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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Genealogias e Migrações na Antiguidade - Livro

Genealogie und Migrationsmythen

Renger, A-B. & Toral-Niehoff, I., Genealogie und Migrationsmythen im antiken Mittelmeerraum und auf der arabischen Halbinsel. Berlin Studies of the Ancient World. Vol. 29, 2014   258pp.  ISBN: 978-3-9816384-0-0


Sinopse
As genealogias são comuns nas culturas do Mediterrâneo antigo e da Península Arábica. Elas são usadas para produzir por meio de relações entre indivíduos e grupos, assim como entre os humanos e divindades, uma continuidade e duração.


Através desse fundamento diacrónica-historicizante são construídos a ordem, a estabilidade e durabilidade, as ruturas e descontinuidades são harmonizadas, permitindo a persistência, continuidade e legitimação de privilégios religiosos, políticos e étnicos.


Essa função jogada pelas genealogias e os mitos das origens das migrações de pessoas fictícias ou reais, duma linhagem ou um grupo étnico. A abordagem interdisciplinar dos mitos genealógicos e de migração constitui a finalidades do presente volume.


Que través dos estudos individuais que o formam, as contribuições da ciência das religiões e teologia bíblica, junto a Arqueologia Clássica Arqueologia, a, os estudos gregos e latinos, a egiptologia e arabística.


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domingo, 26 de outubro de 2014

Mobilidade e Migração - World Archaeology 46/4


WORLD ARCHAEOLOGY 46, 4


Mobility & Migration


Articles

Editorial

Moving On: Archaeological Perspectives on Mobility and Migration
pp. 477-483
Peter van Dommelen

Original Articles

Mobility and migration in the Early Neolithic of the Mediterranean: questions of motivation and mechanism  pp. 484-501
Thomas P. Leppard

Semiconductor theory in migration: population receivers, homelands and gateways in Taiwan and Island Southeast Asia   pp. 502-515
Mike T. Carson & Hsiao-chun Hung

Peasant mobility, local migration and premodern urbanization
pp. 516-533
Michael E. Smith

People on the move in Roman Britain   pp. 534-550
Hella Eckardt, Gundula Müldner & Mary Lewis

Migration, mobility and craftspeople in the Aegean Bronze Age: 
a case study from Ayia Irini on the island of Kea   pp. 551-568
Natalie Abell

Prehistoric migration in the Caribbean: past perspectives, new models and the ideal free distribution of West Indian colonization  pp. 569-589
Christina M. Giovas & Scott M. Fitzpatrick

Stage of encounters: migration, mobility and interaction in the pre-colonial and early colonial Caribbean   pp. 590-609
Corinne Hofman, Angus Mol, Menno Hoogland & Roberto Valcárcel Rojas

Invaders or just herders? Libyans in Egypt in the third and second millennia bce   pp. 610-623
Juan Carlos Moreno García

Yo-ho, yo-ho, a seren’s life for me!   pp.624-640
Louise A. Hitchcock & Aren M. Maeir



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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A Pré-historia Genetica da Centro-Europa

Traçam o mapa das quatro migrações que mudaram a história genética da Europa

A análise do ADN de ossos pré-históricos permitiu desentranhar as mudanças genéticas que deram origem às populações modernas da Europa. Dois estudos descrevem a complexidade dos padrões de migração e os relacionamentos humanos no velho continente desde o Neolítico à Idade de Bronze, com a mudança da caça e a recoleção à agricultura e a metalurgia.

A análise de ADN dos dentes e restos ósseos pré-históricos permitiu rastrear a história genética da Europa moderna. Dois estudos publicados hoje em Science descrevem os padrões migratórios de Centro-europa durante a mudança para à agricultura entre o Neolítico e a Idade de Bronze. Neste período muitos caçadores-recoletores mantiveram os seus costumes enquanto outros povos já cultivavam.



"Temos caracterizado diferentes culturas arqueológicas para reconstruir quatro importantes situações durante o Neolítico que descrevem o fluxo genético europeu", destaca Guido Brandt, pesquisador do Instituto de Antropologia da Universidade de Maguncia e um dos autores dos estudos. "Uma simples mistura entre os caçadores-recoletores indígenas europeus e a população emigrante do este do continente não pode explicar a diversidade genética europeia", assevera.



