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domingo, 23 de junho de 2013

Quando os Santos bailam no Lume - Livro


THE BURNING SAINT
   
Xygalatas, Dimitris: The Burning Saint. Cognition and Culture in the fire-walking of the Anasteria. Acumen Publishing, Londres    ISBN: 1845539761


Sinopse
Os participantes na Anastenaria, festa do norte da Grécia, são cristãos ortodoxos que observam um ciclo ritual anual centrado em duas festividades, dedicadas respetivamente a São Constantino e Santa Helena. Estas festas incluem procissões, música, bailes, mas também sacrifícios de animais, e culminam em um frenético ritual consistente em andar sobre as brasas acendidas de uma fogueira. 



Levando os ícones sagrados dos santos, os participantes dançam sobre o lume com o santo que os move. Burning Saints apresenta uma análise destes rituais e da psicologia que há por trás deles. Baseado num trabalho de campo a longo prazo, o livro traça o desenvolvimento histórico e o contexto sociocultural dos rituais gregos relacionados com o fogo. 



Como exemplo de etnografia cognitiva, o livro tem como objetivo identificar os fatores sociais, psicológicos e neurobiológicos que estar implicados em tais rituais. Através do estudo da participação, a experiência e o significado, do rito a obra apresenta uma análise de como esses processos mentais interatuam e dão forma à conduta social e religiosa.


 INDEX


Algo mais de/sobre o autor


+INFO sobre o livro:  The Burning Saint

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ward Goodenough - necrológica



O passado dia 9 de Junho morria o reconhecido antropólogo Ward Goodenough catedrático emérito de antropologia da Universidade de Pennsilvania. Goodenough e conhecido sobre todo pelas suas aportações a antropologia do parentesco, onde aplicou uma perspetiva transcultural (cros-cultural) que recorda ao do seu mestre George P. Murdock, mas fiz contribuições também na antropologia linguística e cognitiva, e foi um defensor da antropologia aplicada sendo presidente da Associação Norte-americana de Antropologia Aplicada.



Formado na escola boasiana, Goodenough situa-se no trânsito entre esta e a antropologia simbólica norte-americana que daria nomes como os de Cliffor Geertz. Dentro das suas contribuições a metodologia e teoria antropologica podem-se citar livros como Description and Comparison in Cultural Anthropology (acessível aqui) no que se recolhem as suas palestras impartidas durante as Lewis Morgan Lectures.

Podeis consultar uma boa síntese da trajetória deste pesquisador nesta postagem do blog Savage Minds


Guerra, Paz e Natureza Humana - Livro

WAR, PEACE & HUMAN NATURE

Douglas P. Fry: War, Peace, and Human Nature. The Convergence of Evolutionary and Cultural Views. Oxford Univ. Press, Oxford 2013 582pp.   ISBN: 9780199858996


Sinopse
Têm os humanos sempre feito a guerra? É esta uma adaptação evolutiva ou apensas um comportamento relativamente recente?, e que nos diz isso da natureza humana?. Em War, Peace, and Human Nature Douglas P. Fry reúne aos principais experientes em campos como a biologia evolutiva, a arqueologia, a antropologia ou a primatologia para responder a estas perguntas fundamentais sobre a paz, os conflitos e a natureza humana num contexto evolutivo.


Os capítulos deste livro demonstram que os seres humanos têm claramente a capacidade de fazer a guerra, mas igualmente que a guerra não se dá em algumas culturas, e não se pode ver como um universal. Contra do que pudesse se pensar o registo arqueológico mostra à guerra como um fenómeno relativamente tardio, dando pouco apoio à ideia de que o conflito bélico é um facto antigo ou uma adaptação evolutiva.


Isto mostra, assim mesmo, que as visões da natureza humana como intrinsecamente bélica não se derivam tanto dos factos como de pontos de vista culturais implícitos no pensamento ocidental. Os capítulos deste volume interdisciplinar refutam muitas generalizações e tópicos e contribuem a dar algo de objetividade a temas tão controvertidas cultural e historicamente como são a guerra, paz, e natureza humana.


