ULIDIA 3
Toner, G. & Mac Mathúna, S., ULIDIA 3. Proceedings of the Third International Conference on the Ulster Cycle of Tales. In Memoriam Patrick Leo Henry. Curach Bhán Publications, Berlím, 384pp. ISBN: 78-3-942002-08-0
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domingo, 19 de janeiro de 2014
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
OLLODAGOS 29, 2013
OLLODAGOS Nº 29
INDEX
Les dieux souverains celtiques et leurs alter ego démoniaques
dans le Cath Maige Tuired p. 3-121
Guillaume Oudaer
La gigantomachie et la quatrième fonction p. 123-140
Marcel Meulder
Les trois ou quatre fonctions sur l’Erechtheion? p. 141-156
Marcel Meulder
Dieux-pères dans l’anthroponymie théophore gauloise p. 157-171
Claude Sterckx
L’embryogenèse divine. Des Vedas aux Mabinogion p. 173-235
Geneviève Fichou & Joël Hascoët
Une «crise environnementale» dans l’Histoire des rois
de Bretagne de Geoffroy de Monmouth? p. 237-264
Geneviève Pigeon
Comptes rendus de lecture p. 265-280.
G. Hily, G. Oudaer, C. Sterckx
In memoriam Jacques-Henri Michel (1927-2013) p. 281-284
C. Sterckx, F. Blaive
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
KELTEN 59

KELTEN 59, 2013
Artikelen:
Rozemarijn Schepel "De dochter van Lear" p 2
Esther Le Mair "Het verschil tussen plunderen en met de grond gelijk maken: afgeleide werkwoorden in het Oudiers" p 5
Paulus van Sluis "De Welshe edling" p 7
Recensies:
Neil McGuigan, vert. Linus Band-Dijkstra "The legends of Scottish saints" p 9
Tino Oudesluijs "Myth and history: ethnicity and politics in the first millennium British Isles" p 11
Linus Band-Dijkstra "Y Gododdin: een blik op het verleden" p 13
Verslagen:
Tino Oudesluijs "Digitising words of power" p 15
Paulus van Sluis "Bilingualism and text transmission in medieval texts" p 17
Lian Blasse "Van Hamel-lezingen" p 19
Nieuws en activiteiten:
Nieuws p 20
Agenda p 21
Mededelingen p 22
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Nouvelle Mythologie Comparée
Nouvelle Mythologie Comparée
/ New Comparative Mythology
Nº 1, 2013
Comprasse-nos apresentar aqui a nova da saída da revista Nouvelle Mythologie Comparée/ New Comparative Mythology publicação dedicada história das religiões e mitologia desde uma perspetiva comparatista e que tem sacado este ano seu primeiro número, e que como os editores declaram nesse primeiro número vem cobrir o baleiro de uma revista científica consagrada monograficamente a este eido que tão frutíferas achegas tem aportado no último século
Nouvelle Mythologie Comparée (New Comparative Mythology) é uma publicação multidisciplinar que tenta reviver o auge da mitologia comparada, evitando as falhas metodológicas de seus precursores. Inspirado, mas sem dogmatismo, tanto pelo estruturalismo de Claude Levi-Strauss e Georges Dumézil, pela linguística de Calvert Watkins, ou a semiótica de Vyacheslav Ivanov ou Julien-Algirdas Greimas, que irá publicar o trabalhos, que não só basear-se numa base filológica e histórica sólida, mas se possam abrir a disciplinas afins, como a linguística, a arqueologia e a etnologia. Os artigos terão como objetivo explicar, através do comparativo, os grandes mitos do mundo, sem barreiras geográficas ou temporais, enfocando seu significado, sua estrutura e sua evolução histórica.
INDEX
Julien d'Huy - Polyphemus (Aa. Th. 1137). A phylogenetic reconstruction of prehistorical tale.
Patrice Lajoye, - Puruṣa.
