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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Morreu Jacques Le Goff



Ontem 1 de Abril morreu aos 90 anos de idade Jacques Le Goff, um dos mais importantes medievalistas do século XX. O historiador francês pertencia à terceira geração de historiadores da escola de Annales. A sua conceção da historia medieval concebida como uma antropologia histórica centrada no interesse pela história da cultura e das mentalidades, marcou a varias gerações de medievalistas e historiadores em geral.


Livros como O Nascimento do Purgatório, A Civilização do Ocidente Medieval, ou A Bolsa ou a Vida, têm-se convertido e clássicos nos que os leitores de Le Goff topámos uma visão da historia profundamente interdisciplinar e sem complexos disciplináreis, que o levaram mesmo a repensar os limites e periodizações convencionais da Idade Media, assim como a integrar os dados e aportações da antropologia, sociologia etc, no estudo dos textos históricos criando uma autentica antropologias histórica


Grande divulgador, em 1968 no empeçou a colaborar no programa radiofónico Les Lundis de l’Histoire, que ainda hoje é emitido pela France Culture, e no qual Le Goff pariticipou até ao final da sua vida. Com a morte de Jacques Le Goff perde-se um dos grandes historiadores do passado século.

Deixamo-vos aqui o audio do programa especial do programa de France Culture La Grande Table emitido hoje em Homenagem ao medievalista e que contou coa intervenção dos historiadores Patrick Boucheron e Jean-Claude Schmitt (colaborador e sucessor do proprio Le Goff)



terça-feira, 4 de março de 2014

Journal of Material Culture 19/1


Journal of Material Culture
19/1, 2014


Editorial

On Open Access and journal futures  pp. 3-6
Haidy Geismar & Susanne Küchler

Articles

Imagining the Indian nationalist movement: Revolutionary metaphors in imagery of the freedom struggle   pp. 7-34
Kama Maclean

Animals, daguerreotypes and movement: The despair of fading and the emergence of ontology  pp. 35-58
David Lulka

From bolts to bags: Transforming cloth in 19th-century Tlingit Alaska  pp. 59-73
Megan A Smetzer

Shellwork on show: Colonial history, Australian Aboriginal women and the display of decorative objects   pp. 75-92,
Maria Nugent

Existential and object authenticity in Southwestern pottery: Intertwined and complementary  pp. 93-110
Fiona M Felker, Joyce D Hammond, Gregory Schaaf & 
Joan C Stevenson


Ir ao número do:  JMC

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Espadas, Águas e Mouros - duas Lendas


Dentro do projeto Palavras de Pedra do Instituto de Ensino Secundario Marco do Camballóm de Vila de Cruzes (Pontevedra) com o que colaboramos, realizou-se uma interessante labor de recolha etnografica levada a cabo pelos proprios alumnos do centro através do Clube de Lingua. Tarefas deste tipo são dum enorme interesse tanto desde o ponto de vista de uma tradição oral ao que quedam cada ano menos dias de vida, senao também desde o punto de vista didatico, de difussão e concienciamente sobre a importancia dum patrimonio inmaterial em perigo evidente de extinção.


A Espada de Brandomés

Em certa forma que na escola se implique a meninos hoje na conservaçao e posta em valor da tradição oral não deixa de ser outra forma de volver a "criar uma memoria" que antes se fazia doutro jeito e noutros ambitos (familiar, domestico, vezinhal. Dentro desta recoleta etnográfica levada ao cabo em comum pelos Equipos de Normalização Linguística dos colégios de Vila de Cruzes, Cerdeirinhas-Pilonho e Merça, ademais do IES Marco do Cambalhóm, recolheram-se duas lendas nas que aparecia uma espada que acabara no rio.



Uma das versões conta como a espada foi votada ao rio Ulha após a morte de um guerreiro no lugar de Brandomés, na outra versão recolhida especula-se sobre o lugar onde foi arrojada as aguas a espada e onde poderia estar, diz assim a lenda

"Em Brandomés hai no rio unha espada metida no rio, dim que o mais probrable é que estea em sitios donde a corriente nom estea... como, por exemplo um desses três sitios é o Pozo dos Peres (noutro momento fala do lugar d´O Tesouro) Pensam que a espada como pasou tanto tempo xa nom está alí, xa que sospeitan que a levarom, pero outros tamém pensam que como pasou tanto tempo a espada pode estar a algúns metros baixo a terra polas follas que se forom xuntando durante tantos anos que pasarom desde que a tirarom ao rio."


