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domingo, 5 de julho de 2015

Moeda e Ritual na Antiguidade


Money and Ritual in the Greco-Roman World

Quando: 15–16 Outubro
Onde:  Tubinga



Nas últimas duas décadas, a arqueologia do ritual grego e romano tornou-se um dos temas centrais de pesquisa em investigação internacional: arqueólogos, historiadores da Antiguidades, antropólogos e estudiosos em estudos religiosos reconheceram a materialidade das práticas rituais antigas e suas diversas manifestações como um dos principais temas académicos dos últimos anos


Enquanto o significado de estatuária votiva, a chamada arquitetura sacra monumental ou a função/ões dos materiais 'mais humildes", tais como estatuetas, a cerâmica, e as tábuas de chumbo têm sido estudados cuidadosamente, os achados numismáticos recuperados em contextos rituais ainda não receberam a atenção que eles certamente merecem.



Ao contrário de outros objetos usados em um contexto ritual, nossa compreensão da moeda foi largamente influenciada pela assunção do seu uso apenas como dinheiro exclusivamente para seu uso geral no contexto do comércio. No entanto, o quadro que emerge de vários estudos numismáticos que colocam moedas em seus contextos arqueológicos é um pouco diferente.


Uma quantidade crescente de evidências materiais indica que moedas desempenharam um importante papel na realização de rituais no antigo mundo Mediterrâneo e teriam servido para funções cerimoniais e religiosos em várias esferas da vida quotidiana


Este workshop internacional tem como objetivo abordar o nexo entre moeda e prática ritual em uma abordagem diacrónica que vai cobrir principalmente o antigo mundo greco-romano. As discussões incluem tanto a agência religiosa de moedas como objetos e o envolvimento


humano no processo mental e material prática da carregamento e selecionado, deposito simbólico, e, conservação das moedas em contexto sagrado. Arqueólogos, antropólogos e numismatas, vão apresentar suas pesquisas e, assim, contribuir ativamente a esta temática


 Programa



+INFO no site do:  Institut für Klassische Archäologie

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Genealogias e Migrações na Antiguidade - Livro

Genealogie und Migrationsmythen

Renger, A-B. & Toral-Niehoff, I., Genealogie und Migrationsmythen im antiken Mittelmeerraum und auf der arabischen Halbinsel. Berlin Studies of the Ancient World. Vol. 29, 2014   258pp.  ISBN: 978-3-9816384-0-0


Sinopse
As genealogias são comuns nas culturas do Mediterrâneo antigo e da Península Arábica. Elas são usadas para produzir por meio de relações entre indivíduos e grupos, assim como entre os humanos e divindades, uma continuidade e duração.


Através desse fundamento diacrónica-historicizante são construídos a ordem, a estabilidade e durabilidade, as ruturas e descontinuidades são harmonizadas, permitindo a persistência, continuidade e legitimação de privilégios religiosos, políticos e étnicos.


Essa função jogada pelas genealogias e os mitos das origens das migrações de pessoas fictícias ou reais, duma linhagem ou um grupo étnico. A abordagem interdisciplinar dos mitos genealógicos e de migração constitui a finalidades do presente volume.


Que través dos estudos individuais que o formam, as contribuições da ciência das religiões e teologia bíblica, junto a Arqueologia Clássica Arqueologia, a, os estudos gregos e latinos, a egiptologia e arabística.


 INDEX



Descarrega o livro no site de:  TOPOI

domingo, 5 de abril de 2015

De Ritos e Homens - Livro

Des Rites et des Hommes

Roure R. & Pernet L., Des rites et des Hommes. Les pratiques symboliques des Celtes, des Ibères et des Grecs en Provence, en Languedoc et en Catalogne. Editions Errance, 2011. 288pp. ISBN 978-2-87772-460-9


Sinopse
A obra constitui o catálogo da exposição homónima do Museu Arqueológico Henri Prades em Lattara (Lattes, Hérault) síntese do mundo ritual gaulês do sul, e os seus vizinhos gregos e iberos.



