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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um livro, um record - O Cantabrico


Vai quatro meses davas noticia (aqui o post) do surprendente sucesso da publicaçao do livro "El Cantábrico en la Edad del Hierro" do nosso amigo e colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), que a pouco mais de dois meses de ser editado afrontava já uma segunda ediçao. Comentavamos daquela o inaudito de isto tratando-se de uma monografia arqueológica sobre um tema tao concreto como pode ser a etnoarqueologia de esta parte da Hispânia Celtica.

Mas agora recevimos novamente -vaia a redundacia- a nova de que essa 2º ediçao foi já esgotada, e é mais o livro vem-se de convertir no record absoluto de vendas entre os editados pela RAH, deixamos aqui as palavras ao respeito do bloge do Projeto MonteBernorio: "Trata-se de um record de vendas já que, ao pouco tempo de estar editado, é o titulo que mas se esta vendendo. Ademais é o livro que mais visitas recebe no seu página Site a traves dos buscadores de internet e dos clientes que se assomam ao portal-Site desta Instituição. A primeira e segunda Edições esgotaram-se muito rapidamente mas a demanda manteve-se. Os editores tiveram que fazer edições sucessivas da obra dada a grande demanda existente."


Desde o Archaeoethnologica reiteramos de novo a nossa noraboa ao autor


Postagem relacionada: O Cantabrico na Idade do Ferro

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mesas do Castelinho - Conferência



Na próxima terceira feira dia 10 de maio decorrera no Museu Arqueológico do Carma (as 18:00h) uma palestra organizada pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, e impartida pela arqueologa Susana Estrela, com o titulo "Mesas do Castelinho (Almodôvar) uma Aldeia Amuralhada na Paisagem da Idade do Ferro do Baixo Alentejo"

Foto: Projeto Estela


O povoado de Mesas do Castelinho finais do século V a.C. é fundado, numa paisagem marcadamente interior e de fronteira, (Almodôvar, Baixo Alentejo). O caráter rural do jazigo é patente nos seus material, com predomínio de cerâmica local ou regional e menor da presença de artigos importados de origem mediterrânea, como a cerâmica ática, contas de vidro, cerâmica de “tipo Kouass”, ânforas gaditanas, etc.

Foto: Teresa Vieira


Com tudo os artigos importados amostram a ausência de ruturas na sua distribuição pelo interior, que prolonga-se até ao século II a.C., quando se revelam os mais precoces contactos com o mundo romano conhecidos até ao momento para a região, com uma população que mantém as suas vivências intrinsecamente rurais.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Investigando a Etnoarqueologia da agricultura


Reseaching non-industrial farming
a multidisciplinary approach

Quando: 27 agosto - 2 setembro
Onde:  Santo Adriano, Asturias


O CSIC baixo a coordenação das arqueologas Leonor Peña Chocarro (EEHAR) e Marta Moreno García (IH-CCHS), organiza este verão uma escola de verão sobre a agricultura tradicional e as suas técnicas. O curso tem 15 praças disponíveis e o prazo de solicitude esta aberto ate o 15 deste mês, a continuação oferecemos-vos a descrição deste interessante curso junto com o programa, ponentes e outras informações

Tendo como precedente a experiência prévia da organização 2 cursos de verão no enquadramento do projeto europeu EARTH (ESF), esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes as ferramentas necessárias para o estudo da agricultura pré industrial e a criança de animais no seu próprio contexto social e cultural.

Este ênfase nas feições socioculturais que permitem aos estudantes a aprofundar nos processos históricos que deram pé ao desenvolvimento da agricultura, desde as suas origens, e a preservação de um rico patrimônio cultural e biológico em algumas partes da Europa.A grande diversidade curricular do professorado e dos estudantes analisar diferentes planos destas questões (cultivos, chãos, animais, paisagens, técnicas, etc.) desde uma grande variedade de perspetivas, tais como as da arqueologia (bio-arqueologia, arqueologia da paisagem, análise funcional), a antropologia, história, geografia, agronomia ou a da genética das plantas genéricos, o que enriquece significativamente os conteúdos da escola e a formação dos participantes.