Artur entre os Mouros

Obviamente a muitos não escapara a similitude desta lenda coa do famoso episodio do ciclo artúrico no que a Dama do Lago recupera a espada Escalibur que cedera ao rei, episodio que tem cativado a imaginação de varias gerações de escritores europeus. A Matéria da Bretanha é conhecida na literatura medieval galega, onde este ciclo chegou de forma tempera e teve uma intensa receção não só na escrita senão na própria vida cotia. Quem se tope na documentação medieval algum que outro cavaleiro batizado Lançarote, entendera bem esta popularidade do ciclo arturiano nas nossas terras, que converteu o nome do cavaleiro mítico num dos antropónimos "de moda" na época


Mas ao mesmo tempo, destas semelhanças artúricas a lenda da espada de Brandomés tem outros elementos próprio do nosso contexto, a espada disse estava feita de ouro o qual enlaça com o conhecido folclore dos mouros cujos objetos soem ser por definição todos sempre de Ouro. Estas figuras míticas omnipresentes na nossa tradição popular soem de cote presentar-se como lutando uns contra os outros em guerras;  uma forma de explicar as poderosas defensas dos castros dos que se lhes atribui a construção junto com outros restos arqueológicos vários (sobre tudo megálitos).


Neste sentido não seria raro que a morte do Guerreiro de Brandomés fosse de feito entendida como algo teve ocorrido "no tempo dos Mouros", recurrente expressão dum passado mítico, e não há duvida de que a própria espada se situa nesse contexto de "tesouros" dos mouros, deixados nesse passado essencial. De certo o lugar de Brandomés guarda outras tradições sobre tesouros da mouramia

"O tesouro em Brandomés está no cabo da agra de Vales, alí hai un castro, e nesse castro está o tesouro, (ouro). Outro tesouro hai-no indo cara a Milhorãs, pero dixéron-me que a esse tesouro xa lhe levaram o ouro e que só lhe queda cobre"

"Num pozo chamado Pozo dos Peres decíam que había unha campana de ouro"

"Indo cara o rio, en Brandomés, hai um trozo de térreo que está cerrado por um valo e aí é donde encerrabam aos cavalos os do ...? e alí hai unhas poucas pedras que lle quedam, xa que co paso do tempo se foi deteriorando e xa case nom queda nada. Alí dim que hai persoas enterradas e que hai ouro, moito ouro"


As armas nas Águas

Outro elemento que junto a esta dimensão mítica vinculada aos mouros joga nesta lenda de Brandomés e a própria localização da lenda no rio Ulha. Este rio é bem conhecido desde um ponto de vista arqueológico por ser que mais depósitos aquáticos de armas acumula no Noroeste da Península Ibérica só superado -obviamente- no contexto peninsular pelo multitudinário achádego da ria de Huelva, um dos mais grandes da Europa Atlântica.


Ao alvo disto não podia escapar-se a ideia de que algum achádego/os casual/is no passado poderiam ter contribuído a génese e recriação mítica, através de uma lenda que explica-se a origem da espada lá depositada no fundo do rio.


Neste sentido a lenda não deixa de ter um sedutor pouso que mistura a literatura tradicional e a arqueologia, o Imaginário e a Historia, a realidade e a ficção, e que por outro lado desde um ponto de vista pedagógico é boa não apenas para pensar, imaginar, muitas coisas senão também para falar e aprender de outras muitas. E nesta parte da História foi onde empeça a minha modesta colaboração neste interessante projeto, quando o Séchu Sende escritor e mestre do IES Marco de Cambalhóm se pujo em contacto comigo.


Sabiam do meu interesse pelo tema dos depósitos de armas no Bronze Final e queriam consultar-me sobre este tipo de rituais. Ao mesmo tempo que este Archeoten., que aqui escreve, também foi envolvidas uma velha amiga Beatriz Comendador professora de Arqueologia na Faculdade de Historia de Ourense, o divulgador do património Manuel Gago (que de passo recolheu isto no seu blogue), o etnógrafo Antonio Reigosa, e o especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera. Em certa forma pediusse-nos a cada um que aportáramos os nossos pontos de vista, conhecimentos e visões tomando como escusa e marco a tradição sobre a espada (podeis ver um bocadinho disto aqui)


Espadas e Lendas?

