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terça-feira, 27 de agosto de 2013

KELTEN 59


KELTEN 59, 2013


Artikelen:

Rozemarijn Schepel "De dochter van Lear"  p  2

Esther Le Mair "Het verschil tussen plunderen en met de grond gelijk maken: afgeleide werkwoorden in het Oudiers"  p 5

Paulus van Sluis "De Welshe edling" p 7

Recensies:

Neil McGuigan, vert. Linus Band-Dijkstra "The legends of Scottish saints" p 9

Tino Oudesluijs "Myth and history: ethnicity and politics in the first millennium British Isles"  p 11

Linus Band-Dijkstra "Y Gododdin: een blik op het verleden"  p 13

Verslagen:

Tino Oudesluijs "Digitising words of power"  p 15

Paulus van Sluis "Bilingualism and text transmission in medieval texts"  p 17

Lian Blasse "Van Hamel-lezingen"  p 19

Nieuws en activiteiten:

Nieuws   p 20
Agenda   p 21
Mededelingen  p 22


Ir ao site da revista: Kelten

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Celtismo Peninsular e Centroeuropeu


A próxima quarta-feira dia 29 de maio, celebrara-se na Casa de Galiza em Madrid uma Mesa Redonda que terá por titulo O Celtismo Ibérico e a sua relação com o Centroeuropeu.



Na mesa redonda intervirão Thomas G. Schattner, diretor científico do Instituto Arqueológico Alemão; Armando Coelho Ferreira da Silva, professor da Faculdade de Arte da Universidade de Porto, o Jesus Javier de Hoz Bravo, professor da Departamento de Filologia da Universidade Complutense, o que isto escreve Marcial Tenreiro, Professor de História Antiga da UNED, junto com Martín Almagro Gorbea, Antiquário da Real Academia da História, quem moderará a Mesa.



Deixamos-vos aqui debaixo o resumo da nossa intervenção na Mesa Redonda que levara por titulo: La Lanza en el agua, la espada en la piedra. Un ritual entre celtas y germanos


Resumo
Esta intervenção terá como foco o estudo diacrónico de uma série de rituais relacionados com as armas e a guerra que encontramos atestado entre os celtas e germanos de época histórica e que, porém, consideramos podem votar alguma luz sobre o estudo de depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e Idade do Ferro. Se sinalará de passo a utilidade uma aproximação interdisciplinar, que incluía distintos tipos de fontes, desde a etnografia à história do direito, ademais das propriamente arqueológicas para obter uma compreensão mais profunda destes fenómenos durante a proto-história europeia e peninsular


+INFO no site da:   Casa de Galicia

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ethnoarqueologia Juridica do Touro - Resumo

Deixamos-vos aqui o resumo da nossa futura intervenção o próximo sábado no Congresso o Cavalo e o Touro, Mito e Ritual: Para uma etnoarqueologia jurídica do Touro


Resumo
A presente comunicação centra-se em duas práticas relacionadas com o touro que se podem encontrar em diferentes partes da Península Ibérica. De um lado, trataremos os rituais de delimitação nos quais os bovídeos intervêm como parte dos atos de definição do perímetro de um território, e nos que se observa um componente mágico que os conecta com os rituais de fundação.



Do outro lado, a serie de tradições e lendas sobre o confronto entre dois bois que representam a comunidade e que se associam com a delimitação de fronteiras entre vizinhanças, zonas de pastagem, etc.
Em ambos os casos, pode-mos ver semelhanças com mitos e rituais presentes em outros lugares da Europa Continental e Ilhas Britânicas.



Os quais juntamente com a presença ocasional de tais costumes em documentos medievais e modernos de caráter jurídico, permitem observar fenómenos de longue durée em torno desses usos consuetudinários, que nos referem em último término, quando menos, ao mundo céltico.



Esta abordagem comparativa, porém põe de manifesto a necessidade de uma estratégia de pesquisa que permita cruzar diferentes fontes, desde a etnografia à história do direito, além das propriamente arqueológicas, para a compreensão deste tipo de fenómenos



Podeis consultar uma versão inglesa junto coa portuguesa aqui


sábado, 6 de abril de 2013

As Leis de Hywel on-line

CYFRAITH HYWEL


As Cyfraith Hywel, Leis de Hywel, são conhecidas por ser uma das principais fontes para o conhecimento do direito gales na Idade Media, e do direito céltico em geral. Seu nome procede rei Hywel Dda (Hywel O Bom) que lá polo século X d.C recolheu e codificou o direito cimrico num código que estivo em uso até a sua abolição pelo Parlamento ingles no século XVI. Por elo é de especial interesse a recente aparição de um portal web abdicado monograficamente a este corpus legal.



O site forma parte de um projeto de estudo e pesquisa do primitivo sistema legal do Pais de Gales a cargo do Seminário Cyfraith Hywel, e tem dois objetivos. Em primeiro lugar, apresentar um guia das Cyfraith Hywel, a lei galesa medieval, explicando o que era lei em Gales, como funcionou, e sugerindo outras leituras através da compilação de publicações académicas sobre assuntos específicos de diversas áreas dentro desta ampla temática.



