Mostrar mensagens com a etiqueta germanos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta germanos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de março de 2016

A Lança na Água, a Espada na Pedra - Resumo


Achegamos aqui um pequeno resumo da que será nossa palestra nas próximas Jornadas de Letras Galego-Portuguesas que terão lugar em Pitões das Júnias os dias 2 e 3 de abril



Resumo: 
A pressente intervenção centrar-se-ão no estudo de una serie de rituais relacionados com as armas e a guerra que podemos topar testemunhados entre os celtas e germanos de época histórica e nos que porém, consideramos, posem aportar ao esclarecimento de alguns fatos arqueológicos como é o caso dos depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e a Idade do Ferro.



Isso permite ao nosso entender, partindo da base da continuidade diacrónica de certos elementos a um nível institucional e de mentalidade; propor uma série de analogias etno-históricas que puderam botar lume sobre alguns elementos destas culturas durante a sua proto-história


Para isso partiremos de uma série de dados contidos em três tipos de fontes:

1) As literárias: tanta de época medieval; célticas ou germânicas, assim como algumas fontes clássicas.



2) O registo arqueológico: derivado dos depósitos aquáticos e terrestres de armas da Idade do Bronze e Idade do Ferro, assim como de algumas evidencias materiais não atendidas até o momento e que foram reconsideradas recentemente.


3) As linguísticas, centradas em alguns restos toponímicos de época antiga, bem como alguns outros posteriores.


Elo amostra, ao nosso entender, a utilidade de uma aproximação interdisciplinar, que inclua distintos tipos de fontes, desde as procedentes da etnografia, à história do direito e das instituições, ou linguísticas, amais dos dados propriamente arqueológicos, para obter una compreensão muito mais aprofundada de determinados fenómenos durante à proto-história europeia e peninsular.


sábado, 18 de abril de 2015

HERAKLEION Nº 7


HERAKLEION
Número 7, 2014


Fontes escritas, registo arqueológico, História de África: percursos
possíveis para um método comparativo.  pp. 7-27
Pedro Albuquerque

Un tesoro de dishekels y shekels hispano-cartagineses hallado por
Badajoz.  pp. 29-51
David Martínez Chico

La fundación de la colonia de Norba Caesarina.  pp. 53-64
Luis Amela Valverde

Imagen. Fe. Dinero. Del dinero-mercancía a la moneda-símbolo.
pp. 65-84
Aarón A. Reyes Domínguez

La figura del tyrannus, del rebelde, en la tradición visigoda a través de las
obras de Julián de Toledo. pp. 85-101
José Ángel Castillo Lozano


Recensiones

Confines. El extremo del mundo durante la Antigüedad, Prados, F.;
García, I. y Bernard, G., eds. pp. 103-106
por Laura Arce Cueto

The Ancient Sailing Season, Beresford, J. pp. 106-108
Chiara Maria Mauro

Militares y civiles en la antigua Roma. Dos mundos diferentes, dos
mundos unidos, Palao Vicente, J. J., ed. pp. 109-112
David Álvarez Jiménez



Ir ao número da revista:  Herakleion

quarta-feira, 25 de março de 2015

Royal Scone Conference - Videos


Royal Scone Conference

Perth, Escocia
Novembro 2014


Gordon Noble - Cult and Kingship,Understanding the Early Pictish Royal Centre at Rhynie



Alan Miller - Digital reconstruction of Scone Abbey



Alastair Mann - The Last Coronation of a King of Scots: Charles II in 1651 at Scone



Alexandra Sanmark - At the Assembly: Elite Rituals and the Creation of Ritual Space



David Caldwell - Finlaggan, Islay – a place for inaugurating kings



David Rollason - Stones and stone thrones in ‘celtic’ and non-‘celtic’ kingship across the middle ages



Jan-henrik Fallgren - Scandinavian Hill Forts – Symbolic sites for royal and common rituals



Jana Maríková-Kubková - Prague Castle. Seat of the Dukes and Kings of Bohemia, Place of Their Investiture



John Ljungkvist - Gamla Uppsala through a millennia, a continuous centre in constant transformation



Judith Ley - From Charlemagne’s Royal Residence to the German Coronation Place: A New Theory to the Function and Symbolism of the Aachen Palace



Karsten Ley - ‘Charlemagne’s own palatine chapel: Perception and Development of Aachen’s Carolingian Heritage 1949 ‐ 1978 ‐ 2014