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+INFO sobre o livro:  War, Peace & Human Nature

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Da Naturalidade da Religião - Robert McCauley

WHY RELIGIONS IS NATUAL & SCIENCE IS NOT

McCauley, R. N.: Why Religion Is Natural and Science Is Not. Oxford Univ. Press, Oxford, 2011   ISBN: 978-0-19-982726-8


Sinopse
Ao longo das últimas duas décadas, os estudiosos usaram o conhecimento da ciência cognitiva, a biologia evolutiva, e disciplinas afins para iluminar o estudo da religião. Em que religião é natural e ciência? Robert N. McCauley, um dos fundadores da ciência cognitiva da religião, argumenta que nossas mentes são mais adequadas para as crenças religiosas que para a pesquisa científica.



Baseado nas mais recentes pesquisas McCauley argumenta que a religião tem sido em torno de milhares de anos em toda a sociedade, porque os tipos de explicações que ele proporciona são precisamente os tipos que vêm naturalmente para da mente humana. A ciência é muito mais recente e raro, pois chega a conclusões radicais e requer um tipo de pensamento abstrato que só surge condições sociais muito específicas enquanto a Religião faz sentido intuitivo para nós.



A naturalidade da religião implicaria, significa que a ciência não é uma ameaça real para ela, enquanto a artificialidade da ciência coloca em uma posição surpreendentemente precária.

Pode-se consultar o livro aqui


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+INFO sobre o livro:  Why Religion is Natural...

domingo, 2 de junho de 2013

Religion, Brain & Behavior 3/2

Religion, Brain & Behavior
Vol. 3/2, 2013


Editorial

On the Naturalness of Religion pp. 89-90
Richard Sosis, Wesley J. Wildman & Patrick McNamara

Articles

Effects of religious setting on cooperative behavior: a case study from Mauritius pp. 91-102
Dimitris Xygalatas

Emotion in mystical experience pp. 103-118
David T. Bradford



Book Symposium:  Robert McCauley's Why Religion is Natural 
and Science is Not

Unnatural comparisons: commentary on Robert McCauley's Why Religion is Natural and Science is Not pp. 119-125
Francisca Cho

The fragility of science: creating dialectical space for the naturalness of religiosity in the cognitive science of culture pp. 125-128
William (Lee) W. McCorkle Jr.

The place of evolved cognition in scientific thinking pp. 128-134
Hugo Mercier & Christophe Heintz

How science is better understood than religion pp. 134-141
Robert Cummings Neville

McCauley, the maturational natural, and the current limits 
of the cognitive science of religion 
 pp. 141-151
Gregory R. Peterson

Science is unnatural in more ways than one pp. 151-155
Jason Slone

Natural reasoning, truth and function pp. 155-161
Konrad Talmont-Kaminski

What is natural and unnatural about religion and science? 
 pp 161-164
Dimitris Xygalatas


Response

Why science is exceptional and religion is not: A response to commentators on Why Religion Is Natural and Science Is Not 
 pp. 165-182
Robert N. McCauley


Ir ao site da revista:    Religion, Braind & Behavior

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Harvey Whitehouse - Entrevista



Aproveita-mos para deixarvos o video de esta pequena entrevista ao antropologo cognitivo Harvey Whitehouse, catedrático de antropologia social e diretor do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, e fundador do Instute of Cognition and Culture, da mesma universidade.

Ritual na Ilha de Tanna, Vanuatu, foto:Joey L

Em ela Whitehouse explica o percorrido intelectual que o levou a formular a sua teoria dos “modos de religiosidade” iniciado pelo seu livro Arguments and Icons e desenrolada em varias obras coletivas. Ao mesmo tempo expõe alguma das prospetivas deste enfoque para a história das religiões e, sobre tudo para o estudo do ritual e da ritualidade em diversos contextos, e para diversas disciplinas desde a propria antropologia à arqueologia

Bucrânio em Catalhoyuk

A entrevista foi realizada pelo projeto LEVYNA (Laboratory for the Experimental Research of Religion) e pode ser consultada igualmente na web desta instituição


terça-feira, 21 de maio de 2013

Ways to Protolanguage 3

WAYS TO PROTOLANGUAGE 3

Quando: 25-26 Maio
Onde: Wroclaw (Polonia)


Os próximos dias 25-26 de maio celebrarase na cidade polonesa de Wroclaw a 3º ediçao do Congresso Ways to Protolanguage que este ano tera como plenary speaker a Robin Dunbar, Joesp Call, e Peter Gärdenfors

Robin Dunbar

Ways to Protolanguage é uma conferência bienal organizada pelo Departamento de Inglês da Nicolaus Copernicus University de Toruń, o Comité de Filologia da Academia Polonesa de Ciências, a Wroclaw Branch a Escola filológica do Ensino Superior de Wroclaw.