O segundo objetivo esta focado nos manuscritos que são o ponto de partida para tudo estudo da Cyfraith Hywel. Uma breve descrição de cada manuscrito é apresentada, juntamente com uma lista detalhada dos conteúdos dos manuscritos individuais. 


Isto permite ao pesquisador ou interessado recorrer a essas tabelas como forma de informação sobre o conteúdo de cada fonte. Assim mesmo é possível usar as secções explicativas juntamente com o trabalho detalhado sobre os manuscritos para obter um quadro mais completo do que os textos do Cyfraith Hywel contém.




O site divide-se em diversas secções. Uma de secção intitulada Canllaw (Guia), oferece um guia prática sobre o tema da Lei Galesa sendo uma espécie de enciclopédia on-line sobre Cyfraith Hywel, que informa sobre a o contexto, origens, os distintos manuscritos do código lega de Hywel o Bom, e os diversos tratados e secções dos que constam. 




A secção de Manuscritos, aprofunda nisto proporcionando informações completas sobre todos os manuscritos conservados da lei galesa e dando listas detalhadas de seus conteúdos, que podem ser pesquisados através da base de dados



Este portal também oferece uma completa bibliografia na que reflete a produção académica gerada em torno ao Hywel Cyfraith incluindo as principais publicações e os próprios trabalhos do Seminário Cyfraith Hywel. As secção Ancient Laws & Institutes of Wales discute esta importante primeira publicação do corpus legal gales



Ir ao site de:  Cyfraith Hywel

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Collegia e Espaços de Reunião

Los espacios de reunión de las asociaciones romanas
 Diálogos desde la arqueología y la historia

Quando: 7-9 Março
Onde:  Sevilha


A Casa de Velázquez junto com a Universidade de Sevilha organizam os 7-9 de março um colóquio sobre a temática Espaços de reunião das associações romanas no que se discutiram os novos achádegos e novidades na pesquisa sobre a instituição dos collegia

O ser humano, desde os começos da vida em sociedade, soube aproveitar as vantagens de associar-se entre si com muito diferentes fins. Aumentar a capacidade nos negócios, organizar-se para render culto às divindades ou garantir-se um enterro digno no passo ao Além encontram-se entre as muitas razões que levaram aos antigos a se unir e criar collegia e corporações.



À margem do enquadramento jurídico e social com o que estes grupos foram reconhecidos no Mediterrâneo greco-romano, feição que foi largamente tratado pela comunidade científica, cedo contaram, ademais com espaços físicos de referência, sedes nas que se reuniam e custodiavam as suas imagens tutelares, símbolos e estatutos de funcionamento.



Esta reunião tem por objeto analisar, desde os diferentes âmbitos das Ciências da Antiguidade, estes locais de reunião através daquelas evidências materiais suscetíveis de ser hoje reconhecidas, insistindo, ademais, no caso hispano. A tarefa não resulta nada fácil. É muito possível que este encontro se limite a criar o enquadramento no que favorecer a discussão e o frutífero intercâmbio de ideias, mais que a apresentação de nítidas certezas. Sem dúvida este é um dos grandes reptos a assumir pelas nossas disciplinas.


Programa



+INFO no site da:  Casa de Velazquez

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lei, Comunização e Controle

The Justice of Constantine

Dillon, John Noël, The Justice of Constantine. Law, Communication, and Control. University of Michigan Press, Ann Arbor, 2012, 295pp.   ISBN: 978-0-472-11829-8


Sinopse
A Justiça de Constantino examina a legislação judicial e administrativa do imperador e seus esforços para manter o controlo sobre a burocracia imperial, e garantir o funcionamento da justiça romana, e para manter a autoridade sobre os seus súbditos por todo o Império Romano. John Dillon analisa o registo da legislação de Constantino e a sua relação com a legislação anterior. Os capítulos iniciais também servem como uma introdução ao direito romano e administração na Antiguidade Tardia.



Dillon considera os éditos públicos de Constantino e as comunicações internas sobre o acesso ao direito, os juízos e jurisprudência, a corrupção e a punição dos abusos administrativos, vendo como os funcionários imperiais dotaram mão da correspondência com o imperador para resolver diversas questões jurídicas. O livro remata com estudo dos expedientes de apelação de Constantino como instrumento para garantir a justiça provincial.

As constituições de Constantino revelam muito sobre o Código Teodosiano e as leis incluídas nele. Constantino buscou fontes diretas e confiáveis de informação com fim de fazer valer a sua autoridade. A correspondência oficial, mostra o seu esforço por manter o controle sobre os funcionários através de punição; os agentes de confiança, a prestação obrigatória de contas, e o cultivo da suspeita e rivalidade entre eles. 


INDEX




+INFO sobre o livro em: Univ. Michigan Press

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Romanização em Guadalajara

LA ROMANIZACIÓN EN GUADALAJARA

Quando: 22 de Fevereiro
Onde:  Gualajara


O dia 22 de fevereiro terá lugar no Museu de Guadalajara celebrara-se um simpósio intitulada A Romanização em Guadalajara. Esta reunião científica foi organizada para discutir e atualizar a documentação sobre o processo de romanização da província de Guadalajara (Espanha), depois de analisar os dados antigos e da incorporação das últimas notícias provenientes principalmente do eido da arqueologia.