Guillaume Oudaer, - Skadi et Déméter Erynis ou l'inversion mythique revisitée
Jean-Loïc Le Quellec, - L'Ourovore et les 'symboles universels'
+INFO no site de: Nouvelle Mythologie Comparée
domingo, 9 de junho de 2013
Literatura Hispana Pré-romana - Livro
LITERATURA HISPANA PRERROMANA
Almagro Gorbea, Martín, Literatura hispana Prerromana. Creaciones literarias fenicias, taresias, celtas y vascas. Real Academia de la Historia, Madrid 532pp ISBN: 9788415069492
Sinopse
INDEX
+INFO sobre o livro: Literatura hispana Prerromana
Almagro Gorbea, Martín, Literatura hispana Prerromana. Creaciones literarias fenicias, taresias, celtas y vascas. Real Academia de la Historia, Madrid 532pp ISBN: 9788415069492
Sinopse
Literatura Literatura hispana pré-romana apresenta as primeiras criações literárias da antiga Hispânia documentadas através de uma série de inovadores estudos apoiados por uma extensa bibliografia. O tema pode surpreender, pois aborda criações literárias que estão documentados desde o Bronze Final até a romanização. Esta literatura em grande medida em narrativas orais e iconográficas de pessoas que não conheciam a escrita, mas que permitem reconstruir os personagens, temas e as características de uma literatura quase desaparecida
Os últimos capítulos tratam as criações literárias de Hispânia Céltica, cujos restos têm perdurado nas narrativas populares. Em conjunto, o livro fornece uma visão geral das primeiras tradições literárias hispanas que reflectem diversas influências mediterrâneas, atlânticas, trans-pirenaicas embora com evidente pessoalidade e relações comuns. Esta literatura ajuda a compreender a riqueza cultural e a evolução da Hispânia pré-romana, a vez que as raízes mais antigas da literatura espanhola, até agora desconhecidas.
INDEX
+INFO sobre o livro: Literatura hispana Prerromana
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O Cavalo e o Touro - Programa
O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional
Quando: 15-19 Maio
Onde: Golegã e Chamusca
Programa provisório
+INFO no site de: O Cavalo e o Touro
Congresso Internacional
Quando: 15-19 Maio
Onde: Golegã e Chamusca
Recentemente tem saído o programa do Congresso Internacional O Cavalo e o Touro, na Pré-história e na História no que o que isto escreve participa como uma comunicação apresentada conjuntamente com o nosso colega e bom amigo Pedro-Reyes Moya da UCM, e que terá por título Mito e Ritual: Para uma etnoarqueologia jurídica do Touro.
Nela que exporemos os datos e alguma hipótese sobre um interessante conjunto de rituais jurídicos que se topam na Península Ibérica e noutros lugares da Europa, pranteando-nos a sua lógica e origens, de certo -podemos adiantar- nada recentes.
Junto a nossa modesta apartação como vereis pelo programa que incluímos abaixo o Congresso tratara a multitude de aspetos que rodeiam a figura destes dois animais em distintas culturas, desde as crenças sobre a morte, a guerra, a economia, os processos de domesticação, a festa o ritual, o mito, ou a arte rupestre.
