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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Arqueologia da Agricultura na Alta Idade Media



Archaeology of Farming and Animal Husbandry in Early Medieval Europe

Quando: 15-16 novembro
Onde: Vitoria-Gasteiz


O Grupo de Investigación en Patrimonio y Paisajes Culturales (GIPyPAC) organiza o Congresso Archaeology of Farming and Husbandry in Earley Medieval Europe. Os objectivos desta conferência são, por um lado, a elaboração de sínteses regionais sobre a articulação das primeiras paisagens medievais da Espanha em um contexto europeu, e por outro lado, para analisar práticas agrícolas e de criação de animais no início da Idade Média, usando a bioarchaeologia como ferramenta.



Alguns dos mais renomados especialistas europeus junto com jovens investigadores particiapão na conferência, tendo a diversidade disciplinar como uma prioridade.


 Programa e abstracts



Haverá um serviço de tradução simultânea inglês-castelhano durante a celebração do colóquio
    

+INFO no site de:  Archaeology of Farming & Humbandry

terça-feira, 26 de junho de 2012

Arqueologia da Agricultura na Alta Idade Media

Archaeology of Farming and Animal Husbandry in Early Medieval Europe

Quando: 15-16 novembro
Onde: Vitoria-Gasteiz


O Grupo de Investigación en Patrimonio y Paisajes Culturales (GIPyPAC) organiza o Congresso Arcaheology of Farming and Husbandry in Earley Medieval Europe. Os objectivos desta conferência são, por um lado, a elaboração de sínteses regionais sobre a articulação das primeiras paisagens medievais da Espanha em um contexto europeu, e por outro lado, para analisar práticas agrícolas e de criação de animais no início da Idade Média, usando a bioarchaeologia como ferramenta.


Assim, pretende-se repensar a história social do início da Idade Média a partir de uma perspectiva que valoriza a diversidade eo dinamismo das comunidades camponesas, ao contrário das abordagens primitivos que ainda são predominantes para a caracterização desses grupos.


Para isso, alguns dos mais renomados especialistas europeus foram convidados a participar na conferência, tendo a diversidade disciplinar como uma prioridade. Os jovens investigadores vão também participar no congresso. Além disso, pretendemos organizar uma sessão de pôsteres a fim de acolher estudos específicos sobre estas questões.


  Programa provisorio:




Ir ao site de:  Archaeology of Farming & Humbandry

quarta-feira, 28 de março de 2012

O primeiro rebanho

As traças no ADN do gado levam a um pequeno rebanho em torno a 10.500 anos atrás

Tudo o gado bovino atual é descendente de uns 80 animais que foram domesticados a partir de bois selvagens do Oriente Próximo 10.500 anos atrás, segundo um novo estudo genético.
  
Uma equipa internacional de cientistas do CNRS, o Museu Nacional de História Natural de França, a Universidade de Mainz, na Alemanha, e o UCL no Reino Unido foram capazes de realizar o estudo do ADN extraindo dos primeiros ossos conhecidos de gado doméstico, topados em escavações em sítios arqueológicos iranianos. Esses sítios foram ocupados não muito depois da invenção da agricultura e estão na região onde o gado bovino fora domesticado por primeira vez.

A equipa examinou as pequenas diferenças nas sequências de ADN de antigos animais, assim como de gado moderno, para estabelecer como poderiam ter surgido dadas as histórias das diferentes populações. Usando simulações de computador, eles descobriram que as diferenças de ADN só poderia ter surgido se um pequeno número de animais, cerca de 80, que foram domesticados a partir de boi selvagem (auroque). O estudo foi publicado na edição atual da revista Molecular Biology and Evolution.



A Dra. Ruth Bollongino do CNRS, França, e da Universidade de Mainz, na Alemanha, principal autora do estudo, disse: " A obtenção de sequências de ADN fiáveis de resíduos que são encontrados em ambientes de frio é de rotina”. É por isso que os mamutes foram uma das primeiras espécies extintas a partir do qual pudemos ler seu ADN. Mas obter ADN de confiança a partir de ossos encontrados em regiões quentes é muito mais difícil porque a temperatura é muito crítica para a sobrevivência do ADN. Isto significava que temos que ser extremadamente cuidadosos para não terminar lendo ADN contaminado por gado morto em tempos mais recentes.