Uma das perguntas que se me fizeram daquela na entrevista que os alunos me enviaram era se conhecia algum outro tipo de lendas em Galiza ou no resto da Europa. Tenho que reconhecer que a rareza da lenda me obrigou a olhar para a Idade Media: à própria lenda arturiana e alguma pouco conhecida versão da gesta de Roldão na que a espada do herói acaba rota e arrojada ao rio após a morte de aquele, mas fui incapaz de topar algo semelhante no que conheço da tradição galega e europeia atual.



A Espada de Germade

Embora a minha surpresa foi maior quando uns dias depois de enviado o texto coas respostas desse-me a conhecer numa conversa como Judit Goméz Ferández arquiveira e atual guia do Museu Etnográfico do Monte Caxado (A Pontes) outra lenda sobre mouros na que aparecia também uma espada, neste caso não afundida senão emergida das águas dum rio. A lenda procede do Lugar de Momám (Concelho de Germade, Lugo), e diz assim:

“Pena do encanto: Disse que unha rapaza aparecia ali polas manhãs dando de comer a uns pitinhas e um rapaz achegóuse-lhe. Ela díxo-lhe que estava encantada e para desencanta-la tinha que ir ali o dia de Sam Xoám e colher unha pedrinha e tira-la ó rio.

Ela aparecia em forma de serpe e para desencantala debía-lhe de cortar a cabeça duma soa vez cum sabre que aí aparecia. O rapaz prometeu axuda-la se despois ela casaba com el. O dia de Sam Xoám o rapaz foi à Pena do Encanto. E ó tirar a pedra ó rio, apareceu o sabre. Despois apareceu a serpe. Pero como era enorme, o rapaz tivo medo. A rapaza, moi triste, marchou ó mar convertida em serpe para sempre”

No caso desta lenda a espada fantástica apresenta-se como um meio para conseguir o "desencantamento" da mulher sobrenatural, num tema muito recorrente no foclore galego segundo o qual a transição da moura desde o seu mundo a condição humana dá-se através de um ato de violência, nalgum casos uma mera ferida feita com algo cortante (navalha, cutelo).


Noutros casos precisa-se da morte do monstro no que a mulher se transforma para que renasça após ela convertida já numa mulher normal, nesta ultima variante inscreve-se o decapitamento que embargantes precisa neste caso da ajuda magica de uma espada especial conferida pelos próprios mouros



Um não pode evitar em certa forma imaginar comparando estas duas espadas sobrenaturais, e as suas idas e voltas desde as águas se noutra época de ter-se levado a cabo a elaboração literária como sucedera no caso de Excalibur, não poderiam estas duas lendas ter dado lugar a um episódio muito similar ao do ciclo arturiano, com a nossa própria Moura - Dama do Lago/Rio. De certo isto da que pensar sobre as relações entre o folclore e a literatura escrita, e de como cecais como acontecera a um Homero, não se terão perdido, esgazado em anacos, ou simplesmente esquecido tanto ciclos lendários pelo caminho sem chegar a ter passado ao papel


Dava-se ademais um segundo elemento interessante, que Judit me comentou pois aquela lenda da espada de Germade fora recolhida dentro dum projeto muito similar ao dentro do qual se aparesceu agora a lenda da Espada de Vila de Cruzes:  dentro de uma Campanha de Fomento da Leitura entre o lunado de 2ª etapa de EXB (curso 1993-94) do Colégio Público de Germade, que fora coordenado pelas professoras Modesta Novo Muinelo e Águeda Fraga Pita. Daquela os meninos,  entre eles a própria Judit, foram protagonistas e participaram, como agora os rapazes de Vila de Cruzes recolhendo de boca dos seus pais e avos a tradição oral, e entre ela a nossa lenda. daquilo saira um livro "Xermade meu pobo" onde está recolhida a lenda.


