Mostrar mensagens com a etiqueta indo-europeus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta indo-europeus. Mostrar todas as mensagens

sábado, 31 de janeiro de 2015

Reis na Irlanda e India - Livro

INSTITUTIONS FOR KINGS

Fomin, M., Instructions for Kings. Secular and Clerical Images of Kingship in Early Ireland and Ancient India. Universitatsverlag Winter. 2014  580pp. ISBN: 978-3-8253-6247-8


Sinopse
As antigas fontes irlandesas e indias guardam representações análogas do governante e da governação ideal, basadas não só no cosmos, a ordem social e a justiça, tópicos universalmente relacionados com a realeza, mas também com temas morais. Com base na extensa evidência textual, essas visões do poder regio são tomadas como constructos; mais idealizados que históricos


As fontes, recém-editado e traduzidas, incluem textos sapienciais hiberno-latinos e em vernáculos irlandeses, bem como sutras budistas canônicas em pali, que são discutidos à luz da teoria política indiana. A maneira pela qual os compiladores desses textos usados estruturas ideológicas herdadas de tradições anteriores é examinado.


A forma como a semântica, sintaxe e materiais das compilações foram ajustadas é examinada, junto coa dimensão ética, simbolizadas na dicotomia do "certo" e o "justo", sendo visto como uma fronteira entre as antigos e as novas visões de poder


 INDEX



+INFO sobre o livro:  Institutions for Kings

sábado, 29 de novembro de 2014

OLLODAGOS Nº 30 - 2014


OLLODAGOS Nº 30


INDEX

La légende du sac de grue
Sterckx, C.

Religion et romanisation en Lyonnaise seconde. 
Le recours à la toponymie
Lajoye, P.

Les étranges idées d’Honorius Augustodunensis sur la conception de l’homme et de la société
Lajoye, P.

The reconstruction of the pre-christian slavic religion and iranian lexical borrowing: a methodological review
Álvarez-Pedrosa, J.A.


Comptes rendus

Ambipositions in the funerary inscription from Novilara
De Ligt, L

Une collecte de motifs hagio-folkloriques d’origine irlandaise dans le Trégor médiéval : la Vie ancienne de saint Mélar de Lanmeur
Bourgès, A.Y

Brian Boru et la bataille de Clontarf
Kurzawa, F.

An Fhiannaíocht, témoignage historique vivant
Bihan-Gallic, F.

Sertorius et Lug
Sauzeau, P.

Le chaudron de Gundestrup : la clé de l’énigme?
Maumené, C.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

OLLODAGOS 29, 2013

OLLODAGOS Nº 29


INDEX

Les dieux souverains celtiques et leurs alter ego démoniaques 
dans le Cath Maige Tuired  p. 3-121
Guillaume Oudaer


La gigantomachie et la quatrième fonction  p. 123-140

Marcel Meulder

Les trois ou quatre fonctions sur l’Erechtheion?  p. 141-156
Marcel Meulder

Dieux-pères dans l’anthroponymie théophore gauloise  p. 157-171
Claude Sterckx

L’embryogenèse divine. Des Vedas aux Mabinogion  p. 173-235
Geneviève Fichou & Joël Hascoët

Une «crise environnementale» dans l’Histoire des rois 
de Bretagne de Geoffroy de Monmouth? p. 237-264
Geneviève Pigeon

Comptes rendus de lecture  p. 265-280.
G. Hily, G. Oudaer, C. Sterckx

In memoriam Jacques-Henri Michel (1927-2013)  p. 281-284
C. Sterckx, F. Blaive



+INFO sobre a revista: Ollodagos

domingo, 23 de junho de 2013

Através do Lume e do tempo


O pastor impregnado de Baco, celebrará as suas festas as Parilia: mantende-vos então, lobos, longe dos estábulos; ele após ter bebido, acenderá montões de leviana palha levantados de acordo com o ritual e saltará acima das sagradas chamas (Tibulo, II.5.87-90)



Beltain "fogo de Bel", fogo benéfico, é sabido que era um fogo que os druidas faziam para a sua magia e os seus grandes encantamentos.. .e juntavam as tropas para as proteger contra as epidemias a cada ano entre estes dois fogos. E eles logo faziam passar as tropas entre ambos lumes (Glosario de Cormac, cit Le Roux & Guyonvar´ch, 1995: 103)