Um dos principais objetivos desta conferência é reunir pesquisadores que representativos de diversas de áreas, a fim de obter uma perspetiva multidisciplinar sobre a ampla gama de evidências relevantes atualmente disponíveis sobre o problema a evolução da linguagem.



O foco do congresso são os estágios iniciais do surgimento do pensamento simbólico, e comunicação linguística , nos hominídeos. A conferência irá refletir a natureza intrinsecamente interdisciplinar deste tipo de investigação sobre as origens e evolução da linguagem.


Programa



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Antropologias Sanguentas - JRAI 19

JRAI Vol. 19, Supplement 1
Blood will out: essays on liquid transfers 
and flows



Introduction: blood will out
Janet Carsten   pp.1–23

Lifeblood, liquidity, and cash transfusions: beyond metaphor in the cultural study of finance
Kath Weston   pp. 24–S41

The way blood flows: the sacrificial value of intravenous drip use in Northeast Brazil
Maya Mayblin   pp. 42–56

Medieval European conceptions of blood: truth and human integrity
Bettina Bildhauer  pp. 57–76

The blood of Abraham: Mormon redemptive physicality and American idioms of kinship
Fenella Cannell   pp. 77–94

Who is my stranger? Origins of the gift in wartime London, 1939-45
Nicholas Whitfield   pp. 95–117

Bloodlines: blood types, identity, and association in twentieth-century America
Susan E. Lederer   pp. 118–129

‘Searching for the truth’: tracing the moral properties of blood in Malaysian clinical pathology labs
Janet Carsten   pp. 130–148

The art of bleeding: memory, martyrdom, and portraits in blood
Jacob Copeman   pp.149–171

Blood and the brain
Emily Martin   pp.172–184


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

TRIVIUM 2013 - Durkheim e a Religião

TRIVIUM 13, 2013

Entre morale, politique et religion: la cohésion sociale selon Emile Durkheim / Zwischen Moral, Politik und Religion: Emile Durkheims Begriff des sozialen Zusammenhalts


Introduction/ Einleitung

Jean Terrier et Hans-Peter Müller
Introduction au numéro thématique «Entre morale, politique et religion: la cohésion sociale selon Emile Durkheim» 
Einleitung zur Themennummer «Zwischen Moral, Politik und Religion: Emile Durkheims Begriff des sozialen Zusammenhalts»


Textes traduits en français / Französische Übersetzungen

Hans Joas
Durkheim et l’extase collective
Kollektive Extase (Emile Durkheim)


Wolfgang Schluchter
Le dualisme de la nature humaine et ses conditions sociales et historiques
Der Dualismus der menschlichen Natur und seine sozialen wie historischen Bedingungen


Hartmann Tyrell
Religion et politique – Max Weber et Emile Durkheim
Religion und Politik – Max Weber und Emile Durkheim


Hans-Peter Müller
Société, morale et individualisme. La théorie morale d’Emile Durkheim
Gesellschaft, Moral und Individualismus. Emile Durkheims Moraltheorie


Textes traduits en allemand / Deutsche Übersetzungen

François-A. Isambert
Durkheim: Eine Moralwissenschaft für eine laizistische Moral
Durkheim: Une Science de la Morale pour une Morale Laïque


Bruno Karsenti
Das »Durkheimsche Dilemma« in der Soziologie der Moral
Le »dilemme durkheimien« en sociologie morale


Jean-Claude Chamboredon
Emile Durkheim: Das Soziale als Gegenstand der Wissenschaft. Vom Moralischen zum Politischen?
Emile Durkheim: Le social, objet de science. Du moral au politique ?


