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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A Pré-historia Genetica da Centro-Europa

Traçam o mapa das quatro migrações que mudaram a história genética da Europa

A análise do ADN de ossos pré-históricos permitiu desentranhar as mudanças genéticas que deram origem às populações modernas da Europa. Dois estudos descrevem a complexidade dos padrões de migração e os relacionamentos humanos no velho continente desde o Neolítico à Idade de Bronze, com a mudança da caça e a recoleção à agricultura e a metalurgia.

A análise de ADN dos dentes e restos ósseos pré-históricos permitiu rastrear a história genética da Europa moderna. Dois estudos publicados hoje em Science descrevem os padrões migratórios de Centro-europa durante a mudança para à agricultura entre o Neolítico e a Idade de Bronze. Neste período muitos caçadores-recoletores mantiveram os seus costumes enquanto outros povos já cultivavam.



"Temos caracterizado diferentes culturas arqueológicas para reconstruir quatro importantes situações durante o Neolítico que descrevem o fluxo genético europeu", destaca Guido Brandt, pesquisador do Instituto de Antropologia da Universidade de Maguncia e um dos autores dos estudos. "Uma simples mistura entre os caçadores-recoletores indígenas europeus e a população emigrante do este do continente não pode explicar a diversidade genética europeia", assevera.



"Estes momentos clave são quatro: a introdução da agricultura desde Oriente Próximo ao centro da Europa; depois, desde Europa Central até o sul de Escandinávia; a influência genética de Oriente Próximo, e por último, o influxo da cultura campaniforme do oeste europeu. Cada um destes eventos contribuiu à formação da diversidade mitocondrial dos europeus de hoje em dia", expõe Brandt.

reconstrução de vaso campaniforme

Em um primeiro estudo, as equipas de investigação analisaram o ADN mitocondrial, que se herda da mãe, extraído de ossos e dentes pertencentes a 364 esqueletos humanos das culturas que povoaram a região de Mittelelbe-Saale na Alemanha durante mais de 4.000 anos. Para descrever a pré-história genética dos centro-europeus, foi necessário um processo a mais de oito anos no que utilizaram novas tecnologias de análises genómico.

distancias genéticas e continuidade populacional centro-europeia

Os resultados de Brandt indicam que durante o Mesolítico (entre o Paleolítico e Neolítico) os centro-europeus eram caçadores-recoletores. Depois foram substituídos pelos agricultores neolíticos, que dominaram a zona durante 2.500 anos, graças à agricultura própria das regiões de Oriente Próximo, Anatólia e o Cáucaso.


Convivência entre agricultores e caçadores

 O segundo estudo assegura que os povoadores caçadores-recoletores viveram junto dos agricultores durante uns 2.000 anos desde a entrada dos cultivos no continente. Nesta segunda investigação, os cientistas sequenciaram os genomas mitocondriais de 25 indivíduos do jazigo arqueológico Blätterhöhle em Hagen (Alemanha), mediante a análise dos isótopos de enxofre, nitrogénio e carbono contidos nos ossos e os dentes.


Os resultados refletem que durante anos três culturas diferentes habitaram no centro da Europa: uma de caçadores-recoletores; outra formada por agricultores, provavelmente novos imigrantes; e uma última também de caçadores-recoletores que subsistiam principalmente graças à pesca nos rios.


 As mostras analisadas refletem que estas duas últimas culturas foram vizinhas e viveram uma ao lado da outra durante uns 2.000 anos, mas com muito pouco ou nenhum intercâmbio nem cultural nem genético.

