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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Emania 21, 2013

Emania 21, 2013



Depois de um hiato de sete anos, o Navan Research Group tem relançado o seu jornal, Emania. Esta revista interdisciplinar centra-se na narrativa do Ciclo de Ulster, dos antigos Royal site da Irlanda e na arqueologia e paleoambiente da Irlanda, no período do Bronze Final até ao período altomedieval


INDEX

The Ulster Cycle in Russia  p 5
Tsvetoukhina, Maria; Mikhailova, Tatyana & Bondarenko, Grigory

Cú Chulainn’s ríastrad and Related Contortions  p 15
Leenane, Mary

Ptolemy’s Isamnion Promontory: Rehabilitation and Identification  p 21
Warner, R.B

Lieutenant-General Alexander Campbell’s Loughnashade Horn  p 31.
Ó Néill, John

A Lost, Iberian-style, Bronze Age Gold Neck-ring from near Navan, Co. Armagh  p 35
Warner, R.B.

Fire, Rush Lights and Pine at Navan?  p 41
Hunt, C.O

Power to the People: Reinterpreting Bronze Age Society  p 47
Ginn, Victoria

A Chronological Framework for the Period from 208 BC to AD 600  p 59
Baillie, M. & Brown, D

The Late Iron Age Lull – not so Late Iron Age after all! p 73
Coyle McClung, Lisa


Ir ao site da revista: Emania

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

TECHNE 1/1 2013

TECHNE 1/1 2013

Perspectivas Arqueológicas: antropologia, história e arqueociências


Prefácio
Ana Cruz

Editorial
Nelson Almeida & Ivo Oosterbeek


Artigos

A exploração das matérias-primas durante o Paleolítico no Sudoeste Peninsular
Telmo Pereira

Exorcizando demônios: algumas palavras do que não foi dito pelos historiadores da arqueologia Guarani
André Soares

Do mundo digital às humanidades digitais
Danny Rangel

Construcciones en tierra y estructura social en el Sur del Brasil y Este de Uruguay (Ca. 4.000 a 300 a. A.P.)
Leonel Cabrera Pérez

Variação não-métrica craniana na região do lambda: os casos identificados nos indivíduos inumados na Gruta dos Ossos (Alto Ribatejo, Portugal)
Tiago Tomé

Abordagem Teórica Sobre o Estudo de Sítios Líticos no Interior do Estado de São Paulo, Brasil
Fábio Grossi dos Santos

Depósitos Sedimentares e variações Paleoambientais no Pleistocénico Final e Holocénico do Alto Ribatejo (Portugal).
Hugo Gomes, Cristiana Ferreira, Pierluigi Rosina

O sítio da Idade do Bronze de Via Neruda em Sesto Fiorentino (Florença, Itália): exploração dos recursos arbóreos.
Ginevra Coradeschi

Das faunas às populações – Reflexos islâmicos do Castelo de Paderne
Vera Pereira

Recensões

Uma História da Arqueologia Portuguesa. Das origens à descoberta da Arte do Côa.
Nelson Almeida

Identidades e diversidade cultural – Artigos/Práxis. Coletânea
Síria Borges

Cerâmica Guarani: Manual de Experimentação Arqueológica
André Soares


Ir ao numero da revista: Techne 1/1

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Trabajos de Prehistoria 70/1

Trabajos de Prehistoria 70/1, 2013


Artígos

Aprovisionamiento de sílex en el Prepirineo oriental durante el Paleolítico superior antiguo: el nivel arqueológico 497C de Cova Gran (Santa Linya, Lleida)   pp. 7-27
Miquel Roy Sunyer, Andoni Tarriño Vinagre, Alfonso Benito-Calvo, Rafael Mora Torcal, Jorge Martínez-Moreno

Los orígenes del Solutrense y la ocupación pleniglaciar del interior de la Península Ibérica: implicaciones del nivel 3 de Peña Capón (valle del Sorbe, Guadalajara)   pp. 28-53
Manuel Alcaraz-Castaño, Javier Alcolea González, Rodrigo de Balbín Behrmann, Miguel Ángel García Valero, José Yravedra Sainz de los Terreros, Javier Baena Preysler