E reunindo os mais diversos espaços e tempos desde a Mesopotâmia, ao Novo Mundo passando por Trácia, centro-europa, ou Val Camonica, e contando coa participação de importantes especialistas internacionais como Henry De Lumley conhecido pelo seus estudos sobre o jazigo de Terra Amata ou os petróglifos de Mont Bégo
Em resume umas interessantes jornadas que decorreram debatendo e expondo os distintos pontos de vista, detalhes, em resume os retalhos duma multiforme quase caleidoscópica historia cultural do cavalo e o touro. Certamente interessante
Programa provisório
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Zooarqueologia
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
KELTEN 57
KELTEN 57, 2013
Artikelen:
Stéphanie de Geus "Het Boston Manuscript keert terug" p. 2
Margo Griffin-Wilson "Zegening van patroon en erfgoed in Teallach Coisreagtha Críoch Bharrach" p. 5
Jan Alleman "Keltisch vandaag: Manx" p. 10
Daan van Loon "Aspect in het Oudiers" p. 13
Recensies:
Dennis Groenewegen "The Gaelic Finn tradition" p. 15
Linus Band-Dijkstra "Meer dan een leerboek Cornish" p. 17
Verslagen:
Nike Stam "Van Hamel-lezingen 2012" p. 18
Dennis Groenewegen "Publicatieoverzicht BA- en MA-scripties Keltisch 2012" p. 19
Nieuws en activiteiten:
Nieuws 20
Agenda 21
Mededelingen 22
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Artikelen:
Stéphanie de Geus "Het Boston Manuscript keert terug" p. 2
Margo Griffin-Wilson "Zegening van patroon en erfgoed in Teallach Coisreagtha Críoch Bharrach" p. 5
Jan Alleman "Keltisch vandaag: Manx" p. 10
Daan van Loon "Aspect in het Oudiers" p. 13
Recensies:
Dennis Groenewegen "The Gaelic Finn tradition" p. 15
Linus Band-Dijkstra "Meer dan een leerboek Cornish" p. 17
Verslagen:
Nike Stam "Van Hamel-lezingen 2012" p. 18
Dennis Groenewegen "Publicatieoverzicht BA- en MA-scripties Keltisch 2012" p. 19
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Cavalgando ao Além - tese on-line
Rowsell, T., Riding To The Afterlife: The Role Of Horses In Early Medieval North-Western Europe. Master’s Thesis, University College London, 2012
Resumo
A fim de estabelecer o papel de cavalos nas religiões pré-cristãs da Inglaterra anglo-saxã, a Escandinávia da época viking e outras regiões germânicas da Europa continental, esta dissertação procurara as evidências nas fontes arqueológicas e literárias do enterramento, sacrifício, e outros rituais nos que são envolvidos os cavalos. Na ideologia reconstruída neste ensaio, o cavalo serve como símbolo de status por igual para cristãos e pagãos iguais, assim como de eficiente meio de transporte.
Para os pagãos o cavalo era também uma fonte de alimento e estava ligada a ritos religiosos envolvendo a sua decapitação e consumo ritual. A análise das evidências mostra que como os numerosos exemplos de enterros de cavalo do noroeste da Europa serviram a uma variedade de funções: símbolo de status entre os bens no túmulo, vítima para os deuses ou antepassados, e meio de transporte póstumo ao Além.
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| Enterramento anglo-saxão com cavalo |
Ao comparar a arqueologia com as fontes literárias, em as que os cavalos são representados em mitologia nórdica e como parte de rituais pagãos, se possem identificar duas categorias principais de funções divinas do cavalo nesta época. Em primeiro lugar, as tumbas de guerreiros de status elevado, acompanhados polos seus cavalos, que se identificam com o culto do deus Óðinn.
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| Portrait of a Burial Horse foto: Charlotte Dumas |
Nestes casos, a função dos cavalos é ser meio de transporte na vida após a morte, provavelmente cara o Valhǫll. Em segundo lugar, aqueles enterros que envolvem os a cremação de cavalos, por vezes acompanhada de arreios e rédeas, caso em que também foram destinados como transporte póstumo mais que parecem ter significado espiritual relacionado com o culto dos Vanir.
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| Dentes de cavalo num depósito ritual, Uppsala |
Neste caso os cavalos que foram sacrificados e comidos puderam ter sido dedicados ao deus da fertilidade Freyr, assim como sucede na Saga de Hrafnkels. Tácito fornece evidências de que o cavalo teve sido um meio divino, no que pode ser uma manifestação anterior do rito descrito por Adam de Bremen, que foi relacionado igualmente como o culto Vanir do cavalo.