Fonte texto: Sinc
 
  
Refêrencias

Brandt, G. et alii (2013): "Ancient DNA Reveals Key Stages in the Formation of Central European Mitochondrial Genetic Diversity" Science Vol. 342, Nº 6155 pp. 257-261 DOI: 10.1126/science.1241844
  
Bollongino, R. et alii (2013): "2000 Years of Parallel Societies in Stone Age Central Europe". Science Vol. 342 Nº 6155  DOI: 10.1126/science.1245049
  
Balter, M. (2013): "Farming's Tangled European Roots" Science Vol. 342, Nº 6155 pp. 181-182 DOI: 10.1126/science.342.6155.181


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nos começos da Britania - Barry Cunliffe

BRITAIN BEGINS

Cunliffe, Barry, Britain Begins Oxford University Press, Oxford 2012 568pp. ISBN: 978-0-19-960933-8


Sinopse
O livro é nada mais nada menos do que a história das origens dos povos britânicos e da Irlanda, desde cerca de 10.000 aC até a véspera da conquista normanda. Usando a mais atuais evidências arqueológicas junto com as novas pesquisas sobre o ADN e outras técnicas científicas que nos ajudam a traçar as origens e movimentos destes primeiros povoadores.



Barry Cunliffe oferece uma rica narrativa dos primeiros habitantes das ilhas - quem eram?, de onde eles viram?, e como eles integravam uns com os outros?. Subjace a este relato a ideia de uma história entorno ao mar, que permitiu o constante contato entre os habitantes das ilhas e seus vizinhos continentais.



O livro também explora o desenvolvimento dos primeiros mitos historiograficos, criados arredor destes antepassados, tentando compreender suas origens. Antes do desenvolvimento da disciplina de arqueologia, votara-se mao dos textos biblicos e classicos dos textos bíblicos e clássicos, para criar uma origem mitológica dos britânicos. 

 "O Grande Festival dos Britões", extraido de Meyrick & Smith, The costume of the original inhabitants of the British Islands, Londres 1815

Cunliffe mostra como os arqueólogos de hoje não são menos movidos pelo mesmo desejo de compreender o seu passado, a diferença esta em que agora temos muitas mais evidências com as trabalhar


INDEX

Preface

Cap. 1 In the Beginning: Myths and Ancestors

Cap. 2 Britain Emerges: the Stage is Set

Cap. 3 Interlude: Enter the Actors

Cap. 4 Settlement Begins 10,000 - 4200 BC

Cap. 5 New People, New Ideas 4200 - 3000 BC

Cap. 6 Mobilizing materials: a New Connectivity 3000 - 1500 BC

Cap. 7 Interlude: Talking to Each Other

Cap. 8 The Productive Land in The Age of Warriors 1500 - 800 BC

Cap. 9 Episodes of Conflict 800 - 60 BC

Cap. 10 Interlude: Approaching the Gods

Cap. 11 Integration: the Roman Episode 60 BC - AD 350

Cap. 12 Its Red and Savage Tongue AD 350 - 650

Cap. 13 The Age of the Northmen AD 600 - 1100

Cap. 14 Of Myths and Realities: an epilogue

A Guide to Further Reading

Index


+INFO sobre o livro em: Oxford University Press

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Áreas Linguisticas, Áreas Culturais - Livro

        
AIRES LINGUISTIQUES, AIRES CULTURELLES

Le Bris, Daniel, Aires Linguistiques Aires Culturelles. Etudes de concordances en Europe occidentale: zones Manche
et Atlantique. CRBC/UBO, Brest, 2012, 196pp.
ISBN 978-2-901737-96-4


Sinopse
Os Celtas são realmente originários da Europa central? Pode-se ainda falar de uma invasão indo-europeia? Novos pesquisadores tentam o labor de alumiar a estas questões. São linguistas, arqueólogos, geneticistas, pré-historiadores e apoiam os seus estudos nas descobertas dos trinta últimos anos. Estas descobertas mostram que em uma aprastante maioria não há nenhuma prova de uma invasão indo-europeia em IV milénio aC. a escala de todo o continente europeu. Os Celtas já não viriam de um território sito entre Áustria e o sul da Alemanha, como isso é convencionalmente admitido desde o século XIX, mas seriam estabelecidos desde o final do Paleolítico superior e/ou o Mesolítico ao longo da costa atlântica, da península Ibéria à Armórica e às Ilhas Britânicas. Os descendentes dessas populações introduziriam e difundido, de oeste a este, e não ao inverso, o método de construção dos megálitos, o copo campaniforme, a metalurgia do bronze, a domesticação do cavalo, a roda de rádios.


