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quarta-feira, 23 de março de 2016

A Lança na Água, a Espada na Pedra - Resumo


Achegamos aqui um pequeno resumo da que será nossa palestra nas próximas Jornadas de Letras Galego-Portuguesas que terão lugar em Pitões das Júnias os dias 2 e 3 de abril



Resumo: 
A pressente intervenção centrar-se-ão no estudo de una serie de rituais relacionados com as armas e a guerra que podemos topar testemunhados entre os celtas e germanos de época histórica e nos que porém, consideramos, posem aportar ao esclarecimento de alguns fatos arqueológicos como é o caso dos depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e a Idade do Ferro.



Isso permite ao nosso entender, partindo da base da continuidade diacrónica de certos elementos a um nível institucional e de mentalidade; propor uma série de analogias etno-históricas que puderam botar lume sobre alguns elementos destas culturas durante a sua proto-história


Para isso partiremos de uma série de dados contidos em três tipos de fontes:

1) As literárias: tanta de época medieval; célticas ou germânicas, assim como algumas fontes clássicas.



2) O registo arqueológico: derivado dos depósitos aquáticos e terrestres de armas da Idade do Bronze e Idade do Ferro, assim como de algumas evidencias materiais não atendidas até o momento e que foram reconsideradas recentemente.


3) As linguísticas, centradas em alguns restos toponímicos de época antiga, bem como alguns outros posteriores.


Elo amostra, ao nosso entender, a utilidade de uma aproximação interdisciplinar, que inclua distintos tipos de fontes, desde as procedentes da etnografia, à história do direito e das instituições, ou linguísticas, amais dos dados propriamente arqueológicos, para obter una compreensão muito mais aprofundada de determinados fenómenos durante à proto-história europeia e peninsular.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Armamento Lateniense em Alsacia e Lorena

L´ARMENT LATÉNIEN EN ALSACE ET EN LORRAINE

Reich, G., L'armement laténien en Alsace et en Lorraine: objets, pratiques et contextes de découverte. Mémoire de Master 2 - Archéologie du Territoire, Université de Strasbourg, Strasbourg, 2011, Vol. 1 - Texte 246 pp.


Sinopse
O tema desenvolvido no âmbito desta tese concerne às armas de guerra da Segunda Idade do Ferro, na Alsácia e Lorena. Ele inclui armamento si, mas também o tratamento que lhe é reservado e os contextos da sua descoberta como objetos arqueológicos. Pelo tanto este tópico leva associadas várias questões.


A área do estudo serão as armas que constituem a panóplia do guerreiro celta Quais são aquelas que constituem equipamentos de qualidade excecional e como se pode definir a riqueza do armamento? Quais são as tendências e tecno-morfológicas e crono-tipológicas globais? Isso usado essas armas? Quem usava essas armas. O estudo dos contextos, conhecidos pela literatura arqueológica, permite abordar assim mesmo outras questões.


Que contextos são conhecidos para estes objetos na área de estudo? Percebesse um tratamento especial das armas antes do seu abandono? Que fácies culturais se amostram entorno das armas, o seu tratamento e contextos de deposição? Que tipo de mobiliário é associado à panóplia guerreira? 


Podemos ver uma evolução cronológica de artefactos associados assim como do seu tratamento acorde com o mobiliário da região considerada? Em que condições esse mobiliário foi descoberto?


 INDEX



Descarregar a tese em:  Academia.edu

terça-feira, 10 de junho de 2014

Capacetes Hispano-Calcídicos - Apresentação


Cascos Hispano-Calcídicos

Graells, R, Lorrio, A & Quesada, F (2014): R. Graells, A.J. Lorrio, F. Quesada, Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas . RGZM, Maguncia 2014.


Hoje apresentara-se no local do Instituto Arqueológico Alemão em Madrid o livro Cascos Hispano-Calcídicos. Símbolo de las élites guerreras celtibéricas.