Procesos técnicos y culturales durante el Holoceno inicial en el noroeste de la Península Ibérica. Los niveles B y Bb de La Cativera (El Catllar, Tarragona)   pp. 54-75
Juan Ignacio Morales, Josep M. Vergès, Marta Fontanals, Andreu Ollé, Ethel Allué, Diego E. Angelucci

Las estelas del Suroeste en el valle del Guadalquivir y Sierra Morena: distribución espacial y nuevas perspectivas de investigación    pp. 76-94
Manuel Eleazar Costa Caramé

La explotación tartésica de la casiterita entre los ríos Tajo y Guadiana: San Cristóbal de Logrosán (Cáceres)   pp. 95-113
Alonso Rodríguez Díaz, Ignacio Pavón Soldevila, David M. Duque Espino, Moisés Ponce de León Iglesias, Mark A. Hunt Ortiz, Craig Merideth

Arqueología del cielo. Orientaciones astronómicas en edificios protohistóricos del sur de la Península Ibérica   pp. 114-139
César Esteban, José Luis Escacena Carrasco

Una fosa-vertedero de época vettona en el Cerro de la Mesa (Alcolea de Tajo, Toledo)   pp.140-165
Teresa Chapa Brunet, Juan Pereira Sieso, Ana Cabrera Díez, Cristina Charro Lobato, Marta Moreno-García, Mónica Ruiz Alonso, Sebastián Pérez Díaz, José Antonio López Sáez, Rafael Araujo


Noticiario

¿También un arte ‘macro-levantino’? El arquero de grandes dimensiones de Val del Charco del Agua Amarga (Alcañiz, Teruel)    pp. 166-174
Manuel Bea, José Ignacio Royo

Las Pozas (Casaseca de las Chanas, Zamora): dos nuevos recintos de fosos calcolíticos en el Valle del Duero   pp. 175-184
Marcos García García

La utilización de marfil de cachalote en el Calcolítico de Portugal    pp. 185-203
Thomas X. Schuhmacher, Arun Banerjee, Willi Dindorf, Chaturvedula Sastri, Thierry Sauvage

Recensiones y Crónica científica
pp. 204-218

Libros recibidos
pp. 219-221


Ir ao numero de: TP 70/1

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Celtismo Peninsular e Centroeuropeu


A próxima quarta-feira dia 29 de maio, celebrara-se na Casa de Galiza em Madrid uma Mesa Redonda que terá por titulo O Celtismo Ibérico e a sua relação com o Centroeuropeu.



Na mesa redonda intervirão Thomas G. Schattner, diretor científico do Instituto Arqueológico Alemão; Armando Coelho Ferreira da Silva, professor da Faculdade de Arte da Universidade de Porto, o Jesus Javier de Hoz Bravo, professor da Departamento de Filologia da Universidade Complutense, o que isto escreve Marcial Tenreiro, Professor de História Antiga da UNED, junto com Martín Almagro Gorbea, Antiquário da Real Academia da História, quem moderará a Mesa.



Deixamos-vos aqui debaixo o resumo da nossa intervenção na Mesa Redonda que levara por titulo: La Lanza en el agua, la espada en la piedra. Un ritual entre celtas y germanos


Resumo
Esta intervenção terá como foco o estudo diacrónico de uma série de rituais relacionados com as armas e a guerra que encontramos atestado entre os celtas e germanos de época histórica e que, porém, consideramos podem votar alguma luz sobre o estudo de depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e Idade do Ferro. Se sinalará de passo a utilidade uma aproximação interdisciplinar, que incluía distintos tipos de fontes, desde a etnografia à história do direito, ademais das propriamente arqueológicas para obter uma compreensão mais profunda destes fenómenos durante a proto-história europeia e peninsular


+INFO no site da:   Casa de Galicia

Estudando os Objetos Metálicos - Palestra


Dia 30 de Maio de 2013, dentro do Ciclo de Conferências Entre Hefesto e Prometeus celebrara-se uma conferência a cargo dos Professores Drs Paolo Piccardo e Marianne Mödlinger, do Departamento de Quimica e Quimica Industrial (DCCI)da Universidade de Génova que terá por titulo Studying Ancient Metallic Objects: a protocol of investigation. A conferência irá decorrer pelas 17 horas, na sala de reuniões do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação.