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| Reconstrução do sítio sacrificial de Eketorp (Suécia) |
A Análise dos feitiços médicos semi-pagãos encantos do século X, assim como a primeira legislação cristã sobre os cavalos fornece um contexto que ajuda a distinguir o que é genuinamente pagão na cultura popular arredor do cavalo nos inícios do medievo no Norte de Europa
Descarregar a tese em: Medievalist.net
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
KELTEN 56
KELTEN 56, 2012
Artikelen:
Nely van Seventer "Vannetais van de kust" p. 2
Nicole Volmering "De structuur van Fís Adomnáin" p. 5
Recensies:
Dennis Groenewegen "Het land van heiligen en geleerden" p. 9
Stéphanie de Geus "Miraculous plenty: Irish religious folktales and legends" p. 10
Lauran Toorians "Door een koloniale bril" p. 11
Marcella van Loon "The Celts: een verdiepende inleiding" p. 12
Linus Band-Dijkstra "The correspondence of Samuel Thomson (1766-1816)" p. 13
Stéphanie de Geus "A history of everyday life in medieval Scotland, 1000 to 1600" p. 14
Janneke Verdijk "Brave: de dwaallichtjes achterna in Schotland" p. 15
Verslagen:
Ashwin Gohil "Keltfest 2012" p. 16
Ashwin Gohil en Dennis Groenewegen "Publicaties van Nederlandse keltologen in 2011" p. 18
Nieuws en activiteiten:
Nieuws p. 20
Agenda p. 21
Mededelingen p. 22
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Nely van Seventer "Vannetais van de kust" p. 2
Nicole Volmering "De structuur van Fís Adomnáin" p. 5
Recensies:
Dennis Groenewegen "Het land van heiligen en geleerden" p. 9
Stéphanie de Geus "Miraculous plenty: Irish religious folktales and legends" p. 10
Lauran Toorians "Door een koloniale bril" p. 11
Marcella van Loon "The Celts: een verdiepende inleiding" p. 12
Linus Band-Dijkstra "The correspondence of Samuel Thomson (1766-1816)" p. 13
Stéphanie de Geus "A history of everyday life in medieval Scotland, 1000 to 1600" p. 14
Janneke Verdijk "Brave: de dwaallichtjes achterna in Schotland" p. 15
Verslagen:
Ashwin Gohil "Keltfest 2012" p. 16
Ashwin Gohil en Dennis Groenewegen "Publicaties van Nederlandse keltologen in 2011" p. 18
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Mitologia dos Santos de Asturias
Mitoloxía de los Santos n´Asturies
Álvarez Peña, A., Mitoloxía de los Santos n´Asturies. Raigaños paganos del cristianismo. Trabe, Oviedo, 2012
ISBN: 978-84-8053-653-X
Desde vai uns dias temos nas nossas mãos um interessante livro titulado Mitoloxia de los Santos n´Asturies, o seu autor Alberto Alvárez Peña, a parte de bom amigo, e um dos etnógrafos mais interessantes que trabalham hoje em térreo peninsular.
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| Berto Álvarez Peña |
Membro do Conceyu d'Estudios Etnográficos Belenos, ilustrador e debuxante, ademais de etnógrafo, Berto Alvárez Peña leva mais de 20 anos realizando um intenso e sistemático trabalho de campo para recuperar a tradição oral asturiana, que o tem levado a ser considerado uma autêntica referência na etnografia asturiana atual. Trabalho realizado desde uma perspetiva de "longa duração" que não desbota pescudar no mundo medieval, germánico e -sobre tudo- céltico
Dito isto o leitor, não errara, se pensa que este livro dedicado a um tema tão aquelado como a hagiografia popular, é uma obra de um considerável interesse.
Sinopse:
Este livro rastreia a traves da cultura popular e as igrejas asturianas as raízes pagãs das que bebeu e se alimentou o cristianismo dos primeiros tempos. Se como agora esta de moda dizer Europa é o que é pelo cristianismo, não esta demais recordar que este é o que é também polas influencias pagãs, que submergidas na corrente continua do monoteismo são ainda reconhecíveis na memoria coletiva da Astúrias de antano.
INDEX
Postagem relacionada: Mitologia de Peninsula Ibérica
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Mitologia da Peninsula Ibérica - Galiza
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Nesta sexta-feira dia 21 emitir-se-á em Canal História o capítulo dedicado a Galiza da minissérie documentário Mitologia da Península Ibérica na que se faz um revejo as crenças e o imaginário popular de diferentes povos da Península ibérica (Galiza, Astúrias, Euskadi e Navarra) achegando-se às figuras míticas da sua tradição oral.