Em certa forma cumpria-se um percorrido, que como as idas e vindas de uma outra espada entre a água e a terra, fechava o círculo de uma lenda a outra de uma geração a outra dum lugar a outro, tão alongados no mapa. Qual será agora o percorrido disto?, como continuara a história nos rapazes de Vila de Cruzes? ... na rede estes dias a espada/s, uma e outra, como levadas pelas águas doutro nova corrente, andam "de postagem" em postagem e de "me gosta" em "partilhado" pelas redes sociais, pelos jornais, oferecendo novas vias de difusão e transmissão à tradição oral.


 Algumas Referências   
  
- AAVV: Xermade, o meu pobo. Xunta de Galicia, Santiago, 1994
- Alonso Romero, F., "A Moura constructora de Megalitos"Anuar. Brig. nº 21, 1998 pp. 11-28
- Cuba, X.R., Reigosa, A, Miranda, X., Diccionario dos seres míticos galegos. Xerais, 1999
- Llinares, M., Os Mouros no Imaxinario Popular. Univ de Santiago, 1990
- Tenreiro, M., "Os Mouros: notas sobre a penmanencia do mito no folklore" Anuar. Brig. nº 25, 2002 pp. 39-62
- Tenreiro, M., “A lenda melusínica no folclore galego: Apuntamentos sobre o culto e o popular” en Romero Portilla, P. Y García Hurtado, M-R (eds.): De Culturas, lenguas y tradiciones. II Simposio de Estudio Humanísitcos. UDC, Coruña, 2007 pp. 263-279


+INFO no blogue de: Palavras de Pedra

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quando as Estátuas também Morrem



No ano 1953 os diretores de cine Alain Resnai e Chris Marker realizavam esta pequena joia do cinema documental intitulada as Estatuas também morrem (les Statues meurent aussi), o filme promovido pela revista Presence Africaine foi resultado da colaboração de importante museus europeus como o British Museum, a Maison de L´Homme de Paris, ou o Museu do Congo Belga.


No filme faz-se uma interessante reflexão sobre o conceito de arte, e criticam-se as antinomias do colonialismo europeu sobre a África, centrado na arte o documentário põe em questionamento o etnocentrismo da distinção estabelecida entre a arte e a estética Ocidental e a dos povos africanos, através dela a própria classificação das formas icónicas africanas como Arte mostra-se em boa medida arbitraria, sem um sentido real no contexto que gerou essas mostras culturais, respondendo em resumem mais aos valores culturais europeus que a outra coisa


A través disto percebe-se como a própria categoria de artístico serve para alienar não só as coisas do seu contexto senão as pessoas, formando parte mais dum processo de "violência" cultural. Num mundo entre dois séculos condicionados pela expansão colonial das potencias europeias, a apropriação dos objetos indígenas e a sua inclusão em museus e coleções particulares, o impacto da estética africana na arte das Vanguardas, europeias não exento de uma atração pelo "primitivismo" em relação cós movimentos irracionalistas da época, da lugar a uma demanda da arte africana.


Mas paradoxalmente esta demanda da arte africana converte-se num espada de dobre fio, que "valoriza" em ocidente o alheio a costa de contribuir a sua decadência no lugar de origem donde as formas estéticas indígenas se tornam uma forma de artesoaria dirigida e orientada aos gostos do novo mercado do colecionismo ocidental



O colecionismo, e poderíamos dizer igualmente o mesmo de tantas coleções arqueológicas a través das que nos temos apropriado de passados alheios, ccumpre assim uma função ao mesmo tempo "depredadora" e "necrológica" que vem enunciada já nas primeiras frases "Quando os homens estão mortos, entram na historia. Quando as estatuas estão mortas, entram na arte. Esta botânica da morte, é o que nós chamamos A Cultura."



 Isto serve Igualmente de reflexão sobre a própria Conceição de Historia "Universal" como discurso unilinear e que deixa fora de sim aquelas outras histórias que não falam -ou ao menos fizemos que falassem de nos mesmos: esses chamados "Povos sem Historia", noção claramente etnocêntrica a que Eric Wolf dedicara o seu livro homónimo Europa e as Gentes sem Historia.


Neste sentido a própria genealogia da noção de "Africanismo" inacessível a ser integrada no discurso genealógico da Civilaçao europeia ao contrario da de "Orientalismo" que estudara Said, pressente-se como uma lógica que tem muito que ver ao menos a um nível subconsciente com aquela que guiara a aparição dos Gabinetes de Curiosidades que armazenam de jeito caótico -descontextualizado o extravagante, exótico, monstruoso ...