Lucinda Dean - Where to make the king (or queen): the importance of place in Scottish inaugurations and coronations from 1214 to 1651



Matthew Hammond - Perth/Scone and assembly government in the mid-twelfth century



Øystein Erkoll - ‘The Kings’ Chair’ – The Royal Acclamation Tribune on Nidaros Cathedral Cemetery



Patrick Gleeson - Gathering the nations of early medieval Ireland: debating provincial kingship, royal government and ceremony in the post-Roman West



Richard Millar - Scone Abbey: An Overview of its Portfolio of Lands, Rights, and Churches



Andrew Johnson - Tynwald: Assembly, Royal Inauguration and Parliamentary Tradition on the Isle of Man



Extraido de: Boug´s Archaeology


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Oxford Journal of Archaeology Vol. 33/4


Oxford Journal of Archaeology
Vol. 33/4, 2014


Articles

Saucer Barrows: Places for Ritual within Wessex Early Bronze Age Chalkland Barrow Cemeteries pp. 339–359
Andy M. Jones and Henrietta Quinnell

Beyond Elites: Reassessing Irish Iron Age Society  pp. 361–377
Brian Dolan

Reassessing the Oppida: The Role of Power and Religion   pp. 379–394
Manuel Fernández-Götz

The Vindolanda Timepiece: Time and Calendar Reckoning in Roman Britain  pp. 395–411
Kevin K. Birth

Finding Vikings in the Danelaw  pp. 413–434
Jo Buckberry, Janet Montgomery, Jacqueline Towers, 
Gundula Müldner, Malin Holst, Jane Evans, Andrew Gledhill, 
Naomi Neale and Julia Lee-Thorp



Ir ao número da revista:  OJOA 33/4

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Brathair 13/2

BRATHAIR
Vol. 13/2 (2013)


Editorial

Dossiê "Origens, Construções, Conversões: dos Castros da Ibéria 
à Floresta de Broceliande"
Adriana Zierer, Marcus Baccega

Artigos

Brigos, Briges, Alóbriges y términos afines en la literatura griega hasta el siglo I a.C
Juan Antonio López Férez

A ocupação do espaço e a modelação da Paisagem proto-histórica 
no Norte de Portugal
Armando Coelho Ferreira da Silva

A presença de um herói romano no De Bello Gallico: 
uma proposta de estudo
Arlete José Mota

De Mago, Profeta e Louco ...Merlin na Historiografia e 
na Literatura dos séculos XII e XIII
Rita de Cássia Mendes Pereira & Kamilla Dantas Matias

El tema del triángulo amoroso en los relatos del Rey Arturo
Ramon Sainero Sánchez

Isidoro de Sevilha e o Rei Sisebuto: A conversão dos judeus 
no Reino Visigótico
Sergio Alberto Feldman

Aspectos da Ortodoxia no Reino Suevo: considerações sobre 
o De Correctione Rusticorum
Leila Rodrigues da Silva & Nathalia Agostinho Xavier


Resenhas

Zierer, A. Da Ilha dos Bem-Aventurados à busca do Santo Graal: 
uma outra viagem pela Idade Média.
Maria de Nazareth Corrêa Accioli Lobato

Bell, Kimberly K. & Couch, Julie Nelson. The Texts and Contexts of Oxford, Bodleian Library, MS Laud Misc. 108. The Shaping 
of English Vernacular Narrative.
Gabriela Cavalheiro

Traduções

A Visão de Thurkill
Ricardo Boone Wotckoski



Ir ao número da revista:   Brathair

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Debatindo a Assembleia no Norte da Europa

Debating the Thing in the North I
Journal of the North Atlantic, special vol. 5


INDEX

Debating the Thing in the North I: Introduction and Acknowledgments  p. 1
Alexandra Sanmark, Sarah Semple, Natascha Mehler & Frode Iversen


Research Articles

Concilium and Pagus—Revisiting the Early Germanic Thing System of Northern Europe  p. 5
Frode Iversen

Þing goða—The Mythological Assembly Site  p. 18
Nanna Løkka

Sacred Legal Places in Eddic Poetry: Reflected in Real Life?  p. 28
Anne Irene Riisøy

State Formation, Administrative Areas, and Thing Sites in the Borgarthing Law Province, Southeast Norway  p. 42
Marie Ødegaard

