro, e conhecidos por exemplos como os de Lois, Cabárceno ...


A direitora do Museu deu-nos notícia do achádego e comentou-nos o feito de que a dia de hoje ainda não se puder reconstruir ou encaixar de jeito coerente o objeto ou objetos que formaram aquele conjunto de anacos de metal, constituindo um autêntico puzzle não resulto da nossa proto-história, a espera de quem lhe possa dar solução

Cecais isto faz a esses modestos anacos do caldeirão/es de Cacabelos no que são, bastante significativos do que é tentar resolver à uma pergunta/as tendo só anacos de resposta/as

O Caldeirão de Chiseldon - video



E pensando em banquetes e caldeirões dei em que este é um bom momento para sacar de entre o arquivo de postagens ainda pendentes no Archaeoethnologica este vídeo no que da mão de Alexandra Baldwin, uma jovem conservadora do British Museum, que se nos comenta o processo de recuperação, reconstrução e conservação de um caldeirão da Idade do Ferro.



A peça fora topada no ano 2004, por detetoristas de metais no lugar de Chiseldon, onde no 2007 se procedera a excavar o jazigo sendo descovertos outros 12 exemplares, formando um dos mais espetaculares deposito deste deste tipo achados nos últimos anos.

Escavação do jazigo de Chiseldon. Foto: Wessex Archaeology

O achadego de Chiseldon forma parte atualmente dos fundos do British Museum

+INFO no site do:   Chiseldom Cauldrons Project