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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Agriculture Medieval na Irlanda - Livro


Early Medieval Agriculture

McCormick, F., Kerr, T.R McClatchie, M. & O'Sullivan, A., Early Medieval Agriculture, Livestock and Cereal Production in Ireland, AD 400-1100. Archaeopress, BAR Int. Ser. 2647. Cambridge 2014 688pp.    ISBN:  9781407312866


Sinopse
Este livro descreve, recolhe e analisa as evidências arqueológicas, zooarqueológicas e paleobotânicas sobre a agricultura, gandaria e produção de cereais na Irlanda altomedieva, 400-1100 d.C, especialmente como foram reveladas através de escavações arqueológicas na Irlanda desde 1930. Ele esta baseado no projeto do pesquisa Early Medieval Archaeology Projet (EMAP) financiado pelo Heritage Council de Irlanda


Fornecendo uma série de informaçoes sobre as granhas e terreos agricolas, a gestao pecuaria (principalmente de gado) e cultivo de cereais, além de uma série de conjuntos de dados apresentados em tabelas e descrições, estando, sem dúvida, uma das analises mais detalhadas e abrangentes focadas nas practicas agrícolas e os seus contextos sociais e económicos na Europa e no resto do mundo.


 INDEX



+INFO sobre o livro:  Early Medieval Agriculture

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Porcos entre o Mesolítico e o Neolítico

Os caçadores-recoletores europeus possuiram porcos já no 4600a.C

Os caçadores-coletores europeus adquiriram porcos domesticados dos seus vizinhos agricultores tão cedo quanto 4600aC, de acordo com as novas evidências. Uma equipe internacional de cientistas, incluindo pesquisadores da Universidade Durham, mostrou que houve interação entre os caçadores-coletores e as comunidades agrícolas e uma "partilha" de animais e conhecimentos. A interação entre os dois grupos levou aos caçadores-coletores a que incorporam a agricultura e criação de gado na sua cultura, afirmam os pesquisadores. 


A investigaçao, publicada na revista Nature Communications, oferece novas evidencias sobre os movimentos dos seres humanos pré-históricos ea transição de tecnologias e conhecimentos. A propagação de plantas e animais em toda a Europa entre o 6000 e 4000 AC envolveu uma complexa interação entre os indígenas caçadores-coletores do Mesolitico e os recem chegados agricultores neolíticos ,mas a escala da interação e a medida em que os caçadores-coletores adoparam idéias de seus vizinhos continua a ser muito debatido.


Os pesquisadores afirmam que as evidências anteriores sobre a posse de animais domésticos por parte de caçadores-coletores até agora tinham sido meramente circunstanciais. Ainda não se sabe se os caçadores-coletores receberam os seus porcos através do comércio ou a troca, ou por caça e captura de animais que escaparam dos asentamentos agricolas. No entanto, os porcos domésticos tinham pelejos coloridos e manchados diferentes dos usuais que teriam parecido estranhos e exóticos aos caçadores-coletores e poderom ter atraído a sua atençao sobre os porcos.


O Co- autor do artigo o Dr. Greger Larson , do Departamento de Arqueologia da Universidade de Durham , acrescentou: "Os seres humanos amam a novidade, e apesar de que os caçadores-coletores já tinham explorado o javali, teria sido difícil não ficar fascinados pelos porcos manchados de aparência estranha propriedade dos agricultores que viviam nas proximidades . 



Nao deveria ser nenhuma surpresa que os caçadores-coletores adquiriram alguns deles , eventualmente, mas este estudo mostra que eles fizerao cedo mesmo após os porcos domésticos chegaram ao norte da Europa.". A equipe analisou o ADN antigo dos ossos e dentes de 63 porcos do norte da Alemanha , que mostrarom como os caçadores-recoletores tinham adquirido porcos domésticos de diferentes tamanho e cor de pelagem, e que tinha tanto ascendência proximo oriental como europeia.