Tracing Medieval Administrative Systems: Hardanger, Western Norway  p. 64
Halldis Hobæk

Governance at the Anglo-Scandinavian Interface: Hundredal Organization in the Southern Danelaw  p. 76
John Baker and Stuart Brookes

Patterns of Assembly: Norse Thing Sites in Shetland   p. 96
Alexandra Sanmark

What is in a Booth? Material Symbolism at Icelandic Assembly Sites  p. 111
Orri Vésteinsson


+INFO no site de:  JONA

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Banquete e Ritual na Islandia - Livro

FOOD, BLOOD & LITTLE WHITE STONES

Jónsson, J.O., Food, blood and little white stones: A study of ritual in the Icelandic Viking Age hall. University of Iceland, 2014


Sinopse
O estudo das crenças e rituais antigos é uma problematica muito complexa que tem incomodado os estudiosos ao longo dos séculos. As pessoas ao longo do tempo têm-se surprendido das religiões, crenças e tradições de outros povos. Os estudiosos, já no tempo de Tácito e o Império Romano, descreveram as práticas religiosas e rituais de culturas estrangeiras.


No entanto, tais relatos tendem ser deformados pelo própria abscripção religiosa do escritor, o clima político da época e forma em que os textos sobreviver e se trasmitem. Problemas semelhantes dam-se com os relatos orais. A vantagem de arqueologia, neste caso, é, para usar as palavras de Ann-Britt Falk "que analisa o que as pessoas realmente fazem, não o que eles se supoe que fazem"


O objetivo desta tese é de olhar para a arqueologia da casa de banquetes islandesa de epoca vikinga e definir os signos de ritual teorizado a partir da combinação dos materiais folclórico, etnográfico, arqueológico e histórico. O objetivo do autor é que através do uso destas fontes, seja possível a identificaçao de rituais pagãos no registro arqueológico da Islândia.


 INDEX



Descarregar a tese aqui: Food, blood and little white stones

segunda-feira, 3 de março de 2014

Assentamentos Altomedievais na Irlanda - Livro


Early Medieval Dwellings and Settlements in Ireland

O´Sullivan, A., McCormick, F., Kerr, T.R, Harney, L. & Kinsella, J., Early Medieval Dwellings and Settlements in Ireland, AD 400–1100. BAR International Ser. 2604 532pp.  ISBN: 9781407312279


Sinopse
Esta monografia concentra-se nos primeiros assentamento medievais irlandeses entre o 400-1100 d.C, está baseado na evidência disponível até o ano 2010. Baseando-se em ambos os materiais publicados e não publicados, estabelece, um corpus analítico interpretativo e geográfico de alguns dos 241 principais assentamentos medievais analisados através das escavações arqueológicas na Irlanda.


O dossier aborda temas como casas e edifícios, a organização dos assentamentos, atividade agrícola, o artesanato e a indústria, representando, sem dúvida, a primeira compilação, análise e discussão da arqueologia dos primeiros assentamento medievais na Irlanda.


 INDEX



Assembleias Judiciais na Escócia - Tese on-line


O'Grady, Oliver J.T., The setting and practice of open-air judicial assemblies in medieval Scotland: a multidisciplinary study. PhD thesis, University of Glasgow. 2008


Sinopse
Este estudo analisa as configurações físicas e associações na paisagem dos tribunais judiciais ao ar livre na Escócia medieval. A prática medieval das Assambleias ao ar livre representam uma atividade humana coletiva efêmera crucial para a compreensão da sociedade medieval. Na obra adoptaçe uma abordagem multidisciplinar, que se serve tanto das evidências toponimicas, históricas e arqueológicas, quanto de estudos de casos representativos que são investigados e apresentados através do seu levantamento geofísico e topográfico.


Os nomes de lugar derivados do Gaélico, Escocês, Antigo Nórdico e Inglês que indicam a existencia assembléias são postos em conjunto e completados os materiais dicionais. Mais de 200 nomes de lugares são considerados. As referências históricas à assambleias e tribunais a ceu aberto durante os seculos 13 - 16 séculos, são examinadas, junto com 18 exemplos onde os seus restos físicos podem ser identificados com seguridade e apresentados em detalhe. A diversidade das assambleias ao ar livre é assim analisada, incorporando as características naturais e arqueológicas dos locais onde se celebram.