INDEX

Introduction

Daniel Le Bris – Continuité-discontinuité de peuplement et de langues en zone atlantique


Les Européens Atlantiques

Marcel Otte – Les Indo-européens sont arrivés en Europe avec Cro-Magnon


Une Origine Atlantique des Cultures et Langues Celtiques

Mario Alinei et Francesco Benozzo – Les Celtes le long des côtes atlantiques : une présence ininterrompue depuis le Paléolithique

John T. Koch – Tartessian as Celtic and Celtic from the West: both, only the first, only the second, neither

Xaverio Ballester – Les langues celtiques : origines centre-européennes ou... atlantiques ?

Stephen Oppenheimer  – The post-glacial peopling of the British Isles: can "Celtic" and "Anglo-Saxon" physical intrusions be defined and measured?


Le Peuplement de La Manche

Cyril Marcigny – Emprise territoriale des complexes socio-économiques de l'âge du Bronze dans l'ouest de la France

Gary German  – Le brittonique et le vieil anglais suite à l'Adventus Saxonum : remplacement ou changement de langue ?

Des Corrélations entre le chamito-sémitique et le celtique

Steve Hewitt – La Question d'un substrat chamito-sémitique en celtique insulaire


+INFO sobre o livro: Aires Linguistiques, Aires Culturelles

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dinâmica de Populações na Pré-história - Livro

POPULATION DYNAMICS IN PREHISTORY & EARLY HISTORY

Kaiser, E., Burger, J. & Schier, W (eds.), Population Dynamics in Prehistory and Early History. New Approaches Using Stable Isotopes and Genetics. Walter De Gruyter, Berlin, 2012
ISBN: 978-3-11-026630-6


Sinopse
As Migrações e dinâmica de população são considerados temas muito problemáticos nos campos de estudos antigos. Bolsa recentes investigação sobre as populações (pré)históricas geraram novos um novo impulso para utilizar as aproximações científicas baseadas na radiogénica de isótopos estáveis, e a paleo-genética, assim como as simulação por computador. Como resultado, o estado de investigação experimentou uma rápida mudança. 

Os contributos de vários grupos investigadores apresentadas numa conferência celebrada em Berlim em 2010, dirigidas a aspetos históricos específicos de dinâmica de populações e migração, sem restrições cronológicas ou geográficas, tentaram apresentar uma pesquisa bioarqueologica transversal. 

O presente volume, dividisse em três grandes secções temáticas (análise de isótopos, genética de população, e simulação de modelos por computador), que as novas ideias, experiências, e aproximações metodológicas, que amostram através de uma série de contributo as possibilidades futuras da investigação futura nesta área. 
  
  
 INDEX




Descarrega o livro no site de:   De Gruyter

Escitas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros escitas que viverão há mais de 2.000 anos na região de Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura escita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeogenetica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura escita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura escita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os escitas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura escita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas escitas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros escitas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os escitas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904


sexta-feira, 2 de março de 2012

"Extinção" antes da "Extinção"


Neandertais europeus à beira da extinção, ainda antes da chegada dos humanos modernos

Novas descobertas de uma equipe internacional de pesquisadores mostram que os neandertais foram extintos mais europeus cerca de 50.000 anos. A visão anteriormente realizada de uma Europa habitada por população estável Neanderthal para centenas de milhares de anos antes dos humanos modernos chegaram, portanto, devem ser revistos.

Essa nova perspetiva de neandertais vem de um estudo de DNA antigo publicado hoje em Molecular Biology and Evolution. Os resultados indicam que a maioria dos neandertais na Europa morreu assim como 50.000 anos atrás. Depois disso, um pequeno grupo de homens de Neandertal teriam recolonizado Europa Central e Ocidental, onde sobreviveu por mais de 10.000 anos antes dos humanos modernos chegaram à cena. O estudo é o resultado de um projeto internacional liderado por pesquisadores suecos e espanhóis em Uppsala, Estocolmo e Madrid.