A escola concebe-se como um laboratório experimental no qual o ensino divide em três módulos: conferências, demonstrações e trabalho de laboratório e trabalho de campo. Os temas de discussão estão relacionados com feições essenciais da agricultura tradicional e criança de animais, como as técnicas e práticas agrícolas e ganadeiras, a evolução dos cultivos, as mudanças na paisagem, a etnografia, etc. As práticas de laboratório completam este conhecimento teórico, aumentando o entendimento das metodologias utilizadas nos diferentes campos de estudo relacionados com o estudo da agricultura não industrial.


O estudante tem também a oportunidade de participar nas atividades agrícolas tradicionais através da colaboração ativa com agricultores locais fazendo desta iniciativa de uma experiência única para a formação de futuros especialistas nestas áreas.


 Convocatoria:



+INFO no site do:  Centro de Ciencias Sociais (CSIC)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Territorio de Caesarugusta



Dentro dos atos vinculados à Exposição sobre o jazigo romano dos Bañales da que já falámos antes aqui se celebram durante os meses de março e abril uma série de conferências no Centro Cultural de Ibercaja no Actur da cidade de Saragoça, onde se encontra a dita exposição. Estas conferências serão dadas por reconhecidos especialistas no conhecimento do Aragão romano, nestes momentos ficam ainda três conferências que terão local nos dias 11, 18 e 25 de Abril.


A primeira delas que como veem terá local nesta quarta-feira dia 11 de Abril as 19:00 horas, correrá a cargo do Dr. Manuel Martín-Bueno, Catedrático de Arqueologia, Epigrafia e Numismática da Universidade de Saragoça,  e tera por titulo "Una radiografia del territorio caseraugustano" nela este arqueólogo traçará uma panorâmica sobre o território dependente da civitas de Caesar Augusta e do Aragão em época romana.


Deixamovos aqui abaixo o programa completo das atividades relacionadas coa exposição sobre Los Bañales


 Programa




+INFO sobre isto em:  Los Bañales.es

sábado, 7 de abril de 2012

Outeiro do Circo


Localizado numa zona de grande fertilidade agrícola, conhecida como Barros de Beja, em pleno centro da peneplanície do Baixo Alentejo, o Outeiro do Circo surge-nos como paradigma da ocupação humana nesta região durante a Idade do Bronze.

Possuidor de características únicas proporcionadas pela sua invulgar dimensão (17 ha), pelo seu complexo sistema defensivo ou pela sua localização privilegiada, o povoado fortificado do Outeiro do Circo constitui-se como um sítio chave para a compreensão da evolução do povoamento regional ao longo de toda a Idade do Bronze.


Nesta região conhecem-se atualmente dezenas de outros sítios com ocupações desde o Bronze Médio à Iª Idade do Ferro, que incluem necrópoles ou povoados abertos de planície. O conjunto de novos dados existentes neste território permite que se comece a ensaiar um modelo da evolução do povoamento entre o II e o I milénio antes da nossa era.


O Projeto Outeiro do Circo iniciado em 2008 centrou-se na análise e escavação dos taludes murados que rodeiam o povoado na íntegra revelando estratégias construtivas complexas e criativas face aos problemas colocados pelos condicionalismos locais.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Arqueologia dos espaços domésticos



Deixamos-vos aqui esta interessante palestra de um dos organizadores do curso assinalado na anterior postagem Jesus Bermejo Tirado. A palestra titulada Arqueologia dos Espaços Domésticos, foi dada no contexto das Jornadas de Metodologia Arqueológica organizadas no ano 2010 pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade de Vigo (LAUV), e nela se tratam os problemas teórico-práticos associados ao registo arqueológico da cultura material que atopamos nas unidades domesticas.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um bestseller etnoarqueológico

Acabámos de saber vai pouco do sucesso no percorrido editorial do livro El Cantábrico en la Edad del Hierro, Medioambiente, economía, território y sociedad do nosso colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), o livro que cuja apresentação já déramos noticia aqui.