O autor principal, o Dr. Ben - Krause-Kyora, da Universidade Christian -Albrecht de Kiel ( Alemanha), disse: "Os caçadores-recoletores mesoliticos definitivamente tinham cães, mas eles não praticavam a agricultura e não tinha porcos, ovelhas, cabras, vacas, tudo o que fora introduzidos na Europa pelos agricultores arredor do 6000 a.C. Ter a pessoas que praticam uma estratégia de sobrevivência muito diferente nas proximidades deve ter resultado estranho, e agora sabemos que os caçador, chegaram a possuir alguns dos porcos domesticados dos agricultores ".


A pesquisa foi liderada pela Christian - Albrechts Universität , Alemanha junto com pesquisadores envolvidos nas Universidades de Durham University, Aberdeen,  o Museu de História Natural do Reino Unido; Archäologisches Landesmuseum Schloss Gottorf , Alemanha ; Hospital Universitário Schleswig -Holstein, na Alemanha, e a  Graduate School of Human Development in Landscapes, Alemanha. O projeto recebeu financiamento do Natural Environment Research Council ( NERC ) e da Graduate School of Human Development in Landscapes.

Fonte do texto: Durham Univ. News


Refêrencia
 
Krause-Kyora,B; Makarewicz,Ch; Evin, A,et alii: "Use of domesticated pigs by Mesolithic hunter-gatherers in northwestern Europe." Nature Communications  DOI: 10.1038/ncomms3348


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Environmental Archaeology - Jornal do mês

Environmental Archaeology: The Journal of Human Palaeoecology


A editorial Maney Publishing escolheu como Jornal do Mês a revista Enviromental Archaeology, como motivo de isso, os artigos dos 3 últimos anos (do 2010 ao 2012) estão ao dispor para a descarga livre. para obter o acesso tereis que seguir apenas as instruções que figuram na pagina do enlace



Environmental Archaeology: The Journal of Human Palaeoecology tem como objetivo publicar contribuições em todos os aspetos da arqueologia ambiental, a partir de uma metodologia de sintética e teórica. Environmental Archaeology é um periódico internacional avaliado por pares que acolhe contribuições que considerem a interação entre os seres humanos e seu meio ambiente no passado arqueológico e histórico.




+INFO aqui:  Environmental Archaeology

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TECHNE 1/1 2013

TECHNE 1/1 2013

Perspectivas Arqueológicas: antropologia, história e arqueociências


Prefácio
Ana Cruz

Editorial
Nelson Almeida & Ivo Oosterbeek


Artigos

A exploração das matérias-primas durante o Paleolítico no Sudoeste Peninsular
Telmo Pereira

Exorcizando demônios: algumas palavras do que não foi dito pelos historiadores da arqueologia Guarani
André Soares

Do mundo digital às humanidades digitais
Danny Rangel

Construcciones en tierra y estructura social en el Sur del Brasil y Este de Uruguay (Ca. 4.000 a 300 a. A.P.)
Leonel Cabrera Pérez

Variação não-métrica craniana na região do lambda: os casos identificados nos indivíduos inumados na Gruta dos Ossos (Alto Ribatejo, Portugal)
Tiago Tomé

Abordagem Teórica Sobre o Estudo de Sítios Líticos no Interior do Estado de São Paulo, Brasil
Fábio Grossi dos Santos

Depósitos Sedimentares e variações Paleoambientais no Pleistocénico Final e Holocénico do Alto Ribatejo (Portugal).
Hugo Gomes, Cristiana Ferreira, Pierluigi Rosina

O sítio da Idade do Bronze de Via Neruda em Sesto Fiorentino (Florença, Itália): exploração dos recursos arbóreos.
Ginevra Coradeschi

Das faunas às populações – Reflexos islâmicos do Castelo de Paderne
Vera Pereira

Recensões

Uma História da Arqueologia Portuguesa. Das origens à descoberta da Arte do Côa.
Nelson Almeida

Identidades e diversidade cultural – Artigos/Práxis. Coletânea
Síria Borges

Cerâmica Guarani: Manual de Experimentação Arqueológica
André Soares


Ir ao numero da revista: Techne 1/1

sábado, 29 de junho de 2013

Divulgar a Evolução, o NIDAP


O dia 6 de Julho terá lugar no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha uma palestra a cargo de Silvério Figueiredo, Fernando Coimbra e Arlinda Fortes que levara por titulo NIDAP.cpgp - S. Caetano, Golegã: um projecto de divulgação da evolução da Vida e do Homem