Este encontro de especialistas suporá uma atualização do conhecimento sobre o tema que será, Sem dúvida, de grande interesse tanto para o âmbito académico como para aqueles interessados ​​na história deste território.


Programa




sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cidadania e Império


The Antonine Constitution after 1800 years
Citizenship and empire in Europe, 200-1900

Quando: 20-22 setembro
Onde: Roma


No 212 dC o imperador Caracala estendeu cidadania a todos os residentes nascidos livres do império romano. Esse ato transformou Roma: em teoria, o império deixou de uma vez para ter súbditos, e era de esperar que todos os cidadãos se aderiram à lei romana. Mas a realidade, tanto antes como depois, era de facto muito confusa. Os ecos de ato de Caracala ter reverberado nas ideologias dos impérios e das leis de cidadania na Europa até o dia de hoje.

Por um lado, a assimilação dos súbditos como cidadãos tornou-se um componente do projeto do império. Ao mesmo tempo, que a Europa moderna assumiu a lei romana, os fantasmas do império foram incluídos nas leis de seus países. A conferência apresenta 13 trabalhos sobre a história da cidadania na lei e na teoria política do Império Romano para os códigos de leis da Europa moderna, com os comentários de dois ilustres historiadores antigos e medievais.


 Programa



+INFO no site da:   American Academy of Rome

sábado, 4 de agosto de 2012

Provar a propiedade


Faire la preuve de la propriété

Julien Dubouloz et Alice Ingold (eds.), Faire la preuve de la propriété. Droits et savoirs en Méditerranée (Antiquité - Temps modernes. Ecole Française de Rome, Roma  2012  342 pp.
ISBN: 978-2-7283-0906-1


O livro Faire la preuve de la propriété. Droits et savoirs en Méditerranée recentemente editado pola Escola Francesa de Roma achega-se a um problema de longo percorrido na história europeia e  mediterrânica como é o da relação entre os direitos de propriedade e a práticas sociais e jurídicas a eles associados entre a antiguidade e a fim do Antigo Regímen, oferecendo uma indispensável achega à história institucional e social da propriedade agraria nos últimos 2000 anos


Sinopse
Este livro nasceu da necessidade de articular diferentes formas de abordar o território e sua constituição: uma abordagem normativa, razoando o a partir de regras, procedimentos e operações de categorização desde o direito, por outro lado, uma leitura atenta aos usos dos lugares e as práticas sociais. 

Os Conflitos apresentam-se  como os momentos privilegiados para assistir a este jogo usos e direitos no território, que permitem de identificar os diferentes significados dos fenómenos da possessão ou propriedade. Que meios argumentativos, jurídicos e técnicos usam os indivíduos ou as comunidades para demonstrar suas reivindicações concorrentes sobre um mesmo território? Como a disputa, mas também o mantimento ou restabelecimento dos direitos sobre o solo  se relacionam com os mecanismos da escritura, da exegese, interpretação,  ou transmissão num corpus de regras?.  Como a fixação dos limites entre propriedades, entre as jurisdições, entre os espaços privados e públicos e privados, constituem as ocasiões nas que os coletivos se definem ou reconfiguram?

Descansando no exame de casos específicos de disputas que os autores deste volume têm trabalhado essas questões desde uma abordagem a longo prazo, abrangendo ambas as margens do Mediterrâneo, que permite observar a polissemia dos registos de prova, como articulam -mas que não se opõem a força do escrita e da fala para testemunhar e a palavra humana.

Compreender o complexo lugar da técnica complexa entre o conhecimento e poder, levou-nos a prestar especial atenção ao testemunho das próprias coisas para ler os vestígios materiais urbanos ou da paisagem. As figuras de vários especialistas como o topógrafo, o agrimensor, engenheiro, arquiteto ou especialista hidráulico local topam-se no centro do livro, tanto pelo papel que desempenharam nos conflitos como pola a sua atividade produtora de normas e práticas jurídicas. Os artigos cobrem uma cronologia que se prolonga desde o período da Roma republicana até século XIX, e abraçam as duas margens do Mediterrâneo, Itália e França em Tunes, Jerusalém e Damasco, via Egito.


INDEX



RIBRON 8, 2012


RIBROM 8, 2012


A Revista Internacional de Derecho Romano (RIBROM), foi criada sob os auspícios da Associação Americana de Direito Romano e da Universidade de Castilla-La Mancha, e tem como objetivo a divulgação dos resultados da investigação no campo do direito romano e da sua recepção. Criada com o objetivo de superar qualquer fronteira geográfica está aberto a pessoas e instituições propostas para o mesmo fim. Também divulgar as atividades da Associação Americana e muitas novidades e informações relevantes para o Romanistic comunidade.

O RIDROM aspira a tornar-se uma publicação de referência no seu campo. Portanto, procura o rigor e a qualidade das parcerias através da avaliação por pesquisadores de renome acreditado.