O Hispano-Calcídico é um tipo autóctone datável entre o s. IV e II aC Sua distribuição na Península Ibérica é ampla, mas mostra uma concentração particular na área celtibérica (Aranda de Moncayo, Prov. de Saragoça; Numancia, Muriel de La Fuente, prov. de Soria). 


A publicação analisa as características morfológicas e decorativas para aproximar-se a produção e a importância dessas armas como elementos de proteção e, ao mesmo tempo que veículos transmissores de ideias complexas, tais como poder e o rango militar. Este desenvolvimento foi o resultado do impacto da interação das atividades mercenárias no sul da Itália.


O ato decorrera às 7:30 da tarde, a entrada é livre

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O Capacete de Agris - Palestra



Deixamos-vos aqui o vídeo de um interessante palestra intitulada O Capacete Agris. História de sua descoberta, o seu lugar na arte celta proferida na Universidade de Lille pelo que fora o seu descobridor o prof. José Gomez de Soto, diretor de pesquisa emérito do CNRS


O palestrante apresenta a descoberta do capacete em 1981 e como o jazigo fora escavado nos anos seguintes. Examina também algumas das hipóteses sobre a data e local de fabricação do capacete e que lugar preciso ocupa dentro do estudo da arte europeia.


Para finalmente discutir, o próprio significado do objeto: concebido como arma ou utilitária ou apenas para a sua deposição ritual?.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Espadas, Águas e Mouros - duas Lendas


Dentro do projeto Palavras de Pedra do Instituto de Ensino Secundario Marco do Camballóm de Vila de Cruzes (Pontevedra) com o que colaboramos, realizou-se uma interessante labor de recolha etnografica levada a cabo pelos proprios alumnos do centro através do Clube de Lingua. Tarefas deste tipo são dum enorme interesse tanto desde o ponto de vista de uma tradição oral ao que quedam cada ano menos dias de vida, senao também desde o punto de vista didatico, de difussão e concienciamente sobre a importancia dum patrimonio inmaterial em perigo evidente de extinção.


A Espada de Brandomés

Em certa forma que na escola se implique a meninos hoje na conservaçao e posta em valor da tradição oral não deixa de ser outra forma de volver a "criar uma memoria" que antes se fazia doutro jeito e noutros ambitos (familiar, domestico, vezinhal. Dentro desta recoleta etnográfica levada ao cabo em comum pelos Equipos de Normalização Linguística dos colégios de Vila de Cruzes, Cerdeirinhas-Pilonho e Merça, ademais do IES Marco do Cambalhóm, recolheram-se duas lendas nas que aparecia uma espada que acabara no rio.



Uma das versões conta como a espada foi votada ao rio Ulha após a morte de um guerreiro no lugar de Brandomés, na outra versão recolhida especula-se sobre o lugar onde foi arrojada as aguas a espada e onde poderia estar, diz assim a lenda

"Em Brandomés hai no rio unha espada metida no rio, dim que o mais probrable é que estea em sitios donde a corriente nom estea... como, por exemplo um desses três sitios é o Pozo dos Peres (noutro momento fala do lugar d´O Tesouro) Pensam que a espada como pasou tanto tempo xa nom está alí, xa que sospeitan que a levarom, pero outros tamém pensam que como pasou tanto tempo a espada pode estar a algúns metros baixo a terra polas follas que se forom xuntando durante tantos anos que pasarom desde que a tirarom ao rio."


Artur entre os Mouros

Obviamente a muitos não escapara a similitude desta lenda coa do famoso episodio do ciclo artúrico no que a Dama do Lago recupera a espada Escalibur que cedera ao rei, episodio que tem cativado a imaginação de varias gerações de escritores europeus. A Matéria da Bretanha é conhecida na literatura medieval galega, onde este ciclo chegou de forma tempera e teve uma intensa receção não só na escrita senão na própria vida cotia. Quem se tope na documentação medieval algum que outro cavaleiro batizado Lançarote, entendera bem esta popularidade do ciclo arturiano nas nossas terras, que converteu o nome do cavaleiro mítico num dos antropónimos "de moda" na época


