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terça-feira, 21 de maio de 2013

Ways to Protolanguage 3

WAYS TO PROTOLANGUAGE 3

Quando: 25-26 Maio
Onde: Wroclaw (Polonia)


Os próximos dias 25-26 de maio celebrarase na cidade polonesa de Wroclaw a 3º ediçao do Congresso Ways to Protolanguage que este ano tera como plenary speaker a Robin Dunbar, Joesp Call, e Peter Gärdenfors

Robin Dunbar

Ways to Protolanguage é uma conferência bienal organizada pelo Departamento de Inglês da Nicolaus Copernicus University de Toruń, o Comité de Filologia da Academia Polonesa de Ciências, a Wroclaw Branch a Escola filológica do Ensino Superior de Wroclaw.



Um dos principais objetivos desta conferência é reunir pesquisadores que representativos de diversas de áreas, a fim de obter uma perspetiva multidisciplinar sobre a ampla gama de evidências relevantes atualmente disponíveis sobre o problema a evolução da linguagem.



O foco do congresso são os estágios iniciais do surgimento do pensamento simbólico, e comunicação linguística , nos hominídeos. A conferência irá refletir a natureza intrinsecamente interdisciplinar deste tipo de investigação sobre as origens e evolução da linguagem.


Programa



terça-feira, 5 de março de 2013

Como a Linguagem transformou a Humanidade



Deixamos aqui esta palestra que dentro dos TED Talks, proferiu o biólogo Mark Pagel, pesquisador do Laboratório de Evolução da Universidade de Reading. Este investigador da sua linha de investigação baseada um paralelismo entre a evolução das linguagens e a evolução biológica.



Nesta conferência partilha uma teoria sobre a razão por que nós, humanos, desenvolvemos um sistema linguístico complexo, que não for desenvolvido por outros animais. Ele sugere que a linguagem atuou -e atua como uma peça de "tecnologia social" que permitiu às tribos humanas primitivas terem acesso a uma poderosa nova ferramenta: a cooperação. 


Postagem relacionada: A complexidade do Dizer e do não-Dizer

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hispania Epigrafica - Novo número


Hispania Epigrafica nº 17, 2011


Acaba de sair o último número da revista Hispania Epigrafica. Neste novo volume, consagrado à memória de Géza Alföldy, reúnem-se as referências às inscrições publicadas no ano 2008, embora também se contemplam algumas outras até o ano 2011. Em conjunto recolhem-se 255 entradas, correspondentes a epígrafes paleo-hispânicos, latinos, gregos, cristãos e visigodos, que se relacionam segundo a sua procedência (211 de Espanha, uma de origem desconhecido, e 44 de Portugal); 118 consideram-se inéditos e 94 apresentam comentário.

Entre as inscrições recolhidas destaca o fragmento de uma lájea inscrita com alfabeto latino (na capa), mas em língua lusitana, que descreve o número e a condição das vítimas oferecidas a Bandua, Broeneia, Munidis e Reve.


 INDEX 




Ir ao site da revista:  Hispania Epigrafica

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A complexidade do Dizer e do não-Dizer



Depois da muito interessante palestra de Martínez Mendizaval abriu-se um não menos -ainda que curto- interessante debate, ao final do qual saiu o tema da necessidade da linguagem, de como fixo necessário dividir o chio ou o bruar do símio em sons mais, curtos, discretos e articuláveis (graças as consoantes) e como foi necessário mesmo um ouvido  -o tema principal da palestra- especial -na longitude de onda ajeitada- para escuta-los, e como isto permitiu-nos transmitir informação mais complexa. Curioso e que no debate Mendizaval citara como precedente comunicativo-social o "despiolhamento" dos chimpanzés de um antropólogo evolutivo que já tem aparecido de passada neste bloge, Robin Dunbar, e a sua ideia de que o passo à linguagem foi consequência de articular grupos mais amplos e relações socialmente mais complexas que anteriormente dentro daqueles grupos de primates

A "complexidade social" precisou noutras palavras da "complexidade comunicativa". Curiosamente essa mesma complexidade da comunicação humana é a mesma que faz a nossa forma de falar seja a um tempo uma forma de transmitir conhecimento muito eficazmente ou de levar ao erro, ou ao engano e a confussão. Pois certamente, uma das qualidades da linguagem humana com respeito a dos animais, pensava logo mentres marchava para a casa, é a a essencial "ambiguidade" do falado, as mensagens animais, por exemplo os sinais de perigo, afeto são simples e unívocos e não precisam maior explicação: uma chamada de perigo e sempre algo ante o que fugir independentemente do que seja e da natureza que seja o que nos faz correr diante. A necessidade de precisar as coisas de distinguir categorizar, fazer divisões, de jerarquiçar a realidade analogicamente leva aparelhada também uma enorme possividade de confusão e "ambiguidade"