O número de animais domésticos tem implicações importantes para o estudo arqueológico de domesticação. O Prof. Mark Thomas, geneticista do Departamento de Genética, Evolução e Meio Ambiente da UCLe um dos autores do estudo, disse: "Este é um número surpreendentemente pequeno de gado. Sabemos a partir dos restos arqueológicos que os ancestrais selvagens do gado de hoje, os conhecido como auroques, eram comuns em toda a Ásia e Europa, assim teria havido muitas oportunidades para captura-los e os domesticar".

representação de auroque num gravado anônimo de princípios do XIX

O Prof. Joachim Burger, da Universidade de Mainz, outro dos autores, disse: "os auroques selvagens são animais muito diferentes do moderno gado doméstico."Eles eram muito maiores do que os bovinos modernas, e não teria tido as características internas que vemos hoje, como a docilidade. Assim, em primeiro lugar, a captura desses animais não teria sido fácil, e embora algumas conseguiram captura-los vivos, a sua mantimento continuado e criação a cria ainda teria apresentado dificuldades consideráveis, até que ela tivesse conseguido um tamanho menor e um comportamento mais dócil".

comparação dos tamanhos do auroque e touro atual

Os estudos arqueológicos sobre o número e tamanho dos ossos de animais pré-históricos têm mostrado que não só o bovino, mas também cabras, ovelhas e porcos foram domesticados por primeira vez no Oriente Médio. Mas dizer quantos animais foram domesticados para qualquer dessas espécies é uma questão muito mais difícil de responder. Técnicas clássicas de arqueologia não nos podem dar toda a imagem, mas a genética pode ajudar - especialmente se alguns dos dados genéticos provinham dos primeiros animais domésticos.

cranio do jazigo romano-britano de Binchester, foto: Michael Shanks    

O Dr. Jean-Denis Vigne bio-arqueólogo, CNRS comenta: "Neste estudo a análise genética permitiu responder a questões que - até agora os arqueólogos nem sequer se pranteavam."Um pequeno número de progenitores de gado é consistente com uma área restrita da que os arqueólogos tenham provas para o início da domesticação ca. 10.500 anos atrás. Esta área restrita poderia ser explicada pelo fato de que a criação de gado, ao contrário, por exemplo, o pastoreio de cabras, teria sido muito mais difícil para as sociedades móveis, das que só algumas das sociedades do Oriente Médio eram realmente sedentárias na época".



O Dr Marjan Mashkour, arqueólogo CNRS que trabalha sobre o Oriente Médio acrescentou "Este estudo destaca o quanto importante pode ser considerar oz vestígios arqueológicos de regiões , até o de agora nao bem estudadas, como o Iram. Sem os dados iranianos teria sido muito difícil tirar essas conclusões sobre o gado a uma escala tão global".

(Fonte:  UCL News)


Referência do artigo:

- Bollongino1,R., Joachim Burger, J., Powell, A., Mashkour, Vigne, J-D. & Thomas, M.G, "Modern Taurine Cattle descended from small number of Near-Eastern founders" Mol Biol Evol (2012)
DOI:  10.1093/molbev/mss092


A origem da ganadairia - Palestra



Palestra de um dos coautores do artigo citado acima, Jean-Denis Vigne (CNRS) titulada Les débuts de l'élevage des ongulés dans l'ancien monde: interactions entre sociétés et biodiversité que foi dada durante o Colóquio La révolution néolithique dans le monde organiçado pelo Institut National de Recherches Archéologiques Préventives (Inrap) na que se faz um repasso a atualidade por aquele então (2008) da pesquisa sobre a origem, difusão da domesticação dos bovidos e a sua relação coa neolitização


+INFO no postcast original do:   Inrap