Mas ao mesmo tempo, destas semelhanças artúricas a lenda da espada de Brandomés tem outros elementos próprio do nosso contexto, a espada disse estava feita de ouro o qual enlaça com o conhecido folclore dos mouros cujos objetos soem ser por definição todos sempre de Ouro. Estas figuras míticas omnipresentes na nossa tradição popular soem de cote presentar-se como lutando uns contra os outros em guerras;  uma forma de explicar as poderosas defensas dos castros dos que se lhes atribui a construção junto com outros restos arqueológicos vários (sobre tudo megálitos).


Neste sentido não seria raro que a morte do Guerreiro de Brandomés fosse de feito entendida como algo teve ocorrido "no tempo dos Mouros", recurrente expressão dum passado mítico, e não há duvida de que a própria espada se situa nesse contexto de "tesouros" dos mouros, deixados nesse passado essencial. De certo o lugar de Brandomés guarda outras tradições sobre tesouros da mouramia

"O tesouro em Brandomés está no cabo da agra de Vales, alí hai un castro, e nesse castro está o tesouro, (ouro). Outro tesouro hai-no indo cara a Milhorãs, pero dixéron-me que a esse tesouro xa lhe levaram o ouro e que só lhe queda cobre"

"Num pozo chamado Pozo dos Peres decíam que había unha campana de ouro"

"Indo cara o rio, en Brandomés, hai um trozo de térreo que está cerrado por um valo e aí é donde encerrabam aos cavalos os do ...? e alí hai unhas poucas pedras que lle quedam, xa que co paso do tempo se foi deteriorando e xa case nom queda nada. Alí dim que hai persoas enterradas e que hai ouro, moito ouro"


As armas nas Águas

Outro elemento que junto a esta dimensão mítica vinculada aos mouros joga nesta lenda de Brandomés e a própria localização da lenda no rio Ulha. Este rio é bem conhecido desde um ponto de vista arqueológico por ser que mais depósitos aquáticos de armas acumula no Noroeste da Península Ibérica só superado -obviamente- no contexto peninsular pelo multitudinário achádego da ria de Huelva, um dos mais grandes da Europa Atlântica.


Ao alvo disto não podia escapar-se a ideia de que algum achádego/os casual/is no passado poderiam ter contribuído a génese e recriação mítica, através de uma lenda que explica-se a origem da espada lá depositada no fundo do rio.


Neste sentido a lenda não deixa de ter um sedutor pouso que mistura a literatura tradicional e a arqueologia, o Imaginário e a Historia, a realidade e a ficção, e que por outro lado desde um ponto de vista pedagógico é boa não apenas para pensar, imaginar, muitas coisas senão também para falar e aprender de outras muitas. E nesta parte da História foi onde empeça a minha modesta colaboração neste interessante projeto, quando o Séchu Sende escritor e mestre do IES Marco de Cambalhóm se pujo em contacto comigo.


Sabiam do meu interesse pelo tema dos depósitos de armas no Bronze Final e queriam consultar-me sobre este tipo de rituais. Ao mesmo tempo que este Archeoten., que aqui escreve, também foi envolvidas uma velha amiga Beatriz Comendador professora de Arqueologia na Faculdade de Historia de Ourense, o divulgador do património Manuel Gago (que de passo recolheu isto no seu blogue), o etnógrafo Antonio Reigosa, e o especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera. Em certa forma pediusse-nos a cada um que aportáramos os nossos pontos de vista, conhecimentos e visões tomando como escusa e marco a tradição sobre a espada (podeis ver um bocadinho disto aqui)


Espadas e Lendas?

Uma das perguntas que se me fizeram daquela na entrevista que os alunos me enviaram era se conhecia algum outro tipo de lendas em Galiza ou no resto da Europa. Tenho que reconhecer que a rareza da lenda me obrigou a olhar para a Idade Media: à própria lenda arturiana e alguma pouco conhecida versão da gesta de Roldão na que a espada do herói acaba rota e arrojada ao rio após a morte de aquele, mas fui incapaz de topar algo semelhante no que conheço da tradição galega e europeia atual.