 Em resumem tudo aquilo que não e integrável na normalidade da nossa identidade pero sim submetivel segundo os casos a uma tipologia ou uma estética do alheio


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Anthropology of This Century Nº 9


Anthropology of This Century

9


Table of Contents


Insa Koch:
EVERYDAY EXPERIENCES OF STATE BETRAYAL ON AN ENGLISH COUNCIL ESTATE

Evan Killick:
WHOSE TRUTH IS IT ANYWAY?
Truth in motion: the recursive anthropology of Cuban divination by Martin Holbraad

Elizabeth Ewart:
STANDING LEANED TOGETHER
Under a watchful eye: self, power, and intimacy in Amazonia  by Harry Walker

Maia Green:
ACCOUNTING FOR CHANGE IN AFRICAN ECONOMIES


Feature Article

Alpa Shah:
Religion and the Secular Left: Subaltern Studies, Birsa Munda and Maoist



+INFO no site de: Anthropology of This Century

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Aprender a ver em Melanésia - Livro

LEARNING TO SEE IN MELANESIA

Strathern, M., Learning to see in Melanesia. lectures given in the Department of Social Anthropology, Cambridge University, 1993–2008. HAU Masterclass series nº 2, 2013   ISSN: 2049-4769


Sinopse
Este livro recolhe uma série de palestras pioneiras sobre a estética e sociabilidade em na Melanésia, apresentando uma introdução clara e de valor inestimável para os temas da antropologia de uma das autoras clássicas da antropologia contemporânea.


Strathern demonstra que há uma economia política da olhada na Melanésia que incide sobre a dinâmica temporal e espacial dos relações de troco. Trata-se de uma série de estratégias de visualização em que os corpos convertem-se em artefactos e os objetos são tratados como pessoas, ou se misturam em diferentes formas de configurar uma sucessão de estados relacionais individuais e coletivos


 INDEX



+INFO sobre o livro em:  HAU Masterclass

HAU - Journal of Ethnographic Theory 3/2

HAU - Journal of Ethnografic Theory  
    
Vol. 3/2, 2013


INDEX



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domingo, 8 de dezembro de 2013

MATS - Perspetivas da Cultura Material

MATerialidadeS. Perspectivas actuales en cultura material
Vol. 1/1, 2013


Saiu uma nova revista de arqueologia MATS. Perspectivas Actuales en Cultura Material editada pelo Universitat de Les Illes Balears. A revista MATerialidadeS.Perspectivas actuales en cultura material foi criada com a intenção de gerar e fornecer aos pesquisadores um amplo espaço de reflexão e debate sobre o estudo da cultura material.

Criada com o objetivo de ir além da mera descrição da materialidade do objeto, para aprofundar a complexa teia de relações geradas entre essas pessoas e praxes quotidianas que eles adotam. 


Com esta abordagem pretende-se acomodar o estudo que desde diferentes disciplinas como arqueologia, sociologia, etnografia, geografia, antropologia, etc., estão sendo gerados em torno da Cultura Material, as pessoas e as redes de conexão entre os dois.


INDEX

Vasijas en Movimiento. Selección y Uso de Recipientes Cerámicos en Antofagasta De La Sierra, Puna Meridional Argentina   pp. 1-25
Aixa Vidal Piñeyro

Aportes A La Arqueología Del Noroeste De Argentina : El Caso De La Quebrada De Los Corral es (El Infiernill o, Tucumán)   pp. 26-57
Nurit Oliszewski,Mario Alejandro Caria, Jorge Gabriel Martínez

Cultura material y etnicidad. Observaciones etnoarqueológicas en la región de Gambela (Etiopía)   pp. 57-116
Alfredo González Ruibal,Xurxo Ayán Vila,Álvaro Falquina Aparico


Ir ao site da revista: MATS

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Origem dos Monstros - Livro

The Origins of Monsters

Wengrow, D., The Origins of Monsters: Image and Cognition in the First Age of Mechanical Reproduction. Princeton Univ. Press, Princeton, 2013 184 pp ISBN: 9780691159041


Sinopse
Tem sido frequentemente afirmado que "monstros" - criaturas sobrenaturais com corpos compostos de várias espécies - desempenhar um papel significativo no pensamento e na imaginação de todas as pessoas de todos os tempos. The Origins of Monsters avança uma visão alternativa. Figurações compostas são intrigantemente raro e isolado na arte da era pré-histórica.