Os outeiros são o cenário arqueológico mais comum identificado com uma distribuição ampla que transcende as fronteiras linguísticas e culturais. No entanto, um número significativo de assembleias judiciais utilizadam colinas naturais, o que tem implicações para a análise arqueológica dos locais. A reutilização de restos pré-históricos, como amoreamentos de pedras e restos megalíticos como lugares de assemblei é um fenómeno generalizado, e que não está restrito aos centros reais.


As qualidades pré-cristia e cultual destes lugares centrais são ilustradas pela estreita associação que desde um inicio topamos na Escócia entre sitios religiosos e outeiros de assembleias judiciais. As assembleis judiciais na Escócia também apressentam uma associação com fronteiras territoriais, enfatizando seu papel na dinâmica inter-comunitária. 


O material histórico demonstra um declínio gradual no uso de lugares ao ar livre para os tribunais desde o século 15 em diante. Isto representa, no entanto, uma significativa persistência dos locais judiciais tradicionais na Escócia durante a época de centralização progressiva do processo legal.


Descarregar a tese aqui:  Glasgow Theses Service

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Formação do Estado Altomedieval no Norte


Archaeological Perspectives on State Formation in the Early Medieval North

Quando: 11 Fevereiro
Onde: Madrid


Na terça-feira do 11 de fevereiro, coincidindo com a reunião anual de três projetos de pesquisa realizados desde o CSIC, a Universidade de Salamanca e a Universidade de Leão serão realizadas diferentes atividades abertos ao público.


Entre elas o Instituto de Historia do CSIC celebrara no seu local do Centro de Ciências Sociais um seminário impartido pelos professores Grenville Astill, Frode Iversen e Stuart Brooks, que tratara sobre o papel que a arqueologia esta jogando nos últimos anos, na investigação da formação de estados medievais no Norte da Europa, sinaladamente os casos anglo-saxão e escandinavo


 Programa



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Espejismo do Bárbaro - Livro


EL ESPEJISMO DEL BÁRBARO

Álvarez Jiménez, D., Sanz Serrano, R. & Hernández de La Fuente, D.(eds.), El Espejismo del bárbaro: Ciudadanos y extranjeros al final de la Antigüedad. Univ. Jaume I, Castelló de La Plana, 2013 ISBN: 978-84-8021-958-7


Sinopse
Desde há muitos séculos e muito singularmente em tempos de crise, a queda do Império Romano e a fragmentação da Europa, o conduziria, inevitavelmente, ate o mundo medieval, foram dois dos tópicos mais analisados e repensados não só pela historiografia senão também pelo pensamento ocidental. Ao longo das páginas que compõem esta obra, oferecem-se alguns dos mais recentes estudos em torno desta questão desde as mais variedades disciplinas.


 INDEX



+INFO sobre o livro: Espejismo del Bárbaro

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Brathair 12/2

BRATHAIR
Vol. 12/2 (2012)


Editorial 
   
Editorial: Dossiê Bretanha/Britânia/Angelcynn Celto Germânica 
entre Literatura e História   1-5
Adriana Zierer, Marcus Baccega
  
 
Artigos

“Thronging Students by the Fleetload": The Early Echternach Manuscripts and Post-Whitby Relations between Ireland and Anglo-Saxon England  6-16
A. Joseph McMullen

Æthelings & Liudolfings: Uma análise das relações entre a Inglaterra anglo-saxônica e a Germânia otônida  17-30
Vinicius Cesar Dreger de Araujo

“Her mon mæg giet gesion hiora swæð”: Uma breve história 
sobre os estudos anglo-saxônicos.  31-44
Elton O.S. Medeiros

O priscilianismo nas atas do Concílio de Zaragoza de 380: reflexões sobre a construção do campo religioso  45-52
Jaqueline de Calazans, Leila Rodrigues da Silva

Die irische Sagenliteratur  53-73
Wolfgang Meid

Memórias de um velho marginal e um velho pescador 
na demanda do Santo Graal  74-84
Alessandra Conde

As artimanhas do diabo em a demanda do Santo Graal   85-98
Ana Marcia Alves Siqueira

From Pondal (1835-1917) to Cabanillas (1876-1956): Ossian and Arthur in the making of a Celtic Galicia  99-117
Juan Miguel Zarandona