A Espada de Germade

Embora a minha surpresa foi maior quando uns dias depois de enviado o texto coas respostas desse-me a conhecer numa conversa como Judit Goméz Ferández arquiveira e atual guia do Museu Etnográfico do Monte Caxado (A Pontes) outra lenda sobre mouros na que aparecia também uma espada, neste caso não afundida senão emergida das águas dum rio. A lenda procede do Lugar de Momám (Concelho de Germade, Lugo), e diz assim:

“Pena do encanto: Disse que unha rapaza aparecia ali polas manhãs dando de comer a uns pitinhas e um rapaz achegóuse-lhe. Ela díxo-lhe que estava encantada e para desencanta-la tinha que ir ali o dia de Sam Xoám e colher unha pedrinha e tira-la ó rio.

Ela aparecia em forma de serpe e para desencantala debía-lhe de cortar a cabeça duma soa vez cum sabre que aí aparecia. O rapaz prometeu axuda-la se despois ela casaba com el. O dia de Sam Xoám o rapaz foi à Pena do Encanto. E ó tirar a pedra ó rio, apareceu o sabre. Despois apareceu a serpe. Pero como era enorme, o rapaz tivo medo. A rapaza, moi triste, marchou ó mar convertida em serpe para sempre”

No caso desta lenda a espada fantástica apresenta-se como um meio para conseguir o "desencantamento" da mulher sobrenatural, num tema muito recorrente no foclore galego segundo o qual a transição da moura desde o seu mundo a condição humana dá-se através de um ato de violência, nalgum casos uma mera ferida feita com algo cortante (navalha, cutelo).


Noutros casos precisa-se da morte do monstro no que a mulher se transforma para que renasça após ela convertida já numa mulher normal, nesta ultima variante inscreve-se o decapitamento que embargantes precisa neste caso da ajuda magica de uma espada especial conferida pelos próprios mouros



Um não pode evitar em certa forma imaginar comparando estas duas espadas sobrenaturais, e as suas idas e voltas desde as águas se noutra época de ter-se levado a cabo a elaboração literária como sucedera no caso de Excalibur, não poderiam estas duas lendas ter dado lugar a um episódio muito similar ao do ciclo arturiano, com a nossa própria Moura - Dama do Lago/Rio. De certo isto da que pensar sobre as relações entre o folclore e a literatura escrita, e de como cecais como acontecera a um Homero, não se terão perdido, esgazado em anacos, ou simplesmente esquecido tanto ciclos lendários pelo caminho sem chegar a ter passado ao papel


Dava-se ademais um segundo elemento interessante, que Judit me comentou pois aquela lenda da espada de Germade fora recolhida dentro dum projeto muito similar ao dentro do qual se aparesceu agora a lenda da Espada de Vila de Cruzes:  dentro de uma Campanha de Fomento da Leitura entre o lunado de 2ª etapa de EXB (curso 1993-94) do Colégio Público de Germade, que fora coordenado pelas professoras Modesta Novo Muinelo e Águeda Fraga Pita. Daquela os meninos,  entre eles a própria Judit, foram protagonistas e participaram, como agora os rapazes de Vila de Cruzes recolhendo de boca dos seus pais e avos a tradição oral, e entre ela a nossa lenda. daquilo saira um livro "Xermade meu pobo" onde está recolhida a lenda.


Em certa forma cumpria-se um percorrido, que como as idas e vindas de uma outra espada entre a água e a terra, fechava o círculo de uma lenda a outra de uma geração a outra dum lugar a outro, tão alongados no mapa. Qual será agora o percorrido disto?, como continuara a história nos rapazes de Vila de Cruzes? ... na rede estes dias a espada/s, uma e outra, como levadas pelas águas doutro nova corrente, andam "de postagem" em postagem e de "me gosta" em "partilhado" pelas redes sociais, pelos jornais, oferecendo novas vias de difusão e transmissão à tradição oral.


