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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um livro, um record - O Cantabrico


Vai quatro meses davas noticia (aqui o post) do surprendente sucesso da publicaçao do livro "El Cantábrico en la Edad del Hierro" do nosso amigo e colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), que a pouco mais de dois meses de ser editado afrontava já uma segunda ediçao. Comentavamos daquela o inaudito de isto tratando-se de uma monografia arqueológica sobre um tema tao concreto como pode ser a etnoarqueologia de esta parte da Hispânia Celtica.

Mas agora recevimos novamente -vaia a redundacia- a nova de que essa 2º ediçao foi já esgotada, e é mais o livro vem-se de convertir no record absoluto de vendas entre os editados pela RAH, deixamos aqui as palavras ao respeito do bloge do Projeto MonteBernorio: "Trata-se de um record de vendas já que, ao pouco tempo de estar editado, é o titulo que mas se esta vendendo. Ademais é o livro que mais visitas recebe no seu página Site a traves dos buscadores de internet e dos clientes que se assomam ao portal-Site desta Instituição. A primeira e segunda Edições esgotaram-se muito rapidamente mas a demanda manteve-se. Os editores tiveram que fazer edições sucessivas da obra dada a grande demanda existente."


Desde o Archaeoethnologica reiteramos de novo a nossa noraboa ao autor


Postagem relacionada: O Cantabrico na Idade do Ferro

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Herói e o Monstro - On-line

EL HEROE Y EL MONSTRUO
  
AAVV, El Héroe y el Monstruo. Edit. Ministerio de Cultura, Madrid, 2007 ISBN: 978-84-8181-285-5


O presente livro que agora se topa acessível em rede e open-acess se corresponde co catalogo da exposição O Herói e o Monstro que se celebrou no MAN de Madrid, fruto da colaboração com British Museum e o CSIC, em torno a uma das mais notáveis peças da ouriveria peninsular, a chamada Fíbula de Bragança



Sinopse:
Esta surpreendente Fíbula de ouro apresentou-se pela primeira vez ao público em 1970, com motivo da exposição de Arte Celta em Edimburgo e Londres. Não obstante, já chamava a atenção do mundo académico no final da década de 1940, quando parte da coleção de joias da Casa Real de Bragança saiu à venda em Chicago. A peça foi objeto do interesse cedo de estudiosos da arte céltica como Jacobstahl, Klindt-Jensen ou Stead. Trás uma cessão temporal ao British Museum a fíbula foi finalmente mercada em subasta por esta instituição no ano 2001, e desde então está exposta na Galeria Helenística do Museu interpretada como provável obra de um aurífice grego às ordens de um chefe ibérico do sul, quem encarregaria uma fíbula de tipologia local



Descarregar o catalogo:  El Heroe y el Monstruo

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mitologia dos Santos de Asturias



Mitoloxía de los Santos n´Asturies

Álvarez Peña, A., Mitoloxía de los Santos n´Asturies. Raigaños paganos del cristianismo. Trabe, Oviedo, 2012
ISBN: 978-84-8053-653-X


Desde vai uns dias temos nas nossas mãos um interessante livro titulado Mitoloxia de los Santos n´Asturies, o seu autor Alberto Alvárez Peña, a parte de bom amigo, e um dos etnógrafos mais interessantes que trabalham hoje em térreo peninsular.

Berto Álvarez Peña

Membro do Conceyu d'Estudios Etnográficos Belenos, ilustrador e debuxante, ademais de etnógrafo, Berto Alvárez Peña leva mais de 20 anos realizando um intenso e sistemático trabalho de campo para recuperar a tradição oral asturiana, que o tem levado a ser considerado uma autêntica referência na etnografia asturiana atual. Trabalho realizado desde uma perspetiva de "longa duração" que não desbota pescudar no mundo medieval, germánico e -sobre tudo- céltico



Dito isto o leitor, não errara, se pensa que este livro dedicado a um tema tão aquelado como a hagiografia popular, é uma obra de um considerável interesse.


Sinopse:
Este livro rastreia a traves da cultura popular e as igrejas asturianas as raízes pagãs das que bebeu e se alimentou o cristianismo dos primeiros tempos. Se como agora esta de moda dizer Europa é o que é pelo cristianismo, não esta demais recordar que este é o que é também polas influencias pagãs, que submergidas na corrente continua do monoteismo são ainda reconhecíveis na memoria coletiva da Astúrias de antano.