Resumo
O estudo de caso apresentado incidirá sobre os processos de fabricação de capacetes, torresmos e couraças da Idade do Bronze europeia. A área de estudo é a Bacia dos Cárpatos e o leste da área Alpino-Cárpatica, onde foram topados as primeiras mostras de armas defensiva da primeira Idade do Bronze.


A análise das propriedades dos materiais e das formas de fabricação aumenta o conhecimento sobre a capacidade dessas armas para suportar o impacto durante o combate. As análises de superfície para detetar vestígios de fabrico e de utilização, a composição da aliagem, microestrutura e tipos de corrosão da armadura serão igualmente discutidos. 



Os resultados igualmente permitem a melhorar a conservação das peças ao identificar os produtos e evolução da corrosão em estes objetos.


+INFO no site do: Inst. Terra e Memoria

domingo, 12 de maio de 2013

Celtic from the West 2 - Livro

CELTIC FROM THE WEST 2

John T. Koch & Barry Cunliffe, Celtic from the West 2: Rethinking the Bronze Age and the Arrival of Indo-European in Atlantic Europe. Oxbow Books, Oxford, 2013 237pp.   ISBN: 9781842175293


Sinopse
A Fachada atlântica da Europa tem sido tratada como marginal para a formação da Idade do Bronze europeia e do quebra-cabeça da origem e primeira disseminação das línguas indo-europeias. Até recentemente, a ideia de que a Europa Atlântica era um mundo totalmente pré-indo-europeu durante a Idade do Bronze ficou plausível.



O rápido crescimento da evidência sobre a pré-história e mais tardiamente sobre as línguas pré-romanas do Ocidente esta tendendo cada vez mais a excluir essa possibilidade. Por isso, é hora de focar a atenção novamente na lista de "suspeitosos" habituais, de serem possíveis evidências arqueológicos sobre a chegada desta grande família de línguas e, assim mesmo, da emergência do seu ramo céltico.



Esta reconsideração do problema lança inevitavelmente uma nova luz penetrante sobre a formação de pré-história tardia da Europa Atlântica e as implicações das novas evidências para a consideração das ligações inter-regionais desta área.


INDEX



+INFO sobre o livro:  Celtic from the West 2

sexta-feira, 3 de maio de 2013

As Origens dos Irlandeses - J. P. Mallory

The Origin of The Irish

J.P. Mallory, The Origins of the Irish Thames and Hubson, 2013  320pp  ISBN 9780500051757


Sinopse
Os Estudiosos têm intrigado o enigma das origens dos irlandeses por mais de mil anos, mas -segundo o autor- sem nenhuma resolução clara. Os irlandeses medievais criaram uma elaborada narrativa de suas origens que tem assombrado gerações de arqueólogos, linguistas e ainda aos modernos geneticistas.

Livro de Leinster, Trinity College, fonte: ISOS

O livro de Mallory enfatiza que os irlandeses não têm uma única origem, mas são um produto de múltiplas influências que só pode ser rastreado através do emprego de arqueologia, genética, geologia, linguística e mesmo a mitologia. Começando com a colisão geológica que fundiu as duas metades da Irlanda, o autor traça a longa viagem da Irlanda para se tornar uma ilha. Examina as fontes arqueológicas sobre os primeiros povoadores da Irlanda e por que eles ter procurado este lugar da da Europa para estabelecer-se.

