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sábado, 1 de novembro de 2014

Relações Atlânticas - Palestra


Dentro de 7 dias dare-mos uma pequena palestra intitulada Relações Atlânticas Pré-historicas abrindo as VI Jornadas Mouras organiçadas um ano mais pela Plataforma na Defensa do Patrimonio de As Pontes que este ano estarão dedicadas a reconstrução histórica. 


A minha intervenção fara de introdução a palestra do artesão Alberto Vera Meizoso sobre os barcos de couro na pré-historia, na que mostrará algumas reproduçoes em miniatura deste tipo de embarcações a que seguira outra do especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera que versara sobre o armamento na Baixa Idade Media.



As palestras serám completada com uma sessão pratica sobre a elaboração de cotas de malha por parte dos membros do grupo de recriaçao histórica Taranis


+INFO no site das: Jornadas Mouras

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os Barcos de Pedra da Idade do Bronze

Os Navios em pedra Amossam uma rede comercial maritima no Baltico à 3000 Anos

A meados da Idade do Bronze, por volta do 1000 aC, a quantidade de artefatos de metal comercializados na região do Mar Báltico aumentou dramaticamente. Na mesma época, um novo tipo de monumento apareceram ao longo das costas; pedras embotarão e organizados na forma de navios, construídos pela cultura marítima envolvida nesse mesmo ramo metal.

Uma rede marítima ampla

Estes grupos marítimos da Idade do Bronze faziam parte de uma rede que se estendia através de grande parte do norte da Europa e com ligações mais para o sul: uma rede que foi mantida devido à crescente dependência de bronze e outras matérias-primas importantes, como meio de status social, criando assim uma dependência cultural.


Os arqueólogos têm assumido que bronze foi importado para a Escandinávia desde sul, e as análises recentes confirmaram esta hipótese. No entanto como as pessoas organizaram esse comércio e formaram as suas redes raramente é abordado, e porem nada se sabe dos lugares onde eles se reuniram para tal fim



"Uma razão pela qual os lugares de encontro da Idade do Bronze não são discutidos, muitas vezes, é que temos sido incapazes de encontrá-los. O qual contrasta com os centros comerciais [mais tardios] da Era Viking, muito singelos de localizar, devido à grande quantidade de material arqueológico que deixaram", diz o autor da tese Joakim Wehlin da Universidade de Gotemburgo e a Universidade de Gotland.


Em sua tese, Wehlin analisada a totalidade do material arqueológico relacionado com os navios de pedra e também a colocação destes monumentos dentro da paisagem de Gotland. A tese oferece um novo e extenso relato dos navios de pedra e sugere que a importância do Mar Báltico durante a Idade do Bronze escandinava, e dos não menos importantes rios, como vias de comunicação aquática, tem sido subestimada na pesquisa anterior.


Os barcos de pedra podem ser encontrados em toda a região do Mar Báltico, especialmente nas ilhas maiores, com um conjunto significativo na Ilha de Gotland. Os navios têm-se considerado como concebidos para ter servido como túmulos e por esta razão eles foram vistos como recipientes destinados a levar o falecido ao Além após a sua morte.


O site como um ponto de encontro

"Meu estudo mostra uma imagem diferente", diz Wehlin. "Parece não que todos os corpo foram enterrados dentro do navio, e uma percentagem significativa de navios de pedra não têm sepulturas dentro deles em tudo. Em vez disso, eles às vezes mostram restos de outros tipos de atividades. Assim, com a ausência dos mortos, os traços da vida começam a aparecer."



Wehlin sugere que os navios de pedra e as atividades que possam ter ocorrido ao redor deles apontam para um povo que estava focado no comércio e as ligações marítimas. Detalhes destes monumentos; indicam que elas foram construídas não tanto como navios espetrais, mas como representações de embarcações reais.



Wehlin crê que os barcos de pedra ainda podem dar pistas sobre as técnicas de construção naval e as dimensões estruturais dos navios da época e isso proporcionara uma visão mais aprofundada de como se navegava pelo Mar Báltico durante a Idade do Bronze.