"Estes momentos clave são quatro: a introdução da agricultura desde Oriente Próximo ao centro da Europa; depois, desde Europa Central até o sul de Escandinávia; a influência genética de Oriente Próximo, e por último, o influxo da cultura campaniforme do oeste europeu. Cada um destes eventos contribuiu à formação da diversidade mitocondrial dos europeus de hoje em dia", expõe Brandt.

reconstrução de vaso campaniforme

Em um primeiro estudo, as equipas de investigação analisaram o ADN mitocondrial, que se herda da mãe, extraído de ossos e dentes pertencentes a 364 esqueletos humanos das culturas que povoaram a região de Mittelelbe-Saale na Alemanha durante mais de 4.000 anos. Para descrever a pré-história genética dos centro-europeus, foi necessário um processo a mais de oito anos no que utilizaram novas tecnologias de análises genómico.

distancias genéticas e continuidade populacional centro-europeia

Os resultados de Brandt indicam que durante o Mesolítico (entre o Paleolítico e Neolítico) os centro-europeus eram caçadores-recoletores. Depois foram substituídos pelos agricultores neolíticos, que dominaram a zona durante 2.500 anos, graças à agricultura própria das regiões de Oriente Próximo, Anatólia e o Cáucaso.


Convivência entre agricultores e caçadores

 O segundo estudo assegura que os povoadores caçadores-recoletores viveram junto dos agricultores durante uns 2.000 anos desde a entrada dos cultivos no continente. Nesta segunda investigação, os cientistas sequenciaram os genomas mitocondriais de 25 indivíduos do jazigo arqueológico Blätterhöhle em Hagen (Alemanha), mediante a análise dos isótopos de enxofre, nitrogénio e carbono contidos nos ossos e os dentes.


Os resultados refletem que durante anos três culturas diferentes habitaram no centro da Europa: uma de caçadores-recoletores; outra formada por agricultores, provavelmente novos imigrantes; e uma última também de caçadores-recoletores que subsistiam principalmente graças à pesca nos rios.


 As mostras analisadas refletem que estas duas últimas culturas foram vizinhas e viveram uma ao lado da outra durante uns 2.000 anos, mas com muito pouco ou nenhum intercâmbio nem cultural nem genético.

Fonte texto: Sinc
 
  
Refêrencias

Brandt, G. et alii (2013): "Ancient DNA Reveals Key Stages in the Formation of Central European Mitochondrial Genetic Diversity" Science Vol. 342, Nº 6155 pp. 257-261 DOI: 10.1126/science.1241844
  
Bollongino, R. et alii (2013): "2000 Years of Parallel Societies in Stone Age Central Europe". Science Vol. 342 Nº 6155  DOI: 10.1126/science.1245049
  
Balter, M. (2013): "Farming's Tangled European Roots" Science Vol. 342, Nº 6155 pp. 181-182 DOI: 10.1126/science.342.6155.181


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dinâmica de Populações na Pré-história - Livro

POPULATION DYNAMICS IN PREHISTORY & EARLY HISTORY

Kaiser, E., Burger, J. & Schier, W (eds.), Population Dynamics in Prehistory and Early History. New Approaches Using Stable Isotopes and Genetics. Walter De Gruyter, Berlin, 2012
ISBN: 978-3-11-026630-6


Sinopse
As Migrações e dinâmica de população são considerados temas muito problemáticos nos campos de estudos antigos. Bolsa recentes investigação sobre as populações (pré)históricas geraram novos um novo impulso para utilizar as aproximações científicas baseadas na radiogénica de isótopos estáveis, e a paleo-genética, assim como as simulação por computador. Como resultado, o estado de investigação experimentou uma rápida mudança. 

Os contributos de vários grupos investigadores apresentadas numa conferência celebrada em Berlim em 2010, dirigidas a aspetos históricos específicos de dinâmica de populações e migração, sem restrições cronológicas ou geográficas, tentaram apresentar uma pesquisa bioarqueologica transversal. 

