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quarta-feira, 23 de março de 2016

A Lança na Água, a Espada na Pedra - Resumo


Achegamos aqui um pequeno resumo da que será nossa palestra nas próximas Jornadas de Letras Galego-Portuguesas que terão lugar em Pitões das Júnias os dias 2 e 3 de abril



Resumo: 
A pressente intervenção centrar-se-ão no estudo de una serie de rituais relacionados com as armas e a guerra que podemos topar testemunhados entre os celtas e germanos de época histórica e nos que porém, consideramos, posem aportar ao esclarecimento de alguns fatos arqueológicos como é o caso dos depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e a Idade do Ferro.



Isso permite ao nosso entender, partindo da base da continuidade diacrónica de certos elementos a um nível institucional e de mentalidade; propor uma série de analogias etno-históricas que puderam botar lume sobre alguns elementos destas culturas durante a sua proto-história


Para isso partiremos de uma série de dados contidos em três tipos de fontes:

1) As literárias: tanta de época medieval; célticas ou germânicas, assim como algumas fontes clássicas.



2) O registo arqueológico: derivado dos depósitos aquáticos e terrestres de armas da Idade do Bronze e Idade do Ferro, assim como de algumas evidencias materiais não atendidas até o momento e que foram reconsideradas recentemente.


3) As linguísticas, centradas em alguns restos toponímicos de época antiga, bem como alguns outros posteriores.


Elo amostra, ao nosso entender, a utilidade de uma aproximação interdisciplinar, que inclua distintos tipos de fontes, desde as procedentes da etnografia, à história do direito e das instituições, ou linguísticas, amais dos dados propriamente arqueológicos, para obter una compreensão muito mais aprofundada de determinados fenómenos durante à proto-história europeia e peninsular.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Gatos, Sapatos, Depósitos - Arqueologia e folklore



Deixamos aqui este pequeno reportagem da televisão Australiana no que se amostra a previdência e supervidência, mesmo de continente a continente, levadas pelos movimentos de gentes e migrações de antigas praticas relacionadas com a fundação e a proteção de diversos edifícios (desde a casa à igraja).

Gato e rato colocados intencionalmente simulando a caça do roedor num depósito domestico ritual, Blackmore Museum, Salinsbury (Howard, 1951)

De algum de eles já temos tratado em vários artigos, alguns que andam agora na imprensa e dos que vos iremos informando, e falaremos também dentro de pouco em Xixón no Festival Arcu Atlánticu



domingo, 5 de julho de 2015

Moeda e Ritual na Antiguidade


Money and Ritual in the Greco-Roman World

Quando: 15–16 Outubro
Onde:  Tubinga



Nas últimas duas décadas, a arqueologia do ritual grego e romano tornou-se um dos temas centrais de pesquisa em investigação internacional: arqueólogos, historiadores da Antiguidades, antropólogos e estudiosos em estudos religiosos reconheceram a materialidade das práticas rituais antigas e suas diversas manifestações como um dos principais temas académicos dos últimos anos


Enquanto o significado de estatuária votiva, a chamada arquitetura sacra monumental ou a função/ões dos materiais 'mais humildes", tais como estatuetas, a cerâmica, e as tábuas de chumbo têm sido estudados cuidadosamente, os achados numismáticos recuperados em contextos rituais ainda não receberam a atenção que eles certamente merecem.



Ao contrário de outros objetos usados em um contexto ritual, nossa compreensão da moeda foi largamente influenciada pela assunção do seu uso apenas como dinheiro exclusivamente para seu uso geral no contexto do comércio. No entanto, o quadro que emerge de vários estudos numismáticos que colocam moedas em seus contextos arqueológicos é um pouco diferente.