No noroeste da Escócia, ainda se acendiam os fogos de Beltane nas postimerias do século XVIII, os pastores de várias granjas acostumavam a reunir lenha seca e dançar três vezes olhando ao sul ao redor da pira flamejante ...o povo achava que ao anoitecer e durante a noite saíam as bruxas para fazer os seus feitiços contra o gado e roubar o leite das vacas. ... Quando se tinha consumido (a fogueira), a gente espalhava as cinzas por todas partes e até que a noite estava muito escura continuavam correndo e gritando: "lume, queimar às bruxas!" (Frazer, 1944: 697)



E. Carre Aldão, dizia já faz muito que a noite da véspera de São João se acendem grandes lumeradas, fogueira, cacharelas ...que, segundo se acha, têm a virtude de afastar os malefícios e preservar de determinadas doenças aos que as salvam, fazendo-o alguns, para o que se afastam os demais, em "pelico" (em couros), e devendo saltar determinado numero de vezes, ímpares sempre, uma vez de um lado e outra do outro... Antes em algumas freguesias passavam o gado de toda a classe acima dos restos da fogueira para livrá-los de danos e malefícios ... (Caro Baroja, 1992: 180)



Em San Pedro Manrique província de Soria celebra-se um rito particular com a fogueira de São João. Para a véspera de São João, a câmara municipal tem preparada uma quantidade de lenha para fazer a fogueira, que se leva em frente à porta da igreja da Virgem de La Peña 


... Então saem outros vizinhos que se descalçam e sobem os pantalões até média perna e que, devagar, bem sós, bem levando sobre as costas a outros, pisam acima dos tições. Antigamente também havia mulheres que, por voto ou por simples religiosidade, passavam acima dos tições, e não se perdeu a prática entre meninos e rapazes. ...A véspera do São Pedro repete-se o rito, embora com menor importância e devoção ... (Caro Baroja, 1992: 186)


E depois desta curta viagem ao longo do tempo e da geografia europeia, deixámos-vos aqui embaixo um inesperado -ou não- paralelo do ritual sampedrenho, galego, céltico, romano ... Indo-europeio (?!). Desde o Archaeoethnologica, bom São João e...Luuumeeee!!


Postagem relacionada:  Boa Noite e bom lume

terça-feira, 11 de junho de 2013

Nouvelle Mythologie Comparée

Nouvelle Mythologie Comparée 
/ New Comparative Mythology
Nº 1, 2013


Comprasse-nos apresentar aqui a nova da saída da revista Nouvelle Mythologie Comparée/ New Comparative Mythology publicação dedicada história das religiões e mitologia desde uma perspetiva comparatista e que tem sacado este ano seu primeiro número, e que como os editores declaram nesse primeiro número vem cobrir o baleiro de uma revista científica consagrada monograficamente a este eido que tão frutíferas achegas tem aportado no último século



Nouvelle Mythologie Comparée (New Comparative Mythology) é uma publicação multidisciplinar que tenta reviver o auge da mitologia comparada, evitando as falhas metodológicas de seus precursores. Inspirado, mas sem dogmatismo, tanto pelo estruturalismo de Claude Levi-Strauss e Georges Dumézil, pela linguística de Calvert Watkins, ou a semiótica de Vyacheslav Ivanov ou Julien-Algirdas Greimas, que irá publicar o trabalhos, que não só basear-se numa base filológica e histórica sólida, mas se possam abrir a disciplinas afins, como a linguística, a arqueologia e a etnologia. Os artigos terão como objetivo explicar, através do comparativo, os grandes mitos do mundo, sem barreiras geográficas ou temporais, enfocando seu significado, sua estrutura e sua evolução histórica.


INDEX

Julien d'Huy - Polyphemus (Aa. Th. 1137). A phylogenetic reconstruction of prehistorical tale.

Patrice Lajoye, - Puruṣa.

Guillaume Oudaer, - Skadi et Déméter Erynis ou l'inversion mythique revisitée

Jean-Loïc Le Quellec, - L'Ourovore et les 'symboles universels'



+INFO no site de:  Nouvelle Mythologie Comparée

domingo, 12 de maio de 2013

Celtic from the West 2 - Livro

CELTIC FROM THE WEST 2

John T. Koch & Barry Cunliffe, Celtic from the West 2: Rethinking the Bronze Age and the Arrival of Indo-European in Atlantic Europe. Oxbow Books, Oxford, 2013 237pp.   ISBN: 9781842175293


Sinopse
A Fachada atlântica da Europa tem sido tratada como marginal para a formação da Idade do Bronze europeia e do quebra-cabeça da origem e primeira disseminação das línguas indo-europeias. Até recentemente, a ideia de que a Europa Atlântica era um mundo totalmente pré-indo-europeu durante a Idade do Bronze ficou plausível.