Nesta palestra apressentara-se este centro recentemente criado. A palestra decorrera a partir das 17:00 horas a entrada é livre.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Cavalo e o Touro - Programa definitivo

O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional

Quando: 15-19 Maio
Onde: Golegã e Chamusca


Aos poucos dias de marchar para participar no I Congresso Internacional O Cavalo e o Touro na Pré-História e na História que entre os dias 15 e 19 de Maio se celebrara nos concelhos de Golegã e Chamusca (distrito de Santarém), deixamos-vos aquí para ir abrindo boca o programa definitivo junto com os resumos das intervenções no Congresso, no que como já temos comentado o Archeoten que esto escreve participa junto com o nosso colega Pedro R. Moya, com uma intervenção intitulada Mito e Ritual: Para uma etnoarqueologia jurídica do Touro.


Programa e Resumos



+INFO no site de:  O Cavalo e o Touro

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Cavalo e o Touro - Programa

O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional

Quando: 15-19 Maio
Onde:   Golegã e Chamusca


Recentemente tem saído o programa do Congresso Internacional O Cavalo e o Touro, na Pré-história e na História no que o que isto escreve participa como uma comunicação apresentada conjuntamente com o nosso colega e bom amigo Pedro-Reyes Moya da UCM, e que terá por título Mito e Ritual: Para uma etnoarqueologia jurídica do Touro.  



Nela que exporemos os datos e alguma hipótese sobre um interessante conjunto de rituais jurídicos que se topam na Península Ibérica e noutros lugares da Europa, pranteando-nos a sua lógica e origens, de certo -podemos adiantar- nada recentes.



Junto a nossa modesta apartação como vereis pelo programa que incluímos abaixo o Congresso tratara a multitude de aspetos que rodeiam a figura destes dois animais em distintas culturas, desde as crenças sobre a morte, a guerra, a economia, os processos de domesticação, a festa o ritual, o mito, ou a arte rupestre.



E reunindo os mais diversos espaços e tempos desde a Mesopotâmia, ao Novo Mundo passando por Trácia, centro-europa, ou Val Camonica, e contando coa participação de importantes especialistas internacionais como Henry De Lumley conhecido pelo seus estudos sobre o jazigo de Terra Amata ou os petróglifos de Mont Bégo



Em resume umas interessantes jornadas que decorreram debatendo e expondo os distintos pontos de vista, detalhes, em resume os retalhos duma multiforme quase caleidoscópica historia cultural do cavalo e o touro. Certamente interessante


Programa provisório




+INFO no site de:  O Cavalo e o Touro

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O Cavalo e o Touro - ampliado o prazo

O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA
E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional

Quando: 15-19 Maio
Onde:  Golegã e Chamusca


Tem-se ampliado o prazo para a apresentação de propostas de comunicações ao congresso O Cavalo e o Touro na Pré-história e na História, do que já temos falado no Archaeoethnologica, e que se celebrara nas vilas de Golegã e Chamusca (distrito de Santarém) em maio deste ano.



Os interessados têm até o dia 15 de março para apresentar o resumo e título provisório da sua proposta. As línguas oficiais do Congresso são o português, o castelhano e o inglês, sendo ainda aceites comunicações em francês e em italiano desde que apresentem resumos numa das línguas oficiais.



Este congresso pretende reunir, com a finalidade de troca de conhecimentos, não só pré-historiadores, arqueólogos e historiadores de arte, mas também investigadores dedicados à mitologia, à utilização militar do cavalo, à história da tauromaquia, à origem e evolução e à criação destes dois mui nobres animais.



Ambos surgem profusamente representados nas artes de culturas e civilizações diversas, desde a Pré-História até aos dias de hoje, em exemplos numerosos de arte rupestre, cerâmica, escultura, mosaicos, numismática, arquitetura e pintura, entre outros casos.