Uma quantidade crescente de evidências materiais indica que moedas desempenharam um importante papel na realização de rituais no antigo mundo Mediterrâneo e teriam servido para funções cerimoniais e religiosos em várias esferas da vida quotidiana


Este workshop internacional tem como objetivo abordar o nexo entre moeda e prática ritual em uma abordagem diacrónica que vai cobrir principalmente o antigo mundo greco-romano. As discussões incluem tanto a agência religiosa de moedas como objetos e o envolvimento


humano no processo mental e material prática da carregamento e selecionado, deposito simbólico, e, conservação das moedas em contexto sagrado. Arqueólogos, antropólogos e numismatas, vão apresentar suas pesquisas e, assim, contribuir ativamente a esta temática


 Programa



+INFO no site do:  Institut für Klassische Archäologie

domingo, 5 de abril de 2015

De Ritos e Homens - Livro

Des Rites et des Hommes

Roure R. & Pernet L., Des rites et des Hommes. Les pratiques symboliques des Celtes, des Ibères et des Grecs en Provence, en Languedoc et en Catalogne. Editions Errance, 2011. 288pp. ISBN 978-2-87772-460-9


Sinopse
A obra constitui o catálogo da exposição homónima do Museu Arqueológico Henri Prades em Lattara (Lattes, Hérault) síntese do mundo ritual gaulês do sul, e os seus vizinhos gregos e iberos.



As práticas rituais dos povos celtas, iberos e gregos da costa da bacia noroeste do Mediterrâneo são ainda longamente desconhecidos, enquanto têm-se feito avances significativos nesta temática nos últimos anos.



O catálogo desta exposição baseia-se nos resultados de um projeto de pesquisa que analisou tudo o registo relativo a essas práticas, destinando-se a identificar os dados à nossa disposição em França e Espanha mediterrâneas para compreender melhor esses gestos rituais em toda a sua diversidade e seus aspetos, tanto coletivos como individuais.


Na exposição "Rituais e Homens", os elementos mais emblemáticos dessas práticas rituais foram apresentados no seu contexto arqueológico, descrito através de noticias sobre vários sítios arqueológicos. 


Quatro capítulos temáticos desenvolvem as principais direções da exposição e permitem comparar, compreender e interpretar diversos tipos de manifestações simbólicas: como os restos arquitetónicos monumentais, as cabeças cortadas, os rituais e cultos domésticos e os cultos gregos.


 INDEX



Descarrega o catalogo em:  Academia.edu

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Corpos e Metais na Fachada Atlântica de Iberia



Bettencourt, A.M.S., Comendador Rey, B., Hugo A. Sampaio, H.A. & Sá, E. (eds.), Corpos e metais na fachada atlântica da Ibéria. Do Neolítico à Idade do Bronze. CITCEM, APEQ, Braga 2014  ISBN: 978-989-20-5037-9


Sinopse
Entre 2013 e 2014 foram organizados, no âmbito do Projeto Enardas, vários eventos científicos internacionais que se traduziram num aumento do conhecimento científico da Pré-história. Um dos grandes objetivos deste projeto era o de privilegiar os contextos e as práticas


funerárias e o fenómeno das deposições metálicas em termos contextuais e interpreta-tivos, além da arte rupestre. Não obstante, pretendia comparar a realidade da área em estudo com outras regiões geográficas


O livro que agora se publica é subordinado aos dois primeiros temas de investigação: A sua estrutura foi dividida em duas grandes partes. A primeira é dedicada à deposição dos corpos desde o Neolítico à Idade do Bronze, da fachada ocidental da Península Ibérica, desde o Centro-Norte ao Norte de Portugal.


A segunda parte, relativa à deposição de artefactos metálicos durante a Idade do Bronze do ocidente Ibérico, desde o Centro-Norte à Galiza, deu preferência aos seus contextos e circunstâncias de achado como metodologia que permite novas abordagens interpretativas.


INDEX



Descarregar o livro no site de:  ENARDAS

terça-feira, 10 de junho de 2014

Capacetes Hispano-Calcídicos - Apresentação


Cascos Hispano-Calcídicos

Graells, R, Lorrio, A & Quesada, F (2014): R. Graells, A.J. Lorrio, F. Quesada, Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas . RGZM, Maguncia 2014.


Hoje apresentara-se no local do Instituto Arqueológico Alemão em Madrid o livro Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas.


O Hispano-Calcídico é um tipo autóctone datável entre o s. IV e II aC Sua distribuição na Península Ibérica é ampla, mas mostra uma concentração particular na área celtibérica (Aranda de Moncayo, Prov. de Saragoça; Numancia, Muriel de La Fuente, prov. de Soria). 