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Postagem relacionada:  Mitologia de Peninsula Ibérica

terça-feira, 19 de junho de 2012

Paleoflora e Paleovegetação Ibérica - Livro


PALEOFLORA Y PALEOVEGETACIÓN DE LA PENÍNSULA IBÉRICA

Carrión, J.S (coord.), Paleoflora y paleovegetación de la Península Ibérica e Islas Baleares: Plioceno-Cuaternario. Ministerio de Economía y Competitividad & Univ. de Murcia, Madrid. 2012
ISBN: 978-84-615-9026-1


Acaba de sair dentro do projeto Paleodiversitas - Sistema de Información sobre Paleoflora y paleovegetación de la Península Ibérica, o livro, Paleoflora y paleovegetación de la Península Ibérica e Islas Baleares: Plioceno-Cuaternario,. O livro constitui a primeira síntese sobre toda a informação disponível sobre as pesquisas, que ao longo de tudo o âmbito peninsular, se veem realizando nos últimos anos sobre as variações e mudanças das espécies vegetais e do médio, resultado tanto de fenômenos naturais como antrópicos, nos últimos 15 milhões de anos.


Ademais o livro conta com engadido  de que, de acordo com o caráter público do financiamento da obra, tem sido posto ao dispor para a sua descarrega livre ofrerecendo de jeito acssível assim esta informação à comunidade científica e o público interessados em geral.


Sinopse:
Paleoflora e Paleovegetación Ibérica é um livro sobre as mudanças na paisagem vegetal, a flora e o clima na Península Ibéria e as Ilhas Baleares durante o final do período Terciário e o conjunto do período Quaternário, incluindo todas as grandes fases glaciares e aqueles episódios que contemplaram o surgimento da nossa própria espécie. A obra contribui informação monográfica sobre os principais registos paleobotânicos, incluindo sequências de pólen fóssil, carvão arqueológico, sementes e outros restos vegetais.





Ir descarregar o livro:  Paleoflora y Paleovegetación Ibérica

Revista Portuguesa de Arqueologia nº 14


REVISTA PORTUGUESA DE ARQUEOLOGIA 
Nº 14, 2011

Acaba de sair do prelo o último número da Revista Portuguesa de Arqueologia editada pelo IGESPAR, este número se correspondente ao ano 2011. Embaixo deixamos-vos como adianto o índice deste número da revista


  INDEX




Ir ao site da revista:  RPA

domingo, 10 de junho de 2012

As Formas Elementares da vida Religiosa - Livro



Cumprido o século da primeira edição da obra capital de Emile Durkheim as Formas Elementares da Vida Religiosa, traduzida a milheiros de línguas e que possivelmente seja uma mais influentes da história e antropologia das religiões, e a que periodicamente retornam para reformular o velho esquema durkheiniano os teóricos desta disciplina desde os mais diversos pontos de vista, desde a ciências cognitiva de Sosis e Alcorta a ecologia humana de Rappaport, ou os distintos funcionalismos e estruturalismos.

E pois este um bom intre para achegar-se ao texto original que a graças as bibliotecas digitais GallicaInternet Archive, podemos topar em formato acessível e descarregável livremente


Descarregar o livro:  Les Formes Elementaires ...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Encontros Coloniais na Península Ibérica - Livro


COLONIAL ENCOUNTERS IN ANCIENT IBERIA

Dietler, M. & López-Ruiz, C. (edit.), Colonial encounters in ancient Iberia: Phoenician, Greek, and indigenous relations. University of Chicago, Chicago, 2009
ISBN: 9780226148472


Sinopse:
Durante o primeiro milénio aC, produzirem-se complexos encontros culturais entre os colonos fenícios e gregos e os nativos da Península Ibérica, que transformarem a região e influenciou toda a história do Mediterrâneo.Colonial Encounter in Ancient Iberia é dos primeiros livros escritos em Inglês, que se centra no caso do mundo colonial hispânico explorando tanto as antigas colonias como as sociedades indígenas da Peninsula Ibérica

Escavações em Ampurias, foto: M. Tenreiro

De acordo coa própria duplicidade disciplinar dos editores, Michael Dietler um arqueólogo, Carolina López Ruiz, uma filóloga, neste volume reunem-se uma ampla gama de disciplinas académicas, desde a filologia clássica e a crítica de fontes, a história, a antropologia e a arqueologia.