Philippe Steiner
Altruismus, Egoismus und Individualismus in der Durkheim-Schule
Altruisme, égoïsme et individualisme dans l’Ecole durkheimienne



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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Social Evolution & History 12/1

Social Evolution & History 12/1 2013


Articles:

Baskin, Ken
The Complexity of Evolution: History as a Post-Newtonian Social Science

Kradin, Nikolay N.
Criteria of Complexity in Evolution: Cross-Cultural Study in Archaeology of Prehistory

Giordano, Christian
Regimes of Toleration in Nation-States and in Consociations: The Recognition of Ethno-Cultural Diversity and Its Dilemmas in a Globalized World

Rousseau, Jérôme
When Sudden Economic Change is not Traumatic: The Collapse of Meat Sharing in Central Borneo

Nkyabonaki, Jason; Mkunde, Beatrice
The Fruit of MKUKUTA in Tanzania's Education Sector: The Case of Secondary Education by Field Evidence from Two Districts

Sablin, Ivan
Transcultural Interactions and Elites in Late Pre-Soviet and Early Soviet Chukotka, 1900–1931

Review Essay

Romanchuk, Aleksey A.
To the Metaparadigm of Evolution

The Almanac ‘Evolution’


Ir ao site da revista:  Social Evolution & History

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


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Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Em-fiados na Cultura

WIRED FOR CULTURE

Pagel, M., Wired for Culture: Origins of the Human Social Mind. W. W. Norton & Company, 2012 432pp.  ISBN 978-0-393-06587-9


Sinopse
Uma característica única da espécie humana é que nossas personalidades, estilos de vida e visões de mundo são moldadas por um acidente de nascimento: a Cultura em que nascemos. É a nossa cultura e não os nossos genes que determinam quais são os alimentos que comemos, que línguas falamos, as pessoas que amamos e com as casamos, e as pessoas que matar na guerra. Mas como é que a nossa espécie desenvolveu uma mente que está programada para a cultura e por quê?



O biólogo evolucionista Mark Pagel acompanha esta intrigante pergunta ao longo dos últimos 80 mil anos de evolução humana, revelando como existe uma propensão inata para contribuir e estar de acordo com a cultura de nosso nascimento, e que isso não só permitiu a sobrevivência humana e os progressos do passado, mas também continua hoje a influenciar o nosso comportamento.



Votar lume sobre como a nossa espécie define os seus atributos -desde o arte, o altruísmo, moralidade, o interesse próprio, o engano, e preconceito- entretecidos da Cultura oferece surpreendentes novos achegas sobre o que significa ser humano.


INDEX

Preface

Introduction: The Gamble

Part 1 – Mind Control, Protection and Prosperity

Cap. 1:  The Occupation of the World

Cap. 2:  Ultra-sociality and the Cultural Survival Vehicle

Cap 3:  The Domestication of Our Talents

Cap. 4:  Religion and Other Cultural “Enhancers”


Part 2 –Cooperation and our Cultural Nature

Cap. 5:  Reciprocity and the Shadow of the Future

Cap. 6:  Green Beards and the Reputation Marketplace

Cap. 7:  Hostile Forces


Part 3 – The Theatre of the Mind

Cap. 8:  Human Language – Voice of Our Genes

Cap. 9:  Deception, Consciousness, and Truth


Part 4 – The Many and the Few

Prologue

Cap. 10:  Termite Mound and the Exploitation of Our Social Instincts

References
Bibliography
Index



+INFO sobre o livro:  Wired for Culture

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Arte, Imagem e Corpo

Decorar a pele é algo que vem de longe, sugere uma pesquisadora


Há cerca de 1,5 a 2 milhões de anos, de acordo com a visão predominante da maioria dos paleoantropólogos e arqueólogos, os primeiros seres humanos evoluiram para primatas quase sem pêlos, uma forma mais eficiente de eliminar a calor corporal excessiva. 



Mas, mais tarde, de acordo com a antropóloga da Univ. Penn State Nina Jablonski, segundo um relatório para a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, os seres humanos podem ter começado a decorar a sua pele para aumentar a atratividade para o sexo oposto e expressar, entre outras coisas, a identidade do grupo.



Décadas de pesquisa em cavernas da Europa e da África do Sul, entre outros lugares, evidenciaram a fabricação e uso de pigmentos antigos pelos primeiros humanos modernos, especialmente como meio para criar pinturas de parede. Muitos cientistas sugerem que os pigmentos também foram utilizados para a decoração corporal, a prática poderia ir tão longe para trás como mais de 100.000 anos.