Este período na pré-história mostra o navio como um elemento dominante da cultura visual; esculpida em pedra, decorado em artefactos de bronze ou construído como nestes monumentos em pedra. Os navios visualizados através de diferentes meios de comunicação parecem referir-se aos navios de fato e a sua variedade pode indicar diferencias funcionais entre distintos tipos de embarcações.


Primeiros Portos Comerciais

Através do trabalho de campo, Wehlin localizou o que ele sente uma série de potenciais locais de encontro - o que poderia até mesmo ser descrita como portos comerciais iniciais. Em uma parte da área de estudo no nordeste de Gotland no sistema de água consiste no Rio Hörsne que mais tarde se torna o rio Gothem (o maior rio em Gotland). O rio corre para o norte-leste através das zonas húmidas de Lina pântano, e continua a sua foz no Åminne e a Baía de Vitviken no Mar Báltico.


O pântano Lina era -antes da campanha de drenagem em 1947- a maior em Gotland. Esta área aparece como uma paisagem marítima, com uma grande área húmida no interior, pântanos, sistemas fluviais, rio-boca, coa costa e do mar situado dentro de uma rica paisagem da Idade do Bronze. 


A área poderia muito bem ter sido importante como um nó de comunicação entre a costa leste e oeste, papel que tivo continuidade em tempos históricos. Wehlin acredita que não é por acaso que um dos maiores conjuntos de configurações do navio, quase 15% do número total de tais monumentos, surge nesta região.



Ele sugere que as pessoas que faziam parte de uma instituição marítima; construtores de barcos, marinheiros, as pessoas com conhecimentos e habilidades necessários para viagens ao exterior, a navegação, o comércio etc, poderia ter tido um lugar especial na sociedade. Se for assim eles poderiam estar ligados a tradição destes sites com barcos 


Esses recursos podem ser vistos como um instrumento fundamental para a identificação coletiva, semelhante aos sites com arte rupestre no Bohuslän. Os enterros que estão presentes perto desses sites se tornariam pois atividades secundárias relacionadas com o poder sacro destes lugares.

Fonte: Past Horizons


Referências

Wehlin, J., Östersjöns skeppssättningar. Monument och mötesplatser under yngre bronsålder/ Baltic Stone Ships. Monuments and Meeting places during the Late Bronze Agemore. Univ. Göteborg, tese on-line

Wehlin, J. "Approaching the Gotlandic Bronze Age from Sea. Future possibilities from a maritime perspective" in: Martinsson-Wallin, H., Baltic Prehistoric Interactions and Transformations: The Neolithic to the Bronze Age. Gotland University Press 2010. pp. 89-109 pdf


domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Irado Mar Atlântico - Simpósio

O Irado Mar Atlântico
O Naufrágio Bético Augustano de Esposende (Norte de Portugal)

Quando: 1 Março
Onde:  Braga


O dia 1 de Março celebrara-se no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa de Braga um Simpósio que levara por título: O Irado Mar Atlântico: O Naufrágio Bético Augustano de Esposende (Norte de Portugal) e no que se analisará desde múltiplos aspetos este interessante achádego de uma interessante nave romana em aguas do Norte de Portugal, um jazigo que nos achega aos contactos atlânticos e a vida económica subjacente trás deles na período altoimperial.


Programa



+INFO no site do:  Museu D. Diogo de Sousa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

JALC 4/1, 2012

Journal of Archaeology in the Low Countries
Vol 4/1, 2012


Contact in stone: adzes, Keile and Spitzhauen in the Lower Rhine Basin: Neolithic stone tools and the transition from Mesolithic to Neolithic in Belgium and the Netherlands, 5300-4000 cal BC
Leo Verhart

Continuity and change in Dutch shipbuilding in the Early Modern period. The case of VAL7 and the watership in general.
Joep Verweij, Wouter Waldus, André van Holk

Aanloop Molengat – Maritime archaeology and intermediate trade during the Thirty Years’ War
Thijs Maarleveld, Alice Overmeer

Celtic field banks and Early Medieval rye cultivation
Willy Groenman-van Waateringe

Steentil, an early stone bridge in the monastic landscape of Groningen, the Netherlands
Henny Groenendijk, Hans van der Plicht, Harm Jan Streurman



Ir ao número da revista:  JALC

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Proto-Naufragios



A banda estava disposta e as multidões remoinhavam-se na beira da marinha da Dover para assistir ao histórico momento, o barco achegou-se era tal a imagem daquele da idade do Bronze que fora topado lá há só umas décadas, réplica a escala da metade do tamanho do original. E agora trás meses de espera ele estava lá disposto para entrar nas frias águas da badia de Dover de novo como faz milénios.