A dura realidade dos "cancinhos aos que so lhes falta falar"

Mas essa "ambiguidade" longe de ser um defeito de fábrica e profundamente beneficiossa no que respeita a comunicação social. A ironia, o dobre sentido, ou o sentido figurado tão importantes e tão pressentes na nossa vida social e na nossa mais cotia comunicação são resultado da nossa capacidade linguística, eles são desde a perspetiva de outras espécies e da nossa própria "Refinamentos Contextuais" mas também por em a única forma de transmitir conhecementos especializados e articular umas relações muito complexas entre pessoas e que superam a pequena escala das populações animais. Então recordando o argumento de Dunbar, e ao fio do simbólico visse-me a cabeça a recorrente perspetiva da Cultura humana como resultado das novas necessidades de coordenação do grupo, e viram-me  a testa, assim mesmo, outros nomes como a da teoria socio-cognitiva da Religião como meio adaptativo de coexão social de Sosis e Alcorta, e como não o seu velho e eterno precedente naquele livro genial -ainda hoje- do grande Émile Durkheim.

Modelo da rede social de um só individuo 

Passaromse-me pola cabeça igualmente nesta mini-entropia de pensamentos ao chou as dificuldades da inteligência artificial para que as maquinas puderam imitar a natureza profundamente "contextual" e "situaçonal" da linguagem que sem mais dificuldade usamos todo-los dias os seres humanos.
E voltando em circos a Dumbar e a outro tema dos que saíram no debate o da "comunicação não-verbal" e a sua relação com a historia evolutiva da linguagem viram-me a cabeça mais nomes que nos tocaram nas assinaturas de psicologia social durante a carreira, Flora Davis, Wilson, Knapp e etc., e não podem evitar que na minha mente se fixe-se um peculiar paralelo entre a historia da escritura que lhes estou a explicar as minhas alunas/os e o seu longo e peculiar passo de representar imagens de coisas a representam fonemas que, a sua vez, representam as coisas. Mas cecais aqui já desvariava entre as ruas chuventas

Haka maori
Uma vez já no conforto do fogar, e algo mais enjoito, pensei que era um bom momento para desempolvar do imenso arquivo de postagens em lista de espera que tem o Archaeoethnologica esta entrevista ao Dunbar, que acima tendes, que se emitira vai uns meses no programa Redes, e na que se mostra, mesmo alem do que dízimos, a complexidade infinda do que ainda não se diz.


Algo de Bibliografia

- Davies, F., A comunicação não-verbal. Summus editorial, 1979
- Dunbar, R., "The social brain hypothesis" Evolutionary Anthropology 6, 1998 pp. 178-190
- Dunbar, R., "The social brain: mind, language and society in evolutionary perspective" Annual Reviews in Anthropology 32, 2003 pp. 163-181
- Durkheim, E., Las Formas elementales de la vida religiosa. Akal, Madrid, 1992
- Sosis, R. & Alcorta, C.S.: "Ritual, Emotion, and Sacred Symbols. The Evolution of Religion as an Adaptive Complex" Human Nature, 16/4 2005, (Special issue: Evolution of Religion) pp. 323–359 
- Hill, R. & Dunbar, R., "Social network size in humans" Human Nature 14, 2003 pp. 53-72
- Joffe, T. A. & Dunbar.R., "Visual and socio-cognitive information processing in primate brain evolution" Proc. R. Soc. Lond.B 264,1997 pp. 1303-1307 
- Knapp, M. L., & Hall, J. A., Nonverbal Communication in Human Interaction, Cengage Learning, 2009


Postagem relacionada:  O Cerebro Social

Escuto logo Falo


Martínez Mendizabal: Os hominídeos de faz 500.000 anos já podiam falar

Diario de Ferrol
26/10/2011

Dez anos de árduo trabalho na Sima dos Ossos, um dos “extraordinários” jazigos da Serra de Atapuerca, permitiu à equipa de investigação de Ignacio Martínez Mendizabal contribuir novas evidências sobre a origem da linguagem. “O que podemos dizer é que faz já 500.000 anos tínhamos capacidades anatómicas para falar como o fazemos nós”, afirma.