"O fato de que os neandertais na Europa estavam quase extintos, mas depois se recuperou, e que tudo isso aconteceu muito antes de ter feito contacto com os humanos modernos foi uma completa surpresa para nós. Isso indica que os neandertais poderia ter sido mais sensível às mudanças climáticas drásticas que ocorreram na última Idade do Gelo que se pensava anteriormente ", diz Love Dalén, professor associado do Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo.

mandíbula neanderthal do norte de Espanha, foto: Centro de Evolução e comportamento Humanos (UCM-ISCIII)






















Em relação ao trabalho no DNA de fósseis de Neandertal, no norte da Espanha, os pesquisadores notaram que a variação genética entre neandertais europeus eram muito limitados, durante os últimos dez mil anos antes de os neandertais desapareceram. Os mais antigos fósseis em fósseis Europa e na Ásia Neanderthal, tinham uma variação muito maior genética, juntamente com a quantidade de variação seria de esperar de uma espécie que eram abundantes em uma região ao longo de um período de tempo longo.

"A quantidade de variação genética em neandertais geologicamente mais antigos, e os Neandertais na Ásia era tão grande quanto em seres humanos modernos, como uma espécie, enquanto que a variação entre europeus posteriores neandertais não era ainda tão elevada como a dos seres humanos Islândia moderna ", diz Anders Götherström, professor associado da Universidade de Uppsala.


Os resultados apresentados no estudo é inteiramente baseado em DNA altamente degradado e, portanto, as análises têm exigido tanto de laboratório avançado e métodos de cálculo. A equipa de investigação envolveu especialistas de vários países, incluindo os estatísticos, especialistas em sequenciamento de DNA moderno e paleoantropólogos da Dinamarca, Espanha e EUA. Somente quando todos os membros da equipe internacional de pesquisadores examinou os resultados poderiam se sentir confiante de que os dados disponíveis genética na verdade, revela um Neanderthal importante e até então desconhecido na história da.

"Esse tipo de estudo interdisciplinar é inestimável para o avanço da pesquisa em nossa história evolutiva. DNA de homens pré-históricos levou a uma série de descobertas inesperadas nos últimos anos e vai ser muito emocionante ver o que as descobertas são feitas mais nos próximos anos ", diz Juan Luis Arsuaga, Professor de Paleontologia Humana da Universidade Complutense de Madrid.

( Uppsala Univ News,  Anneli Waara )


Referência:
Dalén, L et alii: "Partial genetic turnover in neandertals: continuity in the east and population replacement in the west" MBE 23, 2012  pp. 1-13   DOI: 10.1093/molbev/mss074


Postagem relacionada:   Para neanderthais Nós

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Indioislandesas

Povoado viking reconstruido em Terra-nova, Canadá

Cinco séculos antes de Colón já teve contacto genético entre Europa e América Uma equipa de pesquisadores espanhóis e islandeses descobriu uma linhagem de origem ameríndio em quatro famílias da Islândia, segundo publicam na revista American Journal of Physical Anthropology. O antepassado comum parece ser uma mulher que os vikings trouxeram à ilha desde o continente americano ao redor do ano 1000. Vários restos arqueológicos e narrações evidenciam que os vikings calcaram terras americanas séculos antes da chegada de Cristóvão Colom. O povoado viking descoberto em L’Anse aux Meadows, em Terra-nova, Canadá, e textos medievais islandeses como a Saga dos groenlandeses e a Saga de Erik o Vermelho, escritas no século XIII, apontam a que estes incansáveis exploradores começaram a chegar à costa norte-americana a partir do século X.