+INFO no site de:  O Cavalo e o Touro

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Cavalo e o Touro - Convocatória


O CAVALO E O TOURO NA PRÉ-HISTÓRIA
E NA HISTÓRIA
Congresso Internacional

Quando: 15-19 maio 2013
Onde: Golegã e Chamusca


Este congresso pretende reunir, com a finalidade de troca de conhecimentos nao só pré-historiadores, arqueólogos e historiadores da arte, mas também, investigadores dedicados a mitología, a utilizaçao militar do cavalo, a história da tauromaquia, à origen e evoluçao da criaçao de destes dois animais



Ambos surgem profusamente representados nas artes de culturas e civilizaçoes diversas desde a Pré-história até aos días de hoje, em exemplos numerosos de arte rupestre cerámica, escultura, mosaico, numismática, arquitectura e pintura entre outros casos, surgindo mesmo com características e associaçoes divinas no seio de muitos povos



O congresso organizado pelo centro Portugues de Geo-história e o Centro de Pré-história do Instituto Politécnico de Tomar, Instituto Terra e Memoria e o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. O congresso divide-se em sessoes gerais e em sessoes temáticas mais especificas tendo lugar na Golegã (capital portuguesa do cavalo) e na Chamusca (onde se encontram os maiores criadores de touros do país)



As linguas do congresso sao o portugués, o castelhano e o inglés, sendo aceites comunicaçoes em francés e em italiano desde que apresentem resumos numa das linguas oficiais. O prazo de pressentaçao de propostas esta aberto até o dia 31 de janeiro do 2013


 Primeira Circular



+INFO no site do Congresso:  O Cavalo e o Touro

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Arqueologia da Agricultura na Alta Idade Media



Archaeology of Farming and Animal Husbandry in Early Medieval Europe

Quando: 15-16 novembro
Onde: Vitoria-Gasteiz


O Grupo de Investigación en Patrimonio y Paisajes Culturales (GIPyPAC) organiza o Congresso Archaeology of Farming and Husbandry in Earley Medieval Europe. Os objectivos desta conferência são, por um lado, a elaboração de sínteses regionais sobre a articulação das primeiras paisagens medievais da Espanha em um contexto europeu, e por outro lado, para analisar práticas agrícolas e de criação de animais no início da Idade Média, usando a bioarchaeologia como ferramenta.



Alguns dos mais renomados especialistas europeus junto com jovens investigadores particiapão na conferência, tendo a diversidade disciplinar como uma prioridade.


 Programa e abstracts



Haverá um serviço de tradução simultânea inglês-castelhano durante a celebração do colóquio
    

+INFO no site de:  Archaeology of Farming & Humbandry

terça-feira, 26 de junho de 2012

Arqueologia da Agricultura na Alta Idade Media

Archaeology of Farming and Animal Husbandry in Early Medieval Europe

Quando: 15-16 novembro
Onde: Vitoria-Gasteiz


O Grupo de Investigación en Patrimonio y Paisajes Culturales (GIPyPAC) organiza o Congresso Arcaheology of Farming and Husbandry in Earley Medieval Europe. Os objectivos desta conferência são, por um lado, a elaboração de sínteses regionais sobre a articulação das primeiras paisagens medievais da Espanha em um contexto europeu, e por outro lado, para analisar práticas agrícolas e de criação de animais no início da Idade Média, usando a bioarchaeologia como ferramenta.


Assim, pretende-se repensar a história social do início da Idade Média a partir de uma perspectiva que valoriza a diversidade eo dinamismo das comunidades camponesas, ao contrário das abordagens primitivos que ainda são predominantes para a caracterização desses grupos.


Para isso, alguns dos mais renomados especialistas europeus foram convidados a participar na conferência, tendo a diversidade disciplinar como uma prioridade. Os jovens investigadores vão também participar no congresso. Além disso, pretendemos organizar uma sessão de pôsteres a fim de acolher estudos específicos sobre estas questões.


  Programa provisorio:




Ir ao site de:  Archaeology of Farming & Humbandry

terça-feira, 8 de maio de 2012

As origens do cavalo


O Mistério da Domesticação do cavalo resolto

Uma Pesquisa reconcilia as teorias sobre a origem do cavalo doméstico.