Não é desde logo frequente que uma monografia sobre arqueologia -e menos ainda sobre etnoarqueologia!- chegue a converter-se em um relativo sucesso de vendas, e tenha agotado toda a sua tirada a só dois meses da sua saída ao lume. Os livros científicos e sobre questões tão específicas não soem figurar entre os mais vendidos, máximo quando o seu preço é ajeitado ao grosso das 640 páginas que formam o volume. São livros "raros" e com um publico igual de "raro", normalmente unido ao autor por certa solidariedade profissional de ocupar-se de igual ou paralela área, compartir certo interesse ou orientação da pesquisa, especialidade ou "recanto" de estudo.

São por elo livros dos que não se fazem -não- tiradas muito amplas, que por engadido tardam longos anos em verse esgotadas, e finalmente quando isto ocorre muito raramente soem voltam a se publicar, ... qualquer pesquisador conhece casos (por pores um) e tem a experiência desses grandes clássicos de uma disciplina ou um área de estudo, a dia de hoje vigentes ou ainda de interesse em grande parte, más que nunca tiverem mais de 1 soa e única edição.

Nada de isto desde logo é frequenta, mas é, já for pelo próprio interesse da temática da obra ou pela trajetória do autor, uma realidade que se bem de confirmar porem coa notícia de uma reedição -"pela alta demanda"- do livro do Kechu a só dois meses de sair a sua primeira tirada, Tudo elo não deixa de ser uma boa nova, à que esperamos ter contribuído com o nosso pequeno grau de areia informativo desde o Archaeoethnologica

Noraboa Kechu


Postagem relacionada:  O Cantabrico na Idade do Ferro

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Villae, habitat e sociedade - Entrevista


No século II dC as villae servem para amostrar o status 

 Entrevista à professora Annalisa Marzano (Universidade de Reading)

Annalisa Marzano, professora na Universidade de Reading (Reino Unido), centrou boa parte dos seus estudos na economia rural e o sistema da vila no mundo romano. É autora, entre outras, do livro Roman vilas incentral Italy. A social and economic history. foi a professora convidada do seminário internacional de Arqueologia Clássica, que teve local o ICAC nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, com o título "Habitat rural e transformação da paisagem à Antiguidade"


É uma experiente em villae.
Bem, me interessou estudar a economia das vilas e a sua função social. Isto é, estudar as vilas como estrutura produtiva e desde o ponto de vista social, e como isto altera para o longo do tempo.

A função social das vilas!
Sim, por exemplo os relacionamentos entre proprietários e vizinhos, entre proprietários e cidades... Temos que pensar que a vila também se usa para receber amigos e clientes. É um local para os negócios, os banquetes, os banhos... No século II dC a vila tem uma função social muito concreta.

São locais para falar.
Plínio o Jovem, autor do século II dC, explica até que ponto a vila é um local de encontro. Local de encontro fosse cidade. Mas há um vínculo forte entre os proprietários e os nobres de cidade que fazem parte do conselho autárquico. Também há um relacionamento forte com a cidade, já que os proprietários mais ricos são benfeitores: restauram templos, edifícios públicos ou fazem outros tipos de doações, e a mudança a cidade dedica-os estátuas em honra seu.

Desde o campo influíam na cidade.
Com o Império fazer carreira política é mais limitado que em tempo da República, porque todo depende do relacionamento com o imperador. A Roma as elites já não podem construir, por exemplo, porque a construção é monopólio do imperador. De forma que a sua influência fica fragmentada e já não está focalizada a Roma. Nas zonas rurais da Itália central é o momento que começam a emergir proprietários que ajudam, mediam...

Fazem política!
Aliás a vila acontece também o local onde expressar a carreira política. encontramos inscrições que dizem "eu fui cônsul, governador...". São inscrições que antes estavam na casa de cidade, mas ao século II já as encontramos nas vilas, onde também abundam as suas estátuas. Estátuas que são cópias das estátuas feitas em honra seu ao foro da cidade para honorários e como signo de gratidão.