Agora, uma equipa com participação de pesquisadores do Instituto de Biologia Evolutiva (centro misto do CSIC e a Universitat Pompeu Fabra) constatou pela primeira vez que esta presença precolombina tem ademais uma base genética. O trabalho aparece publicado na revista American Journal of Physical Anthropology. A chave encontrara-a os pesquisadores na análise genética de quatro famílias na Islândia, integradas atualmente por cerca de 80 pessoas. Os cientistas acharam uma linhagem genética de origem ameríndio e reconstruíram as genealogias até quatro antepassados próximos ao ano 1700. Até agora, se conhecia que os genes dos atuais habitantes da ilha procediam dos países escandinavos, da Escócia e Irlanda, mas se desconhecia que a origem fosse mais longano.

A linhagem encontrada, denominado C1e, é ademais mitocondrial, o que significa que estes genes foram introduzidos na Islândia por uma mulher. "Como a ilha ficou praticamente isolada desde o século X, a hipótese mais exequível é que estes genes correspondessem a uma mulher ameríndia que foi levada desde América pelos vikings cerca do ano 1000."

A ameríndia anónima
Curiosamente, este facto permaneceria oculto porque esta mulher era uma personagem anónima?, assinala Carles Lalueza-Fox, cientista do Instituto de Biologia Evolutiva. No estudo também participaram pesquisadores da Universidade da Islândia e da empresa biofarmacéutica deCODE Genetics ambas em Reikiavik. O trabalho tem a sua origem no achado, faz quatro anos, de quatro islandeses com uma linhagem mitocondrial C, que é típico dos indígenas americanos e do este da Ásia, e que está ausente na Europa.

"Pensou-se em um primeiro momento que procediam de famílias asiáticas estabelecidas recentemente na Islândia, mas quando se estudaram as genealogias familiares, se descobriu que as quatro famílias proviam de quatro antepassados situados entre 1710 e 1740 e que procediam da mesma região do sul da Islândia, próxima ao enorme glaciar Vatnajökull", detalha o pesquisador do CSIC. Para determinar que esta pequena parte dos genes do continente americano passaria a Europa, os pesquisadores empregaram o banco de dados familiares de deCODE, que recolhe as genealogias de todos os islandeses e de 80% dos islandeses que existiram.

Esta informação é de grande utilidade para o estudo de doenças genéticas complexas. A população da Islândia (com cerca de 320.000 habitantes) é o suficientemente grande como para que todos os transtornos que afetam aos europeus estejam presentes e, ao mesmo tempo, a bastante pequena para que os cientistas possam controlar a diversidade genética.

Os pesquisadores procuram agora encontrar algum resto pré-colombino com a mesma sequência genética. "Até agora retrocedemos até princípios do século XVIII, mas seria interessante poder encontrar um resto mais antigo na Islândia com esta mesma sequência. O primeiro sítio no que teria que olhar seria na mesma região da que procedem as quatro famílias com a linhagem ameríndio, já que, como é o mais lógico, os seus antepassados deveriam estar enterrados ali", agrega Lalueza-Fox.

  [Fonte: Scinc 16/11/2011 ]


Referencias

- Ebenesersdóttir, S.S., Sigurdsson, A., Sánchez‐Quinto, F., Lalueza‐Fox, C., KáriStefánsson, K.  & Helgason, A., “A new subclade of mtDNA Haplogroup C1 found in Icelanders: evidence of pre‐columbian contact?” AJPA, 144/1,2011 pp. 92–99  DOI: 10.1002/ajpa.21419


Artigo relacionado:  Lingua dos nossos Pães?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O ADN e a sua diversidade no Porto

Comparing Ancient and Modern DNA Variability in Human Populations

International Conference

Porto, 23-25 Novembro 2011
Lugar: Biblioteca Municipal Almeida Garrett


A conferência internacional "Comparando Variabilidade DNA Antigo e Moderno em populações humanas", esta organizada pelo CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) unidade associada a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com a colaboração revista Human Biology e da Câmara Municipal do Porto.