Uma nova investigação indica que os cavalos domésticos originados nas estepes da moderna Ucrânia, sudoeste de Rússia e oeste de Cazaquistão, misturaram-se com populações selvagens locais quando se espalharem por toda a Europa e Ásia. A pesquisa foi publicada ontem, 7 de maio, na revista PNAS.


Durante várias décadas, os cientistas estiveram intrigados pela origem dos cavalos domésticos. Com base em evidências arqueológicas, por muito tempo se pensou que a domesticação do cavalo se originou na parte ocidental da Estepe Euro-asiática(Ucrânia, Rússia sudoeste e oeste do Cazaquistão), no entanto, uma única origem em uma área geograficamente restrita parecia em desacordo com o grande número de linhagens femininas existente no pool genético dos cavalos domésticos, que comummente se pensou refletia diversos "eventos" de domesticação através de uma ampla área geográfica.

Nomada kazako, o seu cavalo e sua aguia


A fim de resolver a história desconcertante do cavalo doméstico, os cientistas da Universidade de Cambridge usaram uma base de dados genética de mais de 300 cavalos ao longo de toda a Estepe Euro-asiática para executar para contrastar uma serie de modelos e escearios hipotéticos para a domesticação.

Equus ferus ferus

Sua pesquisa mostra que o ancestral selvagem extinto dos animais domésticos, o Equus ferus, expandiu-se fora de Ásia Oriental cerca de 160.000 anos atrás. Eles também foram capazes de demonstrar que Equus ferus foi domesticada na estepe da Eurásia ocidental, e que os rebanhos foram repetidamente reabastecidos com cavalos selvagens quando eles se espalharam por toda a Eurásia.


A Dra. Vera Warmuth, do Departamento de de Zoologia da Universidade de Cambridge, disse: "Nossa pesquisa mostra claramente que a população fundacional originária dos animais domésticos foi criada na estepe da Eurásia ocidental, uma área onde topamos a evidência arqueológica mais antiga de cavalos domesticados. A propagação da domesticação do cavalo difere de muitas outras espécies de animais domésticos, em que os rebanhos ao espalhar-se foram aumentados com cavalos selvagens locais numa escala sem precedentes noutras espécies. Se estes eventos de repovoamento envolverão principalmente a éguas selvagens, podemos explicar o grande número de linhagens femininas presentes na genética do cavalo doméstico sem ter de invocar umas origens múltiplas para o fenómeno da domesticação ".

algumas das linhagens do cavalo doméstico


Os investigadores fornecem a primeira evidência genética para situar a origem a domesticação numa área geograficamente restrita, na estepe da Eurásia, como é sugerido pela arqueologia, e mostram que a enorme diversidade feminina é o resultado de introduções posteriores de éguas selvagens locais em rebanhos domésticos, reconciliando assim as provas que se tinham dado lugar a conflito entre uns dados e outros

Fonte: Univ. of Cambridge Reseach News

Referência:
- Jansen, Th., Forster, P., Renfrew, C. et alii: "Mitochondrial DNA and the origins of the domestic horse" PNAS 99/16, 2012 pp.10905–10910  DOI: 0.1073/pnas.152330099


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Territórios de Fronteira - Palestras

Irá decorrer no Museu Nacional de Arqueologia de Portugal às 18 horas do próximo dia 7 de maio de 2012 novo ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP).

O ciclo inclui as palestras:

O abrigo do Lagar Velho e o Paleolítico Superior em Leiria: Análise dos dados arqueológicos no atual contexto da evolução humana
Vânia Carvalho –Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Univ. Coimbra

The vertebrate faunal remains from Grotta del Romito and Grotta del Cavallo. Society, economoy, environment and climate in the Upper Pleistocene of Southern Italy
Beatrice Vacca
Dep. of Archaeology, Faculty of Arts & Humanities, Univ. of Sheffield

Rituais funerários dos Pepel da Guiné-Bissau
Clara Saraiva
NCT – Instituto de Investigarão Científica Tropical, Lisboas
CRIA – FCSH – Centro em rede de Investigação em Antropologia, Univ. Nova de Lisboa


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Investigando a Etnoarqueologia da agricultura