 Algumas Referências   
  
- AAVV: Xermade, o meu pobo. Xunta de Galicia, Santiago, 1994
- Alonso Romero, F., "A Moura constructora de Megalitos"Anuar. Brig. nº 21, 1998 pp. 11-28
- Cuba, X.R., Reigosa, A, Miranda, X., Diccionario dos seres míticos galegos. Xerais, 1999
- Llinares, M., Os Mouros no Imaxinario Popular. Univ de Santiago, 1990
- Tenreiro, M., "Os Mouros: notas sobre a penmanencia do mito no folklore" Anuar. Brig. nº 25, 2002 pp. 39-62
- Tenreiro, M., “A lenda melusínica no folclore galego: Apuntamentos sobre o culto e o popular” en Romero Portilla, P. Y García Hurtado, M-R (eds.): De Culturas, lenguas y tradiciones. II Simposio de Estudio Humanísitcos. UDC, Coruña, 2007 pp. 263-279


+INFO no blogue de: Palavras de Pedra

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Armamento e Arqueologia da Guerra - Talher

Armamento y arqueología de la guerra en la Península Ibérica prerromana (s. VI-I a.C.): Problemas, objetivos y estrategias

Quando: 17 Janeiro
Onde: Madrid


O Instituto Arqueológico Alemão de Madrid (DAI), organiza o próximo ano um talher intitulado Armamento e arqueologia da Guerra na Península Ibérica Pré-romana. O talher esta coordenado pelos doutores Dirce Marzoli (Deutsches Archäologisches Institut Abteilung Madrid), Raimon Graells i Fabregat (Römisch Germanisches Zentralmuseum Mainz. Forschungsinstitut für Vor- und Frühgeschichte)


Este talher apresenta o estado atual da investigação sobre o armamento e a guerra durante a Idade de Ferro na Península Ibérica. O objetivo é analisar o relacionamento entre as tradições locais e as influências estrangeiras bem como o impacto desta interação nos respetivos desenvolvimentos locais, com reflexo direto na identidade das suas elites.



Para isso no talher se discutem diferentes feições da investigação atual bem como se apresentam novos reptos e objetivos para a investigação arqueológica da guerra na Península Ibéria pré-romana. O evento é uma continuação da reunião organizada em 1996 baixo a direção de P. Moret e F. Quesada na Casa de Velázquez (Madrid).


 Programa



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Gladius 33

GLADIUS 33, 2013


Artículos

La panoplia en los vasos del Tossal de Sant Miquel (Llíria). Ensayo de interpretación iconográfica   7-38
Susana Rosa Pérez Ferrandis

Estelas ibéricas con lanzas y tropas auxiliares en el nordeste peninsular    39-56
Roger Riera Vargas

Los proyectiles de artillería romana en el Oppidum de monte Bernorio (Villarén, Palencia) y las campañas de Augusto en la primera fase de la guerra cantábrica   57-80
Jesús F. Torres-Martínez, Antxoka Martínez Velasco, Cristina Pérez Farraces

Broches de cinturón de tipo hispano en Cástulo: una contribución al ejército bajo imperial en Hispania   81-112
Bautista Ceprián del Castillo, Carmen Repullo Roldán, Jorge Alarcón Fernández

Técnicas de ataque y defensa en los asedios del siglo XIII: ámbito catalano-aragonés y occitano  113-130
Josep Suñé Arce

Categorías de combatientes y su armamento en el aragón bajomedieval: la guerra de los Dos Pedros (1356-1366)  131-156
Mario Lafuente Gómez

Reproduciendo acero de crisol: una guía práctica y un análisis comparativo con manuscritos persas  157-192
Manouchehr Moshtagh Khorasani,Niko Hynninen


Reseñas   193-208
PJoachim Neumaier M.A., María del Mar Gabaldón Martínez,Borja Antela-Bernárdez, David Soria Molina