Esta é a quinta conferência da série Polimorfismos do DNA nas populações humanas (DNA Polymorphisms in Human Populations). O objectivo desta conferência é comparar os resultados emergentes sobre a variabilidade genética de populações antigas com a variabilidade dos seus supostos descendentes modernos, ou bem com populações que habitam a mesma região na actualidade.

A Tecnologia contemporânea aplicada ao DNA antigo permite a classificação tipológica de vários espécimes de uma população graças a qual está agora a emergir achegas à problemática genética de populações mais antigas e remotas. Com este encontro quer-se dar ênfase a esta nova dimensão de estudos de genética de populações que estão a virar a perspectiva dos pesquisadores que trabalham com o material genético moderno e antigo.

Prestarase especial atenção aos estudos de caso que fornecem evidências razoáveis de possíveis substituições, misturas ou continuidades de população ao longo do tempo. Ao respeito um dos focos da reunião estarão na questão da "Domesticação" entanto que ela se relaçiona diretamente coa historia humana num seitor onde essas mostras de material genetico antigo e moderno podem ser comparadas


Programa:
 



+INFO no site do:  CIBIO

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lingua dos nossos Pães?

membros de uma tribo melanésia atual

A língua mãe vem de teu pai "pré-histórico" 

Univ. of Cambridge
Reseach News


A mudança linguística entre os nossos devanceiros pré-históricos surgiu através da chegada de homens imigrantes -em vez de mulheres a novos assentamentos, segundo uma nova investigação.

A afirmação foi feita por dois académicos da Universidade de Cambridge, Peter Forster e Colin Renfrew, num informe que foi publicado em Science o 9 de Setembro.

Eles estudaram os casos de marcadores genéticos (o cromosoma Y masculino e feminino DNA mitocondrial) de vários milhares de pessoas em comunidades de todo mundo que pareciam mostrar a nível mundial o xurdimento de uma transmissão especifica de sexo da língua.

Desde escandinavos Viquingues que transportaram, sequestrando-as, mulheres britânicas à Islândia - ate tribos africano, da Índia e da Polinésia, disto xurdiu um estandar que parece mostrar que a chegada dos homens a determinadas localizações geográficas -, quer através de dispersão agrícolas ou como resultado da chegada de forças militares - pode ter um impacto significativo sobre o idioma que é falado ali.

O Professor Renfrew disse: "Pode ser que durante os episódios de colonização por agricultores que emigraram, os homens superaram às mulheres em geral nos primeiros grupos chegados e precisaram tomar mulheres de comunidades locais.?"

"Quando os pães tendem diferentes origens linguísticas, pose-se adotar a língua do pai, que é dominante no grupo familiar."

O Dr Forster, do Murray Edwards College, também apontou ao feito de que os homens têm uma maior variedade de filhos que as mulheres - são mais prováveis de ter filhos com mães diferentes do que vice-versa. Isto foi registado tanto em tribos pré-históricas, como dos séculos 19 e 20, nos esquimós de Groenlândia e em figuras históricas como Genghis Khan, que se acha que foi pai de centos de crianças: De facto, o seu cromossoma Y esta presente a 0,5 por cento da população mundial masculina atual

Cecais o exemplo mais destacada da tendência sexual ao cambio de idioma com todo venha dum estudo genético sobre o encontro pré-histórico entre os polinésios que se estavam a expandir com os melanésios residente en Nova Guinea e nas vizinhas Ilhas do Almirantado. A costa de Nova Guineia contém recunchos de língua polinésias separadas por áreas melanésias. O nível de mtDNA polinésio (40-50%) é semelhante nestas áreas, com independência da linguagem falada, mentres que o cromossoma Y se correlaciona fortemente coa presença de línguas polinésias
Estudos anteriores mostraram resultados similares no subcontinente índio entre os falantes do tibetano-Burmano e entre os imigrantes falantes de línguas indo-europeias, em oposição ás línguas indígenas dravídicas

Em América, a substituição linguística no curso de dispersão da agricultura foi também postulada topando-se unha correlação coa a família de línguas uto-azteca.