A recente descoberta de um talher pré-histórico na caverna sul-africana de Blombos, por exemplo, evidenciou a fabricação de ocre em uma caverna onde não havia nenhuma evidência de qualquer pintura da parede. O talher, que consistia em conchas abalone onde o ocre fora armazenado e processados, combinado com gordura, osso moído, quartzo e carvão para produzir um composto de pigmento que possivelmente fora utilizado como coorante para pinturas de proteção ou decoração, que teriam sido feitas sobre a pele, há cerca de 100.000 anos BP. 



Esta datação corresponde a um momento em se pensa que os primeiros seres humanos modernos estavam no limiar do pensar e de se expressar de jeito simbólico e por as bases para a arte e a linguagem.



Assim a pintura corporal e a tatuagem poderiam ser muito antigas, Jablonski considera que esta técnica tem implicações para a compreensão da natureza e do comportamento do homem moderno de hoje, como bem. 



"Nós pudemos pintar grandes desenhos em nossos corpos e usar esses desenhos para enviar todos os tipos de mensagens ou expressar a nossa pertença grupal", disse Jablonski. "Normalmente, é algo com significado profundo. Quando falo com as pessoas sobre suas tatuagens dizem-me que já passaram meses ou anos à escolha de um desenho que é extremamente significativo para eles."

Fonte: Popular Archeology 16-02-2013



Postagem relacionada:  O mundo Simbólico Neanderthal

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Comida, Materialidade e Hospitalidade

Food, Drink and Hospitality
Space, Materiality, Practice

Quando: 14 Junho
Onde: Oxford


A Universidade Brookes de Oxford junto com a British Sociological Association, Oxford Gastronomica, e a revista Hospitality & Society organizam em junho deste ano, um Colóquio sob o tema Comida, Bebida e Hospitalidade. Espaço, Materialidade e Pratica



A pesquisa filosófica tem enriquecido nos últimos anos a compreensão da hospitalidade. No entanto, estes estudos levaram a focar a temática nas re-conceituações abstrata de hospitalidade, e a uma tendência a usar noções de hospitalidade com fim de ver relações a escala regional, de nação ou urbana, em troques de adotar visões a nível das micro geografias quotidianas nas que estão envolvidas as transações de comida e bebida.

Potlatch dos indios klallam, século XIX

Tendendo com elo a tratar este debates em torno da hospitalidade e da sociedade como algo separado das práticas comerciais. De igual jeito os académicos dedicados ao estudo da hospitalidade comercial têm ignorado as perspetivas aportadas por estes debates filosóficos abstratos. Vários estudos recentes têm tentado criar pontos de conexão entre o abstrato e o mais mundano, através da pesquisa das diversas conceções tangíveis de hospitalidade e entre elas das suas manifestações sociais e comerciais

um potlatch na atualidade

Este encontro busca construir a este eido emergente de trabalho convidando aos pesquisadores a explorar as complexas interações entre alimento, bebida, e hospitalidade, para conectar as dimensões abstrata e filosófica da hospitalidade e o seu aspeto material, encarnados a través da prática. Pretendendo desenvolver um dialogo inter-disciplinar no que se deem a mão os trabalhos da sociologia, antropologia, geografia história, filosofia, estudos culturais e literários, de género, psicologia...e outras diversas áreas afins.


O prazo de receção de comunicações está aberto até o dia 28 de fevereiro. pode consultar-se mais informação no site de Food, Brink & Hospitality. Os ponências aceitadas e formarão parte de um próximo número monográfico da revista Hospitality & Society.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Religion, Brain & Behavior 3/1


Religion, Brain & Behavior
     
Vol. 3/1, 2013


Editorial

Articles


Bio-Cultural Approaches to Social Forms
Wesley J. Wildman, Richard Sosis & Patrick McNamara  pp 1-2


Cultural inheritance or cultural diffusion of religious violence?
A quantitative case study of the Radical Reformation
Luke J. Matthews, Jeffrey Edmonds, Wesley J. Wildman & Charles L. Nunn    pp 3-15