INDEX

Giovanni Luchetti
Breves consideraciones acerca de la relevancia jurídica de la concepción"
pp. 1-18

Armando Torrent
Partidos políticos en la República Tardía. De los Gracos a César (133-44 a.C)
pp. 19-78

Morris Silver
A note on two signs in Petronius
p. 79-85

Juan Ramón Robles
¿Podía el ciudadano romano cambiar de nombreo signos externos que daban publicidad a sua identidad?
pp. 86-117

Gema Polo
Finalidad probatoria de la professio censualis
pp. 118-142

Armando Torrent
El derecho musulmán en la España Medieval
pp. 143-227

Eva Polo
El vínculo de parentesco como fundamento de incapacidades y prohibiciones para contraer matrimonio
pp. 228-273

Mª Eugenia Ortuño
La imposibilidad de la aceptación parcial de la herencia en un rescripto de Justiniano
pp. 274-321

Luis Rodríguez Ennes
Fernández de Buján, A.: Derecho Privado Romano, cuarta edición, Iustel, Madrid, 2011, 631 págs., ISBN: 978-84-9890-157-3
pp. 322-327

Łukasz Jan Korporowicz
Maciej Jońca, Laudatio Turiae – funeberis oratio uxori dedicata. Pochwała Turii – mowa pogrzebowa ku czci żony (Wydawnictwo Naukowe UAM, Poznań 2011) PP. 162.
pp. 328-336


Ir ao número da revista:  RIDRON

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As variações da Romanidade


La maison et le monde: La romanisation et ses variations juridiques


La maison et le monde foi o título de um colóquio celebrado o dia 8 de fevereiro de este ano na Maison Française d’Oxford (Univ. de Oxford) no que se deram cita historiadores da antiguidade e do direito para prantear uma serie de questões sobre a pluralidade e diversidade da tradição legal romana no âmbito provincial e imperial. Do total das 6 palestras das que constou o colóquio 4 estão disponíveis em áudio na web da Maison Française d’Oxford


Sinopse
Existe um perigo para as culturas nacionais para se tornar aberto para o resto do mundo? Existe um perigo, no século 21, a preferir a singularidade ao invés de pluralismo? Estamos diante de um nivelamento das culturas e direitos, com uma cidadania universal?
   
A história pode nos fornecer algumas lições sobre estas matérias. O Império Romano pode ser o lugar onde a relação dialética entre um padrão dominante e as suas múltiplas formas foi experimentado com o mais alto grau e por isso poderia ser interessante para questionar a extensão da romanização nas províncias ocidentais do Império. Através arqueologia, é possível identificar a existência de culturas peculiares na Tardo-Antiguidade. Ao invés de discutir em termos de dicotomia (romanidade ou resistência), a busca de acomodamento e da interação em formas complexas e tradições mistas, abre um novo caminho a pesquisa.
    
O objetivo é fazer um balanço, para avaliar as consequências institucionais e legais dos fenómenos de aculturação, e, como elo, tomar um novo olhar sobre o legado romano


Introduction
Soazick Kerneis
   


Teaching law with Isidore (of Seville) in the hand. Toward the construction of a common legal culture in early medieval Europe
Luca Loschiavo
   


What is Roman, what not? in the Formulae of Gaul
Boudewijn Sirks
    
 

Irish and Welsh law in their European contexts
Thomas Charles-Edwards
   
 


Postagem relacionada:  A Roma que "nunca foi"

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hospitalidade e Patronato em Hispânia


HOSPITALIDAD Y PATRONATO

Balbin Chamorro, P.: Hospitalidad y Patronato en la Península Ibérica durante la Antigüedad. Junta de Castilla y León, Salamanca, 2006
ISBN: 84-9718-367-3


questão das relações de hospitalidade e especificamente o chamado Pactos de Hospitalidade (Hospitium) é um dos temas recorrentes do estudo da Antiguidade hispânica. Neste sentido, este livro que recolhe o que fora a tese da autora, Paloma Balbin Chamorro constitui uma revisão e atualização de uma temática fundamental para compreender como funcionam as relações sociais que operam no mundo pré-romano indígena e assim mesmo como se produz a integração dele no contexto das novas estruturas imperiais.

A autora, da acordo com uma linha desenvolta em outros artigos, leva a cabo esta posta ao dia através de linhas paralelas de inquérito, por um lado a revisão crítica das diversas teorias ao longo dos anos têm planejadas o qual a leva a questões como a da identidade ou diferença das instituições do Patronato e a Hospitalidade, a natureza dessas formas institucionais no mundo antigo e sua relação com o status das comunidades dentro do Estado romano. Também ligado a elo a autora faz um catálogo exaustivo de toda a documentação epigráfica conhecida sobre esta instituição na Península Ibérica.

Em uma outra abordagem, a autor apresenta uma leitura do Hospituum como uma instituição de longa duração, alongando a perspetiva de seu estudo para o mundo medieval, como acrescimento da possibilidade de utilizar os dados desse período como analogia para a compreensão do funcionamento da hospitalidade na Antiguidade hispana


 INDEX




terça-feira, 8 de maio de 2012

Morre Dafydd Jenkins


O professor Dafydd Jenkins, historiador juridico e decano dos estudos de direito medieval gales, morreu na madrugada de domingo, 6 de Maio, aos 101 anos de idade. Nascido o 1 de Março de 1911 em Londres mas de pais de Cardiganshire. Estudou em Cambridge Ciências Naturais e de seguido Direito, trabalhando cedo como advogado em Carmarthen, pouco depois em 1938 foi secretário da campanha para que a língua galesa fora reconhecida e usada nos Tribunais.