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No documentário faz-se um repasso às diferentes figuras sobrenaturais do folclore galego tanto as personagens claramente míticos como os mouros, os homens e mulheres marinhas, xacios, a Santa Companha, o nubeiro, etc, como aqueles mas reais como as meigas, ou os vedoiros, assim como lugares e santuários como São André de Teixido, com todas as suas crenças relacionadas com as animas e o além
A série conta com o assessoramento do nosso colega -e bom amigo- Berto Alvárez Peña um dos mais importante etnógrafos asturianos da atualidade, e com a participação de especialistas em etnografia de cada uma dos áreas tratadas, no caso da Galiza entre eles o -Archeoten.- que estas linhas escreve tem a sorte de fazer parte nos que no documentário saímos
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Assim que já saberdes caros leitores do Archaeoethnologica aqueles que por casualidade tenhais Canal Historia quedais convidados a ter uma cita dentro de dois dias com este desmelhorado etnografo que vos escreve (e que aqui acima vedes) e um bom feixe mouros, mouras trasnos e outros seres da nossa mitologia popular. Esperamos-vos
O capítulo correspondente a Galiza da série emitir-se-á as 18:30 da sexta-feira, dia 21 e posteriormente será reemitido o mesmo dia em horário noturno as 2:30, e logo ao dia seguinte, sabado, às 10:30. Um pouco antes podereis assim mesmo ver o cápitulo adicado a Euskadi e Navarra
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Georges Dumézil - Aprostrophes 1986
Aproveitamos agora para deixar aqui esta entrevista que no ano 1986 dentro do programa da televisão francesa Apostrophes deu o indo-europeísta Georges Dumézil. Linguista e mitologo Dumézil e conhecido por ter ressuscitado o estudo da mitologia indo-europeia para a História das Religiões.
Na entrevista o sábio pesquisador, autor de um colossal produção bibliografica dificilmente igualável em quantidade (uma listagem só dos seus livros aqui) passa revista a seu percurso pola vida e pola ciência incluindo de passo algumas geniais sentenças sobre a própria profissão de écolier que dão a grande talha, e ao mesmo tempo profunda humildade pessoal e cientifica, do que foi um dos clássicos da historia das religiões do, já passado, século XX
Na entrevista o sábio pesquisador, autor de um colossal produção bibliografica dificilmente igualável em quantidade (uma listagem só dos seus livros aqui) passa revista a seu percurso pola vida e pola ciência incluindo de passo algumas geniais sentenças sobre a própria profissão de écolier que dão a grande talha, e ao mesmo tempo profunda humildade pessoal e cientifica, do que foi um dos clássicos da historia das religiões do, já passado, século XX
Apenas tres meses depois desta entrevista o genial indo-europeista françes morreria em Paris tal dia como hoje
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Cavalos do Além
![]() |
| Os cavalos do além do folclore europeu arroxaban aos seus xinetes as augas |
CAVALOS DO ALÉM
Marcial Tenreiro Bermúdez
Universidade da Corunha
Faz algum tempo contar-me-ão uma lenda que me fixo começar a desensarilhar uma série de temas míticos conteúdos no folclore galego e europeu em geral. Era a seguinte: ia um homem pela noite e topou com um cavalo abandoado e decidiu montar nele. Quando estavam atravessam um rio e no meio do cauce a besta pôs-se a beber, o cabo de um rato ao ver que o animal ainda não rematara o homem disse: ai Xesus, que nunca tal vim?. Namais mencionar o nome do Senhor o mulo partíu em dois cachos e desapareceu, deixando cair ao rapaz no meio do regato.
-O demo bulrreiro.
Lendas deste tipo são muito comuns em toda a nossa xeografia, assim como também nos vizinhos Portugal e Astúrias. Na variante mais corrente, um grupo de jovens que se recollendose de uma foliada pela noite, atopanse com um cavalo branco diante deles como ofrecendoselles para que cruzem nele o rio. Ante a perspectiva de voltar à casa andando e em aplicação daquele velho dito popular de “quem tem besta e anda a pe mas besta é” os rapazes decidem montar um trás outro no equido sem dar-se conta, cecais por efeitos festivos secundários que não compre explicar, de que o cavalo estava a estirar a sua garupa para acomodá-los nela.