A cognitive analysis of the Palestrina Myth
Steven Hrotic  pp 16-38


Target Article

Cognitive resource depletion in religious interactions
Uffe Schjoedt, Jesper Sørensen, Kristoffer Laigaard Nielbo, Dimitris Xygalatas, Panagiotis Mitkidis & Joseph Bulbulia  pp 39-55


Commentaries

Religious ritual and modes of knowing: commentary on the
cognitive resource depletion model of ritual
Candace S. Alcorta  pp 55-58


Religious ritual and the loss of self
Steven Brown  pp 58-60


Adding mist to the fog surrounding collective rituals: what are they, why, when and how often do they occur?
David Eilam & Joel Mort  pp 60-63


Cognitive consequences and constraints on reasoning about ritual
Cristine H. Legare & Patricia A. Herrmann  pp 63-65


What are we measuring?
Pierre Lienard, Matthew Martinez & Michael Moncrieff  pp 65-68


Functions, mechanisms, and contexts: comments on “Cognitive resource depletion in religious interactions”
Robert N. McCauley  pp 68-71


Cognitive resource depletion and the ritual healing theory
James McClenon  pp 71-73


Problems for the cognitive-depletion model of religious interactions
Paulo Sousa & Claire White pp 73-76


Ritual and acquiescence to authoritative discourse
Harvey Whitehouse  pp 76-79


Response

The resource model and the principle of predictive coding: a framework for analyzing proximate effects of ritual
Uffe Schjoedt, Jesper Sørensen, Kristoffer L. Nielbo, Dimitris Xygalatas, Panagiotis Mitkidis & Joseph Bulbulia  pp 79-86


Book Review

Shall the religious inherit the Earth? Demography and politics
in the twenty-first century
Michael Blume  pp 87-88



Ir ao site da revista:   Religion, Braind & Behavior

sábado, 19 de janeiro de 2013

Chefias, Política e Hierarquia - Convocatória

Chefia, Política e Hierarquia
na América indígena
X Reunião de Antropologia do MERCOSUL

Quando: 10-13 de Julho
Onde: Cordoba (Argentina)


Dentro do X Reunião de Antropologia do MERCOSUL que este ano celebrar-se há em Córdoba (Argentina) terá lugar a sessão temática: Chefia, Política e Hierarquia na América indígena da qual estão já aberta o período de receção de propostas. As datas limite serão comunicadas em breve.

As formulações de Pierre Clastres sobre a chefia ameríndia produziram uma pauta de longa duração, que ainda suscita diversas releituras e questões. Seus argumentos contundentes sobre as relações dos ameríndios com (ou contra) o poder na forma do “Estado”, ao mesmo tempo em que positivaram a política indígena, deixaram muitas lacunas etnográficas.



A imagem tradicional dos povos das Terras Baixas da América do Sul como grupos de pequena escala, igualitários e sem chefia coercitiva, é complicada e nuançada quando se leva em conta as sociedades de grande escala e hierarquizadas (passadas e presentes), ou sociedades que o próprio Clastres já havia reconhecido como “exceções” (como os povos arawak).



Ainda, há diversos casos de relações assimétricas entre povos indígenas, como entre os maku e tukano, ou mbaya e terena, que colocam importantes questões sobre hierarquia e poder. A isso vêm somando-se novas etnografias sobre a política ameríndia e releituras de materiais antigos, que têm mostrado um cenário bastante variado.



Este GT tem a intenção de repensar questões centrais do tema e complexificar a imagem da política na América indígena, a partir dos novos aportes etnográficos, arqueológicos, históricos e linguísticos que vêm sendo conduzidos.


  Convocatória



+INFO no site do:  X RAM - 2013

Deuses ...



Anthropology of this Century nº 6


Nº 6 - 2013


INDEX

Fenella Cannell:
FILMING THE DECLINE
Not Hollywood: independent film at the twilight of the American dream by Sherry Ortner

Daniel Miller:
HOW PEOPLE MAKE MACHINES THAT SCRIPT PEOPLE
Invisible users: youth in the internet cafés of urban Ghana 
by Jenna Burrell
Making virtual worlds: Linden Lab and Second Life  by Thomas Malaby
Addiction by design: machine gambling in Las Vegas by Natasha Shüll