Em vez disso, foi com o surgimento de cidades, elites e redes comerciais cosmopolitas que os "monstros" se tornaram um recurso generalizado na produção visual no mundo antigo. Mostrando como essas imagens fantásticas se originaram e foram transmitidas, David Wengrow identifica padrões no registo das imagens humanas e embarca-se em uma busca as conexões existentes entre mente e cultura.



Wengrow pergunta-se: Pode a ciência cognitiva explicar a potência de tais imagens? A psicologia evolutiva assegurar uma chave para compreender a transmissão dos símbolos? Como está a nossa perceção das imagens influenciada pelas instituições e tecnologias? Wengrow considera a obra de arte na primeira era da reprodução mecânica, que ele localiza no Oriente Médio, onde a vida urbana começou.


Comparando o desenvolvimento e disseminação das imagens fantásticas através de uma gama de sociedades pré-históricas e antigas, incluindo a Mesopotâmia, Egito, Grécia e China, explora como a imaginação visual foi moldada por uma mistura complexa de fatores históricos e universais


INDEX



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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Social Evolution & History 12/2

SOCIAL EVOLUTION & HISTORY 12/2 2013


Articles:

Abrutyn, Seth
Reconceptualizing Religious Evolution: Toward a General Theory of Macro-Institutional Change

Grinin, Leonid
State and Socio-Political Crises in the Process of Modernization

Tausch, Arno
Inequality, Migration, and ‘Smart’ Survival Performance

Yerokhin, Alexander; Shinakov, Evgeniy A.
The Process of Politogenesis in Anglo-Saxon England and Rus': A Comparative Aspect

Gammer, Moshe (1950–2013)
Empire and Mountains: The Case of Russia and the Caucasus

Msellemu, Sengulo Albert
Common Motives of Africa's Anti-сolonial Resistances in 1890–1960

Spier, Fred
Pursuing the Pursuit of Happiness: Delving into the Secret Minds of the American Founding Fathers

Moshe Gammer (1950–2013)


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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quefazeres Biosociais - Livro


BIOSOCIAL BECOMINGS

Ingold,T & Palsson, G., Biosocial Becomings. Integrating Social and Biological Anthropology. Cambridge Univ. Press, Cambridge 2013
ISBN: 9781107025639


Sinopse
Toda a vida humana se desenrola dentro de uma matriz de relações, que são ao mesmo tempo biológicas e sociais. No entanto, o estudo da humanidade tem sido dividido entre duas abordagens 'social' e 'biológica', muitas vezes incompatíveis. Alcançando além dos dualismos entre natureza e sociedade ou entre biologia e cultura, este volume propõe uma visão única integrada da antropologia e das ciências da vida. 

As distintas contribuições de importantes antropólogos, exploram a vida humana como um processo de "fazer-se" ao invés de "ser", e demonstra que a humanidade não é dada como uma natureza de nossa espécie nem adquirida meramente através da cultura, mas forjada no processo dinâmico da própria vida. Combinando uma ampla discussão teórica com uma aprofundada análise de material recente de pesquisa de campo os capítulos demonstram como a antropologia contemporânea pode avançar em conjunto com as descobertas atuais das ciências biológicas.


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sábado, 2 de novembro de 2013

Journal of Social Archaeology 13/3

Journal of Social Archaeology
13/3, 2013


Articles

Temporalities of the Formative Period Taraco Peninsula, Bolivia  287-309
Andrew P. Roddick

The National Museum of Immigration History (Paris, France), neo-colonialist representations, silencing, and re-appropriation  310-330
Sophia Labadi

Tapu and the invention of the “death taboo”: An analysis of the transformation of a Polynesian cultural concept  331-349
Helen Gilmore, Cyril Schafer & Siân Halcrow

Cultural sovereignty in the Balkans and Turkey: The politics of preservation and rehabilitation 350-370
Christina Luke

Building community: Exploring civic identity in Hispanic New Mexico  371-393
Kelly L. Jenks