Assim suben um, dous, três, quatro sem dar-se conta de nada, sob quando estan a cruzar o rio se faz evidente aquelo, ao ver as patas dianteiras da besta no meio do curso e as traseiras ainda na ribeira, daquela o cavalo contrae seu lombo botando à água aos rapaçes que tenhem que voltar a casa “todos molhadinhos coma pitos” mentres oem, por derriba, a molesta risa do trasno.
O trasno ou demo bulreiro e uma figura normalmente inofensiva que aproveita a sua capacidade de adoptar formas animais com a ideia de zombar-se dos seres humáns, com especial preferência pelos jovens e jovens que voltam das festas, fias ou muinhadas, no obstante como contrapunto deste aspeito cómico e inócuo existem versões que mostram um perfil mais sinistro detras de tudo isto
-O cavalo da água
Falanos Leite de Vasconcellos da tradição dum poço maldito habitado pelo demo, que se aparecia às vezes em forma de cavalo; quem ousava montár nele era arrastado pela besta ao poço e desparecia para sempre. Recolhe este autor o caso de uns meninhos que montaram nele, excepto um, que já advertido da perigosidade da besta, salvou assim a vida. Curiosamente variantes como esta são as que tiveram mais sucesso nas lendas paralelas do resto do mundo céltico e germânico. Na Escócia existe um ser similar; o chamado Each Uisge literalmente o “cavalo da áuga”.
Uma lenda conta como sete meninas e um neno atopanse com um fermoso cavalo a beira dum lago. As meninhas vão montando uma trás outra nele, ate que ao chegar ao neno este dase conta de que o cavalo fora esticando o lombo com cada novo ginete e alcança a fugir de ser arrastado coma os outros as profundidades do lago.
Diz-se que o cavalo do água debora ali aos desgraçados que leva consigo, tamen se conta que os que montam derriba dele já não podem baixar pois ficam apegados a sua garupa. De igual maneira no mundo nórdico cavalos sobrenaturais saido dos lagos arrastavam inebitavelmente ao que montan neles às suas águas. Das fragas do Eume dizia-se dum trasno em forma de cavalo, que se metia no interior do rio sem que se precise mais. Vicente Risco falava de como um dos perigos dos caminhantes era se atopar pela noite com esses pantasmagóricos cavalos que deitavam lume pelo fucinho e que, à medida que se alonxaban medravam em tamanho até tocar o mesmo céu. Aparecições de animais que frequentemente se relacionavam cos avisos de morte, já que quem tinha a má sorte de vê-los morria em menos dum ano.
-O cavalo e a morte
Essa relação entre a morte e o cavalo sobrenatural aparece, nembargantes, mas explicita noutras tradições galegas. Assim nas zonas de Meixoeiro e Elviña falava-se de um cavalo branco que pelas noites saía das águas do rio e dirigia-se a aldeia, pelo caminho disque sobre o seu lombo aparecia um cadaleito que logo deixava na porta da casa dalgun dos vizinhos, aquelo era percebido como o sinal de uma morte iminente na família.
Numa lenda procedente de terras luguesas um cavalo misterioso entra numa casa justo quando o pai esta agonizando convalecente de uma doença. O cavalo vai petando com os pezunhos no chão e onde él petaba abrolhaban pequenas fontes de água, logo subíu o sobrado da casa e ficou mirando para o convalecente que daquela votou seu último alento e morreu. Igualmente se contava de outros animais mostrosos europeus como os cavalos demóniacos sem testa do folclore basco, ou os cavalos de três patas da tradição oral dinamarquesa, que eram asimesmo anúncios de uma morte pronta, neste último pais dizia-se que a morte montava um cavalo ao que invitaba a subir aos finados. No noroeste peninsular a de cavalo era uma das formas que de cote tomavam as animas quando se queriam aparecer aos vivos.
É curiososo que em algumas zonas da Galiza a estrema unción se chamasse “ponher a espora”, como se o convalecente se dispusesse a fazer uma longa cavalgada. O tema pode ser muito antigo entre nós pois em epoca medieval num dos relevos da tumba do cavaleiro Egas Moniz, encontramos uma escea na que três personagens aparecem montando num cavalo extraordinariamente longo enquanto que, suspeitamente, noutra escea precedente, parecem descansar pracidamente, cecais para sempre já, num mesmo leito.