Tesouro orientalizante de La Aliseda

Além do estudo de casona obra também se realiza um análise comparativa do próprio colonialismo como fenómeno, pranteando-se temáticas como a do comércio e as formas consumo, e como estes elementos vão mudando a cultura dos implicados em distintos aspetos; as paisagens urbanas, as formas de vida, representação e poder. Ao respeito o livro conta com uma magnífico capítulo introdutório, de Dietler, autêntica síntese das linhas teórica nos estudos do colonial


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Pode que também te interesse:  Que é um Empório?

quarta-feira, 28 de março de 2012

O primeiro rebanho

As traças no ADN do gado levam a um pequeno rebanho em torno a 10.500 anos atrás

Tudo o gado bovino atual é descendente de uns 80 animais que foram domesticados a partir de bois selvagens do Oriente Próximo 10.500 anos atrás, segundo um novo estudo genético.
  
Uma equipa internacional de cientistas do CNRS, o Museu Nacional de História Natural de França, a Universidade de Mainz, na Alemanha, e o UCL no Reino Unido foram capazes de realizar o estudo do ADN extraindo dos primeiros ossos conhecidos de gado doméstico, topados em escavações em sítios arqueológicos iranianos. Esses sítios foram ocupados não muito depois da invenção da agricultura e estão na região onde o gado bovino fora domesticado por primeira vez.

A equipa examinou as pequenas diferenças nas sequências de ADN de antigos animais, assim como de gado moderno, para estabelecer como poderiam ter surgido dadas as histórias das diferentes populações. Usando simulações de computador, eles descobriram que as diferenças de ADN só poderia ter surgido se um pequeno número de animais, cerca de 80, que foram domesticados a partir de boi selvagem (auroque). O estudo foi publicado na edição atual da revista Molecular Biology and Evolution.



A Dra. Ruth Bollongino do CNRS, França, e da Universidade de Mainz, na Alemanha, principal autora do estudo, disse: " A obtenção de sequências de ADN fiáveis de resíduos que são encontrados em ambientes de frio é de rotina”. É por isso que os mamutes foram uma das primeiras espécies extintas a partir do qual pudemos ler seu ADN. Mas obter ADN de confiança a partir de ossos encontrados em regiões quentes é muito mais difícil porque a temperatura é muito crítica para a sobrevivência do ADN. Isto significava que temos que ser extremadamente cuidadosos para não terminar lendo ADN contaminado por gado morto em tempos mais recentes.

O número de animais domésticos tem implicações importantes para o estudo arqueológico de domesticação. O Prof. Mark Thomas, geneticista do Departamento de Genética, Evolução e Meio Ambiente da UCLe um dos autores do estudo, disse: "Este é um número surpreendentemente pequeno de gado. Sabemos a partir dos restos arqueológicos que os ancestrais selvagens do gado de hoje, os conhecido como auroques, eram comuns em toda a Ásia e Europa, assim teria havido muitas oportunidades para captura-los e os domesticar".

representação de auroque num gravado anônimo de princípios do XIX

O Prof. Joachim Burger, da Universidade de Mainz, outro dos autores, disse: "os auroques selvagens são animais muito diferentes do moderno gado doméstico."Eles eram muito maiores do que os bovinos modernas, e não teria tido as características internas que vemos hoje, como a docilidade. Assim, em primeiro lugar, a captura desses animais não teria sido fácil, e embora algumas conseguiram captura-los vivos, a sua mantimento continuado e criação a cria ainda teria apresentado dificuldades consideráveis, até que ela tivesse conseguido um tamanho menor e um comportamento mais dócil".

comparação dos tamanhos do auroque e touro atual

Os estudos arqueológicos sobre o número e tamanho dos ossos de animais pré-históricos têm mostrado que não só o bovino, mas também cabras, ovelhas e porcos foram domesticados por primeira vez no Oriente Médio. Mas dizer quantos animais foram domesticados para qualquer dessas espécies é uma questão muito mais difícil de responder. Técnicas clássicas de arqueologia não nos podem dar toda a imagem, mas a genética pode ajudar - especialmente se alguns dos dados genéticos provinham dos primeiros animais domésticos.

cranio do jazigo romano-britano de Binchester, foto: Michael Shanks    

O Dr. Jean-Denis Vigne bio-arqueólogo, CNRS comenta: "Neste estudo a análise genética permitiu responder a questões que - até agora os arqueólogos nem sequer se pranteavam."Um pequeno número de progenitores de gado é consistente com uma área restrita da que os arqueólogos tenham provas para o início da domesticação ca. 10.500 anos atrás. Esta área restrita poderia ser explicada pelo fato de que a criação de gado, ao contrário, por exemplo, o pastoreio de cabras, teria sido muito mais difícil para as sociedades móveis, das que só algumas das sociedades do Oriente Médio eram realmente sedentárias na época".



O Dr Marjan Mashkour, arqueólogo CNRS que trabalha sobre o Oriente Médio acrescentou "Este estudo destaca o quanto importante pode ser considerar oz vestígios arqueológicos de regiões , até o de agora nao bem estudadas, como o Iram. Sem os dados iranianos teria sido muito difícil tirar essas conclusões sobre o gado a uma escala tão global".