The past as a lived space: Heritage places, re-emergent aesthetics, and hopeful practices in NW Argentina   394-419
Marisa Lazzari & Alejandra Korstanje



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sábado, 12 de outubro de 2013

V Jornadas Mouras - Encontros Etnográficos


V JORNADAS MOURAS
Encontros etnográficos

Quando: 26-27 Outubro
Onde: As Pontes


Lugar: Museo Etnográfico Monte Caxado
Rúa Monte Caxado, s/n – As Pontes de García Rodríguez (A Corunha)


As Jornadas Mouras têm como objetivo a divulgação e difusão do património cultural. Nesta nova edição prestaremos especial atenção ao legado etnográfico. Partimos da cultura material recolhida em três museus de referência do Eume e do Ortegal e o seu paralelismo com a tradição asturiana, para irmo-nos adentrando num mundo tradicional que permanece ainda visível na paisagem e na lembrança, mas que cada vez fica mais distante da nossa sociedade.



Para esta achega singela contamos com os promotores dos museus etnográficos do Monte Caxado, da Capela, de Meixido e de Grandas de Salime, que nos falarão das suas experiências na recolha, na proteção e na divulgação do material etnográfico do território. E contamos ao mesmo tempo com a participação de arqueólogos e etnógrafos que levam tempo recolhendo, investigando e divulgando esse legado cultural milenário que chegou a nós através da cultura tradicional.



As palestras terão lugar na biblioteca do CEIP Monte Caxado das Pontes, entre os dias 26 e 27 de outubro. Realizar-se-ão ademais visitas guiadas aos museus de referência, da mão dos seus diretores nas que conheceremos mais fundamente as características que definem estes espaços senlheiros do património etnográfico do território.

Data limite de inscrição: quinta-feira, dia 24 de outubro


 Programa



+INFO no site das: V Jornadas Mouras

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Anthropology of This Century Nº 8

Anthropology of This Century
   
 Nº 8


Table of Contents

Sherry Ortner:
BOURDIEU AND “HISTORY”
Bourdieu and historical analysis edited by Philip S. Gorski

Adam Kuper:
OUT OF EDEN
Anthropology confronts the problems of the modern world by Claude Lévi-Strauss

Janice Boddy:
UNDER THE MICROSCOPE
Africa as a living laboratory: empire, development, and the problem of scientific knowledge, 1870-1950 by Helen Tilley

Emma Tarlo:
TWO JOURNALISTS GET UP CLOSE AND PERSONAL WITH URBAN POVERTY IN INDIA
Behind the beautiful forevers: life, death and hope in a Mumbai slum by Katherine Boo
A free man: a true story of life and death in Delhi by Aman Sethi

Sayd Randler, Ryan CeCil Jobson, Erik Harms & Caroline Merrifield:
MODERNITY OF THIS CENTURY: FOUR ETHNOGRAPHIC PERSPECTIVES
The modernity bluff: crime, consumption, and citizenship in Cote d'Ivoire by Sasha Newell
New masters, new servants: migration, development, and women workers in China by Yan Hairong
Insurgent citizenship: disjunctions of democracy and modernity in Brazil by James Holston
Exceptional violence: embodied citizenship in transnational Jamaica by Deborah A. Thomas
  
   
Feature Article

Zuzanna Olszewska
Notes on Class Mobility and status aspiration in Contemporary Iran


+INFO no site de: Anthropology of This Century

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dicionário da Antropologia Sociocultural - Livro

Handbook of Sociocultural Anthropology

Carrier J.G. & Gewertz, B.B (eds.),The Handbook of Sociocultural Anthropology. Bloomsbury Publishing 656p.  ISBN: 9781847883841


Sinopse
O Handbook of Sociocultural Anthropology apresenta uma visão geral do estado da disciplina - a suas metodologias, debates atuais, história e futuro. Ele fornece uma melhor descrição crítica de todos os aspetos fundamentais da disciplina, assim como uma reflexão sobre seu o estado geral num momento de notável incerteza sobre seus fundamentos, composição e direção.

British Columbia Museum, foto: InSapphoweTrust

Dividido em cinco secções principais: examina as mudanças orientações teóricas e analíticas que levaram a novas formas de realização de pesquisas; apresenta uma análise do núcleo histórico e tradicional e de como a disciplina mudou desde 1980, considera as regiões etnográficas, onde o trabalho teve maior impacto sobre a antropologia, e apresenta as pessoas e instituições que são o contexto em que a disciplina funciona, abordando os temas do financiamento da investigação a ética profissional.