As práticas rituais dos povos celtas, iberos e gregos da costa da bacia noroeste do Mediterrâneo são ainda longamente desconhecidos, enquanto têm-se feito avances significativos nesta temática nos últimos anos.



O catálogo desta exposição baseia-se nos resultados de um projeto de pesquisa que analisou tudo o registo relativo a essas práticas, destinando-se a identificar os dados à nossa disposição em França e Espanha mediterrâneas para compreender melhor esses gestos rituais em toda a sua diversidade e seus aspetos, tanto coletivos como individuais.


Na exposição "Rituais e Homens", os elementos mais emblemáticos dessas práticas rituais foram apresentados no seu contexto arqueológico, descrito através de noticias sobre vários sítios arqueológicos. 


Quatro capítulos temáticos desenvolvem as principais direções da exposição e permitem comparar, compreender e interpretar diversos tipos de manifestações simbólicas: como os restos arquitetónicos monumentais, as cabeças cortadas, os rituais e cultos domésticos e os cultos gregos.


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Descarrega o catalogo em:  Academia.edu

sexta-feira, 6 de março de 2015

Redes e Arqueologia - JAMT Nº 22/1

Journal of Archaeological Method 

& Theory Nº 22/1 - 2015

   The Connected Past: critical and innovative approaches to networks in archaeology



INDEX

Networks in Archaeology: Phenomena, Abstraction, Representation
Anna Collar, Fiona Coward, Tom Brughmans, & Barbara J. Mills

Are Social Networks Survival Networks? An Example from the Late Pre-Hispanic US Southwest
Lewis Borck, Barbara J. Mills, Matthew A. Peeples, & Jeffery J. Clark

Understanding Inter-settlement Visibility in Iron Age and Roman Southern Spain with Exponential Random Graph Models for Visibility Networks
Tom Brughmans, Simon Keay, & Graeme Earl

Inferring Ancestral Pueblo Social Networks from Simulation in the Central Mesa Verde
Stefani A. Crabtree

Network Analysis of Archaeological Data from Hunter-Gatherers: Methodological Problems and Potential Solutions
Erik Gjesfjeld

Procurement and Distribution of Pre-Hispanic Mesoamerican Obsidian 900 BC–AD 1520: a Social Network Analysis
by Mark Golitko, & Gary M. Feinman

The Equifinality of Archaeological Networks: an Agent-Based Exploratory Lab Approach
by Shawn Graham, & Scott Weingart

Remotely Local: Ego-networks of Late Pre-colonial (AD 1000–1450) Saba, North-eastern Caribbean
by Angus A. A. Mol, Menno L. P. Hoogland, & Corinne L. Hofman

The Diffusion of Fired Bricks in Hellenistic Europe: A Similarity Network Analysis
by Per Östborn, & Henrik Gerding


Ir ao número da revista:  JAMT

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Poder e Desejo na Antiguidade - Congresso

EROS IMPERAT
Poder y Deseo en la Antigüedad

Quando: 29-31 Outubro
Onde:  Madrid


A próximos dias 29-31 de outubro decorrera na Faculdade de Geografia e História da Universidade Complutense o Simpósio Internacional Eros Imperat que explorara o papel decisivo que o desejo sexual tem desempenhado em momentos singulares da Antiguidade.



O jogo da atração, sedução e consecuçao do objeto de desejo que subjaz em mais de um episódio com consequências históricas notáveis, mas muitas vezes tem sido negligenciado nas análises e comentários subsequentes.


O evento reúne a um bom número de especialistas, coa fim de cobrir diferentes períodos históricos no eido da Antiguidade com a intenção de explorar conjuntamente o desejo sexual e as emoções associadas como um fator constitutivo da entidade histórica.