Reseaching non-industrial farming
a multidisciplinary approach

Quando: 27 agosto - 2 setembro
Onde:  Santo Adriano, Asturias


O CSIC baixo a coordenação das arqueologas Leonor Peña Chocarro (EEHAR) e Marta Moreno García (IH-CCHS), organiza este verão uma escola de verão sobre a agricultura tradicional e as suas técnicas. O curso tem 15 praças disponíveis e o prazo de solicitude esta aberto ate o 15 deste mês, a continuação oferecemos-vos a descrição deste interessante curso junto com o programa, ponentes e outras informações

Tendo como precedente a experiência prévia da organização 2 cursos de verão no enquadramento do projeto europeu EARTH (ESF), esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes as ferramentas necessárias para o estudo da agricultura pré industrial e a criança de animais no seu próprio contexto social e cultural.

Este ênfase nas feições socioculturais que permitem aos estudantes a aprofundar nos processos históricos que deram pé ao desenvolvimento da agricultura, desde as suas origens, e a preservação de um rico patrimônio cultural e biológico em algumas partes da Europa.A grande diversidade curricular do professorado e dos estudantes analisar diferentes planos destas questões (cultivos, chãos, animais, paisagens, técnicas, etc.) desde uma grande variedade de perspetivas, tais como as da arqueologia (bio-arqueologia, arqueologia da paisagem, análise funcional), a antropologia, história, geografia, agronomia ou a da genética das plantas genéricos, o que enriquece significativamente os conteúdos da escola e a formação dos participantes.


A escola concebe-se como um laboratório experimental no qual o ensino divide em três módulos: conferências, demonstrações e trabalho de laboratório e trabalho de campo. Os temas de discussão estão relacionados com feições essenciais da agricultura tradicional e criança de animais, como as técnicas e práticas agrícolas e ganadeiras, a evolução dos cultivos, as mudanças na paisagem, a etnografia, etc. As práticas de laboratório completam este conhecimento teórico, aumentando o entendimento das metodologias utilizadas nos diferentes campos de estudo relacionados com o estudo da agricultura não industrial.


O estudante tem também a oportunidade de participar nas atividades agrícolas tradicionais através da colaboração ativa com agricultores locais fazendo desta iniciativa de uma experiência única para a formação de futuros especialistas nestas áreas.


 Convocatoria:



+INFO no site do:  Centro de Ciencias Sociais (CSIC)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Territórios de Fronteira - Palestras



Irá decorrer no Museu Nacional de Arqueologia de Portugal às 18 horas do próximo dia 12 de abril de 2012 novo ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP).

O ciclo inclui palestras de:

Companheiros na vida e na morte: a integraçao de restos animais nos rituais funerários
Cláudia Costa UNIARQ univ. do Algarve

A análise de ossos queimados em contextos arqueológicos: algumas inovaçoes.
David Gonçalves
CENCIFOR – Centro de Ciências do Patrimonio Arquitectónico e Arqueológico / CIAS – Centro de Investigaçao em Antropologia e Sáude

Viver a morte em Portugal: o potencial informativo dos relatórios antropológicos de campo
Cristina Cruz
Departamento de Ciências da Vida da Univ. de Coimbra / CIAS – Centro de Investigaçao em Antropologia e Saúde


quarta-feira, 28 de março de 2012

O primeiro rebanho

As traças no ADN do gado levam a um pequeno rebanho em torno a 10.500 anos atrás

Tudo o gado bovino atual é descendente de uns 80 animais que foram domesticados a partir de bois selvagens do Oriente Próximo 10.500 anos atrás, segundo um novo estudo genético.
  
Uma equipa internacional de cientistas do CNRS, o Museu Nacional de História Natural de França, a Universidade de Mainz, na Alemanha, e o UCL no Reino Unido foram capazes de realizar o estudo do ADN extraindo dos primeiros ossos conhecidos de gado doméstico, topados em escavações em sítios arqueológicos iranianos. Esses sítios foram ocupados não muito depois da invenção da agricultura e estão na região onde o gado bovino fora domesticado por primeira vez.