 INDEX



+INFO sobre o livro:  Handbook of Sociocult. Anthropology

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Religion, Brain & Behavior 3/3

Religion, Brain & Behavior
Vol. 3/3, 2013


Editorial
   
The Scientific Study of Religion  pp 183-184
Wesley J. Wildman, Richard Sosis & Patrick McNamara


Articles
  
Does poverty predict religion?  pp 185-200
William J. Hoverd, Joseph Bulbulia & Chris G. Sibley

Catholic guilt? Recall of confession promotes prosocial behavior
pp 201-209
Ryan McKay, Jenna Herold & Harvey Whitehouse

Which cheek did Jesus turn?  pp 210-218
Lealani Mae Y. Acosta, John B. Williamson & Kenneth M. Heilman

The proportion of religious residents predicts the values of nonreligious neighbors: evidence from a national sample  pp 219-232
Chris G. Sibley & Joseph Bulbulia

Cultural uniformity and religion  pp 233-253
Yuval Laor


Book Review

Born believers: the science of children's religious belief
pp 254-256
Joshua Rottman

Erratum p i


Ir ao site da revista: Religion, Braind & Behavior

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Antropologia em Contraponto

ANTROPOLOGIA EM CONTRAPONTO
V Congresso da APA

Quando: 8-11 Setembro 2013
Onde: Vila Real


A Associaçao Portuguesa de Antropologia organiça entre os dias 8-11 de setembro o seu V Congresso co titulo de Antropologia em Contraponto.

A pergunta-chave que orienta este congresso traduz-se num duplo desafio.O primeiro consiste em questionar a relação que existe entre cada uma das investigações em antropologia e o conjunto da tradição reflexiva a que chamamos Antropologia, em nome da qual se construíram e continuam a desenvolver múltiplas linguagens teóricas, metodológicas e empíricas, também elas sujeitas a uma pluralidade de interpretações. 

O segundo sugere uma reflexão em torno da própria articulação entre a antropologia enquanto procura da compreensão da condição humana e a antropologia enquanto tradição disciplinar que contribuiu de forma decisiva para o esforço antropológico mais vasto, incidindo no carácter polifónico da antropologia, privilegiando o contraponto entre as distintas vozes que a compõem.


  Programa



+INFO no site de: Antropologia em Contraponto

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Antropologia e Arqueologia no Mundo - Open-Acess

Anthropology & Archaeology Around the World


A editorial Taylor & Francis oferece durante um tempo limitado uma escolma dos artigos das revistas por eles publicadas em antropologia e arqueologia. Esta coleção (Anthropology and Archaeology Around the World) de artigos em aberto centra-se em temas regionais (África, Europa, Ásia, Oceânia, América). 


Esta escolma pretende dar-lhe uma amostra do conteúdo de estas publicações entre as que se incluem World Archaeology, Folklore, History and Anthropology, Danish Journal of Archaeology, Azania, Ethnos, Anthropological Forum, etc.


Ir aos artigos: Anthropology & Archaeology Around the World

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Narrar, Ver, Ouvir a Oralidade - Livro

Storrytelling in Northern Zambia

Robert Cancel, Storytelling in Northern Zambia: Theory, Method, Practice and Other Necessary Fictions. Open Books Publishing
ISBN: 978-1-909254-59-6


Sinopse
Contar histórias desempenha um papel importante na vida cultural da Zâmbia e em muitas outras comunidades em toda a África. Este livro inovador proporciona uma coleta e análise das tradições narrativas orais dos cinco grupos étnicos de língua Bemba da Zâmbia.

A inclusão de arquivos de áudio recém-digitalizados e gravações de vídeo junto ao texto permite ao leitor encontrar-se os contadores de histórias e ouvir as suas narrativas como foram contou durante viagens de pesquisa do autor.

O livro ilustra essa tradição narrativa de estar com uma ampla gama de exemplos, e destacando o status social dos narradores e as identidades locais complexas que estão em jogo nas suas criações


INDEX



Ir ao livro: Storytelling in Northern Zambia