Ir ao número da revista:  Gladius

sábado, 9 de novembro de 2013

Oxford Journal of Archaeology 32/4

Oxford Journal of Archaeology
Vol. 32/4 2013
  
 
Articles

Unpicking the Chronology of Carrowmore   343–366
Stefan Bergh and Robert Hensey

Ceramic Traditions and Cultural Identities: West-Central France during the Late Neolithic II Period (c.3400–2900 cal. BC)  367–389
Vincent Ard

From Greek Boar's-Tusk Helmets to the First European Metal Helmets: New Approaches on Development & Chronology  391–412
Marianne Mödlinger

Roman Urbanism: A View from the Countryside  413–432
Jeremy Taylor

Cooking Pots and Islamicization in the Early Medieval Vega of Granada (Al-Andalus, Sixth to Twelfth Centuries)  433–451
Jose C. Carvajal and Peter M. Day



Ir ao número da revista:  OJA 32/4

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Arqueologia, Armas e Conflitos - Exposição

2.500 anos de Armas e Conflitos

Quando: 14 Junho - 31 Outrubro
Onde: Abrantes


Hoje às 16h00 horas terá lugar no Museu D. Lopo de Almeida no Castelo de Abrantes a inauguração esposição organizada pelo Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA) 2.500 anos de armas e conflitos. A exposição estara aberta até o dia 31 de outubro



Sinopse
O conflito tem sido uma constante na vivência das sociedades humanas. Por isso, a armaria sempre teve um papel de relevo. Ontem como hoje, vencedores e vencidos medem-se, em grande parte, pela qualidade das armas que usam e, por isso, a evolução do armamento ofensivo e defensivo tem sido uma preocupação constante. O Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abtantes trae para esta v antevisão – capacetes, armaduras, couraças, canhões de mão e outras peças do acervo do MIAA que nos “falam” da guerra, em várias regiões e ao longo 2500 anos.


+INFO no site da:  CM de Abrantes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Celtismo Peninsular e Centroeuropeu


A próxima quarta-feira dia 29 de maio, celebrara-se na Casa de Galiza em Madrid uma Mesa Redonda que terá por titulo O Celtismo Ibérico e a sua relação com o Centroeuropeu.



Na mesa redonda intervirão Thomas G. Schattner, diretor científico do Instituto Arqueológico Alemão; Armando Coelho Ferreira da Silva, professor da Faculdade de Arte da Universidade de Porto, o Jesus Javier de Hoz Bravo, professor da Departamento de Filologia da Universidade Complutense, o que isto escreve Marcial Tenreiro, Professor de História Antiga da UNED, junto com Martín Almagro Gorbea, Antiquário da Real Academia da História, quem moderará a Mesa.



Deixamos-vos aqui debaixo o resumo da nossa intervenção na Mesa Redonda que levara por titulo: La Lanza en el agua, la espada en la piedra. Un ritual entre celtas y germanos


Resumo
Esta intervenção terá como foco o estudo diacrónico de uma série de rituais relacionados com as armas e a guerra que encontramos atestado entre os celtas e germanos de época histórica e que, porém, consideramos podem votar alguma luz sobre o estudo de depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e Idade do Ferro. Se sinalará de passo a utilidade uma aproximação interdisciplinar, que incluía distintos tipos de fontes, desde a etnografia à história do direito, ademais das propriamente arqueológicas para obter uma compreensão mais profunda destes fenómenos durante a proto-história europeia e peninsular


+INFO no site da:   Casa de Galicia

Estudando os Objetos Metálicos - Palestra


Dia 30 de Maio de 2013, dentro do Ciclo de Conferências Entre Hefesto e Prometeus celebrara-se uma conferência a cargo dos Professores Drs Paolo Piccardo e Marianne Mödlinger, do Departamento de Quimica e Quimica Industrial (DCCI)da Universidade de Génova que terá por titulo Studying Ancient Metallic Objects: a protocol of investigation. A conferência irá decorrer pelas 17 horas, na sala de reuniões do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.