A equipa examinou as pequenas diferenças nas sequências de ADN de antigos animais, assim como de gado moderno, para estabelecer como poderiam ter surgido dadas as histórias das diferentes populações. Usando simulações de computador, eles descobriram que as diferenças de ADN só poderia ter surgido se um pequeno número de animais, cerca de 80, que foram domesticados a partir de boi selvagem (auroque). O estudo foi publicado na edição atual da revista Molecular Biology and Evolution.



A Dra. Ruth Bollongino do CNRS, França, e da Universidade de Mainz, na Alemanha, principal autora do estudo, disse: " A obtenção de sequências de ADN fiáveis de resíduos que são encontrados em ambientes de frio é de rotina”. É por isso que os mamutes foram uma das primeiras espécies extintas a partir do qual pudemos ler seu ADN. Mas obter ADN de confiança a partir de ossos encontrados em regiões quentes é muito mais difícil porque a temperatura é muito crítica para a sobrevivência do ADN. Isto significava que temos que ser extremadamente cuidadosos para não terminar lendo ADN contaminado por gado morto em tempos mais recentes.

O número de animais domésticos tem implicações importantes para o estudo arqueológico de domesticação. O Prof. Mark Thomas, geneticista do Departamento de Genética, Evolução e Meio Ambiente da UCLe um dos autores do estudo, disse: "Este é um número surpreendentemente pequeno de gado. Sabemos a partir dos restos arqueológicos que os ancestrais selvagens do gado de hoje, os conhecido como auroques, eram comuns em toda a Ásia e Europa, assim teria havido muitas oportunidades para captura-los e os domesticar".

representação de auroque num gravado anônimo de princípios do XIX

O Prof. Joachim Burger, da Universidade de Mainz, outro dos autores, disse: "os auroques selvagens são animais muito diferentes do moderno gado doméstico."Eles eram muito maiores do que os bovinos modernas, e não teria tido as características internas que vemos hoje, como a docilidade. Assim, em primeiro lugar, a captura desses animais não teria sido fácil, e embora algumas conseguiram captura-los vivos, a sua mantimento continuado e criação a cria ainda teria apresentado dificuldades consideráveis, até que ela tivesse conseguido um tamanho menor e um comportamento mais dócil".

comparação dos tamanhos do auroque e touro atual

Os estudos arqueológicos sobre o número e tamanho dos ossos de animais pré-históricos têm mostrado que não só o bovino, mas também cabras, ovelhas e porcos foram domesticados por primeira vez no Oriente Médio. Mas dizer quantos animais foram domesticados para qualquer dessas espécies é uma questão muito mais difícil de responder. Técnicas clássicas de arqueologia não nos podem dar toda a imagem, mas a genética pode ajudar - especialmente se alguns dos dados genéticos provinham dos primeiros animais domésticos.

cranio do jazigo romano-britano de Binchester, foto: Michael Shanks    

O Dr. Jean-Denis Vigne bio-arqueólogo, CNRS comenta: "Neste estudo a análise genética permitiu responder a questões que - até agora os arqueólogos nem sequer se pranteavam."Um pequeno número de progenitores de gado é consistente com uma área restrita da que os arqueólogos tenham provas para o início da domesticação ca. 10.500 anos atrás. Esta área restrita poderia ser explicada pelo fato de que a criação de gado, ao contrário, por exemplo, o pastoreio de cabras, teria sido muito mais difícil para as sociedades móveis, das que só algumas das sociedades do Oriente Médio eram realmente sedentárias na época".



O Dr Marjan Mashkour, arqueólogo CNRS que trabalha sobre o Oriente Médio acrescentou "Este estudo destaca o quanto importante pode ser considerar oz vestígios arqueológicos de regiões , até o de agora nao bem estudadas, como o Iram. Sem os dados iranianos teria sido muito difícil tirar essas conclusões sobre o gado a uma escala tão global".

(Fonte:  UCL News)


Referência do artigo:

- Bollongino1,R., Joachim Burger, J., Powell, A., Mashkour, Vigne, J-D. & Thomas, M.G, "Modern Taurine Cattle descended from small number of Near-Eastern founders" Mol Biol Evol (2012)
DOI:  10.1093/molbev/mss092