 Esta é a principal conclusão de uma via de investigação aberta faz já uma década baixo o esceticismo de grande parte da comunidade científica. “Agora está mais convencida, mas quando começamos a publicar estes resultados, estávamos em solidão. Éramos praticamente os únicos que pensávamos com esta evidência que a linguagem é uma adaptação antiga, isto é, que os hominídeos de faz 500.000 anos, inclusive mais antigos, já podiam falar, porque o que se pensava até faz relativamente muito pouco é que só os humanos modernos pudemos falar”, explica.

O professor titular de Paleontologia da Universidade de Alcalá e e coordenador da Área de Evolução humana do Centro UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humanos, centrado na sua maior parte no projeto de Atapuerca e Premeio Príncipe das Astúrias em 1997, visitou ontem a cidade ferrolana para dar uma conferência na Faculdade de Humanidades de Ferrol.
Ali falou sobre uma investigação “muito original” e inovadora, e possível obrigado, em verdadeiro modo, ao extraordinário material fóssil humano achado no jazigo de 500.000 anos de antiguidade. Inovadora e que “é vanguarda no mundo da investigação” pelo seu objetivo de partida: "enfrentar à origem da linguagem mas não tentando, como até agora, estabelecer como era o órgão que produz a linguagem, porque pensávamos que aí não chegaríamos bem longe, senão tentar estabelecer como é o órgão que o recebe", comentou em uma entrevista concedida a este jornal.

“O ouvido humano está especializado na audição dos sons da linguagem, de maneira que como se pode reconstruir com muita precisão os fósseis achados permitem uma boa aproximação, foi o que fizemos”, comentou. E aí entra o papel básico das novas tecnologias. Assim, o grupo, com a intervenção por suposto de engenheiros em Telecomunicações, desenvolveu uma tecnologia “absolutamente inovadora” através da que se pode realizar um audiograma praticamente como o que se lhe faz à gente quando se saca o carne de conduzir, ilustrou o paleontólogo. As modernas técnicas radiográficas bem como a reconstrução tridimensional por computador facilitaram uma investigação “muito inovadora tanto pelo tecnológico como pelos resultados”, reiterou.

“Forma de vida”
Martínez Mendizábal fala com entusiasmo não só do seu projeto, senão também da sua profissão. “Para mim a Paleontologia é a vida. Como dizia um cientista famoso, não é uma atividade, é uma forma de vida”. Por isso quiçá se lhe apaga um pouco a voz quando fala da situação atual na que muitos bolseiros e doutorandos iniciam os seus passos no âmbito científico: “Aos bolseiros estamos a pedir-lhes uns níveis de especialização muito grandes, e com um salário muito baixo”, diz. Quanto ao panorama atual da Paleontologia, assegura que tanto na área de estudo dos mamíferos como no dos dinossauros e no da evolução humana, Espanha está agora mesmo à vanguarda.

Um feito com que conquanto a nível social “sim está reconhecido”, não o está tanto desde o ponto de vista das autoridades. “Tenho a sensação de que às vezes não existe a consciência de que isto é património; quando se faz algo em um jazigo financiado por uma instituição pública é pôr o património em valor e às vezes dá a sensação de que te estão a fazer um favor, e nas escavações não cobramos”, pontualiza. Ignacio Martínez recordou que em torno dos jazigos de Atapuerca se criou uma escola que a cada vez vai a mais e que ?é a vanguarda na Europa em número de publicações científicas.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Escutar fez-nos humanos - Palestra

Escutar fez-nos humanos. Novas evidências sobre a origem da linguagem

Esta terça-feira dia 25 de outubro haverá na Faculdade de Humanidades da UDC um palestra a cargo de Ignacio Martínez Mendizabal  Professor de Paleontologia da Universidade de Alcalá de Henares e membro do Projeto Atapuerca, e que terá por titulo “Escuchar nos hizo humanos. Nuevas evidencias sobre el origen del lenguaje”.


A conferência tera lugar na Sala de Grãos da Faculdade de Humanidades, no Campus de Ferrol, as 19:30 horas.


Origem da Linguagem - video



Como anticipo oferecemos-vos esta palestra do mesmo autor dentro dos Cursos de Verão da Universidade de Alcalá titulada "As Origens do Linguagem, a aportação de Atapuerca" no que se centra na linha de pesquisa que tem desenrolado nos últimos anos de tentar identificar a presença da faculdade da Linguagem nos hominídeos primitivos pola reconstrução das capacidades auditivas de estas espécies a través dos restos de ossos do ouvido topados neste jazigo