Significativamente um texto irlandes amostranos a um cavá-lo que também estica o seu lombo a vontade como a montura de Mannanan Mac Lyr, o deus do mar (e da morte), com ele cavalga por derriba das ondas do mar recolhendo aos naufragos (afogados) para levá-los derriba dele a uma misteriosa ilha, trasunto dessas Ilhas do Além tão comuns na mitoloxía céltica.
Esta recorrente associação entre os diferentes cavalinhos da auga dos foclores célticos e germânicos actuais e a morte tem-se explicado descasca importância que este animal teve na mitología desses povos como conductor das animas dos morridos ao outro mundo. Elo estaria reflectido mesmo na conhecida diadema aurea de Rivadeo, obra mestre do ourivesaria dos antigos galaicos, que nos mostra a um grupo de homens a caválo em curiosa peregrinagem, cecais a um alem indeterminado, a modo de preterita Santa Companha, por um caminho acuático entre peixes, tartarugas e aves zancudas várias.
Tradições como estas são, em resume, um bom ejemplo de como a nossa cultura popular pode prolongar-se no mas fundo do nosso ser e passado, achegando-no-lo o ate a mesma actualidade. Assim pois, lembrem bem, se a proxima vez que volten a casa a altas horas da noite, se encontram um extrano cavalo branco que se lhes oferece suspeitamente para dar uma curta carreira ao seu domicílio particular, penseno duas vezes. Cecais fora melhor colher um táxi.
Marcial Tenreiro Bermúdez
Universidade da Corunha
Faz algum tempo contar-me-ão uma lenda que me fixo começar a desensarilhar uma série de temas míticos conteúdos no folclore galego e europeu em geral. Era a seguinte: ia um homem pela noite e topou com um cavalo abandoado e decidiu montar nele. Quando estavam atravessam um rio e no meio do cauce a besta pôs-se a beber, o cabo de um rato ao ver que o animal ainda não rematara o homem disse: ai Xesus, que nunca tal vim?. Namais mencionar o nome do Senhor o mulo partíu em dois cachos e desapareceu, deixando cair ao rapaz no meio do regato.
-O demo bulrreiro.
Lendas deste tipo são muito comuns em toda a nossa xeografia, assim como também nos vizinhos Portugal e Astúrias. Na variante mais corrente, um grupo de jovens que se recollendose de uma foliada pela noite, atopanse com um cavalo branco diante deles como ofrecendoselles para que cruzem nele o rio. Ante a perspectiva de voltar à casa andando e em aplicação daquele velho dito popular de “quem tem besta e anda a pe mas besta é” os rapazes decidem montar um trás outro no equido sem dar-se conta, cecais por efeitos festivos secundários que não compre explicar, de que o cavalo estava a estirar a sua garupa para acomodá-los nela.
Assim suben um, dous, três, quatro sem dar-se conta de nada, sob quando estan a cruzar o rio se faz evidente aquelo, ao ver as patas dianteiras da besta no meio do curso e as traseiras ainda na ribeira, daquela o cavalo contrae seu lombo botando à água aos rapaçes que tenhem que voltar a casa “todos molhadinhos coma pitos” mentres oem, por derriba, a molesta risa do trasno.
O trasno ou demo bulreiro e uma figura normalmente inofensiva que aproveita a sua capacidade de adoptar formas animais com a ideia de zombar-se dos seres humáns, com especial preferência pelos jovens e jovens que voltam das festas, fias ou muinhadas, no obstante como contrapunto deste aspeito cómico e inócuo existem versões que mostram um perfil mais sinistro detras de tudo isto
-O cavalo da água
Falanos Leite de Vasconcellos da tradição dum poço maldito habitado pelo demo, que se aparecia às vezes em forma de cavalo; quem ousava montár nele era arrastado pela besta ao poço e desparecia para sempre. Recolhe este autor o caso de uns meninhos que montaram nele, excepto um, que já advertido da perigosidade da besta, salvou assim a vida. Curiosamente variantes como esta são as que tiveram mais sucesso nas lendas paralelas do resto do mundo céltico e germânico. Na Escócia existe um ser similar; o chamado Each Uisge literalmente o “cavalo da áuga”.