Desde 1965 até o seu passamento lecionou no Departamento de Direito da Aberystwyth, ocupando eventualmente uma cadeira em História do Direito e Direito galês, (1975-1978), e passando a posteriori ao posto de emérito na mesma universidade


Trabalhador incansavel, a longa listagem das suas publicações  começou na década de setenta, prolongando-se ininterrumpidamente até o ano 2010, entre algumas das suas obra se incluem Cyfraith Hywel (Llandysul, 1970), Celtic Law Papers (Bruxelas, 1973), The Welsh King and his Court (Cardiff, 2000), Tair Colofn Cyfraith: The Three Columns of Law in Medieval Wales (Bangor, 2007). Também foi editor de textos legais medievais, destacando a sua edição e tradução das Leis de Hywel O Bom, a obra capital do direito gales: The Law of Hywel Dda: law texts from Medieval Wales (Llandysul, 1986)

Dafydd Jenkins era considerado o maior especialista em direito medieval gales e uma das grandes autoridades mundiais em direito céltico. Gorffwys mewn heddwch


domingo, 29 de abril de 2012

Atlas Digital do mundo Romano e Medieval


O Digital Atlas of Roman and Medieval Civilization (DARMC) oferece online gratuitamente um conjunto de materiais através de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) centrado na análise dos mundos romano e medieval.


O DARMC permite a análise espacial e visualização de diversos aspetos temporais das civilizações da Eurásia ocidental nos primeiros 1500 anos de nossa era, e a geração de mapas originais que ilustram vários aspetos da civilização antiga e medieval. Um trabalho em andamento iniciado em 2007 por uma equipe de estudantes de Harvard em conjunto com o prof. Michael McCormick, do que falaramos na anterior postagem, e com alguma contribuições de acadêmicos em outras instituições


Também há disponível para o uso on-line uma serie de bancos de dados bibliograficos e geográficos  algumas inteiramente novos criados por membros da equipe do DARMC. Eles vao desde um banco de dados cos movimentos geográficos e a legislação promulgada pelos imperadores romanos ou bases sobre de naufrágios romanos e medievais, os fenómenos climáticos, dados arqueológicos, etc.


Ir à base de dados:   DARMC

terça-feira, 6 de março de 2012

PROJETO ÓENACH 2012 - Congresso


Landscapes of Assambley

Quando: 24-25 março
Onde:  Depart. Archaeology UCC


Embora na maioria das vezes traduzido como "Feira / Mercado", o Óenach termo é um derivado de 'um', articulando conceitos de “unificação”. Originalmente óenach significava o conjunto principal do corpo político de um ou vários reinos, presidido e convocado por um rei, para diversos fins coma servir de tribunal, promulgar leis, negociar alianças, mas também, como uma ocasião de festa em geral, onde se faziam eventos desportivos como carreiras de cavalos. Como tal, o óeanch é o equivalente irlandês da instituição pan-europeia de Assembleia.

tumulo no sítio de assembleia de Tailtiu, foto: Óenach Project

O Projeto Óenach é um projeto de pesquisa de curta duração no Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork, que abordar a questão do Óenach. O projeto óenach empregar diversos métodos de pesquisa para analisar as paisagens do óenach, a fim de examinar as suas origens, desenvolvimento e a sua iconografia arqueológica. Os principais estudos de caso do projeto estão localizados nos principais locais de Assembleia da Irlanda.

Ó Néill Stone nos Chãos de Tulach.  foto: National Library of Ireland  

Um dos objetivos principais do projeto é estabelecer um discurso preliminar sobre as origens, função e evolução desta instituição. Elo permitira o estabelecimento de uma base a partir da qual as origens, natureza e evolução das primeiras práticas de assembleia irlandesas podam ser comparadas com os estudos de outros projetos de investigação em curso no Reino Unido e Escandinávia, nos que está analisando locais e práticas de Assembleia em toda a Europa, sinaladamente o projeto The Landscapes of Governance do Instituto de Arqueologia do UCL, e o The Assembly Project

local de assembleia de Bällsta, Suecia. foto: A. Sanmark

Como parte do Projeto Óenach uma conferência  com o titulo Landscapes of Assembly: the Óenach in early medieval Ireland será realizada pelo Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork nos dias 24 e 25 de março. Esta conferência irá examinar a natureza e manifestação arqueológica das práticas de Assembleia na Irlanda, a par do papel do Óenach na têmpera sociedade irlandesa


  Programa


+INFO no site do:   Óenach Project

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Administrar as Provincias - Livro

Administrer les Provinces de la République romaine

Barrandon, N. & Kirbihler, F., Administrer les provinces de la République romaine. Actes du colloque de l´université de Nancy II 4-5 juin 2009. Univ. de Rennes, 2010
ISBN: 1255-2364


Sumario:
Este volume constitui as atas de um colóquio que foi realizado em Nancy em 2008, e que foi consagrado ao tema da administração romana das províncias no final da Republica. Este colóquio tentou compartilhar o trabalho de diversos especialistas que trabalham na temática da provincialização das diversas regiões Império, oferecendo um estado da questão sobre o conhecimento atual da questão como, o poder dos governadores, o impacto da legislação romana ou das decisões dos Imperatores no funcionamento das instituições locais, contribuindo deste jeito a ampliar o conhecimento sobre a história das províncias na época da República através de uma reflexão de conjunto que oferece uma análise historiográfico e conceitual dos estudos sobre a administração provincial. 