A publicação analisa as características morfológicas e decorativas para aproximar-se a produção e a importância dessas armas como elementos de proteção e, ao mesmo tempo que veículos transmissores de ideias complexas, tais como poder e o rango militar. Este desenvolvimento foi o resultado do impacto da interação das atividades mercenárias no sul da Itália.


O ato decorrera às 7:30 da tarde, a entrada é livre

terça-feira, 22 de abril de 2014

Living places, experienced places - Colóquio


Living places, experienced places
The Northwestern Iberia in Prehistory

Quando: 2-3 Maio
Onde: Braga


Acaba de sair o programa definitivo do 3º Colóquio Enardas que leva por título Living places, experienced places. The Northwestern Iberia in Prehistory organizado pelo Departamento de História da Universidade do Minho; Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória – CITCEM/UM; Associação Portuguesa para o Estudo do Quaternário – APEQ.


Este colóquio tem como objetivo contribuir para aumentar os conhecimentos da Pré-história do Noroeste da Ibéria no contexto da Península Ibérica e de outras regiões periféricas. Os temas preferenciais de discussão organizam-se em torno de três sessões: Pedras e lugares gravados; Contextos e práticas funerárias; Depósitos e lugares de deposição


 Programa



+INFO no site do projeto:  ENARDAS

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vaso Castrejo - Documentário



Aproveitamos para deixar aqui este interessante documentário intitulado Vaso Castrejo dirigido pelo realizador Carlos Eduardo Viana e disponibilizado no portal Lugar do Real. Nele se faz acompanhamento visual do registo da escavação de um vaso castrejo realizada pelo Grupo de Estudos Históricos do Vale do Neiva.


O Documentário conta com a direção científica do Professor Armando Coelho Ferreira da Silva (Universidade do Porto) e Tarcísio Daniel Pinheiro Maciel (Grupo de Estudos Históricos do Vale do Neiva)


segunda-feira, 31 de março de 2014

Living places, experienced places - Colóquio


Living places, experienced places
The Northwestern Iberia in Prehistory

Quando: 2-3 Maio
Onde: Braga


O Departamento de História da Universidade do Minho; Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória – CITCEM/UM; Associação Portuguesa para o Estudo do Quaternário – APEQ, organizam o terceiro Colóquio Enardas que leva por titulo Living places, experienced places. The Northwestern Iberia in Prehistory


Este colóquio tem como objetivo contribuir para aumentar os conhecimentos da Pré-história do Noroeste da Ibéria no contexto da Península Ibérica e de outras regiões periféricas. Os temas preferenciais de discussão organizam-se em torno de três sessões: Pedras e lugares gravados; Contextos e práticas funerárias; Depósitos e lugares de deposição, sendo desejável comunicações que tratem estes temas pensados na sua relação com o espaço e de forma holística.


Privilegiaremos, igualmente, as comunicações em que estes temas sejam abordados na perspetiva de que o Noroeste é um lugar de encruzilhada e de encontro entre tradições atlânticas e mediterrânicas.


Esta aberto o prazo para a presentação de comunicações as 3 sessões das que constara o colóquio coordenadas respetivamente por: 1) Engraved stones and places (Manuel Santos Estevez) 2) Burial contexts and pratices (Ana M. S. Bettencourt), 3) Hoards and depositions (Beatriz Comendador Rey), também haverá uma sessão de pósteres


+INFO no site do projetoENARDAS

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Artesãos do Bronze Final - Palestra

Artesãos do Bronze
4 Questões em torno do depósito do Bronze Final de Freixianda (Ourém)

Quando: 22 Janeiro
Onde: Lisboa


O próximo dia 22 de janeiro dentro do ciclo de Conferências Origens e transformações da complexidade social, das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro, organizado pela secção de arqueologia da Sociedade Geográfica de Lisboa, decorrera uma palestra a cargo do professor Raquel Vilaça intitulada Artesãos do Bronze: 4 questões em torno do depósito do Bronze Final de Freixianda (Ourém)


A hora de começo da palestra é as 17:30, a entrada é livre.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CIRA ARQUEOLOGIA Nº 2