Resumo
O estudo de caso apresentado incidirá sobre os processos de fabricação de capacetes, torresmos e couraças da Idade do Bronze europeia. A área de estudo é a Bacia dos Cárpatos e o leste da área Alpino-Cárpatica, onde foram topados as primeiras mostras de armas defensiva da primeira Idade do Bronze.


A análise das propriedades dos materiais e das formas de fabricação aumenta o conhecimento sobre a capacidade dessas armas para suportar o impacto durante o combate. As análises de superfície para detetar vestígios de fabrico e de utilização, a composição da aliagem, microestrutura e tipos de corrosão da armadura serão igualmente discutidos. 



Os resultados igualmente permitem a melhorar a conservação das peças ao identificar os produtos e evolução da corrosão em estes objetos.


+INFO no site do: Inst. Terra e Memoria

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


INDEX




Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um capacete entre ossos

Um capacete Idade do Ferro topado perto de Canterbury


Um raro capacete pré-histórico foi descoberto numas leiras fora de Canterbury. O capacete de bronze, datado no século I a.C, foi descoberto por um detetorista. Andrew Richardson, encarregado de achádegos do Canterbury Arch Trust conta a história: "uma noite de outubro ao chegar à casa depois do trabalho, recebi uma chamada de um detectorista local que eu sei do meu tempo como Oficial de enlace de achádegos para em Kent. Ele tinha também no passado trabalhado como voluntário do Trust, e tendo feito o que ele descreveu como uma "importante descoberta", decidiu entrar em contacto comigo.



Ele disse que tinha encontrado o que ele acreditava ser um "capacete de bronze celta '. Eu não conhecia nenhum destes cascos em Kent, o famoso "Guerreiro de Deal” escavado por Keith Parfitt em Mill Hill tinha um cobre-cabeças de bronze , mas que não era como tal um capacete . Mesmo no conjunto da Grã-Bretanha, eu entendia que tal achado seria incrivelmente raro. Mas o descobridor parecia muito confiado e eu sabia que ele era um detetorista experiente, então combinei com ele uma visita na manhã seguinte para votar-lhe uma olhada.


Já na sua casa, ele sacou uma caixa e a abriu revelando um broche de Finais da Idade Ferro em muito bom estado, juntamente com ele estava o que era de fato um capacete de bronze do mesmo período. Houve também um fragmento de osso queimado que ele disse que tinha encontrado com o capacete e o broche, comentou que encontrara mais ossos assim mesmo queimados no mesmo lugar. Assi pois, parecia provável que os achados foram derivados de um enterro com cremação. Concordamos que, se for possível, seria melhor realizar uma pequena escavação do lugar, para aprender o máximo possível sobre o contexto do que era de fato um "significativo achádego"



A descoberta de dois objetos metálicos pré-históricos juntos no mesmo lugar fez do achádego um potencial "tesouro" pelo que ao meu retorno ao Trust, comuniquei a descoberta ao legista, Oficial de enlace de achádegos para Kent e ao Registo de Tesouros. Trás discussões com os colegas profissionais, proprietários do térreo, arrendatários, o FLO, British Museum e outros, foi convido que uma escavação rápida do lugar era a melhor procedimento neste caso



Esta não revelou uma elaborada tumba principesca, mas sim um simples e pequeno buraco oval, cavado na turba natural, que tinha sido afetado por profundos sulcos de arado sulcos a ambos lados. Tendo em conta a recuperação original do detetorista poderia identificar-se facilmente um buraco circular aproximadamente de perto de 0,35 m de diâmetro. A cuidadosa remoção do contido produziu uma quantidade moderada de osso cremado e alguns pequenos fragmentos residuais de aliagem de cobre, provavelmente derivados do capacete.



Na base, a metade inferior do contorno oval do capacete fora preservado, como um molde quase perfeito, no solo circundante não afetado pela escavação. Em alguns lugares este foi corado de verde a partir da composição da aliagem de cobre do capacete, e alguns pequenos restos de folha de metal quedaram incrustados no fundo.