O rápido crescimento da evidência sobre a pré-história e mais tardiamente sobre as línguas pré-romanas do Ocidente esta tendendo cada vez mais a excluir essa possibilidade. Por isso, é hora de focar a atenção novamente na lista de "suspeitosos" habituais, de serem possíveis evidências arqueológicos sobre a chegada desta grande família de línguas e, assim mesmo, da emergência do seu ramo céltico.



Esta reconsideração do problema lança inevitavelmente uma nova luz penetrante sobre a formação de pré-história tardia da Europa Atlântica e as implicações das novas evidências para a consideração das ligações inter-regionais desta área.


INDEX



+INFO sobre o livro:  Celtic from the West 2

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dinâmica de Populações na Pré-história - Livro

POPULATION DYNAMICS IN PREHISTORY & EARLY HISTORY

Kaiser, E., Burger, J. & Schier, W (eds.), Population Dynamics in Prehistory and Early History. New Approaches Using Stable Isotopes and Genetics. Walter De Gruyter, Berlin, 2012
ISBN: 978-3-11-026630-6


Sinopse
As Migrações e dinâmica de população são considerados temas muito problemáticos nos campos de estudos antigos. Bolsa recentes investigação sobre as populações (pré)históricas geraram novos um novo impulso para utilizar as aproximações científicas baseadas na radiogénica de isótopos estáveis, e a paleo-genética, assim como as simulação por computador. Como resultado, o estado de investigação experimentou uma rápida mudança. 

Os contributos de vários grupos investigadores apresentadas numa conferência celebrada em Berlim em 2010, dirigidas a aspetos históricos específicos de dinâmica de populações e migração, sem restrições cronológicas ou geográficas, tentaram apresentar uma pesquisa bioarqueologica transversal. 

O presente volume, dividisse em três grandes secções temáticas (análise de isótopos, genética de população, e simulação de modelos por computador), que as novas ideias, experiências, e aproximações metodológicas, que amostram através de uma série de contributo as possibilidades futuras da investigação futura nesta área. 
  
  
 INDEX




Descarrega o livro no site de:   De Gruyter

Escitas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros escitas que viverão há mais de 2.000 anos na região de Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura escita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeogenetica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura escita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura escita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os escitas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura escita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas escitas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros escitas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os escitas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904


A Princesa do Gelo - A tumba de Pazyrik



Documentário sobre o celebre enterramento da chamada Donçela do Gelo ou Senhora de Altai encontrada pola arqueóloga Natalia Polosmak 1993 em Ukok (Pazyrik, Sibéria) perto da fronteira chinesa. Esta descoberta excecional permitiu conhecer materialmente o ritual funerário e o enxoval de um membro da elite escita arredor do século V a.C.



Após o enterro a sepultura tinha sido inundada pela chuva que congelada durante o inverno, conservou em permafrost permanentemente tudo o contido da câmara mortuária. A jovem defunta de Ukok fora enterrada segundo um ritual tipicamente escita num sepulcro feito com troncos junto com 6 cavalos que foram sacrificados e um importante enxoval formado por objetos de ouro, bronze, madeira e seda. 



O seu corpo mostrava tatuagens com diversos motivos estilizados que recordavam aos presentes na arte das estepes, figuras de cervos e outros animais imaginarios ou reais pressentes na paisagem e na mitologia dos povos das estepes



A tumba da "Princesa" de Ukok, proporciona uma fascinante olhada a cultura material e as crenças sobre a morte das povoações escíticas que conhecemos em paralelo pelo etnográfico oferecido por Heródoto



O documentário passa revista ao achádego arqueológico e as suas circunstancias, ao processo da pesquisa assim como as polémicas xurdidas em torno a origem e reconstrução étnica (oriental vs europeia) e destino final da Dama dos Gelos no contexto político e social da queda da URSS


domingo, 27 de maio de 2012

sit tibi terra levis


Ontem dia 26 finava em Santiago de Compostela aos 70 anos o linguista JuanJosé Moralejo Álvarez, um dos grandes espertos em paleolinguistica da Galiza antiga.