(Fonte:  UCL News)


Referência do artigo:

- Bollongino1,R., Joachim Burger, J., Powell, A., Mashkour, Vigne, J-D. & Thomas, M.G, "Modern Taurine Cattle descended from small number of Near-Eastern founders" Mol Biol Evol (2012)
DOI:  10.1093/molbev/mss092


domingo, 11 de março de 2012

Teutates e o herói fundador - Livro

  
TEUTATES EL HÉROE FUNDADOR


Almagro Gorbea, M. & Lorrio Alvarado, A.J., Teutates: El héroe fundador y el culto heroico al antepasado en Hispania y en la Keltiké. Real Academia de la Historia, Madrid, 2011 406 pags
ISBN: 9788415069331


Sinopse
Estudo sobre "heroização" e o culto ao antepassado na Proto-história da Europa Ocidental, que representa uma importante contribuição para os campos ainda pouco conhecidos, como a religião e a ideologia do poder,  que se analisam ao nível da família gentilicia, do clã, do povoado, da etnia e da cidade-estado como um elemento cultural que fornece as chaves para compreender o progresso da sociedade da Idade do Bronze até as estruturas urbanas de finais Idade do Ferro.

O estudo é baseado em documentos arqueológicos, como os santuários e os elementos rituais e iconografia, analisados à luz das fontes clássicas, História das Religiões e a Etnologia. Este ponto de vista interdisciplinar sobre "O Herói Fundador" na Hispânia pré-romana e no resto do mundo celta fornece informações sobre as características e evolução dessa figura mítica, e sobre o que representou o ancestral divinizado das famílias dominantes. 

O "herói fundador" entre os celtas é identificado com Teutates, a principal divindade, documentada desde a Hispânia e Irlanda do Danúbio, pois, como "Pai do Povo" ou deus "Padrão", foi a base do poder político aglutinador da sociedade.


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+INFO no site da:   RAH publicações

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um bestseller etnoarqueológico

Acabámos de saber vai pouco do sucesso no percorrido editorial do livro El Cantábrico en la Edad del Hierro, Medioambiente, economía, território y sociedad do nosso colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), o livro que cuja apresentação já déramos noticia aqui.

Não é desde logo frequente que uma monografia sobre arqueologia -e menos ainda sobre etnoarqueologia!- chegue a converter-se em um relativo sucesso de vendas, e tenha agotado toda a sua tirada a só dois meses da sua saída ao lume. Os livros científicos e sobre questões tão específicas não soem figurar entre os mais vendidos, máximo quando o seu preço é ajeitado ao grosso das 640 páginas que formam o volume. São livros "raros" e com um publico igual de "raro", normalmente unido ao autor por certa solidariedade profissional de ocupar-se de igual ou paralela área, compartir certo interesse ou orientação da pesquisa, especialidade ou "recanto" de estudo.

São por elo livros dos que não se fazem -não- tiradas muito amplas, que por engadido tardam longos anos em verse esgotadas, e finalmente quando isto ocorre muito raramente soem voltam a se publicar, ... qualquer pesquisador conhece casos (por pores um) e tem a experiência desses grandes clássicos de uma disciplina ou um área de estudo, a dia de hoje vigentes ou ainda de interesse em grande parte, más que nunca tiverem mais de 1 soa e única edição.

Nada de isto desde logo é frequenta, mas é, já for pelo próprio interesse da temática da obra ou pela trajetória do autor, uma realidade que se bem de confirmar porem coa notícia de uma reedição -"pela alta demanda"- do livro do Kechu a só dois meses de sair a sua primeira tirada, Tudo elo não deixa de ser uma boa nova, à que esperamos ter contribuído com o nosso pequeno grau de areia informativo desde o Archaeoethnologica

Noraboa Kechu


Postagem relacionada:  O Cantabrico na Idade do Ferro

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Administrar as Provincias - Livro

Administrer les Provinces de la République romaine

Barrandon, N. & Kirbihler, F., Administrer les provinces de la République romaine. Actes du colloque de l´université de Nancy II 4-5 juin 2009. Univ. de Rennes, 2010
ISBN: 1255-2364


Sumario:
Este volume constitui as atas de um colóquio que foi realizado em Nancy em 2008, e que foi consagrado ao tema da administração romana das províncias no final da Republica. Este colóquio tentou compartilhar o trabalho de diversos especialistas que trabalham na temática da provincialização das diversas regiões Império, oferecendo um estado da questão sobre o conhecimento atual da questão como, o poder dos governadores, o impacto da legislação romana ou das decisões dos Imperatores no funcionamento das instituições locais, contribuindo deste jeito a ampliar o conhecimento sobre a história das províncias na época da República através de uma reflexão de conjunto que oferece uma análise historiográfico e conceitual dos estudos sobre a administração provincial. 