A partir da conta fornecida pelo localizador e as provas recuperado da investigação subsequente arqueológico, a forma geral do sepultamento pode ser reconstruído com alguma confiança. Um buraco raso circular tinha sido inicialmente cortar o giz natural. Para isso, o capacete tinha sido colocado invertido. Ele foi posicionado na metade oriental do poço, orientado nor-leste pelo su-sudoeste, com a sua projeção traseira do pescoço guarda no extremo nor-nordeste. Ou logo antes ou logo após o capacete foi colocado no chão uma quantidade de ossos humanos cremados tinha sido colocado dentro dele.



O broche pares proceder da parte superior do depósito de ossos e é provável que os ossos cremados tiveram sido originalmente guardados dentro de algum tipo de tecido ou bolsa de couro, recipiente que teria sido fechada, na sua parte superior pelo broche. O conjunto foi então colocado dentro do capacete invertido que, neste caso, serviu como um 'furna'. O poço foi então preenchido com terra e giz, sem que as evidências para sugiram que o deposito fora marcado permanentemente de alguma forma. Não há indícios de qualquer outro resto, a partir da escavação semelha parece o enterramento do capacete fora um caso isolado ou fazia parte de algum tipo de cemitério disperso cós enterros amplamente espaçado.



O poço foi cortado em seu lado oeste, por um dos sulcos de arado. A borda capacete mostra danos causados provavelmente pelo contacto com um arado. E se não tivera sido encontrado não há dúvida de que ele teria sofrido mais danos arado ainda no futuro, levando a sua fragmentação e dispersão."



Não existe um enterramento de cremação da Idade Ferro comparável na Britânia, no que se tenha usado deste jeito um capacete ,que em si próprio é pouco provável que seja de origem britânica. Um estudo mais aprofundado, do capacete, do broche, dos restos cremados e talvez da área imediata em torno jazigo, é necessário para tentar refinar os dados e estabelecer o caráter dessa incomum descoberta. É tentador colocar o capacete no contexto da Guerra gaulesa do César, ou mesmo das suas expedições a Kent no 55 e 54 a.C.



O capacete é de um tipo que poderia ter sido usado polas tropas de César, ou seus aliados indígenas ou inimigos. Há muitas maneiras de um capacete assim poderia ter vindo para a posse de um membro da tribo local dos Cantiaci, em vez de representar um enterro militar romano no campo. Mercenários da Britania tinham viajado para participar na luta na Gália, e é possível que este capacete poderia ter pertencido a um guerreiro britânico ou gaulês que lutou na Gália, contra os romanos, ou talvez mesmo ao lado deles, e eventualmente, prazeria com ele o capacete de volta à Britania.



Julia Farley, conservadora da secção de Idade do Ferro do British Museum diz: "Este é um achádego muito emocionante, um do apenas punhado de capacetes da Idade do Ferro que foram encontrados na Britania. No final da Idade do Ferro em Kent, não era incomum enterrar os restos cremados dos mortos em um saco preso com um ou mais broches, mas não jamais outro fora encontrado acompanhado por um capacete. 



O primeiro século aC, foi uma época de guerra, mas foi também um tempo de viagens, mudanças e comunicação. Este capacete ressalta as conexões novas que estão sendo forjadas através do canal, em um momento em que a vida no sudeste da Inglaterra, estava prestes a mudar drasticamente. O dono deste capacete, ou as pessoas que o colocaram no túmulo, pode ter vivido o início da história da Britania romana.”


É de louvar a forma em que o localizador (que deseja permanecer anónimo) lidou com esta descoberta. Ele tentou fotografar o capacete in situ mas não pôde fazê-lo devido a problemas com sua câmara. Ele tirou o capacete com muito pouca perturbação de seu contexto original e marcou o local com um saco de pesos de chumbo, o que permitiu localizá-lo facilmente.

Fonte: Canterbury Arch. Trust


vídeo da nova em BBC News - Iron Age bronze helmet found
   

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