Uma equipa de arqueólogos e artesãos levavam vários meses lavrando a madeira tendo por únicas ferramentas singelas brossas de bronze como aquelas que teriam usado usado os seus ancestrais a já mais de 3.500 anos. Mais o tempo botava-se-lhe derriba, ainda só umas horas antes do lançamento rematavam-se os últimos detalhes, não havia tempo para provas prévias daquela


E lá estavam já uma equipa de remeiros esperava cós seus salva-vidas para subir a bordo coa nave já na água, mas pronto algo notou-se ia mal, só uns segundos depois de tocar o mar o barco tinha que ser resgatado chorrando água, o barco afundira.



A banda calou, o chefe do projeto colheu a champanhe e num último gesto em honor a aquele grande arqueólogo escandinavo que tanto trabalhara mas se fora ao Além antes de vê-lo, escorchou a botelhe e logo verteu o líquido batizante sobre a proto-naufraga nave: “Ole Crumlin-Pedersen!”. Descansem em paz

Adicado a Fernando Alonso Romero; outro proto-naufrago que sim flotou   
     

Postagem relacionada:   Construir um barco no Bronze Final

segunda-feira, 19 de março de 2012

Além das Fronteiras - Dover Boat Colloquium


Par delâ les Frontieres 

Voyager, Échanger, Communiquer en Europe du IV au I mill. a.C 

Quando: 3-5 outubro
Onde:  Boulogne-sul-Mer


O colóquio internacional Par delà les frontières. Voyager, échanger, communiquer en Europe du IVe au milieu du Ier millénaire avant notre ère celebrara-se em Boulogne-sul-Mer (França)do 3 ao 5 de outubro de 2012 no tratar-se-á de responder a certas questões situadas no enquadramento da Europa desde o IV até mediados do 1er milénio antes da nossa era. Este colóquio está organizado pela Association pour la Promotion des Recherches sur l'Age du Bronze (APRAB) inscreve-se no projeto europeu, Interreg IVa dês Deux Mers, « BOAT 1550 BC ».


As temáticas do colóquio retomarão estas questões sobre os meios, as motivações, e a escala espacial de estes processos. Nele combinaram-se as focagens sintéticas e teóricas com os resultados de escavações arqueológicas recentes que permitem a dia de hoje, explicar melhor este período


O colóquio estará composto por 3 sessões centradas em 3 áreas espaciais e metodológicas:

1) Circulação e identidade ao longo do Canal
2) Em torno das viagens e dos intercâmbios
3) Identidades a traves das paisagens


A chamada para a apresentação de relatórios está aberta até o dia 30 de abril


 Convocatória




+INFO no site do projeto:   BOAT 1550aC

sábado, 17 de março de 2012

A estela dos fenícios - documentario



Aproveitamos para por aqui este mini-documentario de TV3 sobre as escavações no peço fenício de El Bajo de la Campana que desde há cinco anos estão-se escavar, em águas de Múrcia, os restos fenícios do século VII a.C, correspondem a uma nave afundada há 2.500 anos junto com todo a sua carrega. Junto a este barco mais antigo toparem-se outros dois um púnico do século II a.C e um já de época romana do s. I a.C. 

Entre a carrega de estas embarcações acha-se cerâmica, âmbar, lingotes e mineral em bruto, e outras matérias primas de luxo como o marfim. O estudo de este carrego proporcionará as chaves do comércio fenício entre as cidades da área sírio - palestina e as suas colónias ocidentais.