Teamhair na Rí, Tara Co. Medh, Leinster

Trata-se assim mesmo o problema das origens dos primeiros agricultores e o seu impacto sobre a Ilha, temática a que sege um exploração sobre os metalúrgicos da Idade dos metais; desde o cobre até o ferro, e como eles introduzir à Irlanda nas orbitas mais amplas da culturas europeias contemporâneas

Reconstrução de casa neolítica no Irish National Heritage Park

Mallory expõe e avalia as explicações tradicionais da pré-história da Irlanda à luz das pesquisas mais recentes e novas teorias sobre as origens dos irlandeses, abordando de passo polémica questão dos Celtas, da celticidade irlandesa e das evidencias linguísticas sobre o irlandês como língua.


INDEX

Introduction

Chapter One: The Origins of Ireland

Chapter Two: First Colonists

Chapter Three: First Farmers

Chapter Four: Beakers and Metals

Chapter Five: The Rise of the Warriors

Chapter Six: The Iron Age

Chapter Seven: The Native Version

Chapter Eight: Skulls, Blood and Genes

Chapter Nine: The Evidence of Language

Chapter Ten: The Origins of the Irish


+INFO sobre o livro: The Origin of the Irish


Postagem relacionada: Nos Começos da Britania ...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Cerâmica em Contextos Rituais - Livro

La Céramique dans les contextes rituels

Denti, M & Tuffreau-Libre, M (dir.), La céramique dans les contextes rituels. Fouiller et comprendre les gestes des Anciens, PUR, Rennes 2013    240pp.   ISBN: 978-2-7535-2105-6


Sinopse
Este livro, analisa os modos e formas de deposição da cerâmica em contextos rituais, tratando a problemática da escolha entre as diferentes categorias tipológicas e funcionais, a combinação entre umas e outras e/ou como se associam estes restos cerâmicos com outros tipos de materiais depositado junto a eles, assim como a descrição dos possíveis atos de fragmentação intencional dos vasos que dão lugar a este tipo de registo.



Os estudos envolvidos abrangem contextos arqueológicos, cronológicos, e geográficos muito diferenciados, desde a Idade do Bronze até à Idade Média, na Gália, Itália, Espanha e o mundo grego. O objetivo e desenvolver as questões cruzadas entre e relações dialéticas que emergem desta problemática desde um paradigma diacrónico e baseado em estudos de caso aportados pela arqueologia regional.



Através destas sínteses ou exemplos pontuais, tentam-se abordar uma e uma série de temática que poderíamos: os problemas de tipo teórico e pragmático da pesquisa sobre no campo, as implicações que a atenção aos contextos de descobrimento de caráter ritual tem em geral no estudo de mobiliário arqueológica, e finalmente o proprio papel da análise cerâmica no processo de compreensão da natureza dos contextos arqueologico de carater ritual.


INDEX



+INFO sobre o livro:  Le Ceramique em Contextes...

sexta-feira, 29 de março de 2013

Oficinas de Cerâmica do Bronze Final

FACTA 
Oficinas de Cerâmica do Bronze Final

Quando: 13 e 20 Abril
Onde:  Mombeja


Estão abertas as inscrições para o faCta-Oficinas de Cerâmica do Bronze Final-Arqueologia Experimental. As atividades a desenvolver pretendem envolver a comunidade na investigaçao arqueológica do sitio do Outeiro do Circo (Mombeja/Beringel). O foco do projeto centra-se na olaria, que até recentemente teve bastante impacto socioeconómico.

foto: Projeto Outeiro do Circo

A par da vertente lúdica e de dinamizaçao a atividade pretende ainda ser informativa e recolher alguns dados no ámbito da arqueologia experimental. As ativida a consistem em duas oficinas práticas que acompanham o processo de manufatura cerámico inspirado no que se conhece dos procesos proto-históricos e dos dados obtidos pela investigaçao no Outeiro do Circo.

foto: Projeto Outeiro do Circo

A primeira oficina consistirá na modelaçao de recipientes inspirados em formas encontradas no Outeiro do Circo, a partir de materia argilosa recolhida nas proximidades do sítio. A segunda oficina consistirá na cozedura das peças em fogueira aberta e soenga fechada.