O presente volume, dividisse em três grandes secções temáticas (análise de isótopos, genética de população, e simulação de modelos por computador), que as novas ideias, experiências, e aproximações metodológicas, que amostram através de uma série de contributo as possibilidades futuras da investigação futura nesta área. 
  
  
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Escitas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros escitas que viverão há mais de 2.000 anos na região de Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura escita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeogenetica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura escita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura escita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os escitas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura escita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas escitas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros escitas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os escitas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lingua dos nossos Pães?

membros de uma tribo melanésia atual

A língua mãe vem de teu pai "pré-histórico" 

Univ. of Cambridge
Reseach News


A mudança linguística entre os nossos devanceiros pré-históricos surgiu através da chegada de homens imigrantes -em vez de mulheres a novos assentamentos, segundo uma nova investigação.

A afirmação foi feita por dois académicos da Universidade de Cambridge, Peter Forster e Colin Renfrew, num informe que foi publicado em Science o 9 de Setembro.

Eles estudaram os casos de marcadores genéticos (o cromosoma Y masculino e feminino DNA mitocondrial) de vários milhares de pessoas em comunidades de todo mundo que pareciam mostrar a nível mundial o xurdimento de uma transmissão especifica de sexo da língua.

Desde escandinavos Viquingues que transportaram, sequestrando-as, mulheres britânicas à Islândia - ate tribos africano, da Índia e da Polinésia, disto xurdiu um estandar que parece mostrar que a chegada dos homens a determinadas localizações geográficas -, quer através de dispersão agrícolas ou como resultado da chegada de forças militares - pode ter um impacto significativo sobre o idioma que é falado ali.

O Professor Renfrew disse: "Pode ser que durante os episódios de colonização por agricultores que emigraram, os homens superaram às mulheres em geral nos primeiros grupos chegados e precisaram tomar mulheres de comunidades locais.?"

"Quando os pães tendem diferentes origens linguísticas, pose-se adotar a língua do pai, que é dominante no grupo familiar."

O Dr Forster, do Murray Edwards College, também apontou ao feito de que os homens têm uma maior variedade de filhos que as mulheres - são mais prováveis de ter filhos com mães diferentes do que vice-versa. Isto foi registado tanto em tribos pré-históricas, como dos séculos 19 e 20, nos esquimós de Groenlândia e em figuras históricas como Genghis Khan, que se acha que foi pai de centos de crianças: De facto, o seu cromossoma Y esta presente a 0,5 por cento da população mundial masculina atual

Cecais o exemplo mais destacada da tendência sexual ao cambio de idioma com todo venha dum estudo genético sobre o encontro pré-histórico entre os polinésios que se estavam a expandir com os melanésios residente en Nova Guinea e nas vizinhas Ilhas do Almirantado. A costa de Nova Guineia contém recunchos de língua polinésias separadas por áreas melanésias. O nível de mtDNA polinésio (40-50%) é semelhante nestas áreas, com independência da linguagem falada, mentres que o cromossoma Y se correlaciona fortemente coa presença de línguas polinésias
Estudos anteriores mostraram resultados similares no subcontinente índio entre os falantes do tibetano-Burmano e entre os imigrantes falantes de línguas indo-europeias, em oposição ás línguas indígenas dravídicas

Em América, a substituição linguística no curso de dispersão da agricultura foi também postulada topando-se unha correlação coa a família de línguas uto-azteca.

A isto Forster engade: "Seja-mos europeus, índios, chineses e outros idiomas, a expressão "língua materna" e o seu conceito está bem inserida na imaginação popular - quiçais esta seja a ração pola que durante tantos anos o papel dos pais, ou, mais provavelmente, grupos específicos de homens de êxito, na determinação cambia linguagem pré-histórica não foi reconhecido polos geneticistas."

"As mulheres pré-históricas possivelmente adotaram mais prontamente a língua dos homens imigrantes, sobretudo se esses recém chegados trouxeram consigo proezas militares ou um elevado status associados com a agricultura ou metalurgia."

"Estamos muito agradecidos a todos aqueles milhares de pessoas em todo mundo que participaram nas provas de ADN ancestral e, assim, contribuíram a nossa investigação."