Resenhas
   
Os Druidas: um passado presente  118-122
Pedro Vieira da Silva Peixoto

Traduções
  
Judite 123-147
Elton O.S. Medeiros

Entrevistas
   
Estudos Anglo-Saxônicos 148-153
Ryan Lavelle



Ir ao número da revista:  Brathair

sábado, 21 de setembro de 2013

Oxford Journal of Archaeology 32/3

Oxford Journal of Archaeology
Vol. 32/3 2013


Original Articles

‘The Chicken or the Egg?’ Interregional Contacts Viewed Through a Technological Lens at Late Bronze Age Tiryns, Greece  pp. 233–256
Ann Brysbaert

Investigating Dietary Variation With Burial Ritual in Iron Age Hampshire: An Isotopic Comparison of Suddern Farm Cemetery and Danebury Hillfort Pit Burials  pp. 257–273
Rhiannon E. Stevens, Emma Lightfoot, Julie Hamilton, Barry Cunliffe and Robert E.M. Hedges

The Foundation of Roman London: Examining the Claudian Fort Hypothesis  pp. 275–291
Lacey Wallace

White and Coloured Marbles of the Roman Town of Urbs Salvia (Urbisaglia, Macerata, Marche, Italy)  pp. 293–317
Fabrizio Antonelli and Lorenzo Lazzarini

Horses for Courses? Religious Change and Dietary Shifts In Anglo-Saxon England  pp. 319–333
Kristopher Poole

From Bells to Cannon – The Beginnings of Archaeological Chemistry in the Eighteenth Century  pp- 335–341
A.M. Pollard


Ir ao número da revista:   OJA 32/3

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ethnoarqueologia Juridica do Touro - Resumo

Deixamos-vos aqui o resumo da nossa futura intervenção o próximo sábado no Congresso o Cavalo e o Touro, Mito e Ritual: Para uma etnoarqueologia jurídica do Touro


Resumo
A presente comunicação centra-se em duas práticas relacionadas com o touro que se podem encontrar em diferentes partes da Península Ibérica. De um lado, trataremos os rituais de delimitação nos quais os bovídeos intervêm como parte dos atos de definição do perímetro de um território, e nos que se observa um componente mágico que os conecta com os rituais de fundação.



Do outro lado, a serie de tradições e lendas sobre o confronto entre dois bois que representam a comunidade e que se associam com a delimitação de fronteiras entre vizinhanças, zonas de pastagem, etc.
Em ambos os casos, pode-mos ver semelhanças com mitos e rituais presentes em outros lugares da Europa Continental e Ilhas Britânicas.



Os quais juntamente com a presença ocasional de tais costumes em documentos medievais e modernos de caráter jurídico, permitem observar fenómenos de longue durée em torno desses usos consuetudinários, que nos referem em último término, quando menos, ao mundo céltico.



Esta abordagem comparativa, porém põe de manifesto a necessidade de uma estratégia de pesquisa que permita cruzar diferentes fontes, desde a etnografia à história do direito, além das propriamente arqueológicas, para a compreensão deste tipo de fenómenos



Podeis consultar uma versão inglesa junto coa portuguesa aqui


terça-feira, 19 de março de 2013

Entre Romanos e Bárbaros

ENTRE ROMANOS E BÁRBAROS
Mesa Redonda Internacional sobre a Lusitânia Romana

Quando: 10-11 Maio
Onde:  Mangualde


A Mesa Redonda Internacional sobre a Lusitânia Romana vai juntar especialistas em arqueologia de vários países sobre a Lusitânia romana. Estas tiveram início em 1989, tendo a primeira acontecido em Bordeaux, França. As seguintes tiveram lugar em Salamanca, Madrid, Mérida, Cáceres, Cascais e Toulouse.


A iniciativa visa a apresentação e o debate das mais recentes descobertas e investigações sobre a província romana da Lusitânia que se dividia entre os territórios portugueses e espanhóis atuais. A realizar em Mangualde, o tema visa aclarar o período pós desintegração do Império Romano até ao estabelecimento do reino visigodo naquele território.