Programa



+INFO no site da:  Asoc. Barbaricum

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Tiresias Nº 2


TIRESIA Nº 2


Editorial
pp. v-vI

Articles

The Reversal of Roles - Free Slaves, Slavish Freemen
pp. 1-6
Andrew Coriandros Kim

Who was Ptolemy Neos Philopator
pp. 7-15
Lukas Lemcke

Some Modern Misinterpretations about Sexual Language in Catullus
pp. 16-20
Mitchell Elvidge

Christian Iberia: A Society Religiously Organized for War
pp. 21-25
David Siebert

Notarial Convention in the Facilitation of Trade and Economics 
in Mid-Thirteenth Century Marseille
pp. 26-39
C. Faith Cameletti

Tall Tales and Tudors: A historiography of the Tudor’s Religio-political policies in Ireland
pp. 40-45
James Rimmer

Between Imagination and Observation: Reasoning Monstrous Births 
in Scipione Mercurio's La Commare
pp. 46-54
Marie-Luise Schega


Ir ao número da revista:  Tiresias

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Imaginario da Água na Antiguidade


Annales de l'APLAES Nº 1, 2014

L'imaginaire de l'eau dans la littérature antique


Sinopse
A imaginação dos homens tem dotado à água de um rica polisemia, tornando-se desde a Antiguidade em um símbolo da vida e da morte, da quietude e o movimento, dos poderes benéficos e maléficos, etc. Do seu lugar na formação de uma abordagem científica ao seu papel


 na percepção da vida e da morte, do mar que rodeia a terra aos os rios que irrigam os espaços subterrâneos, a água estrutura o mundo e dá sentido às suas paisagens, real ou fiticios; permite a personagens históricos ou épicos, ganhar estatura heróica. Os antigos autores gregos e latinos têm entendido e explorado nas suas obras o poder mágico de este elemento, ampliado pela força da sua escritura


Explore o jeito em que a sua imaginação trabalhou em torno da tematica acuâtica é o objetivo das contribuçoes reunidas neste volume. Diversos gêneros literaris Litéraires vários gêneros estão representados: poesia, a épica e o mito; a história, a geografia, a filosofia ou a literatura científica. O imaginário da água está presente na ampla da literatura, como era entendida nos tempos antigos, já for de fição ou não.


Os trabalhos apresentados no XLVº Congresso da APLAES, realizado em Junho em Orleans, em junho, e reunidos neste volume, também permetem descobrir os ecos desta temática em outras artes e civilizações, assim como as diferentes abordagens adotadas pelos pesquisadores para estudar o imaginario da água na literatura antiga.


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Ir ao número de:  Annales de l´APLAES

domingo, 20 de julho de 2014

Etnicidade no Mediterrâneo Antigo - Livro


Companion to Ethnicity in Ancient Mediterranean

McInerney, J., A Companion to Ethnicity in the Ancient Mediterranean. Blackwell Companions to the Ancient World. Wiley-Blackwell. Oxford, 2014 600pp.   ISBN: 978-1-4443-3734-1


Sinopse
O livro A Companion to Ethnicity in the Ancient Mediterranean apresenta uma coleção abrangente de ensaios aportados por especialistas em estudos clássicos que exploram as diversas questões relativas à etnicidade no antigo mundo mediterrâneo.


A obra abrange a temática da etnia em civilizações que vão desde o antigo Egito e Israel, ate Grécia e Roma, e Antiguidade Tardia, entrando em questões como as relações explícitas entre a construção das etnicidades antigas e modernas.


O livro interpreta a "etnia" como um componente ativo da identidade social fazendo uma crítica questiona as categorias formalmente aceites e fixas dentro deste eido de estudo


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+INFO sobre o livro:  Compan. Ethnicity in Ancient

domingo, 25 de maio de 2014

O Corpo do Delito - de Censuras e Antropologias


Tomamo-nos ontem graças ao blogue Antropologia e Imagem esta curiosa fotografia que aqui ao cimo podeis observar, mas o mais curioso sem dúvida além da típica cena de encontro entre sujeitos de culturas distintas, e a história que detrás dela se topava.