A obra divide-se em duas partes uma primeira dedicada a relação entre o Senado, os magistrados na gestão dos territórios provinciais, e uma segunda em que se levantar os fundamentos da administração provincial do ponto de vista Jurídico, fiscal, social e militar.


 INDEX




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Direito, língua e Império - Livro


LAW, LANGUAGE AND EMPIRE IN ROMAN TRADITION

Ando, Clifford, Law, Language, and Empire in the Roman Tradition University of Pennsylvania, Philadelphia, 2011
ISBN: 978-0-8122-4354-3


Acaba de sair um novo livro sobre o direito romano que afronta a cultura jurídica desde uma interessante a perspetiva, focada na prática jurídica e em como as necessidades de adaptação do direito aos novos contextos que no espaço e tempo se sucederem ao longo da história do império, tiveram que buscar solução os juristas romanos, com um especial interesse pelo direito privado como elemento nuclear da vida jurídica no mundo romano. O livro é obra de Clifford Ando, professor de Estudos Clássicos, e História do Direito da Universidade de Chicago, autor de alguns livros sobre temática similar coma Imperial Ideology and Provincial Loyalty in the Roman Empire (2000)


Abaixo tendes a modo de sumário o estrato de uma entrevista sobre o livro dada pelo autor e que poderdes também ler ver íntegra aqui


Sumario:

O livro divide-se em duas partes, a primeira com dois capítulos, e a segunda com três. A primeira parte concentra-se no pensamento jurídico, a segunda sobre a interação entre os órgãos específicos do direito e a natureza dos efeitos do império em eles, os dois projetos são profundamente inter-relacionados. Como as peças, os diferentes capítulos foram escritos de modo a ser legível e inteligível por conta própria, embora eu acho que cada um também se beneficia de ser articuladas com as outras perguntas que eu estava pedindo no momento. [...]

Por razões complicadas, o direito romano como uma disciplina acadêmica permaneceu por muito tempo fixado na descrição de suas regras. Como um escrever um testamento em Roma? Qual era a idade de casamento? Os livros tinham títulos como "A lei romana de escravidão."

Meu livro tenta dar passo a perguntas sobre o que os advogados romanos pensavam, a fim de perguntar sobre como eles pensavam. Por que eles acham que a lei mudou? Como é que eles acham que a mudança na lei poderia ou deveria ser justificada? E como é que eles acham que as instituições legais poderiam ou deveriam se adaptar à mudança social?

O fato e o que a sociedade romana estava em fluxo constante. O mesmo pode ser dito de quase qualquer sociedade, é claro. Mas a sociedade romana sofreu uma mudança aguda de un tipo particular e de uma fonte muito específica: era uma sociedade imperial, e por isso foi constantemente absorvendo novas populações, que falavam línguas novas e trouxeram com eles novos costumes.

Um problema relacionado é que o direito romano inicialmente veio a existir quando a sociedade romana estava confinada à cidade de Roma e a sua vasta hinterlândia agrícola. Mas a ação imperial levou rapidamente aos romanos mais longe. Como poderiam as instituições de uma pequena cidade do Mediterrâneo ser expandidas para regular um império mundial? E que a expansão poderia realmente ocorrer sem efeitos significativos, para o bem ou para o mal, sobre o sistema da lei e o Estado de Direito da propria Roma? [...]

O livro tenta manter os pés firmemente plantados em dois mundos diferentes. Por um lado, é uma obra de história. Além disso, é uma obra de história com uma agenda: Gostaria de revelar aos juristas romanos como mais criativos, mais humanos e, de fato, mais humanos do que alguma reconstrução de um corpo de regras provavelmente mostra.

Seu mundo estava mudando, e, sendo encarregados de regular esse mundo, eles foram forçados a confrontar essa mudança, a reconhecer as limitações de suas regras e da própria linguagem de suas regras. Mais do que muitos, eles entenderam profundamente, que não se pode simplesmente fazer o mundo se adequar às regras. É antes uma questão de fazer as regras se ajustar ao mundo, mesmo que, para preservar a autoridade e a autonomia do direito, deve-se descrever esta prática de alguma outra forma.

E, no entanto, esta é também uma obra de erudição contemporânea. As suas perguntas são, portanto, muitas vezes questões modernas.