A vila faz de escaparate.
Converte-se no palco onde o proprietário, que está orgulhoso, pode ensinar toda a carreira política. Este uso social também fica refletido no feito com que tanto as termas como as salas das comidas são maiores: há o precisado de um espaço mais amplo para atender e convidar mais pessoas.

Que importância tem as casas de cidade? São de uma importância menor respeito do período republicano, em que era chave para promonionares se queria entrar ao sistema eleitoral. As vilas emergem com a função nova de mostrar o status.

Mas contínua tendo uma dimensão económica, não?
Sim, e não se trata de agricultura tradicional e autossuficiente Isto é, não encontramos os cultivos típicos da oliveira e a vinha, senão uma exploração de todo o tipo de recursos agrários e naturais. Se criam pavões, furões.. Faz-se produção de mel... Todo o tipo de produtos um pouco de luxo, para os banquetes. Também há produção de cal, de enxofre...

A vila sempre se entende como local residencial e de produção?
Sim, exceto em algumas vilas no meio imediato de Roma, que são simplesmente palácios com o seu jardim.

Como se distribuem as vilas na zona centro-itálica?
Há uma ocupação intensa, sobretudo das zonas com um chão mais bom. Como que há a serrania dos Apeninos, à medida que subimos diminuem as vilas. Concentram-se ao longo dos rios navegáveis, muito interessantes como via de comunicação e transporte de mercadorias. O Tíber, por exemplo, é usado para levar o vinho até Roma. Também se fazem muitas vilas ao lado das vias, e com o tempo os proprietários melhoram a via e fazem caminhos secundários. Como passa aqui, aquelas grandes artérias de comunicação por onde hoje em dia passam as autoestradas e os comboios

As vilas começam a decair no século III dC?
Atenção! Faz-se uma associação entre a chamada crise de produção e o declive na feição decorativa das vilas, que parecem mais rústicas e pobres. Em época tardo-republicana na Itália fazia-se muito veio porque exportava-se muito. Era símbolo de status e vendia-se à Gália a mudança de escravos! Mas com o Império as províncias também se puseram a fazer vinho, e se pensa que isto comportou uma crise de produção na Itália e o abandono de muitas vilas.

E não é assim?
Se analisamo-lo bem, através da arqueologia, a epigrafia e os textos, vemos que o que passa é que há uma concentração de produção. Os proprietários, que passam de ter uma vila a ter umas quantas, decidem manter uma como residência e as outras continuam produzindo mas só vivem os locatores.

Quem consome, se já não se exporta?
Era um consumo regional e para fornecer Roma. Em período imperial a Roma vivia um milhão de pessoas! Há uma grande necessidade alimentária.

Este modelo de vilas, até quando dura?
O modelo de vila que explode o em torno perdura, transformado, até o século Vd.C. No século VI é quando há propriamente abandonos, e já começarão a se configurar os povos medievais.

Após dois dias em um seminário a l ICAC, que valoração faz?
foi uma experiência fantástica e Tarragona é uma cidade muito bonita. O ICAC é um ponto de referência muito importante quanto à investigação arqueológica e é bom que os seminários estejam frequentados pelos estudantes.

Virão colaborações com o ICAC?
vejo muitas possibilidades, porque os pontos em comum são muitos: O uso da paisagem, a economia da vila... Ademais, o meu objeto de estudo não é só Itália, senão todo mundo romano. Acabo de publicar um artigo sobre a urbanização à península Ibéria em período romano a partir da metodologia do "rank-size analysis", que põe em relacionamento o crescimento económico e a população das cidades. Como de grandes podem ser as cidades a partir dos recursos que têm ao seu arredor? À península tinha muitas cidades, mas pequenas.

                                (Extraido de Icac.net)


Postagem relacionada:  Habitat rural e Paisagem na Antiguidade