A obra divide-se em duas partes uma primeira dedicada a relação entre o Senado, os magistrados na gestão dos territórios provinciais, e uma segunda em que se levantar os fundamentos da administração provincial do ponto de vista Jurídico, fiscal, social e militar.


 INDEX




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Direito, língua e Império - Livro


LAW, LANGUAGE AND EMPIRE IN ROMAN TRADITION

Ando, Clifford, Law, Language, and Empire in the Roman Tradition University of Pennsylvania, Philadelphia, 2011
ISBN: 978-0-8122-4354-3


Acaba de sair um novo livro sobre o direito romano que afronta a cultura jurídica desde uma interessante a perspetiva, focada na prática jurídica e em como as necessidades de adaptação do direito aos novos contextos que no espaço e tempo se sucederem ao longo da história do império, tiveram que buscar solução os juristas romanos, com um especial interesse pelo direito privado como elemento nuclear da vida jurídica no mundo romano. O livro é obra de Clifford Ando, professor de Estudos Clássicos, e História do Direito da Universidade de Chicago, autor de alguns livros sobre temática similar coma Imperial Ideology and Provincial Loyalty in the Roman Empire (2000)


Abaixo tendes a modo de sumário o estrato de uma entrevista sobre o livro dada pelo autor e que poderdes também ler ver íntegra aqui


Sumario:

O livro divide-se em duas partes, a primeira com dois capítulos, e a segunda com três. A primeira parte concentra-se no pensamento jurídico, a segunda sobre a interação entre os órgãos específicos do direito e a natureza dos efeitos do império em eles, os dois projetos são profundamente inter-relacionados. Como as peças, os diferentes capítulos foram escritos de modo a ser legível e inteligível por conta própria, embora eu acho que cada um também se beneficia de ser articuladas com as outras perguntas que eu estava pedindo no momento. [...]

Por razões complicadas, o direito romano como uma disciplina acadêmica permaneceu por muito tempo fixado na descrição de suas regras. Como um escrever um testamento em Roma? Qual era a idade de casamento? Os livros tinham títulos como "A lei romana de escravidão."

Meu livro tenta dar passo a perguntas sobre o que os advogados romanos pensavam, a fim de perguntar sobre como eles pensavam. Por que eles acham que a lei mudou? Como é que eles acham que a mudança na lei poderia ou deveria ser justificada? E como é que eles acham que as instituições legais poderiam ou deveriam se adaptar à mudança social?

O fato e o que a sociedade romana estava em fluxo constante. O mesmo pode ser dito de quase qualquer sociedade, é claro. Mas a sociedade romana sofreu uma mudança aguda de un tipo particular e de uma fonte muito específica: era uma sociedade imperial, e por isso foi constantemente absorvendo novas populações, que falavam línguas novas e trouxeram com eles novos costumes.

Um problema relacionado é que o direito romano inicialmente veio a existir quando a sociedade romana estava confinada à cidade de Roma e a sua vasta hinterlândia agrícola. Mas a ação imperial levou rapidamente aos romanos mais longe. Como poderiam as instituições de uma pequena cidade do Mediterrâneo ser expandidas para regular um império mundial? E que a expansão poderia realmente ocorrer sem efeitos significativos, para o bem ou para o mal, sobre o sistema da lei e o Estado de Direito da propria Roma? [...]

O livro tenta manter os pés firmemente plantados em dois mundos diferentes. Por um lado, é uma obra de história. Além disso, é uma obra de história com uma agenda: Gostaria de revelar aos juristas romanos como mais criativos, mais humanos e, de fato, mais humanos do que alguma reconstrução de um corpo de regras provavelmente mostra.

Seu mundo estava mudando, e, sendo encarregados de regular esse mundo, eles foram forçados a confrontar essa mudança, a reconhecer as limitações de suas regras e da própria linguagem de suas regras. Mais do que muitos, eles entenderam profundamente, que não se pode simplesmente fazer o mundo se adequar às regras. É antes uma questão de fazer as regras se ajustar ao mundo, mesmo que, para preservar a autoridade e a autonomia do direito, deve-se descrever esta prática de alguma outra forma.

E, no entanto, esta é também uma obra de erudição contemporânea. As suas perguntas são, portanto, muitas vezes questões modernas.