INDEX

Preface p. IX

Chapter I. Citizen and Alien before the Law p. 1

Chapter 2. Law´s Empire p. 19

Chapter 3. Empire and the Laws of War p. 37

Chapter 4. Sovereignty and Solipsism in Democratic Empire p. 64

Chapter 5. Domesticating Domination p 81

Appendix. Work-around in Roman Law: The Fiction as Its Kin p. 115

Notes p. 133

Bibliography p. 153

Index p. 163

Acknowledgments p. 167


+INFO no site de:  UPennPress

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Romanos e Godos na Gália - tese on-line


Romans and Goths in late antique Gaul  
Asepcts of political and cultural assimilation in the V Century AD


A relaçao entre o mundo romano é o bárbaro em torno aos seculos de transiçao entre a Antiguidade e a Idade Media, á chamada Späteantike ou Antiguidade-Tardia, é um dos ambitos de maior interesse no estudo da antiguidade nos ultimos anos, e ao que esta dedicada uma interessante tese titulad Romans and Goths in late antique Gaul, obra de  Julia M. M. Ruckert.

A tese disponível em open-acess no banco de dados de teses digitais da Universidade de Durnham, centra-se na interação sociocultural entre os galo-romanos e bárbaros na Gália do século V. O seu objetivo é pesquisar como tanto os romanos como bárbaros, sobretudo o povo godo, compartilhava um espaço comum dentro do território imperial, como foi criado este? e em que medida ambos lados se assimilaram entre em termos culturais e políticos? A dissertação afasta-se do modelo catastrofista, que argumenta que a guerra e a brutalidade foram os principais meios de contacto, tratando de procurar em troques o entendimento das mudanças na sua feição cultural, uma mudança cultural que levaria ao mundo da Idade Média.

O lento surgimento de bases de poder bárbaro, criava um mundo político que era diferente do império romano. Os galo-romanos tiveram que aceitar uma nova ordem política, no que não só se enfrentavam à perda gradual das suas antigas posições de superioridade política / militar, senão que também desafiava o seu conceito previamente indiscutido do entendimento cultural.

A ocupação violenta do território foi só uma parte mais deste processo, já ao mesmo tempo foi possível uma continuação da literatura e cultura romana e a em general. As tentativas graduais de assimilação podem-se ver na continuada participação de aristocracia galo-romana entre a classe política do corte gótica, assim como no seu crescente papel na igreja e, nomeadamente, no Episcopado. Igualmente os godos tiveram que adaptar a sua mentalidade política e cultural, se queriam sobreviver como comunidades étnicas dentro do império, a um novo conceito, compatível com uma administração à romana, Tal assimilação político / militar, com o império romano, e sobretudo coa aristocracia galo-romana era ainda mais importante quando se tratava do assentamento dos godos, ou finalmente, da criação de um reino godo, na Gália


Descarrega esta tese em:  Durham e-These

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As Cupae Hispanas - Apresentação


Las Cvpae Hispanas

Andreu Pintado, J., Las Cvpae Hispanas. Origen / Difusión / Uso / Tipología. Monografías de Los Bañales nº 1, edit. UNED & Fundación los Bañales, Tudela, 2012
ISBN:  13978-84-615-6200-8


O próximo día 18, sábado, será apresentado o volume Las cupae hispanas: origen, difusión, uso, tipología. O volume recolhe as contribuições apresentadas em abril de 2010 no que foi I Colóquio de Arqueologia e História Antiga de Los Bañales que abordou a questão das "cupae", um singular tipo de monumento funerário romano muito bem testemunhado na Comarca das Cinco Vilas onde se topa o jazigo de Los Bañales



Nestas atas editadas pelo epigrafista Javier Andreu Pintado  recolhem-se mais de quinze contribuições assinadas por epigráficas, arqueólogos e historiadores a mais de vinte centros de investigação espanhóis e estrangeiros, fornecendo uma síntese que que virá a constituir ponto de referência para novas pesquisas tal tipo de monumentos. 

O ato terá lugar as 19.30 horas, no salão de Atos San Miguel da Fundação Uncastillo (Uncastillo, Saragoça)


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os Caldeirões e Situlas Atlânticos


Atlantic Cauldrons and Buckets

Gerloff, S., Atlantic Cauldrons and Buckets of Late Bronze Age and Early Iron Ages in Western Europe. Prähistorische Bronzefunde,
Ab. II, 18 Franz Steiner Verlag, Stuttgart 2010,   615 pp.
ISBN: 978-3-515-09195-4


Sumario:

As sítulas e caldeirões de idade de bronze e posteriores estão entre as relíquias maiores e mais impressionantes que sobreviveram do passado proto-histórico da Europa ocidental. O termo Atlântico como aplicado a estes objetos é relativamente recente, for introduzido por Christopher Hawkes e Smith Margret em 1957, para distinguir esses grandes vasos folha de bronze remachada de contendores similares encontrados na Europa Central e no Mediterrâneo. Eles forem objeto de estudos clássicos como Leeds, ou o dos próprios Hawkes e Smith, que fornecem a base para o presente reexame e atualização da tipologia, cronologia, origem e função destes.

