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sábado, 23 de junho de 2012

Boa noite e bom lume



A época do ano em que estas festas do lume se celebraram mais geralmente na Europa é o solstício de verão, na véspera (23 de junho) ou no dia do solstício (24 de junho). Tem-se-lhe dado um ligeiro tinge de cristianismo chamando-lhe dia de São João Baptista, mas não se pode duvidar de que esta celebração data de uma época muito anterior ao começo de nossa era.



O solstício estival, ou o dia solstício, é o grande momento do curso do solar no que depois de ir subindo dia a dia pelo céu, a alumiaria se para e desde então retrocede sobre os seus passos no caminho celeste.



[…] pude [o homem] sonhar em ajudar ao sol no seu aparente decaimento, poderia lhe sustentar nos seus desfalescentes passos e reacender o lume moribundo da vermelha candeia nas suas mãos debis.



Algo assim deveram ser os pensamentos que quiçá deram origem a estes festivais solsticiais dos nossos camponeses europeus. Qualquer que seja a sua origem, prevaleceram nesta quarta parte do mundo, desde a Irlanda ao ocidente, até Rússia ao oriente e desde Noruega e Suécia ao setentrião até Espanha e Grecia ao meio-dia.


[...] Segundo um escritor medieval, os três grandes rasgos da celebração do solstício foram as fogueiras, a procissão de fachos pelos campos e o costume de jogar a rodar uma roda

(James George Frazer, The Golden Bought, 1890)



Bom São João a todos, ... e que salteis bem a fogueira!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

La Vijanera. Documentario - O Outro Natal


Outro documental sobre Vijanera de Silió, realizado em 1984 pelo etnógrafo cântabro Jesus García Preciados, no que se descreve por estensso as tradições relacionadas com esta festa de Cantábria coma os combates rituais no meio da fronteira entre povos representados por candanseu grupo Zarramacos


Artigo relacionado: Vijanera - trailer

Vijanera. (trailer) - O Outro Natal



Trailer do documentario "Vijanera, la Caza del Oso" dirigido pola realiçadora Isabel Giménez sobre esta ancestral festa de comezos do ano.


Artigo relacionado:    Um Outro Aninovo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um Outro Aninovo, A "Vijanera" de Silió (Cantabria) - O Outro Nadal



Relacionado com os rituais invernais da fim do ano outra das mascaradas destas datas é La Vijanera das terras cântabras, que segundo consideram González Echegarray ou Caro Baroja recordaria etimolóxicamente as Kalendae Ianuariae (de Janeiro) festa romana que na sua versão tardo-imperial como bem vera Michel Meslín acolheu no seu seio sincrético  manifestações como as mascaradas teriomorfas procedentes do substrato celto-germânico, e que logo, nas suas formas condicionará profundamente as posteriores tradições de Inverno que como esta, que nos tenhem chegado até a atualidade Amostrando-nos o mais fundo da nossa raigame cultural


+ INFO em o site:   lavijanera.com

O Outro Aninovo - O Outro Nadal

Obisparra de Sarracín de Aliste (Zamora), dia de Aninovo

Apresento-vos aqui outra muito distinta forma de celebra-lo Aninovo, não não e a "Carreira Pedestre do São Silvestre" senão uma dessas tradições de fim de ano, que enlaçam já coas mascaradas de antroido e que aparece aqui nesta foto do magnífico bloge Fotografía Etnográfica, na bisbarra de Aliste (Zamora) o 1 de Janeiro o demo (o Cencerrón) volta a se passear pelo mundo acompanhando à Filandorra (moço vestido de mulher) e enfrentandosse a "los guapos", outra dessas mascaradas e luitas do ciclo invernal que tam bem estudou há tantos anos Caro Baroja no seu clássico El Carnaval e que tamto lhe interessam ao meu colega Pedro Moya, a quem lhe adico nesta noite este post.

Bom Aninovo a tudos do Archeoten.