+INFO no site do:  INA

sábado, 14 de janeiro de 2012

Re-Construindo o bote de Ferriby


Descobrindo o Pasado da Idade de Bronze da Cornualha

Um construtor de barcos modernos está sendo desafiado a recriar o mais antigo barco encontrado na Europa ocidental, datado de cerca de 2000 aC. O barco pré-histórico será construído para escalar usando ferramentas antigas, como machados de bronze no National Maritime Museum Cornwall em Falmouth, como parte de um projeto colaborativo desenvolvido pela Universidade de Exeter.

O professor Robert Van de Noort, da Universidade de Exeter é um dos especialistas mundiais nas embarcações de pranchas de madeira da Idade do Bronze. Ele está liderando o projeto de pesquisa financiado pelo Arts and Humanities Research Council que irá produzir a exposição 2012BC: Cornualha e o Mar na Idade do Bronze que se desenrolara no National Maritime Museum Cornwall. Arqueólogos e engenheiros das Universidades de Southampton e Oxford Brookes estão envolvidos no desenvolvimento no projeto junto cós espertos da Universidade de Exeter.

Os restos barcos de pranchas de madeira unidos com costuras da Idade do Bronze foram topados unicamente na Inglaterra e País de Gales. O mais longo foi de 16 metros de comprimento e feito de carvalho. O casco do barco foi feito encastrando pranchas de madeira juntadas com cordas, esta técnica de costuragem foi usado quando ainda não se tinham experimentado outras técnicas. Esta forma de construção de barcos ainda existe em áreas remotas da Noruega, Finlândia e algumas partes da Índia, embora em diferentes tipos de barcos e com o uso de ferramentas modernas. Os barcos são agora comummente referido como barcos de pranchas costuradas.

Brian Cumby é um carpinteiro naval (construtor de barcos profissional) e vai supervisionar a construção do barco pré-histórico em uma oficina aberta no Museu. Isto irá permitir ao público ver o desenvolvimento do barco durante um período de cinco meses, a partir de abril. Antes disso, Brian será imerso no mundo da Idade do Bronze de Grã-Bretanha com da mão do Professor Van de Noort e seus colegas das universidades de Exeter e Southampton.

Ele vai aprender sobre as ferramentas das que disponham os construtores de barcos da Idade do Bronze, e vai começar a experimentar e aprender como fazer tábuas usando machados de bronze e enxós, em vez de ferramentas modernas Ele também há experimentar com a utilização das fibras de árvores como o teixo, os quais foram utilizados para coser as tábuas com a utilização de musgo como calafetagem, para parar o barco de vazamento. A reconstrução em vivo dum barco proto-histórico tem como objetivo aumentar o conhecimento do processo construtivo de um barco de costuras, para examinar a navegabilidade desses navios e entender como foram feitos e navegaram naqueles tempos.

Professor Robert Van de Noort, da Universidade de Exeter, explicou: "Nenhum destes barcos foram encontrados completos pelo que este projeto vai procurar entender como elas foram construídos, como se dirigia o barco, medir o quão rápido ele pode ir , entender como a tripulação usava as pás, já que o uso de velas não é evidente, e como a embarcação se comporta na prova água”

O National Maritime Museum de Cornualha une forças com a Universidade de Exeter para para envolver a pessoas interessadas na construção de barcos no projeto de reconstrução do barco da Idade de Bronze.

Andy Wyke, Gerente das Coleções de Embarcações no National Maritime Museum Cornwall disse: "Este é realmente um desafio excitante e ambicioso,. Estamos honrados por participar nalgo que nunca foi feito antes deste projeto, e trabalhar com a Universidade de Exeter juntos, para promocionar o património marítimo pré-histórico da Cornualha e mostrar as suas conexões com a Europa.

Este é o primeira vez para nós, que uma exposição amosa a natureza viva da construção de um barco. Convidando o público a por as suas mãos no que é construído e oferecendo-lhe uma maravilhosa e nova forma de partilhar essas habilidades e conhecimentos com ele. Isto danos uma nova oportunidade de expandir o conhecimento baseado na nossa pesquisa como centro de investigação marítima ".

A exposição 2012BC Cornualha e o Mar na Idade de Bronze abre-nos as portas da Idade do Bronze, oferecendo objetos raros nunca antes visto no Reino Unido, do dia 13 de Abril e vai até 30 de setembro no National Maritime Museum Cornwall.

Fonte: Universidade de Exeter