Dena Freeman:
VALUE CHAINS FOR DEVELOPMENT: AN ETHNOGRAPHY OF 
PRO-POOR MARKET NTERVENTIONS IN ETHIOPIA

Susan Gal:
TEXTS ALSO ARE THINGS
The anthropology of texts, persons and publics by Karin Barber

Magnus Course:
THE FIFTH OF FIVE WORLDS
Language and art in the Navaho universe  by Gary Witherspoon


Feature Article

Deborah James:
REGULATING CREDIT: TACKLING THE REDISTRIBUTIVENESS 
OF NEOLIBERALISM


Ir ao número de: Anthropology of this Century

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Crânios, Troféus ou Ancestrais - Livro


Crânes Trophées, Crânes d´Ancêtres

Boulestin,B. & Henry-Gambier,D. (Eds.), Crânes  trophées,  crânes   
d´ancêtres et autres pratiques autour de la tête: problèmes d’interprétation en archéologie. BAR International Series 2415, Archaeopress, Oxford, 2012


Sinopse
A aparição de restos humanos em diversos contextos arqueológicos claramente ritualizados como silos, lugares de habitação, gáveas, estruturas arquitetónicas varias, e com uma amplitude cronológica igualmente considerável do paleolítico a tempos proto-históricos, nos últimos anos tem sido estudada pola arqueologia pranteando diversas ideias interpretativas, que vão desde a memorialização, o sacrifício, o troféu, ou mesmo canibalismo.



Isto contrasta assim mesmo com a presença na etnografia de povos não europeus o unas fontes antigas de referências sobre o sentido e uso do crânio e outras partes do corpo. Por elo esta temática apresenta-se como um térreo privilegiado para o encontro e a síntese interdisciplinar entre arqueologia, historia e antropologia, assim como para prantear toda uma serie de questões epistemológicas e metodológicas.  

Ornamentos de crânios do Dahomey 1851

O livro recolhe os trabalhos sobre esta temática apresentados por arqueólogos, historiadores e antropólogos na mesa redonda do mesmo titulo celebrada no Museu Nacional da Pré-história de Eyzies-de-Tayac (Dordonha, França) em outubro de 2010


INDEX

1 - Décapitation/décollation: une distinction justifiée?
Bruno Boulestin et Dominique Henry-Gambier

2 - Têtes coupées, têtes-trophées. L’exemple de l’île de Pâques
Nicolas Cauwe

3 - Pourquoi couper des têtes?
Alain Testart

4 - Quelques réflexions à propos des coupes crâniennes préhistoriques
Bruno Boulestin

5 - Têtes coupées: données archéo-anthropologiques et lignée néandertalienne
Célimène Mussini et Bruno Maureille

6 - Les pratiques autour de la tête en Europe au Paléolithique supérieur
Dominique Henry-Gambier et Aurélie Faucheux

7 - Ofnet et les dépôts de têtes dans le Mésolithique du sud-ouest de l’Allemagne
Christian Jeunesse

8 - Le crâne mésolithique de l’abri du Mannlefelsen I à Oberlarg (Haut-Rhin): étude des modifications osseuses
Bruno Boulestin et Dominique Henry-Gambier

9 - Aperçu des pratiques autour de la tête du Néolithique au premier âge du fer
Bruno Boulestin

10 - À propos des crânes découverts dans les fossés d’enceinte de la culture de Michelsberg
Christian Jeunesse

11 - Du prix et des usages de la tête. Les données historiques sur la prise du crâne en Gaule
Jean-Louis Brunaux

12 - Pratique des têtes coupées chez les Gaulois: les données archéologiques
Élisabeth Rousseau

13 - Acquisition, préparation et autres traitements de la tête chez les Gaulois: aspects anthropobiologiques
Bruno Boulestin et Henri Duday



sábado, 24 de novembro de 2012

Durkheim e a Religião Popular


Durkheim and Folk Religion

Quando: 1 Decembro
Onde:  Oxford


A Maison Française d’Oxford e o British Centre for Durkheimian Studies organiçam um Coloquio o proximo dia 1 de dezembro baixo a titulo de Durkheim & Folk Religion, o encontro científico comemora o centenário neste ano das Formas Elementares da Vida Religiosa, uma das mais conhecidas obras do sociólogo francês


 Programa



+INFO no site da:  Maison Française d’Oxford