Licenciado em Direito pela USC (1958-63) e doutor em Filologia Clássica com Prémio Extraordinário pela Universidade Complutense em 1971, com uma tese sobre a gramática dês inscrições délficas, era catedrático de Língua e Literatura Grega na Universidade de Santiago, na que exerceu docência desde 1971. foi professor de Língua e Literatura grega e latina nas Universidades Complutense, de Navarra e da Laguna. Entre 1969 e 1971 colaborou no Dicionário Grego-Espanhol do seu maestro, o professor Rodríguez Adrados

Também foi membro de diversas instituições, entre elas a Sociedade Espanhola de Estudos Clássicos, a Sociedade Espanhola de Linguística e a Associação de Escritores em Língua Galega.

Membro de uma prestigiosa e conhecida saga de professores universitários, era filho do catedrático de Latim Abelardo Moralejo e irmão de Serafín Moralejo Álvarez, historiador da arte e primeiro catedrático espanhol na prestigiosa universidade norte-americana de Harvard. Juan José Moralejo deixa para a posteridade uma ingente obra, centrada especialmente em filologia e linguística indo-europeia e as múltiplas feições das culturas clássicas


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os Celtas do Passado e o Presente


Keltish Colloquium 2012

Quando:  12 de maio
Onde:  Igreja de Jacobi, Utrech


O Keltisch Colloquium é uma das principais atividades que durante o ano celebra Fundação A.G. Van Hamel para os Estudos Célticos. Esta reunião científica é definida em uma sessão de um dia inteiro dividido em uma série de conferências nas que os ponentes convidados trataram uma serie de temas relacionadas com a celtologia e questões afins a este eido de pesquisa

A edição do 2012 tem como subtítulo "Os Celtas entre o passado e o presente" e será realizada uma vez  mais na Igreja de St. Jacobi no centro de Utrecht.
  
  
Programa

Linus Band:   Gu, gew ha gevw: Wee de Cornishe spelling! 
   ("ai da ortografia cornica!")

Daan van Loon:   Het historisch presens in Oudiers narratief proza  
   ("o presente histórico na prosa narrativa do Irlandês Antigo")

Marieke Meelen:   Computationeel Keltisch: van [ab]guidaur tot app  ("Celta computacional")

Wouko van de Haar:   Elfse invloeden op Iers bijgeloof   
   ("Influências élficas na superstição irlandesa")

Jürgen Zeidler:  Celtic religion and its Indo-European legacy

  

+INFO no site do:   Stichting Van Hamel

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Georges Dumézil - Aprostrophes 1986



Aproveitamos agora para deixar aqui esta entrevista que no ano 1986 dentro do programa da televisão francesa Apostrophes deu o indo-europeísta Georges Dumézil. Linguista e mitologo Dumézil e conhecido por ter ressuscitado o estudo da mitologia indo-europeia para a História das Religiões.



Na entrevista o sábio pesquisador, autor de um colossal produção bibliografica dificilmente igualável em quantidade (uma listagem só dos seus livros aqui) passa revista a seu percurso pola vida e pola ciência incluindo de passo algumas geniais sentenças sobre a própria profissão de écolier que dão a grande talha, e ao mesmo tempo profunda humildade pessoal e cientifica, do que foi um dos clássicos da historia das religiões do, já passado, século XX

Apenas tres meses depois desta entrevista o genial indo-europeista françes morreria em Paris tal dia como hoje


terça-feira, 29 de junho de 2010

Repensando a Idade do Bronze e os Indo-europeus



Dentro do Projeto ABrAZO (Ancient Britain and Atlantic Zone-Ireland, Armorica & Iberian Peninsula) celebrara-se a proxima semana, na Universidade de Oxford o Coloquio Rethinking the Bronze Age & the Arrival of Indo-europeans in Atlantic Europe.

Este projeto interdiciplinar dirigido pelo linguista J. T. Koch e o arqueólogo Barry Cunliffe, pretende respostar a mudança de paradigma que nos últimos anos se tem dado no eido dos estudos Célticos Os argumentos fundados na arqueologia e na genética apontam, cada vez mais, a favor de situar as origens celtas na Idade do Bronze Atlântico em lugar de nas culturas de Hallstatt e La Tène do Ferro centro-europeu, ou nos seus precedentes imediatos nos Campos de Furnas, como vinha sendo tradicional.

O colóquio focara-se na relação entre a Arqueologia da Idade do Bronze e os processos de celtização e indo-europeização, centrando-se fundamentalmente das Ilhas británicas pero também com achegas a outros âmbitos atlânticos como o tartêssico, e reunindo para elo neste foro a alguns dos mais importantes especialistas do momento como Renfrew, Mallory, Bodkto, Brathner, etc.


+INFO no site de:  Rethinking Bronze Age