A fotografia, é uma obra do fótografo Alexander (Sasha) Gusov em ela se regista o momento de encontro de sua esposa com umas mulheres da tribo himba (Namíbia) 2003, uma cena sem dúvida inocente mas que o facebook interpretou como sexualmente explicita e censurou


São longamente conhecidas as polemicas que sobre a consideração de qualquer tipo de desnudez -mais sobre tudo a feminina- nesta rede social baixo o epigrafe do pornografico, por mais que a sua intenção seja em muitos dos casos evidentemente artística e não sexual,


assim o caso da também fotógrafa Anastasia Chernyavsky e as fotos familiares, nas que mostrava a sua vida como nudista em cenas cotias que podemos topar em qualquer fogar, igualmente censurada pelo facebook e foi longamente comentado na internete.


Dá-se o paradoxo sem embargo de que na mesma rede social podem circular sem problemas imagens femininas espidas, contradição? não tal, não são fotografias decerto: são pintura ou estatuária sobre tudo greco-romana ou de inspiração clássica, e por tanto muito velha, e o


que é mais fundamentalmente parte de uma convenção ocidental da estética que não é considerada desde o nosso ponto de vista mais que como algo "artístico", e donde o corpo -nem sequer o feminimo- pode escandalizar ou chamar a tensão: O Desnudo Artístico.


Encasulados na nossa lógica resulta-nos curioso a nós entender certamente que culturas que têm elaborado esquemas de representação cultural do corpo que incluem variações física radicais do corpo em sim próprio careçam de uma conceção similar pela contra a ideia do "desnudo artístico" ocidental. Sentimo-nos chocados pela sua estética a suas formas a beleza, que consideramos


grotestas, mais ao melhor não tanto como para eles a nossa alienígena aparência. A nossas ideais sobre o tema obviamente são resultado de decorrer da história como igualmente os são as suas, e respondem, por tanto, a formas diversas de gerir e entender a realidade, o mundo, a sociedade, nas que o corpo é uma parte mais do jogo.


Neste sentido, no Ocidente temos elaborado uma peculiar dicotomia do corpo nu legitimo ou ilegítimo que não sempre concorda ou concordara, como no caso de acima, coas conceções que sobre o corpo têm outras culturas, pois finalmente e a fim de contas, a perceção que se tem do corpo alem da biologia e também, e sobre tudo, uma construção cultural


Ao respeito resulta tremendamente esclarecedora a cita que em Antropologia e Imagem se utiliza para mostrar esse paradoxal contraste entre o próprio e o outro:

"Entrevistei uma jovem antropóloga trabalhando com mulheres em Mali, um país da África onde as mulheres andam com os seios nus. Estão sempre amamentando seus bebês. E quando ela lhes contou que em nossa cultura os homens são fascinados com seios, houve um instante de choque. As mulheres caíram na gargalhada. Gargalharam tanto que caíram no chão. ‘Quer dizer que os homens agem como bebês?’, disseram".  (Carolyn Latteier, no livro All About Breasts)
O que numa cultura resulta escandaloso noutra pode carecer de qualquer matiz nesse semelhante, mesmo resultando -como aqui se comenta- a mesma sugestão de tal simplesmente "ridícula" e motivo brincadeira. Mas mesma diversidade de construções do corpo não escapa ao Ocidente, nos EE.UU tivera repercussão a polemica que se


gerara quando um recém-nomeado direitor do Departamento de Justiça, obrigara a vestir cum telão azul uma estatua alegórica do "Espírito da Justiça" de clara inspiração clássica pelo feito de que deixava ver um peito ao descoberto, consideração que não se tive, pelo contrario, coa alegoria masculina situada enfrente da Justiça que escapou a mais velos neo-tridentinos


Como as diversas perceções da moral afetam a entendimento de uns e outros consideram como artístico, assético sexualmente, e/ou bem obsceno e provocador no Ocidente?, seria um tema que daria muito jogo para os antropólogos e historiadores da mentalidade europeia,


pois é não apenas uma questão da delimitação ou elaboração do próprio conceito de arte, senão da criação da própria imagem do "clássico" ou da beleça como ideal ou tópico que serviu de base a estas ideias. Explicarei isto um pouco