Programa




+INFO no bloge do:  Projeto Outeiro do Circo

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


INDEX




Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pré-história de Iberia - Livro

The Prehistory of Iberia

Berrocal, M.C, García Sanjuán,L., Gilman, A., Prehistory of Iberia. Debating Early Social Stratification and the State. Routledge, Londres, 2012  424pp.  ISBN: 978-0-415-88592-8


Sinopse
A origem eo desenvolvimento precoce de estratificação social é essencialmente um problema arqueológico. O avanço impressionante da pesquisa arqueológica revelou que, em primeiro lugar, a preeminência da sociedade estratificada ou de classes no mundo de hoje é o resultado de uma longa luta social. Esta volume avança o estudo arqueológico de organização social na Pré-história, e mais especificamente o aumento da complexidade social na Pré-História Europeia. No contexto mais amplo da Pré-história mundial, nos últimos 30 anos, o tema da primeira estratificação social e a formação do Estado tem sido um tema chave de interesse no estudo da Pré-história Ibérica.

Este livro ilustra diferentes tematica, como as formas de resistência, a interação entre a mudança e a continuidade, os vários caminhos cara a complexidade social, ou os diversos "fracassos" da formaçao do Estado na Pré-história. Ele também se envolve com questões mais amplas, tais como: quando é que a estratificação social aparecem na pré-história da Europa Ocidental? Que fatores contribuíram para o seu surgimento e consolidação? Quais são as relações entre as noções de complexidade social, a desigualdade social, ou entre a estratificação social e a soberania? E quais são os indicadores arqueológicos para a análise empírica dessas questões?

Focalizado Iberia, mas com mantendo a um tempo a conexao com o seu contexto geografico mais amplo, este livro apresenta, pela primeira vez, em uma ordem cronológica abrangente, as abordagens atuais da questão da formação do Estado na Europa pré-histórica


INDEX




+INFO sobre o livro: The Prehistory of Iberia

sábado, 8 de dezembro de 2012

O depósito de Moita da Ladra - Palestra

Um depósito Votivo da Idade do Bronze na Moita da Ladra
Síntese dos trabalhos realizados e resultados preliminares

Quando:
13 de Dezembro
Onde:   Vila Franca de Xira


A proxia quinta feira dia 13 de Dezembro pelas 16 horas, decorrera no Museu Municipal de Vila Franca de Xira dentro do ciclo de Conferências Vila Franca de Xira há três mil anos. O Tejo palco de interação entre Indígenas e Fenícios, uma palestra a cargo dos Doutores Mário Monteiro e André Pereira titulada Um depósito Votivo da Idade do Bronze na Moita da Ladra. Síntese dos trabalhos realizados e resultados preliminares.



+INFO no site do:  Museu Vila Franca de Xira

domingo, 2 de dezembro de 2012

Outeiro do Circo, novas perspetivas

OUTEIRO DO CIRCO
Novas e Velhas perspetivas sobre o Bronze Final

Quando: 7 de dezembro
Onde: Porto


No dia 7 de Dezembro de 2012 vai ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto uma conferência intitulada: Projeto Outeiro do Circo: novas e velhas perspetivas sobre o Bronze Final na região de Beja.



A conferencia esta organizada pelo Núcleo de Arqueologia da Universidade do Porto (NAUP) a quem agradecemos desde já o convite.A sessão terá início às 15:00 no Anfiteatro II e irá constar da apresentação dos resultados do projeto de investigação centrado no povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja) entre 2008 e 2011.



Também haverá lugar a uma abordagem mais vasta que integrará estes resultados no historial da investigação na região, com destaque para os trabalhos de arqueologia preventiva que têm proporcionado grandes novidades nos últimos anos.



Por último, serão apontadas algumas perspetivas de investigação que este quadro geral poderá proporcionar no futuro imediato.A conferência estará a cargo de Miguel Serra e Eduardo Porfírio (Palimpsesto / CEAUCP-CAM).