A função de caldeirões semelha que é o de um principalmente cerimonial. Na mitologia celta, os caldeirões estão intimamente ligados com festas e banquetes que foram realizadas em salas para banquetes. Na Irlanda, grandes salões e estruturas semelhantes estão associados a muitos sites de reais, onde uma grande estrutura retangular conhecido como Banqueting Hall (Ensine Miodhchuarta).

A associação dos caldeirões atlânticos com ganchos de carne sugere que eles foram usados para cozinhar a carne, do mesmo jeito que as sítulas pela sua forma parece indicar um uso restringido a conter líquidos, possivelmente alcoólicos. Estes vasos funcionarem durante festas e banquetes” ou outras ocasiões cerimoniais, o qual explica que foram incluídos entre o repertorio das oferendas rituais da Bronze Final e do Ferro, já for em pântanos, lagos, rios ou em depósitos rituais topados em castros ou nos seus acessos.


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+INFO no site do:   Prähistorische Bronzefunde

domingo, 15 de janeiro de 2012

Romanos, Bárbaros e Transformações - Livro


Mathisen, R. W, Shanzer, D. (Edits.), Romans, Barbarians, and the Transformation of the Roman World. Cultural Interaction and the Creation of Identity in Late Antiquity. Ashgate, Farnham 2011 378 pp  ISBN: 978-0-7546-6814-5


Uma das transformações mais importantes do mundo romano na Antiguidade tardia foi a integração dos povos bárbaros no médio social, cultural, religioso e político do mundo mediterrâneo. A natureza destas transformações examinou-se na sexta Conferência bienal sobre a Antiguidade tardia: Fronteiras Cambiantes celebrada em março de 2005, de cujas palestras este volume apresenta uma seleção, completada com alguns outros artigos.

Estes 25 estudos fazem por rompem cos velhos estereótipos a respeito da segregação cultural e social entre os romanos e as populações bárbaras, e demonstrar que, contrariamente à passada ortodoxia, romanos e bárbaros interagiram em uma multidão de maneiras, e não era só bárbaros que experimentaram "etnogénese" ou assimilação cultural. Os mesmos romanos que menosprezaram o comportamento bárbaro também adotaram alguns das suas feições na sua vida quotidiana, fornecendo exemplos visíveis do grau de ambiguidade e negociação que caracteriza a integração dos romanos e os bárbaros, um processo no que se alteraram os conceitos de identidade de ambas populações. O mundo tardo-antigo culturalmente poliétnico que resultou, com umas fronteiras culturais cada vez mais permeáveis em ambas direções, permite explicar como o assentamento dos bárbaros no ocidente levou-se a cabo sem as dissonâncias que deveria ter produzido, e como essas populações bárbaras puderam ser perfeitamente integradas no antigo mundo romano


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Castros e Verrões no Ocidente - Livro


Castros y Verracos

Ruíz Zapatero, G. & Álvarez-Sanchís, J. (eds.), Castros y Verracos. Las gentes de la Edad del Hierro en el Occidente de Iberia. Diputación de Ávila, Ávila 2011


O livro Castros y Verracos recolhe as Atas do Reunião Internacional que juntou em Ávila no ano 2004 a boa parte dos especialistas sobre a Idade do Ferro na Meseta Ocidental e Norte de Portugal.


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Epigrafia, Culto e Sociedade - Atas


DIIS DEABUSQUE


RIBEIRO, J Cardim (ed.), Diis · Deabusque. Actas do II Colóquio Internacional de Epigrafia «Culto e Sociedade», Sintria III-IV 1995-2007, Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, 2011


Acaba de sair do prelo o volume correspondente as Atas do II Colóquio Internacional de Epigrafia "Culto e Sociedade" que se celebrou em Sintra. Como se aprecia nos conteúdos do index que tendes abaixo as contribuições deste volume dão uma especial notoriedade e protagonismo à temática do sincretismo entre as formas religiosas romanas e os cultos indígenas, tanto da Península ibérica como doutras partes do Império


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sábado, 24 de dezembro de 2011

As Deusas Celtas - tese on-line


Desde vai pouco esta on-line uma interessante tese doutoral adicada a uma temática tão atraente como é a da natureza das divindades femininas no domínio céltico O trabalho que tem por título: "Goddesses in Celtic Religion Cult and Mythology: A Comparative Study of Ancient Ireland, Britain and Gaul" é obra de Noémie Beck e foi pressentado no 2009 contando coa direçao conjunta de Neil Davie (Université de Lyon 2) e de Daithi O´Hogain (UCD) um dos mais reputados especialistas em estudos célticos na Irlanda atual.