CIRA ARQUEOLOGIA 2, 2013

   
INDEX

Um rio na(s) rota(s) do estanho: O Tejo entre a Idade do Bronze e a 
Idade do Ferro.
João Carlos Senna-Martinez


Trabalhos arqueológicos na Quinta Nova de Santo António ou dos Ingleses – Carcavelos. A ocupação do Bronze final
Nuno Neto, Cristina Gonzalez, Paulo Rebelo , Raquel Santos e Miguel Rocha


A ocupação da idade do bronze final da Praça da Figueira (Lisboa): novos e velhos dados sobre os antecedentes da cidade de Lisboa
Rodrigo Banha da Silva


Um depósito votivo da Idade do Bronze na Moita da Ladra (Vila Franca de Xira): Síntese dos trabalhos realizados e resultados preliminares.
Mário Monteiro e André Pereira


Nota sobre um machado plano em bronze de “Tipo Bujões” de Vila Franca de Xira.
J.C. Senna-Martinez , E. Luís, J. Pimenta, E. Figueiredo, F. Lopes, M.F. Araújo e R.J.C. Silva


A ocupação da foz do Estuário do Tejo em meados do Iº milénio a.C.
Elisa de Sousa


Cronologias absolutas para a Iª Idade do Ferro em Olisipo – O exemplo de uma ocupação em ambiente cársico na atual Rua da Judiaria em Alfama
Marco Cala do, Luís Almeida, Vasco Leitão e Manuela Leitão


O povoamento pré-romano de Freiria – Cascais
Guilherme Cardoso e José D’Encarnação


Cronologia Absoluta para o Povoado Pré-Romano de Santa Sofia (Vila 
Franca de Xira).
João Pimenta, António M. Monge Soares e Henrique Mendes


1.ª Campanha de escavações arqueológicas no povoado pré-romano de Porto do Sabugueiro – Muge – Salvaterra de Magos.
João Pimenta e Henrique Mendes


Ir ao número da revista: Cira Arqueologia 2

sábado, 4 de maio de 2013

Os gauleses ao borde da água - Congresso

Les Gaulois au fil de l’eau
37e Colloque international de l’AFEAF

Quando: 11 maio 2013
Onde: Montpellier


O Simpósio 37 da AF.E.A.F. será realizado na quarta-feira 8 de maio, sábado 11 de maio, 2013 em Montpellier. Ele é co-organizado pela UMR 5140: Archéologie des sociétés Méditerranéennes e a AFEAF (Assocíatíon Française pour l´Etude de l´Age du Fer) com a ajuda de vários parceiros

reconstrução de deposição aquática baseada no jazigo de La Téne

Pela segunda vez, a conferência é organizada em torno de um único tema monográfico, que tenta estabelecer contacto entre a pesquisa regional na França, com o contexto europeu. Como marco geográfico das zonas costeiras e lacunares que leva centrado as direções da pesquisa da UMR Archéologie des sociétés Méditerranéennes levou a propor por tema unificador o da água

Lago Neuchâtel, Suiça

O qual será desenvolvida ao longo de durante diferentes as sessões temáticas (vid. convocatória) que abrangeram desde a importância das águas como meios de comunicação, nos aproveitamentos pesqueiros, até o próprio papel do meio aquático no ritual e nas crenças da Idade do Ferro. Em quanto a cronológica esta cobre a Idade do Ferro inteira desde o século VIII a.C. ao I da nossa era.


Programa



+INFO no site da:  AFEAF

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


INDEX




Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Thézy-Glimont - Um depósito ritual



Thézy-Glimont: descoberta excecional de vestígios arqueológicos do período gaulês   
     
Se trata de poços com um conjunto de homens e animais sacrificados  Este tipo de depósitos, apenas contava até agora com outros dois exemplos no centro da França.

As duas áreas definidas pelo estado para a sua escavação preventiva depois do 5 de novembro, cobre uma superfície total de 2 ha perto do cemitério Glimont Thézy ao este de Amiens sacrificados.