A isto Forster engade: "Seja-mos europeus, índios, chineses e outros idiomas, a expressão "língua materna" e o seu conceito está bem inserida na imaginação popular - quiçais esta seja a ração pola que durante tantos anos o papel dos pais, ou, mais provavelmente, grupos específicos de homens de êxito, na determinação cambia linguagem pré-histórica não foi reconhecido polos geneticistas."

"As mulheres pré-históricas possivelmente adotaram mais prontamente a língua dos homens imigrantes, sobretudo se esses recém chegados trouxeram consigo proezas militares ou um elevado status associados com a agricultura ou metalurgia."

"Estamos muito agradecidos a todos aqueles milhares de pessoas em todo mundo que participaram nas provas de ADN ancestral e, assim, contribuíram a nossa investigação."


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Genética paleolítica dos Europeus


Um Estudo de ADN trastoca as teorias das Origens europeias
 
O novo estudo é um golpe à ideia de que a maioria dos homens europeus som descendentes de agricultores que migraram do Oriente Próximo 5.000-10.000 anos.

Os descobrimentos desafiam investigações anteriores anteriores que mostravam que os marcadores genéticos dos agricultores deslocaram a os caçadores indígenas da Europa.

As investigações mais recentes inclina-se para ideia de traçar uma linha de descendia para a maioria dos homens da Europa que chegue até os caçadores da idade da pedra. Mas os autores afirmam que mais trabalho ainda e necessário para poder responder a esta questão. O estudo, realizado por uma equipa internacional, é publicado na revista Proceedings of the Royal Society B. mostra que os humanos modernos se estabeleceram na Europa faz perto de 40.000 anos - durante um tempo conhecido como o Paleolítico.


Estas pessoas sobreviveram a Idade de Gelo durante 20.000 anos atrás, ao retirar-se para refúgios relativamente quentes no sul do continente, antes de expandir-se de novo para o norte da Europa quando o gelo se derreteu. Só alguns milhares de anos depois de que Europa fora repovoada por estes caçadores, o continente passou por um importante cambio cultural. Os Agricultores desgraçarem-se para o oeste da zona que hoje é Turquia, trazendo com eles uma nova economia e modo de vida. Em que medida os europeus modernos som descendentes de que esses primeiros agricultores ou dos os indígenas caçadores que se estabeleceram no continente milhares de anos antes é uma questão que genera um acalorado debate. Os resultados variam segundo os marcadores genéticos estudados e estão sujeitos a diferentes interpretações.

Árvore genealógica
O mais recente estudo centrou no cromossoma Y - um pacote de ADN que é herdado de forma mas ou menos inalterada de pais a filhos. Os cromossomas Y das pessoas de atuais podem ser classificados em diferentes tipos, ou linhagens, que - em verdadeira medida - refletem as suas origens geográficas.



Mais de 100 milhões de homens europeus carregar um tipo chamado R-M269, portanto identificar quando esse grupo genético se espalhado é vital para a compreensão do povoamento da Europa. O R-M269 é o mais comum na Europa Ocidental, atingindo frequências de 90% ou mais em Espanha, Irlanda e Gales. O Neolítico foi um momento de mudança cultural importante na Europa, mas este tipo de distribuição alcança o seu mais alto na beira atlântica.

Patricia Balaresque e os seus colegas da Universidade de Leicester publicou um artigo um artigo em 2010 mostrando que a diversidade genética de R-M269 aumenta à medida que nos move ao lês-te - alcançando um bico em Anatólia (a Turquia moderna).

A diversidade genética é usada como uma medida de idade; linhagens que estiveram presentes ao comprido tempo acumulam mais diversidade. Assim, este princípio pode ser usado para estimar a idade de uma população. Quando a equipa de Leicester estimaram desde quantos anos o R-M269 estiver presentes a diferentes populações em toda a Europa, encontraram que essas idades eram mais ajeitadas para uma expansão no período neolítico (entre 5.000 e 10.000 anos atrás).