Algo que lhes resultava tremendamente chocante aos meus alunos quando lhe explicava a estatuária clássica era o feito de que durante o próprio classicismo pleno, durante tudo o século V a.C, a dicotomia ascroftiana não resultaria, realmente, tão estranha. Pois mentres o


mundo grego admitia o nudez masculina, no deporte ou na arte, a desnudez total do corpo da mulher era frequentemente -havendo exceções- evitada e de feito considerada inadequada, em suma porque, a fim de contas, o contexto da estatuária era fundamente público e religioso. 


Limitado por esta convenção o escultor de finais do arcaísmo e o século V a.C. criara todo um subtil jogo de pregues marmóreos, telas que enchoupadas se pegam a carne ausente, e transluziam assim o corpo embora sem mostra-lo, trasparentavam anatomias cada vez mais evidentes mas sem descobri-las, e as vezes, como se soe dizer agora nos filmes, por exigências do guião, mostram parcialmente esse corpo deixando cair o chiton por imperativos do movimento


Mas topámos nesta imagens nuas algo que imediatamente nos resulta estranho como observadores afeitos a vários séculos de tradição artística "clássica", o corpo em parte quase nu na totalidade da mulher fugindo, caído já o vestido, resulta-nos inevitavelmente demasiado rotundo, pouco mole, e de certo, estranho e ate desagradavelmente musculoso.


Acostumado as subtilezas da transparência pétrea e do corpo intuído baixo a tela, o escultor clássico carece entanto dum cânon estético para a nudez feminina, e tem que reproduzir na talha ainda o hábito mais usual de trabalho de uma anatomia fundalmenta masculina. 


Ao mesmo tempo que isto passava a cerâmica de figuras vermelhas não duvidaria em mostra cedo o corpo feminino livremente espido. Longe do espaço publico, reduzida a um eido privado, fechado e masculino, consentido pela moral, quase como nessa dicotomia especular de Majas Vestidas vs Espidas, reduzído ao circulo privado do Andron, que como o nome indica "é coisa de homens" (e de hetairas), amostra-se nela sem problemas a nudez e o sexo, em sim próprio parte também do mesmo Simpósio.


Em fim, diverso, mais como vês caro leitor, não tanto no fundo das dicotomias muito atuais dum EE.UU a vez puritano e líder da industria eufemisticamente denominada "para adultos". Circu-la mesmo a tradição, lenda ou realidade pouco importa, de que um século mais tarde quando já os artesãos do classicismo tardio rompiam os moldes rígidos do século anterior desde a própria tradição clássica, e faziam mover-se como as estatuas como antes nem puderam ter imaginado,


desequilibravam forças e multiplicavam planos e pontos de vistam, aquela Afrodita Cnidia (mater de muitas posteriores) acabou naquela Iha de Cnido, que lhe havia de dar nome, trás ser com grande escândalo rejeitada pela polis que primeiro a tinha encarregado ao bom do Plaxiteles, pouco decoro toparam nela por representar nua a uma deusa, embora essa divindade fosse uma a qual o mito não caracterizava precisamente pelo sua moralidade


Mas aquela imagem rejeitada por imoral por uns e considerada artística por outros havia-se converter na primeira de muitas, num modelo que criava e assentava algo novo em sim próprio, mas que havia de ter um sucesso considerável, uma imagem da anatomia da mulher, das formas femininas, autónoma e diferenciada da masculina


Tempo de crise, tempo de câmbios de pensamento, politica e sociedade longo e complexo de enumerar aqui, a estética refletiu também -de novo- essa mudança na ética e na mentalidade, logo virá asinha o Helenismo, depois Roma ... e o resto -ate agora- é já bem conhecido, e parte da própria história das nossas proprias ideias.


Mas não deveramos esquecer, o mundo não e apenas o nosso mundo, há outras histórias: e nalgumas o Corpo raramente é a priori o do Delito.