INDEX

Preface p. IX

Chapter I. Citizen and Alien before the Law p. 1

Chapter 2. Law´s Empire p. 19

Chapter 3. Empire and the Laws of War p. 37

Chapter 4. Sovereignty and Solipsism in Democratic Empire p. 64

Chapter 5. Domesticating Domination p 81

Appendix. Work-around in Roman Law: The Fiction as Its Kin p. 115

Notes p. 133

Bibliography p. 153

Index p. 163

Acknowledgments p. 167


+INFO no site de:  UPennPress

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Occidens - Uma base de dados sob a expanção romana em Occidente

A base de dados Occidens. La Expansión romana en Occidente parte dum projecto para o estudo da expansação romana no Occidente durante a época republicana, o projecto centrase principalmente en Hispania mas expande a perspectiva comparando a situaçao hispana coa doutros territorios occidentais, especialmente o caso de Sicilia e das Galias, tratando de estabelecer se existe um modelo comum na forma em que os representantes do poder romano interatuam coas comunidades indigenas e como reacçonan assim mesmo estas, prestando especial atenção aos aspeitos politicos, militares, juridicos e diplomáticos

Como parte deste projecto a dados Occidens recolhe toda a bibliografia actualizada sobre esta temática inicialmente, desde o ano 1995, se bem progresivamente se espera que vaia incluindo obras de referencia anteriores a esta data. Occidens consititue pelo tanto um recurso de grande utilidade pola diplomacia antiga e os primeiros processos de contato entre o Imperio Romano e as sociedades indigenas occidentais.


Ir à base de dados: Occidens

sábado, 27 de agosto de 2011

A Roma que "nunca foi"

Quando um se encontra um capítulo em uma síntese geral -mas atualizada- como é a recente Europa Romana, com um título como "As Implicações culturais da Conquista" a primeira intuição sería certamente, de não conhecer a trajetória prévia e teorias do seu autor Nicola Terrenato, pensar que o que nos vamos topar e uma mais das versões standard adicadas a glosar o profundo impacto romano na transformação cultural do resto da Europa do seu tempo. Emporisso o que aqui encontramos  é precisamente tudo o contrario, pois o que se nos oferece nestas páginas é sobre tudo, uma revisão “em negativo” precisamente dessas "implicações" e supostas influências.

O autor enfrenta o que poderíamos denominar, fazendo um simil filosófico, como uma crítica a "conceção herdada", não já sobre o que se entende por romanização, senão em realidade de algo mais amplo a própria perceção de Roma e o mundo romano. Esta se define por uma reinterpretação ao longo da história resultado do prestígio "herdado"do greco-romano no mundo post-clássico e com um especial ponto de inflexão no que se refere ao aparecimento dos Estados modernos, que monopolizaram a  Roma como uma imagem especular na que ver refletidas as suas próprias práticas de expressão do poder, em realidade inovadoras, e que pouco tinham que ver com a natureza real do fenómeno romano

os Coloniçadores romanos "civiliçadores" e indigenas "salvagens"

Assim os estados europeus justificaram em Roma tanto as políticas e a ideologia centralizadora, nos seus múltiplos aspectos, económicos administrativos, ao mesmo tempo que tomavam este modelo de uma Roma centralizadora e intervencionista como praxis da sua ação no mundo colonial. Terrenato observa paradoxalmente que conquanto o ocaso da ideologia do estado nacional e a descolonização socavam estes usos simbólicos, estes simulacros do romano, dentro das novas interpretações que saíram dessa crítica se seguiu mantendo a mesma imagem de fundo que servia de paisagem à velha ideologia, a de uma Roma tudo-poderosa cujo impacto -já fosse político, administrativo, ou, nomeadamente, económico-  em uns povos definidos como poderes "mais moles", menos organizados, ou -mais moderna e antropologicamente- com un chisco "segmentários" devia de produzir de necessidade profundas mudanças em todos os âmbitos de vida, e um troco cultural tão inexorável como profundo. Neste sentido o artigo de Terranato apresenta-se a tarefa pouco ao uso de "de-construir" um por um os fragmentos desta paisagem histórica que foi estaticamente assumido como imagem do que se supôs o contacto entre Roma e o mundo não-romano


Por um lado - entende- há que definir a diversidade desse mundo não-romano, distinguindo entre um núcleo "interior" constituído pela área mediterrânea, onde se levavam produzindo interações culturais prévias durante séculos e onde a conquista romano não tem uma relevância maior que outras circunstâncias, ao respeito, Terrenato que é conhecido pelos seus estudos sobre os relacionamentos entre as elites etruscas, itálicas e romanas a partires do seu conhecido modelo de "negociaçao" entre elites dominantes, observa que as instituições políticas e económicas que entendemos como romanas são o resultado de uma longa confluência resultado de um prolongado contacto no que o elemento romano frequentemente se mostra finalmente como um equivalente, uma lingua franca instituçonal, util para agilizar relações. Mas noutros casos, como sucedera nas zonas mais helénicas, se fara sem problemas a um lado para deixar o seu posto preponderante às instituições gregas prévias e mesmo ao próprio idioma grego que seguira a ser uma lingua vehicular principal em tudo o mediterraneo oriental.