A primeira área de 7.500 m² foi explorada em 2012, a segunda de 12.500 m² serão em 2013. A avaliação arqueológica realizada entre finais de junho e início de julho pelo Serviço de Arqueologia Preventiva de Amiens numa área total de 5 ha, foi motivado pela construção de 50 pavilhões. A partir do diagnostico desta intervenção inicial, concertaram-se as duas áreas de escavação.

estratado de: France 3 - Picardie


sábado, 22 de dezembro de 2012

Os Homens sem rosto

Os homens do Neolítico mutilavam a face dos cadáveres como sinal de vingança

Uma equipe internacional de cientistas, com participação espanhola, há indagado sobre o tratamento ritual de crânios esqueleto facial mutilados no Neolítico Pré-Cerâmico do sul da Síria, a partires de vários crânios encontrados no jazigo de Tell Qarassa Norte.

Pesquisadores da Universidade de As Palmas de Grã-Canária, o Conselho Superior de Investigações Cientificas e da Universidade Sophie Antipolis de Niza estudaram os restos de crânios encontrados no jazigo de Tell Qarassa Norte datados a meados do IX milénio aC e situados ao sul da Síria, que oferece novos dados sobre o significado dos comportamentos rituais com respeito aos crânios



Os 11 crânios encontrados neste site estão divididos em dois grupos dispostos em um círculo no chão de uma sala e corresponde, com exceção de uma criança, a indivíduos jovens-adultos e masculinos. Em 10 dos 11 casos, o rosto foi removido a adrede. "A amputação deliberada dos ossos faciais de indivíduos juvenis e seu agrupamento em um depósito após a sua remoção das sepulturas, quando os cadáveres estão já esqueletizados sugere um ritual de punição ou vingança", asseguram os pesquisadores.



No contexto do neolítico pré-cerâmico, em que a simbologia do face humana joga um papel fundamental nas conceções rituais, como pode observar-se no uso de máscaras, esculturas e crânios modelados, esta eliminação poderia ser interpretado como um ato de hostilidade.


Guerreiros sem rosto
   
O estudo sugere que aqueles jovens poderiam ser guerreiros cuja força era temida pelo grupo, apenas a criança conserva seu rosto. Estas comunidades atribuíam muitos valores ao crânio e neste caso pares implicavam algo daninho para o grupo. O chamado "culto do crânio", é dizer, a extração, uso e desafeto, é uma das principais características do complexo ritual funerário que se documentada na transição ao Neolítico no Oriente Próximo.



O ritual funerário tem sido interpretado tradicionalmente como uma forma de culto aos antepassados ​​ou heróis. No entanto, nos últimos anos, tem-se revelado algumas inconsistências no registro arqueológico que lançam dúvidas sobre a universalidade dessas interpretações, sugerindo que eles representam uma pluralidade de significados.

  Fonte:  SINC - Antropologia


Referência

Santana J, Velasco J, Ibáñez JJ, Braemer F. “Crania with mutilated facial skeletons: a new ritual treatment in an early pre-pottery Neolithic B cranial cache at Tell Qarassa North - South Syria” American Journal of Physical Anthropology 149/ 2, 2012, pp. 205-216  DOI: 10.1002/ajpa.22111.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Garvão 30 Anos Depois

30 Anos Depois
O Depósito Votivo de Garvão

Quando: 11 dezembro
Onde:   Ourique


No próximo dia 11 de dezembro de 2012 terá lugar no Centro de Arqueologia Caetano de Mello Beirão, em Ourique, O encontro 30 Anos Depois, o Depósito Votivo de Garvão, que assinalara o 30º aniversário dos trabalhos arqueológicos que levaram à descoberta deste importante depósito votivo da 2ª Idade do Ferro.



Descoberto acidentalmente no Cerro do Castelo foi um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, uma favissa ou bothros, constituído na 2ª metade do séc. III a.C, certamente incluído numa estrutura de caráter religioso mais complexa. Localiza-se na parte média da encosta leste do Cerro do Castelo ou Cerro do Forte.



A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profiláticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas, junto a estas existiam uma abundante quantidade de restos ósseos de animais e um crânio humano de uma mulher que parecia ser resultado de um sacrifício, possivelmente fundacional da fossa


 Programa



+INFO no pagina:  Garvão 30 Anos Depois