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Archaeological Dialogues 19/2


ARCHAEOLOGICAL DIALOGUES 19/2 2012


O ultimo número da revista Archaeological Dialogues dedica a sua secção monográfica a um tema de grande interesse para a teoria e o analise arqueológicos como é o conceito dee "deposição estructurada" e dizer de aquelas deposições que levam trás de si uma intencionalidade, em ocasiões ritual, e que tem sido objeto de um intenso debate refletido numa não menos extensa bibliografia sobre os "depósitos especiais" em períodos como o Neolítico, a Idade do Ferro, ou obviamente a Idade do Bronze (uma interessante achega a estes últimosaqui)



Partindo das linhas expostas num velho e seminal artigo de Julian Thomas o autor do artigo principal (Duncan Garrow) pranteia uma distinção entre "depósitos estranhos" (Odd deposits), resultado de uma intencionalidade frequentemente ritual, e aqueles outros que seriam simplesmente "padrões da cultura material" (Material Culture Patterning), resultado colateral de atividades intencionais pero não concebidos com uma intencionalidade em si próprios. 



Diversos autores que se tem ocupado de fenómenos de deposição estruturada em diversos contexto como Åsa Berggren, David Fontijn, Svend Hansen, John Chapman, ou o próprio Julian Thomas aportam os seus próprios pontos de vista e discutem o problema da deposição intencional na pré e proto-história. O debate se completa coa resposta final de Garrow na que faz uma interessante exposição do conceito "depósito estruturado" a traves do conceito de habitus de Pierre Bourdieu


 INDEX




Ir ao número da revista:  Archaeological Dialogues

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Origens da Complexidade Social - Seminário


Origens e transformações da Complexidade Social das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro - 5 abordagens Iniciais

Quando: 21 de novembro
Onde:   Lisboa


A próxima quarta feira dia 17 novembro, terá local na Sociedade de Geografia de Lisboa o terceiro seminário da secção da arqueologia da mesma que terá por titulo que terá por titulo Origens e transformações da complexidade social das primeiras sociedades camponesas à Idade do Ferro. 5 Abordagens Iniciais.



Nele participaram uma serie de especialistas que abrangeram este amplo período cronológico mostrando como tem evoluído, e decorrido a complexidade nas sociedades da pré- e proto-história portuguesa

O seminario derrora entre as 15h – 18:30


Programa

Ana Cristina Martins (IICT)
Origens e transformações da complexidade social na história da arqueologia: um breviário portuguêss

Mariana Diniz (FLUL)
Nas origens das sociedades camponesas: cursos e percursos da complexidade social

Joaquina Soares (MAEDS)
Complexidade social durante o III Milénio BC no Sul de Portugal

Joao Luís Cardoso (UAberta)
Cronologia absoluta do “fenómeno” campaniforme em torno do estuário do Tejo: incidências sociais e culturais

Joao Carlos Senna-Martinez (FLUL)
A Idade do Bronze do Centro Norte Português: metalurgia e transformações sociais


domingo, 18 de novembro de 2012

A Morte nas Cogotas I


Prácticas mortuorias en el grupo arqueológico de Cogotas I

Quando: 23 de novembro
Onde:  Coimbra


A próxima sexta-feira, dia 23 de novembro, o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto (CEAUCP) organiza uma conferência sobre o mundo funerário na conhecida Cultura das Cogotas I da Meseta ocidental. 




A palestra tem por título Praticas mortuárias no grupo arqueológico de Cogotas I e será impartida pelo professor Ángel Esparza Arroyo um dos principais especialistas no Bronze Final e Idade do Ferro do oeste da Meseta na Peninsula Ibérica



A conferência decorrera no local no edifício do Palácio de Sub-Ripas a partir das 14:30 horas



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Escitas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros escitas que viverão há mais de 2.000 anos na região de Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura escita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeogenetica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura escita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura escita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os escitas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura escita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas escitas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros escitas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os escitas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904