um dos bronzes de Botorrita, um texto legal celtiberico em época romana

Por outro lado no que o autor define como "círculo exterior" entendido como a periferia do mundo mediterrâneo e -entre ela- o ocidente europeu se aprecia pelo contrário uma receção de elementos do conjunto que já era forjado na koiné mediterrânea, mas cujo grau de influência não foi igual em todas as feições da vida. Terrenato observa que a influência romana prefere começar por aqueles contextos ou lugares onde o prévio era mais próximo ao que já era conhecido no Mediterrâneo, embora estas influências atuarem sobretudo em determinados elementos que incluiam sobretudo às elites da sociedade, em especial no que se refere aos seus relacionamentos com o Estado e a administração romana, mais que no que se refere as próprias estruturas locais

Em muitos lugares as antigas solidariedades e clientelas políticas seguiriam em poder dos mesmos grupos que em certa forma aproveitaram o novo contexto para manter o status quo, e promocionar-se politicamente no império, mentres que no âmbito local as cousas podiam a seguir a desenrolar-se ainda -mais ou menos- nos mesmos termos. Ao respeito Terrenato põe em dúvida elementos tradicionalmente tão definidores da romanidade como a extensão da cultura jurídica:

"À luz destas considerações básicas, parece já evidente que a tão cacarejada afirmação de que o sistema legal romano mudou a cultura ocidental para sempre jamais é mais bem falsa. Uma rápida olhada ao direito medieval fora dos mundos bizantino e árabe revela que as práticas e os conceitos romanos que sobrevivia ao derrube do império ocidental são mínimos. Como muito, a conjuntura na Europa continental assinala a existência de um substrato de direito consuetudinário pronto para ressurgir assim que dissolveram-se umas estruturas imperiais que já começavam a ceder."

Assim a imagem tópica que temos do direito romano responde mais, por tanto, à revalorización tardomedieval e sobretudo Moderna do antigo direito romano, tomado como modelo pelo direito público europeu a partir da Renacimento. Com elo Terrenato recolhe o legado de algumas contribuições prévias desde as surgidas em torno da questão do "Direito Vulgar" que tras permanecer "invisivel" agroma de supeto na tardoantiguidade, até as mais recentes, que se centraram em pôr em questão a extensão real do direito romano, sobre tudo para o mundo grego-oriental, mas também ocidental,  falando-se em ocasiões mesmo dun certo "conflito de leis".

Em certa forma, como há tempo destacamos em uma palestra vai uns anos a própria imagem que temos do direito romano como "um tudo" em si proprio, uniforme e acabado, a modo de um Manual ou Código Civil com a que se costuma perceber aquel, deve mais às recopilações jurídicas da tardo-antiguidade que ao eido longamente pluralista e até algo inconexo, mas -ou precisamente por isso- profundamente fecundo da  literatura jurídica antiga.  Natureza algo caótica a que precisamente essas codificações pretendiam pôr coto e fim. Embora quando estes códigos se elaboram as estruturas políticas e administrativas do Imperio estavam já -ao menos no ocidente- em franca recessão  e careciam da capacidade de pôr em practica este programa nuns círculos locais que comezabam a acostumar-se, cada vez mais, a substituir no âmbito bis-a-bis à "autoridade ausente", e que -cecais- nunca estivo em geral tampouco demasiado presente alem das capitais provinciais e conventuais

Em resume o contributo de Terrenato a este volumem, descreve-nos a pluralidad e diversidade de um processo mais complexo do que com frequência se descreveu, e do que em certos âmbitos académicos e geográficos cada vez se receia mais em definir como "romanização". Desde as instituições formalmente romanas da Etruria, ou a koiné jurídica helenística, sincretiçadas com as formas e terminologias jurídicas latinas, às "Civitates Virtuais" rurais, sem núcleo urbano real tras de sim, e algo "tribais" ainda em certa forma, que atopamos nos lugares mais ocidentais do Império, da Britania ao Danubio, Germania, ou, mesmo, e como nega-lo, a nossa Gallaecia. Um mundo onde um africano podia chegar a emperador ainda que a sua irmã apenas falai bem o latim, e do se tenhem assumido retrospetivamente demasiadas coisas.

Estas e outras feições, alem do jurídico e administrativo,  como a língua, a onomástica, ou a arte provincial,  são analisadas de uma maneira brilhante e com soltura por Terrenato nesta breve mas  preciosa síntese do que o mundo romano foi e -sobretudo-  do que "nunca foi".  Uma leitura muito recomendavel
 

sábado, 16 de abril de 2011

A minha Palestra no Congresso

Por fim, foi incluido já durante o dia de hoje na web do Congresso a listagem de comunicações e incluida, assim mesmo, no programa definitivo, adianto-vos que o Domingo 17 as 9:00 -minutos mais minutos menos- da manha no Congresso Internacional de Estudos Celtas de Narom, falei-vos -ou ao menos a os que vos votedes o madrugom- de "A Lança na água, a espada na pedra. Etno-arqueologia de um ritual entre celtas e germanos" ... ou ao menos do que me de tempo a contar disto, que não será muito, espere-mos pelo bem do publico e as horas do dia
 

Podedes consultar o abstrad no meu:   Academia.edu