Esta tese doutoral é um estudo comparado das divindades femininas veneradas pelos Celtas das Antigas Irlanda, Britania e a Gália do século 8 antes J.-C. a aproximadamente até o 400 após J.-C. Os Celtas transmitiram a sua cultura, crenças e mitos por via oral, de geração em geração. As fontes que nos permitem estudar as divindades e crenças das Celtas são por tanto indiretas e posteriores à Antiguidade pré-romana.

Estas fontes agrupam-se em torno de três categorias: os textos clássicos contemporâneos aos antigos celtas, mas que só implicam Gália e são muito pouco numerosos; a abundante literatura vernácula da Irlanda medieval, que foi posta por escrito a partires do século 7d.C por molhes cristãos; e assim mesmo a arqueologia gala e britânica, cujos restos são muito fragmentários abarcando o estudo de locais de cultos pré-romanos, e galo-romanos ou britano-romanos romanos, junto com o da epigrafia votiva e a iconografia, fundamentalmente escultórica.

As perguntas derivadas deste registo tão diverso são várias: adoravam os Celtas da Irlanda, da Grã-Bretanha ou da Gália  a deusas similares? Qual era a sua natureza e as suas funções? Como eram veneradas e por quem? Organizavam-se hierarquicamente em um panteão? ou mais fundamentalmente: permite a análise e a comparação entre dados linguísticos, literários, epigráficos, iconográficos, etc. estabelecer conexões e similitudes, e reconstruir por tanto umas crenças comuns ao longo do âmbito céltico?

A obra articula-se em torno de 5 capítulos nos que se vão analisando as diferentes feições desta tipologia de divindade/es: 1) As deusas mães (Matres e Matronae), 2) deusas da natureza portadoras da riqueza, 3) Deusas do território e da guerra, 4) deusas das águas e 5) deusas que encarnam a embriaguez ritual


Descarregar a tese em: Tese Lyon2

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ourivesaria Castrenha - Livro


ORFEBRERIA CASTREÑA DEL MUSEO ARQUEOLÓGICO NACIONAL


García Vuelta, O, Orfebrería castreña del Museo Arqueológico Nacional. MAN e Ministerio de Cultura. Madrid 2007 263 pags
ISBN: 978-84-8181-328-9


Depois de anunciar a apresentação do livro recente doutro amigo vai uns dias toca-nos agora dar notícia da publicação algo mais "recuada" desta obra de Óscar García Vuelta, pesquisador associado ao Instituto de Historia do CSIC, esperto em arqueo-metalurgia, e com o que coincidimos vai uns anos nas Jornadas sobre Arqueo-metalurgia organizadas pela área de História Antiga da Departamento de Humanidades da UDC, alo pelo 2005. Óscar é autor de numerosos artigos sobre a metalurgia e ourivesaria dos antigos galaicos e astures, a sua área de especialização, nos que tem amostrado já o seu rigor e dos que este livro constitui uma posta ao dia mais, e sem dúvida, uma futura obra referencia para os estudos sobre esta matéria.

Sinopse:
 A coleção do MAN é uma da mais importante sobre a ourivesaria antiga do Noroeste peninsular. Começou a formar-se em torno de 1870 e seguiu até 1972, quando se adquiriram as últimas peças que a formam. Na atualidade, está composta por um total de 29 objetos -28 deles de ouro e um de prata- conservados pelo departamento de proto-história e colonizações do Museu. No ano 2000 com motivo da exposição Torques, Beleza e Poder, realizaram-se análise das peças desta coleção, para propor a melhor maneira de conservá-las e oferecer de passagem nova informação ao público, dando lugar a um catálogo do que o autor deste volume foi o encarregado. Resultado disto, e dos projetos de investigação em curso, esta nova síntese sobre a coleção do MAN constitui uma atualização e revissão, sobre a ourivesaria da Idade do Ferro do NW peninsular, nas suas diferentes feições técnicas, tipológicas e tecnológicas, assim como da poblemática historiográfica e documental associada de como se formou esta coleção


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