Uma lenda conta como sete meninas e um neno atopanse com um fermoso cavalo a beira dum lago. As meninhas vão montando uma trás outra nele, ate que ao chegar ao neno este dase conta de que o cavalo fora esticando o lombo com cada novo ginete e alcança a fugir de ser arrastado coma os outros as profundidades do lago.
Diz-se que o cavalo do água debora ali aos desgraçados que leva consigo, tamen se conta que os que montam derriba dele já não podem baixar pois ficam apegados a sua garupa. De igual maneira no mundo nórdico cavalos sobrenaturais saido dos lagos arrastavam inebitavelmente ao que montan neles às suas águas. Das fragas do Eume dizia-se dum trasno em forma de cavalo, que se metia no interior do rio sem que se precise mais. Vicente Risco falava de como um dos perigos dos caminhantes era se atopar pela noite com esses pantasmagóricos cavalos que deitavam lume pelo fucinho e que, à medida que se alonxaban medravam em tamanho até tocar o mesmo céu. Aparecições de animais que frequentemente se relacionavam cos avisos de morte, já que quem tinha a má sorte de vê-los morria em menos dum ano.
-O cavalo e a morte
Essa relação entre a morte e o cavalo sobrenatural aparece, nembargantes, mas explicita noutras tradições galegas. Assim nas zonas de Meixoeiro e Elviña falava-se de um cavalo branco que pelas noites saía das águas do rio e dirigia-se a aldeia, pelo caminho disque sobre o seu lombo aparecia um cadaleito que logo deixava na porta da casa dalgun dos vizinhos, aquelo era percebido como o sinal de uma morte iminente na família.
Numa lenda procedente de terras luguesas um cavalo misterioso entra numa casa justo quando o pai esta agonizando convalecente de uma doença. O cavalo vai petando com os pezunhos no chão e onde él petaba abrolhaban pequenas fontes de água, logo subíu o sobrado da casa e ficou mirando para o convalecente que daquela votou seu último alento e morreu. Igualmente se contava de outros animais mostrosos europeus como os cavalos demóniacos sem testa do folclore basco, ou os cavalos de três patas da tradição oral dinamarquesa, que eram asimesmo anúncios de uma morte pronta, neste último pais dizia-se que a morte montava um cavalo ao que invitaba a subir aos finados. No noroeste peninsular a de cavalo era uma das formas que de cote tomavam as animas quando se queriam aparecer aos vivos.
É curiososo que em algumas zonas da Galiza a estrema unción se chamasse “ponher a espora”, como se o convalecente se dispusesse a fazer uma longa cavalgada. O tema pode ser muito antigo entre nós pois em epoca medieval num dos relevos da tumba do cavaleiro Egas Moniz, encontramos uma escea na que três personagens aparecem montando num cavalo extraordinariamente longo enquanto que, suspeitamente, noutra escea precedente, parecem descansar pracidamente, cecais para sempre já, num mesmo leito.
Significativamente um texto irlandes amostranos a um cavá-lo que também estica o seu lombo a vontade como a montura de Mannanan Mac Lyr, o deus do mar (e da morte), com ele cavalga por derriba das ondas do mar recolhendo aos naufragos (afogados) para levá-los derriba dele a uma misteriosa ilha, trasunto dessas Ilhas do Além tão comuns na mitoloxía céltica.
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Tradições como estas são, em resume, um bom ejemplo de como a nossa cultura popular pode prolongar-se no mas fundo do nosso ser e passado, achegando-no-lo o ate a mesma actualidade. Assim pois, lembrem bem, se a proxima vez que volten a casa a altas horas da noite, se encontram um extrano cavalo branco que se lhes oferece suspeitamente para dar uma curta carreira ao seu domicílio particular, penseno duas vezes. Cecais fora melhor colher um táxi.
La Voz de Ortigueira 12, 20 e 26 Junho 2010
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