Comparação entre a frequência de aplogrupos do cromossoma E entre sardos e anatolios (Morelli et alii, 2010)



As conclusões da equipa receberam apoio em dois artigos, um publicado em agosto de 2010 e o outro em junho deste ano. Mas um estudo que apareceu o ano passado apoiou a ideia de uma origem mais antiga, no Paleolítico, para o R-M269.

Estimações de idade
Agora, uma equipa no que se incluen Cristian Capelli e George Busby na Universidade de Oxford tevem explorado a questão. Os seus resultados, com base numa amostra de mais de 4.500 homens da Europa e da Ásia ocidental, não mostraram tendências geográficas na diversidade de R-M269. Tais tendências seriam  esperáveis se a linhagem se tinha expandido da Anatólia com os agricultores neolíticos.

Ademais, sugerem que alguns dos marcadores do cromossoma Y são menos fiáveis que outros para estimar as idades de linhagens genéticas. Por estas razões, eles argumentam que as atuais ferramentas analíticas são inadequadas para descrever a expansão do R-M269.

Estudo de ADN a partir de restos antigos poderia atirar mais luz sobre as origens europeias. De facto, o Dr. Capelli e a sua equipa dizem que o problema se estende a outros estudos de linhagens do cromossoma Y: já que datas com base na análise de marcadores de ADN convencional pode ser "sistematicamente subestimado", segundo dizem em Proceedings B.

O Dr Capelli destacou que o seu estudo não pode ainda responder à pergunta de quando o omnipresente R-M269 se expandiu por Europa, malia o seu laboratório está realizando mais trabalho sobre o assunto. "Por enquanto não é possível afirmar nada sobre a idade desta linhagem", disse à BBC News, "Eu diria que estamos pondo o bola no meio do campo". Outro dos com coautores o Dr. Jim Wilson, da Universidade de Edimburgo, explicou: "Estimar a data em que uma linhagem ancestral se originou é uma interessante aplicação da genética, mas, desgraçadamente, está cheia de dificuldades."

 A frequência cada vez maior de R-M269 na Europa Ocidental, junto com outros dados, fora vista por alguns investigadores como uma indicação de que genes do Paleolítico Europeu sobreviveram nesta região -. A origem mais recente para R-M269 no Neolítico ainda é possível. Mas os investigadores apontam que, trá-lo advento da agricultura, as populações da Europa explodiram demograficamente, o que significa que, de entrada, seria mais difícil para os novos imigrantes deslocar a antiga população local.

( BBC News 23/08/2011, Paul Rincon )


Referências

- Balaresque P, Bowden GR, Adams SM, Leung H-Y, King TE, et al. : "A Predominantly Neolithic Origin for European Paternal Lineages" PLoS Biol 8/1  DOI: 10.1371/journal.pbio.1000285

- Busby, G.B.J, Capelli, Ch. et alii, "The peopling of Europe and the cautionary tale of Y chromosome lineage R-M269" Proc. R. Soc. B24, 2011  DOI: 10.1098/rspb.2011.1044

- Morelli L, Contu D, Santoni F, Whalen MB, Francalacci P, et al., "A Comparison of Y-Chromosome Variation in Sardinia and Anatolia Is More Consistent with Cultural Rather than Demic Diffusion of Agriculture" PLoS ONE 5/4 2010   DOI: 10.1371/journal.pone.0010419

- Myres1 N. M, Rootsi S, Lin A. A, Järve M. et alii: "A major Y-chromosome haplogroup R1b Holocene era founder effect in Central and Western Europe" EJHG 19, 2011  pp. 95–101  DOI: 10.1038/ejhg.2010.146 
 
- Sjödin P, François O, "Wave-of-Advance Models of the Diffusion of the Y Chromosome Haplogroup R1b1b2 in Europe" PLoS ONE 6/6 2011   DOI: 10.1371/journal.pone.0021592
 

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