+INFO no site do:  CEAUCP

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Cavalgando ao Além - tese on-line


Rowsell, T., Riding To The Afterlife: The Role Of Horses In Early Medieval North-Western Europe. Master’s Thesis, University College London, 2012


Resumo
A fim de estabelecer o papel de cavalos nas religiões pré-cristãs da Inglaterra anglo-saxã, a Escandinávia da época viking e outras regiões germânicas da Europa continental, esta dissertação procurara as evidências nas fontes arqueológicas e literárias do enterramento, sacrifício, e outros rituais nos que são envolvidos os cavalos. Na ideologia reconstruída neste ensaio, o cavalo serve como símbolo de status por igual para cristãos e pagãos iguais, assim como de eficiente meio de transporte. 



Para os pagãos o cavalo era também uma fonte de alimento e estava ligada a ritos religiosos envolvendo a sua decapitação e consumo ritual. A análise das evidências mostra que como os numerosos exemplos de enterros de cavalo do noroeste da Europa serviram a uma variedade de funções: símbolo de status entre os bens no túmulo, vítima para os deuses ou antepassados, e meio de transporte póstumo ao Além.

Enterramento anglo-saxão com cavalo

Ao comparar a arqueologia com as fontes literárias, em as que os cavalos são representados em mitologia nórdica e como parte de rituais pagãos, se possem identificar duas categorias principais de funções divinas do cavalo nesta época. Em primeiro lugar, as tumbas de guerreiros de status elevado, acompanhados polos seus cavalos, que se identificam com o culto do deus Óðinn.

Portrait of a Burial Horse foto: Charlotte Dumas

Nestes casos, a função dos cavalos é ser meio de transporte na vida após a morte, provavelmente cara o Valhǫll. Em segundo lugar, aqueles enterros que envolvem os a cremação de cavalos, por vezes acompanhada de arreios e rédeas, caso em que também foram destinados como transporte póstumo mais que parecem ter significado espiritual relacionado com o culto dos Vanir.

Dentes de cavalo num depósito ritual, Uppsala

Neste caso os cavalos que foram sacrificados e comidos puderam ter sido dedicados ao deus da fertilidade Freyr, assim como sucede na Saga de Hrafnkels. Tácito fornece evidências de que o cavalo teve sido um meio divino, no que pode ser uma manifestação anterior do rito descrito por Adam de Bremen, que foi relacionado igualmente como o culto Vanir do cavalo. 

Reconstrução do sítio sacrificial de Eketorp (Suécia)

A Análise dos feitiços médicos semi-pagãos encantos do século X, assim como a primeira legislação cristã sobre os cavalos fornece um contexto que ajuda a distinguir o que é genuinamente pagão na cultura popular arredor do cavalo nos inícios do medievo no Norte de Europa


Descarregar a tese em:  Medievalist.net

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O Exército no Pântano



Um exército inteiro sacrificado em um pântano

Um pântano dinamarquês abrigou um terrível segredo por milhares de anos.

Arqueólogos passaram todo o verão escavando uma pequena amostra do que acabou por ser uma fossa comum com restos mortais de mais de 1.000 guerreiros, que foram mortos numa batalha cerca de 2.000 anos atrás.



"Nós encontramos muitos mais ossos humanos dos que esperávamos", diz Ejvind Hertz, conservador do Museu Skanderborg. A descoberta de tal quantidade de ossos da Idade do Ferro tem atraído muito a atenção internacional porque os ossos estão surpreendentemente bem preservados. Além disso, a descoberta confirma a descrição das fontes romana sobre as práticas guerreiras dos Teutões. O sítio está localizado no humidal de Alken Enge perto do lago Mossø na península da Jutlândia.



Os ossos revelam feridas de arma
Cerca de 2.000 anos atrás, os guerreiros de Alken foram sacrificados a algum deus, que hoje desconhecemos. Os ossos foram depositados lá em um momento em que não era um pântano, mas sim, que era uma pequena bacia do Lago Mossø, criada por uma língua de terra que se projeta dentro do lago. Os arqueólogos tenhem escavado só uma área de 80-90 metros quadrados, embora o local se estende por um espaço de 3600 metros quadrados.



As escavações em zonas húmidas são muito costosas, já que a água precisa ser constantemente bombeada para fora. Além disso, as descobertas são tão densamente concentradas que leva muito tempo para ocupar-se de seu registo. A área que até agora tem sido escavada contém os fragmentos dos ossos de cerca de 240 homens com uma idade entre os 13 e 45 anos. Os ossos dos homens apresentam marcas de armas brancas como espadas e machados.



Um Prado cheio de guerreiros mortos
A bacia não escavada do pântano estende-se por uma enorme área que cobre quase 40 hectares e é acreditado poder conter os restos mortais de mais de 1.000 guerreiros. Quando se lhe pergunta sobre afirma que mais guerreiros estão enterrados lá, Hertz diz: "Nós sabemos de pessoas que recolhiam turfa aqui nos séculos XIX e XX e encontraram fragmentos de ossos, e nós também fizemos escavações de teste na bacia". Os arqueólogos não encontraram esqueletos completos, apenas partes de eles. Mas creem que o pântano pode conter muitos indivíduos diferentes, já que os seres humanos têm, por exemplo, apenas um fémur direito.



Os guerreiros foram deixados no campo de batalha
O exército pode ter sido derrotado e morto em um campo de batalha localizado longe do pântano de Alken. Hertz diz que, se fosse esse o caso, deve ter sido uma tarefa logística enorme para as pessoas da Idade do Ferro transportar os ossos para o lago. Os pesquisadores não podem dizer quando a batalha pode ter acontecido ou onde ocorreu. Muitos dos achados arqueológicos indicam que o exército procedia de longe. Mas, em princípio, o campo de batalha pode ter sido localizado num local próximo ao do sacrifício.



O sacrifício, porém, ocorreu muito tempo depois da batalha "Os ossos puderam ser sacrificadas meses ou até mesmo anos após os guerreiros forem mortos. Não o saberemos até que sejam cuidadosamente analisados", diz o conservador. "Numa fase inicial, podemos ver que os ossos têm marcas de mordedura sobre eles, e que parte das articulações foram arrincadas. Por tanto, não há dúvida de que os predadores estiverem em contacto com as partes dos corpos".



O achádego confirmar histórias de guerra
As marcas de mordida dos predadores indicam que os guerreiros mortos eram deixados para morrer ou apodrecer no campo de batalha, sem que ninguém se preocupar em enterrar ou até mesmo remover os corpos. Isto confirma partes do que nas fontes romanas se escreveu sobre as práticas guerreiras entre os europeus do norte no período em torno da época do nascimento de Cristo. Um dos maiores historiadores do Império Romano, Tácito (56 DC - 120 DC) descreveu o rescultado da famosa derrota de Varo na Batalha da fraga de Teutoburgo no 9 DC.



Tácito escreveu em seus Anais. "No meio da planície, os ossos descansavam espalhados e amontoados, dependendo se eles tinham fugido ou aguantado. Entre os ossos havia pedaços de lanças e membros do cavalo, as cabeças humanas estavam cravadas nas árvores. Nos bosques próximos havia altares bárbaros em que os tribunos e centuriões de primeira ordem eram sacrificados"
Sabemos, também, a partir das fontes que, quando os germanos venciam numa batalha, eles matavam todos os inimigos sobreviventes, exceto os poucos que mandavam de volta para anunciarem a derrota.

Muito poucas armas encontradas
Os arqueólogos não podem determinar a origem dos guerreiros mortos, porque eles têm-se encontrado muitas poucas armas no jazigo. Entre os numerosos fragmentos de ossos, eles só encontraram umas poucas pontas de seta, alguns restos de um escudo e um machado muito bem conservado.



Uma inestimável fonte de informação sobre Idade do Ferro
Os ossos são, contudo, de valor inestimável: "Esta é a primeira vez que algo assim foi encontrado no norte da Europa", diz Hertz. As condições das zonas húmidas com uma atmosfera livrem de oxigeno como Alken tem sido ótima, para preservação dos restos. "Os ossos estão completamente novos", diz ele. "Algum ADN debe quedar preservado, para que possamos ter um bom perfil destes homens da Idade de Ferro.



Assim mesmo uma análise antropológica dos ossos irá nos fornecer um retrato de sua dieta e sua aparência física".  Os pesquisadores estão-se aproximando a conclusão do projeto de escavação atual. Nos próximos meses, eles estarão juntamente com peritos internacionais analisando os muitos ossos topados



O projeto, intitulado The army and post-war rituals in the Iron Age – warriors sacrificed in the bog at Alken Enge in Illerup Ådal é obra da colaboração entre arqueólogos e geólogos do Museu Skanderborg, o   Museu Moesgård e o Instituto de Cultura e Sociedade da Universidade de Aarhus.

(Fonte: ScienceNordic 22-08-2012)